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Com amigos destes
GUIA PEDAGÓGICO DO PROFESSOR
9
º
ANO
ENSINO
FUNDAMENTAL
Prezado (a) Professor (a)
A Secretaria Estadual de Educação do Estado do Tocantins, visando o
fortalecimento da prática pedagógica e, com base no Referencial Curricular do
Ensino Fundamental, Proposta Curricular do Ensino Médio e Matriz de Referência
da Prova Brasil, que norteiam as avaliações do Sistema de Avaliação
Permanente da Aprendizagem do Estado do Tocantins – sisAPTO, apresenta
o Guia Pedagógico, destinado aos professores do 5º e 9º ano do Ensino
Fundamental e 3ª série do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino do Estado
do Tocantins.
Os Guias Pedagógicos, por meio de itens elaborados e comentados,
objetivam subsidiar o trabalho pedagógico do professor em sala de aula, na
perspectiva de melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem dos alunos do
sistema estadual de ensino, considerando a educação integral de forma
humanizada.
.
Estamos certos de que as atividades propostas neste Guia, aliadas ao seu
empenho e dedicação, fortalecerão a sua prática pedagógica em sala de aula
levando ao sucesso de seus alunos e de sua escola.
Adão Francisco de Oliveira
Secretário Estadual de Educação
Secretaria da
Educação e Cultura
Educação Integral e Humanizada
GUIA PEDAGÓGICO DO PROFESSOR
9
º
ANO
ENSINO
FUNDAMENTAL
ESTADO DO TOCANTINS
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUBSECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
SUPERINTENDENCIA DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
DIRETORIA DE TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E ESTATÍSTICA
GERÊNCIA DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Governador do Estado do Tocantins
MARCELO CARVALHO DE MIRANDA
Secretário da Educação
ADÃO FRANCISCO DE OLIVEIRA
Subsecretária da Educação Básica
MORGANA NUNES TAVARES GOMES
Superintendente de Tecnologia e Inovação
MAURÍCIO REIS SOUSA DO NASCIMENTO
Diretora de Tecnologia, Inovação e Estatística
ILA LEÃO AYRES KOSHINO
Gerente de Avaliação da Aprendizagem
EMERSON SOARES AZEVEDO
Equipe responsável pela elaboração
Abrão de Sousa – Língua Portuguesa
Alexandre Costa Barros - Matemática
Claudia Alves Mota de Sousa - Matemática
Elenir da Silva Costa – Ciências da Natureza
Elizama Maurício de Paiva Santos – Língua Portuguesa
Emerson Azevedo Soares – Ciências da Natureza
Maria Aurileuda F. de Vasconcelos – Matemática
Mariana Castro Cavalcante Lima Silva – Língua Portuguesa
Alessandra Oliveira Quirino – Língua Inglesa
Dorize Macedo dos Santos – Geografia
Weber Ferreira dos Santos - Física
Equipe de Apoio
Edson Carlos Mendes dos Santos – Matemática
Iranilde Pereira Fernandes – Pedagogia
Maria Francinete S. Conceição de Souza – Pedagogia
Joselane Fernandes Silva – Pedagogia
Aléssio Daisse Bandeira de Almeida – Física
Secretaria da
Educação e Cultura
Educação Integral e Humanizada
MATRIZ DE REFERÊNCIA
A Matriz de Referência de Língua Portuguesa do Sistema de Avaliação da Educação do
Estado do Tocantins – SALTO é composta por seis tópicos, sendo eles:
I - Procedimentos de Leitura;
II - Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compreensão do Texto;
III - Relação entre Textos;
IV - Coerência e Coesão no Processamento do Texto;
V - Relações entre Recursos Expressivos e Efeitos de Sentido;
VI - Variação Linguística.
MATRIZ DE REFERÊNCIA DE LÍNGUA PORTUGUESA: TÓPICOS E SEUS DESCRITORES
9º ano do Ensino Fundamental
TÓPICOS
I - Procedimentos de
Leitura
II - Implicações do
Suporte, Gênero e/ou
Enunciador na
Compreensão do
Texto
III - Relação entre
Textos
IV - Coerência e
Coesão no
Processamento do
Texto
V - Relações entre
Recursos
Expressivos e
Efeitos de Sentido
VI - Variação
Linguística
DESCRITORES
D1 - Localizar informações explícitas em um texto.
D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
D6 - Identificar o tema de um texto.
D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso
(propagandas, quadrinhos, foto etc.).
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos.
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na
comparação de textos que tratam do m esmo tema, em função das
condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
D21 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões
relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando
repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um
texto.
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que
constroem a narrativa.
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos
do texto.
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto,
marcadas por conjunções, advérbios etc.
D7 - Identificar a tese de um texto.
D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para
sustentá-la.
D9 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
D17 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de
outras notações.
D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma
determinada palavra ou expressão.
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de
recursos ortográficos, estilísticos e/ou morfossintáticos.
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o
interlocutor de um texto.
3
TÓPICO I
PROCEDIMENTOS DE LEITURA
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
Um texto, em geral, traz informações que se situam na sua superfície – e são, assim,
explícitas – ou traz informações apenas implícitas ou subentendidas. A habilidade prevista nesse
descritor concerne à capacidade do aluno para localizar, no percurso do texto, uma informação que,
explicitamente, consta na sua superfície. Como se vê, corresponde a uma habilidade bastante
elementar.
Assim, espera-se que o item relativo a esse descritor solicite do aluno a identificação de uma
determinada informação, entre várias outras expressas no texto.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
As palavras são providas de sentido e, na maioria das vezes, são polissêmicas; ou seja,
podem assumir, em contextos diferentes, significados também diferentes. Assim, para a
compreensão de um texto, é fundamental que se identifique, entre os vários sentidos possíveis de
uma determinada palavra, aquele que foi particularmente utilizado no texto.
O aluno precisa decidir, então, entre várias opções, aquela que apresenta o sentido com que
a palavra foi usada no texto. Ou seja, o que sobressai aqui não é apenas que o aluno conheça o
vocabulário dicionarizado, pois todas as alternativas trazem significados que podem ser atribuídos à
palavra analisada.
O que se pretende é que, com base no contexto, o aluno seja capaz de reconhecer o sentido
com que a palavra está sendo usada no texto em apreço.
D4 – Inferir uma informação implícita no texto.
Numa perspectiva discursivo-interacionista, assumimos que a compreensão de um texto se
dá não apenas pelo processamento de informações explícitas, mas, também, por meio de
informações implícitas. Ou seja, a compreensão se dá pela mobilização de um modelo cognitivo, que
integra as informações expressas com os conhecimentos prévios do leitor ou com elementos
pressupostos no texto.
Para que tal integração ocorra, é fundamental que as proposições explícitas sejam articuladas
entre si e com o conhecimento de mundo do leitor, o que exige uma identificação dos sentidos que
estão nas entrelinhas do texto (sentidos não explicitados pelo autor). Tais articulações só são
possíveis, no entanto, a partir da identificação de pressupostos ou de processos inferenciais, ou seja,
de processos de busca dos ―vazios do texto‖, isto é, do que não está ―dado‖ explicitamente no texto.
D6 – Identificar o tema de um texto.
Um texto é tematicamente orientado, quer dizer, desenvolve-se a partir de um determinado
tema, o que lhe dá unidade e coerência. A identificação desse tema é fundamental, pois só assim é
possível apreender o sentido global do texto, discernir entre suas partes principais e outras
secundárias, parafraseá-lo, dar-lhe um título coerente ou resumi-lo.
Em um texto dissertativo, as ideias principais, sem dúvida, são aquelas que mais diretamente
convergem para o tema central do texto. Um item vinculado a esse descritor deve centrar-se na
dimensão global do texto, no núcleo temático que lhe confere unidade semântica. Por meio desse
descritor, pode-se avaliar a habilidade do aluno em identificar do que trata o texto, com base na
compreensão do seu sentido global, estabelecido pelas múltiplas relações entre as partes que o
compõem. Isso é feito ao relacionarem-se diferentes informações para construir o sentido completo
do texto.
.
D14 Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
A habilidade que se pode avaliar por meio deste descritor refere-se ao reconhecimento, no
texto, do relato de um acontecimento real e daquilo que é a expressão de um texto, emite julgamento
do autor, do narrador ou de um personagem. Trata-se principalmente, de discernir um comentário
feito sobre algum fato descrito no texto, no qual o aluno é levado a distinguir o que realmente é
considerado um fato e o que é uma opinião relativa a este fato. Nos itens vêm enunciados como: No
texto, encontra-se uma opinião expressa em...; ou a expressão que revela uma opinião sobre o fato é;
ou o narrador o texto emite uma opinião em...
4
TÓPICO II
IMPLICAÇÕES DO SUPORTE, DO GÊNERO E /OU DO ENUNCIADOR NA
COMPREENSÃO DO TEXTO
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos,
entre outros).
Além do material especificamente linguístico, muitos textos lançam mão de signos ou sinais
de outros códigos, de outras linguagens, que, de muitas formas, concorrem para o entendimento
global de seu sentido. Articular esses diferentes sinais representa uma habilidade de compreensão de
grande significação, sobretudo atualmente, pois são muitos os textos que misturam tais tipos de
representação, fazendo demandas de leitura de elementos não-verbais para o entendimento global
do texto exposto. Um item que se destina a avaliar essa habilidade deve ter como estímulo um texto
que conjugue diferentes linguagens, com o intuito, no entanto, de o aluno poder articulá-las em
função de um sentido global.
Para demonstrar essa habilidade, não basta apenas decodificar sinais e símbolos, mas ter a
capacidade de perceber a interação entre a imagem e o texto escrito. A integração de imagens e
palavras contribui para a formação de novos sentidos do texto.
D22 – Identificar o gênero de diferentes textos
Vivemos em uma sociedade grafocêntrica, onde circulam gêneros textuais distintos, e que se
multiplicam de forma incontrolada, face às novas exigências de interações no mundo em
transformação. Em razão dos diferentes objetivos e intenções, esses gêneros ganham características
distintas, nem sempre estáveis. Assim, conhecer que gêneros circulam, como e por que são
produzidos, a quem se dirigem e com qual intenção, é condição fundamental para o desenvolvimento
e participação social do aluno e para sua vivência pessoal. Aprender a analisar as condições e os
processos que regulam a circulação de textos em uma sociedade letrada possibilita saber identificar
interlocutores, as funções do gênero e suas estruturas, usos linguísticos, dentre outros. É a partir
desses elementos que o aluno poderá compreender os processos de organização linguística-textual e
de funcionamento sócio discursivo da linguagem humana como atividades mediadoras da formação
de sujeitos. Relacionando circulação, produção e recepção, o aluno desenvolve a capacidade de
discutir o caráter contratual das interações e as regras que o regem.
Por meio desse descritor pode-se avaliar a habilidade de o aluno identificar os tipos
específicos de textos de qualquer natureza, literários ou não-literários. Dessa forma, podem ser
considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atlas, avisos, programas de
auditórios, bulas, cartas, cartazes, comédias, contos de fadas, crônicas, editoriais, ensaios,
entrevistas, contratos, decretos, discursos políticos, histórias, instruções de uso, letras de música,
leis, mensagens, notícias. São textos que circulam no mundo, que têm uma função específica, para
um público específico e com características próprias. Aliás, essas características peculiares de um
gênero discursivo nos permitem abordar aspectos da textualidade, tais como: coerência e coesão
textual, impessoalidade, técnicas de argumentação e outros aspectos pertinentes ao gênero em
questão.
D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
Todo texto se realiza com uma determinada finalidade. Ou seja, tem um propósito interativo
específico. Pode pretender, por exemplo, informar ou esclarecer, expor um ponto de vista, refutar
uma posição, narrar um acontecimento, fazer uma advertência, persuadir alguém de alguma coisa
etc. O entendimento bem sucedido de um texto depende, também, da identificação das intenções
pretendidas por esse texto. Um item relacionado a este descritor deve incidir, exatamente, sobre as
pretensões reconhecíveis para o texto. Elementos linguísticos e outros contextuais funcionam como
pistas para a identificação da finalidade pretendida pelo texto.
Este descritor avalia, por meio do item, se o aluno compreende qual é a função social do
texto. A partir da leitura do texto como um todo, ele deve perceber a intencionalidade do autor, isto é,
seus propósitos.
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TÓPICO III
RELAÇÃO ENTRE TEXTOS
D20 Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daqueles em que
será recebido.
Essa habilidade é avaliada por meio da leitura de dois ou mais textos, do mesmo gênero ou
de gêneros diferentes, tendo em comum o mesmo tema, para os quais é solicitado o reconhecimento
das formas distintas de abordagem. Os textos podem ser vistos na relação de uns com os outros.
