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CMBH – Prova PORT – 614

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CMBH – Prova PORT – 614
CONCURSO DE ADMISSÃO 2014/2015
PROVA DE
LÍNGUA PORTUGUESA
6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
CONFERÊNCIA:
Chefe da Subcomissão de Língua Portuguesa
Dir Ens CPOR / CM-BH
CONCURSO DE ADMISSÃO AO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
CMBH 2014/2015 – PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO 1
PÁGINA 1
CONFERIDO POR:
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Glória
— Meu filho é artista de televisão, contando o senhor não acredita. Eu mesmo às vezes penso que é
ilusão. Com oito anos, imagine. Estava brincando na pracinha lá da vila quando passaram uns homens e
olharam muito pra ele. Meu filho, não é pra me gabar, mas é uma lindeza de Menino-Jesus, aí um dos
homens falou assim pra ele: Quer fazer um teste, ó garoto? O que é teste? ele respondeu. Aí o homem
5 explicou, não sei bem qual é a explicação, levaram ele pra um edifício na cidade, tiraram um bocado de
retratos dele, depois falaram assim: Você foi aprovado. Aí ele se espantou: Mas eu não fiz exame, que
troço é esse? Não é nada de exame não, eles responderam, você foi aprovado pra fazer um comercial, tá
bem? Ele neca de saber o que é um comercial, nem eu, mas agora eu fiquei sabendo, é uma coisa à toa, a
pessoa nem precisa falar, fica só fazendo uma coisa, comendo doce de leite, devagarinho, com uma
10 carinha alegre, quando acaba passa a língua nos beiços, assim, olha, e pisca o olho, ele é tão engraçado,
antes de acabar de comer ele já estava fazendo isso, um negócio. Aí mandaram ele de volta pra casa, não,
antes falaram assim pra ele: Manda seu pai aqui na agência receber o cachet. Ele ficou espantado, falou
assim: Que troço é esse? Eles responderam: É Tutu. Aí ele baixou a cabeça e respondeu baixinho: Eu não
tenho pai. E mãe você tem? Ele respondeu que mãe ele tinha, e levantou a cabeça. Então manda ela aqui,
15 mas o garoto é esperto, deu uma de sabido: Eu mesmo não posso receber? Se fui eu que fiz tudo sozinho.
Não, você não pode, tem que ser sua mãe, diz a ela que venha das 2 às 4, trazendo carteira de identidade.
Bonito, e eu que nunca tive carteira, já pelejei pra tirar uma, dei duro, pedi pro compadre Julião me
quebrar esse galho, compadre explicou que carece antes tirar certidão de nascimento, essa é muito boa,
então a gente tem que provar que nasceu, eu não estou viva com a graça de Deus e forte e trabalhando? O
20 pior é que nem sei se fui registrada lá em Pilão dos Palmares, chão do meu nascimento, não tenho parentes
neste mundo, só tenho no outro, e nem a poder de oração consegui até hoje tirar o papel da tal certidão,
afinal eu falei assim pro compadre: Deixa para lá, sem carteira vivi até hoje, sem ela vou viver até Nosso
Senhor me fechar os olhos. Vou lá na agência assim mesmo. Larguei meu serviço. Fui. Tinha um mundão
de gente, eu não sabia quem é que podia me atender, andei rodando de uma sala pra outra, até que afinal
25 um cara de bigodão, atrás da parede de vidro com um óculo no meio, falou assim: É comigo, trouxe a
carteira? Eu expliquei que carteira eu não tinha, mas sou lavadeira muito acreditada na Zona Norte, muitas
madamas da Rua Conde de Bonfim podem atestar que eu sou eu mesma e mãe de meu filho, há 25 anos
que trabalho de lavar roupa. Ele abanou a cabeça, falou assim: Nada feito, não tenho ordem de pagar sem
identidade. Mas o meu filho trabalhou, moço, eles ficaram satisfeitos com o trabalho dele, tanto que
30 prometeram pagar um tal de cachet, como é que pra pagar a ele é preciso a carteira de outra pessoa, o
senhor acha isso direito? Ele não respondeu nada, tornou a abanar a cabeça e eu fiquei matutando: O que
tu vai fazer pra sair dessa, Clementina da Anunciação? E comecei a chorar. Aí eles me viram chorando,
