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Como Fazer uma Tese de Doutoramento ou uma Dissertação de

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Como Fazer uma Tese de Doutoramento ou uma Dissertação de
Como Fazer uma Tese de Doutoramento
ou uma Dissertação de Mestrado
Curso prático organizado por Carlos Ceia
Este Guia/Curso não responsabiliza o seu autor pelas especificidades dos trabalhos académicos apresentados a qualquer
instituição. O Guia/Curso é apenas um auxiliar do trabalho científico que não substitui nunca o respeito pelas normas da
instituição a que o utilizador está ligado.
Um outro auxiliar preparado pelo autor foi publicado pela Editorial Presença: Normas para a Apresentação de
Trabalhos Científicos, obra que complementa o presente Guia/Curso.
1ª Parte: "A Dissertação de Mestrado e a Tese de Doutoramento"
2ª Parte: "A Planificação da Dissertação e da Tese"
3ª Parte: "A Redacção da Dissertação e da Tese"
4ª Parte: "A defesa pública da tese"
5ª Parte: Ligações úteis
6ª Parte: Bibliografia auxiliar
1ª Parte: "A Dissertação de Mestrado e a Tese de Doutoramento"
INTRODUÇÃO: O QUE É UMA TESE DE DOUTORAMENTO?
Uma tese de doutoramento (PhD thesis, ingl.; tesis de doctorado, esp.) é um trabalho científico original que apresenta uma reflexão
aprofundada sobre um tema específico, nunca antes tratado e cujo resultado final constitui uma contribuição valiosa e única para o
conhecimento da matéria tratada. Não esqueça que uma tese (do gr. thésis, “acto de pôr”) é a defesa de um argumento que se espera
ser objecto de refutação. Este é o sentido original que ainda preside ao espírito de uma tese escrita para obtenção de um grau
académico.
O PRINCIPAL OBJECTIVO DE UMA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA AVANÇADA
Uma tese deve começar por cumprir, em regra, o seguinte objectivo principal: identificar um problema científico relevante que não
foi ainda sujeito a investigação. Depois, é necessário cumprir outro objectivo: resolver o problema definido como ponto de partida
da investigação. Quando encontramos a solução para o problema original que definimos como base de trabalho da nossa
investigação, podemos dizer que cumprimos o grande objectivo de uma tese de doutoramento.
A falência do cumprimento destes princípios gerais leva, normalmente, à exigência de revisão do trabalho apresentado. A
partir deste conjunto de expectativas do arguente, que o investigador deve conhecer desde logo, é aconselhável demonstrar
claramente que a tese a defender é absolutamente original e constitui um avanço para o conhecimento da questão tratada. Tal
deve incluir uma retrospectiva fundamentada e crítica de todos os tratamentos anteriores na área do tema escolhido, concluindo
a necessidade de acrescentar novos desenvolvimentos a esta questão.
O conceito de originalidade é variável de área científica para área científica. De acordo com uma pesquisa realizada por E. M.
Phillips, entrevistando doutorandos, orientadores e examinadores, uma tese original pode ser medida pelo cumprimento dos
seguintes objectivos:
1.
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5.
6.
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8.
9.
Levar a cabo um trabalho empírico nunca antes realizado.
Elaborar uma síntese nunca antes elaborada.
Utilizar material já conhecido, mas com uma nova interpretação.
Experimentar uma coisa num país apenas realizada noutros países.
Aplicar uma determinada técnica numa nova área.
Trazer novas provas para sustentar um assunto já conhecido.
Ser interdisciplinar e utilizar diferentes metodologias.
Investigar áreas nunca antes analisadas por outros estudiosos daquela disciplina.
Desenvolver conhecimentos numa vertente nunca antes seguida.
E. M. Phillips, “The PhD — Assessing Quality at Different Stages of Its Development”, in O. Zuber-Skerritt (ed.): Starting
Research: Supervision and Training, Tertiary Education Institute, University of Queensland, 1992
Para inquirir sobre a originalidade do tema escolhido, podemos recorrer ao suporte informático, começando pela PORBASE, a
base de dados nacional que inclui todas as teses apresentadas em universidades portuguesas. Depois, devemos procurar numa
base de dados internacional, que normalmente só estão acessíveis por subscrição de bibliotecas. (V. capítulo A planificação do
trabalho de preparação da tese).
É legítimo esperar que a supervisão da tese de doutoramento seja realizada de forma tão empenhada quanto possível por todas
as partes envolvidas, o que significa que um investigador deve também considerar a escolha do seu orientador de tese como um
acto decisivo. Um orientador empenhado motiva mais um doutorando, como é natural. Nos casos em que o doutorando pode
escolher com quem quer trabalhar, recomenda-se um período de reflexão sobre o perfil do professor que melhor se adequar à
investigação avançada que se vai iniciar. Entrevistar ou conversar previamente com vários professores é sempre aconselhável.
Em jeito de paródia, aqui vai um guia dos orientadores “indesejáveis” proposto por David Sternberg:
"Least Wanted List" of dissertation problem professors
The "Young Turk" Professor, who has recently received his doctorate. Anxious to identify himself with his new
faculty reference group and put distance between himself and the old student peers, this type of junior faculty member
can break one's dissertation chops in a manner less frequently found among older, somewhat more compassionate
faculty veterans. Socialization to the new collegial group may involve, in his marginal, immature view of matters,
being "tough" with the graduate students from whose ranks he has recently departed. His career aspirations and hangups can easily translate themselves into your dissertation hang-ups and delays, produced by his hypercriticisms.
The "Career ABD" Professor, who himself took a decade to write a thesis-often because his angry adviser had
preceded him with a ten-year-long effort-and at some level wants you to live through the same hell he (and his
predecessors) did. Such a dissertation delayer may well not be in touch with these feelings and couch his thesisadvising neurosis in authentic-sounding, rationalizations, such as "soak in it some more," or "these things can't be
rushed," which are certainly sage enough counsel up to a point — which he always exceeds. There isn't much an ABD
can do with this type of entrenched character disorder. lf such a professor ends up as your adviser, you must make
every effort to replace him.
The Sadistic Professor, who uses his position of faculty power to ventilate upon an ABD personal and career rages in
a manner that entails little risk of being censored or sanctioned. This is a most virulent type of problem professor who
can conceal much of his pathology under catch phrases like "demand for rigor," "upholding of standards," and the like.
With such a man or woman the candidate has to take action, either by joining with fellow students similarly tortured,
or by denouncing him to other professors and/or the chairperson.
The Sexist Professor, (man or woman) who converts the dissertation into a flirtation, emptying conferences of any
value for furthering the thesis. Obviously, there are degrees of unacceptable and dysfunctional behavior in this area.
Like American society in general. academic society is overwhelmingly sexist in climate. A female ABD is bound to
be exposed to a certain amount of patronizing and manipulative behavior from male thesis committee members. Some
women recently reported hostile and thesis-delaying behavior on the part of male homosexual graduate faculty. The
cross-combinations of intergender sexism are rather numerous in late twentieth-century academia. But sexist
banterings, pseudo-chivalry, "dirty jokes" and innuendos, as annoying and offensive as they undoubtedly are, are not
in and of themselves threatening enough to the thesis to cause a search for new committee members. An ABD has to
have a thicker skin than this, whether dealing with faculty, respondents or groups being researched. It is only when
the sexual dimension (or tension) becomes the core of the role relationship between ABD and faculty member,
occluding attention to the dissertation, that a change must be made. Feminists may be unhappy with my position here,
but this book is concerned almost exclusively with completing the thesis: deep-rooted sexism is still a fact of graduate
university structure and hierarchy. Parts of it (like pseudo-chivalry) can actually be exploited by a woman. Time is
probably on the side of feminism, but 1 believe the feminist ABD has to suspend her struggle for that ongoing cause
during two years of the dissertation struggle since the latter will demand every bit of her energy, strength and interest.
Writing her dissertation within a context of sexist faculty-student relations is not "selling her soul," contrary to some
conventional rhetoric on this point. Two years later, she can return to the battlefield with the added ammunition of the
doctorate in hand.
The "Hamlet-Complex" Professor, who doubts every version of your thesis, often rejecting his own earlier
endorsements of which research tacks to pursue. This type of faculty member can delay and frustrate a candidate to
desperation with advisory approaches such as, "All the data is never in," or, "The question can be looked at from
virtually an infinite number of angles," or, "On the one hand this, but on the other hand . . ." or (maddeningly), "Let's
go back to square one, for argument's sake. Suppose you started with X model instead of Y. What kind of data would
you collect then? [this after four months of data collection along lines of model Y] Have you given that alternative
some thought?" Generally, such men and women are neurotic doubters in their own lives and projects. lt is true that
doubt and skepticism (as texts on the logic of scientific inquiry constantly point out) are part and parcel of scientific
advance, and neurotic doubting can hide behind these venerated scientific cautions, up to a point. But there comes a
time when one has to take a chance (all science is ultimately based on probability; not certainty, but assumptions), go
with one thought-through version of theory and related research, and rest one's case. Otherwise, dissertations would
remain forever locked in your office desk with you as the only reader. Faced with a neurotic doubter on your
committee, the best strategy is to use his doubts as long as they pose legitimate objections or critiques to your
dissertation direction; but when the point of usefulness is passed, then one must take a firm stand against getting
sucked into the professor's vortex of infinite uncertainty. Psychotherapists have found that doubters (fundamentally
persons with low ego-image) respect, even welcome, limits and lines drawn by others. The candidate has to say,
"Enough is enough," politely, but with strength and conviction.
