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orientações básicas na elaboração do artigo científico

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orientações básicas na elaboração do artigo científico
FACULDADE DE ENSINO REGIONAL ALTERNATIVA – FERA
III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
ORIENTAÇÕES BÁSICAS NA ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO
(COLOCAR O TÍTULO DO ARTIGO)
O nome RESUMO centralizado e em negrito /
Espaço simples / Tamanho 11 / No resumo
deve conter de 100 a 250 palavras / Não tem
recuo
Título em maiúsculo /
Centralizado Fonte 14
NOME DO AUTOR1
NOME DO COAUTOR (ES)2
NOME DO ORIENTADOR (se houver)3
RESUMO
Devem vir a
margem direita
Este texto trata a respeito das Normas da ABNT com a finalidade de orientar os acadêmicos
da Pós-Graduação lato sensu sobre a produção de Artigos Científicos procurando
estabelecer, de forma sintética, os principais cuidados a ter na escrita do texto científico.
Neste sentido, descreve-se sequencialmente, os sucessivos componentes para a
construção do texto cientifico. Ou seja, com uma quantidade predeterminada de palavras,
onde se expõe o objetivo do artigo, a metodologia utilizada para solucionar o problema e os
resultados alcançados.
Palavras-chave: Artigo. Construção. Produção. Texto.
Palavras-chave: em
Colocar em ordem alfabética / Separados por
ponto / De 3 a 5 palavras / Tiradas do resumo
ABSTRACT
This text is about the ABNT rules in order to guide academics broad sense Graduate on
production Scientific articles seeking to establish, in summary form, the main precautions to
take in the writing of scientific text. In this sense, it describes sequentially successive
components for the construction of scientific text. Le, a predetermined amount of words,
where it exposes the purpose of the article, the methodology used to solve the problem and
achievements.
Keywords: Article. Construction. Production. Text.
É o resumo traduzido
para o inglês
Nota de Rodapé em espaço simples / Tamanho 10
/ Breve currículo do autor , coautores e
1
Breve currículo de formação.
Breve currículo de formação.
3 Breve currículo de formação
2
1
FACULDADE DE ENSINO REGIONAL ALTERNATIVA – FERA
III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
Não precisa
numerar os títulos
INTRODUÇÃO
Na INTRODUÇÃO deve conter
de 4 a 6 parágrafos
O objetivo da Introdução é situar o leitor no contexto do tema pesquisado,
oferecendo uma visão global do estudo realizado, esclarecendo as delimitações
estabelecidas na abordagem do assunto, os objetivos e as justificativas que levaram
o autor a tal investigação para, em seguida, apontar as questões de pesquisa para
as quais buscará as respostas. Deve-se, ainda, destacar a Metodologia utilizada no
trabalho. Em suma: apresenta e delimita a dúvida investigada (problema de estudo o quê), os objetivos (para que serviu o estudo) e a metodologia utilizada no estudo
(como) e a justificativa.
O Artigo Científico deverá conter de 12 a 15 páginas, exceto as referências.
As margens são formadas pela distribuição do próprio texto, no modo
JUSTIFICADO, dentro dos limites padronizados, de modo que a margem direita
fique reta no sentido vertical, com as seguintes medidas:

Superior: 3,0 cm

Esquerda: 3,0 cm

Direita: 2,0 cm

Inferior: 2,0 cm
A paginação deve ser colocada no canto inferior, a 2 cm da borda do
papel com algarismos arábicos e tamanho da fonte menor, sendo que na primeira
página não leva número, mas é contada.
O espaçamento entre as linhas é de 1,5 cm. As notas de rodapé, o resumo,
as referências, as legendas de ilustrações e tabelas, as citações textuais de mais de
três linhas devem ser digitadas em espaço simples de entrelinhas. As referências
listadas no final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço duplo.
A denominação DESENVOLVIMENTO não deve ser utilizada; o que deve constar são os títulos e subtítulos
DESENVOLVIMENTO E DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
2
FACULDADE DE ENSINO REGIONAL ALTERNATIVA – FERA
III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
Nesta parte do artigo, o autor deve fazer uma exposição e uma discussão das
teorias que foram utilizadas para entender e esclarecer o problema, apresentandoas e relacionando-as com a dúvida investigada;
Paginação na parte inferior, a

