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Baixar - Delfos Digital

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Baixar - Delfos Digital
-
CANTAR E S
Naquele ano fiquei doente - tive um pleuris
perdi quase
de aulas. A primeira coisa que me disseram quando voltei ao
um m-ès
co1é- gio:
Precisas ver a . nova professora de HistSria Que mulher, rapaz!
Odona bo_
Gem. O-ra de dor. Eu estava com quinze anos e - ainda abal
ado
pela doença - sentja-rfl3 ferver - 2 Dor dentro,A Febre_parecia ter s- stado
em mim pa a n -ão nais fie abandonar, para me consumir. Fogo da paix
.a. o.
L ogo a quer escolhia: o pessimo estudante que eu era.
Corria de aula. Lãestava ela a nova professora d His
ialaiu
NHo er-a. c.ra mo umental. Morena, de olhos azuis
- - a combinan
que eu.1_
- E corpo perfeito pernas perfeitas, e os seios
tam ostiyos Sei que naquele momento senti uma coisa uma
dos, › cab
mrc-mio
-$J
cesapei na cadeira E ali fiquei, de olhos vid aorgaos implacaveis despejando to ren es de hor-
CU
um convalescente, que perigo.
amacaque voz. Macia. Era afrodisiaca aquela
✓ o z.,
ando chegou a rnria vez respondi presente numa voz rouca e tremula.
Levantou a cabeça, me olhou socorro!) cuiosa o que e que houve
contigo'
-
taar)lbuc, estive doente, so Sorriu - Deus, eu mor-
e asse ro h de ser nada, eu te ajudo a recuperar a matria,
Feita
r,
?
chama a, falou sobre os antigos hebreus. Era um povo gu r -
ro, a — rmou, me olhando, um povo pronto para o combate. as acrescen-
tou, era tamb:Sm um povo sensual Vejam, por exemplo, os Can ares de Saio-
_
mao-
Ela no tira os olhos de ti, ;u-muou o baix nho ao meu lado. E t -an -cio era o impres ao minha! Gemi de novo.
Amanhë.-i
faremumabatina, anunciou ela, er,inando a aula. Sobre
s ebre s seus. V c;is sabem, Salom -ão e Os outros.
Naquela noite eu ten . ava estudar - inutilmente, porque só. pensava ela - quando meu pai entrou no quarto com um envelope na M -ÃO.
Estava debaixo da porta, disse.
Eu nunca recebia cartas. intrigado, abri o env- lope.
Um bilh te, num papel rosado, adornado de flores:
e
tre é
trial cercado de 1
COMO U
s: Canta
7.2.
Espero-au a, amanhã be cedo. amos r cap tuia mata ia antes
sabatina.Sul ami ta.
O ventre Pra umigal! E eu, o que era? O lavrador, pronto
para a ,colheita do amo . Deus Jogu -me na cama, gemendo de gozo. Hebreus? Quem eiueria saber deles? O travesseiro que eu beijava e acari,
ciava erao re n a voluptuosa Sulamita.
n ,e.
e
-el-, ela me esperava deitada nua, o corpo moreno
emn1 ,4 u a-
douradas... Amei-a nos trigais.
Amei-a no jaEle passeava distraida entre os canteiros de
abraçava-a, beijava-lhe o pesc oc
lanos
res. Amei-a no jardim,
na sala de aula. Ai foi r -ápido, furtivo, nos dois
épr enden o depois: seu maluquinn . Eu rindo. Ameia
a na salaaul
a.
Amei-a como um re - rei barbudo feroz, de manto e coroa; ela,
pr nc anha ora, tranças negras caindo sobre o vestido ricamente
concubina no terraço do palã- clo; amei-a como
es
bordado. Ami
rei...., se -ndo, amei-a mais uma vez, ali mesmo no meu quar
na minha cam
(
ar 2.V$ o dia :ando ela finalmente me de u, com um s avP
e antei -me, onto, lavei-me e fui para o coaio.
Fui o prLeiro a chegar. Corri Para a sala d- aula, ab a
por
Ni nguem..
ergllAt
- me
,
: cepciõnado,ia saindo
ndo vi, sbe a minha carteira, uma folha de papel Rosado!
Apanhei -
remul
Meu umbigo como taça: vem bebe dele:
fias ainda
mpo. Procura-me na
Atrasado! Dajr
Biblioteca. Sula.
eite atrasada. Mas o
pe doava: convidav -me a beb
r da
s 7,2. Demo aste.
- mpw tante e q.ue ela me
sua taça. Ai que eu bebia!' que
me embriaoava!
