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Chico - Alcunha com que se apodavam os militares portugueses do

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Chico - Alcunha com que se apodavam os militares portugueses do
CHIMBIRE
MOÇAMBIQUE: 1489-1975
Chico - Alcunha com que se apodavam os
militares portugueses do quadro. No
decurso da guerra nacionalista os militares profissionais portugueses eram mal
vistos pelos seus congéneres milicianos,
que cumpriam o serviço militar obrigatório, pois estes não aceitavam que
voluntariamente alguém "metesse o Chico”
ou seja entrasse para a vida militar voluntariamente, numa estrutura que se
auto-sustentava por via da guerra.
Chicomanhana - (1830?/?) - Régulo chope,
que terá nascido por volta de 1830. Entre
1/860 e 1866 combateu Maueva. aliando-se a Muzila e ajudando-o a conquistar o
trono angune. Colaborou com os portugueses na guerra contra Gungunhana.
Chicova, Reino de - Pequeno Reino que
se situava na zona de Tete, a sul do rio
Zambeze e que estava avassalado ao
Reino do Monomotapa. A existência
de minas de prata nos seus territórios
despertou o interesse e a consequente
instalação de portugueses. No ano de
1572 Francisco Barreto, no decurso da
sua expedição militar pelo Reino do
Monomotapa. deixou uma guarnição
de cerca de duzentos homens, com
a missão de conseguirem determinar
onde se situavam as muito faladas, mas
nunca vistas, minas de prata de Chicova.
Esta guarnição acabou por ser chacinada pelas populações locais, cansadas
de serem permanentemente espoliados
dos seus bens pelos invasores portugueses. Em 1614 Diogo Simões Madeira mandou construir o forte de São
Miguel, mas as minas de Chicova nunca
passaram de uma lenda. Foi em Chicova que se deu o massacre que viti128
mou o Governador Vilas-Boas Truão,
em 1807.
Chicuembo - Espírito, feitiço.
Chiculo - Timbila duplo baixo, de três a
quatro notas; guio.
Chigovia - Instrumento musical de sopro, que
tanto pode ser feito de um fruto redondo
(massala, por exemplo) como de barro. No
mesmo efectuam-se alguns furos, normalmente em número de três, sendo um maior
que os outros, sendo por este que o tocador
sopra enquanto que, com os dedos, tapa ou
destapa os restantes furos.
Chilanzane - Timbila soprano, de doze a
dezasseis notas.
Chiloane, Ilha de - Situada na foz do rio
Save, perto de Sofala, servia, a partir do
século XVI, de entreposto comercial para
resgate de ouro e marfim. Sem grande
importância estratégica, quer militar ou
marítima serviu, no entanto, a partir de
meados do século XIX, de refúgio aos
habitantes de Sofala. receosos das investidas das gentes de Muzila pelo que,
abandonando aquela localidade, muitos
deles instalaram-se nesta ilha que, no
entanto, nunca atingiu nenhum tipo de
desenvolvimento económico
Chima - Massa grossa cozida, feita em água,
com farinha de qualquer cereal (mapira,
mandioca, arroz, mexoeira), farinha esta
que é moída, manualmente, numa pedra
própria.
Chimbire - Nome do costume africano no
qual os sogros presenteiam o genro com
CHIOCO
PEQUENO DICIONÁRIO GENERALISTA DE MOÇAMBIQUE
uma segunda mulher, muita vezes uma
irmã mais nova daquela com quem ele se
casou da primeira vez, como prémio por
actos de relevância que ele, genro, tenha
praticado em prol da família ou da comunidade.
