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a José Casanova

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a José Casanova
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Edition nº 64 | du 22 novembre 2011
Mensuel Franco-Portugais
GRATUIT
O jornal das Comunidades lusófonas da Bélgica
&
08
10
Continuam os cortes no ensino
de português. Leia várias reações
nesta edição do LusoJornal.
Edition
B E L G I Q U E
Be
PUB
D
04
13
14
Diplomacia. O Ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou na semana
passada encerrar mais 7 Embaixadas
e 5 Postos consulares.
Criação. Filha de pai português, Leonôr
da Silva cria objetos, brinquedos, roupa
para bebés e espera um dia comerciá-los
também em Portugal.
Atletismo. A jovem atleta radicada
na Bélgica, Jéssica Amaro, que tem
feito um percurso ascendente em
Bruxelas, corre agora pelo Benfica.
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Homenagem na APEB
a José Casanova
Comemoração dos 80 anos do jornal Avante
Portugalnet
PUB
05
02
Opinião
le 22 novembre 2011
Crónica de opinião
em
síntese
Fim dos cursos
de português
Pois é, parece que o curso de português está mesmo
prestes a acabar... e desta vez
acho que não
vão ser meia
dúzia de pessoas
à frente da Embaixada que irão resolver alguma
coisa.
Daqui para à frente a única coisa que
vai relembrar Portugal aos filhos de
emigrantes portugueses da Bélgica,
vai ser o euro ou o mundial de futebol, como já deve ser o caso para
muitos atualmente, mas com a diferença que esses nem vão saber o significado real da bandeira que
andam a agitar!
Enfim... esperemos que encontrem
uma solução... é que se não for o
caso, de certeza que daqui a alguns
anos o estado português se vai arrepender de não ter investido nos filhos
de emigrantes portugueses e que os
pais desses também, por não terem
lutado para salvaguardar as suas origens através dos filhos.
Joana Loureiro
(antiga aluna do curso de português
em Bruxelas)
Investimento…
na Namíbia!
Enquanto que são anunciados cortes
de professores de português nas Comunidades portuguesas, o Secretário de Estado dos Negócios
Estrangeiros e Cooperação, Luís
Brites Pereira, assinou na semana
passada em Windhoek, capital da
Namíbia, um memorando de entendimento que oficializa o ensino do
português em escolas namibianas,
informou à Lusa fonte oficial portuguesa.
O Estado português, através do Instituto Camões, assumirá a responsabilidade de destacar alguns docentes
e da formação profissional de professores namibianos, bem como no fornecimento de recursos para essa
formação.
Todas as semanas,
estamos ao seu lado
Declarações à mestre...
Alfredo Sousa
de Jesus
PSD Bruxelas
[email protected]
Recentemente, numa visita a jovens
lusodescendentes de São Paulo, o Dr.
Alexandre Mestre, Secretário de Estado da Juventude e Desporto, proferiu uma intervenção amplamente
divulgada por diversos órgãos de comunicação social com base num despacho da Lusa. Descontextualizadas,
estas declarações rapidamente foram
reduzidas a uma única frase deturpada e por definição redutora: “se estamos no desemprego, temos de sair
da zona de conforto e ir para além das
nossas fronteiras”.
Apesar de vigorosamente desmentida
pelo próprio, esta frase acabou por ser
alvo de severas críticas, na televisão,
na imprensa escrita e nas redes sociais com títulos facciosos do tipo
“Secretário de Estado recomenda aos
jovens que emigrem” e artigos de opinião tais como “Ide embora é curto
como política”, “Governo desistiu do
país e quer que os portugueses façam
o mesmo”.
Gostaria de aproveitar este artigo de
opinião para manifestar a minha solidariedade para com o Secretário de
Estado e tentar demonstrar que estas
declarações foram apenas usadas
com arma de arremesso político. Não
passaram de uma verdadeira tempestade num copo de água, senão veja-
mos:
1. O Secretário de Estado não apelou
aos jovens desempregados a emigrar.
Aliás, os portugueses não esperaram
por este suposto apelo para emigrar.
Nem sequer esperaram pela crise económica e financeira que atravessamos. Para compreender isso, basta ver
a dimensão da vaga de emigração a
decorrer desde há uns anos a esta
parte, a níveis equiparáveis à década
de 60.
2. Ao contrário do que defendeu pateticamente o PCP, o Secretário de Estado nunca afirmou que o
desemprego é uma “zona de
conforto”. Ninguém no desemprego
pode estar confortável, tanto financeiramente como do ponto de vista de
realização pessoal. São por isso dois
conceitos incompatíveis por definição.
3. Essa “zona de conforto” refere-se
sim ao facto de a crise vivida em Portugal levar muitos jovens a prolongar
os estudos e a permanecer mais
tempo em casa dos pais, atrasando
assim a natural emancipação. É uma
realidade social que mesmo a má-fé
política de esquerda não pode ocultar.
4. Apesar de alguns ainda beneficiarem duma “zona de conforto” (e são
cada vez menos os pais a poder sustentar essa situação), muitos jovens
resolvem mesmo assim sair dela,
abandonando familiares, amigos e
raízes para aventuras em terras desconhecidas, muitas vezes sem sequer
falar a língua local.
Esta “fuga de cérebros”, assim denominada por estes emigrantes serem
mais qualificados do que nas vagas
anteriores de emigração, representa
custos humanos e socioeconómicos
avultados para Portugal a curto e
longo prazo.
Acresce que, hoje em dia, as circunstâncias da emigração são sensivelmente simplificadas: já ninguém foge
da guerra colonial ou da perseguição
política, todos beneficiam de mais facilidades de comunicação (telemóveis, internet,...), de circulação
(mobilidade académica incentivada,
transportes acessíveis, espaço schengen, moeda única,...), de inserção (por
serem mais qualificados) num mundo
cada vez mais cosmopolita e globalizado. Quando comparo a situação dos
jovens que chegam hoje a Bruxelas
com a que viveu (sofreu?) a geração
dos meus pais no início da década de
70... são de facto duas realidades
abissalmente diferentes! Muitas das
críticas dirigidas às declarações do
Secretário de Estado apenas não percebem, ou recusam perceber por mo-
tivos ideológicos ultrapassados, esta
profunda evolução.
No entanto, esta nova emigração não
pode ser vista apenas e exclusivamente como uma fuga de cérebros.
Com efeito, essa saída da zona de
conforto acaba muito rapidamente por
trazer vantagens pessoais, financeiras
e profissionais a estes “aventureiros
dos tempos modernos”, vantagens
que acabam por reverter por diversas
formas para Portugal.
5. Finalmente, estas declarações não
podem ser entendidas como um suposto “baixar de braços” perante a situação nacional ou de um falhanço da
política social deste governo. A herança deixada pelo governo socialista
de José Sócrates, também ele agora
emigrante (de luxo, diga-se), não permite em menos de 6 meses resolver
todos os problemas.
Assim sendo, as declarações de
Alexandre Mestre para os poucos que
assistiram ou leram a intervenção na
íntegra, não passam de uma verdade
incontornável: a emigração permanece, mais do que nunca, uma opção
para os jovens desempregados perante a ausência de oportunidades em
Portugal mas, apesar de mais facilitada, continua a não se fazer de ânimo
leve.
Crónica de opinião
A crise e os culpados
Paulo Pisco
Deputado do PS eleito pelo
círculo da Europa
[email protected]
O Orçamento de Estado que agora
está em discussão na Assembleia da
República é um assunto que interessa
a todos os Portugueses, estejam no
país ou em qualquer outra parte do
mundo. Porque, particularmente
nestes tempos de crise, estamos a
falar do futuro de Portugal e da forma
como é visto do exterior.
Todos sabem que hoje a situação é
bem pior do que antes do chumbo do
PEC IV e das eleições legislativas de 5
de junho. A situação de Portugal era e
é difícil, como é a da grande maioria
dos países em todo o mundo, mas
muito particularmente na Europa, devido à total interdependência das economias da União Europeia. É verdade
que a tendência é para falar dos casos
mais agudos como a Grécia, Portugal
ou Irlanda. Mas cada vez mais se fala
da Itália, da Espanha ou da França. E
todos estes países estão a aplicar medidas de austeridade que são das mais
duras das últimas décadas.
Quando os Partidos da oposição derrubaram o Governo já havia crise e as
dificuldades eram conhecidas. E o
próprio PSD justificou a queda do Governo com o argumento que os Portugueses não deveriam fazer mais
sacrifícios. Tal como disse que não aumentava impostos, que a classe média
não seria afetada e que era preciso
cortar gorduras do Estado e atacar a
despesa, como solução para tudo.
Pois bem, o líder do PSD e atual Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho,
está a fazer tudo ao contrário. Portanto, mentiu em toda a linha. Nunca
os Portugueses fizeram tantos sacrifícios como os que agora lhes estão a
pedir. O Ministro das Finanças todos
os dias anuncia novos aumentos de
impostos, a classe média está empobrecida como nunca, sendo o caso
mais paradigmático o roubo dos subsídios de férias e de Natal, que agora
alguma direita já se apressa a dizer
que o melhor é mesmo acabarem de
vez, reintegrando-os na massa salarial
mensal.
As políticas para as Comunidades
estão igualmente a sofrer o maior
ataque de que há memória. Os funcionários consulares na Suíça fizeram
uma greve que durou um mês, mas
acabaram ignorados e humilhados
pelo Governo, o quadro do pessoal dos
Consulados está depauperado e a tendência será para piorar no futuro. A
prevista eliminação de Postos consulares, sobretudo na Europa, e particularmente em França, é exemplo do
desprezo pelas nossas Comunidades,
visto que, ainda por cima, se verifica
um aumento de fluxos migratórios. O
corte anunciado no número de professores de ensino do português no estrangeiro, vai dificultar enormemente
a aprendizagem da língua. Ou seja,
também na área das Comunidades o
Governo está a fazer tudo ao contrário
do que prometeu.
E não se diga que é por culpa da situação em que o anterior Governo do
Partido Socialista deixou o país. Não.
Definitivamente não. Se olharmos
para a degradação da economia e das
finanças que se seguiu ao chumbo do
PEC IV percebemos claramente que
muitos dos “buracos” e “desvios” de
que o Governo da maioria agora fala se
devem à erosão da credibilidade do
país, à perda de receitas e ao aumento
das despesas do Estado e das empresas. Isto sem contar, é claro, com o colossal buraco das contas da Madeira.
As taxas de juro da nossa dívida soberana aumentaram brutalmente com os
sucessivos cortes das agências de notação financeira, obrigando-nos a
pagar hoje muitas centenas de milhões de euros a mais. Hoje, o Estado,
a banca e as empresas têm mais encargos financeiros e perderam a capacidade de se financiarem, podendo
agora apenas contar com o Estado. Só
a RTP, por exemplo, tem hoje custos
adicionais da ordem dos 150 milhões
de euros depois de lhe ter sido cortado
o rating pelas agências de notação.
Em virtude de toda esta situação, a
tendência será para o aumento do
desemprego e das falências. Por outras palavras, o Governo está a lançarnos num ciclo recessivo que ninguém
sabe onde vai parar nem quanto
tempo vai durar. O Governo da maioria
PSD/CDS esta a afundar o país. Está
a torná-lo insignificante. E isto é inaceitável.
LusoJornal. Belgique | Édité par: CCIFP Editions SAS, 63 rue de Boulainvilliers, 75016 Paris et par : APCLB,asbl, Association pour la promotion de la culture lusophone en
Belgique,Zeenstraat, 121, 1933 Sterrebeek | Directeur de la publication: Carlos Pereira | Directeur adjoint: Paulo Carvalho | Collaboration: António Fernandes, Clara Teixeira, Francisco
Barradas, Manuel Martins | Les auteurs d’articles d’opinion prennent la responsabilité de leurs écrits | Agence de presse: Lusa | Photos: Portugalnet | Design graphique: Jorge Vilela
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04
Comunidade
le 22 novembre 2011
Nova restruturação consular e diplomática
em
síntese
Trabalhadores
consulares vão
aderir à greve
geral
Entre os trabalhadores da rede diplomática e consular por todo o mundo
cresce um “descontentamento colossal” pelos cortes nas suas remunerações e subsídios dos próximos
anos, e vão contribuir para que a
greve geral marcada para 24 de novembro “seja a maior de sempre”,
informa um comunicado do Sindicato dos trabalhadores consulares.