Voei ra a Biblioteca. A bibliotecH ia - uma feia, de culos,
que sempre chegava cedo-estava ia. E mais n nguen
Mova dez pçaa. No me atrevi a perguntar nada feiosa; e ainda
e disfarçar, zanzando como se procurasse um
ent ã o que
1, em cima da mesa, o papei rosado.
az as qmeas: Cantares 7,3. 1 -ão pude e es-
Meus-,,s
p_rar mais.D
a aula. Conversamos depois da sabatina. S
A- ula. J -5 estavam todos sentados, escrevendo. Ela me
-
repreende ,
"
ter chegado tarde.Mas entendi muito bem.. N -ão que-
ia
fiassem.
entei -me. Di- tou -me as questões Eu no tinha a menor idia soc assun±.- ne —euer maneira no conseguia escrever: no podia
tir A
. r r
'
ventre onde o trigai maduro a rdava a sega,
se -; spequenos e empinados como gazeias pecie de pomba?) trave
s
0 p
se
terminando e saindo Por fim ficamos a sEs. Ela
aproximou(aqueie . per fume
scr-vest nada! - disse, su Pr sa.
Mo
contive. Levantei-me, derrubando a c - deira, es-tendi -lhe
os braço „,-)u amita, gemi, Sulamita meu amor!
Recuou:
Queto? O que estjs pensando, d bochado? Sai Anda, sai!
Sal. La fora o esaal me esperava. Riam. Como riam! G zela, gaze- gritava o baixinho,. .uma voz fina, zombeteira.
Fui para casa. Estou raiado, pensei. L estava mesmo: ela fez queixa a dire
Muito
d
Me botaram para
T
ra.
,
In',pois riamos, lembrando o episEdio.
Sabes que me arrependi - ela disse. Oerois que saiste da aula
me arrependi. Um guri t -ã'o bonito-, pens i uns beijinhos, um arretinho
rápido nao vinha7pmal... Te chamei. Mo voltas e... Ai fiquei com raiva
denunciei.
Calou-se. Fechou os olhos, pensou um pouco e disse, na mesma voz
sua
,b ri
e
no
ort -
ao meu amado, mas ele
a se tinha ido. Busq uei - o
C amei-o e no responde;
to? - perguntei•
Ho saes? - Riu.- No aprendeste nada, mesmo.,. Cantares de
Sal dão: ca Ttulo cinco, versTculo seis.
Esmáo, acariciei-lhe o rosto, o corpo - perfeito, apesar
dos anos. ..s ali deitados no apartamento dela, nus um raio de sol
ilumina va lhe
tornava irisada a delicada penugem - trigo
-
sn,4 2, tv.
requeno e - raso, era realmente uma taça cheia de 'um
i-uido1. t cioso
seios, cujos bicos eu umedecera-
az e
murmurei aninhando a cabe ca entre eles,
Ina.2os como eu sempre imaginara - e quentes, frementes
peq ue
,-,-
,
COMO
travessos.
Gaze l - O
isto? - perguntou, e a voz tornou-se rouca e
trmula com- adolescente excitada.
Pego
pelos cablos, atraiu meu rosto para junto do seu,
b2 ijou -M2.
C14,o qu_ sáo gze as.
se
,
murmwei. Uma esp -é- cie de Pomba. Náo será?
Náo m- respondeu Ao invè- s:
Vem cepréssa2 amado meu - sus urrou, e eu sabia do que estava
fa1 aïcto Cantares, cap
Ttul o
oito, versTculo-
/)?5( 6/2-
f/5
CAIITARES
Naquele ano fiquei doente - tive um pleuris perdi
quase u m -è- s
de aulas . A primeira coisa que me disseram quando voltei ao colégio:
Precisas ver a nova professora de Historia! Que mulher, rapaz.
dona boa.
Gernl.
era de dor Eu estava com quinze anos e - ainda abalado
pela doença - sentia-me ferver por dentro. A febre_ parecia ter se ins
tado em mim pra no mais me abandonar, para me consumir. Fogo da paixHo.
Maldito! Locc - quem scolhip ssimo estudante que eu era.
Corri oara a sala de au a.
Lã estava ela, a nova professora de H s -
toria, a Su "z..=WL.a.
No
mo umental. Morena, de olhos azuis -- - -- a combinain
que euçic-
E corpo perfeito, Pernas perfeitas e os seios
me faltam os
Verti ciem
moni
c'ivo s. Sei que naquele momento senti uma coisa, uma
C
cesabel na cadeira. E a ' fiquei de olhos vi ra-
.
argHos implacá- veis despejando torrentes de hor
o
neu&
um convalescente, que perigo.
Fez a chama
ndo chegou
, que voz. Macia. Era afrodisTaca„ aquela voz.
a vez respondi presente numa voz rouca e trmula,
Levantou a CCJCC
cont go? ,
me olhou (socorro!) curiosa: o que e que houve
caucie1, estive doente, s5 isto. Sorriu - Deus, eu mornâ- o n '- ;^. de ser nada, eu te ajudo a recuperar á matéria.
c ita a chamada, falou sobre os antigos heoreus. Era um povo guerreiro, afirmou, ihando; um povo pronto para o combate. Mas, acrescen, era também um povo sensual, Vejam, por exemplo, os Cantares de Saiom'ãoEla nao tira os olhos de murmurou o baixinho ao mau lado. Então,
no era so impressão minha .
s Gemi de novo.