Chioco - (?-1902) - Rei do Monomotapa,
Cerca de 1860 o Rei Kandi, do Monomotapa para se libertar da influência dos
portugueses, aliou-se às gentes da família
Vicente da Cruz, do estado secundário
de Massangano. Na década seguinte,
os guerreiros do estado secundário de
Carazimanba vieram arrasar parte do seu
território e obrigaram Dudze, Rei do
Monomotapa a exilar-se. O seu sucessor,
Chioco, no exílio, alia-se aos tauara e, em
1897, também com o apoio do makombe
Hanga e de Mapondera. ataca diversos
prazos na zona de Tete e defronta as
forças de Carazimanba. Em 1900, Chioco
e os seus aliados sublevam o Zumbo,
isolam Tete e acabam por conquistar
Changara. No entanto, a queda do Reino
do Barué, em 1902, seu aliado de sempre,
deita por terra o seu velho sonho, que era
o de restaurar o Reino do Monomotapa,
no seu antigo esplendor. Chioco morre,
durante a tomada de Missongue, capital
do Reino do Barué e o seu herdeiro
directo, de nome, Kamanika, é preso
pelos portugueses.
Chipendane - Instrumento musical de corda
composto por um arco de madeira com
corda, um fio de arame que une a corda
ao meio do arca e uma pequena vara
com que se bate na dita corda. Pode-se
variar o som obtido, apertando ou
afastando o fio de arame que une a corda
ao meio do arco. Pode-se encontrar este
instrumento nas zonas centro e sul do
território.
Chiquitsi - Instrumento musical de percussão, muito em voga no sul do território e, quase sempre, tocado por
mulheres, em festas de casamento. E
composto por uma fiada de caniços em
paralelo, que se entrelaçam de molde a
formar uma caixa oca. No interior colocam-se pequenas pedras ou sementes,
selando-se de seguida.
Chisinga - (?-1902) - Régulo que governava
a Macanja quando, em finais de 1901,
rebelou-se contra os portugueses, revolta
essa que durou até meados do ano seguinte, altura em que, definitivamente
batido, foge para a Rodésia, onde acaba
por morrer, no decurso da fuga.
Chissano, Joaquim - (1939) - Nacionalista
moçambicano, tendo chegado ao cargo
de Presidente da República de Moçambique. Finalizou o ensino secundário
em Lourenço Marques, no Liceu Salazar,
após o que veio para Lisboa, em 1960,
cursar medicina mas, no ano seguinte,
fugiu para França. Membro da FRELIMO desde a primeira hora, onde
exerceu, no início, as funções de Secretário de Eduardo Mondlane. Desde
1963 que integra os Comités Executivo
e Central da FRELIMQ e, em 1968, é
eleito para o cargo de Secretário da
Segurança. Após o Acordo de Lusaca de
1974, instala-se em Lourenço Marques
como Primeiro-Ministro do Governo de
Transição, onde granjeou simpatias no
seio da comunidade portuguesa, face à
sua postura de verticalidade e serenidade,
contrastando com o fervor dos ventos
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MOÇAMBIQUE: 1489-1975
revolucionários que sopravam no seio
dos simpatizantes da FRELIMO, Após
independência do País, em 1975, exerceu o cargo de Ministro dos Negócios
Estrangeiros o que lhe permitiu, face às
suas frequentes deslocações ao estrangeiro afastar-se, com elegância, da política interna do seu País, assolada pela
radicalização da revolução. Posteriormente, ascende à Presidência da República, cargo a que assume após a
morte de Samora Machel. Desempenhou
estas funções até Fevereiro de 2005, após
ter disputado duas eleições democráticas,
altura em que foi substituído por Armando Guebuza. Com um perfil político
moderado e dialogante, aproveitou o seu
consulado presidencial para operar um
autêntica revolução tranquila no seu País,
havendo a destacar, entre outras, a implementação e consolidação da democracia parlamentar; o desmantelamento
do Estado Socialista, de orientação ditatorial marxista-leninista imposta à força
desde a data da independência; o findar
da guerra civil no território com a celebração do cessar-fogo acordado em
Roma; bem como a convocação de
eleições livres. Detentor de um enorme
capital político internacional, Joaquim
Chissano elevou ao mais alto nível a
fasquia política do seu País, podendo-se
considerar, muito justamente, como um
dos mais brilhantes lideres que África
teve, ombreando com Nelson Mandela.