Isto é, podem ser comparados, podem ser confrontados, com diferentes objetivos. É comum, por
exemplo, relacionar textos que tratam do mesmo tema para procurar perceber a convergência de
ideias ou de formas, de pontos de vista acerca desse tema.
D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato
ou ao mesmo tema.
Diferentemente do que é exposto no descritor anterior, dois ou mais textos que desenvolvem
o mesmo tema podem ser confrontados para se procurar perceber os pontos em que tais textos
divergem. Também pode acontecer de um único texto apresentar opiniões distintas em relação a um
mesmo fato. A habilidade para estabelecer esses pontos divergentes é de grande relevância na vida
social de cada um, pois, constantemente, somos submetidos a informações e opiniões distintas
acerca de um fato ou de um tema.
O item que se destina a avaliar essa habilidade deve apoiar-se em um, dois ou mais textos
diferentes e focalizar os pontos em que esses textos divergem.
A habilidade avaliada por meio deste descritor relaciona-se, pois, à identificação, pelo aluno,
das diferentes opiniões emitidas sobre um mesmo fato ou tema. A construção desse conhecimento é
um dos principais balizadores de um dos objetivos do ensino da Língua Portuguesa, qual seja, o de
capacitar o aluno a analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a
capacidade de avaliação dos textos.
TÓPICO IV
COERÊNCIA E COESÃO NO PROCESSAMENTO DO TEXTO
D2 Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para sua continuidade de um texto.
As habilidades relacionadas a este descritor referem-se ao reconhecimento, pelo aluno, da
função dos elementos coesivos (substantivos, pronome, numeral, advérbio, adjetivo, entre outros) e
de sua identificação no encadeamento das ideias no texto. Trata-se, portanto, do reconhecimento, por
parte do aluno, das relações estabelecidas entre partes do texto. Essa habilidade é avaliada por meio
de um texto no qual é solicitado ao aluno que identifique a relação de uma determinada palavra ao
seu referente ou que reconheça a que ação uma palavra se refere; ou dada uma expressão, solicitase o reconhecimento da palavra que pode substituí-la.
D7 Identificar tese de um texto.
A tese de um texto pode ser identificada em textos que procuram convencer ou persuadir o
leitor. O produtor do texto defende uma tese, usando vários recursos para atingir sua intenção
persuasiva ou de convencimento: pode dar exemplos, fazer comparações, recorrer a argumento de
autoridade, citar o discurso alheio, antecipar argumentos contrários para refutá-los. Este descritor
pretende verificar se o leitor consegue, por meio da identificação desses e de outros vários recursos
argumentativos, perceber o que está sendo defendido no texto. A identificação da tese de um texto
pode impor dificuldade ao leitor se ela não vier marcada explicitamente, isto é, depender de
inferências. Às vezes, o escritor do texto vai apresentando uma série de argumentos, mas deixa a
tese subentendida. Outra dificuldade é quando o texto se compõe de várias teses que,
aparentemente, são concorrentes.
6
D8 Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
Um texto bem escrito é um tecido no qual as relações se estabelecem visando ao efeito de
unidade. Em textos predominantemente argumentativos, ao defender uma tese, o escritor terá a
necessidade de apresentar os elementos que contribuem para que essa possa ser defendida, isto é,
os argumentos que sustentam a tese. Para que o leitor identifique os argumentos utilizados pelo
escritor na construção do texto, primeiro reconhece que ponto está sendo defendido (ou qual é a
tese), no entanto, essa tarefa pode ser dificultada, entre outros motivos, quando o texto apresenta
argumentos favoráveis e argumentos contrários, também quando há várias teses concorrentes,
quando o assunto do texto é pouco conhecido, quando o escritor opta pela ironia na condução de sua
argumentação.
D9 - Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
Trata-se de identificar o que é essencial e o que é acessório. Para isso, é importante que os
objetivos do texto sejam percebidos pelo leitor. Este descritor visa a avaliar a capacidade de o aluno
distinguir informações relevantes daquelas que, num texto específico, se apresentam como
secundárias. Para fazer um resumo, por exemplo, essa é uma habilidade fundamental. Essa tarefa
pode se tornar difícil se as relações no texto não forem bem indicadas, se não houver, por exemplo,
marcadores linguísticos (conjunções, por exemplo) e/ou destaques gráficos que indiquem as relações
entre as partes que compõem o texto.
O trabalho para desenvolvimento da compreensão das relações de sentido que se
estabelecem no texto por meio da articulação dos elementos que o compõem deve ser constante.
Esse trabalho precisa ir atingindo níveis mais aprofundados, à medida que o nível de escolaridade vai
aumentando. É muito importante atentar para o fato de que ensinar a estabelecer relações de sentido
não é o mesmo que realizar atividades mecânicas de gramática tradicional. É preciso ensinar a
pensar sobre a organização dos textos e sobre o papel de cada um dos elementos que os compõem.
D10 Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade de o aluno identificar o principal fato
que motiva o enredo da narrativa e os elementos que a constroem. A narrativa é uma mudança de
estado operada pela ação de uma personagem.
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual é solicitado ao aluno o
reconhecimento da dinâmica desencadeadora das circunstâncias e os acontecimentos
transformadores dos fatos apresentados na narrativa. Exemplos de itens que avaliam essa habilidade
são os que solicitam que o aluno identifique o término do relato de algum personagem, ou que
reconheça um tempo anterior a um fato narrado, entre outros.
D11 Estabelecer a relação causa/consequência entre partes e elementos do texto
Em geral, os fatos se sucedem numa ordem de causa e consequência, ou de motivação e
efeito. Estabelecer esse nexo constitui um recurso significativo para a apreensão dos sentidos do
texto, sobretudo quando estão em jogo relações lógicas ou argumentativas. O propósito do item
ligado a esse descritor é, portanto, solicitar do aluno que ele identifique os elementos que, no texto,
estão na interdependência de causa e consequência. Por meio deste item, pode-se avaliar a
habilidade do aluno em identificar o motivo pelo qual os fatos são apresentados no texto, ou seja, o
reconhecimento de como as relações entre os elementos organizam-se de forma que um torna-se o
resultado do outro. Entende-se como causa/consequência todas as relações entre os elementos que
se organizam de tal forma que um é resultado do outro.
D15 Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios, etc.
As habilidades que podem ser avaliadas por este descritor relacionam-se ao reconhecimento
das relações de coerência no texto em busca de uma concatenação perfeita entre as partes de um
texto, as quais são marcadas pelas conjunções, advérbios, etc., formando uma unidade de sentido.
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual é solicitada ao aluno a percepção de uma
determinada relação lógico-discursiva, enfatizada, muitas vezes, pelas expressões de tempo, de
lugar, de comparação, de oposição, de causalidade, de anterioridade, de posteridade, entre outros e,
quando necessário, a identificação dos elementos que explicam essa relação.
7
TÓPICO V
RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO
D16 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
A forma como as palavras são usadas ou a quebra na regularidade de seus usos constituem
recursos que, intencionalmente, são mobilizados para produzir no interlocutor, certos efeitos de
sentido. Entre tais efeitos, são comuns os efeitos de ironia ou aqueles outros que provocam humor ou
outro tipo de impacto. Para que a pretensão do autor tenha sucesso, é preciso que o interlocutor
reconheça tais efeitos. Por exemplo, na ironia, o ouvinte ou leitor devem entender que o que é dito
corresponde, na verdade, ao contrário do que é explicitamente afirmado.
Um item relacionado a essa habilidade deve ter como base textos em que tais efeitos se
manifestem (como anedotas, charges, tiras etc.) e deve levar o aluno a reconhecer quais expressões
ou outros recursos criaram os efeitos em jogo. Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade
do aluno em reconhecer os efeitos de ironia ou humor causados por expressões diferenciadas
utilizadas no texto pelo autor ou, ainda, pela utilização de pontuação e notações. No caso deste item,
o que se pretende é que o aluno reconheça qual o fato que provocou efeito de ironia no texto.
D17 Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e de outras notações.
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade de o aluno reconhecer os efeitos
provocados pelo emprego de recursos da pontuação ou de outras formas de notação. Essa
habilidade é avaliada por meio de um texto no qual é requerido ao aluno que identifique o sentido
provocado por meio da pontuação (travessão, aspas, reticência, interrogação, exclamação, entre
outros) e/ou notações como tamanho de letra, parênteses, caixa alta, itálico, negrito, entre outros. Os
enunciados dos itens solicitam que o aluno reconheça o porquê do uso do itálico, por exemplo, em
uma determinada palavra no texto, ou indique o sentido de uma exclamação em determinada frase,
ou identifique por que usar os parênteses, dentre outros.
A seleção lexical também é usada na construção do texto e diz muito sobre as intenções
comunicativas de quem o produziu. A escolha de determinadas palavras ou expressões, bem como o
uso de figuras de linguagem, deve ser percebida pelo leitor como mais uma maneira de o autor
manifestar suas intenções comunicativas. A atenção a detalhes – como, por exemplo, o uso de um
substantivo em lugar de um verbo, ou vice versa, o emprego de uma expressão oral inesperada, ou
ao contrário, a escolha de vocábulo mais formal, a repetição de uma palavra em determinados
contextos –- pode levar o leitor a compreender além do explícito para descobrir efeitos de sentido.
Como se apontou, para a produção de sentido, o leitor utiliza conhecimentos que possibilitam
ir além do que está efetivamente explícito no texto. Coloca em jogo o que já sabe, já construiu, já
discutiu, já presenciou ou vivenciou. Na compreensão, entram em ação seus conhecimentos
linguísticos de falante nativo, adquiridos, tanto quando da aquisição inicial da língua, quanto com o
trabalho formal de reflexão linguístico-textual, que a escola pode e deve desenvolver.
D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou
expressão.
Por meio deste descritor, pode-se avaliar a habilidade de o aluno em reconhecer a alteração
de significado decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão, dependendo da
intenção do autor, a qual pode assumir sentidos diferentes do seu sentido literal.
Essa habilidade é avaliada por meio de um texto no qual o aluno é solicitado a perceber os
efeitos de sentido que o autor quis imprimir ao texto a partir da escolha de uma linguagem figurada ou
da ordem das palavras, do vocabulário, entre outros.
D19 Reconhecer efeitos de sentido decorrentes da exploração de recursos ortográficos
e/ou morfossintáticos.
A seleção lexical também é usada na construção do texto e diz muito sobre as intenções
comunicativas de quem o produziu. A escolha de determinadas palavras ou expressões, bem como o
uso de figuras de linguagem, deve ser percebida pelo leitor como mais uma maneira de o autor
manifestar suas intenções comunicativas. A atenção a detalhes – como, por exemplo, o uso de um
substantivo em lugar de um verbo, ou vice versa, o emprego de uma expressão oral inesperada, ou
ao contrário, a escolha de vocábulo mais formal, a repetição de uma palavra em determinados
contextos –- pode levar o leitor a compreender além do explícito para descobrir efeitos de sentido.
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Como se apontou, para a produção de sentido, o leitor utiliza conhecimentos que possibilitam
ir além do que está efetivamente explícito no texto. Coloca em jogo o que já sabe, já construiu, já
discutiu, já presenciou ou vivenciou. Na compreensão, entram em ação seus conhecimentos
linguísticos de falante nativo, adquiridos, tanto quando da aquisição inicial da língua, quanto com o
trabalho formal de reflexão linguístico-textual, que a escola pode e deve desenvolver.
TÓPICO VI
VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA
D13 Identificar marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
Por meio deste descritor pode-se avaliar a habilidade de o aluno identificar quem fala no texto
e a quem ele se destina, essencialmente, por meio da presença de marcas linguísticas (o tipo de
vocabulário, o assunto, etc.) evidenciando, também, a importância do domínio das variações
linguísticas que estão presentes na nossa sociedade. Essa habilidade é avaliada em textos nos quais
os alunos são solicitados a identificar o locutor e o interlocutor do texto nos diversos domínios sociais,
como também são exploradas as possíveis variações da fala: linguagem rural, urbana, formal,
informal, incluindo também as linguagens relacionadas a determinados domínios sociais, como por
exemplo cerimônias religiosas, escola, clube, etc.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
TEXTO 01
A dor de crescer
Período de passagem, tempo de agitação e turbulências. Um fenômeno psicológico e social,
que terá diferentes particularidades de acordo com o ambiente social e cultural. Do latim ad, que quer
dizer para, e olescer, que significa crescer, mas também adoecer, enfermar. Todas essas definições,
por mais verdadeiras que sejam, foram formuladas por adultos.
"Adolescer dói" − dizem as psicanalistas [Margarete, Ana Maria e Yeda] – "porque é um
período de grandes transformações. Há um sofrimento emocional com as mudanças biológicas e
mentais que ocorrem nessa fase. É a morte da criança para o nascimento do adulto. Portanto, tratase de uma passagem de perdas e ganhos e isso nem sempre é entendido pelos adultos."