partir da
página
Apresentar as demonstrações dos argumentos teóricos
e segunda
/ ou de
resultados
que as sustentam com base dos dados coletados;
Neste aspecto, ao constar uma Revisão de Literatura, o objetivo é de
desenvolver a respeito das contribuições teóricas a respeito do assunto abordado.
O corpo do artigo pode ser dividido em itens necessários que possam
desenvolver a pesquisa. É importante expor os argumentos de forma explicativa ou
demonstrativa, através de proposições desenvolvidas na pesquisa, onde o autor
demonstra, assim, ter conhecimento da literatura básica, do assunto, onde é
necessário analisar as informações publicadas sobre o tema até o momento da
redação final do trabalho, demonstrando teoricamente o objeto de seu estudo e a
necessidade ou oportunidade da pesquisa que realizou.
Quando o artigo inclui a pesquisa descritiva apresentam-se os resultados
desenvolvidos na coleta dos dados através das entrevistas, observações,
questionários, entre outras técnicas.
Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho extremamente
sucinto, exige-se que tenha algumas qualidades: linguagem correta e precisa,
coerência na argumentação, clareza na exposição das ideias, objetividade, concisão
e fidelidade às fontes citadas. Para que essas qualidades se manifestem é
necessário, principalmente, que o autor tenha um certo conhecimento a respeito do
que está escrevendo.
Quanto à linguagem científica é importante que sejam analisados os
seguintes procedimentos no artigo científico:

Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular;

Objetividade: a linguagem objetiva – deve afastar as expressões: “eu penso”,
“eu acho”, “parece-me” que dão margem a interpretações simplórias e sem
valor científico;

Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racional,
firmada em dados concretos, onde pode-se apresentar argumentos de ordem
subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico;
3
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III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.

Vocabulário técnico: a linguagem científica serve-se do vocabulário comum,
utilizado com clareza e precisão, mas cada ramo da ciência possui uma
terminologia técnica própria que deve ser observada;

A correção gramatical é indispensável, onde se deve procurar relatar a
pesquisa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas,
intercaladas com parênteses, num único período. O uso de parágrafos deve
ser dosado na medida necessária para articular o raciocínio: toda vez que se
dá um passo a mais no desenvolvimento do raciocínio, muda-se o parágrafo.