The "Passive-Aggressive" Professor, who superficially presents himself as "friend" of the candidate but contradicts
that goodwill by large and small acts of dissertation sabotage. Often he "promises you 'anything" but gives you
nothing, or worse. Passive-aggressive professors don't like students and/or specific role obligations, such as
dissertation supervising. On the other hand, they feel guilty about such role aversions. Passive, indirect aggression is
the compromise between hostility and guilt. It surfaces in behavior such as unreasonable delays in reading one's
unfolding chapters, or violation of a promise to support your dissertation's stance in negotiations with other committee
members. In dealing with the delays and even perfidies of such professors, the candidate's best weapon is exploitation
of the guilt component of this neurosis. When push comes to shove, the passive-aggressive's need for conveying a
socially conformist, norm-abiding image will generally prevail over his indirect aggression (at least long enough for
you to get him to read your materials).
The Jealous or Envious Professor, who senses, sometimes accurately, that you are already, or potentially, cleverer in
the field than he. Thus. you are perceived as a threat to him, and every possible action will be taken to head off your
completion. As with several of the previously noted hard-core neurotic types, there isn't much constructive reasoning
together to be achieved with a green-with-envy supervisor, and whenever possible one has to replace him. or at least
relegate him to a back-burner committee status.
David Sternberg: How to Complete and Survive a Doctoral Dissertation, St. Martin’sGriffin, Nova Iorque, 1981
O QUE SE ESPERA DE UMA TESE DE DOUTORAMENTO
Espera-se de uma tese de doutoramento que seja um contributo válido para uma dada área do conhecimento. Todos os
orientadores de teses e dissertações têm uma filosofia própria de acompanhamento da investigação, mas existem alguns
princípios gerais que são internacionalmente reconhecidos em qualquer área científica. Em regra, um arguente de uma tese
espera, à partida e à chegada, que o investigador tenha:
identificado claramente o objectivo da tese;
escolhido um tema relevante para o conhecimento;
escolhido um tema original nunca antes tratado;
convencido que a questão investigada foi devidamente tratada;
apresentado argumentos cientificamente fundamentados.
AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE UMA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO E UMA TESE DE
DOUTORAMENTO
De acordo com a legislação em vigor e respeitando disposições internacionais, entende-se, para uniformização da terminologia
científica, que um trabalho de investigação para obtenção do grau de Mestre se designa por dissertação, e a um trabalho para
obtenção do grau de Doutor reserva-se a designação de tese. De acordo com o Decreto-Lei nº 216/92 de 13 de Outubro, que
regulamenta as atribuições dos graus de mestre e de doutor, "O grau de mestre comprova nível aprofundado de conhecimentos
numa área científica específica e capacidade para a prática da investigação."; "O grau de doutor comprova a realização de uma
atribuição inovadora e original para o progresso do conhecimento, um alto nível cultural numa determinada área do conhecimento e
a aptidão para realizar trabalho científico independente." As diferenças são, pois, de natureza formal e de conteúdo: espera-se de
uma dissertação de mestrado que seja um trabalho mais breve do que uma tese de doutoramento. Esta exige uma maior
profundidade da investigação, devendo o redactor conhecer toda a bibliografia disponível sobre o assunto tratado, ser capaz de a
aplicar e de introduzir novos elementos no campo científico inquirido. As provas públicas de uma tese de doutoramento são
naturalmente mais exigentes, obrigando o candidato a provar oralmente que é capaz de dissertar sobre todas as questões
relacionadas com a matéria que escolheu para a sua tese. Como o objectivo principal de uma tese de doutoramento é o de formar
um especialista num determinado assunto, o candidato deve assumir desde logo que a necessidade de actualização é muito maior
num programa de doutoramento do que num de mestrado. Neste caso, a dissertação sobre um assunto pode deixar em aberto a
investigação que se fez sobre ele, o que pode conduzir a um programa de doutoramento, em muitos casos. No caso do
doutoramento, a investigação deve tão completa quanto possível e ao júri não devem restar dúvidas sobre o elevado grau de
especialização alcançado pelo candidato.
A ESTRUTURA ELEMENTAR DE UMA TESE DE DOUTORAMENTO E DE UMA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
1. Introdução
Uma tese exige uma introdução — que começa na página 1 —, o capítulo que normalmente é mais vezes é sujeito a rescrita durante
o percurso que dura a investigação. A Introdução é não só uma descrição circunstanciada do conteúdo de todas as secções da tese
mas pode incluir também desde logo uma antecipação da tese ou principal argumento que se vai defender. Descreva-se com
pormenor a questão a tratar, descreva-se o estado actual do conhecimento sobre essa questão e diga-se por que é que é importante
tratar agora tal questão. Pode-se optar por adiantar algumas das conclusões que vão ser obtidas em resultado da investigação. É
importante organizar a revisão crítica de todos os tratamentos publicados sobre o assunto de que nos vamos ocupar de forma
conceptual e não por autor ou por publicação. Por exemplo, se vamos estudar o conceito de democracia, não organizamos essa
revisão por ordem de todos os indivíduos que se pronunciaram sobre esse conceito nem por ordem de todas as publicações sobre
democracia. É preferível seleccionar as principais ideias de democracia e comentá-las individualmente desde a mais antiga até à
mais recente. A nossa própria ideia de democracia fica apenas esboçada, reservando-se a explicitação do nosso pensamento para o
corpo principal da tese.
O momento de redacção da Introdução é variável. Recomenda-se que um primeiro esboço seja o primeiro escrito da tese; depois,
durante toda a fase de investigação, é possível ir completando, rescrevendo ou corrigindo esse primeiro texto.
2. Tratamento da questão de fundo
Conforme o perfil científico da tese a desenvolver, podemos falar de um problema a ser resolvido, o que é comum em ciências
exactas, ou de uma questão a tratar, o que é típico das ciências sociais e humanas. A distinção é mais formal do que de conteúdo,
pois a diferença entre um problema e uma questão torna-se difícil de perceber a partir do momento em que uma investigação
avançada pretende ser uma resposta original e fundamentada em pormenor sobre um assunto que está por resolver. Por esta razão, o
corpo principal da tese deve apresentar uma argumentação sólida, de acordo com um plano geral de expectativas que incluirá:
1) descrição concisa do problema/questão a tratar;
2) justificação da pertinência da tese, reforçando a ideia já apresentada na Introdução de que o problema/questão não foi tratado
anteriormente;
3) discussão demorada das razões que validam a oportunidade da tese no campo científico a que se destina.
Como este é o principal corpo da tese, é aconselhável que o título desta parte indique desde logo tal importância, por exemplo,
escrevendo: “A Questão de...” ou o “O Problema de...”. Consideram-se escolhas adequadas, por exemplo no campo dos
estudos literários, o estudo global de um autor desconhecido; um aspecto particular da obra de um autor que ainda não tenha
sido objecto investigação ou que mereça uma revisão do que tenha sido dito sobre o assunto; um problema específico que
ainda não tenha sido estudado de modo satisfatório ou completo; uma descoberta bibliográfica relevante para o conhecimento
de um autor, obra ou época.
3. Resolução da questão de fundo
Esta parte da tese variará bastante de trabalho para trabalho. Pode incluir várias secções e/ou sub - secções, mas o grande
objectivo é, pela força dos argumentos apresentados, convencer os arguentes de que a tese responde efectivamente àquilo a que se
propôs no início. A questão tratada no corpo principal merece agora uma atenção especial, deixando claro que o problema foi
resolvido. É totalmente desaconselhável confessar que se encontraram muitos obstáculos ou que se caminhou para um beco – sem saída ou ainda confessar a impotência para tratar o tema de forma conclusiva. Os arguentes devem ficar convencidos de que o
candidato foi bem sucedido na sua investigação e que ele próprio está seguro dos seus argumentos.
4. Conclusões
Parte que reúne as alegações finais da tese e que deve incluir:
1. as conclusões propriamente ditas;
2. um sumário da contribuição do investigador para a questão central tratada;
3. indicações para futuras investigações na área científica trabalhada.
5. Bibliografia
Apresentada no fim e organizada tematicamente. Se se tratar de uma tese no campo dos estudos literários, deve incluir
uma bibliografia activa (aquela que se trabalha directamente e que corresponde à obra publicada do autor estudado) e uma
bibliografia passiva (organizada por temas).
6. Apêndices
Toda a informação não relevante para a compreensão do assunto principal da tese deve ser guardada e organizada em
apêndices, como tabelas de dados experimentais, ilustrações, diagramas, inquéritos, etc.
O TEMPO DE EXECUÇÃO DE UMA TESE DE DOUTORAMENTO
O contrato estabelecido entre a instituição, o orientador da tese e o candidato deve ser exequível num tempo razoável para uma
investigação avançada. É importante que o candidato seja realista em relação ao prazo com que se comprometeu: se não tem à
partida a certeza de que vai ter disponibilidade para cumprir um programa de 5 anos, por exemplo, deve assumi-lo desde logo.
O contrário — comprometer-se com um prazo de 5 anos, mas sabendo à partida que vão ser precisos mais anos por
circunstâncias extra - académicas — pode constituir um sério problema.
Infelizmente, em qualquer programa de doutoramento são bastantes as desistências entre o momento da candidatura e o longo
período de redacção da tese. É preciso ter consciência de que uma tese de doutoramento é um trabalho de longa duração e
árduo estudo. Dependendo do método de investigação utilizado e do perfil científico da tese, é possível que o processo de
doutoramento dure vários anos. A maior parte das teses bem sucedidas foram executadas em 4/5 anos, o que é um período
razoável. Alguns programas exigem a execução entre 3 a 5 anos. É possível também que este período seja bastante mais largo,
sobretudo nos casos em que os investigadores acumulam funções de docência durante o programa de doutoramento, o que é
comum em Portugal.
Duas atitudes metodológicas podem ser adoptadas para ser bem sucedido no tempo previsto para um programa de doutoramento:
a. Começar a escrever a tese o mais cedo possível, ao mesmo tempo que se vai avançando na investigação;
b. Começar a escrever a tese só depois de ter realizado toda a pesquisa documental ou laboratorial.
A opção depende, naturalmente, das recomendações do orientador da tese, em função das características do investigador e/ou
da tese. Uma recomendação inevitável é a de não permitir que o tempo de investigação supere o tempo de redacção. Uma boa
metodologia de trabalho é a imposição de tempos de redacção para cada uma das partes da tese.