Margarete, Ana Maria e Yeda decidiram criar o "Ponto de Referência" exatamente para isso.
Para facilitar a vida tanto dos adolescentes quanto das pessoas que os rodeiam, como pais e
professores. "Estamos tentando resgatar o sentido da palavra diálogo" – enfatiza Yeda – "quando os
dois falam, os dois ouvem sempre concordando um com o outro, nem sempre acatando. Nosso
objetivo maior talvez seja o resgate da interlocução, com direito, inclusive, a interrupções."
Frutos de uma educação autoritária, os pais de hoje se queixam de estar vivendo a tão
alardeada ditadura dos filhos. Contrapondo o autoritarismo, muitos enveredaram pelo caminho da
liberdade generalizada e essa tem sido a grande dúvida dos pais que procuram o "Ponto de
Referência": proibir ou permitir? "O que propomos aqui" − afirma Margarete −"é a consciência da
liberdade. Nem o vale-tudo e nem a proibição total. Tivemos acesso a centros semelhantes ao nosso
na Espanha e em Portugal, onde o setor público funciona bem e dá muito apoio a esse tipo de
trabalho porque já descobriram a importância de uma adolescência vivida com um mínimo de
equilíbrio. Já que o processo de passagem é inevitável, que ele seja feito com menos dor para todos
os envolvidos".
MIRTES Helena. In: Estado de Minas, 16 jun. 1996.
D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-las.
01. (Paraná - 2011) No texto, o argumento que comprova a ideia de ser a adolescência um período
de passagem é
(A) adolescentes sofrem mudanças biológicas e mentais.
(B) filhos devem ter consciência do significado de liberdade.
(C) pais reclamam da ditadura de seus filhos.
(D) psicólogos tentam recuperar o valor do diálogo.
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D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
02. (Salto - 2013) No trecho, ―Já que o processo de passagem é inevitável, que ele seja feito com
menos dor para todos os envolvidos"., o termo destacado refere-se a
(A) processo.
(B) envolvidos.
(C) inevitável.
(D) passagem.
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos
03. (Salto - 2013) O texto ―A dor de crescer ‖ pertence ao gênero
(A) crônica.
(B) artigo de opinião.
(C) reportagem.
(D) noticia.
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
04. (Salto - 2013) O texto A dor de crescer tem a finalidade de
(A) informar sobre as mudanças que ocorrem na fase da adolescência.
(B) criticar o período de passagem da adolescência.
(C) ensinar como passar a fase da adolescência sem problemas.
(D) alertar sobre as mudanças que podem ocorrer na fase adulta.
TEXTO 02
Assaltos insólitos
Assalto não tem graça nenhuma, mas alguns, contados depois, até que são engraçados. É
igual a certos incidentes de viagem, que, quando acontecem, deixam a gente aborrecidíssima, mas
depois, narrados aos amigos num jantar, passam a ter sabor de anedota.
Uma vez me contaram de um cidadão que foi assaltado em sua casa. Até aí, nada demais.
Tem gente que é assaltada na rua, no ônibus, no escritório, até dentro de igrejas e hospitais, mas
muitos o são na própria casa. O que não diminui o desconforto da situação.
Pois lá estava o dito-cujo em sua casa, mas vestido em roupa de trabalho, pois resolvera dar
uma pintura na garagem e na cozinha. As crianças haviam saído com a mulher para fazer compras e
o marido se entregava a essa terapêutica atividade, quando, da garagem, vê adentrar pelo jardim
dois indivíduos suspeitos.
Mal teve tempo de tomar uma atitude e já ouvia:
— É um assalto, fica quieto senão leva chumbo.
Ele já se preparava para toda sorte de tragédias quando um dos ladrões pergunta:
— Cadê o patrão?
Num rasgo de criatividade, respondeu:
— Saiu, foi com a família ao mercado, mas já volta.
— Então vamos lá dentro, mostre tudo.
Fingindo-se, então, de empregado de si mesmo, e ao mesmo tempo para livrar sua cara,
começou a dizer:
— Se quiserem levar, podem levar tudo, estou me lixando, não gosto desse patrão. Paga mal,
é um pão-duro. Por que não levam aquele rádio ali? Olha, se eu fosse vocês levava aquele som
também. Na cozinha tem uma batedeira ótima da patroa. Não querem uns discos? Dinheiro não tem,
pois ouvi dizerem que botam tudo no banco, mas ali dentro do armário tem uma porção de caixas de
bombons, que o patrão é tarado por bombom.
Os ladrões recolheram tudo o que o falso empregado indicou e saíram apressados.
Daí a pouco chegavam a mulher e os filhos.
Sentado na sala, o marido ria, ria, tanto nervoso quanto aliviado do próprio assalto que
ajudara a fazer contra si mesmo.
SANTANNA Affonso Romano. PORTA DE COLÉGIO E OUTRAS CRÔNICAS São Paulo:Ática 1995. (Coleção Para gostar de ler.)
10
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
05. (Paraná - 2011) No trecho ‗‗e o marido se entregara a essa terapêutica atividade.‖ a expressão
destacada substitui
(A) fazer compras.
(B) ir ao mercado.
(C) narrar anedotas.
(D) pintar a casa.
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos
06. O texto ―Assaltos insólitos‖ é uma
(A) resenha.
(B) crônica.
(C) novela.
(D) noticia.
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
07. (Salto - 2013) No texto a expressão ―Pois lá estava o dito-cujo em sua casa‖ o termo destacado
indica
(A) tempo.
(B) causa.
(C) lugar.
(D) condição.
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
08. (Salto - 2013) No texto a expressão ―Paga mal, é um pão-duro‖ índica uma linguagem
(A) formal.
(B) técnica.
(C) regional.
(D) informal.
TEXTO 03
O Encontro
Em redor, o vasto campo. Mergulhado em névoa branda, o verde era pálido e opaco. Contra
o céu, erguiam-se os negros penhascos tão retos que pareciam recortados a faca. Espetado na ponta
da pedra mais alta, o sol espiava atrás de uma nuvem.
―Onde, meu Deus?! – perguntava a mim mesma – Onde vi esta mesma paisagem, numa
tarde assim igual?‖
Era a primeira vez que eu pisava naquele lugar. Nas minhas andanças pelas redondezas,
jamais fora além do vale. Mas nesse dia, sem nenhum cansaço, transpus a colina e cheguei ao
campo. Que calma! E que desolação. Tudo aquilo – disso estava bem certa – era completamente
inédito pra mim. Mas por que então o quadro se identificava, em todas as minúcias, a uma imagem
semelhante lá nas profundezas da minha memória? Voltei-me para o bosque que se estendia à
minha direita. Esse bosque eu também já conhecera com sua folhagem cor de brasa dentro de uma
névoa dourada. ―Já vi tudo isto, já vi...Mas onde? E quando?‖
Fui andando em direção aos penhascos. Atravessei o campo. E cheguei à boca do abismo
cavado entre as pedras. Um vapor denso subia como um hálito daquela garganta de cujo fundo
insondável vinha um remotíssimo som de água corrente.
Aquele som eu também conhecia.
Fechei os olhos. ―Mas se nunca estive aqui! Sonhei, foi isso? Percorri em sonho estes lugares e
agora os encontros palpáveis, reais? Por uma dessas extraordinárias coincidências teria eu
antecipado aquele passeio enquanto dormia?‖
Sacudi a cabeça, não, a lembrança – tão antiga quanto viva – escapava da inconsciência de
um simples sonho.[...]
11
TELLES, Lygia Fagundes. Oito contos de amor. São Paulo: Ática
D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
09. (Paraná - 2011) Na frase ―Já vi tudo isso, já vi...Mas onde?‖, o uso das reticências sugere
(A) impaciência.
(B) impossibilidade.
(C) incerteza.
(D) irritação.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
10. (Salto - 2013) No trecho, ―Mas por que então o quadro se identificava, em todas as minúcias, a
uma imagem semelhante lá nas profundezas da minha memória?‖ o termo destacado significa
(A) colina.
(B) detalhes.
(C) partes.
(D) redondeza.
TEXTO 04
Magia das árvores
Eu já lhe disse que as árvores fazem frutos do nada e isso é a mais pura magia. Pense agora
como as árvores são grandes e fortes, velhas e generosas e só pedem em troca um pouquinho de
luz, água, ar e terra. É tanto por tão pouco! Quase toda a magia da árvore vem da raiz. Sob a terra,
todas as árvores se unem. É como se estivessem de mãos dadas. Você pode aprender muito sobre
paciência estudando as raízes. Elas vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência
mesmo dos solos mais duros. Aos poucos vão crescendo até acharem água. Não erram nunca a
direção. Pedi uma vez a um velho pinheiro que me explicasse por que as raízes nunca se enganam
quando procuram água e ele me disse que as outras árvores que já acharam água ajudam as que
ainda estão procurando.
— E se a árvore estiver plantada sozinha num prado?
— As árvores se comunicam entre si, não importa a distância. Na verdade, nenhuma árvore
está sozinha. Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso.
Máqui. Magia das árvores. São Paulo: FTD, 1992.
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.
11. (Paraná - 2011) No trecho ‗‗Ninguém está sozinho. Jamais. Lembre-se disso.‖, as frases curtas
produzem o efeito de
(A) continuidade.
(B) dúvida.
(C) ênfase.
(D) hesitação.
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
12. (Salto - 2013) No trecho, ―Você pode aprender muito sobre paciência estudando as raízes. Elas
vão penetrando no solo devagarinho, vencendo a resistência mesmo dos solos mais duros‖, o termo
destacado refere-se a
(A) árvores.
(B) raízes.
(C) mãos.
(D) velhas.
12
TEXTO 05
Leia a tirinha.
Fonte: http://comunicaoeexpresso.blogspot.com.br/2012/04/apostila-de-exercicios-de-lingua.html
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
13. No 1º quadrinho, a fala do personagem pode ser substituída por
(A) ―Quer namorar comigo?‖
(B) ―Você é muito bonita para mim!‖
(C) ―Você é muito simpática!‖
(D) ―Você é muito humilde!‖
TEXTO 06
Quero Te Encontrar
Buchecha
Quando você vem pra passar o fim de semana
Eu finjo estar tudo bem,
Mesmo duro ou com grana
É que você ignora
Tudo que eu faço
Depois vai embora
Desatando os nossos laços.
Quero te encontrar
Quero te amar
Você pra mim é tudo
Minha terra, meu céu, meu mar.
Quero te encontrar
Quero te amar
Você pra mim é tudo
Minha terra, meu céu, meu mar.
Fonte: Disponível em: http://letras.terra.com.br/buchecha/626447/
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
14. (SEDUC – GO/2012) A frase em que há expressões próprias da gíria é
(A) ― Quando você vem...‖
(B) ― Mesmo duro ou com grana.‖
(C) ―... Minha terra, meu céu, meu mar.‖
(D) ―...Desatando os nossos laços. ―
13
D1 – Localizar informações explicitas em um texto
15. No texto ―Quero Te Encontrar‖ o eu-lírico demonstra
(A) fingimento em relação à pessoa que ama.
(B) distanciamento em relação à pessoa que ama.
(C) contentamento em relação à pessoa que ama.
(D) aproximação em relação à pessoa que ama.
TEXTO 07
Texto 1
Mãe de todos nós
Marcelo Barros
Ao consagrar o 22 de abril como Dia da Terra, a Organização das Nações Unidas parece deixar
claro que a Terra e os bens naturais são mais do que mercadorias. É urgente insistir nisso. Segundo
Ricardo Abramovay, professor da USP, ―a extração de recursos da superfície terrestre cresceu oito
vezes durante o século 20 e atingiu um total de 60 bilhões de toneladas anuais, a partir apenas do
peso físico de quatro elementos: minérios, materiais de construção, combustíveis fósseis e
biomassa‖.
Essa atenção da ONU à Terra se liga a um movimento mundial que elaborou a Carta da Terra,
que enuncia, como que, direitos da Terra que devem ser respeitados para que se garanta a vida no
Planeta. Ao consagrar um dia à Mãe Terra, as Nações Unidas aderiram às expressões religiosas das
culturas indígenas, que olham a Terra como mãe carinhosa que permanentemente cuida da vida de
todo ser vivo. Nos países andinos, os índios não bebem vinho ou água sem derramar um gole por
terra como brinde à Pacha Mama.
Nas últimas décadas, a partir dos trabalhos do cientista James Lovelook, a própria ciência
começou a ver a Terra como um organismo vivo e inteligente que reage ao meio ambiente e cria
condições propícias para a vida. Leonardo Boff fala da Terra como Gaia, nome com o qual os antigos
gregos denominavam como deusa a mãe Terra. Não se trata de propor uma volta à religião antiga,
mas de resgatar uma cultura amorosa e de respeito ao nosso Planeta e a tudo que o envolve. (...)
