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A memória em fragmentos: uma coleção de cacos do passado The
A memória em fragmentos: uma coleção de cacos do
passado
The memory in fragments: a collection of pieces of past
Danielle Morais Generoso*
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar o arquivamento da
memória através de fragmentos do passado. A voz narrativa
trabalha como um arqueólogo revolvendo e escavando o
passado que estava enterrado em sua memória, tentando
devolver a cor e a vida às imagens que foram perdidas e que já
não lhe pertencem. A frustração ocorre ao tomar conhecimento
de que esses fragmentos são apenas alegoria de um todo
perdido. Este trabalho analisa o poema ―Coleção de Cacos‖, de
Carlos Drummond de Andrade, o fragmento ―Um eremita em
Paris‖ e o ensaio ―Coleção de areia‖, ambos de Ítalo Calvino e
o fragmento ―Escavando e recordando‖, do livro Rua de mão
única, de Walter Benjamin. Esta análise está embasada na
teoria de Philippe Artières, Omar Calabrese e Walter Benjamin.
Palavras-chave: Memória; Fragmentos; Arquivamento.
O arquivo de vida
Philippe Artières, no capítulo ―Arquivar a própria vida‖, do livro Estudos
Históricos, analisa um costume por nós compartilhado, o arquivamento da
*
Mestranda do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da Universidade Federal de
Juiz de Fora.
Revista ContraPonto, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 226-235, jul.2011
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vida. Estaríamos, constantemente, selecionando e armazenando fatos que
iriam desde simples tíquetes de metrô a correspondências comerciais e
pessoais, arquivando, assim, os vestígios de nossa existência, ―os rascunhos,
os antetextos das nossas experiências‖ (ARTIÈRES, 1998, p. 9). Porém, esses
arquivos só se dariam por fragmentos, conservaríamos ―senão uma parte
ínfima de todos esses vestígios‖ (ARTIÈRES, 1998, p. 10); depois da perda
seriam esses vestígios, esses fragmentos, de uma totalidade perdida, que
reconstruiriam, a partir dos cacos, as imagens perdidas do passado. Antes do
arquivamento, entretanto, ocorreria uma seleção dos vestígios que mereceriam
um lugar neste grande acervo em constante construção,
Mas não arquivamos nossas vidas, não pomos nossas vidas em
conserva de qualquer maneira; não guardamos todas as maçãs da
nossa cesta pessoal; fazemos um acordo com a realidade,
manipulamos a existência: omitimos, rasuramos, riscamos,
sublinhamos, damos destaque a certas passagens (ARTIÈRES,
1998, p. 11).
A prática de arquivamento do ―eu‖, segundo Artières, seria um meio de
―construção de si mesmo e de resistência‖ (ARTIÈRES, 1998, p. 11), uma
espécie de confronto com o espelho, um olhar de autoanálise para ―contrapor à
imagem social a imagem íntima de si próprio.‖ (ARTIÈRES, 1998, p. 11). Ao
arquivar-se o indivíduo estaria em busca de controle sobre sua vida e sobre
suas perdas, consequência da passagem do tempo, que não se pode controlar.
―Devemos controlar as nossas vidas. Nada pode ser deixado ao acaso;
devemos manter arquivos para recordar e tirar lições do passado, para
preparar o futuro, mas sobretudo para existir no cotidiano‖ (ARTIÈRES, 1998,
p. 14). Colecionaríamos, portanto, cacos do passado na tentativa de suprir a
falta que já nos fazem a totalidade, já que ―o tempo destruiu os inteiros e
deixou-nos precisamente os fragmentos‖ (CALABRESE, 1987, p. 92).
Artières trabalha com a hipótese do arquivamento funcionar como uma
espécie de distanciamento do indivíduo em relação a si próprio – ―Um traço
comum às práticas de arquivamento é com efeito um desejo de tomar distância
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em relação a si próprio‖ (ARTIÈRES, 1998, p. 28) – podendo assim atuar como
um observador de sua própria vida e traçar sua identidade, a partir da
reorganização dos acontecimentos, da construção de uma espécie de narrativa
de vida.
O indivíduo deveria atuar como um arqueólogo, escavando seu passado,
revolvendo o solo onde habita a sua história. Todos esses fragmentos postos
em coleção poderiam, enfim, moldar-lhe, construir a imagem de um ser que é
constituído por suas próprias experiências.
A coleção do passado
A questão proposta nesse trabalho sobre o arquivamento do eu, através
da busca e da coleção do passado, das lembranças que habitam a memória,
pode ser explorada no poema ―Coleção de Cacos‖, de Carlos Drummond de
Andrade, no fragmento ―Um eremita em Paris‖ e no ensaio ―Coleção de areia‖,
ambos de Ítalo Calvino, bem como no fragmento ―Escavando e recordando‖, de
Walter Benjamin, os quais serão apresentados e analisados.