Chita - Tecido de algodão, estampado, de
origem asiática.
Chitata - Fortificação improvisada, mais
pequena que a aringa, funcionava como
posto avançado de guarnições.
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CHOPES, OS
Chopes, Os - No decorrer do século XVII
predominavam
os
chona-carangas na
planície do Bilene, bem como na zona
entre o rio Limpopo e Inhambane. Neste
mesmo século, com a chegada de angunes do clã “n'cuna” tornou-se natural
o seu cruzamento o qual teria dado
origem aos “Bila-N'culo” donde o nome da localidade de Vilanculos, povo
proto-chope, tendo estes dominado a
planície do Bilene até ao início do século
XVIII. A partir desta data chegam outros
povos dominantes, derivados dos Venda
e Lobedo e, posteriormente, os Valois e
os Langa, um tronco dos Cossa. A tecelagem e apicultura, faziam parte das
actividades económicas dos chopes, cuja
palavra deriva de
"ku-txepa" (língua
tswa), surgida no século XIX, e que
significa "atirar setas". Mas foi nas artes
musicais que este povo atingiu a sua
máxima expressão artística, através da
utilização concertada das timbilas e dos
tambores, acompanhadas de danças coreografadas. Os chopes viviam em tribos
autónomas umas das outras e só no
século XIX é que no regulado de Cambamba-Mondlane se tentou a sua unificação, mas mesmo assim numa zona
restrita. As invasões angunes fraccionam
os chopes e os que não se refugiaram nas
áreas de influência portuguesa acabaram
chacinados pelos angunes, principalmente do reinado de Gungunhana que,
em 1895, mandou os seus homens conquistar os cocolenes chopes, que Binguane, Régulo de Cambamda-Mondlane,
tinha mandado instalar e reforçar, para
resistir aos angunes. Os chopes pagaram
um elevado preço por esta resistência,
tendo sido massacrados aos milhares, em
violentas lutas travadas nos cocolenes.
CHORÔRO
PEQUENO DICIONÁRIO GENERALISTA DE MOÇAMBIQUE
pela sua integridade territorial, tendo os
sobreviventes sido vendidos como escravos, por ordens de Gungunhana.
Chorôro - Aguardente de pombe.
Chuabo - O mesmo que bergantil.
Chuambo - Área do complexo habitacional
e comercial, com armazéns, para os
proprietários e escravos.
Chuanga - Escravo-chefe, que tinha as
mesmas funções do samacoa, nos prazos;
intérprete.
Chumbutar - Corruptela portuguesa do
verbo ronga “ku-txhumbuta” e que significa o acto de provar comida ou bebida.
Chupata - Nome do tributo alfandegário
com que os potentados cobravam aos
mercadores sertanejos, para deixarem
transitar as mercadorias nos seus
domínios, tributo este que também se
aplicava às pessoas.
Churro - O mesmo que chuambo.
Chuvas, Feiticeiros das - Sendo as chuvas
um poderoso agente regulador das actividades humanas e animais em qualquer
parte do mundo, tal regra também
se aplicava em Africa. As longas estiagens provocavam fomes, pelo desaparecimento da caça bem como pela morte das
colheitas. Era uma maldição a que nenhum povo escapava e o aparecimento
natural das chuvas era tida como uma
bênção dos deuses, prenúncio de fartura
alimentar e colheitas abundantes. Por
isso os feiticeiros com poderes de "fa-
bricarem" chuva eram muito poderosos
e reverenciados, sendo pagos principescamente pela sua actividade e, muitas
vezes, eram os próprios reis que detinham o monopólio dos poderes pluviais.