Fonte: Disponível em: http://www.brasildefato.com.br/node/9420. Acessado em: 14/05/2012.
Texto 2
Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma
comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente
e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade
de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de
uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e
animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é
uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra
é um dever sagrado.
Fonte: Disponível em: www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html. Acesso 08/05/2012
14
D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que
será recebido.
16. (SEDUC – GO/2012) Os dois textos acima consideram o Planeta Terra
(A) uma mercadoria que todos têm direito.
(B) uma religião iniciada pelos antigos gregos.
(C) um bem individual que está sendo destruído.
(D) um bem coletivo que necessita de cuidados.
D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema.
17. (SEDUC – GO/2012) Nesses dois textos, as opiniões dos autores sobre o planeta Terra são
(A) complementares.
(B) divergentes.
(C) excludentes.
(D) iguais.
TEXTO 08
Belém do Pará
Bembelelém!
Viva Belém!
Belém do Pará porto moderno integrado na equatorial
Beleza eterna da paisagem
Bembelelém!
Viva Belém!
Cidade pomar
(Obrigou a polícia a classificar um tipo novo de delinquente:
O apedrejador de mangueiras)
Bembelelém!
Viva Belém!
Belém do Pará onde as avenidas se chamam Estradas:
Estrada de São Jerônimo
Estrada de Nazaré (...)
BANDEIRA, Manuel.Os melhores poemas de Manuel Bandeira. Seleção Francisco de Assis Barbosa. São Paulo: Global.1984.p.7 8.
(P090007PE)
D19 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.
18. (AV. Goiás) As palavras ―Bembelelém, Belém‖, com repetição de sons semelhantes sugerem
(A) brincadeira com palavras.
(B) evocação do repicar de sinos.
(C) homenagem a Belém do Pará.
(D) leveza da estrutura do poema.
15
TEXTO 09
Sumiço
Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo
de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião, liga para o tal:
— Alô! – atende uma voz de criança, quase sussurrando.
— Alô. Seu papai está?
— Tá... – ainda sussurrando.
— Posso falar com ele?
— Não. – disse a criança bem baixinho.
Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:
— E a sua mamãe? Está aí?
— Tá.
— Ela pode falar comigo?
— Não. Ela tá ocupada.
— Tem mais alguém aí?
— Tem... – sussurra.
— Quem?
— O ―puliça‖.
Um pouco surpreso, o chefe continua:
— O que ele está fazendo aí?
— Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o ―bombelo‖...
Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado:
— Que barulho é esse?
— É o ―licópito‖.
— Um helicóptero?
— É. Ele ―tlosse‖ uma equipe de busca.
— Minha nossa! O que está acontecendo aí? – o chefe pergunta, já desesperado.
E a voz sussurra com um risinho safado:
— Eles tão me ―puculando‖.
Fonte: http://criancas.uol.com.br/piadas/piadas_criancas.jhtm. Acesso em 05//08/2007. (P08306SI)
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
19. (Av. Goiás) Nesse texto, a palavra ―sussurrando‖ indica que o menino falava
(A) agitado.
(B) assustado
(C) baixo.
(D) sério.
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
20. (Av. Goiás) Na frase ―– Tem mais alguém aí?‖, o verbo empregado representa uma marca de
(A) registro oral formal.
(B) registro oral informal.
(C) falar regional.
(D) falar caipira.
16
TEXTO 10
Pedro, o Homem da Flor...
(Stanislaw Ponte Preta)
Quando anoitece, Pedro pega a sua clássica cestinha, enche de flores, cujas hastes teve o
cuidado de enrolar em papel prateado, e sai do barraco rumo à Copacabana, onde fica até alta
madrugada, entrando nos bares - em todos os bares, porque Pedro conhece todos - vendendo rosas.
Quando a cesta fica vazia, Pedro conta a féria e vai comer qualquer coisa no botequim mais
próximo. Depois volta para casa como qualquer funcionário público que tivesse cumprido
zelosamente sua tarefa, na repartição a que serve.
Conversei uma vez com Pedro - o homem da flor. Já o vinha observando quando era o caso
de estar num bar em que ele entrava. Vira-o chegar e dirigir-se às mesas em que havia um casal.
Pedia licença e estendia a cesta sobre a mesa. Psicologia aplicada, dirão vocês, pois qual homem
que se nega a oferecer flor à moça que o acompanha, quando se lhe apresenta a oportunidade? Sim,
talvez Pedro seja um bom psicólogo mas, mais que isso, é um romântico. Quando o homem mete a
mão no bolso e pergunta quanto custa a flor, depois de ofertá-la à companheira, Pedro responde com
um sorriso:
-Dá o que o senhor quiser, moço. Flor não tem preço.
Como eu ia dizendo, conversei uma vez com Pedro e, desse dia em diante, temos
conversado muitas vezes. Ele sabe de coisas. Sabe, por exemplo, Que a rosa branca encanta as
mulheres morenas, enquanto as louras, invariavelmente, preferem rosas vermelhas. Fiel às suas
observações, é incapaz de oferecer rosas brancas às mulheres louras, ou vice versa. Se entra num
bar e as flores de sua cesta são todas de uma só cor, não coincidindo com o gosto comum às
mulheres presentes, nem chega a oferecer sua mercadoria. Vira as costas e sai em demanda de
outro bar, onde estejam mulheres louras, ou morenas, se for o caso.
O pequeno buquê de violetas - quando as há - é carinhosamente arrumado pelas suas
mãos grossas de operário, assim como também as hastes prateadas das rosas. Saibam todos os que
se fizeram fregueses de Pedro - o homem da flor - que aquele papel prateado artisticamente preso na
haste das rosas e que tanto encantava as moças foi antes um comum papel de maços de cigarros
vazios, que o próprio Pedro recolheu por aí, nas suas andanças pela madrugada.
Sei que Pedro ama sua profissão, tira dela o seu sustento, mas acima de tudo esforça-se
por dignificá-la. Não vê que seria um mero mercador de flores!
Lembro-me da vez em que, entrando pelo escuro do bar, trouxe nas mãos a última rosa
branca para a moça morena que bebia calada entre dois homens. Quando os três levantaram a
cabeça ante a sua presença, pudemos notar - eu, ele e as demais pessoas presentes - que a moça
era linda, de uma beleza comovente, suave, mas impressionante.
Pedro estendeu-lhe a rosa sem dizer uma palavra e, quando um dos rapazes quis pagarlhe, respondeu que absolutamente era nada. Dava-se por muito feliz por Ter tido a oportunidade de
oferecer aquela flor à moça que lá estava. E sem ousar olhar novamente pra ela, e disse:
- Mais flores eu daria se mais flores eu tivesse!
Assim é Pedro - o homem da flor.
Discreto, sorridente e amável, mesmo na sua pobreza. Vende flores quase sempre e oferece
flores quando se emociona. Foi o que aconteceu na noite em que, mal chegado à Copacabana, viu o
povo que rodeava o corpo do homem morto, vítima de um mal súbito. Só depois que soube que
Pedro o conhecia do tempo em que era porteiro de um bar no Lido. Na hora não. Na hora ninguém
compreendeu, embora todos se comovessem com seu gesto, ali abaixado a colocar todas as suas
flores sobre as mãos do homem morto. Pois foi o que Pedro fez, voltando em seguida para a sua
favela do Esqueleto.
Naquela noite, não trabalhou.
Fonte: http://saresp.fde.sp.gov.br/2005/Arquivos/Provas_EF_2005/8%C2%B0s%C3%A9rie%20EF%20tarde.pdf
17
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
21. (SARESP/2005) A personagem Pedro vendia flores em
(A) bares de Copacabana.
(B) favelas no Esqueleto.
(C) portarias no Lido.
(D) repartições públicas
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
22. (SARESP/2005) No segundo parágrafo, o narrador relata o sucesso da venda de flores quando
Pedro
(A) enrola as hastes em papel prateado.
(B) enrola as hastes das flores e sai.
(C) entra nos bares e fica até de madrugada na rua.
(D) conta o dinheiro e vai comer
D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato
23. (SARESP/2005) O fato que origina a crônica é a observação do narrador sobre
(A) o comportamento do vendedor.
(B) a disposição das mesas do bar.
(C) o mistério das mulheres.
D) a organização das flores no cesto
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
24. (SARESP/2005) O narrador apresenta a fala do personagem na seguinte passagem:
(A) ―Conversei uma vez com Pedro – o homem da flor‖.
(B) ―Sim, talvez seja um bom psicólogo‖.
(C) ―– Mais flores daria se mais flores tivesse‖.
D) ―Assim é Pedro – o homem da flor‖.
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
25. (SARESP/2005) O narrador conta a trajetória profissional de seu personagem com
(A) hostilidade e arrogância.
(B) tristeza e arrependimento.
(C) espanto e simpatia.
(D) ironia e desprezo
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
26. (SARESP/2005) Do trecho ‗‗Naquela noite não trabalhou‖, pode-se deduzir que a personagem
(A) deixara todas as suas flores no chão.
(B) era uma pessoa cheia de amargura
(C) estava cansado de vender flores
(D) ficara triste com a morte do colega.
18
TEXTO 11
Por que o mundo está tão desorientado
Domenico de Mais
Se eu tivesse de indicar qual denominador comum psicológico caracteriza a sociedade atual
no mundo inteiro, não teria dúvida. Alguns povos são dominadores, outros, submissos; alguns são
tímidos, outros agressivos. Há os desorganizados e os extremamente metódicos. Alguns são laicos e
outros fundamentalistas. Também existem os povos voltados para a modernidade e outros que são
tradicionalistas. No entanto, todos os povos do mundo estão, hoje, desorientados.
O que leva a essa desorientação é a rapidez e a multiplicidade das mudanças. Seis séculos
antes de Cristo, quando as transformações ocorriam lentamente, Heráclito escreveu: "É na mudança
que as coisas se assentam". Mas poderíamos dizer isso hoje? A invenção das técnicas para dominar
o fogo, o desenvolvimento da agricultura e do pastoreio na Mesopotâmia, as grandes descobertas
científicas e geográficas realizadas entre os séculos XII e XVI representam saltos. No entanto,
nenhuma dessas mudanças se realizou em espaço de tempo inferior à vida média de uma pessoa.
Nenhum ser humano pôde assistir ao processo inteiro.
Hoje as coisas são diferentes. Ao longo de poucas décadas, passamos de uma economia
industrial centrada na produção de automóveis e de eletrodomésticos a uma economia pós-industrial
centrada na produção de serviços, informação, símbolos, valores e estética. Passamos de uma
cultura moderna de livros e de jornais a uma pós-moderna feita de televisão e internet. Saímos do
poder exercido por capitães da indústria para o de cientistas, artistas e da mídia de massa. (...)
É como se, de improviso, uma imensa avalanche, uma enorme massa d‘água, uma erupção
vulcânica e um terremoto se abatessem de uma só vez sobre uma região tranquila, aterrorizando
seus habitantes. Alguns desses habitantes talvez até contassem com a destruição, mas a grande
maioria foi surpreendida durante o sono e vive agora na maior desorientação. (...)
Quem está desorientado passa, de fato, por uma profunda sensação de crise, e quem se
sente em crise deixa de projetar o próprio futuro. Quando uma pessoa, uma família ou um país
renuncia a projetar seu futuro, outro o projetará no lugar deles. E não fará por bondade altruísta, mas
em proveito próprio.
(Revista Época, p. 92, 13/09/2007)
SARESP/2003
D14 - Distinguir no texto um fato da opinião relativa a esse fato.
27. (SARESP/2003) ―Passamos de uma cultura moderna de livros e de jornais a uma pós-moderna
feita de televisão e internet‖. Indique o trecho em que o autor emite uma opinião a respeito da
constatação apresentada acima:
(A) ―Saímos do poder exercido por capitães da indústria para o de cientistas, artistas e da mídia de
massa.‘‘
(B) ―E não fará por bondade altruísta, mas em proveito próprio‖.
(C) ―No entanto, nenhuma dessas mudanças se realizou em espaço de tempo inferior à vida média
de uma pessoa‖.
(D) ―É como se, de improviso, uma imensa avalanche (...) se abatessem de uma só vez sobre uma
região tranquila, aterrorizando seus habitantes‖.
19
TEXTO 12
Câncer
As novas frentes de ataque
A ciência chega finalmente à fase de atacar o mal pela raiz sem efeito colateral.