CONSELHOS GERAIS
1) Uma pressuposição comum num candidato a doutoramento é a de acreditar que vai mudar o mundo com as suas ideias
novas. É conveniente tomar consciência de que uma tese é um trabalho académico que implica um longo processo de
aprendizagem contínua.
2) A melhor forma de iniciar uma investigação avançada é começar por fazer um plano de trabalho cuidado, negociado com o
orientador da tese, com quem se deve trabalhar sempre de perto. Esboçar desde logo um possível índice pode ser bastante útil,
o qual pode ser acompanhado de uma breve descrição do que vai incluir em cada um dos pontos pré-definidos. Este índice
descritivo não deve ultrapassar as 4/5 páginas e pode ser apresentado como plano de trabalho a ser aprovado pelo orientador da
tese e pelo conselho científico da instituição em que é candidato, nos casos em que tal é exigido.
3) Não é aconselhável deitar fora ideias ou notas de leitura no início da investigação. Provavelmente, durante a fase de
redacção podem-se recuperar ideias que inicialmente nos pareceram descabidas da tese. O ideal é criar uma base de dados de
informação organizada (por temas, por ideias, por citações, por datas, por autores, etc.) que vai sendo completada
permanentemente. Toda a informação recolhida durante o processo de investigação deve ser guardada até à última revisão da
tese, o que não significa que tudo seja aproveitável.
4) Uma tese de doutoramento tem sempre uma grande quantidade de informação, por isso se recomenda preparar um guião, um
índice temático e/ou um índice onomástico para uso próprio, que será de grande utilidade na defesa pública da tese, porque
permite encontrar rapidamente aquilo sobre que somos inquiridos. Com a ajuda de qualquer processador de texto actualizado, é
hoje possível criar índices automaticamente.
5) Quando a tese estiver totalmente escrita, rever cuidadosamente a introdução, pois podemos ter deixado algumas
incongruências em relação aos resultados finais. As conclusões devem também ser revistas uma a uma, verificando se estão de
acordo com o desenvolvimento da argumentação geral e se comprovam de facto a tese apresentada.
6) É importante ter em atenção que o júri de apreciação da tese será sempre constituído por especialistas na área científica em
causa, pelo que se justifica uma perfeita clarificação de todos os conceitos, um ponderação reforçada de todos os argumentos e,
em particular, um esclarecimento fundamentado de todos os novos conceitos.
7) A discussão contínua dos argumentos da tese com colegas da mesma área ou de áreas afins é sempre muito útil. Uma tese de
doutoramento ganhará sempre se não for um longo exercício de isolamento científico. Hoje, graças à Internet, por exemplo, é
possível participar em discussões (chat, newsgroups ou sites dedicados à troca de ideias entre candidatos a doutoramento de
vários países) académicas de onde se podem extrair ensinamentos válidos. Uma sugestão: verifique se existe alguém a
trabalhar na mesma área científica num programa de doutoramento no País ou no estrangeiro e procure trocar experiências de
investigação e partilhar preocupações. Sugerimos três sites por onde se pode começar:
This is a student-organized thesis support group for those who have stalled with their thesis, due to a lack of
motivation or to frustration with small amounts of progress being made.
By providing a supportive environment for people to talk about their problems with one another, the group will
discuss methods for staying focussed and motivated during the writing and revision stages of a thesis.
Students of all academic backgrounds meet regularly and continue discussion through email via our listserv.
ELECTRONIC THESES AND DISSERTATIONS IN THE HUMANITIES
A DIRECTORY OF ONLINE REFERENCES AND RESOURCES
This site serves as a clearing-house for online information related to electronic theses and dissertations (ETDs) in the
humanities. The site's most important feature is a directory of most (maybe not quite all) of the ETDs that are currently in
progress in the various disciplines that comprise the academic humanities. Among its other uses, I hope the material available
here will be of aid to graduate students who are faced with securing approval and support for an ETD of their own. Audiences
also include faculty who want to make informed decisions about supervising an ETD, as well as librarians, administrators, and
academic publishers.
Note that the projects collected here represent a broad range of methodologies and subject matter (at least half are devoted to
non-"cyber" topics). There is also much diversity in authors' choices of platform, delivery media, and their adoption of
proprietary vs. open data standards. This plurality has occasionally drawn criticism from those who are (wisely) concerned
with issues of preservation and access. But this site is not intended to put forth any one particular hardware or software
implementation or application as an ETD standard - rather, it is offered as a reference and resource for those interested in
tracking the emergence of a new mode of scholarly writing.
2ª Parte: "A Planificação da Dissertação e da Tese"
A Planificação da Dissertação e da Tese"
1. A planificação do trabalho de preparação da tese
1.1. Reflexão inicial sobre o tema
A pesquisa das bases de dados de teses da mesma área científica
A leitura de teses da mesma área científica
2. Preparar um plano de trabalho
3. Iniciar a investigação de fundo
Meios tradicionais de investigação
Meios informáticos de investigação
4. Organizar os documentos de pesquisa
4.1. Organizar notas de leitura
A PLANIFICAÇÃO DO TRABALHO DE PREPARAÇÃO DA TESE E A REFLEXÃO INICIAL SOBRE O TEMA
Um bom plano de trabalho indicia desde logo o perfil do candidato a um programa de doutoramento, por isso se recomenda
grande cuidado na redacção do primeiro texto a apresentar ao orientador da tese. A reflexão inicial sobre o tema da tese
passa por uma dupla pesquisa:
Verificar se existe alguma tese com o mesmo título e/ou na mesma área científica;
Verificar a existência de algumas teses da mesma área científica e consultá-las, para tomar conhecimento do tipo de
trabalho que nos vai ser exigido.
Para fazer esta investigação podemos recorrer às bases de dados nacionais e internacionais. [Clique nos logotipos para
aceder aos sites.]
General Information
The MLA International Bibliography provides a classified listing and subject index for books and articles published on
modern languages, literatures, folklore, and linguistics. (See Scope of the Bibliography.) It is compiled by the staff of the
MLA Office of Bibliographic Information Services with the cooperation of more than 125 contributing bibliographers in the
United States and abroad. Available in print and in several electronic versions, the MLA International Bibliography
annually indexes over 50,000 books and articles.
A Base Nacional de Dados Bibliográficos - PORBASE - é o Catálogo Colectivo em Linha das Bibliotecas Portuguesas.
Estabelecida em 1986, a PORBASE é coordenada pela Biblioteca Nacional (BN) e está disponível ao público desde Maio
de 1988. Desenvolvida a par do projecto de automatização da própria Biblioteca Nacional, a PORBASE tem como
objectivos principais a informatização quer do Catálogo Geral da BN e da bibliografia nacional corrente quer do catálogo
colectivo das bibliotecas portuguesas.
Todas as teses lidas que sejam relevantes para o tema que se vai investigar devem ser registadas pelo menos na bibliografia
auxiliar.
PREPARAR UM PLANO DE TRABALHO
O plano da tese é o primeiro documento importante que é exigido ao doutorando. Deve ser redigido com o mesmo rigor de
um texto formal. É conveniente começar por ler alguns planos que foram apresentados anteriormente em programas de
doutoramento da mesma área científica. Em princípio, o orientador da tese pode facilitar o acesso a este documentos, que
podem ajudar a formar uma ideia sobre a melhor forma de apresentar formalmente o plano da tese. Devemos distinguir o
plano de trabalho, documento específico do conteúdo da tese a elaborar, e o plano de tarefas, planificação de todo o trabalho
de investigação. O plano de tarefas é, naturalmente, desenhado de acordo com o perfil da investigação, mas podemos
apresentar um exemplo facilmente adaptável a cada caso:
A TYPICAL TASK PLAN
Preliminary reading and choosing the study area
Establishing the focus, specific objectives and research questions
Identifying the place, material, institution, people to be studied
Selecting the style of research
Organising and obtaining access
Defining the sample
Choosing and preparing research techniques and instruments
Closing the investigation
Sorting and studying the data
Interpreting and analysing the data
Transforming draft writing into finished product
Submission, collecting your qualification
FONTE:
Derek Swetnam. Writing Your Dissertation — How to Plan, Prepare and Present your Work Successfully, 2ª ed., How To
Books, Oxford, 1998.
Em alguns casos, os orientadores privilegiam uma primeira recensão crítica da principal bibliografia a tratar, o que pode ser
conseguido com um breve comentário aposto a cada uma das principais referências bibliográficas.
O plano de trabalho é substituído em alguns programas de doutoramento por uma proposta descritiva que pode ser entendida
como um primeiro esboço do que vai ser a tese. Neste caso, pode-se exigir uma primeira redacção dos três primeiros
capítulos da tese (comum em programas americanos, por exemplo), que seriam assim organizados:
1.
2.
3.
4.
Título e índice previsto da tese
Introdução da questão a tratar
Recensão da literatura existente sobre o tema da tese
Metodologia de investigação
Este plano parece correcto para completar um esquema ou um índice do que vai ser a tese, independentemente de estes três
capítulos corresponderem obrigatoriamente ou não aos verdadeiros primeiros capítulos da tese que se vai escrever. É
evidente que o texto que se antecipa na proposta, escrito em forma de projecto de intenções (“Eu pretendo demonstrar
que...”), será sempre objecto de revisão e correcção durante a investigação de fundo que se vai realizar e que produzirá no
futuro uma mudança de discurso (“Tentei demonstrar que...”).
Um bom plano/proposta de trabalho não deve ser nem vago nem demasiado pormenorizado, isto é, não deve objectivar temas
muito vastos nem deve ainda descer a pormenores que não sejam possíveis de prever no início de uma investigação avançada.
No primeiro caso, quando a definição do projecto de trabalho é muito vaga ou muito abrangente dificilmente alguém o
aceitará como programa de doutoramento, que é uma investigação avançada sobre um tema específico. É essa a diferença
entre um projecto de trabalho sobre, por exemplo, “O Conceito de Democracia” e um projecto sobre “O Conceito de
Democracia na Grécia Antiga” ou ainda mais especificamente “O Conceito de Democracia em Aristóteles”.