Os recursos ilustrativos como gráficos estatísticos, desenhos, tabelas são
considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no texto,
tendo suas fontes citadas em notas de rodapé. (PÁDUA, 1996, p. 82).
Para a redação ser bem concisa e clara, não se deve seguir o ritmo comum
do nosso pensamento, que geralmente se baseia na associação livre de ideias e
imagens. Assim, ao explanar as ideias de modo coerente, se fazem necessários
cortes e adições de palavras ou frases. A estrutura da redação assemelha-se a um
esqueleto, constituído de vértebras interligadas entre si. O parágrafo é a unidade
que se desenvolve uma ideia central que se encontra ligada às ideias secundárias
devido ao mesmo sentido. Deste modo, quando se muda de assunto, muda-se de
parágrafo.
Um parágrafo segue a mesma circularidade lógica de toda a redação:
introdução, desenvolvimento e conclusão. Convém iniciar cada parágrafo através do
tópico frasal (oração principal), onde se expressa a ideia predominante. Por sua vez,
esta é desdobrada pelas ideias secundárias; todavia, no final, ela deve aparecer
mais uma vez. Assim, o que caracteriza um parágrafo é a unidade (uma só ideia
principal), a coerência (articulação entre as ideias) e a ênfase (volta à ideia
principal).
A condição indispensável de uma boa redação científica é a clareza e a
precisão das ideias. Saber-se-á como expressar adequadamente um pensamento,
se for claro o que se desejar manifestar. O autor, antes de iniciar a redação, precisa
ter assimilado o assunto em todas as suas dimensões, no seu todo como em cada
uma de suas partes, pois ela é sempre uma etapa posterior ao processo criador de
ideias.
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III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
Aos títulos das seções recomenda-se que seja em CAIXA ALTA e em
NEGRITO, com fonte 12. É importante lembrar que é necessário limitar-se o
número de seção ou título em, no máximo até cinco vezes; se houver necessidade
de mais subdivisões, estas devem ser feitas por meio de alíneas.
Os termos em outros idiomas devem constar em itálico, sem aspas.
Exemplos: a priori, on-line, savoir-faires, know-how, apud, et al, idem, ibidem, op.
cit. Para dar destaque a termos ou expressões deve ser utilizado o itálico. Evitar o
uso excessivo de aspas que “poluem” visualmente o texto.
NORMAS DE APRESENTAÇÃO DO ARTIGO
O texto deve ser digitado em papel formato A4 (210 mm X 297 mm) em cor
preta com exceção das ilustrações.
Deve ser usada fonte tipo Times New Roman ou Arial, tamanho 12 para o
corpo do texto e menor para as citações longas, notas de rodapé, paginação e
legendas das ilustrações, não devendo ser utilizados para efeito de alinhamento
barras ou outros sinais na margem lateral do texto.
ALÍNEAS
De acordo com Müller, Cornelsen (2003, p. 21), as alíneas são utilizadas no
texto quando necessário, obedecendo a seguinte disposição:
a) no trecho final da sessão correspondente, anterior às alíneas, termina por
dois pontos;
b) as alíneas são ordenadas por letras minúsculas seguidas de parênteses;
c) a matéria da alínea começa por letra minúscula e termina por ponto e
vírgula; e na última alínea, termina por ponto;
d) a segunda linha e as seguintes da matéria da alínea começam sob a
primeira linha do texto da própria alínea.
ILUSTRAÇÕES E TABELAS
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As ilustrações compreendem quadros, gráficos, desenhos, mapas e
fotografias, lâminas, quadros, plantas, retratos, organogramas, fluxogramas,
esquemas ou outros elementos autônomos e demonstrativos de síntese necessárias
à complementação e melhor visualização do texto. Devem aparecer sempre que
possível na própria folha onde está inserido o texto, porém, caso não seja possível,
apresentar a ilustração na própria página.
Quanto às tabelas, elas constituem uma forma adequada para apresentar
dados numéricos, principalmente quando compreendem valores comparativos.
Conseqüentemente, devem ser preparadas de maneira que o leitor possa
entendê-las sem que seja necessária a recorrência no texto, da mesma forma que o
texto deve prescindir das tabelas para sua compreensão.
Recomenda-se, pois, seguir, as normas do IBGE:
a) A tabela possui seu número independente e consecutivo;
b) O título da tabela deve ser o mais completo possível dando indicações claras
e precisas a respeito do conteúdo;
c) O título deve figurar acima da tabela, precedido da palavra Tabela e de seu
número de ordem no texto, em algarismo arábicos;
d) Devem ser inseridas mais próximas ao texto onde foram mencionadas;
e) A indicação da fonte, responsável pelo fornecimento de dados utilizados na
construção de uma tabela, deve ser sempre indicada no rodapé da mesma,
precedida da palavra Fonte: após o fio de fechamento;
f) Notas eventuais e referentes aos dados da tabela devem ser colocadas
também no rodapé da mesma, após o fio do fechamento;
g) Fios horizontais e verticais devem ser utilizados para separar os títulos das
colunas nos cabeçalhos das tabelas, em fios horizontais para fechá-las na