Amanh'ã 'aremos ma sabatina anunciou eia, tc rin ndo a aula. Sobre
s hebres e L .
Vocs sabem, Salom -ão e os o u tros.
••
Naquela
tentava estudar lnUtii. rnente,
porque s
pen-
sava nelaquando meu pai encrou no quarto com um envelope na mio.
tava debaixo da porta disse.
Eu nunca recebia cartas. Intrigado, abri o enveloP
Um bilh
te
num papei rosado, adornado de flores:
Meu ven t re e como um t
Espero- te
na aula
da sabati""
cerca do
ios: Cantares 7,2.
ama a bem cedo. Vamos recapitular a mataria antes
9
1
13
te
Otrg, era umi gal! E eu, o que era? O lavrador, pronto
para a colhe ta do amor. Deus! Joguei-me na cama, gemendo de gozo. H
breus?em ueria saber deles? O travesseiro que eu beijava e acariciava 4,r?.:..;rena, a voluptuosa Sulami a.
Amei-a 4.,,,da a noite.
ais; e1ame esperava deitada, nua, o corpo moreno
as ,.;ouradas.. Amei-a nos trigais.
em
Amei a no
-
rios; eu me
ia7r;passeava
.^1
distraida entre os canteiros de
oxmava por tr -ãs, abraçava-a, beijava-lhe opescoço
íores. Amei-a no jardim.
14,4
casa
sob a
•:;r
"r'
sala de aula. AT foi r'5.pido fu
nos dois
eendend depois: seu maluquinho. Eu rindo. Amei-
na sala de aula.
Amei-a como ui
•
rei barbudo, feroz, de manto - coroa; ela,
asa sonhadora,tranças negras caindo sobre o vestido ricamente
.
"dado. PAel a esta concubina no terraço do palã- cio; ameia como
um rei. uase dormindo., amei-a mais uma vez, ali mesmo no meu quarto,
na minha cama.
Clareava o dia quando ela fi,alme te me de x u com um suave
o.
evantei -me, tonto lavei-me e fui para o colegio.
Fui o primeiro a chagar. Corri para a sala de aula, abri a
ortaii nqum.
Ser a que sonhei? - perguntei-me, dec
ri onado e ja ia saindo
quando vi, a minha carteira, uma folha de papel Rosado!
Apa h 1-
Meu
Mas ainda ha
tremul o.
o e como taça: vem b ber de
Cantares 7,2. Demorast
cc moo. Procura me na Biblioteca. 5ula.
-
Atrasado. Desgraçadamente atrasado. Mas o importante e que ela me
pa i
ava: convidava-me a beber d, sua taça. Ai, que eu bebia! Ai,
que
eu me embriagava.
V oei ,-ara a Biblioteca. A bibiiotecaria - uma feia, de cu os,
e sempre chegava cedo - estava la. E mais ningue .
Nova decepçao. rão me atrevi a perguntar nada afeiosa; e ainda
t ive de
çar, zanzando como se procurasse um livro.
então que
mesa, o papel rosado.
em ci
s são como 'azelas
us
- meas . Cantares 7,3. Não pude te es-
'r. Conversamos depois da sabatina.
Parar m
V oit
re
r01
a aula. Ja estavam todos sentados, escrevendo. Ela me
, t er c h e gado tarde.. Mas entendi muito bem . Não queassPm
Sentei-
as quest;Ses. Eu no tinha a menor icréia so-
sunt:.leuer maneira nao cons guiria escrever: no podia
Jentre onde o trigal maduro aguardava a s ga,
9105
puns
—
4
nados como gazelas (espécie de pomba?) t aves-
sas.
O pessoaterminando e saindo Po
a proximou•
aque
fim f i camos a s6s. Ela
perfum e.)
ias no esc r eveste nada - disse, surpresa.
me contive. Levantei-me, derrubando a cadeira, estendi-lhe
OS
b ços:.-)ulamita gemi Sulamita meu amor!
Recuou:
isto? O que ests pensando, debochado? Sai Anda, sai!
SaS. a fora
s oal me esperava. Riam. Como riam! Gazela, gaz
gritava o baixinho, numa voz fina zombeteira.
Fui para casa. Estou ralado, pensei. E estava mesmo: ela fez queixa a direço Me botaram para fora.
Muitos oos depois rTamo, lembrando o episódio
Sabes que me arrepend i
- ela disse. Depois que saiste da aula
me arr pendi. Um guri tão bonito pensei, uns beijinhos, um.arretinho
rapído,não vin a,mal Te chamei. Não voltaste.. Ai fiquei com raiva
e te
denuncie .
lou-s . Fechou os olhos, pensou um pouco e disse, na mesma voz
SU
Abri
porta ao meu amado, mas ele
e não o acrei.
a se tinha ido. Busquei-o
Chamei-o e não respondeu.