A redacção do plano pode ser feita em torno de questões centrais a que o investigador procurará dar respostas precisas.
Podemos aprender com Sócrates o que se entende por uma resposta precisa a uma questão precisa, evitando abstracções:
SÓCRATES: Qual é das realidades existentes aquela que constitui o objecto dos
discursos de que a retórica se serve?
GÓRGIAS: São as maiores e as melhores das coisas humanas, Sócrates.
SÓCRATES: Mas, Górgias, o que acabas de dizer é não só discutível como bastante
vago. (...) Insisto em perguntar, que coisa é essa?
GÓRGIAS: É a capacidade de persuadir pela palavra os juizes no Tribunal, os
senadores no Conselho, o povo na Assembleia, enfim, os participantes de qualquer
espécie de reunião política. Com este poder farás teus escravos o médico e o professor
de ginástica, e até o grande financeiro chegará à conclusão de que arranjou o dinheiro
não para ele, mas para ti, que sabes falar e que persuades a multidão.
SÓCRATES: Agora é que me parece, Górgias, que definiste, com a possível
exactidão, a espécie de arte que é a retórica (...)
In Górgias, 451d-452d
Pode-se beneficiar muito com o ensaio da apresentação do plano da tese a outros colegas ou em conferências públicas. Por
exemplo, a partir do plano, previamente aprovado já pela instituição a que está ligado, pode fazer apresentações públicas do
que vai ser a sua tese e quais as suas expectativas em relação à investigação que vai realizar. Este tipo de apresentação é muito
importante como treino para a futura defesa pública da tese, porque podemos desde muito cedo ouvir comentários e críticas
construtivas sobre o nosso trabalho.
INICIAR A INVESTIGAÇÃO DE FUNDO
Distinguimos o trabalho de investigação do trabalho de recolha de informação: o primeiro é uma actividade heurística, de
descoberta de informação, que envolve uma componente de análise e interpretação dos dados encontrados — trata-se de
responder à questão “porquê?”; o segundo é um trabalho passivo que não envolve ainda a interpretação e o tratamento de
dados — trata-se de responder à questão “o quê?”. Podemos optar por separar as duas actividades, desenhando um calendário
para cada uma, ou optar por combiná-las, segundo uma disciplina rígida de trabalho. Neste caso, exige-se uma revisão
constante da informação recolhida e das correlações que se estabelecem entre todos os dados.
Qualquer que seja o método utilizado, uma boa investigação obedecerá sempre a princípios gerais comuns em todas as áreas
do conhecimento: 1) a análise da informação faz-se em sistema aberto, nunca pretendendo ter encontrado a última verdade
sobre um assunto; 2) um investigador não assume ter encontrado a resposta certa para um problema, mas reconhece que
descobriu um caminho para uma resposta certa e que esse caminho pode ser sondado por outros investigadores; 3) não se
assume, por outro lado, que é impossível chegar a qualquer resultado correcto; 4) os dados devem ser analisados com espírito
crítico; 5) os problemas a investigar devem estar claramente enunciados; 6) as generalizações devem ser validadas por vários
testes e por uma experimentação fundamentada e sistemática; 7) a resolução de problemas deve ser realizada com uma
metodologia pré - definida.
3.1. MEIOS TRADICIONAIS DE INVESTIGAÇÃO
Os meios tradicionais de investigação incluem a pesquisa bibliográfica e documental em arquivos públicos, bibliotecas
privadas, públicas e universitárias, etc. Privilegia-se neste caso o contacto directo com as fontes, o estudo in loco das
espécies bibliográficas, o levantamento de dados para tratamento estatístico após trabalho de campo.
Pressupõe-se que o investigador saiba de antemão o que quer investigar precisamente. Uma investigação é tanto mais eficaz
quanto maior for o grau de precisão dos objectivos pré-definidos. Se privilegiarmos a técnica de brainstorming ou
exploração livre e incondicional da informação durante muito tempo, à espera que um dia se faça luz e tudo de recomponha
por si mesmo, dificilmente cumpriremos o prazo que ficou previamente estabelecido.
Os meios tradicionais de investigação integram-se necessariamente numa estratégia geral que parte sempre da definição da
metodologia escolhida e negociada com o orientador da tese, o que pode incluir:
1) a investigação activa de problemas de fundo, que pressupõe o confronto directo com um problema real, participando no
seu diagnóstico e propostas de resolução;
2) os inquéritos e as sondagens, sempre que exista a necessidade de avaliação de comportamentos comunitários ou
individuais, de forma a inferir para todo um grupo social, ou a avaliação de dados particulares para inferir políticas globais;
3) a experimentação laboratorial, de vital importância para as pesquisas nas ciências físicas, médicas, naturais, etc.
4) a investigação etnográfica, que envolve o estudo de uma determinada população ou grupo social, sem a pretensão de
produzir generalizações;
5) o estudo de casos, muito comum nas disciplinas clínicas ou em qualquer disciplina que privilegia estudos qualitativos, o
que envolve necessariamente um elevado compromisso pessoal com o caso estudado, podendo conduzir a interpretações
com elevado risco de subjectividade, por exemplo avaliando o caso de uma empresa, de uma escola, de um partido político,
de um movimento artístico, etc.; a investigação histórica, que envolve a consulta e o tratamento de documentos, manuscritos
e outras fontes textuais e iconográficas que permitem o conhecimento de uma realidade que está inacessível ao público em
geral; a investigação comparativa, em que todas as variáveis são consideradas, procurando encontrar relações lógicas mas
sem a manipulação dos dados como é comum no método experimental.
3. 2. MEIOS INFORMÁTICOS DE INVESTIGAÇÃO
Os meios tradicionais de investigação devem hoje ser apoiados por meios informáticos. Para todos os campos de
investigação, existem programas específicos que podem ir de sofisticados processadores de texto a programas de tratamento
de dados com fins estatísticos, tratamento informático de textos antigos, aperfeiçoamento de gráficos e imagens,
automatização de cálculos, construção de web sites, etc. O conselho mais importante a dar nesta área é o seguinte: o aparato
informático não deve ofuscar o conteúdo essencial da tese.
A melhor forma de iniciar a nossa pesquisa aproveitando os meios informáticos que estão disponíveis é recorrer aos
serviços de uma boa biblioteca que nos permitirá o acesso às mais potentes bases de dados, normalmente só disponíveis por
subscrição. Um bom exemplo é o acervo informático da Brown University (EUA) — http://www.brown.edu — que dá
acesso privado gratuito aos seus investigadores às diversas bases de dados.
ORGANIZAR OS DOCUMENTOS DE PESQUISA
A organização dos documentos de pesquisa é fundamental para o bom progresso da investigação, caso contrário a redacção
da tese pode ser dificultada pela grande quantidade de informação recolhida, armazenada mas não ordenada. Uma das
formas de organização interna da investigação é a elaboração de fichas informatizadas bibliográficas e ideográficas. O ideal
é combinar ambas numa só base de dados, para facilitar a consulta, desde que o programa utilizado inclua um motor de
busca flexível. O Endnote 4, por exemplo, é não só um programa de informatização de bibliotecas como um meio de
organização de leituras, pois podemos fazer anotações e pesquisar rapidamente por termos de referência ou por autores. A
última versão deste programa é particularmente útil, pois inclui um motor de pesquisa próprio que nos permite entrar nas
bases de dados de inúmeras bibliotecas mundiais, fazer uma pesquisa por autor, palavra-chave ou título, por exemplo,
descarregando todas as informações existentes na biblioteca consultada para o nosso computador. Desta forma, podemos
seleccionar o material que pretendemos e automaticamente ordenar uma bibliografia.
ORGANIZAR NOTAS DE LEITURA
É aconselhável preparar notas de leitura de toda a bibliografia consultada, por exemplo, recorrendo ao método das fichas,
que hoje já não precisam de ser em formato de papel. Existem vários programas de software (por exemplo, o Endnote 4 a
que atrás nos referimos) que ajudam a organizar todas as leituras feitas. Uma nota de leitura deve incluir o registo
bibliográfico completo e as nossas impressões avulsas, as opiniões de circunstância ou comentários de autores que se
pronunciaram sobre as obras que lemos e as remissões ou referências cruzadas. Uma boa organização da bibliografia
consultada é uma dos segredos de uma tese escrita dentro do prazo estabelecido.
3ª Parte: "A Redacção da Dissertação e da Tese"
A Redacção da Dissertação e da Tese"
1.A redacção da dissertação e da tese
2. As partes pré-textuais
O título
O sumário
A dedicatória
Os agradecimentos
A lista de abreviaturas
O índice
O prefácio
O preâmbulo
3. As partes pós-textuais
O posfácio
A bibliografia
O apêndice e os anexos
Os índices (analítico, remissivo, onomástico, antroponímico, etc.)
4. Notas e citações
5. O estilo
6. A edição final
A REDACÇÃO DA DISSERTAÇÃO E DA TESE
A organização interna de uma dissertação ou tese não está directamente relacionada com a cronologia da redacção das várias
partes, isto é, não é uma regra espartana começar a redigir o texto pela Introdução, seguida do capítulo 1, capítulo 2, etc. até às
conclusões. Esta linearidade é quase sempre quebrada pelos incidentes da investigação e muitas vezes determinada pelos
momentos em que fazemos as melhores descobertas ou temos as melhores ideias, que não surgem por ordem cronológica. Uma
boa metodologia é começar pelos capítulos em que nos sentimos mais seguros. Até à composição final da tese, sujeitamo-nos a
revisões permanentes.