parte inferior. Nenhum tipo e fio devem ser utilizados para separar as colunas
ou as linhas;
h) No caso de tabelas grandes e que não caibam em uma só folha, deve-se dar
continuidade a mesma na folha seguinte; nesse caso, o fio horizontal de
fechamento deve ser colocado apenas no final da tabela, ou seja, na folha
seguinte. Nesta folha também são repetidos os títulos e o cabeçalho da
tabela.
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CITAÇÃO DIRETA
As citações podem ser feitas na forma direta ou na indireta. Na forma direta
devem ser transcritas entre aspas, quando ocuparem até três linhas impressas,
onde devem constar o autor, a data e a página, conforme o exemplo: “A ciência,
enquanto conteúdo de conhecimentos, só se processa como resultado da
articulação do lógico com o real, da teoria com a realidade”. (SEVERINO, 2002, p.
30).
As citações de mais de um autor serão feitas com a indicação do sobrenome
dos dois autores separados pelo símbolo &, conforme o exemplo: Siqueland &
Delucia (1990, p. 30) afirmam que “o método da solução dos problemas na avaliação
ensino- aprendizagem apontam para um desenvolvimento cognitivo na criança”.
Quando a citação ultrapassar três linhas, deve ser separada com um recuo de
parágrafo de 4,0 cm, em espaço simples no texto, com fonte menor:
Severino (2002, p. 185) entende que:
A argumentação, ou seja, a operação com argumentos,
apresentados com objetivo de comprovar uma tese, funda-se na
evidência racional e na evidência dos fatos. A evidência racional, por
sua vez, justifica-se pelos princípios da lógica. Não se podem buscar
fundamentos mais primitivos. A evidência é a certeza manifesta
imposta pela força dos modos de atuação da própria razão.
No caso da citação direta, deve-se comentar o texto do autor citado, e nunca
concluir uma parte do texto com uma citação.
No momento da citação, transcreve-se fielmente o texto tal como ele se
apresenta, e quando for usado o negrito para uma palavra ou frase para chamar
atenção na parte citada usar a expressão em entre parênteses (grifo nosso). Caso
o destaque já faça parte do texto citado usar a expressão entre parênteses: (grifo
do autor).
A supressão de uma ou mais palavras da citação deve ser indicada,
utilizando-se no local da omissão, três pontos, precedidos e seguidos por espaços,
no início ou final do texto e entre parênteses, no meio.
... No início o no final do texto
(...) no meio do texto
Exemplo: ... A adolescência é a fase da vida em que a pessoa se
individualiza, descobre de que atividades e matérias na escola gosta e não gosta,
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III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
que tipos de amigos quer, que tipo de identidade pretende ter e assim por diante (...)
Por todas essas razões, a adolescência é um período particularmente delicado – e
os adolescentes estão expostos a riscos particularmente altos de depressão...
CITAÇÃO INDIRETA
A citação indireta, denominada de conceitual, reproduz ideias da fonte
consultada, sem, no entanto, transcrever o texto. É “uma transcrição livre do texto do
autor consultado” (ABNT, 2001, p. 2). Esse tipo de citação pode ser apresentado por
meio de paráfrase quando alguém expressa a ideia de um dado autor ou de uma
determinada fonte.
A paráfrase, quando fiel à fonte, é geralmente preferível a uma longa citação
textual, mas deve, porém, ser feita de forma que fique bem clara a autoria.
Exemplo: A globalização implica uniformização de padrões econômicos e culturais
em âmbito mundial (LOPEZ, 2003).
CITAÇÃO DE CITAÇÃO
A citação de citação deve ser indicada pelo sobrenome do autor seguido da
expressão latina apud (significa citado por, conforme, segundo, ou seja, é quando
um autor cita outro autor) e do sobrenome da obra consultada. Ou seja, é a
transcrição de um texto em que não se teve acesso ao original. É citar um autor que
foi citado no documento que se tem em mãos. Exemplo: Lênin apud Minayo, 2001,
p. 16.
NOTAS DE RODAPÉ
As
notas
de
rodapé
destinam-se
a
prestar
esclarecimentos,
tecer
considerações, que não devem ser incluídas no texto, para não interromper a
seqüência lógica da leitura. Referem-se aos comentários e/ou observações pessoais
do autor e são utilizadas para indicar dados relativos à comunicação pessoal.
Para fazer a chamada das notas de rodapé, usam-se os algarismos arábicos,
na entrelinha superior sem parênteses, com numeração progressiva nas folhas. São
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digitadas em espaço simples em tamanho 10. Exemplo de uma nota explicativa: A
hipótese, também, não deve se basear em valores morais. Algumas hipóteses
lançam adjetivos duvidosos, como bom, mau, prejudicial, maior, menor, os quais não
sustentam sua base científica3.
MATERIAIS E MÉTODOS
O autor do Artigo Científico deverá especificar qual tipo de pesquisa foi
utilizado no desenvolvimento do estudo. Existem várias formas de classificar as
pesquisas. As formas clássicas de classificação serão apresentadas a seguir:
Do ponto de vista da sua natureza, pode ser:

Pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço
da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses
universais.

Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática
dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses
locais.
Do ponto de vista da forma de abordagem do problema pode ser:

Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que
significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e
analisa-las.
Requer
o uso
de recursos e de técnicas
estatísticas
(percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de
correlação, análise de regressão, etc.).

Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o
mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo
e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A
interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no
processo de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas
estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o
pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a
analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos
principais de abordagem.
3
Contudo nem todos os tipos de investigação necessitam da elaboração de hipóteses, que podem
ser substituídas pelas “questões a investigar”.
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Quanto aos fins, a pesquisa pode ser:

A investigação exploratória é realizada em área na qual há pouco
conhecimento acumulado e sistematizado. Por sua natureza de sondagem,
não comporta hipóteses que, todavia, poderão surgir durante ou ao final da
pesquisa. É, normalmente, o primeiro passo para quem não conhece
suficientemente o campo que pretende abordar.

A pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de
determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis
e definir sua natureza. Não tem compromisso de explicar os fenômenos que
descreve, embora sirva de base para tal explicação. Pesquisa de opinião
insere-se nessa classificação.

A investigação explicativa tem como principal objetivo tornar algo inteligível,
justificar-lhe os motivos. Visa, portanto, esclarecer quais fatores contribuem,
de alguma forma, para a ocorrência de determinado fenômeno. Por exemplo:
as raízes do sucesso de determinado empreendimento. Pressupõe pesquisa
descritiva como base para suas explicações.

Pesquisa metodológica é o estudo que se refere a elaboração de
instrumentos de captação ou de manipulação da realidade. Está, portanto,
associada a caminhos, formas, maneiras, procedimentos para atingir
determinado fim. Construir um instrumento para avaliar o grau de
descentralização decisória de uma organização é exemplo de pesquisa
metodológica.

A investigação intervencionista tem como principal objetivo interpor-se,
interferir na realidade estudada, para modificá-la. Não se satisfaz, portanto,
em apenas explicar. Distingue-se da pesquisa aplicada pelo compromisso de
não somente propor resoluções de problemas, mas também de resolvê-los
efetiva e participativamente.
Quanto aos meios de investigação, pode ser:

Pesquisa de campo é investigação empírica realizada no local onde ocorre
ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo. Pode
incluir
entrevistas,
aplicação
de
questionários,
testes
e
observação
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participante ou não. Exemplo: levantar com os usuários do Banco X a
percepção que têm sobre o atendimento ao cliente.

Pesquisa de laboratório é experiência realizada em local circunscrito, já que
no
campo
seria
praticamente
impossível
realizá-la.
Simulações
em
computador si.

Pesquisa telematizada busca informações em meios que combinam o uso do
computador e as telecomunicações. Pesquisas na Internet são um exemplo
disso.