Que e isto.perguntei.
Não sat.)eRiu.- Não aprendeste nada, mesmo.. Cantares de
S alomão ca -4- tulo cinco, versTculo seis.
Estendi a mãacariciei-lhe o rosto, o corpo - perfeito, apesar
dos anos.
.•
tados, no apartamento dela, nus um raio de sol
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tornava irisada a delicada penugem - trigo
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e isto? - perguntou, e a voz tornou-se rouca e
.:na adolescente excitada.
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ueno e raso, era realmente uma taça cheia de um cs seios, cujos bicos eu umedecera-
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são gazeias?
ao.murmurei. Uma esp cie Po ba.. Não ser?
Não me respondeu. Ao invãs''
.Vem depressa,.amádo
meu
- sussurrou, eu sabia do que estava
falando: Cantares, capitulo oito, versTculo-
/571 3,0&/Ç
CANTARES
Naquele ano fiquei doente - tive um pleuris perdi quase um m -e- s
e aulas A primeira coisa que me disseram quando voltei
ao colê- gio:
Prec sas ver a- nova professora de Hist6ria! Que mulher, raPaz!
ue dona boa.
Gera'- era de dor Eu estava com quinze anos e - ainda abalado
pela doença - sentia-me ferver - -: por dentro. A febre_parecia ter se instado em mim para no mais fie abandonar, para me consumir. Fogo da paix
-ão.
Maldito, Logoquem escolhia: o pessimo estudante que eu era.
Cor- a sala de aula. Lá estava ela, a nova professora de Ristarja a Su
N -ão era
oumental.
Morena, de olhos azuis - a combinaçn
que eu .craIm .'.--
,ssTvel! E corpo perfeito, Pernas perfeitas, e os s *os
me faltam os aajevos. Sei que naquele momento senti uma coisa, uma
ve,Sentai, desabe], na cadeira. E ali fiquei, de olhos vidra dos,-.1„,.„2,---4, -rgaos implacáveis despejando torrentes de horm .6nio no sa ngueeu, um convalescente, que perigo:
Fez a
namrts. A .1.' que voz. Macia. Era afr disïaca, aquela voz..
Qu_ndo cheou a minha vez respondi presente numa voz rouca e trmulaLevantou - cabeça,
,
nn
olhou (socorro!) curiosa o que é" que houve
contigo 7 Nd, DalDuciei, estive doente
ra
s3 isto.
se, n -ão hE de ser nada, eu t_ ajudo a
Feita
rei ro,
Sorriu
Deus, eu mor-
recuperar à mataria.
chamada, falou sobre os antigos hebreus. Era um povo gu
a'irmo , me olhando; um povo pronto para o combate. Mas acrescen-
+t.era tamb jm um povo sensual. Vejam, por exemplo os Cantares de Saio-
mH-oEla
no cira os olhos d
no era s imPr s
ti, murmurou
baixinho ao meu
l ado.
Ento,
-a-
ao minha Gemi de novo.
Amanh'ã faremos uma sabatina, anunciou ela, teriinando a aula. Sobre
.0s . h breus e seus reis. Voc'e's sabem, Salom:ío e os outros.
-
•
Naquela noite et tentava estudar - inutilmente, porque s'15 pensava nela quando meu pai entrou no quar o com um envelope na mio.
a a d j :i xo da porta disse.
Et nunca recebia cartas. Intrigado, abri o envelope.
Um bilhete , num papei rosado, adornado de flores:
Meu ventre
e
como
um
de
Espero-te na aula amanh -á bem cedo.
da
sabat --a.,a,
lí rios:
Vamos recapit
Cantar s. 7 2.
a r a mataria an
Sldi9 ta.
O ventre era um arigal!
E eu, o que era? O lavrado , pron
para a colhei a do amor. Deus! Joguei-me na cama, gemendo de cozo. He reus? Quem eria saber dela? O travesseiro que eu beijava e acaria voluptuosa Sulami a!
ciava e
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Amei-a no jardi
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-eia me esperava deitada nua, o corpo moreno_
Ela passeava distraída entre os canteiros de
os; eu meacrava
as
r tr -ás, abraçava-a beijava-lhe o pescoço
;e as. Amei-a no jardim,
me-a, ousa-4
sob a mesa
uradas... Amei-a nos trigais.
n.à.
sala da aula.
AT foi raPido, furtivo, ns dois
me re eendendo depois: seu maluquinho! Eu rindo. Amei-
a na sala de aula.
Amei-a como
rei: rei barbudo, feroz, de manto e coroa; ela,
in.cesa sonhadora, tranças negras caindo sobre o vestido ricamente
o - ado.a esta contaubina no terraço do pai -á- cio; amei-;a como
.m
ai. Case dormindo amei-a mais uma vez ali mesmo no meu quarto,
na minha cama.