A luta contra o câncer teve grandes vitórias nas últimas décadas do século 20, mas deve-se
admitir que houve também muitas esperanças de cura não concretizadas. Após sucessivas
promessas de terapias revolucionárias, o século 21 começou com a notícia de uma droga
comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de células tumorais. Ela foi anunciada em
maio deste ano, na cidade de San Francisco, no EUA, em uma reunião com a presença de cerca de
26 mil médicos e pesquisadores. A genética, que já vinha sendo usada contra o câncer em
diagnósticos e avaliações de risco, conseguiu, pela primeira vez, realizar o sonho das drogas
―inteligentes‖: impedir a formação de tumores. Com essas drogas, será possível combater a doença
sem debilitar o organismo, como ocorre na radioterapia e na quimioterapia convencional. O próximo
passo é assegurar que as células cancerosas não se tornem resistentes à medicação. São, portanto,
várias frentes de ataque. Além das mais de 400 drogas em testes, aposta-se no que já vinha dando
certo, como a prevenção e o diagnóstico precoce.
Revista Galileu. Julho de 2001, p. 41.
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc
28. (SAEB/2011) O conectivo ―portanto‖, (l.12), estabelece com as ideias que o antecedem uma
relação de
(A) adversidade.
(B) conclusão.
(C) comparação.
(D) finalidade.
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
29. (Salto - 2013) O texto acima tem a finalidade de
(A) informar que a ciências teve um grande avanço na cura do câncer.
(B) divulgar a grande vitória da luta contra o câncer nas últimas décadas.
(C) criticar o tratamento do câncer realizado pelos médicos no século 20.
(D) apresentar pesquisa sobre o tratamento de câncer realizado na Europa.
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
30. (Salto - 2013) No trecho, ―Após sucessivas promessas de terapias revolucionárias, o século 21
começou com a notícia de uma droga comprovadamente capaz de bloquear pela raiz a gênese de
células tumorais. Ela foi anunciada em maio deste ano, na cidade de San Francisco, no EUA...‖ o
termo destacado refere-se a
(A) terapia.
(B) gênese.
(C) luta.
(D) droga.
20
TEXTO 13
Especial Copa 2014 - Planejar é preciso
A decisão do Brasil em sediar a Copa do Mundo de 2014 se divide em opiniões favoráveis e
contrárias quanto ao fato do país receber grandes eventos. Investir quantias que iriam ser destinadas
para finalidades sociais mais emergenciais ou de maior relevância para a população, visando
viabilizar a realização dos jogos, gera um paradoxo em um país que busca se destacar
internacionalmente, mas que no seu interior convive com uma enorme desigualdade social.
Para o jornalista esportivo Flávio Benvenuto, a aplicação de recursos do governo federal em
eventos esportivos de grande porte é uma forma de melhorar a infra-estrutura das cidades que serão
sedes do evento: ―O governo terá de fazer obras que facilitem o escoamento do trânsito, melhorias
nos setores urbanísticos, contenção da violência e reformas em estádios que promoverão a criação
de empregos temporários e agirão no desenvolvimento social e tecnológico no Brasil‖.
Aldo Azevedo, especialista em Sociologia do Esporte e professor da UnB, acredita que o PanAmericano 2007 irá trazer boas lições para os organizadores do projeto da Copa do Mundo no Brasil
quanto ao orçamento e desperdício de recursos: ―Durante a realização das obras no Rio de Janeiro,
foram destinados cerca de R$ 3,5 bilhões de reais para a concretização do evento que inicialmente
havia sido orçado em R$ 300 milhões‖, ressalta o professor.
A respeito da realização da Copa de 2014 no Brasil, o presidente Lula, em nome do Governo
Federal, enfatiza que a aplicação de recursos públicos é uma forma de divulgar a grandeza do país e
melhorar a autoestima do brasileiro. Já a CBF, espera que o Estado apenas haja como um facilitador
e indutor, deixando o capital privado tomar conta dos preparativos da competição.
Cléber Bernucci, jornalista da rede SportTV, acredita que o planejamento é fundamental para
o Projeto 2014 vingar:‘‘ Já tivemos exemplos de países como o México, o Chile e mais recentemente
Japão e Alemanha, que destinaram recursos para a realização das Copas e melhoraram seus
sistemas viários, deixaram seus estádios mais modernos e criaram um sentimento de zelo pelo
patrimônio construído‖, e conclui: ―A Copa passa mas o legado fica‖.
Postado por Alexandre Azank
Fonte: http://opiniaofc.blogspot.com.br/2007/08/especial-copa-2014-planejar-preciso.html.
D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema.
31. (SALTO/2013) O texto ―Especial Copa 2014 - Planejar é preciso‖ mostra diversas opiniões a
respeito do investimento de recursos para a realização da Copa do Mundo no Brasil. Dessa forma,
podemos afirmar que
(A) Aldo Azevedo defende que os recursos do governo federal é uma forma de melhorar a
infraestrutura das cidades que serão sede do evento.
(B) o Presidente Lula destaca que a aplicação de recursos do governo divulgará a grandeza do país e
irá elevar a autoestima do brasileiro.
C) a CBF apoia o Presidente Lula, enfatizando a importância da participação do Estado como
organizador dos preparativos para a Copa.
(D) Cléber Bernucci acredita que países que destinam recursos para a realização de Copas têm
prejuízos em seus sistemas viários.
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TEXTO 14
D17 – Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
32. (Goiás/2011) Nessa tirinha, a palavra BLAM indica o
(A) barulho de um relâmpago.
(B) grito do bichinho que estava no livro.
(C) som do livro se fechando.
(D) susto do homem vendo o bichinho.
TEXTO 15
Droga: uma "doença degenerativa" que está debilitando o "organismo social" em que
vivemos.
O consumo de drogas está cada vez mais presente em nosso dia a dia, isso por que a
circulação e o tráfico desse entorpecente se intensificaram enormemente nas últimas décadas por
mais que as autoridades tenham investido bastante no combate a entrada deste ―vírus‖ que afeta
toda e qualquer pessoa independentemente de classe social.
Os usuários são indivíduos que, na maioria das vezes, não possuem boas condições
financeiras o que os levam a viverem em um verdadeiro inferno de desolações que é o mundo de
fantasias dos dependentes químicos. Infelizmente, as sociedades em geral julgam superficialmente
os drogados sem saberem das suas intimidades e história de vida, as quais estão diretamente ligadas
ao convívio familiar.
Geralmente, os viciados químicos foram induzidos por amigos ou conhecidos a usarem
drogas, uma vez que estas lhes conferem uma sensação momentânea de prazer e bem estar. Mas,
posso afirmar com certeza que após os efeitos alucinantes dos entorpecentes as consequências são
devastadoras e duradouras. Aliás, o uso de drogas proporciona, sem dúvida alguma, mais
desvantagens para quem consome do que vantagens, se bem que esta última não existe para quem
usa drogas, isso é simplesmente indiscutível. Creio que não preciso entrar em detalhes a respeito
desse argumento, afinal de contas esta não é a minha intenção, pois, suponho que todos ou quase
todos sabem sobre as consequências do uso contínuo de drogas em geral. Só lembrando aos leitores
que semanticamente a palavra droga já define por completo a sua futilidade.
É importante lembrar também que conflitos familiares passam a ser constantes nos lares de
qualquer família que possui pelo menos um dos membros dependente das drogas.
Para finalizar quero deixar claro que o uso de drogas não só no Brasil, mas em todo o mundo
está virando uma epidemia sem controle. Aliás, já virou uma ―doença degenerativa‖ que está
sufocando e debilitando, de certa forma, o ―organismo social" em que vivemos. Em outras palavras,
as autoridades devem e podem investir mais em políticas públicas e campanhas educativas voltadas
ao combate tanto do tráfico como do uso de drogas, sobretudo em locais públicos. Afinal de contas os
―donos‖ do poder também são seres humanos que, consequentemente, fazem parte desse organismo
social que, como uma joia preciosa, devemos zelá-lo e protegê-lo, pois é usufruto de todos, inclusive
das novas gerações. Acredito que em primeiro plano deve-se investir principalmente em educação
que é o combustível que move todo e qualquer país, estado ou cidade.
Marcondes Torres, estudante e blogueiro desde janeiro de 2012. Acesso em 08/10/2012
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D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
33. (Salto - 2013) As aspas têm como função destacar uma parte do texto, delimitar citações ou
realçar uma palavra ou expressão. A aspa utilizada pelo autor na palavra ―donos‖ indica que
(A) há preocupação dos governantes em combater as doenças degenerativas.
(B) os governantes estão incluídos no organismo social e devem zelar por ele.
(C) o poder público deve investir em políticas públicas ao combate do tráfico de uso de drogas.
(D) o poder público não está investindo em politicas públicas ao combate do tráfico de uso de drogas.
D7 – Identificar a tese de um texto
34. (Salto - 2013) A tese defendida pelo autor é:
(A) A insuficiência de investimento feito pelas autoridades no combate ao uso de drogas.
(B) O consumo de drogas tem se intensificado como um ―vírus‖ nas últimas décadas, apesar de
todo investimento das autoridades em seu combate.
(C) A falta de investimento pelas autoridades tem aumentado o número de usuários de drogas.
(D) Os usuários de drogas são indivíduos que na maioria das vezes não possuem boas condições
financeiras.
D22 – Identificar o gênero de diferentes textos.
35. (Salto - 2013) O texto Droga: uma "doença degenerativa" que está debilitando o "organismo
social" em que vivemos é um(a)
(A) artigo de opinião.
(B) editorial.
(C) resenha.
(D) crônica.
TEXTO 16
Texto I
A moda e a publicidade
Ana Sánchez de la Nieta
[…]
Se antes os ídolos da juventude eram os desportistas e os atores de cinema, agora são as
modelos. [...]. Se, no passado, as mulheres queriam presidir Bancos, dirigir empresas ou pilotar
aviões, hoje muitas só sonham em desfilar pela passarela e ser capa da ―Vogue‖.
A vida de modelo apresenta-se para muitas adolescentes como o cúmulo da felicidade:
beleza, fama, êxito e dinheiro. [...]
[...] Os aspectos relacionados com o físico são engrandecidos. Esta é uma constante da
chamada civilização da imagem, imperante na atualidade. [...] O tipo de atração que hoje impera é o
de uma magreza extrema. Esta é a causa principal de uma enfermidade que ganha cada vez mais
importância na adolescência: a anorexia, uma perturbação psíquica que leva a uma distorção, a uma
falsa percepção de si mesmo. Na maioria dos casos, esta enfermidade costuma começar com o
desejo de emagrecer. Se alguém se julga gordo sente-se rejeitado por esta razão. Pouco a pouco
deixa de ingerir alimentos e perde peso. No entanto, a pessoa continua a considerar-se gorda,
persiste a insegurança e começa a sentir-se incapaz de comer. Esta enfermidade leva a
desequilíbrios psíquicos que podem acompanhar a pessoa para o resto da sua vida e em não raras
ocasiões provoca a morte.
Fonte: http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo346.shtml/Acesso 16/10/2012
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Texto II
In CEREJA, William Roberto. Português: linguagens, 9º. Ano. São Paulo: Atual, 2006.
D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que
será recebido.
36. (SME – RJ/2010) Comparando os dois textos, pode-se dizer que tratam do mesmo tema, porém
(A) o texto I informa sobre o problema da anorexia e o II, de forma humorística, faz uma crítica à
magreza das modelos.
(B) o texto I critica as modelos por seguirem a civilização da imagem e o II, defende a perspectiva da
civilização da imagem.
(C) o texto I defende as modelos que sofrem de anorexia e o texto II, indica os problemas mais
comuns das modelos.
(D) o texto I explica os problemas decorrentes da anorexia e o texto II, elogia a magreza extrema das
modelos.
D12 – Identificar a finalidade de diferentes gêneros.
37. O texto A moda e a publicidade tem a finalidade de
(A) informar sobre o problema da anorexia, uma enfermidade que ganha cada vez mais importância
na adolescência.
(B) divulgar sobre o problema da anorexia, uma enfermidade que ganha cada vez mais importância
na adolescência.
(C) relatar sobre o problema da anorexia, uma enfermidade que ganha cada vez mais importância na
adolescência.
(D) criticar sobre o problema da anorexia, uma enfermidade que ganha cada vez mais importância na
adolescência.
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TEXTO 17
Fácil assim?
Samy Santos
―A polícia quando quer, faz‖. Por trás dessa máxima se esconde o senso comum, falta de
pessoal e estrutura adequada para coibir a criminalidade. A expressão do primeiro período desse
texto já está ―consagrada‖ no meio social, visto que parte considerável da população só vê a polícia
como uma Instituição corrupta e inoperante.
Esse debate volta à tona em razão dos acontecimentos recentes. O delegado de Camaçari,
Cleiton Silva, foi morto numa tentativa de assalto, e em menos de 12 horas todos os bandidos que
participaram do crime já haviam sido presos.
O Estado brasileiro não oferece condições adequadas de trabalho aos policiais, uma vez que
não há pessoal suficiente, treinamento rigoroso, faltam viaturas, apoio logístico, armamento e todo
aparato responsável em oportunizar uma atuação mais competente e eficaz. Assim, é no mínimo
incoerente exigir tanto da polícia brasileira.