O comunicado do STCDE aos sócios
denuncia “os prejuízos agravados
que nos vêm sendo causados pelas
medidas cegas do poder, que ignoram variações cambiais, inflações e
salários mínimos locais, assim como
o salário mínimo português”.
O comunicado informa também que
“vem aí a 3ª leva de perda de lugares
de trabalho para um número mais
ou menos significativo de colegas
desde 2003, cabendo-nos, como
habitualmente, contrapor os argumentos disponíveis e, face à sua
concretização, apoiar as pretensões
dos sócios atingidos pelo que ao seu
futuro profissional diz respeito”.
António Galamba
estabelece
contacto com as
Secções do PS
nas Comunidades
António Galamba, Secretário Nacional do Partido Socialista para as Comunidades Portuguesas, escolhido
por António José Seguro, escreveu
aos Coordenadores das Secções do
PS nas Comunidades, para lhes dar
a conhecer os três desafios centrais
da sua missão: “aprofundar os mecanismos de participação dos militantes das estruturas da emigração
na vida do PS, aumentar a implantação do Partido Socialista nas Comunidades portuguesas espalhadas
pelo mundo e valorizar a importância
dos Portugueses residentes no estrangeiro como embaixadores de
Portugal no mundo”.
Na carta à qual o LusoJornal teve
acesso, António Galamba refere que
o Deputado Paulo Pisco, continuará
como Diretor do Gabinete das Relações Internacionais e Comunidades
portuguesas do PS. “Sem estarmos
preocupados em olhar pelo espelho
retrovisor, para nos debruçarmos
sobre o passado, com o vosso contributo vamos construir um futuro melhor, contribuir para construir uma
alternativa política de esperança que
o PS apresente às eleições legislativas de 2015 e reforçar a afirmação
política do nosso Partido juntos das
mulheres e dos homens que integram as Comunidades portuguesas”.
lusojornal.com
Governo fecha 7 Embaixadas
e 5 Postos Consulares
Portugal vai encerrar sete Embaixadas, quatro Vice-Consulados e um Escritório consular, estando prevista a
abertura “muito proximamente” de
uma representação diplomática no
Qatar, anunciou na semana passada
o Ministro dos Negócios Estrangeiros,
Paulo Portas, no Parlamento.
Esta reforma vai permitir poupar 12
milhões de euros em 2012, afirmou.
As Embaixadas portuguesas que vão
ser desativadas são Andorra, BósniaHerzegovina, Estónia, Letónia, Lituânia, Malta e Quénia, disse Portas na
apresentação do Orçamento do Estado 2012 para o Ministério que tutela nas Comissões de Orçamento e
Finanças, Negócios Estrangeiros e
Assuntos Europeus.
Paulo Portas acrescentou que a jurisdição do Vice-Consulado de Frankfurt
(Alemanha) vai passar para Estugarda, Osnabruck para Dusseldorf, a
de Clermont-Ferrand (França) passa
para Lyon e Nantes para Paris. O Escritório consular de Lille passará para
Paris, disse. A representação em Andorra passará a ser assegurada pela
Embaixada de Portugal em Madrid e
pelo Consulado em Barcelona, Malta
por Roma, Letónia por Estocolmo, Estónia por Helsínquia, Lituânia por Copenhaga, Quénia por Maputo e a
Bósnia-Herzegovina por Belgrado,
acrescentou.
em Bruxelas, com a mudança da Embaixada bilateral para a REPER.
Centros de promoção
das marcas
Paulo Portas prepara-se para anunciar encerramento de Embaixadas
Miguel A. Lopes
O Ministro afirmou que a decisão de
encerrar estes serviços foi tomada em
função de quatro critérios: a presença
de Comunidades portuguesas, o comércio externo, a atração de investimento estrangeiro e a importância
dos postos em termos regionais e em
termos do relacionamento político bilateral e multilateral com Portugal.
Segundo Paulo Portas, os Vice Consulados e o Escritório Consular agora encerrados realizam muito poucos atos
consulares, com médias que variam
entre os dois e os sete atos por dia.
Questionado pelo Partido Socialista
sobre como vão ser prestados os serviços aos Portugueses residentes na
área dos postos a encerrar, Paulo Portas afirmou que “de tanto em tanto
tempo, os funcionários do Consulado
em questão irão às Comunidades
para fazer os atos consulares necessários”.
O Partido Comunista questionou o
Ministro acerca do que vai acontecer
aos funcionários afetos a esses postos, ao que Paulo Portas respondeu
que o pessoal deslocado de Lisboa vai
ter de regressar.
À parte os encerramentos, o Ministério dos Negócios Estrangeiros vai juntar
as
duas
representações
diplomáticas em Paris – a Embaixada
e a representação junto da UNESCO
– numa só, tal como em Viena, onde
existe atualmente uma Embaixada de
Portugal e uma representação junto
da OSCE. Foi o que aliás aconteceu
O Ministro dos Negócios Estrangeiros
de Portugal, Paulo Portas, defendeu
que as Embaixadas e Consulados portugueses sejam transformados em
centros de promoção das marcas,
empresas e produtos portugueses,
para ajudar Lisboa a sair da crise. “Eu
quero que cada Embaixada, cada
Consulado, seja um centro para que
haja promoção das marcas, das empresas e dos produtos portugueses”,
disse.
Paulo Portas falava aos jornalistas no
âmbito de uma viagem de três dias à
Venezuela. “Todos sabemos que
como Portugal se endividou muito
tem que aumentar as exportações e
depender menos das importações e
isso faz-se articulando os diplomatas,
os agentes da rede turística e os
agentes comerciais, cada um no seu
trabalho, mas todos orientados para
uma função comum”, apontou.
Para o Ministro essa “função
comum” passa por “aumentar significativamente as nossas exportações
e pôr toda a diplomacia, que tem que
ser moderna, que tem que ser focada,
ao serviço desse objetivo”.
Instituto Camões e IPAD vão fusionar
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, garantiu no Parlamento que as
especificidades da cooperação e da
língua serão mantidas no novo Instituto Camões, que resultará da fusão
entre os institutos que tutelavam as
duas áreas. “Não se perde nada se
se juntarem os serviços que podem
ser comuns e se se garantir que não
se perde a identidade e a especificidade dos dois ramos essenciais do
Camões - Instituto da Cooperação e
da Língua: a cooperação e a política
da língua, que muitas vezes são
complementares, coincidentes, e, às
vezes, duplicadas”, disse Paulo Portas. “O que pretendemos juntar e
fundir são essencialmente os serviços comuns e vamos manter a especificidade da política da língua e da
política da cooperação no novo instituto”, acrescentou.
O Ministro respondia “aos receios”
manifestados pela Deputada do PS
Gabriela Canavilhas de que, com a
fusão do Instituto Camões e do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento
e Cooperação (IPAD), anunciada
pelo Ministério, haja uma “perda patrimonial” e a “menorização da cultura e da língua” relativamente à
cooperação. Anteriormente os Deputados Ferro Rodrigues e Paulo Pisco,
do PS, Bernardino Soares, do PCP, e
Pedro Filipe Soares, do BE, tinham
já questionado o Ministro sobre este
assunto.
Bernardino Soares adiantou que a
fusão resulta num corte orçamental
de 21,5 milhões de euros em relação à soma dos orçamentos autónomos dos dois institutos e manifestou
preocupação com o facto de a cooperação para o desenvolvimento
poder vir a “resumir-se a um apêndice da diplomacia económica”.
Paulo Portas garantiu que, quer para
a língua, quer para a cooperação, colocará na administração do Camões
“pessoas particularmente sensíveis
à dimensão cultural e à mundivisão
do português e a partir do português”. O Ministro dos Negócios
Estrangeiros pediu “o benefício da
dúvida”, afirmando que terá “particular cuidado” nesta matéria.
Paulo Pisco discorda
A fusão entre o Instituto Camões (IC)
e o Instituto Português de Apoio ao
Desenvolvimento (IPAD) não faz sentido, porque ambos “têm natureza e
vocação completamente diferentes”,
tinha considerado o Deputado socialista Paulo Pisco, antes mesmo da
reunião, receando uma desvalorização da política cultural. “A política
de cooperação é uma coisa e a política de cultura é outra coisa. (…)
Não se pode fundir tudo, só numa lógica economicista”, sustentou, em
declarações à agência Lusa, o Deputado eleito pelo círculo da Europa.
“Não vejo que tenha que haver
fusão”, defende. “Sabemos perfeita-
mente o que isso vai significar: corte
nas estruturas, menor presença,
menor afirmação de Portugal no
mundo em termos culturais”, antecipa, receando “uma degradação da
política cultural e da presença cultural de Portugal no mundo”.
Perante o argumento da necessidade
de racionalizar recursos, Paulo Pisco
reconhece que a fusão “faria sentido”, mas apenas se houvesse “a
garantia de que a política cultural e
a política para a cooperação e o desenvolvimento pudessem ter a
mesma importância que têm vindo a
ter até aqui”. Ora, contrapõe, “a dimensão cultural está a levar uma
grande machadada”.
“Nada disto me parece bater certo
com uma política de afirmação cultural de Portugal no mundo”, criticou o Deputado, afirmando que o
Governo “transformou completamente aquilo que tinha enunciado
no seu programa eleitoral”.
Problemas na emissão do Cartão de Cidadão
O Deputado do PSD, Carlos Gonçalves, apresentou na Assembleia
da República, duas Perguntas
sobre as implicações do Cartão do
Cidadão para os Portugueses que
residem fora de Portugal, alertando
para um conjunto de dificuldades
que daí decorrem para estes cidadãos.
Após a introdução de uma morada
em Portugal aquando do pedido do
Cartão do Cidadão, verifica-se que
o tratamento “automático” da alteração de morada conduz a um
conjunto de problemas/inconvenientes, entre os quais:
A indicação de uma morada em
Portugal implica obrigatoriamente
a transferência do recenseamento
para a freguesia indicada e a elimi-
nação nos cadernos dos respetivos
Postos Consulares. Por outro lado,
“já por diversas vezes tive conhecimento de situações em que residentes no estrangeiro foram
autuados por conduzirem carros
com matrícula estrangeira e terem
um Cartão do Cidadão com indicação de residência em Portugal já há
algum tempo. As autoridades par-
tem do pressuposto que houve importação ilegal de veículo”.
Segundo o Deputado do PSD, “com
a indicação de uma morada em
Portugal o pagamento da pensão é
automaticamente dirigido para o
endereço indicado, o que impede a
muitos emigrantes receberem a
pensão na sua residência efetiva,
que se mantém no estrangeiro”.
Comunidade
le 22 novembre 2011
05
Na presença do Diretor José Casanova
Jornal Avante comemora 80 anos com almoço na APEB
O almoço comemorativo dos 80
anos do Jornal Avante!, teve lugar no
passado domingo dia 20 de novembro, na APEB, com a participação do
Diretor deste jornal e membro do Comité Central do PCP, José Casanova.
Nesta iniciativa estiveram presentes
cerca de 60 amigos e militantes do
PCP, que participaram num vivo debate em torno da situação portuguesa.
A abrir a sessão interveio Ricardo
Marques, membro do organismo de
Direção do PCP na Bélgica, que face
às medidas recentemente anunciadas pelo Governo PSD/CDS-PP, alertou a Comunidade para os perigos
que pesam sobre o Ensino do Português no Estrangeiro, por cuja defesa apelou à unidade e à
mobilização, com pequenas e
grandes ações de protesto e de luta,
num vasto movimento de repúdio a
essas medidas e de exigência que
não sejam aprovadas.