ficaram com pena de mim, um barbudo que passava disse pro bigodão: Paga ela, Reginaldo. O bigodão
resmungou: Tá legal, e me deu um papel passado em três folhas iguais, pra eu assinar nelas todas. Aí eu
35 disse: O senhor me desculpe, mas eu não sei escrever, a cabeça não dá. Então nada feito outra vez, o
bigodão respondeu. Aí eu não tinha mais vontade de chorar e disse assim pra ele: Escuta aqui, moço,
quanto é que meu filho tem pra receber? Ele respondeu: 50 cruzeiros. Ah, é isso? respondi. Pode ficar pra
agência. Perdi meu dia de trabalho, gastei trem, gastei ônibus, andei a pé nesse solão, não vou me chatear
por causa dessa micharia. Um cara que estava escutando falou assim: A senhora vai jogar fora esses 50
40 mangos? E daí? respondi pra ele. Meu filho vale muito mais, a gente não fica mais pobre por causa disso,
ele agora é artista, amanhã, se Deus e a Virgem Maria ajudar, vai ganhar milhões. Nem precisa ganhar, só
o orgulho que eu sinto por ele ter passado no teste! Saí de lá com esse orgulho bonito no coração, meu
filho é artista, meu filho é artista, ia repetindo sozinha, na rua me olhavam admirados, mas eu nem dei
bola, fui pra casa e ligo a televisão o dia inteiro, trabalho vendo ela, até chegar a hora de meu filho
45 aparecer no comercial comendo doce de leite. Pobre tem televisão, na vila todos têm, vai ser um estouro
quando meu boneco aparecer e piscar o olho, então isso não vale mais que 50, que 500, ou cinco mil
cruzeiros, ou todos os cruzeiros do mundo?
E seu rosto enrugado cintilava de glória.
1
DRUMMOND, Carlos. In: De notícias & não-notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1975.
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PÁGINA 2
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RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 1 A 20 E TRANSCREVA AS
RESPOSTAS CORRETAS PARA O CARTÃO-RESPOSTA
QUESTÃO 1 – Nesse texto, o autor apresenta:
informações e opiniões sobre um determinado fato.
instruções para a execução de uma determinada tarefa.
seu próprio ponto de vista sobre o tema abordado.
uma conclusão em que se apresenta uma solução.
fatos do cotidiano narrados em linguagem informal.
QUESTÃO 2 – O título do texto faz referência direta a:
o nome de uma personagem.
a uma perda irreparável.
a vitória da persistência.
um momento de felicidade.
um apelido.
QUESTÃO 3 – O texto lido é uma crônica, ou seja, uma narrativa:
baseada em informações jornalísticas.
que focaliza um fato irreal e ilusório.
que focaliza um flagrante da vida real.
que focaliza orientações, regras e procedimentos.
que relata uma aventura por meio de imagens.
QUESTÃO 4 – A crônica “Glória” foi organizada quase completamente após um sinal gráfico, o travessão,
que significa, no texto narrativo, a introdução de uma fala de personagem. Pode-se afirmar, então, que há o
predomínio de:
discurso direto.
linguagem mista.
narrativa em terceira pessoa.
vocabulário pobre.
regionalismos.
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CONFERIDO POR:
PÁGINA 3
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QUESTÃO 5 – O narrador-personagem muda para narrador-observador a partir da frase:
“- Meu filho é artista de televisão” (. 1)
“E seu rosto enrugado cintilava de glória” (. 48)
“Vou lá na agência assim mesmo” (. 23)
“Nem precisava ganhar, só o orgulho que eu sinto por ele ter passado no teste”. (. 41 e 42)
“O que tu vai fazer pra sair dessa, Clementina da Anunciação?”. (. 31 e 32)
QUESTÃO 6 – São marcas da personalidade, perceptíveis pela fala da personagem a:
ambição.
sofisticação.
falsidade.
religiosidade.
ganância.
QUESTÃO 7- “Meu filho é artista, meu filho é artista, ia repetindo sozinha, na rua me olhavam admirados
mas eu nem dei bola...” (. 42 e 43). O trecho citado sugere que o verbo “olhar” refere-se:
aos seus patrões.
aos funcionários da agência.
ao filho.
aos vizinhos da vila.