O chamamento da chuva, pelo feiticeiros, era feita por rezas e artes adivinhatórias, onde por vezes, descobriam
culpados, no seio da população que, por
actos que tivessem praticado, tinham
afastado a chuva daquelas regiões. No
século XIX, a Rainha Mojaju, estabelecida na zona do Transvaal, foi uma das
mais célebres e poderosas feiticeiras da
chuva. Criara-se o mito que a mesma
não se podia casar, concebendo em
estado virgem e a sua descendência,
sempre feminina, adoptava o mesmo
nome, símbolo da sua imortalidade para
os povos, já que era sempre a mesma que
governava secularmente. Segundo Diocleciano Fernandes das Neves uma das
embaixadas que recebeu para tratar do
problema da falta de chuva, foi enviada
por Maueva, a quem a dita Rainha
acabou por lho resolver, depois de ter
aconselhado o mesmo a excomungar o
espírito dos irmãos que mandara matar e
que ainda vagueavam nas sua aldeias.
Muitas vezes este charlatanismo do chamamento das chuvas resultava mesmo
em chuvadas, mas prendia-se com o facto
dos ditos feiticeiros arrastarem por meses
as suas exéquias, até que algum dia
acabava mesmo por chover, fruto da
actividade regular da Mãe-Natureza. No
entanto, para os povos crentes da feitiçaria, as quedas pluviométricas tinham
sido sempre graças à intervenção dos
feiticeiros.
Cipaio - O mesmo que sipaio.
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MOÇAMBIQUE: 1489-1975
Cirne, Vasconcelos de - (1784-1832- Manuel Joaquim Mendes de Vasconcelos e
Cirne) - Degredado para a índia, em
1802, naufraga nas costas de Moçambique, acabando por ingressar na vida
militar na colónia. Várias vezes preso, a
que se seguem as consequentes despromoções militares é, no entanto, promovido a Capitão do Exército, em 1808.
Dedica-se ao tráfico de escravos, o que
o leva a ir ao Brasil em 1812. No ano
seguinte e até 1818 exerce o cargo de
Governador de Ouelimane, cargo que
reocupa em 1829, assumindo também o
cargo de Governador dos Rios de Sena
reunindo-se, de novo, os dois territórios
na mesma administração. Em 1831 organiza uma expedição ao Reino do Cazembe, onde se integra o famoso explorador Pedroso Gamito. Morreu em
Tete, tendo publicado "Memória sobre a
Província de Moçambique'''.
Clube Ferroviário de Moçambique O maior clube de Moçambique (ou não
estivesse ele ligado aos Caminhos de
Ferro de Moçambique) nasceu em 1924,
em Lourenço Marques, rezando parcialmente a sua primeira acta o seguinte:
"Aos 13 dias de Outubro de 1924, pelas
20H00, reuniu-se na casa na 13 da Vila
Mouzinho um grupo de ferroviários que
deliberou fundar em Lourenço Marques
uma associação denominada Clube Desportivo Ferroviário destinada a exercer o
desporto e beneficência; mais deliberou
nomear uma comissão composta de sete
indivíduos, todos ferroviários para elaborar os estatutos e regulamentos pelos
quais se deve reger a mesma. A Comissão,
segundo a vontade dos indivíduos que aqui
se reuniram, é composta pelos seguintes fer132
COBUÍ
roviários: Jacinto Francisco Vila Maior,
António Ferreira Mouco, Armando Francisco Vila Maior, José Maria Freitas Júnior, Nicolau Dias Cardoso, José da Silva
Teixeira e Luiz Couto do Amaral." Tendo
iniciado a sua actividade com a prática
do futebol cedo atravessou um período
de letargia que só veio a romper nos
princípios da década 30, quando a Direcção dos Caminhos de Ferro se interessou pelo clube e o encarregou da
educação física dos seus trabalhadores,
Acolchoado pelo patrocínio do mais
influente "patrão" de Moçambique o
clube arrancou de vez, vindo a tornar-se
o maior e o mais importante clube
desportivo do território. Com terreno
cedido pela Câmara Municipal laurentina
construiu o seu campo de futebol que
vem a baptizar de "Eng. Freitas e
Costa", em 1944. Espalhou por todo o
Moçambique delegações suas, num total
de vinte e uma, sempre com o beneplácito do todo poderoso Caminhos de
Ferro, sendo certo que todas elas possuíam instalações próprias para sede e
parques desportivos. Abarcando diversas
modalidades desportivas que iam desde
o omnipresente futebol ao ciclismo,
passando pelo atletismo, basquetebol,
natação, ténis (de campo e de mesa),
ginástica e tiro, entre outras, interveio no
campo cultural, criando departamentos
de xadrez, ballet e banda de música para
além da inevitável biblioteca, inaugurando, na década de 60, o Estádio Salazar, na Machava, a sua jóia da coroa.