O chamado “método de A a Z” pode funcionar para alguns casos: escrevemos a primeira secção da tese (A) se estivermos
preparados para tal, caso contrário avançamos para a secção seguinte (B) e por aí fora, demorando-nos nas secções para as
quais já possuímos informação suficiente e saltando aquelas que ainda não temos material bastante. Este método aplica-se
sempre que actualizamos a escrita da tese a partir de um bloco de investigação que se realizou. Para os investigadores mais
organizados, aqueles que são sempre capazes de uma rígida disciplina de trabalho, é possível predefinir uma calendarização
flexível para a redacção de cada um dos capítulos da tese, tendo em consideração o prazo de que se dispõe para a sua execução.
Este método é muito eficaz, desde que não se perca a necessária disciplina de trabalho, e facilita também a supervisão da tese.
As partes principais da tese estão hoje praticamente estabelecidas de forma consensual em todas as áreas científicas e consistem
em: título, índice, partes pré - textuais, texto, partes pós - textuais (apêndices ou anexos), bibliografia.
É de todo conveniente que a digitalização do texto da tese num processador de texto se faça pelo método 1 capítulo = 1
ficheiro, porque traz várias vantagens: maior rapidez do processamento de texto, melhor organização da informação, maior
capacidade de relacionamento lógico entre as partes. É quase desnecessário recomendar que se façam sempre várias cópias de
todos os ficheiros, quer em disquetes ou CD - Roms regraváveis quer em ficheiros do disco rígido do computador em que
trabalhamos. Não são poucos os acidentes de perda de trabalho que se gravou apenas numa disquete que se danificou ou num
disco rígido que se corrompeu. Existem hoje outras formas ocultas de segurança de armanezamento de informação como enviar
os ficheiros regularmente para um dos nossos e-mail secundários (por exemplo, abrir um hotmail que servirá apenas para este
efeito) ou para um site criado para o efeito e que podemos gerir com um programa FTP de forma a guardar com segurança todo
o nosso trabalho (por exemplo, deixando a página principal <index.html> sem nenhuma hiperligação para os ficheiros de texto,
que ficam apenas acessíveis a partir da directoria FTP que criámos).
Existem dois sites (http://www.driveway.com; http://www.mydocsonline.com) que constituem também soluções idênticas para
guardar documentos pessoais na Internet, acessíveis em qualquer parte do mundo, em qualquer computador ligado à Internet.
De registo gratuito, podemos copiar a pasta OS MEUS DOCUMENTOS para um destes sites e aceder-lhe quando conveniente.
Os dois sites funcionam de igual forma e permitem a utilização das Web Folders / Pastas Web, que o Internet Explorer 5.0
introduziu.
A melhor solução, quanto a nós, é a prática X-Drive,
que funciona também como drive no nosso próprio computador, permitindo, por exemplo, transferir rapidamente ficheiros
do disco rígido para esta drive X que o programa cria automaticamente. Com o Ms Explorer facilmente se procede a esta
operação de backup de toda a informação. Estão disponíveis 25 MB no servidor, o que é suficiente para alojar milhares de
ficheiros de texto e imagem.
Uma recomendação quase elementar: para poupar tempo ao seu orientador ou supervisor, antes de submeter um texto a
apreciação execute um corrector ortográfico que lhe assinalará todas as gralhas tipográficas e/ou gramaticais, poupando muitas
horas de leitura correctiva.
Se quiser, aproveite os modelos pré-definidos do Microsoft Word 2002, que inclui um esquema automático para teses. Os
atalhos para chegar a este modelo são: FICHEIRO > NOVO > PUBLICAÇÕES > TESE
II. AS PARTES PRÉ-TEXTUAIS
1. O TÍTULO
A escolha do título não deve ser menosprezada, pois pode contribuir para o êxito da tese. Deve ser original e criativo, pelo
que o autor tem a obrigação de realizar uma pré-investigação de todos os títulos existentes, de forma a não plagiar um
título já escolhido por outrem. Deve ser conciso, exprimindo com exactidão aquilo que se pretende, pelo que se
desaconselha títulos autotélicos, que apenas são descodificáveis pelo próprio autor; inclusive, um título breve tem hoje em
dia, por força do marketing ao qual ninguém pode ficar alheio, um impacte diferente e uma receptividade maior; contudo,
não se deve cair no extremo oposto, que é o de o título ser tão conciso que não se entende do que é que trata exactamente a
tese; por exemplo, um título como «Eros» pode dizer respeito a uma tese de literatura sobre a história desse deus numa
qualquer obra literária, ou mesmo na história da literatura, como pode dizer respeito a uma obra de psicanálise, de
filosofia, de história das religiões, etc., mas um título como «Eros nas Manifestações Artísticas do Antigo Egipto» contém
já um número de informações suficientes para delimitar o campo de investigação da tese. Deve ser claro na sua
formulação, sem ambiguidades, sem ser demasiado generalista; se for necessário, deve-se acrescentar um subtítulo que
esclareça de vez o assunto específico da tese; títulos alegóricos, eufemísticos ou sensacionalistas não devem sequer ser
considerados, pois não se trata de escrever um romance mas um trabalho científico. Alguns exemplos comuns de títulos
mal conseguidos, por serem ambíguos, generalistas, sem definir claramente o objecto de estudo, usando fórmulas
repisadas, ou escolhendo temas já muito estudados:
«A Emergência dos Media»
«Existência e transcendência em Fernando Pessoa»
«A Mulher na Sociedade Vitoriana»
«Reforma Agrária e Desenvolvimento Económico»
«Introdução ao Direito»
«A Revolução Portuguesa - O Passado e o Futuro»
«A Integração Europeia»
«Portugal à Deriva»
«O Existencialismo em Jean-Paul Sartre»
Exemplos de bons títulos :
A consciência nacional portuguesa: ensaio de história das ideias políticas / Martim de Albuquerque. - Lisboa:
[s.n.], 1974. - 376 p. : 19 il. ; 23 cm . - Tese de doutoramento em História Moderna e Contemporânea pela Faculdade de
Letras da Universidade de Lisboa.
As represálias: estudo de história do direito português, sécs. XV e XVI / Ruy Manuel de Albuquerque. - Lisboa:
R.M.Albuquerque, 1972. - v. ; 24 cm . - Tese dout. em Ciências Histórico-Jurídicas, Univ. de Lisboa, 1972.
Perturbações neurológicas da linguagem e de outras funções simbólicas: contribuição do estudo clínico e
laboratorial das afasias, apraxias e outras disfunções da actividade superior, para o conhecimento da semiologia e da
fisiopatologia do sistema nervoso / António Rosa Damásio. - Lisboa: Faculdade de Medicina de Lisboa, 1973. - XVI, 391p.
: il. ; 23cm . Bibliografia p.369-391. - Tese dout. em Psiquiatria, Univ. de Lisboa, 1974.
Os partidos políticos no direito constitucional português: dissertação de doutoramento em Ciências Jurídicopolíticas na Faculdade de Direito de Lisboa / Marcelo Rebelo de Sousa. - Braga: Livr. Cruz, 1983. - 718, [5] p. ; 25 cm . Dissertação de doutoramento em Ciências Jurídico-políticas na Faculdade de Direito de Lisboa.
O eufemismo e o disfemismo na língua e na literatura portuguesa / por João da Silva Correia Júnior. - [S.l.: s.n.,
1929]. - [343] p. ; 26 cm . - Tese dout. em Filologia Românica, Univ. de Lisboa, 1929.
Fonte: PORBASE
Estes títulos possuem as seguintes qualidades:
contêm as palavras mais importantes no início do título;
não têm palavras ambíguas ou de duplo sentido;
em alguns casos, desdobram-se em subtítulos para especificar o âmbito particular da tese;
incluem todas as palavras-chave que permitirão a qualquer investigador ou leitor identificar a tese numa consulta
bibliográfica.
Depois de encontrado um bom título, não negligenciar a capa, que deve incluir a seguinte informação:
Título
Nome do autor
“Tese apresentada à Faculdade de ... da Universidade ...., para obtenção do grau de Doutor"
Data
2. SUMÁRIO, ABSTRACT OU RESUMÉ
É uma parte obrigatória em teses feitas no estrangeiro, em particular no mundo anglófono. Pode ser incluída numa tese
feita em Portugal, o que permitirá a sua divulgação internacional.
Existem algumas regras básicas:
Não deve exceder as 300 palavras.
Deve ser escrito em pelo menos duas línguas, a fim de poder ser divulgado nos circuitos académicos internacionais
(por exemplo, em Dissertation Abstracts International), pelo que os autores devem ter em consideração que na maior parte
dos casos o sumário é a única parte da tese que é lida por outros investigadores.
Deve estar escrito de tal forma que possa ajudar os eventuais leitores da mesma área a decidir se devem ou não ler a
tese e a ajudar os eventuais leitores não identificados com o assunto a saber de imediato o que é que que nela podem
encontrar.
Deve ser não só uma síntese do(s) assunto(s) da tese como também da metodologia utilizada e das principais
conclusões.
Deve-se evitar o uso de abreviaturas.
Deve ser dactilografado a 1 espaço.
3. DEDICATÓRIA (EVENTUAL)
Deve ser objectivamente dirigida a quem contribuiu de forma muito pessoal para o êxito do trabalho produzido pelo autor.
Deve ocupar uma página própria, sem ornamentos gráficos, com a maior sobriedade possível.
Não são consideradas dedicatórias irracionais, sensacionalistas ou confessionais, como aquelas consagradas a deuses,
animais ou objectos de estimação, por exemplo.
4. AGRADECIMENTOS (EVENTUAIS)
Devem ser igualmente objectivos, mencionando directamente todos os indivíduos ou entidades que contribuíram de
alguma forma para o bom êxito do trabalho.
Incluem-se geralmente nesta rubrica as palavras de gratidão para com supervisores ou outros indivíduos que auxiliaram a
produção e consecução da tese.
Incluem-se igualmente os agradecimentos às entidades, editoras, bibliotecas, jornais ou outros que eventualmente tenham
colocado à disposição dos autores material bibliográfico ou que tenham permitido a reprodução de obras sujeitas às leis de
copyright ©.
Deve ocupar uma página própria.