Clareava o dia quando ela finalmente me deixou, com um suav e
JoLevantei-me, tonto, iavei-rn e fui para o colégio.
primeiro a chega-. Corri para a sala aula, abri a
'porta Minguem.
PC gu t i-me decepcionado, e jã ia saindo
Ser -a»
uando vi, sobre a minha carteira, uma foina de papel Rosado!
Apanhei- tremulo.
Meu umbigo corno tara: vem beber dele. Cantares 7,2. Demoraste.
Mas ainda hj _empo. Procura-me na BibliotPca. Sul a.
Atrasado! Desgraçadamente atrasado! Mas ,por ante que ela me
perdoava: convidava me a beber de sua taça. Ai, que eu bebia! Ai, que
-
eu me ',-mbrigava!
Voei para a Biblioteca.
A bibliotecariauma Te a de 3culos,
ue sempre chegava cedo- estava la. E mais ningu
Nova decepço. No me atrevi a perguntar nada a feiosa; e ainda
e de di '5'- a.rçar, zanzando como se procurasse um livro.. Foi então que
i, em cima -- mesa papel rosado.
Meus se
perar mai
•
s so como gazelas g -émeas: Cantares 7,3. No pude te es
a aula. Conversamos depo
da sabatina.
S u.
Vo1 4--DEra › aula. J'ã" estavam todos sentados, escrevendo. Ela me
repreendeu
a ue os
te cacado tarde.
Sentei-me.
unto
CS
“
-
Mas entendi muito bem... No que-
-fiassem...
-me as quest3es. Eu no tinha a. menor idé- ia soar maneira no conseguiria escrever: no podia
daIa do ventre onde o trigal maduro aguardava a sega,
dos selos 4 -e empinados como gazelas (espécie de pomba?) traves-
sas.
O pe ssoal
fol terminando e saindo.
Por fim ficamos a ss.
E
Ela
se aproximou(aquele pe 'me- Mas no escreveste nada - disse surpresa.
e. Levantei -me, derrubando a cadeira, estendi-lhe
os braços aita, gemi Su amita meu amor!
Recuou:
-
Que s„. Isto? O que estas pensando, debochado? Sai Anda sai!
Sai. L
fora o pessoal me esperava. Riam. Como riam! Gazela, gaz
la - gritava o baixinho numa voz fina, zombeteira.
Fui par„, casa. Estou ralado, pensei. E estava mesmo: ela fez quei-
xa a - direr;w. Me botaram para fora.
Muit s
depois iamos, lembrando o episódio.
- Sabes que me arrependi? ela disse. Depois que sa ste da aula
me arrependi Um guri to bonito-, Pensei, uns beijinhos, um arretinho
ra , ido,nao virhaipmachamei. No voltaste.,. Ai fiquei com raiva
e te denunciei.
Calou-se. Fechou os olhos pensou um pouco e disse na mesma voz
s u a v e:
e não
bri
po
a ao meu amado, mas
-
e j 5. se tinha ido.
u quei-o
Chamei - e no respondeu.
Que
isto.perguntei.
e
No sabes? - Riu.- No aprendeste nada, mesmo... Cantares de
Salomão:
Ttulo cinco; versTculo seis.
Estendi a mio, acariciei-lhe o rosto, o corpo - perfeito, apesar
dos anos.ali deitados, no apartamento dela, nus, um raio de 01
iluminava-lhe o vent
rrrnA
n
tornava irisada a delicada penugem - trigo
eno e - raso, era realmente uma taça cheia ce um
'
os seios, cujos bicos eu umedeceraGazelas gémeasmurmurei aninhando a cabeça entre eles,
n,
empi
COflO ani
nados
eu sempre imaginara Tentes, frementes
a iz inhÕ-sS.
G azeg ,>.“::isto? - perguntou, e a-voz tornou-se rouca e
-'è"..mu a como ,-,,. de uia adolescente excitada.
os
abelos, atraiu meu rosto para
i?
nto do seu,
beijou me.
-
o que sáo gazelas?
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mur murei. Uma esp -écie
pomba.No ser?
me respondeu. Ao invê- s:
Vem depressa ) amadomeusussurrou, e eu sabia do que estava
ando: Cantares, capitulo oito, versTculo-
41(g/I
)41 /
CANTARES
Naquele ano fiquei doente. - tive um pleuris - e perdi quase um m
de aulas A primeira coisa que me disseram quando voltei ao colé
Que
-éss
- gio:
Precisas ver a nova professora de Hist ória! Que mulher, rapaz!
dona boa!
Ge,
de dor Eu estava com quinze anos e - ainda abalado
pe.a doença ntia-me ferver': por -dentro
. A feoreparecia ter se instado em mlm
par a no mais me abandonar, para me consumir.
