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- Colégio 24 Horas

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- Colégio 24 Horas
1ª Série do Ensino Médio LÍNGUA PORTUGUESA/LITERATURA
TEXTO I
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
VALSA
Fez tanto luar que eu pensei nos teus olhos antigos
e nas tuas antigas palavras
O vento trouxe de longe tantos lugares em que estivemos,
que tornei a viver contigo enquanto passava.
Houve uma noite que cintilou sobre teu rosto
e modelou a tua voz entre algas.
Eu moro, desde então, nas pedras frias que o céu protege
e estudo apenas o ar e as águas.
Coitado de quem pôs sua esperança
nas praias fora do mundo...
– Os ares fogem, viram-se as águas,
mesmo as pedras, com o tempo, mudam.
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
O vento e a memória.
O luar e o esquecimento.
As pedras e a linguagem.
O vento e a comunicação.
As algas e a memória.
05. Como é descrita a condição atual do eu lírico no poema?
01. Quais são os elementos naturais que desencadeiam as reflexões da
autora do poema?
Pedra e noite.
Alga e pedra.
Ar e pedra.
Luar e vento.
Vento e pedra.
02. Podemos entender, a partir da leitura do poema, que o eu lírico:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
mutabilidade;
imutabilidade;
rigidez;
tristeza;
melancolia.
04. Identifique, nos pares abaixo, aquele que registra uma vinculação existente
no poema entre um elemento natural e uma faculdade humana:
(Cecília Meireles)
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
03. Entendemos que neste poema há uma idéia recorrente – reforçada
pelos últimos versos – de:
continua em contato com seu interlocutor;
se encontra desvinculado de seu interlocutor no momento presente;
tem um discurso centrado exclusivamente na figura do interlocutor;
mantém um diálogo concreto com um interlocutor presente;
não está presente neste poema em particular.
(A) O eu lírico pôs sua esperança nas praias fora do mundo.
(B) O eu lírico passa a ter uma atitude de observador em relação às mudanças.
(C) O eu lírico passa a buscar seu interlocutor nos lugares em que eles
estiveram.
(D) O eu lírico nos narra sua tristeza por estar só.
(E) O eu lírico vive, hoje, com o seu interlocutor.
06. A leitura do poema acima nos permite entender que:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
a memória recupera uma realidade passada transformada pelo tempo;
o tempo faz com que nos distanciemos uns dos outros;
o tempo é o limite da memória;
a memória faz com que relembremos os entes queridos;
o tempo é hierarquicamente superior à memória.
07. Assinale a opção em que o exemplo apresentado não condiz com o
conceito emitido:
(A) Há letras que não são fonemas. É o caso da letra u, que não é um
fonema na palavra enquanto.
(B) Fonemas e letras são coisas diferentes: há na palavra esperança 9 letras
e 8 fonemas.
(C) Um mesmo fonema pode corresponder a mais de uma letra: o fonema
/s/ pode ser representado em pensei pela letra s e em cintilou pela
letra c.
(D) Uma mesma letra pode representar mais de um fonema. A letra c está
representando em céu o fonema |s|, e em contigo o
fonema /k/.
(E) Há letra que corresponde a mais de um fonema. É o caso da letra x que,
em palavras como táxi, representa os fonemas /k/
e /s/.
08. Assinale a opção que registra palavra retirada do texto que apresenta o
maior número de fonemas:
12. O elemento da comunicação em maior destaque nos dois primeiros
versos do trecho acima é o:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
antigas;
contigo;
passava;
enquanto;
modelou.
receptor;
emissor;
canal;
referente;
código.
13. Os elementos gramaticais que confirmam a opção anterior são:
TEXTO II
CONTINHO
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do ser tão de
Pernambuco. Na soalheira danada do meio-dia, ele estava sentado na poeira
do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a
cavalo:
– Você aí, menino, para onde vai essa estrada?
– Ela não vai não: nós é que vamos nela.
– Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
– Eu não me chamo não: os outros é que me chamam de Zê.
(CAMPOS, Paulo Mendes. In: Supermercado. Rio de Janeiro: Edições de Ouro,
p. 53.)
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
verbos e pronomes em 1ª pessoa;
adjetivos no gênero feminino;
pronomes demonstrativos;
verbos no modo imperativo;
o desprezo do eu lírico em relação a sua amada e sua saudade de casa.
14. Marque, entre as opções abaixo, aquela que revela um emprego
integralmente formal da língua:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
"Engraçadinho duma figa! Como você se chama?"
"Pra que vieste aqui?"
"Eu vi o meu semblante numa fonte."
"– Às vezes você me torra a paciência!"
"Como vai a família? ... E você, tá bem?"
09. Denuncia previamente o caráter irônico do menino-personagem a
expressão:
15. Qual a única opção em que se destacou expressão que mantém seu
sentido denotativo?
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
(A) "Os cavalos da aurora derrubando pianos avançam furiosamente pelas
portas da noite..."
(B) "O poeta calça nuvens ornadas de cabeças gregas..."
(C) "...os primeiros ruídos de carrocinhas de leiteiros atravessam o céu de
açucenas e bronze..."
(D) "...até que ponto me sinto limitado pelos sonhos a galope..."
(E) "... meu coração dói..."
"...imaginando bobagem..."
"...do sertão de Pernambuco..."
"...menino triste..."
"...gordo vigário..."
"...soalheira (...) do meio-dia..."
10. " – Engraçadinho duma figa!". A palavra em destaque, contextualmente,
só não pode ser substituída por:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
descaradinho;
atrevidinho;
malcriado;
radiante;
insolente.
11. A segunda resposta do menino-personagem, em relação à primeira,
revelou:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
arrependimento;
insegurança;
timidez;
constância;
temor.
TEXTO III
“Eu ando (vós me vêdes) tão pesado;
E a pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma, que em seu semblante encerra”
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