5. LISTA DE ABREVIATURAS (EVENTUAL)
Em geral, não usar abreviaturas, a não ser em casos convencionais. Se existirem, devem ser listadas no início da tese, antes do
índice.
6. O ÍNDICE
Deve ocupar página(s) própria(s).
Trata-se de uma parte muito importante para o leitor, pois é o verdadeiro guia de consulta da tese. A melhor forma de
conseguir que um índice seja legível e facilmente consultável é trabalhar nele durante toda a tese. O autor deve verificar
permanentemente se a informação do índice corresponde à informação no texto, se as partes da tese estão ordenadas
logicamente e se as frases e expressões que compõem os títulos são eficazes numa consulta. De notar que um qualquer
processador de texto actualizado pode hoje ajudar-nos a manter um índice correcto. O Word 2000 da Microsoft, por
exemplo, em <INSERIR> <ÍNDICES E TABELAS> permite a formação automática de ÍNDICE, ÍNDICE REMISSIVO,
ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES e ÍNDICE DE AUTORIDADES. Repare que estes três últimos índices específicos devem
ocorrer no final na tese como partes pós - textuais.
7. O PREFÁCIO (EVENTUAL)
Pode encerrar a história e as incidências da elaboração da dissertação, a motivação do autor para a investigação realizada,
as condições em que tal investigação foi desenvolvida e as etapas mais relevantes para a sua consecução. Pode ainda
incluir uma apreciação crítica e fundamentada sobre o autor da dissertação.
Em especial, justifica-se, pela sua natureza, para o trabalho que está já aprovado para a publicação.
Não é necessariamente da responsabilidade do autor do trabalho, podendo ser encomendado ou proposto a uma pessoa
idónea.
A priori, quando o trabalho não se destina a eventual publicação o preâmbulo pode dispensar a existência do prefácio.
8. O PREÂMBULO (EVENTUAL)
É da responsabilidade do autor do trabalho.
Se coexistir com a introdução do trabalho, deve reservar-se para uma apresentação sumária dos objectivos da tese e sua
fundamentação.
Deve incluir uma síntese do estado actual da investigação na área escolhida para dissertação, acrescentada de uma
descrição do que se pretende fazer mais além desse status quo, para o modificar, repensar, recriar, desconstruir ou
substituir.
Em alguns casos, esta parte da tese não tem que aparecer discriminada como preâmbulo ou introdução, se estiver
intercalada no corpo do trabalho, sob um título criativo, e se aí identificarem claramente os mesmos objectivos.
AS PARTES PÓS-TEXTUAIS
1. O POSFÁCIO (EVENTUAL)
É uma parte pós-textual que pode servir para acrescentar um dado novo na investigação realizada, quando e só quando as
circunstâncias não permitiram a sua inclusão no corpo principal do texto.
Só se aceita o posfácio quando for fundamental para a compreensão do conteúdo da dissertação.
2. A BIBLIOGRAFIA
Uma dissertação ou tese de carácter literário deve incluir sempre uma bibliografia, cuja extensão dependerá sempre do
nível de exigência do trabalho a desenvolver.
Não se deve deixar para o fim o trabalho de elaboração da bibliografia. É fundamental começar essa elaboração desde o
primeiro minuto da investigação e discutir sempre com o supervisor todos os desenvolvimentos.
Como alternativa à proliferação de notas de simples referência bibliográfica, nos casos em que é necessário citar várias
vezes o mesmo autor em diferentes obras, pode-se utilizar no corpo do texto e entre parêntesis o sistema autor - data,
salvaguardando o facto de que a referência completa se encontra na bibliografia:
Autor,
ano de publicação:
página(s)
Exemplos:
(Vitorino Nemésio, 1970: 45)
(Gaston Bachelard, 1948a: 167-69)
(Gaston Bachelard, 1948b: 123-26)
As obras originais que são objecto de estudo directo num trabalho devem ocorrer sob o título de BIBLIOGRAFIA
ACTIVA; as obras que sejam estudos críticos sobre os originais estudados, bem como as obras que sejam auxiliares da
investigação desenvolvida nesse estudo devem ocorrer sob o título BIBLIOGRAFIA PASSIVA.
Em bibliografias extensas, aconselha-se uma divisão temática, de acordo com a especificidade do trabalho científico
desenvolvido. De seguida, sugere-se uma divisão em Bibliografia Activa e Bibliografia Passiva, com subdivisões:
Bibliografia activa:
Livros;
Antologias;
Traduções;
Entrevistas;
Dispersos.
Bibliografia Passiva:
Obras de referência;
Livros;
Artigos em jornais e revistas;
Teses.
A bibliografia final, sempre apresentada por ordem alfabética dos apelidos, deve obedecer à seguinte disposição:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Autor.
Título.
Volume,
nº de edição,
tradutor,
colecção,
editor,
local de publicação,
data,
página(s).
Exemplos:
BARTHES, Roland. O Prazer do Texto. Tradução de Maria Margarida Barahona, col."Signos",
Edições 70, Lisboa, 1988.
HENRICH, Dieter e Klaus Düsing (eds.). Hegel in Jena - Die Entwicklung des Systems und der
Zusammenarbeit mit Schelling. Hegel-Studien Beiheft XX. Bouvier, Bona, 1980.
HODGSON, Peter e R.F.Brown. Lectures on the Philosophy of Religion. 3 vols., University of
California Press, Berkeley, 1984-86.
LOPES, Óscar e António José Saraiva. História da Literatura Portuguesa. 15ª ed., Porto Editora,
Porto, 1989 (1ª ed., 1955).
SÉRGIO, António. Ensaios. Vol.1, 3ª ed., col. "Clássicos Sá da Costa", Livraria Sá da Costa
Editora, Lisboa,1980.
SHARPLES, R.W. (ed.). Plato - Meno. Aris & Phillips, Wiltshire, 1985; Bolchazy-Carducci,
Chicago, 1985.
TOUCHARD, Jean. História das Ideias Políticas. 4 vols., vol.1: Da Grécia ao Fim da Idade
Média. Trad. de Mário Braga, col."Forum da História", Publicações Europa-América, Mem
Martins, 1991.
Referências bibliográficas a artigos de livros.
Ordem a seguir:
1.
Autor.
2.
Título do artigo, (entre aspas e com maiúsculas iniciais)
3.
título da publicação. (em itálico; terminando em ponto)
4.
Volume.
5.
nº de edição,
6.
tradutor,
7.
editor,
8.
local de publicação,
9.
data,
10. páginas.
(indicar a primeira e a última páginas do artigo, não precedidas de "p." ou "pp.", que devem ser utilizados somente se for
necessário referenciar páginas em particular, neste caso ocorrendo entre parêntesis)
Exemplos:
BERSANI, Leo. "Realism and the Fear of Desire", in Realism. Ed. por Lilian R. Furst, Longman,
Londres e Nova Iorque, 1992, 240-60.
DERRIDA, Jacques. "On commence et comment finit un corps enseignant", in Politiques de la
philosophie. Ed. por Dominique Grisoni, Bernard Grasset, Paris, 1976, 55-97.
KITTO, H. D. F. "A Arte Dramática de Ésquilo", in A Tragédia Grega. Vol.2, 3ªed., trad. de
José Manuel Coutinho e Castro, Arménio Amado Ed., Coimbra, 1990, 179-216 (pp.180-2).
MARTINS, Oliveira. "Crise da Mitologia Clássica", in Sistema dos Mitos Religiosos. 4ªed.,
Guimarães Editores, Lisboa, 1986 (1ªed., 1882), 213-24.
MOISÉS, Massaud. "O 'Eu' e o 'Outro' em Estrela Polar", in Estudos sobre Vergílio Ferreira.
Org. e prefácio de Hélder Godinho, col. "Temas Portugueses", Imprensa Nacional-Casa da
Moeda, Lisboa, 1982, 81-96 (p.82).
Referências bibliográficas a artigos em revistas e jornais.
Ordem a seguir:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Autor.
Título do artigo, (entre aspas, com maiúsculas iniciais)
título da publicação. (em itálico; terminando em ponto)
Volume, (em números árabes)
nº de série, (eventual)
tradutor, (eventual)
editor, (eventual)
local de publicação, (eventual)
data, (em artigos de jornais, indica-se a data entre parêntesis a seguir ao título)
primeira e última páginas do artigo citado.
(não precedidas de "p." ou "pp.", página citada se for caso disso (entre parêntesis e precedida de "p." ou "pp."; em artigos
de jornais, pode-se omitir a página)
Exemplos:
BÖSCHENSTEIN, Bernhard. "Die Dichtung Hölderlins", Zeitwende. Nº48, Lahr, 1977.
DERRIDA, Jacques. "Signature Event Context", Glyph. Vol.1, John Hopkins University Press,
Baltimore, 1977, 172-97.
-------. "Of an Apocalyptic Tone Recently Adopted in Philosophy", Oxford Literary Review.
Vol.6, nº2, trad. de John P. Leavey, 1984, 3-37.
FERREIRA, Vergílio. "Serás Poeta e Desgraçado", Colóquio-Letras – Memória de António
Nobre. Nº127/128, Janeiro-Junho 1993, 17-26 (p.24).
LOURENÇO, Eduardo. "Um Rio de Íntimo Sossego", Público (9-7-1994).
PIMPÃO, Álvaro J. da Costa. "Antero de Quental e Baudelaire", Boletim do Instituto de Estudos
Franceses. Coimbra (1940-41), tomo I, 65-74. Separata. Coimbra, 1941. (Reproduzido em Gente
Grada, por Álvaro Júlio da Costa Pimpão, Atlântida Editora, Coimbra, 1952, 51-61.)
SIMÕES, Manuel. "A Jangada de Pedra - Utopia Ibérica", Brotéria - Cultura e Informação. Série
mensal, vol.125, nº5, Novembro 1987, 404-12.
VATTIMO, Gianni. "Il Dimagrimento della filosofia", Alfabeta. Nº100, Milão, Setembro 1987.