Não é objetivo desta discussão, no entanto, mascarar e tampouco esconder falhas da polícia
que independem da falta de condições de trabalho ofertadas pelo Estado, como abuso de autoridade,
corrupção, atividades ilícitas ou violência gratuita, mas o de enfatizar que há sérias razões que
impedem e limitam o trabalho da polícia brasileira.
Nesse ínterim, surge o questionamento: por qual razão a polícia consegue dar resposta rápida
a criminalidade apenas em alguns casos? Como a falta de estrutura é singular na Instituição, sempre
se acaba dando prioridade a alguns casos, tal prioridade é mais notável em crimes cometidos contra
policiais, autoridades, pessoas de representatividade social ou ainda que causam grande comoção
popular.
Dessa forma, o foco da discussão deveria ser outro. A questão a ser discutida não é,
certamente, a resposta rápida que a polícia tem dado em alguns casos, porém a implementação de
medidas que possibilite que tal Instituição aja sempre de forma rápida e eficiente.
A violência alcançou níveis insustentáveis no Brasil, e os crimes cometidos não fazem
acepção de pessoa, religião, etnia, gênero ou conta bancária. É preciso, então, que o Estado faça
investimentos em áreas sensíveis, como segurança pública, saúde, educação, entretenimento,
cultura, cidadania e emprego. As ações elencadas aqui não contribuirão apenas para amenizar a
criminalidade, mas para elevar os níveis de desenvolvimento do país. É hora de avançar.
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Fonte: http://www.noticiasdeipiau.com/tag/artigo-de-opiniao/
Fonte: http://portucia.blogspot.com.br/2013/07/atividade-artigo-de-opiniao.html
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D6 – Identificar o tema de um texto.
38. Em um texto de opinião a ―Tese‖ é a ideia defendida pelo autor. A alternativa que resume a tese
do autor é
(A) ―A polícia quando quer faz.‖;
(B) ―Esse debate volta à tona em razão dos acontecimentos recentes;‖
(C) ―É hora de avançar;‖
(D) ―É no mínimo incoerente exigir tanto da polícia brasileira.‖
Fonte: www.portucia.blogspot.com.br/2013/07
D8 – Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-las.
39. O principal argumento do autor para sustentar sua tese é:
(A) Crimes cometidos contra policiais, autoridades, pessoas de representatividade social, ou ainda
que causam grande comoção popular.
(B) Implementação de medidas que possibilite que tal instituição aja de forma rápida e eficiente.
(C) É preciso investir na saúde.
(D) Após 12 horas todos os bandidos sempre são presos.
Fonte: www.portucia.blogspot.com.br/2013/07
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
40. De acordo com o autor os motivos que causam a violência é:
(A) A falta de segurança pública, saúde, educação, entretenimento, cultura, cidadania e emprego.
(B) Pessoa com representatividade social.
(C) Não exigir muito da polícia brasileira.
(D) Falta de viaturas e armamento.
Fonte: www.portucia.blogspot.com.br/2013/07
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos.
41. (Salto - 2013) O texto ―Fácil Assim?‖ pertence ao gênero
(A) artigo de opinião.
(B) artigo cientifico.
(C) editorial.
(D) crônica.
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
42. No trecho ―Não é objetivo desta discussão, no entanto, mascarar e tampouco esconder falhas da
polícia que independem da falta de condições de trabalho ―[...]‘‘ o termo em destaque provoca no
leitor o efeito de sentido de
(A) contradição.
(B) explicação.
(C) conclusão.
(D) adição.
Fonte: www.portucia.blogspot.com.br/2013/07
D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
43. De acordo com a leitura do texto, podemos afirmar que a posição do autor em relação ao fato
apresentado é:
(A) A polícia sempre resolve todos os problemas.
(B) A polícia, conforme a expressão utilizada ―quando quer faz‖.
(C) Defende a ideia de uma alternativa diferente para solucionar os problemas.
(D) Pensa que não há solução para a corrupção na polícia.
Fonte: www.portucia.blogspot.com.br/2013/07
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TEXTO 18
O menino e o arco-íris
Era uma vez um menino curioso e entediado. Começou assustando-se com as cadeiras, as
mesas e os demais objetos domésticos. Apalpava-os, mordia-os e jogava-os no chão: esperava
certamente uma resposta que os objetos não lhe davam. Descobriu alguns objetos mais
interessantes que os sapatos: os copos – estes, quando atirados ao chão, quebravam-se. Já era
alguma coisa, pelo menos não permaneciam os mesmos depois da ação. Mas logo o menino (que
era profundamente entediado) cansou-se dos copos: no fim de tudo era vidro e só vidro.
Mais tarde pôde passar para o quintal e descobriu as galinhas e as plantas. Já eram mais
interessantes, sobretudo as galinhas, que falavam uma língua incompreensível e bicavam a terra.
Conheceu o peru, a galinha-d´Angola e o pavão.
Mas logo se acostumou a todos eles, e
continuou entediado como sempre.
Não pensava, não indagava com palavras, mas explorava sem cessar a realidade.
Quando pôde sair à rua, teve novas esperanças: um dia escapou e percorreu o maior espaço
possível, ruas, praças, largos onde meninos jogavam futebol, viu igrejas, automóveis e um trator que
modificava um terreno. Perdeu-se. Fugiu outra vez para ver o trator trabalhando. Mas eis que o
trabalho do trator deu na banalidade: canteiros para flores convencionais, um coreto etc. E o menino
cansou-se da rua, voltou para o seu quintal.
O tédio levou o menino aos jogos de azar, aos banhos de mar e às viagens para a outra
margem do rio. A margem de lá era igual à de cá. O menino cresceu e, no amor como no cinema, não
encontrou o que procurava. Um dia, passando por um córrego, viu que as águas eram coloridas.
Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!
Desde então, todos os dias dava um jeito de ir ver as cores do córrego. Mas quando alguém
lhe disse que o colorido das águas provinha de uma lavanderia próxima, começou a gritar que não,
que as águas vinham do arco-íris. Foi recolhido ao manicômio.
E daí?
(GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris. São Paulo: Ática, 2001. p. 5)
Fonte: http://textoemmovimento.blogspot.com.br/2013/03/texto-o-menino-e-o-arco-iris.html
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
44. (SARESP/2010) Na expressão ―Mas logo se acostumou a todos eles‖, o termo destacado referese a
(A) animais no quintal.
(B) cadeiras e mesas.
(C) sapatos e copos.
(D) jogos de azar.
D6 - Identificar o tema de um texto.
45. (SARESP/2010) O tema do texto é
(A) a curiosidade.
(B) a insatisfação.
(C) a natureza.
(D) a saudade.
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
46. (SARESP/2010) De acordo com o texto, o menino procurava, desde criança, por
(A) alguma coisa surpreendente.
(B) galinhas e plantas interessantes.
(C) um arco-íris.
(D) banhos de mar.
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
47. (SARESP/2010) ―E daí?‖ A frase final do texto demonstra que a opinião do narrador sobre o
destino do menino é de
(A) pena e desespero.
(B) simpatia e aprovação.
(C) indiferença e conformismo.
(D) esperança e simpatia.
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D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
48. (SARESP/2010) No trecho ―Desceu pela margem, examinou: eram coloridas!‖, o ponto de
exclamação indica
(A) o tédio do menino.
(B) a surpresa do menino.
(C) a dúvida do narrador.
(D) o comentário do narrador.
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos
49. (SARESP/2010) O texto acima é
(A) uma crônica.
(B) uma notícia.
(C) um informativo.
(D) uma fábula.
TEXTO 19
Tudo vai melhorar!
Numa feira de agropecuária, um fazendeiro do
Mato Grosso do Sul encontrou-se com um Fazendeiro
do estado do Tocantins:
O Fazendeiro do Mato Grosso do Sul
perguntou:
- Cumpadre! Se o senhor não se importa deu
perguntar, Qual é o tamanho da sua fazenda?
O Fazendeiro do Tocantins respondeu:
- Oía cumpadre! Acho que deve di dar aí uns
quatrocentos hectare é piquinina! E a sua?
Como o fazendeiro do Mato Grosso do Sul era
daquele tipo meio arrogante e cheio de mania de
grandeza ele foi logo esnobando o outro fazendeiro
dizendo:
- Cumpadre! O senhor sabe que eu nunca me interessei de contá eu só sei que eu saio de
manhã bem cedinho e quando é meio dia eu ainda nem cheguei na metade da propriedade.
Respondeu o fazendeiro do Mato Grosso.
O fazendeiro do Tocantins, comovido, deu uns tapinhas nas costas do fazendeiro do Mato
Grosso e disse:
- Eu sei cumpadre!... Eu sei! No começo eu também andava de carroça...Squenta não!...
Guenta firme cumpadre! Tenho certeza que tudo vai melhorar!
Edilson Rodrigues Silva acesso 03/09/2012
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
50. A partir da leitura do texto pode–se inferir que, o meio de transporte que o fazendeiro do Mato
Grosso do Sul utilizava para andar em sua fazenda era
(A) carro esporte
(B) carroça.
(C) moto.
(D) bicicleta.
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
51. No texto as palavras, ―Cumpadre, Oía, piquinina, contá, squenta, guenta‖ usadas pelos
fazendeiros do Tocantins e do Mato Grosso do Sul é uma linguagem
(A) científica.
(B) formal.
(C) informal.
(D) técnica.
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TEXTO 20
Alta Velocidade
Já fazia um bom tempo que aquele policial estava de olho
naquele motorista apressadinho. Ele pensou:
Amanhã esse cara não vai me escapar. Vou pará-lo e lhe darei
uma multa daquelas bem salgadas. O engraçadinho não perde
por esperar.
No dia seguinte o policial fez o sinal para que o motorista
infrator parasse. O motorista atendeu prontamente e parou o
veículo. Sem perder tempo o policial foi logo dizendo:
- hãm!...hãm! Bonito heim! Até que enfim nos encontramos. Por
acaso o senhor sabia que já faz um bom tempo que eu estava a
sua espera. - Puxa vida seu policial! Sinceramente, sinto muito! Eu juro que eu não sabia, só fiquei
sabendo disso há alguns minutos atrás e, como o senhor mesmo viu, eu vim o mais rápido que
pude...
Edilson Rodrigues Silva – acesso 3/09/2012
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.
52. No texto os termos “apressadinho” e „„engraçadinho” foram utilizados no sentido de
(A) desprezo.
(B) vingança.
(C) emoção.
(D) tristeza.
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos.
53. O texto acima é
(A) uma crônica.
(B) um conto.
(C) uma novela.
(D) uma noticia.
TEXTO 21
O mato
Veio o vento frio, e depois o temporal noturno, e depois da lenta chuva que passou toda a
manhã caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a cidade entardeceu em brumas. Então o
homem esqueceu o trabalho e as promissórias, esqueceu a condução e o telefone e o asfalto, e saiu
andando lentamente por aquele morro coberto de um mato viçoso, perto de sua casa. O capim cheio
de água molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato escurecia sem vagalumes nem grilos.
Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena, sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na
cara as gotas de água como se fosse uma bênção. Ali perto mesmo a cidade murmurava, estalava
com seus ruídos vespertinos, ranger de bondes, buzinar impaciente de carros, vozes indistintas; mas
ele via apenas algumas árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali perto, dentro de uma casa
fechada, um telefone batia, silenciava, batia outra vez, interminável, paciente, melancólico. Alguém
com certeza já sem esperança, insistia em querer falar com alguém.
Por um instante, o homem voltou seu pensamento para a cidade e sua vida. Aquele telefone
tocando em vão era um dos milhões de atos falhados da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso
dessa vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de ambições e vaidades, na procura de amor e
de importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres. Ainda bem que de todas as grandes cidades do
mundo o Rio é a única a permitir a evasão fácil para o mar e a floresta. Ele estava ali num desses
limites entre a cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava em seus problemas urbanos —
mas um camaleão correu de súbito, um passarinho piou triste em algum ramo, e o homem ficou
atento àquela humilde vida animal e também à vida silenciosa e úmida das árvores, e à pedra escura,
com sua pele de musgo e seu misterioso coração mineral.
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E pouco a pouco ele foi sentindo uma paz naquele começo de escuridão, sentiu vontade de
deitar e dormir entre a erva úmida, de se tornar um confuso ser vegetal, num grande sossego, farto
de terra e de água; ficaria verde, emitiria raízes e folhas, seu tronco seria um tronco escuro, grosso,
seus ramos formariam copa densa, e ele seria, sem angústia nem amo, sem desejo nem tristeza,
fone, quieto, imóvel, feliz.
(Rubem Braga)
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos.