às pessoas de passagem.
QUESTÃO 8 – Ao retratar com fidelidade o modo de falar de quem conta a história, cometendo, inclusive,
alguns desvios gramaticais ao longo do texto, o que o autor pretende?
Destacar o lado engraçado e impaciente da personagem principal.
Caracterizar a personagem central como alguém que não teve acesso à escola.
Construir uma personagem com problemas de comportamento social.
Criar uma personagem dividida entre o dinheiro e a fama.
Destacar a vida difícil das grandes cidades.
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QUESTÃO 9 – A fala da personagem principal apresenta um traço importante: o hábito de substituir o nome
das pessoas por uma característica de natureza:
social.
psicológica.
física.
religiosa.
política.
QUESTÃO 10 – O texto fornece ao leitor uma forte pista de que a história narrada situa-se em um tempo
passado. Esta pista está marcada:
no nome da “moeda” em circulação.
na simplicidade das moradias descritas.
na falta de comunicação entre as pessoas.
na importância da televisão como meio de comunicação.
nos meios de transporte utilizados.
QUESTÃO 11 – A única opção que reflete a baixa instrução escolar da personagem principal é:
o uso da fala culta da personagem.
o grau de informação dos personagens.
a profissão da mãe do menino.
sua escrita com pontuação correta.
sua incapacidade de assinar o próprio nome.
QUESTÃO 12 – “[...] na rua me olhavam admirados mas eu nem dei bola, fui para casa e ligo a televisão o
dia inteiro, trabalho vendo ela, até chegar a hora do meu filho aparecer no comercial [...]” (. 43 a 45). A
palavra destacada no trecho faz referência a que termo anteriormente citado?
Bola.
Hora.
Televisão.
Rua.
Filho.
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QUESTÃO 13 – “Bonito, e eu que nunca tive carteira, já pelejei para tirar uma, dei duro...” (. 17) A palavra
“bonito”, no contexto da frase citada, aponta para uma atitude de:
contrariedade.
impaciência.
elogio.
descontração.
remorso.
QUESTÃO 14 – Os trechos a seguir são exemplos de desvios gramaticais propositalmente cometidos pelo
autor, exceto:
“O que é teste? ele respondeu” (. 4).
“Aí mandaram ele de volta pra casa...” (. 11).
“Com um óculo no meio, falou assim...” (. 25).
“É comigo, trouxe a carteira?” (. 25).
“O que tu vai fazer pra sair dessa, Clementina?” (. 31 e 32).
QUESTÃO 15 – O motivo final que impede a personagem principal de receber o “cachet” de seu filho é:
Esqueceu-se de levar a carteira de identidade.
Não sabia escrever seu nome.
Não tinha certidão de nascimento.
Nasceu em Pilão dos Palmares e não tinha parentes.
Ela não tinha cabeça para isso.
QUESTÃO 16 - No texto, ao utilizar as expressões “... até Nosso Senhor me fechar os olhos...” (. 22 e 23) e
“... não tenho parentes neste mundo, só tenho no outro...” (. 20 e 21), a personagem principal quer:
destacar a ideia da morte.
dizer que Deus a tornará cega.
suavizar a ideia da morte.
indicar que ela tem parentes de outra classe social.
dizer que ela espera que alguém feche os olhos dela.
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QUESTÃO 17 - Releia “O senhor me desculpe, mas eu não sei escrever, a cabeça não dá” (. 35). O sentido
atribuído ao trecho destacado pelo contexto é:
Clementina era inteligente demais, mas não conseguiu aprender.
O movimento de cabeça de Clementina não acompanhava o ato de escrever.
A cabeça de Clementina não tinha criatividade suficiente para escrever um texto.
Clementina atribui à sua falta de inteligência o fato de ser analfabeta.
Clementina ignora as regras da gramática e da pontuação.
QUESTÃO 18 – Estrangeirismo é a utilização na língua oral ou escrita, de palavras ou expressões de línguas
estrangeiras. Assinale a alternativa que apresenta exemplo de estrangeirismo.
Cachet.
Bocado.
Neca.
Troço.
Beiço.