NOTAS E CITAÇÕES
1. NOTAS
As notas são complementos do texto principal. Podem constituir-se em comentário, esclarecimento ou simples citação em
pé de página (preferencialmente) ou no final de um texto.
Como comentário, introduzem ou complementam criticamente um aspecto particular relevado no texto, mas cuja
discussão é aí deixada em aberto. Em trabalhos mais complexos, pode-se reservar as notas para discutir criticamente
aspectos marginais mencionados no texto - naturalmente, esta crítica será tão mais relevante quanto maior for o espírito
crítico e quanto mais sólida for a formação científica do investigador.
Como esclarecimento, limitam-se a dar uma breve explicação sobre a natureza do texto ou autor citado, informações úteis
para uma pesquisa paralela ou posterior, ou correcções de pormenor.
Como citação, referem a obra ou obras que serviram de fonte ao autor de um livro.
Consulte sempre um manual de estilo para esclarecer dúvidas sobre as particularidades formais das notas.
2. CITAÇÕES
Não é legítimo recorrer a citações sem as referenciar. Este é um dos princípios mais sagrados da investigação científica e de
qualquer trabalho que se apresente em provas públicas ou para publicação. Aquele que achar que aqui e ali é possível deixar
uma citação passar por texto próprio, “esquecendo” a referência bibliográfica porque se trata de uma frase que nós próprios
gostaríamos de ter escrito, não deve correr tal risco. Não esquecer que o orientador e o futuro júri de apreciação da tese são
pessoas experimentadas e informadas, que podem a qualquer momento identificar a origem da brilhante ideia que
“adoptámos” como nossa. Pelo contrário, uma citação referenciada no momento certo e com o texto adequado pode
surpreender favoravelmente o leitor ou o arguente. Tanto quanto possível, deve-se evitar sobrecarregar o texto com citações
marginais.
Sempre que o extracto citado de uma fonte não contribua para a compreensão directa do contexto em que ocorre, deve ser
remetido para as notas.
As citações em inglês, francês, espanhol ou italiano devem ocorrer na língua original, embora se possa optar por traduzilas em nota. Parte-se do princípio universal que quer o seu autor quer todos os potenciais leitores da dissertação têm a
obrigação de ler qualquer texto nessas línguas.
As citações noutras línguas devem ser traduzidas directa ou indirectamente, salvo nos casos em que o objecto de estudo
seja uma obra ou autor dessas línguas. Por exemplo, se se quiser fazer uma tese sobre Heidegger ou Goethe, é lícito citar
os originais em alemão, ficando ao critério do autor e do supervisor a pertinência de uma tradução para português, que
dependerá sempre do público a que se destina.
Quando se trabalha sobre originais manuscritos, torna-se imperativo apresentar uma tradução fidedigna e esclarecedora,
corrigindo eventuais erros tipográficos e actualizando a ortografia, respeitando sempre as convenções. O mesmo é válido
para edições raras ou pouco acessíveis.
Consulte sempre um manual de estilo para esclarecer dúvidas sobre as particularidades formais das notas.
O ESTILO
A elaboração do discurso científico de uma tese de doutoramento é um processo de aprendizagem contínua.
Raramente se consegue escrever o primeiro capítulo com a mesma segurança e qualidade discursiva do último. Por isso é
absolutamente necessário apresentar ao orientador a redacção dos primeiros capítulos o mais cedo possível, para que todas as
correcções e sugestões possam ajudar a melhorar o estilo. Não receie as correcções, não se deixe desmoralizar pelas inúmeras
emendas que possam ocorrer numa primeira fase de escrita. Não esqueça que só a versão final será avaliada, pelo que todas as
sugestões de aperfeiçoamento do estilo e da linguagem devem ser bem-vindas ao longo do processo de escrita.
Uma tese de doutoramento não é um texto literário, pelo que deve resistir a tentar persuadir o leitor com artifícios
retóricos próprios de um texto de ficção ou de um texto poético. Na prática, há muitos preceitos a seguir, que tentaremos
resumir:
Não usar expressões de convencimento do tipo:
“É claro que...”
”É evidente que...”
“Obviamente...”
“Sem dúvida que...”
“Não restam dúvidas...”
“Indiscutivelmente...”
Estas expressões indicam que o autor está absolutamente convencido da verdade do seu discurso, o que pode sugerir que quem
lê este discurso é ignorante dessa verdade. Por outro lado, indicam que o autor não está disposto a discutir as suas ideias, que
adopta uma postura pouco humilde, o que é contraproducente de quem se espera abertura para o diálogo científico.
Não abusar da terminologia científica da área a que a tese pertence. Um excesso de terminologia técnica, em particular aquela
que é criada ou transportada para a investigação específica que se desenvolve, pode alimentar um discurso hermético e
autotélico. De certeza que terá de recorrer a um vocabulário específico, mas faça-o com moderação e oportunidade.
Preferir frases curtas e evitar as paráfrases (por exemplo, em vez de escrever “neste momento em que estamos”, é preferível
“agora”).
Não escrever longos parágrafos, mas também não se deve optar por um excessivo número de parágrafos, como se de uma lista
de factos e observações se tratasse.
Evitar a voz passiva, que não é apreciada no discurso científico e não raro produz incorrecções no uso dos particípios
irregulares. Em vez de “A participação do Estado foi avaliada”, escrever “Avaliei a participação do Estado”. Se quisermos
evitar a subjectividade do discurso, podemos optar por um registo impessoal do tipo: “Avaliou-se a participação do Estado”.
Evitar a todo o custo o recurso à adjectivação. O adjectivo é um dos grandes inimigos do discurso científico. Expressões do tipo
“este extraordinário livro”, “o excelente autor” ou “esta luminosa ideia” não são aceitáveis num trabalho académico. O mesmo
é válido para o abuso de advérbios de modo e de orações relativas.
É muito útil ter sempre à mão um prontuário ortográfico e um dicionário de sinónimos (a maior parte dos processadores de
texto actuais incluem estas ferramentas).
Para os casos de certas formalidades de estilo e de composição, consultar diversos manuais. Consulte o seu orientador sobre as
obras que melhor se adaptam às exigências particulares do seu programa de doutoramento e da instituição a que pertence. Para
a língua inglesa, os mais completos e os mais recomendado manuais de estilo são, nos EUA, MLA Handbook for Writers of
Research Papers (4ª ed., MLA, Nova Iorque, 1995) e no Reino Unido, MHRA Style Book (4ª ed., MHRA, Londres, 1991);
para a língua portuguesa, consulte por exemplo, Normas para Apresentação de Trabalhos Científicos (3ª. ed., Presença, Lisboa,
2000), de Carlos Ceia.
A EDIÇÃO FINAL
A revisão final da tese não é ainda compatível com o trabalho de preparação do texto para publicação futura. Sabemos que, em
média, hoje apenas 1% das teses de doutoramento são publicadas, precisamente porque o aparato textual é inconciliável com os
critérios de edição de um livro. Mais tarde, quando quisermos submeter a nossa tese a uma editora para publicação, podemos
adaptar o texto à forma de um livro, o que significa reduzir 1) a revisão da literatura existente sobre o assunto da tese a um
sumário; 2) reduzir o número de subcapítulos; 3) eliminar notas e citações secundárias; 4) eliminar todas as duplicações de
ideias e de texto. A este processo deve acrescentar-se uma rescrita global do texto para o tornar mais acessível ao público.
Uma revisão final da tese não se preocupa ainda com questões de edição pública, mas pode concentrar-se no aperfeiçoamento
do discurso, da confirmação de todas as remissões, dos vários aspectos formais, da coesão e da coerência textuais.
Uma revisão final da tese pode incluir também uma auto-avaliação simples, por exemplo respondendo ao seguinte
questionário, que contém um conjunto de perguntas que em regra qualquer júri considerará na apreciação da tese.
1. INTRODUÇÃO
a. Existe uma descrição precisa da planificação do trabalho de investigação realizado?
b. A questão de fundo está claramente definida?
c. Justifica-se o carácter inovador da investigação?
d. A questão de fundo está devidamente enquadrada na área científica da tese?
5%
2. REVISÃO DA LITERATURA EXISTENTE SOBRE O TEMA DA TESE
a. A literatura revista serve de suporte teórico à área de estudo da tese?
b. É abrangente, considerando diversas formas de publicação (outras teses, periódicos, livros, etc.)?
c. O trabalho de outros investigadores na área científica é referenciado e comentado?
d. Existe uma correlação justa entre a literatura revista e os objectivos definidos para a tese em causa?
e. As citações são pertinentes?
f. As citações estão formalmente correctas?
25%
3. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO
a. Faz-se uma revisão crítica das várias metodologias possíveis para a investigação que se quer realizar?
b. É convincente a opção feita por uma determinada metodologia?
c. Propõem-se outras formas de abordagem do mesmo assunto?
10%
4. RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS
a. A recolha de dados foi feita de forma sistemática e organizada?
b. Os métodos de recolha utilizados são adequados ao tipo de informação trabalhada?
25%
c. Os dados foram correctamente analisados?
d. A informação recolhida é fiável?
e. No caso de se ter recorrido a gráficos, estatísticas, quadros e outros instrumentos de tratamento de dados, os
resultados finais são relevantes? São legíveis? Estão apresentados de forma correcta?
5. CONCLUSÕES
a.
b.
c.
d.
As conclusões remetem efectivamente para os dados investigados anteriormente?
Existe uma ligação lógica entre os objectivos iniciais da tese e as conclusões agora apresentadas?
São cientificamente relevantes para o campo de trabalho da tese?
São reveladoras do carácter inovador da investigação?
15%
6. ESTRUTURA E APRESENTAÇÃO
a.
b.
c.
d.
e.
f.
g.
h.
i.
As diferentes secções da tese estão devidamente estruturadas?
Existe um equilíbrio formal entre os diferentes capítulos?
A definição dos subcapítulos está correcta?
Existe uma sobrecarga injustificada de subcapítulos?