O Diretor do Avante!, como refugiado
político, viveu e trabalhou cerca de
3 anos em Bruxelas, aqui desenvolvendo intensa atividade associativa,
designadamente enquanto Presidente da APEB, cargo que desempenhava aquando do 25 de abril de
1974.
Na sua intervenção, José Casanova
contou a história do Avante! desde
que foi criado em 15 de fevereiro de
1931 até aos dias de hoje.
Segundo disse, o Avante! nasceu
Almoço juntou muitos amigos e camaradas na sede da APEB
Portugalnet
num tempo em que Salazar levava
por diante o processo de construção
do fascismo, iniciando a concretização de um conjunto de medidas que
conduziriam à fascização do Estado
português: instauração de uma censura férrea; proibição de todos os
partidos políticos e criação do partido único: União Nacional; promulgação do estatuto nacional de
trabalho que proibiu os sindicatos livres substituindo-os por sindicatos
fascistas; aprovação fraudulenta da
Constituição fascista; criação do tribunal militar especial e da polícia
política: Polícia de Vigilância e de
Defesa do Estado (PVDE); criação do
campo de concentração do Tarrafal;
formação da Legião Portuguesa, etc.
Prosseguindo, afirmou que o PCP,
único partido que rejeitou a ordem
de dissolução dada por Salazar e
que optou pela clandestinidade, era
a única força política organizada de
oposição ao regime, e portanto, o
alvo principal da repressão fascista,
quase tendo sido destruído Em
1929, um conjunto de militantes organizou uma conferência nacional
do partido que, designando Bento
Gonçalves como Secretário geral do
partido, tomou importantes medidas
de reorganização do partido. É na
sequência dessa conferência que
surge o primeiro número do Avante!
Entre 1931 e 1940 o Avante! foi forçado a interromper várias vezes a
sua publicação. Mesmo assim, nos
períodos em que foi publicado chegou a ter tiragens de 10 mil exemplares.
E sempre descrevendo a história do
Avante! José Casanova sublinhou
que, a partir de 1941, com a histórica reorganização, na qual Álvaro
Cunhal teve um papel decisivo e que
viria a transformar o PCP num
grande partido marxista-leninista, no
grande partido da resistência e da
unidade antifascistas, o Avante! iniciou um período ininterrupto de publicação até ao 25 de abril de 1974
– sagrando-se como o jornal que, em
todo o mundo, mais tempo viveu na
clandestinidade. Única voz da oposição ao regime, porta-voz das lutas
da classe operária e dos trabalhadores, o Avante! era conhecido como
a voz dos que não têm voz.
O prestígio de que gozava o Avante!
ficou bem demonstrado com a forma
entusiástica com que os trabalhadores e o povo acolheram os 500 mil
exemplares da sua primeira edição a
seguir ao 25 de abril.
De então para cá o Avante! tem sido
sempre o porta-voz dos anseios e aspirações das massas populares.
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06
Empresas
le 22 novembre 2011
Ibérico: Qualité, diversité et proximité. Pari gagné
em
síntese
‘Ibérico - Les Saveurs du Soleil’
fête son deuxième anniversaire à Bruxelles
Par Clara Teixeira
Emigrantes voltam
a comprar casa
em Portugal
Os emigrantes voltaram a comprar
casas em Portugal, o que fez aumentar o número de vendas de habitações em agosto, disse à Lusa o
Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação
Imobiliária de Portugal (APEMIP). “O
aumento do número de transações
registado em agosto foi particularmente significativo no interior Norte,
fruto do efeito sazonal do regresso
dos emigrantes”, adiantou Luís Lima,
considerando que são “um potencial
de negócio” em que é preciso refletir.
Luís Lima defende que o facto de os
emigrante terem voltado a comprar
casa no seu país é um sinal positivo.
“Este fenómeno é inclusivamente
suscetível de ser corroborado pelos
dados do Banco de Portugal sobre as
origens do investimento direto estrangeiro no imobiliário nacional que
apontam a França e a Suíça, como
dois dos principais pólos investidores
em Portugal, precisamente pelo efeito
dos emigrantes”, salientou.
Os distritos de Viseu, Guarda e Bragança foram os que registaram
maiores incrementos do dinamismo
imobiliário em agosto (com taxas de
crescimento mensais de 58,6%,
82,3% e 72,9%, respetivamente) e
os de Lisboa, Portalegre e a Região
Autónoma da Madeira, os que sofreram maiores contrações, todas elas
superiores a 25%.
De acordo com estimativas da APEMIP, ao longo dos oito primeiros
meses de 2011 foram transacionados entre 130.000 a 135.000 imóveis
(tanto urbanos, como rústico e mistos). Só em agosto, este dinamismo
situou-se entre os 16.350 e os
16.800 negócios concretizados, o
que se traduziu num crescimento
mensal de 3,3% face a julho. Pela
primeira vez este ano registaram-se
dois meses consecutivos de expansão imobiliária (sobretudo visível no
interior norte que não foi sentida nas
áreas metropolitanas).
Números que falam
Situé à Anderlecht, Ibérico-Les Saveurs du Soleil vient de fêter son
deuxième anniversaire le 29 octobre
dernier. Une petite dégustation a été
faite dans les locaux avec quelques
clients et fournisseurs.
Alexandre Bemposta, gérant du magasin, se réjouit du déroulement de
son entreprise en évoquant un bilan
positif et encourageant pour les années suivantes. «Il est vrai que par
rapport à la France où nous possédons depuis des années un autre
magasin - en région parisienne malgré une Communauté lusophone
importante, c’était un réel pari de
venir s’installer ici, car Paris est bien
plus grand».
D’après le gérant, la clientèle portugaise a aussitôt répondu présent
mais pas uniquement pour venir se
ravitailler dans le marché de la ‘saudade’ mais aussi pour découvrir des
produits autres que portugais.
«Nous nous dirigeons vers 5 Communautés: portugaise, espagnole,
italienne, grecque et belge. Notre
clientèle est ainsi très large et notre
point fort est de pouvoir lui faire découvrir des saveurs différentes
toutes les semaines», déclare-t-il au
L’équipe d’Ibérico souffle les deux premières bougies
Portugalnet
LusoJornal.
Bien évidemment ni toutes les nouveautés connaissent un vrai succès,
beaucoup de tests sont faits afin de
remarquer quels sont les produits
qui ont le plus de rotation. «Régulièrement des nouveaux produits entrent et disparaissent aussi, selon la
demande du client».
Malgré une clientèle portugaise majoritaire, les Belges très friands de
nouveautés, sont de plus en plus fi-
dèles chez Ibérico. Etant avant tout
un magasin alimentaire - produits
frais, surgelés, boissons - Ibérico a
également investi dans la vente
d’autres produits issus du pays d’origine, avec différentes pièces de
vaisselle, articles sportifs, produits
culturels, etc. «On apporte toutes
les garanties sur les produits de qualité, testés par un comité de dégustation: les produits sont préparés de
façon traditionnelle tout en respec-
tant toutes les normes d’hygiène et
de sécurité. Tous les produits en
vente viennent du pays respectif».
Ainsi dans les produits étrangers, on
y trouve notamment les charcuteries
et fromages espagnols, les pâtes et
pizzas italiennes, les huiles d’olive
réputées de Crète ou encore le fromage féta. Puis, côté portugais, on
y trouve presque de tout.
Avec ses 1.600 m2, Alexandre
Bemposta mise sur la largeur de son
espace, afin que le client puisse
tranquillement se balader dans les
rayons et aussi sur la façon dont ses
produits sont exposés. Avec une
équipe de 14 personnes bilingues,
Ibérico souhaite la proximité avec
son client et souvent cela passe par
la langue. Beaucoup aiment parler
en portugais, cela leur donne l’impression d’être au pays». Ibérico
pense, avant la fin de l’année,
s’élargir avec un deuxième magasin
en région parisienne. «En Belgique,
on n’envisage pas d’autre, car trop
petit, par contre au Luxembourg,
voire en Suisse, pourquoi pas?»
Ibérico
576 chaussée de Mons
1070 Bruxelles - Anderlecht
Tel: 02/52.68.400
Navio está a ser construído pela Damen
Embaixadora de Cabo Verde em Bruxelas
visita o navio “Guardião”
Embaixadora visita Damen
Epanor
333,8
O Ministério dos Negócios
Estrangeiros terá em 2012
uma despesa consolidada
de 333,8 milhões de euros,
o que representa um decréscimo de 10,6% relativamente à estimativa da
despesa para o corrente ano.
lusojornal.com
A convite da equipa técnica caboverdiana, a Embaixadora de Cabo Verde
em Bruxelas, Maria de Jesus Veiga
Miranda Mascarenhas teve a oportunidade de visitar a sede da Damen,
empresa responsável pela construção
do navio “Guardião”. A diplomata
caboverdiana foi recebida por Friso
Visser, Diretor comercial para África.
Durante o encontro, Friso Visser
agradeceu à Embaixadora a disponibilidade para visitar a Damen e o
“Guardião”, tendo aproveitado para
fazer uma síntese sobre os navios em
construção nos estaleiros do “Grupo
Damen”, projetos em carteira, nomeadamente os relacionados com a
construção de dois rebocadores da
Enapor, SA, cujo financiamento parcial se encontra assegurado pela
ORIO.
Friso Visser realçou ainda as boas relações com Cabo Verde, destacou o
esforço conjunto evidenciado pela
Enapor, SA e pela Damen, no que
concerne ao projeto dos rebocadores.
Recorde-se que este projeto obteve a
garantia de abonação de 35% do or-
çamento através do co-financiamento pela ORIO. Os rebocadores
serão construídos na Cabnave, o que
será bastante benéfico para esta empresa nacional de Cabo Verde, na
medida em que representará num
aumento de emprego e uma mais
valia para aquela empresa, tendo em
consideração a transferência de
“know how”.
A Embaixadora de Cabo Verde, ao
fazer uso da palavra, agradeceu a
Friso Visser e à equipa técnica pelo
convite, tendo destacado a Holanda
como parceira importante no desenvolvimento de Cabo Verde e exortado
a Friso Visser, na qualidade de privado, a continuar a apoiar os parceiros nacionais de Cabo Verde,
nomeadamente na consecução dos
projetos em carteira.
Mais tarde, a equipa técnica e o representante da Damen acompanharam a Embaixadora de Cabo Verde
numa visita guiada ao “Guardião”,
tendo a diplomata entrado para a
história do navio como a primeira caboverdiana a visitá-lo.
Empresas
le 22 novembre 2011
07
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal
Pedro Reis é o novo Presidente da AICEP
Por Manuel Martins
O gestor Pedro Reis é o novo Presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de
Portugal, que estava sem Presidente
desde que Basílio Horta se demitiu
para se candidatar a Deputado,
cargo que aliás exerce, nas bancadas
socialistas.
Pedro Reis foi Conselheiro do Primeiro Ministro, Pedro Passos
Coelho, e até aqui desempenhava as
funções de vice-Presidente da
Cunha Vaz & Associados, consultora
onde entrou após sair da Imago, uma
agência de comunicação onde detinha uma posição de 25% do capital, que vendeu entretanto.
Foi precisamente a pedido de Pedro
Passos Coelho, então líder da oposição, que Pedro Reis lançou em
março de 2011 o livro “Voltar a
Crescer”, que reunia as propostas de
55 gestores e empresários sobre a
economia nacional.
“É um desafio interessante”, declarou Pedro Reis aos jornalistas, salientando que a AICEP é “uma das
avenidas para o crescimento económico português e para a saída da
crise”.
Pedro Reis é licenciado em Gestão e
Administração de Empresas pela
Universidade Católica Portuguesa,
tendo posteriormente feito cursos de
especialização na Universidade Ca-
papel determinante na ajuda às empresas portuguesas”.