Fogo da paixHo.
maldito,Logo a quem escolhia:pessimo estudante que eu era.
Corri oarz: a saia de aula. Lã- estava ela, a
nova
professora de His-
zraTt.
Dcaa _ numental. Morena, de olhos azuis
- - a combina,n
corpo perfeito, pernas perfeitas, e os seios
Sei que naquele momento senti uma coisa uma
verti gam.
-;:es desabei na cadeira. E a. fiquei
de o
.
zo
vidra-
org .jos implacj eis despejando torrentes de hor-
ror/ O rlo san eu,, convalescente
Fe. a chama
que perigo.
e voz. Macia. Era afrodisíaca aquela
Quando che-a minha vez respondi presente numa voz rouca e trmula.
olhou (socorro!) curiosa: o que que houve
con go?h p
, esti/e do nte, so StO CYi1Deus eu mor-
,,nao na
denada, eu L.P ajudo a r2cuparar a ma
--jria.
Fa chama a, falou sobre os antigos hebreus. Era um povo gu r-
rei
o, a
irmou, me olhando; um povo Pronto Para
tou, era tamb'jm um povo sensual Vejam,
por
o combate. Mas, acrescen-
exemplo os Cantares de sai o
djo
c.a n -ã> o tira os o hos de m rm ou o baixinho ao meu lado. Ent7
,ão,
nci era so impe
são minha! Gemi de novo.
A'ia nhure, s ma sabatina, anunciou ela, te rminando a aula. Sobre
.ebrefs.. Voces sabem, Salom'a- 0 P os outros.
Naquela noite, eu tentava estudar - inutilmente, porque so pensava nela - quando meu pai entrou no quarto com um envelope na mio.
Estava debaixo da porta, disse.
Eu nunca recebia cartas. Intrigado, abri o envelope.
Um bilhete, n'm papel rosado, adornado de flores:
Meu ven t re e como um t i a cercado de 1 -frios: antares. 7,2.
Espero-te na - , 1a, amanha bem cedo. Vamos recasitulara mataria ante
da sabatica. Tua Sulamita.
O vent a um trigal! E eu o que era? O lavrador, pronto
para a colheita do amor. Deus! Joguei-Me na cama, gemendo de gozo. H
'eus? Quem Queria saber deles? O tr a vesseiro que eu beijava e acaricava era a - eia, a voluptuosa SuTa,ita .t
Ame
to d a a noite.
A,; ela me esperava deitada, nua, corpo moreno
emol du
zas douradas... Amei-a nos trigais.
P
Amei-a
!aEla passeava distra .fda entre os canteiros
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.•••
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Ps. Amei-a no jardim,
na sala de aula.
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foi r -ápido,-fu r
- tiv , nos dois
so a mela ma eoreendendo d Pois: seu maluquinho! Eu rindo. Ame
a ia sala de aula.
Amecomo m rei: rei barbudo, feroz de manto e coroa; ela,
pr nc sa sonhador, tranças ne ras caindo sobre o vestido ricamente
bordado.
Ame
a esta concubina no terraço do pa ácio; ame -a como
um rei.ase dormindo, amei -a mal s uma vez ai me smo no meu quarto,
na minha cama.
Clareava o dia quando ela finalmen e me deixou, com um suave
bl o.L. antei -me, ton o, lavei-me e fui para o colf-Sgio.
Fui o Primeiro a ch,..gar. Corri para a sala de aula abri a
Ser a que st) lhperguntei-me dec ocionado, eja ia saindo
ni_ando
sobre a minha carteira, uma folha de pape . Rosado!
Apanhe-0 tremulo.
Meu umbigo -é: como
—
ca: vem beber de
Cantares
7,2. DemorasteS
- tempo. Pr cura-me na Biblioteca.
Mas ainda h j
Atrasado. Desgraçadamente atrasado! Wls . o impo ta te é. (1 a ela me
perdoava: convidava-me beber de sua taça. Ai, que eu bebia! Ai, que
me ernbriagava!
Voei,,,,, a Biblioteca. A bibliotec -áriauma feia, de Bculos
que se mpre chegava cedo
estava la. E mais n nguem.
-
Nova dezepçao. No me atrevi a perguntar nada a feiosa; e ainda
tive de disfarçar, zanzando como se procurasse um li vro . roi eno
H que
vi em cima ca mesa, o Papel rosado.
se nS SAG
Meu
e a'
Volte
ara
gazelas qmeas: Cantares 7,3.
aula.
N -áo pude te es-
Conversamos depois da sabatina.
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ula. J ..á. estavam todos sentados, escrevendo. Ela me
preencie r". ta
gado tarde. . Mas entendi muito bem... No que -
,)
nflassem..
'ente3
E
U TI
Ditou me as que stões. Eu no tinha a menor idéia s
-
ar
aneira no conseguiria escrever:
no podia
-clo ventre onde o trigal maduro aguardava a sega,
,oinados
como gazelas specie de pomba?) t aves,
O -terminando e saindo. Por fii ficaojs a
s5s.1a
ap=.1e p rrume!