Investigação documental é a realizada em documentos conservados no
interior de órgãos públicos e privados de qualquer natureza, ou com pessoas:
registros, anais, regulamentos, circulares, ofícios, memorandos, balancetes,
comunicações
informais,
filmes,
microfilmes,
fotografias,
video-tape,
informações em disquete, diários, cartas pessoais a outros. O livro editado
pela Fundação Getúlio Vargas e pela Siciliano em 1995 sobre a vida de
Getúlio
Vargas
é,
basicamente,
apoiado
em
pesquisa
documental,
notadamente, o diário de Vargas.

Pesquisa bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em
material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é,
material acessível ao público em geral. Fornece instrumental analítico para
qualquer outro tipo de pesquisa, mas também pode esgotar-se em si mesma.
O material publicado pode ser fonte primária ou secundária. Por exemplo: o
livro Princípios de Administração Científica, de Frederick W. Taylor, publicado
pela Editora Atlas, é fonte primária se cotejado com obras de outros autores
que descrevem ou analisam tais princípios. Estas, por sues vez, são fontes
secundárias em relação ao primeiro por se basearem nele para explicitar
outras relações. O material publicado pode também ser fonte de primeira ou
de segunda mão. Por exemplo: se David Bohn escreveu um artigo, ele é fonte
primária. No entanto, se esse artigo aparece na rede eletrônica editado, isto
é, com cortes a alterações, é fonte de segunda mão.

Pesquisa experimental é investigação empírica na qual o pesquisador
manipula e controla variáveis independentes e observa as variações que tal
manipulação e controle produzem em variáveis dependentes. Variável é um
valor que pode ser dado por quantidade, qualidade, característica, magnitude,
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variando em cada caso individual. Exemplo: na expressão sociedade
globalizada, globalizada é a variável do conceito sociedade. Variável
independente é aquela que influencia, determina ou afeta a dependente. É
conhecida, aparece antes, é o antecedente. Variável dependente é aquela
que vai ser afetada pela independente. É descoberta, é o consequente. A
pesquisa experimental permite observar e analisar um fenômeno, sob
condições determinadas. O estudo de Elton Mayo, em Hawthorne, é um bom
exemplo de pesquisa experimental no campo. Todavia, também se pode fazer
investigação experimental no laboratório.

Investigação ex post facto refere-se a um fato já ocorrido. Aplica-se quando
o pesquisador não pode controlar ou manipular variáveis, seja porque suas
manifestações já ocorreram, seja porque as variáveis não são controláveis. A
impossibilidade de manipulação e controle das variáveis distingue, então, a
pesquisa experimental da ex post facto.

A pesquisa participante não se esgota na figura do pesquisador. Dela tomam
parte pessoas implicadas no problema sob investigação, fazendo que a
fronteira pesquisador/pesquisado, ao contrário do que ocorre na pesquisa
tradicional, seja tênue.

Pesquisa-ação é um tipo particular de pesquisa participante que supõe
intervenção participativa na realidade social. Quanto aos fins é, portanto,
intervencionista.

Estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas
essas como uma pessoa, uma família, um produto, uma empresa, um órgão
público, uma comunidade ou mesmo um país. Tem caráter de profundidade e
detalhamento. Pode ou não ser realizado no campo.
Os tipos de pesquisa não são mutuamente exclusivos. Por exemplo: uma
pesquisa pode ser, ao mesmo tempo, bibliográfica, documental, de campo e estudo
de caso.
Após apresentar o tipo de pesquisa, devem ser especificadas as técnicas de
pesquisa de campo, descrevendo quais instrumentos serão utilizados para obter os
dados da pesquisa. As técnicas para se colher os dados podem ser questionários,
entrevistas, documentos, formulários, observações, etc.
Em síntese, a metodologia deve conter os seguintes tópicos:
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
Tipo de pesquisa;

Dados a serem obtidos;

