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Ficha - SETA

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Ficha - SETA
FICHA DE ACTIVIDADES Nº 24
INTRODUZIR EXÓTICAS
- O LAGOSTIM-DE-ÁGUA-DOCE
(PROCAMBARUS CLARKII)
Fotografia de João Palmela
Quando passeamos à beira de uma ribeira, ou da albufeira de qualquer barragem, já todos fomos
confrontados com a presença dos Lagostins de água doce.
Podemos até achar-lhes graça.
Mas vale a pena olharmos um pouco mais atentamente para esta espécie:
O Procambarus clarkii também chamado Lagostim Vermelho da Louisiana é um Artrópode (Filo)
Crustáceo (Sub-filo) Decápode (Ordem) da família Cambaridae, que chega a viver 2 anos e a atingir
15 cm de comprimento.
Como os restantes crustáceos, quando cresce deixa de caber no seu exosqueleto e tem que se
desfazer dele. Nessa altura (ecdise), enquanto o novo não se forma e ganha rigidez ele esconde-se
muito e não se deixa ver, pois a sua carapaça é a sua grande protecção. Este seu exosqueleto
adquire as cores dos locais onde habita, para melhor se mimetizar.
Como o próprio nome indica ele é originário dos Estados Unidos da América (do Estado de Louisiana)
e, por ser bonito, foi introduzido, julga-se que no Sul de Espanha. Efectivamente aqueles que o
introduziram, não tomaram em atenção que ele é muito voraz e que tem um regime alimentar muito
diversificado. Ele provoca danos nas plantas mas também se alimenta de ovos e alevins dos outros
seres vivos (ou mesmo pequenos peixes) que habitam os cursos de água.
Em Portugal, ele tem causado danos muito graves nos arrozais pois alimenta-se das plântulas ainda
tenras e não as deixa por isso atingir a frutificação, provocando desequilíbrios muito significativos
entre as plantas e os animais.
Quando uma espécie exótica é introduzida, nunca são com ela introduzidas as espécies com as quais
estabelece relações alimentares. Por isso, o novo ecossistema pode não ter mecanismos de auto-regulação e a espécie pode então adquirir características de infestante. Do mesmo modo ela pode
trazer consigo doenças e pestes para as quais o novo
ecossistema possa não ter “imunidades”.
Por tudo isto, a introdução de novas espécies deve ser
sempre acautelada, estudando bem o seu papel nos
ecossistemas e a forma como ela irá assumir-se como
competidora no novo ecossistema.
A introdução do Lagostim de água doce entre nós também
pode ter sido devida ao seu potencial económico. A
Wikipedia
espécie tem bons e rápidos crescimentos e, na Louisiana, ela é utilizada na alimentação humana.
Infelizmente, entre nós, talvez por dispormos de outros “mariscos” de melhor qualidade, ela não tem
grande aceitação culinária e ainda não faz parte da nossa gastronomia. Provavelmente se tivéssemos
ou adquiríssemos esse hábito, a pressão de procura seria suficiente para controlar os efectivos e
evitar que estes se tornassem uma praga.
Actividade:
Aqueles que têm ou já tiveram aquários, sabem que, por vezes, os animais em cativeiro atingem
dimensões em que o próprio aquário já não tem possibilidade de os suportar. Isso acontece com
peixes, crustáceos e até tartarugas. O que fazer então ?
Como exercício, poderemos simular a situação.
Poder-se-ia libertar o animal ao ar livre ? Abandonar-se num canto ? Matar-se ?
Provavelmente seria interessante conhecer que entidades poderiam receber os animais em questão,
sem que estes viessem a constituir problemas, ou então aconselhar-nos a encontrar a melhor
solução.
Mediante uma pesquisa, pretende-se criar uma bolsa de contactos que poderiam ajudar nestas
situações…
Entidade
Ficha elaborada por
Fernando Louro Alves em Out. 2009.
Contactos
SETA - Soc.Port. para o Desenvolvimento Educação e Turismo Ambientais
Portuguese Society for the Development of Environmental Education and Eco-Tourism
[email protected]
Lisboa - Portugal
Tel. + 351 96 4517120 Fax. + 351 21 7575019
http://www.seta.org.pt
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