―Coleção de Cacos‖
Já não coleciono selos. O mundo me
inquizila.
Tem países demais, geografias demais.
Desisto.
Nunca chegaria a ter álbum igual ao do
Dr. Grisolia,
orgulho da cidade.
E toda gente coleciona
os mesmos pedacinhos de papel.
Agora coleciono cacos de louça
quebrada há muito tempo.
Cacos novos não servem.
Brancos também não.
Têm de ser coloridos e vetustos,
desenterrados – faço questão – da horta.
Guardo uma fortuna em rosinhas
estilhaçadas,
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restos de flores não conhecidas.
Tão pouco: só roxo não delineado,
o carmesim absoluto,
o verde não sabendo
a que xícara serviu.
Mas eu refaço a flor por sua cor,
e é só minha tal flor, se a cor é minha
no caco da tigela.
O caco vem da terra como fruto
a me aguardar, segredo
que morta cozinheira ali depôs
para que um dia eu desvendasse.
Lavrar, lavrar com mãos impacientes
um ouro desprezado
por todos da família. Bichos pequeninos
fogem de revolvido lar subterrâneo.
Vidros agressivos
ferem os dedos, preço
de descobrimento:
a coleção e seu sinal de sangue;
a coleção e seu risco de tétano;
a coleção que nenhum outro imita.
Escondo-a de José, por que não ria
nem jogue fora esse museu de sonho.
(ANDRADE, 2001, p. 973 - 974)
No poema ―Coleção de Cacos‖, de Drummond, há uma forte menção à
memória em forma de cacos, de pequenos fragmentos que estão espalhados e
que cabe ao poeta juntar, reorganizar, como um quebra-cabeça, a fim de
reconstruir as figuras que esses representam. O ―eu‖ nesse poema declara seu
desejo em colecionar ―cacos coloridos e vetustos‖ (ANDRADE, 2001, p.974), os
quais podemos tomar como fragmentos da história de sua família, que foi
levada pelo passar do tempo: ―Agora coleciono cacos de louça /quebrada há
muito tempo‖ (ANDRADE 2001, p.973). O tempo passou e desfez aquele
momento, levando consigo as pessoas que habitaram o seu passado e
deixando-lhe apenas fragmentos de um todo perdido. Sua tentativa é de
reconstruir a imagem dos ―seus‖, dos quais só resta-lhe a lembrança —―Mas eu
refaço a flor, se a cor é minha / no caco da tigela.‖ (ANDRADE, 2001, p.974) —
e de desenterrar, pois, o seu pretérito, a sua história, através da memória:
―Têm de ser coloridos e vetustos, / desenterrados – faço questão – da horta.‖
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(ANDRADE, 2001, p.974). Mas a coleção deixa ―seu sinal de sangue‖
(ANDRADE, 2001, p.974), ―seu risco de tétano‖ (ANDRADE, 2001, p.974), pois
se trata de um trabalho árduo, de uma escavação minuciosa, através da qual
todo fragmento pode desenterrar, retirar do esquecimento, a imagem do inteiro
a que pertencia.
―Escavando e recordando‖
[a memória] é o meio onde se deu a vivência, assim como o solo é o
meio no qual as antigas cidades ficaram soterradas. Quem pretende
se aproximar do próprio passado soterrado deve agir como um
homem que escava. Antes de tudo, não deve temer voltar sempre ao
mesmo fato, espalhá-lo como se espalha a terra, revolvê-lo como se
revolve o solo. Pois 'fatos' nada são além de camadas que apenas à
exploração mais cuidadosa entregam aquilo que recompensa a
escavação. Ou seja, as imagens que, desprendidas de todas as
conexões mais primitivas, ficam como preciosidades nos sóbrios
aposentos de nosso entendimento tardio, igual a torsos na galeria do
colecionador. E certamente é útil avançar em escavações segundo
planos. Mas é igualmente indispensável a enxada cautelosa e
tateante na terra escura. E se ilude, privando-se do melhor, quem só
faz o inventário dos achados e não sabe assinalar no terreno de hoje
o lugar no qual é conservado o velho. (BENJAMIN, 1987, pg. 239).
Walter Benjamin, no fragmento ―Escavando e recordando‖, aborda sobre
a exploração, a escavação em busca do passado, das lembranças soterradas.