A “nova” Diplomacia
económica
Pedro Reis, novo Presidente da Aicep
Lusa / Manuel de Almeida
tólica Portuguesa, na Universidade
de Harvard nos Estados Unidos e
mesmo no Insead, em França. Acumula uma experiência de mais de
20 anos como gestor e consultor de
empresas, foi vencedor do Prémio
“Gestores do Amanhã” em 1995,
atribuído pelo JNICT, Egon Zehnder
e revista “Fortuna”, e desempenhou
o cargo de Presidente do Grupo Altamira e do Grupo Tubos. Foi ainda
comentador de temas económicos,
políticos e empresariais em televisão, tendo também assinado artigos
na imprensa escrita.
Em declarações à TSF, o ex-Conselheiro económico de Pedro Passos
Coelho disse ter ficado honrado com
o convite. “Tem um significado
muito importante pelo momento que
o país vive, porque todos sabemos
que a internacionalização da economia portuguesa e captação do investimento externo são fulcrais para
virarmos uma página neste momento
mais difícil do país”, explicou Pedro
Reis. O novo responsável máximo da
AICEP congratulou-se ainda por
“presidir a uma agência que tem
sido bem gerida e que tem tido um
Cabe ao próprio Primeiro Ministro
Pedro Passos Coelho assumir “o topo
da pirâmide” da diplomacia económica já que vai presidir todos os trimestres ao Conselho estratégico para
a internacionalização da economia,
um órgão criado recentemente,
conforme já noticiado no LusoJornal,
e que junta os Ministros das Finanças, dos Negócios Estrangeiros, da
Economia, o Presidente da Aicep e
as Confederações empresariais e que
“avaliará as linhas gerais da internacionalização da economia”.
Passos Coelho também vai tutelar os
“grandes investimentos privados”,
sendo que o seu representante para
estes temas é o ex-Ministro Braga de
Macedo.
Cabe ao Ministro dos Negócios Estrangeiros a tutela da Aicep que deve
continuar a ter uma rede externa
com 50 delegações em 44 países.
“Nas conversas que fui tendo com o
Primeiro Ministro, a escolha do dr.
Pedro Reis para Presidente da Aicep
não só foi rápida e consensual, como
representa uma garantia de qualidade e de profissionalismo”, disse o
Ministro Paulo Portas ao Diário Económico.
Câmara de Comércio Luso-belga-Luxemburguesa
Eduardo Catroga convidado de honra
do jantar de gala anual da CCLBL
Por Clara Teixeira
A Câmara de Comércio Luso-belgaLuxemburguesa organiza no próximo
25 de novembro o seu jantar de gala
anual no hotel Tiara Park em Lisboa,
no qual estarão presentes diversas
personalidades entre as quais, o Embaixador da Bélgica em Portugal,
Jean-Michel Veranneman de Watervliet e o Embaixador do Grão-Ducado
do Luxemburgo, Paul Schmit, assim
como Klaus Hänsch, antigo Presidente do Parlamento Europeu, sendo
o convidado de honra o professor
Eduardo Catroga, Presidente da
SAPEC Portugal.
Para além do convívio, este evento
permitirá reforçar os laços com a Bélgica e o Luxemburgo. Durante o jantar, dois prémios ‘Torre de Belém’
serão atribuídos aos vencedores, o
concurso é destinado às empresas estabelecidas na Bélgica ou no GrãoDucado do Luxemburgo, exportadoras
de volumes relevantes de bens ou serviços para Portugal e às empresas em
Portugal, importadoras de bens provenientes da Bélgica ou do Luxemburgo e que apresentaram uma boa
performance em 2010.
Dirigida por Luís Neto Galvão, a Câmara de Comércio Luso-belgaLuxemburguesa pretende obviamente
ligar as empresas portuguesas belgas
e luxemburguesas, promovendo o
Seminário “Política Portuária e Logística”, 2010
CCLBL
desenvolvimento de relações económicas e culturais entre, por um lado,
a Bélgica e o Luxemburgo e, por
outro, Portugal. “A Câmara está filiada nas Federações das Câmaras de
Comércio Belgas e Luxemburguesas
no Estrangeiro. Trabalha em colaboração com as Embaixadas da Bélgica
e do Luxemburgo e tem a prerrogativa
de se corresponder diretamente com
os Governos, os Ministérios, os
agentes diplomáticos e consulares e
os organismos oficiais belgas, luxemburgueses e portugueses”, diz um
dos membros da Câmara, que prefe-
riu guardar o anonimato.
No mesmo dia haverá a partir das 17
horas, aberto ao público, um debate
subordinado ao tema: “A Europa
entre a crise e o crescimento”, e que
contará com a presença de Mário
Soares, Klaus Hänsch e o Professor
Marcelo Rebelo de Sousa, moderado
por Teresa Patrício Gouveia, Administradora da Fundação Calouste Gulbenkian e ex-Ministra dos Negócios
Estrangeiros.
Ainda recentemente, em declarações
à agência Lusa, Luís Galvão lembrou
que a Bélgica já tem um investimento
significativo em Portugal, citando as
empresas Solvay e Sapec. “Na Bélgica residem 33.084 portugueses
entre os cerca de 10,5 milhões de
habitantes e, em Portugal, há apenas
1.560 belgas”. Segundo os dados indicados para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), em
relação ao comércio de bens, em
2010, Portugal exportou para a Bélgica cerca de mil milhões de euros e
importou cerca de 1,6 mil milhões de
euros. No setor de serviços, em
2010, os Portugueses exportaram
para a Bélgica 504,2 milhões de
euros e importaram 276,4 milhões.
Por seu lado os belgas fizeram um investimento direto em Portugal no
valor de 846,8 milhões de euros e os
portugueses investiram 26,5 milhões
de euros na Bélgica.
Entre as empresas portuguesas que
investem na Bélgica e no Luxemburgo estão a Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP, Grupo Visabeira,
Martifer, Sacoor e a Renova, entre outras.
Com estes três eventos, a Câmara de
Comércio Luso-belga-luxemburguesa
marca aqui, sem dúvidas, um real dinamismo.
CCLBL
Av. Duque d’Ávila, 203
1050-082 Lisboa
www.cclbl.com
em
síntese
Carlos Gonçalves
diz que a
Diplomacia
económica tem
que contar com
empresários das
Comunidades
O Deputado social-democrata pela
Europa, Carlos Gonçalves, defendeu
que a estratégia para a diplomacia
económica não pode excluir os empresários das Comunidades. “Não
me parece poder, no interesse de
Portugal, haver uma estratégia da diplomacia económica sem contar
com os empresários das Comunidades portuguesas e com as organizações que existem nessas
Comunidades na área empresarial”,
disse Carlos Gonçalves.
O Deputado sublinhou que “as Comunidades estão organizadas empresarialmente”, sendo “essencial
contar com elas”.
“Só em França há 45 mil empresas
de Portugueses, em diversas áreas,
médios e grandes empresários, e,
por isso, é fundamental que nessa
estratégia seja incluída esta área. Sei
muito bem que Comunidades portuguesas e diplomacia nem sempre se
compatibilizaram, muitas vezes por
preconceitos, preconceitos esses
que têm que ser ultrapassados”,
disse.
Carlos Gonçalves explicou que os
contactos que tem mantido com empresários têm como propósito chamar à atenção para a importância
das Comunidades portuguesas
numa altura em que foram conhecidas as várias propostas do grupo de
trabalho para a internacionalização
da economia portuguesa.
Nos cenários apresentados, Carlos
Gonçalves afirmou não vislumbrar
qualquer indicação de que as Comunidades portuguesas serão incluídas
neste processo, mas garante que
esse é um dos propósitos do Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho.
“No documento não fica expresso
isso totalmente, por isso fiz também
este tipo de contactos para assinalar
essa necessidade. Quero acreditar
que aqueles que analisam a economia portuguesa integram no todo as
Comunidades portuguesas, mas são
necessários sinais. Este foi só um
grupo de trabalho, acredito que estes
sinais serão dados e quero acreditar
que a estratégia final terá de contar
com a área das Comunidades portuguesas”, considerou.
lusojornal.com
08
Ensino
le 22 novembre 2011
50 Professores despedidos até ao fim de dezembro
em
síntese
José Cesário
escreveu no
Facebook
“Todas as áreas da governação vão
ser atingidas pelo rigor orçamental
nos próximos tempos.
O ensino do Português no estrangeiro também será atingido, a exemplo do que se passou antes do início
deste ano letivo por parte da anterior
administração.
A preparação do próximo ano letivo
vai obrigar a introduzir mudanças significativas no sistema, nomeadamente com um maior envolvimento
das escolas locais e das associações
que se dedicam ao ensino. Haverá
assim maior recurso aos meios docentes das próprias Comunidades,
devidamente apoiados por uma nova
plataforma de b-learning e novas
modalidades de formação de professores.
Esperamos também iniciar um novo
relacionamento com as escolas portuguesas da América do Norte, Venezuela e Austrália para além de
estarmos a trabalhar num modelo de
certificação das aprendizagens.
Porém, no imediato, mais algumas
medidas desagradáveis poderão vir
a ser tomadas como, por exemplo, a
suspensão temporária de alguns cursos... Sei que vai ser difícil mas não
há alternativa sob pena de comprometermos completamente o próximo
ano letivo.
Esta é a parte difícil de governar tomar medidas antipáticas e por
vezes difíceis de justificar. Mas, não
há alternativa. Só assim conseguiremos mudar o percurso dramático
que estávamos a prosseguir.
Só espero que compreendam e nos
ajudem...
Vai valer a pena pois com paciência
em breve teremos resultados positivos para todos”.
Governo vai reduzir turmas de português
no estrangeiros e solução passa pela internet
Por Carlos Pereira, com Lusa
O Governo vai reduzir o número de
turmas com ensino de português no
estrangeiro, o que aumentará o desemprego docente, alertou na semana
passada a Federação Nacional de
Educação (FNE), para quem a solução poderá passar pelo ensino à distância.
À saída de uma reunião com o Instituto Camões (IC), que gere a Rede
de Docência de Língua e Cultura
Portuguesas no estrangeiro, o Secretário geral da FNE, João Dias da
Silva, disse ter recebido a informação de que “os cortes orçamentais
também vão ter efeitos nesta área”.
Haverá “uma redução do número de
grupos que vão ter, no próximo ano,
o apoio no ensino de Português no
estrangeiro, por isso vai haver redução do número de professores”,
concluiu.
Já depois da reunião, a professora
Teresa Soares, Secretária Geral do
Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL), presente
na reunião, enviou uma nota mais
explicativa aos professores. Na nota,
à qual o LusoJornal teve acesso, Teresa Soares diz que a decisão do Instituto Camões é de suprimir já, ainda
antes do fim do ano, 50 postos de
professores no estrangeiro. O Instituto propõe-se fazer uso da alínea e)
do Artigo 30° do DL n°165-C/2009
de 28 de julho. “Segundo o referido
artigo, a comissão de serviço de um
docente pode ser terminada em
qualquer altura por impossibilidade
superveniente do normal exercício
das funções, não imputável ao professor, dando direito à indemnização
do equivalente a 3 dias de venci-
Lusa / Nuno Veiga
mento base por cada mês de dura- ponde “a 50 professores desempreção do vínculo” explica a Secretária gados e obrigados a regressar num
Geral do SPCL.
curtíssimo espaço de tempo,
Caso os Sindicatos não aceitem esta deixando sem aulas cerca de 5.000
redução imediata de 50 professores alunos”.
“as consequências seriam muito ne- “Claro que é impossível aceitar esta
gativas,
proposta”
pois no 50 Professores de Português no es- e s c r e v e
fim
do
Te r e s a
presente trangeiro devem ser despedidos nas S o a r e s .
ano letivo próximas semanas, deixando cerca “Trata-se
seriam
uma
de 5.000 alunos sem aulas de Por- de
eliminatentativa
dos da tuguês.
de pressão
rede EPE
de caráter
para cima de duzentos lugares” diz chantagista e indigno que demonstra
Teresa Soares citando declarações o mais completo desrespeito por nós,
da Presidente do Instituto Camões.
professores, e pelos nossos direitos”.