QUESTÃO 19 – “Meu filho, não é para me gabar...” (.3); “Bonito, e eu que nunca tive carteira, já pelejei
para tirar uma...” (. 17); “...compadre explicou que carece de tirar Certidão de Nascimento...” (. 18); “Ele
não respondeu nada, tornou a abanar a cabeça e eu fique matutando...” (. 31).
A sequência que corresponde ao sentido das palavras sublinhadas é:
orgulhar – tentar – saber – pensar.
elogiar – tentar – necessitar – pensar.
elevar – lutar – saber – relembrar
respeitar – insistir – abraçar – relembrar.
menosprezar – desistir – carência – saber.
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TEXTO 2
QUESTÃO 20 - As personagens femininas do texto “Glória” e da charge acima, de Miguel Paiva, são
semelhantes por:
sua incapacidade de sustentar a própria família.
não terem acesso a quaisquer meios de comunicação.
terem seus direitos garantidos.
possuírem muitos outros filhos.
falta de condições para defender seus direitos.
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Proposta de redação.
Apelido engraçadinho
Papagaio, Sabonete, Sapo, Nenê Gordo e Geleia podem ter sido seus colegas de escola. Famosos no
recreio ou no jogo de futebol. Mas são os principais inimigos da Justiça Gaúcha. Os principais criminosos.
Em comum, o apelido debochado, perverso, destacando um defeito. Um apelido para a turma rir. Um
apelido para chacotar.
Há a tendência de acreditar que o apelido surgiu depois da fama criminosa, mas quem diz que não
surgiu antes? Na infância? Enquanto os bandidos ainda nem sonhavam o que seriam.
O apelido é a arma carregada do bullying. Letal. Perigosa. Capaz de condicionar destinos e matar
vocações.
Parece loucura, mas o apelido ruim ajuda o crime. Transforma crianças em atrações de circo. Ajuda a
pessoa a se sentir ninguém, nada, desprezada. Se sou Geleia, se sou Nenê Gordo, tanto faz me esforçar, não
terei futuro mesmo.
O apelido consagra a rejeição.
O apelido é a faixa de miss do monstro.
O apelido é o fim do caminho. A boca do lixo.
E não estou mencionando o apelido carinhoso, que qualquer um deseja, mas o apelido que se pretende
engraçadinho. Que chama atenção de uma vergonha, de uma dificuldade na aparência.
O apelido mata a felicidade do feio. É a humilhação escolar; qualquer um já se vê derrotado antes de
abrir a boca.
O apelido machuca, é como ser espancado verbalmente todo dia, toda hora.
Pense antes de dar um apelido. Mais do que um simples gesto de respeito, já é caso de segurança
pública.
E quem diz isso é o Panqueca. Não terminei preso porque fui recheado de amor de pai e de mãe – foi o
que me salvou.
CARPINEJAR, Fabrício. In: http://carpinejar.blogspot.com.br/2012/06/apelido-engracadinho.html
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PROPOSTA DE REDAÇÃO
O texto de Fabrício Carpinejar aborda o problema dos apelidos. Prática muito comum em nosso
convívio escolar e familiar. No entanto, apesar de comum, nem sempre imaginamos o impacto que um apelido
pode gerar na pessoa que o “recebe”. Segundo Fabrício Carpinejar ele pode, até mesmo, “ajudar no crime”.
Reflita um pouco sobre este tema e, em seguida, crie um texto narrativo contando uma história
(verídica ou não) relacionada ao uso de apelidos.
Selecione características marcantes para seus personagens e apresente-os ao leitor de modo claro.
A narrativa deverá ser escrita em 3ª pessoa e conter trechos construídos em discurso direto.
Lembre-se de criar um desfecho surpreendente para sua história.
Atenção às orientações:
– Redija um texto de 20 a 25 linhas, de acordo com a norma culta da língua.
– Dê um título a seu texto e estruture-o bem, com começo, meio e fim.
– Não utilize nenhum trecho dos textos apresentados nesta prova.
– Fique atento para não repetir palavras desnecessariamente; use sinônimos ou pronomes equivalentes.
– Faça letra legível, sem rasuras, utilizando caneta esferográfica de tinta azul ou preta.
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Não se esqueça de transcrever sua redação para a Folha de Redação.
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