Esse trabalho, assim como em ―Coleção de Cacos‖, é difícil de ser realizado,
pois para que não se perca nada, deve ser minucioso. As imagens
fragmentadas são preciosidades em nossa coleção de passados, pois
representam o inteiro que já não nos é permitido possuir. Somos
colecionadores de pessoas e de momentos perdidos e devemos trabalhar para
que, ao menos na memória, restem seus vestígios, sua lembrança.
Em ―Um eremita em Paris‖, Ítalo Calvino caracteriza Paris como a cidade
dos colecionadores, pois esta guarda muitos passados, muitas lembranças.
Deve-se explorá-la em busca de material para o grande acervo constituído por
memórias. Calvino aborda, ainda, a aventura existencial daqueles que, assim
como ele, colecionam os objetos impalpáveis da vida: as lembranças, o velho,
os fragmentos do inteiro perdido; essa coleção seria uma espécie de busca por
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si mesmo, uma viagem de exploração identitária, aproximando, assim, a ideia
de ―arquivamento do eu‖ à afirmação e resistência da identidade.
E agora entramos na infinita Paris dos colecionadores, a cidade que
convida a fazer coleção de tudo, porque acumula e classifica e
redistribui, em que se pode procurar como num campo de
escavações arqueológicas. A do colecionador pode ser também uma
aventura existencial, uma procura de si próprio através dos objetos,
uma exploração do mundo através dos objetos, uma exploração do
mundo que é também realização de si mesmo. Mas não posso dizer
que tenho o espírito de colecionador, ou seja, este espírito só se me
desperta com coisas impalpáveis como as imagens de velhos filmes,
coleção de lembranças, de sombras pretas e brancas. (CALVINO,
2006, p. 177).
Em ―Coleção de areia‖, Calvino relata sobre o costume de colecionar.
Cada pessoa teria uma predileção por um tipo de coleção, escolhendo os
objetos e armazenando-os de forma conveniente. Em meio a tantas coleções
por ele vista como estranhas, já que só faziam sentido ao próprio colecionador,
encontrou uma que lhe causou uma estranheza ainda maior, que seria a
coleção de areia. A pessoa que a colecionava viajava aos lugares e, em cada
um, recolhia um pouco de areia, que era reunido ao restante da coleção. Esse
tipo de coleção nada mais seria que um significativo exemplo da constante
coleção de lembranças que recolhemos ao longo de nossas vidas – ―a vitrina
daquela coleção de areia era a menos atraente mas decerto a mais misteriosa,
aquela que parecia ter mais coisas a dizer, por meio do opaco silêncio
aprisionado no vidro das ampolas‖. (CALVINO, 1999, p. 01).
Na impossibilidade de possuir o inteiro, já que o tempo o desfez,
guardamos seus fragmentos, deixamos seus vestígios, organizando, assim,
nossa coleção fragmentada; pois é esta que nos devolve a cor ―no caco da
tigela‖ (ANDRADE, 2001, p. 973-4), supre a falta e a dor da perda, dando-nos a
ilusória possibilidade de retorno ao passado. Cada porção de areia
representaria o lugar e o momento perdido, uma forma de mantê-los mais vivos
na memória do colecionador, de reconstruí-los e de reabitá-los, e,
posteriormente, poderia servir como uma forma de afirmação e de resistência
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da própria experiência.
Então, as diferenças mínimas entre areia e areia obrigam a uma
atenção cada vez mais absorta, e assim pouco a pouco se entra em
uma outra dimensão, em um mundo que não tem outros horizontes
senão estas dunas em miniatura (...) Do mundo, a coleta de areias
soltas registra um resíduo de longas erosões que é ao mesmo tempo
a substância última e a negação da sua luxuriante e multiforme
aparência: todos os cenários da vida do colecionador aparecem mais
vivos que em uma série de diapositivos coloridos (uma vida – assim
diria – de eterno turismo – como de outro modo aparece a vida nos
diapositivos, e assim a reconstruiriam os pósteros se só eles
restassem para documentar o nosso tempo (CALVINO, 1999, p. 02).
A coleção desses fragmentos seria uma forma de salvar, mesmo que
não em totalidade, parte da experiência, valiosa demais, para perder-se com o
passar corrosivo do tempo. A busca pela salvação desses objetos
representaria a busca de salvar a si mesmo, de arquivar-se, construindo
significações para a própria existência,
Obscura mania que instiga tanto a reunir uma coleção quanto a ter
um diário, isto é, a necessidade de transformar o correr da própria
existência em uma série de objetos salvos da dispersão (…).
'Busco possuir e me apropriar da vida e dos acontecimentos de que
tive conhecimento. Durante todos os dias eu desfolho, recolho, ponho
em ordem, classifico, costuro, e reduzo tudo na forma de muitos
álbuns de coleção. Estas coleções se tornam então a minha própria
vida ilustrada'.