-
--veste nadadisse, surpresa.
ntiveva tei me, derrubando a cadei rc, est endi
O s braos:
-
be
S , lamita gemi, Sulamita meu amor.
ecuo..
ue a s o? O quetjs pensando, dbo hado? Sai: Anda, saif
Sai.
grita
Lora o pes oal me sperava. Riam. Como riam. Gaze a, gaze
o baixinho numa voz fina, zombeteira.
ui para casa. Estou ralado, pensei.
E estava mesmo: ela fez quei-
xadi ocao. Me botaram para fora.
ui .„os adepois rias, lernorando o episõdio
- Sah.s que iC arrependi? - ela disse. Depois que saiste da aula
n.
arrependi. Um guri tão bonito-; pensei, uns beijinhos, um arretinho
apido/ não vinhamal... Te chamei. Não voltaste AT fiquei com raiva
enun
Calou-se. Fechou os olhos, pensou um pouco e disse, na mesma voz
sua e:
Abri
porta ao meu amado, mas ele jã se tinha ido. Busquei-o
não o acne.i. Chamei-o e não respondeu.
Queisto? - perguntei.
Hão sabes? - Riu.- Não aprendeste nada, mesmo.. Cantares
Sal mão: ftulo cinco, versTCulo seis.
mao, acariciei-lhe o rosto, o corpo - perfeito, apesar
dos anos.
N
s ali deitados, no apartamento dela, nus um raio de sol
ILuminava-lhe vntre, tornava irisada a delicada penugem - trigo
co
cuido
::equeno e raso, era realmente uma taça cheia --de Um
EH
seios, cujos bicos eu umedecera-
aze1 as geme as
peque
murmurei ) aninhando a cabeça entre eles,
como eu sempre imaginara - e quentes, frementes
4
-
maIz
Gazelas?
O- isto? - perguntou, e a voz tornou-se rouca e
trmula
como a deuma- adolescente excitada.
Pe9•u- cabelo s, atraiu meu rosto para junto do seu,
beijou-me.
são gazeias?
sei. murmurei. Uma especie de pomba.. Não ser .j?
espondeu. Ao invs:
Vem pr ss a; amado nu sussurrou
•-r
ando: Cantares, cap u o oito, versTculo-
eu sabia do que estava
CANTARES
Naquele ano fiquei doente - tive um pleuris - e perdi quase um m'ês
de aulas. A orim ira coisa que me disseram quando voltei ao colégio:
Precisas ver a- nova professora de História! Que mulher, rapaz!
lue dona bo
Gemi.c era de dor. Eu estava com quinze anos e - ainda abalado
pela doença - sentia-ma ferver:: por dentro. A febre_padecia ter se instado em mim para no mais me abandonar, para me consumir.. Fogo da paixão..
Maldito,Loca a quem escolhia: o p ssimo estudante cgi.e eu era.
Corri
LJf
a sala de aula. LH estava ela, a nova professora de His
ia, a Su
ao era
ue eu:
ria
nonumental. Morena, de olhos azuis - - - a combinn
-
,*
7, 4
',44. 4 •-.4
E corpo perfeito, pernas perfeitas e os seios
- Itam os dc3evos. Sei que naquele momento senti uma coisa
s uma
gera. 'Sente],-s uesabei, na cadeira E ali fiquei de olhos vidrados,cabeça
orgHos implacHvels despejando torrentes de hor-
mon
no
sangue
-
eu um convalescente, que perigo!
az a _ amn.;.,-, . rt, .;,, que voz. Macia. Era afrodisïaca, aquela voz...
uado Chegou a lnrrla vez respondi presente numa voz rouca e trmula.
anto a , abeça ria olhou (socorro) curiosa: o que e que hou
coritig • Nada
ria!
bal b ciei, estive doente s isto. Sorriu - Deus, eu moi
se, no hg de nada eu te ajuco a recuperar a mataria.
Feita e chamada, falou sobre os antigos hebreus. Era um povo guer reiro, afirmou me olhando.; um povo pronto para o combate. Mas, acresce
tcu, era tambm um povo sensual. Vejam, por exemplo, os Cantares de SalomHonao tira os
hos de
murmurou o baixinho ao meu lada. E uao,
nzi - era s5 impressá- o minha! Gemi de novo.
Amanha faremos uma sabatina anunciou ela, terminando a .aula. Sobre
os hebreus e seus reis. Voc'e's sabem , Saloma-..o e os outros.
PI que aa , a estudar - inutilne te, porque - pensava siela quando me , pai entrou no quarto com um envelope ia m -ão.
Estava d b ixo da por .a, disse.
Eu nunca recebi - cartas. Int igado, abri o envelope.