Segundo a sindicalista, a redução Teresa Soares diz ainda que “não
imediata de 50 professores corres- existe a mínima garantia de que uma
redução imediata de lugares resultasse num número menor de cortes
no futuro”. A Secretária Geral do
SPCL saiu da reunião com a convicção que o Instituto Camões quer
mesmo reduzir 250 professores até
ao fim do ano letivo. “Este número,
somado aos cerca de 100 já retirados este ano por diminuição da rede
e cancelamento de concurso, atinge
os 350, isto é, mais de 50% da rede
EPE”.
O Instituto Camões gere uma Rede
de Docência de Língua e Cultura
Portuguesas no estrangeiro a nível
pré-escolar, básico, secundário e superior em 69 países. Com 549 professores no Ensino Superior e 1.142
nos restantes níveis de ensino, a
rede abrange 155 mil alunos.
Artigo de opinião
“Je ne peux plus parler portugais?”
Pedro Rupio
Conselheiro das Comunidades
Portuguesas
[email protected]
Tapeçarias feitas
na Bélgica
ganham prémio
em Portugal
A exposição “A Invenção da Glória D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana” foi distinguida com o Prémio
Professor Reynaldo dos Santos
2010, atribuído pela Federação de
Amigos dos Museus de Portugal
(FAMP).O vencedor do galardão que distingue a melhor exposição
temporária realizada em museus
portugueses que tenham um Grupo
de Amigos - foi anunciado numa sessão realizada no Grémio Literário, em
Lisboa.A exposição reúne quatro monumentais tapeçarias fabricadas em
Tournai, na Bélgica, por volta de
1475, por encomenda de D. Afonso
V.
lusojornal.com
O princípio do fim começou em
2010 quando a tutela do ensino de
português no estrangeiro passava do
Ministério da Educação para o Instituto Camões - Ministério dos Negócios Estrangeiros. Numa das suas
primeiras intervenções junto da imprensa, a Presidente do Instituto Camões incendeia as Comunidades
portuguesas ao declarar que “o ensino de português como língua materna poderia acabar em certos
países”. Poucos meses depois, os
problemas apareceram: em setembro de 2010, constatam-se enormes
irregularidades na elaboração dos
horários das escolas portuguesas na
Bélgica e é anunciada a supressão
de várias turmas fora de Bruxelas. A
Comunidade reage. Mil assinaturas
são recolhidas em apenas uma semana. Encontra-se uma solução parcial para o primeiro ponto. O
segundo não, e os Portugueses residentes fora de Bruxelas são discri-
minados. Pensa-se que o pior passou, pela forma como a Comunidade
reagiu chegou para mostrar que era
impensável mexer no mais precioso
dos nossos direitos. Mas não.
Um ano mais tarde, inicia-se o ano
letivo de 2011 com a mesma novela
e faz-se pior! Volta-se a irritar pais e
angustiar professores ao impôr horários absurdos. Dois professores
ficam sem horário, as turmas têm
alunos em excesso e vários alunos
sem aulas. Dos sete professores que
restam, apenas um dispõe de um
horário completo. Para cúmulo, a
Coordenadora do Benelux demite-se
e para o seu lugar é nomeado um
Coordenador adjunto, sediado no
Luxemburgo. Em Bruxelas, a Coordenação fecha e nas atuais instalações da Embaixada, não existe um
gabinete para apoio mínimo ao serviço pedagógico (um telefone, um
computador, uma fotocopiadora).
Mais uma vez, a Comunidade sente-
se traída. Pais, professores e alunos
estão consternados com a situação.
Novembro de 2011: a bomba. Os
Sindicatos são informados da intenção do Governo em suprimir 50 postos de professores até ao fim deste
ano, o que põe em causa 5.000 alunos em todo o mundo a meio do ano
letivo! E mais: fala-se também da
possibilidade de suprimir 200 lugares de professores já no próximo
ano letivo. Está em causa o ensino
da língua a 20.000 alunos, praticamente metade da atual rede de ensino
para
as
Comunidades
portuguesas.
Estamos a viver um momento histórico na nossa Comunidade, como em
todas as Comunidades portuguesas
espalhadas pelo mundo, porque, até
parece mentira estar agora a escrever estas palavras: o ensino de português no estrangeiro pode estar
muito próximo do fim.
Isto é um atentado à nossa digni-
dade, uma falta de respeito sem precedente pelos nossos direitos e um
ataque à nossa inteligência.
Veem-nos assim tão ingénuos e comodistas?
A reação da nossa Comunidade, e de
todas as Comunidades, deve mobilizar cada um dos 5 milhões de Portugueses da diáspora de forma bem
clara porque se ficarmos de braços
cruzados, os nossos filhos perderão
o acesso à aprendizagem da língua
e cultura portuguesas de forma irreversível!
Está nas nossas mãos. Temos de
mostrar o quanto estas intenções
nos revoltam e acredito que temos a
necessária capacidade de intervenção para alterar esta patética falta de
visão política.
Um abaixo-assinado poderá ser a
primeira das iniciativas em marcha
e conto com uma adesão em peso de
toda a Comunidade neste movimento de protesto.
PUB
Ensino
10
le 22 novembre 2011
Assembleia Geral do SPE no Luxemburgo
Professores queixam-se contra “golpe no EPE”
em
síntese
Por Carlos Pereira
Reestruturação da
rede de ensino
poderá levar à
eliminação de
mais cursos
O Ministério dos Negócios Estrangeiros admitiu que há “várias centenas
de alunos” no estrangeiro sem aulas
de português e que a reestruturação
da rede de ensino, em preparação,
poderá levar a cortes de mais cursos.
“Confirma-se que várias centenas de
alunos estão a ser atingidos por medidas de natureza orçamental que
nos estão a impedir de substituir professores, obrigando-nos igualmente a
suprimir alguns horários”, disse na
semana passada o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros
(MNE), Miguel Guedes.
Na resposta escrita à Lusa, o portavoz do MNE explicou que na origem
desta situação estão além de “fatores
de natureza económica”, o “deficiente planeamento” do atual ano letivo que, segundo Miguel Guedes,
“não teve em consideração o impacto
dos gastos do primeiro semestre de
2011 no ano letivo de 2012/2013”.
O responsável do MNE adiantou que
a rede de cursos será reestruturada
e que a “fase de transição para o
novo modelo”, que o MNE está a preparar, “será condicionada por dificuldades que naturalmente atingirão
alguns alunos em vários países”.
“A rede de cursos deverá ser completamente reestruturada, passando
a apoiar-se de forma mais clara as experiências de ensino integrado e as
instituições que estejam a desenvolver projetos pedagógicos inovadores
e que sirvam Comunidades com dimensão significativa. Desta forma,
poderão vir a ser eliminados horários
em locais em que se verifique menor
envolvimento das Comunidades na
vida escolar”, referiu.
O Governo propõe-se ainda iniciar
“novas ações de apoio direto” ao ensino promovido em escolas privadas,
associativas e públicas em países não
cobertos pela atual rede como os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália
e a Venezuela. “A eliminação progressiva da diferença de tratamento
entre as Comunidades de alguns
países da Europa e as de fora da Europa será um aspeto marcante”, sublinhou Miguel Guedes.
PUB
Decorreu no fim de semana dos dias
12 e 13 de novembro, a Assembleia
Geral do Sindicato dos Professores no
Estrangeiro, SPE/FENPROF. A realização deste encontro de profissionais
da educação, para além das discussões específicas da orgânica e do funcionamento do sindicato, permitiu
aquilatar das vivências do Ensino de
Português no Estrangeiro (EPE), nos
diferentes países onde está implementado.
Intervindo na sessão de abertura, o
Secretário Geral do SPE sublinhou
que “não pactuamos com despedimentos”.
“São tempos difíceis que se anunciam. Sabemos das dificuldades sentidas pelo nosso país mas também
não podemos ficar indiferentes aos
sistemáticos cambiantes, operados
nos discursos dos responsáveis pelo
ensino da língua e da cultura portuguesas no mundo” disse Carlos Pato
na sua intervenção inicial. “Com um
discurso em ziguezague, o Governo
vai tentando aquilo que alguns dos
seus membros, nomeadamente o Secretário de Estado das Comunidades,
sempre quiseram fazer: acabar com o
EPE. Então desdobram-se em mil
desculpas, cobertas sempre com a
capa da crise económica e vão, aqui
e ali, aniquilando ou suprimindo cursos e ao mesmo tempo, professores”.
O SPE “desmente categoricamente a
imagem de desperdício de dinheiros
públicos na sustentação do ensino
português no estrangeiro, quando
confrontado com o desperdício que se
verifica em Portugal ,a nível das cúpulas governamentais”.
A professora de português na Bélgica,
Maria José Guerra, membro da Comissão executiva do SPE, respondeu
às perguntas do LusoJornal:
LusoJornal: Qual pode ser o impacto
da redução de professores na Bélgica?
Maria José Guerra: Neste momento
emigrantes não podem ser lembrados
apenas nas campanhas eleitorais,
nem podem ser vistos como meros remetentes de poupanças.
Professora Maria José Guerra durante uma aula
DR
não sabemos quais são os professores
contemplados com esta medida. Pessoalmente duvido que a Bélgica esteja incluída no pacote. Digo isto,
porque aqui, o EPE já está reduzido à
mínima expressão. Desde o ano passado deixámos de ter um Coordenador, fecharam-se vários cursos,
despediram-se professores e os que
ficaram estão quase todos com horários incompletos, aumentou-se o número de alunos por turma, a ponto de
termos de recusar alunos por falta de
espaço na sala de aulas e, para coroar, estamos sem um espaço nas
atuais instalações da Embaixada...
LusoJornal: Mas sabe-se que há professores que vão regressar a Portugal…
Maria José Guerra: Parece - e repito
parece, porque havendo tanta informação a circular, nem toda é fiável que o critério utilizado para o regresso
de professores é o facto de terem vínculo. Ou seja, regressariam os professores que não iriam para o
desemprego porque têm o seu lugar
numa escola em Portugal. Não sei
bem em que se ocupariam pois os
seus lugares estão preenchidos desde
o início do ano letivo. A menos que os
professores que os estão a substituir
estejam contratados ao mês... já se
viu!
Mas o problema não é exclusivamente
dos professores. O problema são os
alunos que ficam sem professor. Isto
é que é importante! Não sei quantos
alunos ficariam nessas condições.
Fala-se em 5.000 alunos sem aulas
a meio do ano letivo e mais 20.000
no final do ano letivo.
Diz-se, também, que há a intenção de
substituir o ensino direto por um ensino à distância (b-learning). O sr.
José Cesário, sabe bem que tal forma
de ensino só servirá para que os políticos continuem a dizer nos seus discursos que facultam o ensino da
língua aos emigrantes... e façam lindos gráficos estatísticos.
LusoJornal: Como tem sentido a posição dos pais em relação a estes
cortes no ensino?
Maria José Guerra: Só sei que a Associação de Pais está atenta, assim
como o Conselheiro das Comunidades. Sinceramente, espero que
todos os Portugueses da nossa Comunidade - e não apenas os que têm filhos nos cursos - saibam reagir e se
unam para dar uma resposta condigna a este atentado contra um direito
constitucionalmente legitimado. Os
LusoJornal: Qual o efeito que pode ter
nos alunos a supressão, no decorrer
do ano escolar, do curso de português?
Maria José Guerra: Não sei como reagirão os pequeninos. Se calhar até
ficam contentes por não terem de se
levantar cedo ao sábado... mas sei
como reagirão os mais crescidos.