O próprio dia, minuto a minuto, pensamento a pensamento, reduzidos
a coleções: a vida triturada em um polvilho de grãozinhos: a areia,
outra vez. (CALVINO, 1999, p. 02-3).
Porém, por mais que se guarde os fragmentos, o todo já se perdeu, já
não é possível. Esta grande conquista, a possibilidade de arquivar a própria
vida, transforma-se em frustração, pois tem-se a consciência de que só se
armazena os vestígios de uma experiência perdida. O momento do
arquivamento é, também, a constatação da morte da experiência – ―mas a
morte não é apenas o conteúdo da alegoria, e constitui também o seu princípio
estruturador. Para que um objeto se transforme em significação alegórica, ele
tem de ser privado de sua vida‖ (BENJAMIM, 1984, p. 40). A coleção de areia é
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apenas uma alegoria dos lugares e dos momentos vividos, não sendo possível,
pois, reviver em plenitude aquela experiência, o que gera muita melancolia,
―uma nostalgia ainda dolorida‖ (BENJAMIM, 1984, p. 18). Como a coleção de
areia, a memória do colecionador só se dá por fragmentos, reconstituindo
partes daquele momento, entre a lembrança, o esquecimento e a perda.
Eis que está de volta de uma viagem, acrescenta novos frascos aos
outros em fila, e um momento se dá conta de que sem o anil do mar o
brilho daquela praia de conchinhas trituradas se perdeu, que do calor
úmido do oásis nada restou na areia recolhida (...) Procura trazer de
novo à memória as sensações daquela praia, aquele cheiro de
floresta, aquele ardor, mas é como sacudir aquele pouco de areia no
fundo da garrafa etiquetada. (CALVINO, 1999, p. 03)
Considerações finais
O arquivamento do eu é um processo árduo, contínuo. Um trabalho de
escavação minuciosa, para que se traga à superfície vestígios da experiência
vivida, lembranças de momentos, de lugares e de pessoas que dão
significação à própria existência. Assim sendo, o passado de um indivíduo
pode revelar traços de sua personalidade, pode ajudar a moldá-lo, a
singularizá-lo. O arquivamento, também, é uma forma de afirmação de si, uma
tentativa de perpetuar-se, de deixar vestígios para a posteridade.
Escavar e colecionar as próprias experiências é tanto um processo de
autoconhecimento, um colocar-se diante do espelho, quanto uma tentativa de
possuir o que se perdeu, de armazenar os fragmentos de um todo vivido e
perdido; uma coleção de memórias de toda uma vida.
Pretende-se possuir a própria existência através da coleção de
memórias, mas o que se percebe, depois de um tempo, é que aquilo que se
guarda é apenas alegoria do perdido. É uma tentativa de salvar da dispersão,
que só é possível quando os objetos já não existem por inteiro, e destes só
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restam cacos. Estes cacos servirão apenas para devolvê-los à lembrança, mas
jamais poderão, de fato, sê-los.
Abstract
This work aims to analyze the archiving of the memory through
fragments of the past. The narrative voice works as an
archeologist revolving and digging up the past that was buried
in her memory, trying to return the color and the life to the
images which were lost and that don’t belong to her already.
The frustration of the narrative voice appears when she realizes
that the fragments of memory are just an allegory of something
that was lost. This paper analyses the poem ―Coleção de
Cacos‖ by Carlos Drummond de Andrade, the fragment named
―Um eremita em Paris‖ and the essay ―Coleção de areia‖, both
written by Italo Calvino, and the fragment called ―Escavando e
recordando‖ by Walter Benjamin. This analysis is based on the
theory of Philippe Artières, Omar Calabrese and Walter
Benjamin.
Key-words: Memory. Fragments. Archivement.
Referências
ANDRADE, Carlos Drummond de. Obra Completa. Nova Aguiar, 2001.
ARTIÈRES, Philippe. Arquivar a própria vida. Estudos Históricos. Centro de
pesquisa e documentação de história contemporânea do Brasil da Fundação
Getúlio Vargas. Rio de Janeiro: 1998.
BENJAMIN, Walter. Origem do drama barroco alemão. Trad. S. P. Rouanet.
São Paulo, Brasiliense, 1984.
BENJAMIN, Walter. Rua de mão única. Rio de Janeiro, Brasiliense, 1987.
CALABRESE, Omar. A idade Neobarroca. Tradução de Carmen de Carvalho
e Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1987.
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CALVINO, Italo. Coleção de areia. Suplemento Literário. Belo Horizonte, nº
48, Julho 99.
CALVINO, Italo. Eremita em Paris. Páginas autobiográficas. São Paulo:
Companhia das Letras, 2006.
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