Um bilhete, num papel rosado, adornado de flores:
v
Meu
Espero- 4-
ntre e como um tr°
,a sabat
-r
cercado de lirios: Cantares7 2.
amanh -j bem cedo. Vamos recapitular
a
mataria antes
Sulamita.
Øventr era um trigal. E eu, o que era? O lavrador, pront o
para a cdo amor! D-us. Joguei-me na cama, gerneido de gozo
breus? Q em
ria saber deles? O travesseiro que eu beijava e acari-
ciava era
a voluptuosa Sulamita.
Ame
4.r"
a
a 'noite.
c lame esperava deitada, nua, o corpo moreno
-
emolduro
ouradas. Amei-a nos trigais.
Amei-a no jaíEla passeava distraTda entre os canteiros de
os;
calamos e -
aya por tr .5s, abraçava- beijava-lhe o pescoço
es. Amei-a no jardim.
.n,,.,......, ,.: sana sala de aula. AT foi rapido, furtivo, nos dois
sob aelarepreendendo depois: seu maluquinho! Eu rindo. Ameia na sala de aula.
Amei-a como um rei: rei barbudo, feroz, de manto e coroa; ela,
Princesa so =adora, tranças negras Caindo sobre o vestido ricamente
bordado. concubina no terraço do palácio; amei-a como
um rei. Quase dormindo, amei-a mais uma vez, ali mesmo no meu quarto,
na m nha _ama.
Clareava o dia quando ela finalmente me deixou, com um suav e
bu jo»Levant -me, tonto, lavei -m, e fui para o cai -égio.
Fui o p r imeiro a chegar. Corri para a sala de aula, abri a
r(-aNinguem.
Sera que nP ,-rguntel - me, decepcionado.) e jj ia saindo
quando vi, sohrc a m i n h a carteira, uma -Folha de papel. Rosado!
Apan,el-o, tremulo.
Meu umbigo e como taça. vem beber dele: Cantares 7,2. Demoraste.
Mas ainda hã' tempo.Procura-me na Biblioteca• Sula.
Atrasado! Desgraçadamente atrasado'! Nas o importante e que ela me
perdoava: convidava-me a beber de sua taça. Ai qu eu bebia! A' que
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embriagava!
voei para a Biblioteca. A bibliotecaria - uma feia, de
-ócul s,
que sempre chegava cedo estava I. E mais ninguam.
pçao. Nao me atrevi a perguntar nada a feiosa; e ainda
tive de disfarçar, zanzando como se procurasse um livro. Foi então que
vi em cima da mesa, o papel rosado.
so como gazeias g -é:meas: Cantares 7,3. NH- 0 pude te es-
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perar mais.
ra a aula. Conversamos depois da sabatina
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O pessoal foi terminando e saindo.
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se aproximou(aquele .oes »me.
Mas
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escreveste nada!disse, surpresa.
Levantei-me, derrubando a cadeira, estendi-lhe
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gemi, Sulamita
meu
amor!
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-
estas pensando, debochado? Sai! Anda, sai!
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Gazela, gaze-
ava o baixinho, numa voz fina, zombeteira.
Fui para casa. Estou raiado, pensei. E estava mesmo: ela fez queixadireção.. Me botaram para fora,
tos anos depois rTamos, lembrando epis dio.
Sabes que me arrependi. - ela disse. Depois que saiste da aula
me arrependi. Um guri tTão bonito, ensei, uns beijinhos, um arretinho
rjpido,no iinharpmal.. Te chamei. Wão voltaste. AT fiquei com raiva
denunciei.
Calou-se. Fe ou os olhos, pensou um pouco e disse, na mesma voz
a
Abri
porta ao meu amado
nio•o ac.
Chamei-o
mas ele ja se tin a ido. Busquei-o
nao respondeu.
Queisto. perguntei.
es? - Riu.- No aprendeste nada, mesmo.. Cantares d
Salom'ão:
caotuio
Es tendi
o, versTculo seis.
a mHo, acariciei-lhe o rosto, o corpo - perfeito, apesar
dos anos.
- s adeitados, no apartamento dela, nus, um raio de sol
nav -Ine
tre, tornava irisada a delicada penugem - trigo
nia d ur,:0„ ; ,eno e raso, era realmente uma taça cheia de - um
seios, cujos bicos eu umedecera- murmurei aninhando a cabeça entre eles,
os e empl c. -os r- cmo eu sempre imaginara Quentes, frementes
c omo
-avessos.
Gazelas?
çreniula como
7_1
isto? - perguntou, e a voz tornou-se rouca e
adolescente excitada.
Pego me -9iOS cab los, atraiu meu rosto para ju to do seu,
-íjou-me.
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murei. Uma especie
me respondeu
pomba. No ser'S?
Ao inves:
Vem ,,eoressa amado meu - sussurrou, e eu sabia do que estava
falando: Cantares, capTtulo oito, ve sTculo-
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