Os capítulos principais não estão devidamente subdivididos?
A expressão escrita é adequada ao nível avançado da investigação?
As notas e as citações estão correctamente apresentadas?
A bibliografia está devidamente apresentada e classificada?
Os apêndices são relevantes e formalmente bem apresentados?
10%
7. APRECIAÇÃO GLOBAL
a. A tese é um trabalho inovador na área científica em questão?
b. Está globalmente bem escrita, com argumentação sólida e coerente?
c. Está de acordo com as normas da instituição a que concorre?
10%
4ª Parte: "A defesa pública da tese"
A defesa pública da tese de doutoramento (viva, do latim viva voce, “de viva voz”, expressão para designar um exame oral) é o
acto final a que o doutorando tem que se sujeitar, mas não deve ser encarado como um julgamento criminal como muitas vezes
se pensa. As principais diferenças entre a defesa de uma dissertação de mestrado e a de uma tese de doutoramento é o tempo de
duração da prova (mais curto no mestrado) e a composição do júri (mais numeroso no caso do doutoramento e exigindo reuniões
prévias de apreciação da tese).
O candidato não está sozinho, pois o orientador da tese será sempre um advogado de defesa dos méritos do candidato, de outra
forma não arriscaria conceder-lhe o acesso às provas públicas. Também não faz sentido preparmo-nos para uma prova pública de
doutoramento como se à nossa frente estivessem os nossos maiores inimigos, prontos para nos trucidarem e a quem temos que
nos submeter passivamente. Se o júri é constituído por professores especialistas na área científica em que se deve inscrever a
tese, não esqueça que o melhor especialista mundial sobre a tese que acabou de escrever é o próprio autor, uma vez que mais
ninguém passou tanto tempo a investigar esse assunto particular de que se ocupou a investigação. O candidato deve, pois, mostrar
confiança no seu trabalho e estar absolutamente seguro das suas ideias.
Uma conversa prévia com o orientador da tese é sempre aconselhável na preparação da defesa da tese, porque o orientador
melhor do que ninguém conhece o candidato, a tese em avaliação e o júri arguente. Esta posição de privilégio permite ao
orientador definir com o candidato a melhor estratégia para o êxito das provas públicas.
Como o doutorando vai defender publicamente os seus argumentos, justificando o que escreveu na tese, é conveniente que
possua alguma experiência de defesa pública de ideias próprias. Uma boa prestação no viva voce pode ser vital na apreciação
global da tese. Não raro argumentos de duvidosa legibilidade na tese escrita são defendidos com argúcia e clareza de discurso na
prova oral, o que joga naturalmente a favor do examinando.
Uma atitude de humildade científica é sempre muito apreciada por qualquer júri, o que não significa total submissão a todas as
críticas apresentadas. A moderação que se preconiza levará o candidato a agradecer uma crítica quando ela é construtiva e a
prometer rever a sua posição em futuras investigações.
Outra estratégia aconselhável é a de preparar um índice remissivo, mesmo que não incluído na tese, que poderá ser muito útil na
localização das questões que são apresentadas ao candidato. Note, uma vez mais, que qualquer processador de texto constrói
automaticamente um índice remissivo.
5ª Parte: Ligações úteis
Dissertation Abstract International
Dissertation Abstracts includes indexing for doctoral dissertations since 1861 and masters' theses since 1960. Approximately
45,000 titles are added each year from more than 1,000 universities, including almost all North American graduate schools and
many European universities. Abstracts are included for dissertations published since July 1980 and masters' theses published
since 1988. Updates are received quarterly.
É uma base de dados pluridisciplinar de referência bibliográfica com mais de 1,2 milhões de citações, com resumos (desde 1980)
de teses e ensaios que abrange entre outros, os seguintes tópicos: História, Filosofia e Religião, Direito e Ciências Políticas,
Engenharia e Ciência Informática, Gestão e Economia, Medicina e Cuidados de Saúde Primários, Arquitectura, Arte e Cinema e
Música e Educação Musical, etc. Além do valor insubstituível que este produto tem como fonte de informação, há que adicionarlhe o facto de certificar o investigador que o assunto da sua tese não foi já abordado por outrém e enquadra-o ainda nos trabalhos
executados sobre o mesmo assunto, a nível internacional. Cerca de 182.000 registos são adicionados anualmente. Esta base de
dados está também disponível em duas partes separadas: Parte A - Ciências Sociais e Humanísticas; Parte B – Ciências. (in
Biblioteca Nacional de Lisboa).
Writing and presenting your thesis or dissertation
Guia prático com reflexões generalistas e bons conselhos para a preparação de uma proposta de doutoramento.
Thesis Handbook
Site mantido pelo Telecommunications Program (SUNY Institute of Technology). Guia prático com sugestões úteis na
elaboração de uma tese. Responde a muitas dúvidas formais, que se aplicam mais ao contexto norte-americano.
How to Write a PhD Thesis
Excelente guia prático para a elaboração de uma tese de doutoramento, com indicações úteis facilmente aplicáveis a
investigações conduzidas em contexto português.
How To Write A Dissertation or Bedtime Reading For People Who Do Not Have Time To Sleep
Breve guião com conselhos metodológicos, estilísticos e formais. Muito sucinto e aplicável de preferência a teses escritas em
inglês.
Experimental Digital Library of M.I.T. Theses
Bom motor de pesquisa de teses do MIT, uma das mais reputadas universidades americanas. Permite consultar algumas teses, o
que é vantajoso para termos uma ideia do que se faz numa das melhores universidades do mundo.
Sites with Full Text Access to Dissertations
Site da University of Wisconsin (EUA) que permite a consulta de teses americanas, mas apenas por subscrição. É possível a uma
biblioteca universitária subscrever este serviço.
Electronic Theses and Dissertations in the Humanities
Listagem das teses de doutoramento em curso nos EUA — Electronic Dissertation/Thesis (ETD). O acesso a este base de dados
electrónica faz-se, por exemplo, pela University of Virginia, que exige subscrição.
How to Be a Good Graduate Student/Advisor
Guia descritivo de comportamentos de uma mestrando ou de um doutorando e respectivos orientadores. Mantido por Computer
Science & Electrical Engineering (University of Maryland Baltimore County) e por Computer Science Department (Indiana
University-Bloomington).
Dissertation Abstracts International
(Acesso gratuito mas limitado às teses mais recentes)
Welcome to ProQuest Digital Dissertations, which provides Web access to UMI's Dissertation Abstracts database. While only
institutional subscribers have access to the entire database, you do have free "guest" access privileges that allow you to search
citations and abstracts for all titles in 1999 and 2000.
How to Organize your Thesis
Excelente guia prático para organização formal de uma tese de doutoramento. Mantido pelo Prof. John W. Chinneck (Carleton
University, Ottawa, Canadá).
6ª Parte: Bibliografia auxiliar
BARZUN, Jacques e Henry F.Graff. The Modern Researcher, ed.rev., Harcourt, Brace & World, Nova Iorque, 1970.
BOLKER, Joan. Writing Your Dissertation in Fifteen Minutes a Day — A Guide to Starting, Revising, and Finishing your
Doctoral Thesis, An Owl Book, Nova Iorque, 1998.
BUTCHER, Judith. Copy-Editing - The Cambridge Handbook, 3ªed., Cambridge University Press, Cambridge, 1991.
CAMPBELL, W.G. e S.V.Ballou. Form and Style - Theses, Reports, Term Papers, 4ªed., Houghton Mifflin, Boston, 1974.
CEIA, Carlos. Normas para Apresentação de Trabalhos Científicos, 3ª ed., Presença, Lisboa, 2000.
THE CHICAGO Manual of Style, 13ªed., University of Chicago Press, Chicago, 1982.
ECO, Umberto. Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas, 3ªed., trad. de Ana Falcão Bastos e Luís Leitão, Presença, Lisboa,
1984.
FRADA, João José Cúcio. Guia Prático para Elaboração e Apresentação de Trabalhos Científicos, 3ªed. revista e aumentada,
Edições Cosmos, Lisboa, 1993.
FRAGATA, Júlio. Noções de Metodologia para a Elaboração de um Trabalho Científico, 2ªed., Livraria Tavares Martins, Porto,
1973.
GIBALDI, Joseph e Walter S. Achtert. MLA Handbook for Writers of Research Papers, Theses and Dissertations, 4ªed., Modern
Languages Association, Nova Iorque, 1980.
HART'S Rules for Compositors and Readers at the University Press, 39ªed., Oxford University Press, Oxford, 1983.
LAKATOS, Eva Maria e Marina de Andrade Marconi. Metodologia do Trabalho Científico, 2ªed., Ed.Atlas S.A., S.Paulo, 1986.
MALCLES, Louise-Noelle. Manuel de Bibliographie, 3ème ed. revue par André Chéritier, P.U.F., Paris, 1976.
MHRA Style Book - Notes for Authors, Editors, and Writers of Theses, 4ªed., Modern Humanities Research Association,
Londres, 1991.
THE OXFORD Writers' Dictionary, Oxford University Press, Oxford, 1990.
PEREIRA, Arnaldo António. Normas e Sugestões Metodológicas para a Apresentação de Trabalhos Escritos de História,
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Departamento de História), Lisboa, 1986.
PHILLIPS, M. e D. S Pugh. Como Preparar um Mestrado ou Doutoramento, Lyon Edições, Mem Martins, 1998.
STERNBERG, David. How to Complete and Survive a Doctoral Dissertation, St. Martin’s Griffin, Nova Iorque, 1981.
SWETNAM, Derek. Writing Your Dissertation — How to Plan, Prepare and Present your Work Successfully, 2ª ed., How To
Books, Oxford, 1998.
Vasconcelos e Sousa, Gonçalo de. Metodologia da Investigação, Redacção e Apresentação de Trabalhos Científicos, Livraria
Civilização Ed., Porto, 1998.
WATSON, George. The Literary Thesis - A Guide to Research, Longman, Londres, 1970
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