54. O texto ―O mato‖ é uma
(A) novela.
(B) noticia.
(C) crônica.
(D) reportagem.
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
55. O termo ali (2º parágrafo) no texto indica
(A) tempo.
(B) lugar.
(C) causa.
(D) modo.
TEXTO 22
TEXTO I
Poema culinário
TEXTO II
Sanduíche de atum com maçã
Carlos Drummond de Andrade
No croquete de galinha,
A cebola batidinha
Com duas folhas de louro
Vale mais do que um tesouro
Também dois dentes de alho
Nunca serão espantalho.
(Ao contrário) E três tomates,
Em vez de causar dislates,
Sem peles e sem sementes,
São ajudas pertinentes
Ao lado do sal, da salsa,
(A receita nunca é falsa)
Todos boiam na manteiga
De natural doce e meiga.
E para maior deleite,
Um copo e meio de leite.
Ah, me esqueci: três ovos
Bem graúdos e bem novos
Junto à farinha de rosca
(Espante-se logo a mosca)
Mais a pitada de óleo,
Sem se manchar o linóleo,
E mais farinha de trigo...Ai, meu Deus,
deixa comigo!
Ingredientes
1 lata pequena de atum
1 colher (sopa) de azeite de oliva
1 pitada de pimenta-do-reino branca
1 maçã fuji
1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco 4 folhas de
alface crespa
1 pão médio sal a gosto
Modo de Preparo:
Coloque em uma tigela o atum, o azeite de oliva, a
pimenta-do-reino e o sal. Mexa vigorosamente com
uma colher até obter uma mistura homogênea.
Reserve. Lave a maçã, seque-a, corte em fatias finas
e coloque-as em outra tigela. Regue-as com o vinagre
e reserve. Lave as folhas de alface, seque-as com
toalha de papel. Reserve. Abra o pão no sentido
horizontal. Em uma das metades, disponha as folhas
de alface e as maçãs. Espalhe a pasta de atum e
feche o sanduíche.
Fonte:http://www.grupoterramar.com.br/receitas/sanduiches/sanduich
e-de-atum-com-maca/
Fonte: http://cozinhamultimidia.blogspot.com/2009/06/carlos.html)
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D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que
será recebido.
56. Comparando os dois textos pode-se afirmar que:
(A) o texto I explica de forma objetiva como preparar o croquete de galinha e o II, explica de forma
subjetiva o modo de preparar o sanduiche.
(B) o texto I apresenta as quantidades para fazer o croquete de galinha estão especificadas e o II,
não especifica quantidades para fazer o Sanduíche de atum com maçã.
(C) o texto I apresenta os ingredientes para fazer o croquete de galinha de forma literária e o II,
apresenta de forma não-literária.
(D) o texto I está escrito em forma de prosa e o texto II está escrito em forma de versos.
TEXTO 23
Formular perguntas sobre o cotidiano
Entender não significa apenas reconhecer o assunto, mas desenvolver uma relação entre os
seus saberes e as informações externas ao próprio assunto.
Ler o mundo, decifrá-lo e reconstruí-lo, é ideal para o desenvolvimento não só de textos, mas
também da vida. O ser humano deveria ter um olhar atento para o que o rodeia, de forma a comparar,
relacionar e inferir sobre suas leituras, filmes, papos entre amigos, revistas de qualidade e trazer tudo
isso para seu universo pessoal.
Infelizmente, a fase dos porquês ficou isolada em nossa infância e deixamos de indagar sobre
os mistérios da vida. Questionar é o início da aprendizagem. [...]
Se o mundo onde nos encontramos não nos dá respostas, procuramos em outros mundos,
em outros meios, mas, se nos calamos, tornamo-nos mudos intelectualmente.
Formular perguntas sobre os vários fatos de nosso cotidiano e buscar respostas nas mais
diversas fontes ideológicas, culturais e filosóficas é crucial, pois são essas informações que irão
fundamentar o texto.
Língua Portuguesa – Especial Redação.São Paulo: Editora Segmento, 2008. p. 43. (P090327A9_SUP
D7 – Identificar a tese de um texto.
57. (Goiás/2011) O autor desse texto defende a ideia
(A) da busca de informações diariamente.
(B) da necessidade de questionamento constante.
(C) de atentar para o conhecimento que há nos filmes.
(D) de discutir com amigos assuntos variados.
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TEXTO 24
UM DIA DE PROFESSOR
„„E Dom Pedro tirou a espada e gritou...”
"E Dom Pedro tirou a espada e gritou...» Eu Iecionava para crianças de 7 anos. O
desenho do personagem He-man, com sua poderosa espada de Greyskull, era febre entre a
garotada.
Na semana da Pátria, eu estava empolgadíssima, falando sobre a Independência do
Brasil. Contava sobre a chegada de Dom Pedro às margens do riacho do Ipiranga, onde havia
ocorrido o grito da Independência. Diante da classe atenta, eu gesticulava, dando um colorido
especial ao episodio:
— Dom Pedro, indignado, tirou a espada e disse...
Nesse momento, um aluno se antecipou e, do meio da sala, gritou:
— Pelos poderes de Greyskull !!!
Parei espantada, olhei para ele e cai na gargalhada acompanhada, é claro, pelo
restante da classe.
FELISIMINA DALVA TEIXEIRA, [email protected] Revista Nova Escola. n°182, maio de 2005. p.6.
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
58. Nesse texto, o humor é provocado
(A) pela atitude desinibida da professora.
(B) pela frase atribuída a Dom Pedro.
(C) pelo gesto heróico de Dom Pedro.
(D) pelo desempenho dos estudantes na sala.
Fonte:http://www.saems.caedufjf.net/wp-content/uploads/2012/05/ITENS_3_EM_LP_SAEMS_Parte_4.pdf
TEXTO 25
Além da imaginação
Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro e a toalha.
Tem gente muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
E não é o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E não são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece
imaginação.
TAVARES, Ulisses. Viva a poesia viva. São Paulo: Saraiva, 1977. p.57.
Fonte: https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzeU5RbjdYdXRTd2M/edit
32
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
59. (SIMAVE) No final desse texto, a expressão ―parece imaginação‖ sugere que as pessoas muito
necessitadas
(A) incomodam a sociedade.
(B) precisam de ajuda material.
(C) provocam sentimento de culpa.
(D) são socialmente invisíveis.
TEXTO 26
Valsinha
Vinícius de Moraes - Chico Buarque
Um dia ele chegou tão diferente
Do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente
Do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto
Quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto
Pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita
Como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado
Cheirando a guardado
De tanto esperar.
Depois os dois deram-se os braços
Como há muito tempo
Não se usava dar
E cheios de ternura e graça
Foram para a praça
E começaram a se abraçar.
E ali dançaram tanta dança
Que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade
Que toda a cidade
Enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos
Como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos.
60. O texto ‗‗Valsinha‘‘, de Chico Buarque e Vinícius de Moraes é
(A) um poema
(B) um conto.
(C) uma crônica.
(D) uma resenha.
33
TEXTO 27
Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não seja
as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não
olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo
se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar,
esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café
correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no
ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os
mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas
negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos
números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir
para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para
ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a
pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho,
para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar
a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido,
desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À
luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água
potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir
passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a
não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não
perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está
cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a
gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola
pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir
cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para
evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto
acostumar, se perde de si mesma.
Fonte: Disponível em < http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp> Acesso em 06/02/2012.
D22- Identificar o gênero de diferentes textos.
61. O texto, Eu sei, mas não devia, é um(a)
(A) conto.
(B) romance.
(C) crônica.
(D) editorial.
34
TEXTO 28
O texto na era digital
Houve um tempo em que o hábito de manter cadernos de anotações era algo bastante
corriqueiro. Os chamados de ―livros de lugares-comuns‖ eram utilizados pelos leitores para o registro
de trechos e passagens interessantes com que se deparavam em suas leituras. Mas, além de
transcrições, esses cadernos também reuniam apontamentos sobre a vida cotidiana. Essas
informações eram agrupadas e reorganizadas à medida que novos excertos iam sendo acrescidos. O
hábito espalhou-se e muitos escritores famosos cultivaram essa maneira não linear e fragmentada de
veicular informações.
Hoje, essa tradição de escrita parece mais viva do que nunca, impulsionada por novas
tecnologias e pela comunicação em rede. Não é exagero afirmar que e-mails, blogues e redes de
relacionamento já deixaram uma marca relevante na produção textual contemporânea. A internet
tornou os textos mais naturais e coloquiais, embora não seja a única responsável por essas
mudanças.
Com cada vez mais usuários — o acesso a redes no Brasil aumentou 35% entre 2008 e 2009
— a internet está criando novos hábitos de comunicação entre as pessoas, que acabam se
adaptando às facilidades da nova tecnologia. Isso vale tanto para a leitura, em vista da profusão de
textos veiculados na rede, quanto para a escrita, principal meio de expressão do internauta (pelo
menos até que as conversas ―via voz‖ se tornem mais corriqueiras).
Ao contrário da minha opinião, há quem veja nessa torrente de informações que jorra na
internet um fator negativo, dificultando nossa concentração em textos de fôlego como romances. O
crítico de tecnologia Nicholas Carr defende a tese de que a navegação na internet está interferindo
em nossa capacidade de leitura, dando a entender que a experiência de ler proporcionada pela
internet é bastante superficial.
O escritor Michel Laub aprova os novos hábitos de leitura incutidos pela tecnologia. Para ele,
a propensão a mensagens mais curtas em sites e blogs não nos tornou necessariamente mais
dispersos ou desatentos. Ao contrário, lê-se mais do que antigamente:
— Os que leem textos mais longos e difíceis são uma minoria como sempre foram. Mas o
restante das pessoas, que há uma década não lia nada, hoje trabalha com o texto escrito boa parte
do tempo, e isso cria um certo hábito de leitura, mesmo que diluído — afirma. Embora não se possa
afirmar categoricamente que a internet favoreceu o desenvolvimento de uma ―cultura letrada‖, com
ênfase em informações profundas e relevantes, ela reforçou o peso da palavra escrita no cotidiano
das pessoas.
MURANO, Edgard. Revista Língua. São Paulo: Segmento, ano 5, n. 64, fev. 2011. Adaptado.
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
62. No trecho, “Embora não se possa afirmar categoricamente que a internet favoreceu o
desenvolvimento de uma ―cultura letrada‖, com ênfase em informações profundas e relevantes, ela
reforçou o peso da palavra escrita no cotidiano das pessoas‖, o termo destacado refere – se a
(A) pessoas.
(B) informação.
(C) cultura.
(D) internet.
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TEXTO 29
RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
MEIRELES, Cecília: poesia. Por Darcy Damasceno.
Rio de Janeiro, Agir, 1974. p 19-20.
Fontes: http://comunicaoeexpresso.blogspot.com.br/2012/04/apostila-de-exercicios-de-lingua.html
D6 - Identificar o tema de um texto.
63. O tema do texto é
(A) a consciência súbita sobre o envelhecimento.
(B) a decepção por encontrar-se já fragilizada.
(C) a falta de alternativa face ao envelhecimento.
(D) a recordação de uma época de juventude.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
64. No verso: Eu não tinha estas mãos sem forças... Podemos inferir:
(A) as forças das mãos acabaram por causa da idade.
(B) as mãos não tinham forças na juventude.
(C) as mãos tinham forças na juventude.
(D) as forças das mãos não se acabaram.
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.
65. Leia: ―A chuva derrubou as pontes. A chuva transbordou os rios. A chuva molhou os transeuntes.
A chuva encharcou as praças. A chuva enferrujou as máquinas. A chuva enfureceu as marés. A
chuva e seu cheiro de terra. A chuva com sua cabeleira. A chuva esburacou as pedras. A chuva
alagou a favela. A chuva de canivetes. [...]‖ Todas as frases do texto começam com "a chuva". Esse
recurso é utilizado para
(A) provocar a percepção do ritmo e da sonoridade.
(B) provocar uma sensação de relaxamento dos sentidos.
(C) reproduzir exatamente os sons repetitivos da chuva.
(D) sugerir a intensidade e a continuidade da chuva.
36
TEXTO 30
Línguas são assunto de Estado
Diferentes nações escolhem diferentes soluções para o problema da penetração do
idioma estrangeiro, dependendo, entre outras coisas, da realidade social do país. Mas, em todas elas,
a linguagem é tratada como questão de Estado. As nações procuram normatizar e regular os idiomas
que utilizam, visando o processo de identidade nacional.
A França, por exemplo, possui, além do francês, algumas outras línguas minoritárias faladas
pela população como o bretão, o catalão e o basco.
Há, na França, várias organizações dedicadas à língua francesa e à sua defesa contra os
―estrangeirismos‖. A legislação sobre o idioma francês é bastante detalhada. [...]