Tenho, desde há vários anos, a responsabilidade do ensino de nível secundário e sei o quanto estes jovens
investiram e os sacrifícios que fizeram
para completar o 12° ano. Quando
lhes falei da possibilidade de ser
reenviada para Portugal em dezembro, vi a sua deceção e ouvi as suas
queixas. O que sentem é que é uma
tremenda injustiça e as suas ingénuas
cabecinhas não compreendem como
é possível tratar seres humanos como
peões de um tabuleiro de que se põe
e dispõe sem o mínimo respeito.
Foi uma aula interessantíssima em
que se discutiram direitos humanos.
Eu gosto destas aulas pois sempre
pensei que não sou apenas professora
de língua e cultura, mas também alguém que tem uma certa responsabilidade na formação ética e cívica de
futuros cidadãos.
LusoJornal: E quando estes alunos tiverem 20 anos, daqui por 15 anos?
Maria José Guerra: Daqui a 15 anos
não haverá, certamente, filhos de
emigrantes a dizer que querem aprender a língua portuguesa porque pensam continuar os seus estudos - ou ir
trabalhar - para Portugal. Não haverá
também meninos a fazer perguntas
sobre a história ou a literatura portuguesas cheios de curiosidade e desejo
de conhecer, porque a única coisa
que sabem é que somos bons no futebol, vamos a Fátima em agosto e o
fado é a “canção nacional”. A professora que sou sente-se triste...
Artigo de opinião
Apelo a toda a Comunidade
Amélia Nobre
Presidente da Associação
de Pais Portugueses de
Bruxelas
[email protected]
Caros compatriotas,
Não e fácil trabalhar numa associação.
Temos o nosso trabalho mas mesmo
assim, assumimos essa responsabilidade e fazemos o possível para
avançar com alguns projetos: organizámos as festas de São Martinho
e do Natal em que oferecemos prendas para as nossas crianças e também damos muito tempo e energia
para organizar a nossa tradicional
excursão de fim de ano.
Mas a associação não tem só estes
objetivos: queremos também que os
nossos filhos tenham um ensino de
qualidade. Nos anos 80, antigos
membros desta associação suaram
muito para que os filhos de emigrantes tivessem o direito de apren-
der português na Bélgica. Lutaram
muito e conseguiram!
Hoje, se nos dirigimos ao LusoJornal, é porque pensamos que pode
estar a chegar o fim desse direito.
Há muitos anos que se vê um declínio na qualidade do nosso ensino (e
sempre por motivos economicistas)
mas nestes últimos dois anos foi
pior do que tudo, de longe!
Pensamos que é muito importante
para os nossos filhos continuarem a
aprender português. E é por isso
que me dirijo aos leitores do LusoJornal para dizer que não podemos
acomodar-nos com o que está a
acontecer:
1. O ano passado, a escola portuguesa tinha 9 professores (1 com
horário incompleto). Este ano temos
apenas 7 professores (6 com horário
incompleto).
2. Isto está a acontecer em todas as
Comunidades portuguesas: a Presidente do Instituto Camões disse que
queria acabar com o contrato de 50
professores até ao fim de 2011, o
que significa cerca de 5.000 alunos
sem aulas! E fala-se de cortes ainda
piores para o final do ano letivo,
como o ensino à distância através
da internet ou a passagem dessa
atribuição para as associações...
3. Na nossa nova Embaixada, esqueceram-se de prever um local
para a Coordenação do ensino!
É por estas razões que a Associação
de Pais Portugueses de Bruxelas,
com o apoio de muitos pais que já
se mostraram interessados em rea-
gir com convicção, decidiu tomar
posição e manifestar de todas as
maneiras possíveis que os nossos
filhos têm o direito ao ensino da língua e da cultura da nossa pátria
com a qualidade e a dignidade que
têm as crianças que vivem em Portugal e que não abdicamos desse direito.
Vamos lançar uma petição muito em
breve e apelo a toda a Comunidade:
pais, professores, alunos, associações, comerciantes, funcionários
europeus, igreja, clubes de futebol,... Todos aqueles que concordam e que não aceitam que o
ensino continue a ser atacado como
está a ser o caso, para que se juntem a nós e façam ouvir a sua voz.
Obrigado pelo vosso apoio.
Cultura
le 22 novembre 2011
11
Humanista português viveu na Flandres
Livro de Damião de Góis
impresso em Louvaina roubado em Frankfurt
A polícia alemã está a recorrer à internet e a editoras especializadas para
tentar recuperar um valioso livro de
Damião de Góis roubado na Feira do
Livro de Frankfurt, disse hoje à Lusa
um porta-voz das autoridades.
A obra, uma edição original escrita no
século XVI, com valor estimado de
18.500 euros, desapareceu do pavilhão do alfarrabista holandês Asher
Rare Books a 16 de outubro - último
dia da edição deste ano da maior
mostra livreira mundial. “Alguém
levou o livro enquanto os funcionários
do pavilhão estavam a conversar com
o público. A polícia foi avisada rapidamente e foram feitas buscas nas
imediações mas não se encontrou
nada”, disse à Lusa um porta-voz da
polícia de Frankfurt.
Os investigadores colocaram, entretanto, uma foto da capa do livro na
página da polícia do Estado de Hessen na internet, e esperam a colaboração de editoras especializadas para
tentar resgatar a obra. “Trata-se de um
livro que não se pode vender de qualquer maneira porque está num índex.
Qualquer editora notaria logo de que
se trata, por isso, supomos que possa
ter sido roubado para ser oferecido a
colecionadores”, disse a mesma
fonte.
A obra de 30 páginas, redigida em
1542 pelo humanista Damião de
Góis, uma importante figura do Renascimento, nascido em Portugal, em
1502, intitulava-se “Hispania damiani a goes equitis lusitani” e foi originalmente impressa em Lovaina, na
Bélgica.
Em Portugal existem quatro exemplares da obra “Hispania damiani a
goes equitis lusitani”, disse à Lusa a
Diretora adjunta da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP). Maria Inês
Cordeiro disse que existem 33 exemplares daquela obra em todo o
mundo, dos quais quatro em Portugal,
citando o especialista Francisco Leite
de Faria, autor de “Estudos bibliográ-
ficos sobre Damião de Góis e a sua
época”.
“Hispania damiani a goes equitis lusitani” foi impressa em 1542 em Lovaina, na Bélgica, onde o humanista
português viveu. Damião de Góis
(1502-1574) foi amigo de Erasmo de
Roterdão e conheceu Martinho Lutero, sendo uma das figuras de referência do Renascimento europeu.
Era descendente de Nicolau de Limi,
um nobre da Flandres instalado em
Portugal. Depois da morte do pai, Damião de Góis foi durante 10 anos,
Moço de Câmara do Rei D. Manuel I.
Mais tarde, em 1523, D. João III nomeia-o Secretário da Feitoria de Antuérpia, devido às suas origens
flamengas.
Desde então realizou várias missões
diplomáticas e comerciais na Europa,
viajou por vários países e dez anos depois, abandonou os serviços do Governo português para se consagrar
inteiramente aos seus objetivos humanistas. Vivia em Louvaina quando foi
preso durante a quarta guerra entre os
reis François I e Charles Quint, mas
D. João III conseguiu libertá-lo e
levou-o para Lisboa onde foi Conservador da Torre do Tombo. Morreu em
condições misteriosas na sua casa de
Alenquer no dia 30 de janeiro de
1574.
em
síntese
Jean-Claude
Bernardet presta
homenagem a
Carlos Drummond
de Andrade
O cineasta de origem belga JeanClaude Bernardet juntou-se a várias
outras personalidades, como o professor David Arrigucci, o jornalista
norte-americano Matthew Shirts e a
ensaísta brasileira Heloisa Jahn, declamando em onze línguas um
poema de Carlos Drummond de Andrade, integrando a programação do
“Dia D” da Casa Fernando Pessoa,
logo depois da projeção do filme “No
Meio do Caminho”.
O aniversário do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade foi assinalado na semana passada, em
Lisboa, na Casa Fernando Pessoa,
com o “Dia D”, inteiramente dedicado ao escritor, numa associação ao
Instituto Moreira Salles, do Brasil, que
lançou a iniciativa.
Carlos Drummond de Andrade nasceu a 31 de outubro de 1902, em
Minas Gerais, e morreu a 17 de
agosto de 1987.
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12
Cultura
le 22 novembre 2011
Promoção de três novas edições da Orpheu
em
síntese
Emaus festejou o
S Martinho
Foi bonita a festa organizada no passado dia 12 de novembro pela Comunidade Portuguesa de Emaús,
com a colaboração da Caixa Geral de
Depósitos e de Portugalnet.
A festa, que teve lugar na Ecole Cardinal Mercier, na Chaussée de Bondael, comemorava o S. Martinho, e
por isso não faltaram as tradicionais
castanhas e grelhados, acompanhadas com muita música portuguesa e
folclore.
Sónia Aniceto
expõe em Lille
A pintora portuguesa radicada em
Bruxelas, Sónia Aniceto expõe os
seus trabalhos na Melting Art Gallery,
em Lille, numa exposição à qual chamou “De fil en souvenir”. A inauguração da exposição teve lugar no dia
17 de novembro, e estará patente até
dia 17 de dezembro.
Fado &
Guitarradas à
Bruxelles
Le vendredi 25 novembre, à 20h30,
il y aura du fado au Bouche-à-oreille
(rue Félix Hap, 11 – 1040 Bruxelles).
Cristina Rosal et Paula Santos vont
chanter, accompagnées par Sandro
Costa (guitare portugaise), qui arrive
du Portugal, Jerónimo Mendes (guitare) et Miguel Rosal (contrebasse).
Infos: 0470.583.127
lusojornal.com
Atividades da livraria Orpheu em Bruxelas
A Livraria Orpheu promove atualmente três novas edições da Orfeu
(que podem ser enviadas pelo correio): o Guia de Antuérpia, sobre a
presença portuguesa nos séculos
XVI/XVII, em português, francês e flamengo, de Anne Quataert e Frédéric
Wille (15 euros), o livro de José
Coelho sobre os portugueses no
mundo, Um Manifesto pelos Portugueses fora da Pátria (10 euros) e
ainda, em português, inglês e lituano,
o livro Voar, onde, partindo das esculturas de Maria Leal da Costa, Nuno
Guimarães, com seus poemas, e João
Frazão, com as suas fotografias,
criam um livro de Arte (20 euros).
Na quarta feira desta semana, dia 23
de novembro, às 18h30, a Orpheu
convidou o grupo Couto Mixto, e vai
conversar com o escritor galego e jornalista Miguel-Anxo Murado. O jornalista de La Voz de Galicia e
comentador da BBC sobre política espanhola, viveu profissionalmente alguns anos no Médio Oriente e tem
vários prémios literários e de jornalismo.
Dia 29 de novembro, terça-feira, às
18h30 (a confirmar) a Orpheu organiza uma conversa com Frei Fernando
Ventura sobre a crise atual, em todos
os seus aspetos, do financeiro ao cultural. “Há falta desesperante de líderes e não há responsabilização
política” diz o Frei. “A crise é fratura
Livraria Orpheu em Bruxelas
Portugalnet
(semanticamente) e por isso o que
precisamos é de coesão, de novas políticas e de novos políticos”.
Dia 2 de dezembro, sábado, às
18h00, o Orpheu organiza uma exposição de esculturas de Paulo Neves.
A terra e as linhagens, da família, da
tribo, da pátria (mátria), são os alicerces de toda a heráldica totémica,
independentemente das fisionomias
que tais totens podem revestir. Este
cunho de emblema que significa o
vínculo com as raízes em estratos
subtraídos ao controlo da memória é
bem claro da escultura de Paulo
Neves (Joaquim Matos Chaves). A exposição é organizada em colaboração
com a Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos.