Forma de obtenção dos dados;

População e amostra (quando for o caso);

Tratamento e análise dos dados (como serão feitos);

Limitações da pesquisa - pontos fracos que a pesquisa pode ter.
Os materiais e métodos devem ser uma narrativa dos passos que você
realizou em seu experimento. Procure responder todas as questões básicas como
você conduziu seu estudo, para que outro cientista possa reproduzir seu
experimento. Basicamente responda as perguntas como, quando e onde. Como,
quando e onde você conduziu seu estudo? Quais equipamentos foram utilizados?
Quais os procedimentos adotados? Assim, o objetivo desta secção é descrever os
materiais utilizados no experimento e os métodos por meio dos quais ele foi
realizado.
CONCLUSÃO
Após a análise e discussões dos resultados, são apresentadas as conclusões
e as descobertas do texto, evidenciando com clareza e objetividade as deduções
extraídas dos resultados obtidos ou apontadas ao longo da discussão do assunto.
Neste momento são relacionadas às diversas ideias desenvolvidas ao longo
do trabalho, num processo de síntese dos principais resultados, com os comentários
do autor e as contribuições trazidas pela pesquisa.
Cabe, ainda, lembrar que a conclusão é um fechamento do trabalho
estudado, respondendo às hipóteses enunciadas e aos objetivos do estudo,
apresentados na Introdução, onde não se permite que nesta seção sejam incluídos
dados novos, que já não tenham sido apresentados anteriormente.
É a síntese do problema tratado no decorrer do texto. Na conclusão, as ideias
tratadas no texto propõem uma solução. O ponto de vista do autor, apesar de ter
aparecido nas outras partes, adquire maior destaque na conclusão.
Deve-se evitar em uma conclusão:

O principal defeito: não conseguir finalizar;

Evitar as expressões “em resumo”, “concluindo”, “terminando”.
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REFERÊNCIAS
O nome REFERÊNCIAS deve ser em
maiúsculo e centralizado
Referências são um conjunto de elementos que permitem a identificação, no
todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diferentes tipos de
materiais. As publicações devem ter sido mencionadas no texto do trabalho e devem
obedecer as Normas da ABNT 6023/2000.
Trata-se de uma listagem dos livros, artigos e outros elementos de autores
efetivamente utilizados e referenciados ao longo do artigo. Lembrando que, as
referências listadas no final do trabalho são colocadas em espaço simples e duplo
entre elas. As referências devem vir em uma única folha (folha individual).
As referências devem ser organizadas em ordem alfabética (pelo último
sobrenome da autoria). Vejamos abaixo alguns exemplos de como referenciar:
Elementos essenciais de uma referência:
1) Autor (es) – SOBRENOME em maiúsculo, vírgula, Nome com as iniciais em
maiúsculas ou abreviadamente, ponto.
2) Título e Subtítulo (quando houver) – itálico, grifado ou sublinhado,
precedido de ponto. Quando há subtítulo, deve ser antecedido de dois pontos,
sem grifo.
3) Edição – indica-se a edição a partir da segunda, onde a palavra Edição vem
de forma abreviada.
4) Local – nome da cidade não pode ser abreviado, é precedido de dois pontos.
5) Editora – nome da editora aparece após os dois pontos.
6) Data da Publicação – antecedido de vírgula e seguido de ponto.