Cobué - Adorno, para ambos os sexos,
composto por um pequeno disco de
madeira, que se coloca no lábio superior.
Este costume, que provocava lesões
COBULA
PEQUENO DICIONÁRIO GENERALISTA DE MOÇAMBIQUE
irrecuperáveis em quem o usava porque
exageravam no seu tamanho, foi combatido pelas autoridades portuguesas e,
a partir de meados do século XX,
tornava-se raro encontrar pessoas com
este enfeite.
Cobula - (?/?) - O último dos rebeldes de
Angoche. Era régulo da zona da Mogovola, tendo combatido os portugueses,
aliando-se a Farelay, a Ibrahimo-binSultani e a Guarnea. Em 12 de Dezembro de 1902 as suas gentes assassinam
Paes de Almeida e Pitta Simões. Em
1910 rompe com Farelay e, comandando
um exército de milhares de guerreiros,
ataca Neutel de Abreu, em Junho desse
ano. No entanto, sai derrotado do confronto e perde o seu familiar mais próximo e sucessor natural, o seu sobrinho
Sali, morto nesse combate. Ainda nesse
ano, Farelay. Guarnea e Ibrahimo-binSultani são presos e Cobula torna-se o
único chefe de guerra a dar combate aos
portugueses. Em 1911 leva a guerra ao
interior do sertão, aproveitando a revolta
do xeque de Sangage, Mussa-Piri. Finalmente, em 1913, em Iuluti, Cobula é
preso. Terá morrido, no decurso da
década de 30, na clandestinidade.
Coca-cola - Alcunha que se aplicava aos
europeus naturais de Moçambique, no
geral e de Lourenço Marques, em particular. Contrariamente ao resto do território português, o Governo autorizava
o fabrico e venda deste refrigerante em
Moçambique, que acabou por se tornar
numa das imagens de marca deste território e, por extensão, o nome desta
bebida acabou por abranger o seio da
população colonial que aí vivia.
Coche - Pequeno barco, típico de Moçambique, para transporte de mercadorias.
Coco - Referido, inicialmente, por noz da
índia, pelos navegadores portugueses.
Da árvore do coqueiro aproveita-se o
tronco para madeira; da seiva faz-se
açúcar e, depois de fermentada, dessa
mesma seiva faz-se vinho de palma (sura)
e, destilado este, deriva-se para a aguardente. As fibras do coco aplicam-se no
fabrico da cordoaria, a casca do mesmo,
cortada ao meio, serve para vasilhame e
lustrar madeirame, para além de ser
comburente. A água contida no interior
do coco é saudável e perfeitamente
bebível, a amêndoa do mesmo (polpa) é
comestível, originando o leite de coco,
quando misturada com água, que se usa
na culinária. Esta mesma polpa, quando
seca é usada na confeitaria e também se
pode extrair óleo de coco e fabrico de
sabão. Até ao século XIX usava-se o
termo palmeira para definir o que hoje
se chama coqueiro.
Cocolo - Paliçada de troncos de árvores
que protegiam os aldeamentos chopes.
Cocolene - O mesmo que cocolo.
Codjil - Adorno feminino, composto por
manilhas de arame fino.
Coelho, Nicolau - (?-1503) - Navegador
português, terá vivido do século XV para
o século XVI. Comandou a nau Bérrio,
na primeira viagem marítima de Vasco da
Gama, para a índia. Foi esta nau a primeira a explorar e sondar o canal de
Moçambique, atendendo ao facto de ser
a mais pequena da armada. Regressou ao
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Fly UP