Logo no dia seguinte, dia 3 de dezembro, sábado, às 18h00, será feita
uma apresentação da obra Portugal &
Antwerpen, de Anne Quataert e Frédéric Wille, um guia de visita, perspetivado na antiga e forte presença de
Portugal naquela cidade. A apresentação vai ser feita na presença do exEmbaixador de Portugal no Reino da
Bélgica, Vasco Bramão Ramos, que
cessou funções em 31 de julho deste
ano.
Terça feira, dia 6 de dezembro, às
18h00, será feita uma apresentação
pelas autoras, Joana Benzinho e
Marta Monteiro, do livro A Papaia Mágica (livro para colorir com ilustrações
de Sérgio Marques, edição de Chiado
Editora). A Associação Afectos com
Letras, que promove o livro, dá a
oportunidade a cerca de 120 crianças de aprenderem a ler e a escrever
na Guiné-Bissau, um país onde nem
todos têm acesso à educação.
Dia 8 de dezembro, às 18h30 horas,
será feita a apresentação da novela
Extramunde, de Xavier Queipo. Na
efabulação genial habitual nele, Xavier arrisca em territórios que são
“mais do diabo que de Deus”. Prémio
Xerais (editora) de Novela, 2011.
No sábado, dia 10 de dezembro, às
18h00, a Orpheu apresenta, a obra A
Pátria e os Outros Portugueses de
José Coelho. A apresentação será
feita por Mário Campolargo. Trata Portugal os seus expatriados (vulgo, emigrantes) como devia? As remessas
ansiadas e procuradas correspondem
a um retorno em investimento cultural e humano? Não, diz o autor. E diz
mais, que há sinais de arrogância de
certas elites em relação aos seus
compatriotas a viver no estrangeiro.
Finalmente, dia 17 de dezembro, sábado, às 18h00, vai ter lugar a Festa
de Natal da Orfeu. Como habitualmente haverá Bolo-Rei da Pastelaria
Garcia e um Porto, para festejar e augurar um Ano 2012 melhor para
todos.
Filmes belgas receberam prémios
no IX DocLisboa
O Prémio Especial do Júri da competição internacional do IX DocLisboa – Festival Internacional de
Cinema foi este ano atribuído ao
filme “Territoire Perdu” (Bélgica,
França, 2011), de Pierre-Yves Vandeweerd, que recorreu a histórias de
fuga, exílio, espera interminável, prisões e perseguições para mostrar o
povo Saaraui e a sua terra, o Saara
Ocidental, atualmente dividido em
duas parcelas, uma ocupada por
Marrocos e a outra sob controlo da
Frente Polisário, do Movimento para
a Libertação Nacional Saaraui.
O filme do português Gonçalo Tocha
“É na Terra não é na Lua”, sobre a
vida na ilha açoriana do Corvo, foi o
vencedor do Festival. O Prémio DocLisboa para melhor curta-metragem, no valor de 2.500 euros, foi
para “Com la Licencia de Diós”
(Suíça, 2010), de Simona Canonica. No valor de 3.000 euros, o
Prémio Revelação DocLisboa, para a
melhor primeira longa ou média metragem transversal à competição internacional, investigações e riscos,
distinguiu “Ami, Entends-tu”
(2010), da francesa Nathalie Nam-
bot.
“De Engel Van Doel”/“Um Anjo em
Doel” (Holanda, Bélgica, 2011), de
Tom Fassaert, venceu o Prémio Universidades, no valor de 1.000 euros,
atribuído pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
à melhor longa ou média metragem
da competição internacional.
O documentário apresenta-nos a
velha Emilienne, que resiste em
Doel, uma aldeia próxima do porto
de Antuérpia que há décadas se
atravessa no caminho das pretensões expansionistas megalómanas
da cidade portuária e que está lentamente a morrer: os amigos de
Emilienne já se foram embora, o
padre da aldeia morreu e a demolição já começou.
Na categoria Investigações, o Prémio RTP2 para melhor documentário de investigação foi entregue a
“Diário de uma Busca”, uma co-produção franco-brasileira de 2010 da
autoria de Flávia Castro, que arrecadou igualmente o Prémio CPLP, para
a melhor longa ou média metragem
dos Países de Língua Portuguesa, no
valor de 2.500 euros.
“Musique de l’île de Porto Santo”
é “trabalho notável
Anne Caufriez e Michel Plumley, dois
cidadãos de nacionalidade belga são
os grandes responsáveis pela realização e edição do CD “Musique de L’île
de Porto Santo” lançado e apresentado na ‘Casa da Serra’ no Sítio da
Serra de Dentro no Porto Santo, pela
Câmara Municipal, através da Areal
Dourado EEM.
Este lançamento foi complementado
mais tarde no Auditório do Centro
Cultural e de Congressos, com as
atuações do Grupo de Música Tradicional da ACES e do Grupo de Folclore do Porto Santo e apresentação
do CD.
Anne Caufriez instruída em Musicologia e durante vários anos a trabalhar num museu de instrumentos na
Bélgica, sentiu a necessidade de realizar um projeto com a música tradicional de Portugal, tendo iniciado o
seu trabalho de campo no norte do
país, conforme contou à comunicação social e cedo ouviu falar das Ilhas
que não hesitou em ir conhecer.
Em 1982 Anne e Michel chegam ao
Porto Santo e durante 3 meses a
“batalha foi dura, bater de porta em
porta, colocar questões, conhecer as
pessoas, não foi nada fácil”, mas
após uma grande persistência conse-
guiram finalmente juntar cerca de 50
pessoas para cantar e tocar as 13
músicas que constam agora do CD,
onde se pode ouvir ‘Retirada’, ‘Cantiga de Amor’, ‘Baile do Ladrão’,
‘Baile da meia-volta’, ‘Charamba’ e
‘Cantiga de debulha’, entre outras.
O seu interesse pela música tradicional e pela história de um povo, fez
com que quase 30 anos depois voltasse a acreditar num projeto até
então guardado numa gaveta, mas
que merecia todo o esforço para ser
editado. Esta era uma forma de recuperar tradições que já em 1982
davam indícios de começar a des-
aparecer, “chegámos na altura
certa”.
O representante do município, Roberto Silva, enalteceu o trabalho e o
esforço dedicado e desenvolvido, assumindo ter ficado surpreendido com
a qualidade da recolha, “é um trabalho notável, pelo qual dou os meus
parabéns” e agradeceu o interesse
dos autores belgas, pela história do
Porto Santo “nunca tinha sido feito e
vieram de tão longe para o fazer”.
Roberto Silva garantiu que a Câmara
Municipal local terá, a partir de
agora, à venda este CD acessível ao
público.
Cultura
le 22 novembre 2011
13
Leonôr da Silva
Une créatrice belge au cœur portugais
em
síntese
Par Joana Valente
Leonôr da Silva est une créatrice d’accessoires pour enfants. Elle est née à
Bruxelles, fille d’une mère belge et
russe, et d’un père portugais qui s’est
attaché à lui transmettre la culture et
l’histoire du Portugal. Elle reste très
proche de ce pays et y retourne tous
les ans, mais continue de vivre à
Bruxelles.
Après la naissance de son deuxième
enfant, la marque «Lollipop by Leonôr» surgit, proposant du linge pour
bébés, des minis-séries et des pièces
uniques fabriquées entièrement à la
main dans des tissus précieux, dans
des matières naturelles et douces
aussi pratiques que confortables. La
rigueur et le souci du détail sont présents tant dans son atelier que dans
sa vie professionnelle qu’elle continue
à mener par ailleurs. Lusojornal a
voulu connaitre son merveilleux
monde.
LusoJornal: D’où vous vient l’idée de
vouloir créer une gamme d’accessoires pour enfants?
Leonôr da Silva: Voilà, mon deuxième
bébé est dans mes bras. C’est une
fille, une fée après un chevalier. Il va
falloir repeindre et garnir ce berceau
que j’ai chiné. Les petites enseignes
de travaux de couture me demandent
un prix fou, à trois chiffres, pour faire
un tour de lit. Non. Je raconte ça à ma
mère qui me dit qu’elle sait coudre.
Le tissu est choisi, fleuri, c’est une
fille quand même, ma maman se met
à l’ouvrage. En l’observant, je me surprends à me dire que je ferais autrement. Octobre touche à sa fin, le mois
prochain est le mien. Le cadeau est
tout trouvé, je choisis et reçois ma
machine à coudre. Et je m’y mets. Je
glane des conseils çà et là, mais j’apprends seule. J’essaye un bavoir tout
O Contador de
Histórias quer vir
à Bélgica
Une des créations et Leonôr da Silva
Lollipop by leonôr
petit, puis un plus grand. Et les idées
se bousculent dans ma tête. La perspective de retourner m’asseoir dans
un bureau à travailler dans le même
domaine pour le restant de ma carrière me donne des angoisses. Avant
les enfants j’avais un boulot que
j’adorais et je n’avais jamais ressenti
l’envie de «faire autre chose» en plus.
Je n’en avais ni le besoin, ni le temps.
A 33 ans, j’ai construit ma famille,
mais il me manque un projet, mon
projet. Je pense à mes parents me disant «exploite ce que tu sais faire»,
d’un chef qui m’a un jour dit «sois
plus créative et fais-toi confiance».
C’est à ce moment-là que je me dis
«Et pourquoi pas la couture?...» Je
dévoile quelques petites choses réalisées presque en cachette à mes plus
proches. Certains tombent des nues,
d’autres me disent que ça me ressemble. Je tiens enfin mon projet. Je me
sens forte et riche...
LusoJornal: D’où vous vient l’inspiraPUB
tion?
Leonôr da Silva: Mes enfants, les enfants, la vie de tous les jours, des
mots, des couleurs, des jouets....
J’adore également les magazines,
tous, qu’ils soient déco, people, féminin, de mode enfantine, d’info générale... Je suis une fan absolue de la
presse magazine. Mes balades et petits voyages sont toujours l’occasion
de voir jaillir une nouvelle idée, une
conversation avec une amie, un livre
qui me passionne. Je peux avoir trois
idées en trois jours et puis rien pendant deux semaines. Quand l’idée
surgit je la consigne tout de suite
dans un carnet qui ne me quitte pas.
LusoJornal: Pourquoi avoir choisi le
nom Lollipop?
Leonôr da Silva: J’avais envie d’un
nom qui fasse appel à l’enfance, mais
qui ne soit pas mièvre. Lollipop était
une fabuleuse émission de télévision
pour les enfants qui a baigné mon enfance… Puis cela signifie sucette en
anglais, ce qui représente un trésor
pour un enfant.
LusoJornal: De quelle façon avez-vous
fait connaitre votre travail?
Leonôr da Silva: Pour faire connaître
mon travail, j’ai ouvert un blog afin de
tester mes idées, mes créations, mes
prix... puis j’ai également démarché
quelques boutiques pointues comme
Boucle d’Or à Bruxelles. Etre présente
dans ce genre de boutique représente
une carte de visite de rêve, et donne
accès au public et aux médias.
LusoJornal: Est-il possible d’acheter
vos créations au Portugal?
Leonôr da Silva: ‘Ainda não’, mais
j’espère que très bientôt je trouverai
un point de vente à Lisbonne ou à
Porto pour enfin boucler la boucle. En
attendant, il est possible de commander via le blog, je livre bien sûr au Portugal.
www.lollipopbyleonor.com
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No seguimento do sucesso da recente deslocação do Grupo O Contador de Histórias à Europa e das
sucessivas solicitações para trabalhar
junto da Comunidade portuguesa, o
grupo decidiu agendar uma digressão europeia que permita realizar um
conjunto de atividades em diversos
países sem o pesado custo das deslocações. A digressão vai ter lugar
em março e abril de 2012 e prevê
passar por Espanha, França, Suíça,
Itália, Luxemburgo e Bélgica.