Obs.: Número de volumes da obra deve ser indicado após a data e o ponto
final, com a palavra Volume abreviada. E quando há dois ou três autores, os
nomes são separados pelo ponto e vírgula; se há mais de três autores, após
o primeiro é acrescentada a expressão latina et al, (e outros), sem destaque.
Exemplo como referenciar com um autor somente:
FERNANDES, Florestan. Fundamentos empíricos da explicação sociológica. 2.
ed. São Paulo: Nacional, 1967.
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III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
•
Sobrenome em letras maiúsculas, precedido de vírgula
•
Prenome do autor em caixa alta e baixa. Precedido de ponto.
•
Título da obra destacado (precedido de ponto). O título deve ser escrito em
caixa baixa, exceto a primeira letra da primeira palavra.
•
Número da edição (a partir da segunda), precedido de ponto.
•
Editora precedido de vírgula.
•
Ano da publicação, precedido de ponto.
Com dois autores:
SANTOS, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de
filosofia. São Paulo: Moderna, 1994.
Com três autores:
CASAGRANDE, Humberto; SOUZA, Lucy; SILVA, Maria Cecília. Abertura do
capital de empresas no Brasil. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
Com quatro autores ou mais:
MAGALHÃES, Antonio de Deus et al. Perícia contábil. 3. ed. São Paulo: Atlas,
2001.
Livro em 1ª edição: não se menciona a 1ª edição
ASSUNÇÃO, Lutero Xavier. Princípios de direito na jurisprudência tributária.
São Paulo: Atlas, 2000.
Livro em 2ª ou mais edição:
DIAS, Maria Berenice. Manual de direito das famílias. 5. ed. São Paulo: Revista
dos Tribunais, 2009.
Livro com título e subtítulo:
AGUIAR, Joaquim Alves de. Espaços da memória: um estudo sobre Pedro Nava.
São Paulo: Edusp, 1998.
Livro com mais de um volume:
TELES, Ney Moura. Direito penal. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1998. v. 3.
Material eletrônico:
DIAS,
Maria
Berenice.
Amor
não
tem
sexo.
Disponível
<http://www.ibdfam.org.br/?artigos&artigo=20>. Acesso em: 22 dez. 2010.
em:
15
FACULDADE DE ENSINO REGIONAL ALTERNATIVA – FERA
III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
Capítulo de um livro sem autoria especial:
GADOTTI, Moacir. A paixão de conhecer o mundo. In: ______. Pensamento
pedagógico brasileiro. São Paulo: Atlas, 1987. cap. 5, p. 58-73.
•
SOBRENOME (vírgula);
•
Nome (ponto);
•
Título da parte referenciada, sem nenhum destaque (ponto);
•
Expressão latina “In” (dois pontos);
•
Traço de seis toques, indicativo de que o autor da parte referenciada é o
mesmo do livro (ponto);
•
Título da obra em destaque;
•
Local (dois-pontos);
•
Editora (vírgula);
•
Data da publicação (ponto);
•
Abreviatura da expressão capítulo, seguida de seu número (vírgula);
•
Número das paginas referenciadas.
Capítulo de um livro com autoria especial:
MARCONI, Marina de Andrade. Cultura e sociedade. In: LAKATOS, Eva Maria.
Sociologia geral. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1991. p. 50-80.
•
SOBRENOME (vírgula);
•
Nome do autor do capítulo (ponto);
•
Título da parte referenciada sem nenhum destaque (ponto);
•
Expressão latina “In” (dois-pontos);
•
SOBRENOME do autor da obra (vírgula);
•
Nome do autor da obra (ponto);
•
Título da obra em destaque (ponto);
•
Edição (ponto);
•
Local (dois-pontos);
•
Editora (vírgula);
•
Ano da publicação (ponto);
Número das paginas referenciadas.
16
FACULDADE DE ENSINO REGIONAL ALTERNATIVA – FERA
III CONGRESSO CIENTÍFICO FERA.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT, Rio de Janeiro.
Normas ABNT sobre documentação. Rio de Janeiro, 2000. (Coletânea de
normas).
FRANÇA, Júnia Lessa et al. Manual para normalização de publicações técnicocientíficas. 6. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e
prática da pesquisa. 14. ed. Petrópolis: Vozes, 1997.
MÜLLER, Mary Stela; CORNELSEN, Julce. Normas e padrões para teses,
dissertações e monografias. 5. ed. Londrina: Eduel, 2003.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São
Paulo: Cortez, 2002.
17
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