“Somos um grupo dedicado à promoção do livro e da leitura, com particular interesse na narração oral e
defesa da língua portuguesa. As nossas atividades de animação destinam-se aos mais diversos públicos,
das crianças aos idosos, trabalhando
tanto o livro como a tradição oral” diz
ao LusoJornal Filipe Lopes. “A nossa
capacidade de adaptação permite a
atuação nos mais diversos palcos,
quer seja numa escola, num auditório, num teatro ou ao ar livre. No
mesmo dia é possível realizar atividades para diversos grupos etários,
trabalhando o livro e a narração oral
mas nunca esquecendo a necessidade que todos temos de nos divertir.
Por isso, para os adultos também
está sempre disponível uma sessão
de histórias ao jeito stand-up comedy
para rir em português…”
A Amitié France Portugal convidou
recentemente Filipe Lopes para uma
intervenção em Toulouse “com o objetivo de motivar os nossos alunos
adultos dos cursos de português pela
literatura e língua portuguesa. O resultado foi simplesmente fantástico”
diz João B. Teixeira responsável pela
associação. “Aproveitámos a sua estadia nesta cidade para animar também uma aula com a miudagem.
Aqui também podemos dizer que
eles participaram com alegria aliada
à utilidade de fazer passar a língua
portuguesa em género de brincadeira. Não conhecíamos o Filipe
Lopes nem o Contador de Histórias,
mas francamente valeu a pena”.
www.ocontadordehistorias.com
Leia online
www.lusojornal.com
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Desporto
14
le 22 novembre 2011
Duarte Ferreira, piloto
De Bruxelas para a fórmula Indy americana
em
síntese
Por Carlos Pereira
Futebol:
Classificações
FTF 1ª Divisão
CLASSIFICAÇÃO
1° Aksehir
2° Porto
3° La Louve
4° Milli Genc.
5° Cad Ixelles
6° Usakspor
21
19
18
16
12
12
7° Vila Real 11
8° Alma Benfi. 10
9° Bayrampasa10
10° Sonatrach 8
6
11° Oasis
4
12° Fcab
FTF 2ª Divisão
CLASSIFICAÇÃO
1° Belenenses
2° Tunisia
3° Campomai.
4° Beira Alta
5° Vimieirense
27
19
17
15
13
6° Reds United11
7° Sezurense 9
8
8° Penalva
9° Blue Legend 7
10° Turkish U. 0
FTF 4ª Divisão
CLASSIFICAÇÃO
17
1° Capitano
15
2° Vila Real
3° Bouraza M. 13
4° Nahda 96 13
5° Ent L. Louve 11
6° Eendracht .
7° Bienvenue
8° Charlema.
9° Royal Eveil
10° Los Extra.
9
5
5
5
4
FTF 5ª Divisão
CLASSIFICAÇÃO
1° Milanello
2° Olumpic Bxl
3° U Marolles
4° New Anne.
16
16
16
13
5° Os Lusita. 11
6° Belenenses 7
6
7° Postiers
4
8° Hellas
ABSSA 1ª Divisão
CLASSIFICAÇÃO
1° Portugal FC 25
2° Lorraine FC 24
3° Jefke Cou. 22
4° Coin du Bal. 22
5° Irlande FC 21
6° Brussels Br. 21
7° Forestoise 20
8° Tourinnois 15
12
9° Manzah
10° Brussels. 11
11° Ettekijs C. 11
12° New Inn F 10
13° Forestois 6
14° St Georg. 5
ABSSA 3ª Divisão C
CLASSIFICAÇÃO
1° Wolu Stan. 30
2° Wisla FC
28
3° Amicale Sp. 23
4° Hermès FC 20
5° Germinal
19
6° Boavista FC 17
7° Le Clan CS 16
8° Cheverny
9° St Joseph
10° Entente
11° Suisse
12° Pantoufl.
13° Press
14° Chiefs Ka
15
13
12
12
11
8
8
ABSSA 6ª Divisão F
CLASSIFICAÇÃO
1° Picardie
2° Ecusson FC
3° Campomai.
4° String Pen.
5° Celtic For.
6° Brussels Br.
25
22
22
21
21
13
7° Chiefs Kap 12
8° Anciens S. 11
9° Lorraine FC 11
10° Chenois 4
11° Irlande FC 3
12° Pangloss 1
lusojornal.com
Duarte Ferreira o piloto que o LusoJornal acompanhou nos seus inícios
de carreira, ainda na fórmula karting, na Bélgica, mudou-se depois
com a família, para Angola já que a
mãe tinha nacionalidade angolana.
Mas é nos Estados Unidos que
Duarte Ferreira tem feito carreira
desportiva aos volantes da Indy
Lingth.
O LusoJornal falou com António Ferreira, pai do piloto, que foi proprietário durante muitos anos, do
Restaurante A Tasquinha, em Bruxelas.
LusoJornal: Qual o balanço desta
época?
António Duarte: É um balanço positivo no sentido que o Duarte é o piloto mais novo e o menos experiente
da série, sendo mesmo o único piloto das séries que andou pela primeira vez neste tipo de circuitos e
speedways! Não podemos esquecer
que esta categoria é a antecâmara
da Indy Principal que é o equivalente da F1, aqui no continente
norte americano. As equipas são as
mesmas, até os mecânicos passam
num fim de semana de um Principal
a um Light, e este carro já anda
mais que o próprio F1, sendo equivalente a GP2 Europeia. O Duarte,
com apenas 18 anos, fez 10 tops
10, dois tops 5 e um pódio. É excelente. Se não fossem os pequenos
azares que nos deixaram um gostinho amargo, ainda haveria capacidade de fazer mais e melhor. Fica
sem dúvida para o ano. Eles podem
contar connosco!
LusoJornal: E agora? Como vai ser o
futuro?
António Duarte: O Duarte tem treinos marcados e equipas interessadas nele na Nascar. Aliás, já testou
o carro no Canadá onde se deslocou
3 vezes e agora vai voltar a andar
com um aqui nos Estados Unidos,
em Charlote, na Carolina do Norte,
que é o templo mundial da Nascar.
Esta categoria é a mais fechada do
mundo, sendo mesmo mais difícil
para um piloto estrangeiro aceder do
que na própria Fórmula 1. Mas o
António e Zélia Ferreira apoiando o filho Duarte, antes de mais uma prova
DR
Duarte tem pelo menos três convites
devido à sua jovem idade e ao seu
desempenho em pistas ovais. A
Nascar envolve mesmo mais interesses comerciais e dinheiro que a
própria Fórmula 1 e a Indy em
conjunto! Por isso o Duarte não vai
deixar passar essa oportunidade e é
bem possível para o ano vermos o
Duarte fazer uma época de Indy
Light de novo, para tentar jogar o título, com possibilidade de duas ou
três provas no fim da época em Principal, assim como algumas corridas
em Nascar, ou mesmo uma grande
parte deste Campeonato. Ainda estamos a decidir se vai ser no Canadian Tires ou na K&N nos USA. A
decisão será tomada até fevereiro,
conforme os interesses dos patrocinadores e o interesse do marchandaising a desenvolver.
LusoJornal: Isto quer dizer que mudaram para a América?
António Duarte: Não. Estamos a
viver em Angola, na Ilha de Luanda.
A minha esposa, Zélia, fica lá mais
de 99% do tempo. Ela só se deslocou aos Estados Unidos este ano
duas vezes para assistir à provas do
Duarte. Residimos em Angola e não
está previsto sairmos de lá. Só que
para o Duarte competir, por uma
questão de estratégia, de repouso,
de formação, etc, temos também residência nos Estados Unidos.
LusoJornal: Para quando provas na
Europa?
António Duarte: O Duarte teve vários
convites para regressar à Europa nomeadamente a Inglaterra, para ingressar num projeto de piloto de
testes de uma equipa da Fórmula 1,
mas muito francamente, por enquanto não seria a boa opção,
porque entrar na Fórmula 1, numa
equipa fraca, sem grandes meios,
não é a melhor coisa, por isso creio
que vamos continuar a carreira americana por mais 5 ou 6 anos e depois se verá. Não seria o primeiro
piloto das séries americanas a
mudar-se para as séries europeias,
nomeadamente para a Fórmula 1.
Mas francamente a Indy não deve
nada à Fórmula 1, tendo mesmo
muito mais público e adeptos e a
corrida mais mítica do mundo são as
500 Milhas de Indianápolis, só que
é deste lado do mundo...
LusoJornal: Quais as recordações
que vocês guardam dos anos passados em Bruxelas?
António Duarte: Bruxelas, a Bélgica
e a Comunidade portuguesa na Bélgica são o nosso berço Foram 14
anos passados aí. O Duarte chegou
a Bruxelas com apenas 7 meses.
Aprendeu aí a andar, a falar, a primeira vez que ele foi a Portugal
tinha 8 anos. Finalmente só tem 2
meses de Portugal, mesmo se continua a guardar um lugar no seu coração para as suas raízes. Mas a
verdade é que ele é filho da emigração, com pai português e mãe angolana. Mas sobretudo o Duarte
continua a ser um emigrante orgulhoso, já o afirmou em várias Comunidades emigrantes por onde passa,
no Canadá, nos Estados Unidos, no
Brasil... Bruxelas também é dele.
Somos assim nós, os emigrantes,
sofremos muito com o afastar dos
nossos e reconhecemos com humildade aqueles que nos recebem, por
isso somos um pouco de todos.
Atletismo:
Jessica Amaro inscreveu-se no Benfica
A jovem vimieirense Jéssica Amaro,
a residir em Bruxelas, continua a
destacar-se na modalidade de atletismo.
Com o seu grande espírito de sacrifício, com bastante treino e muita
força de vontade e humildade, inscreveu-se desde o dia 1 de outubro,
na Federação Portuguesa de Atletismo como atleta do Sport Lisboa e
Benfica, “que como todos sabemos
é uma das maiores, senão a maior,
instituição de desporto de Portugal”
confirmou ao LusoJornal pai da
atleta.
Jéssica Amaro
DR
É de louvar todo o talento e empenho
de Jéssica Amaro que este ano continua a ficar nos primeiros lugares nas
provas em que tem participado.
“Há 4 meses escrevemos nesta página que estávamos certos de um futuro risonho e repleto de sucessos,
hoje fazemos votos que a Jéssica
consiga demonstrar na equipa do
Sport Lisboa e Benfica toda a sua
classe e vontade de vencer”!
O LusoJornal deseja à jovem atleta
que continua a viver e a treinar em
Bruxelas, mais sucessos ainda na
sua carreira desportiva.
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le 22 novembre 2011
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em
síntese
Destaques da SIC
internacional
Boa Tarde
“Boa Tarde” é a nova aposta para
as tardes da SIC, na companhia de
Conceição Lino.
Este novo programa tem como objetivo estimular os telespetadores a
participarem e a partilharem as
suas histórias, assim como ainda
ajudar os mesmos a realizarem os
seus sonhos, sejam estes realizar
uma viagem, mudar o visual,
conhecer alguém especial ou até
mesmo remodelar a sua casa.
De segunda a sexta feira, das
16h30 às 19h00 (hora belga) na
SIC Internacional.
Tel.
Ma date de naissance
Volante
J’envoie ce coupon-réponse avec un chèque à l’ordre de L`APCLB, à
l’adresse suivante :
Association pour la promotion de la culture lisophone en Belgique
Zeenstraat, 121
1933 Sterrebeek - Belgique
LJ 064-II
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Volante é o nome do novo programa automóvel da SIC Internacional.
Este é um magazine com novidades do mundo automóvel com
especial destaque nas novas tecnologias e modelos que permitem
maior eficiência energética, assim
como as novas propostas de mobilidade sustentável.
Este programa é composto por avaliações dos modelos automóveis comercializados no nosso país, de
modo a poder ajudar na decisão de
compra racional (preço, qualidade,
consumos, despesas de manutenção, entre outras questões), assim
como rubricas regulares, orientadas
para a utilização automóvel e para
a formação pedagógica das audiências e ainda rubricas sobre a componente automóvel em viagens de
lazer.
Ao domingo, às 00h45, na
SIC Internacional.
lusojornal.com
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