Nos Estados Unidos, além do inglês, o espanhol é amplamente falado, em decorrência da
forte presença de imigrantes hispano-americanos. [...]
O tratamento do tema nos Estados Unidos é bem mais flexível que na França. A Constituição
norte-americana, por exemplo, não estabelece o inglês como língua oficial [...]
Isso não impede que haja tentativas de se adotar leis restritivas – como a proposição 227 na
Califórnia, que, se aprovada, obrigará todas as escolas daquele estado a ministrar as aulas em inglês.
O espanhol é hoje a segunda língua mais falada nos Estados Unidos. [...] A mistura entre
inglês e espanhol atingiu tal nível que já se cunhou um novo termo para descrevê-la: o spanglish.
Fonte:www.consciencia.br/reportagena/linguagem. Acesso em 27/08/2013.
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
66. (Salto - 2013) A finalidade do texto ―Línguas são assunto de Estado‖ é
(A) analisar os idiomas de diferentes nações.
(B) apresentar informações sobre os idiomas
(C) criticar legislação dos Estados Unidos.
(D) defender o estrangeirismo no Brasil.
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
67. (Salto-2013) No trecho ―Diferentes nações escolhem diferentes soluções para o problema da
penetração do idioma estrangeiro, dependendo, entre outras coisas, da realidade social do país.
Mas, em todas elas, a linguagem é tratada como questão de Estado.‖ o termo em destaque refere-se
a
(A) coisas.
(B) línguas.
(C) estados.
(D) nações.
TEXTO 31
O silêncio do rouxinol
[...]
Na época de Salomão, o melhor dos reis, um homem comprou um rouxinol que possuía uma
voz excepcional. Colocou-o numa gaiola em que nada faltava ao pássaro e na qual ele cantava,
horas a fio, para encanto da vizinhança.
Certo dia, em que a gaiola havia sido transportada para uma varanda, outro pássaro se
aproximou, disse qualquer coisa ao rouxinol e voou. A partir desse momento, o incomparável rouxinol
emudeceu.
Desesperado, o homem levou seu pássaro à presença do profeta Salomão, que conhecia a
linguagem dos animais, e lhe pediu que perguntasse ao pássaro o motivo de seu silêncio.
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O rouxinol disse a Salomão:
– Antigamente eu não conhecia nem caçador, nem gaiola. Depois me apresentaram a uma
armadilha, com uma isca bem apetitosa, e caí nela, levado pelo meu desejo. O caçador de pássaros
levou-me, vendeu-me no mercado, longe da minha família, e fui parar na gaiola deste homem que aí
está. Comecei a me lamentar noite e dia, lamentos que este homem tomava por cantos de gratidão e
alegria. Até o dia em que outro pássaro veio me dizer: ―Pare de chorar, porque é por causa dos seus
gemidos que eles o mantêm nessa gaiola‖. Então, decidi me calar.
Salomão traduziu essas poucas frases para o proprietário do pássaro. O homem se
perguntou: ―De que adianta manter preso um rouxinol, se ele não canta?‖. E lhe devolveu a liberdade.
CARRIÈRE. Jean-Claude. O círculo dos mentirosos: contos filosóficos do mundo inteiro. São Paulo: Códex, 2004.
D10 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
68. (Salto-2013) No texto, o que gera o conflito da narrativa é o fato de o rouxinol
(A) calar-se após receber a visita de outro pássaro.
(B) possuir uma voz excepcional.
(C) encantar a vizinhança com sua música.
(D) ser transportado para uma varanda.
TEXTO 32
STF rejeita Mandado de Segurança contra Mais Médicos
Gabriel Mandel
O ministro Ricardo Lewandowski, presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal,
rejeitou liminarmente Mandado de Segurança impetrado pela Associação Médica Brasileira (AMB)
contra o programa Mais Médicos, criado pelo governo federal para levar profissionais brasileiros ou
estrangeiros às cidades com alta demanda de profissionais.
Ainda sem analisar o mérito, o ministro apontou que a AMB parece pedir a declaração de
inconstitucionalidade da Medida Provisória 621, que criou o Mais Médicos. Entretanto, ele
argumentou que o Mandado de Segurança não é o recurso adequada para isso.
Além disso, ele aponta que o STF não costuma analisar o mérito das políticas públicas,
principalmente no que diz respeito aos critérios de oportunidade e conveniência. Em sua decisão, ele
diz que o Mais Médicos ―configura uma política pública da maior importância social‖, principalmente
por conta da carência de profissionais.
Para Lewandowski está configurado o princípio de periculum in mora inverso ao pedido. Ou
seja, o perigo na demora do fato existe, mas é favorável à população. O ministro indica que o
Supremo só analisa os requisitos de relevância e urgência em casos de flagrante abuso de poder ou
desvio de finalidade, o que não ficou configurado no caso.
Lewandowski determinou que a AMB adote as providências cabíveis para a promoção da
citação dos litisconsortes passivos em até 30 dias, sob risco de extinção do processo.
O ministro ainda registra que os profissionais brasileiros terão prioridade no preenchimento
das vagas, podendo inclusive escolher as cidades em que preferem exercer a profissão. Além disso,
cita ele, o Brasil teve déficit de 54 mil graduados em Medicina entre 2003 e 2011, consequência da
abertura de 147 mil postos de trabalho e da formação de 93 mil estudantes.
Ele destaca o baixo número de médicos no país (1,8 para cada mil habitantes), distante do
registrado na Argentina, Uruguai, Austrália e países da Europa. O percentual de profissionais
formados no exterior (17,6%) também fica longe da Inglaterra, país em que 40% dos médicos
terminaram a faculdade em outro país.
A AMB alega que ao não exigir a revalidação do diploma obtido no exterior, o Mais Médicos
desrespeita o direito ao livre exercício profissional mediante as qualificações necessárias, como
consta do artigo 5º, inciso XIII da Constituição.
O Mandado de Segurança também questiona o artigo 37, inciso II da Constituição, uma vez
que o programa permitiria a médicos estrangeiros trabalhar no Brasil sem o devido concurso de títulos
ou títulos e prova. Além disso, a categoria aponta que não estão definidos os pressupostos de
relevância e urgência, requisitos necessários para a edição de Medida Provisória.
Fontes: http://www.conjur.com.br/2013-jul-26/lewandowski-rejeita-mandado-seguranca-programa-medicos. Acesso em 22/08/2013.
38
D21 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões ao mesmo fato ou ao mesmo
tema.
69. (Salto-2013) O texto acima apresenta opiniões distintas sobre o programa Mais Médicos, a partir
das informações pode-se afirmar que
(A) para o ministro Lewandowski, o programa Mais Médicos é uma política pública de grande
importância para a sociedade, já a AMB afirma que os profissionais brasileiros terão prioridade no
preenchimento das vagas.
(B) a AMB e o ministro Lewandowski são favoráveis à implantação do programa Mais Médicos, que
pretende levar profissionais brasileiros ou estrangeiros às cidades com alta demanda de profissionais.
(C) a AMB e o ministro Lewandowski são contrários à implantação do programa Mais Médicos, que
pretende levar profissionais brasileiros ou estrangeiros às cidades com alta demanda de profissionais.
(D) para o ministro Lewandowski, o programa Mais Médicos configura uma política pública de maior
importância social, já a AMB alega que o programa desrespeita o direito ao livre exercício profissional.
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
70. (Salto-2013) Associação Médica Brasileira (AMB) é contra o programa Mais Médicos porque
(A) não exige a revalidação do diploma obtido no exterior que desrespeita o direito ao livre exercício
profissional mediante as qualificações necessárias.
(B) configura uma política pública da maior importância social, principalmente por conta da carência
de profissionais.
(C) permite aos profissionais estrangeiros prioridade no preenchimento das vagas oferecidas.
(D) a quantidade de médicos é suficiente para suprir a alta demanda de profissionais no Brasil.
D13 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
71. (Salto-2013) Os termos ―impetrar, Mandado de Segurança, periculum in mora e litisconsortes‖,
geralmente, são utilizados por profissionais da área de
(A) saúde.
(B) justiça.
(C) educação.
(D) comércio.
TEXTO 33
A carregadora de pedras
Desde que conquistou o direito à jornada dupla de trabalho, a chamada mulher moderna
ainda parece estar longe de conseguir desfazer o mal-entendido que provocou ao brigar pela
igualdade profissional com os homens. Não era bem isso: mas no afã de se libertar de outras
opressões, ela acabou partindo para o mercado de trabalho como se ele fosse a solução de todos os
problemas – financeiros, conjugais, maternais e muitos outros ais. E pagou o preço da precipitação,
claro.
Agora não adianta chorar sobre o leite derramado - até porque a maior parte das vezes
continua sendo ela que vai limpar, ah, ah. Mas, falando sério, todas sabemos que há muito a fazer
para promover alguns ajustes e atualizações nessa relação de direitos e deveres de homens e
mulheres. Como falar sobre isso ajuda, vamos lá.
Em primeiro lugar, a questão do tempo livre. Que não existe, de fato. Aquele ditado que
enquanto se descansa carrega pedras foi feito para ela.
Trabalhe fora ou dentro de casa, a mulher dificilmente se livra da carga das tarefas
domésticas – mesmo que não se envolva pessoalmente. Costuma ser dela a responsabilidade pela
arregimentação de empregadas, faxineiras, babás, jardineiros, lavadeiras, passadeiras, prestadores
de serviços em geral, sem falar no abastecimento da casa. Quando dá tudo certo, ainda vai. Só que,
se alguma coisa der errado, a cobrança da família será terrível. No vasto histórico da luta feminina,
muitas mulheres conseguiram autorização de seus maridos para trabalhar fora com a condição de
que, antes de tudo, garantissem que os afazeres domésticos seriam cumpridos sem alteração.
Apesar de triste, o pacto legitimou, com um preço altíssimo, um sem número de vitórias pessoais.
Aquelas – raras – que por acaso tenham se livrado da dupla jornada costumam permanecer, por sua
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vez, exercendo, no doce organograma do lar, as funções de mãe supervisora nas folgas, feriados e
fins de semana.
Depois, com o desaparecimento gradual da parceria patroa/empregada doméstica, homens e
mulheres terão, mais cedo do que se pensa, que lidar com a administração do caos doméstico. Sem
privilégios. E a primeira providência para esse futuro cor-de-rosa começa com a educação
progressista dos filhos, os novos maridos e esposas que, tal quais os personagens do desenho
animado Os Jetsons, contarão com uma boa ajuda de um arsenal de maravilhas eletrônicas - entre
elas, uma empregada robô.
Que não enguiça. Porque, se enguiçar, já sabem quem vai mandar consertar. Ou não?
Sônia Biondo
D6 - Identificar o tema de um texto.
72. (Salto-2013) O tema do texto ―A carregadora de pedras‖ é
(A) a conquista da dupla jornada de trabalho das mulheres.
(B) o desaparecimento gradual da parceria patroa/empregada.
(C) a sobrecarga de trabalho da mulher moderna.
(D) a briga da mulher moderna pela igualdade profissional.
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
73. (Salto-2013) A partir da leitura do texto podemos afirmar que a chamada mulher moderna
(A) apesar de conquistar a igualdade profissional não solucionou seus problemas.
(B) conquistou igualdade profissional com os homens e se livrou das tarefas domésticas.
(C) descansa nos horários de folga, e se livra do doce organograma do lar.
(D) partiu para o mercado de trabalho para resolver todos os seus problemas.
D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
74. (Salto-2013) No texto, a expressão ―... não adianta chorar sobre o leite derramado‖ tem o sentido
de
(A) se o leite, literalmente, for derramado às mulheres que irão limpar.
(B) que o direito de igualdade foi adquirido, porém foi mal-entendido.
(C) que as mulheres podem reclamar o cumprimento dos seus direitos adquiridos.
(D) que a solicitação feita pelas mulheres foi atendida e não há como mudá-la.
TEXTO 34
Estimulantes, o alívio imediato
Às vezes, o cansaço é tão grande que a vontade que dá é a de tirar um cochilo ali mesmo: na
mesa do escritório, bem na frente do computador. Se os alimentos energéticos reduzem o cansaço
físico, os estimulantes combatem a fadiga mental. Os principais representantes do gênero são o chá
e o café. ―Uma xícara de chá ou de café logo após a refeição não só melhora a digestão, como
também proporciona um pique extra para enfrentar o período da tarde‖, garante Tamara Mazaracki.
Tanto o chá como o café são ricos em cafeína, um estimulante que reduz a fadiga e melhora a
concentração. Mas, para algumas pessoas, três ou quatro xícaras de café por dia já são suficientes
para causar efeitos prejudiciais ao organismo, como ansiedade e irritação. Na dúvida, vale a pena
conferir: umaxícara de chá contém de 50 a 80 mg de cafeína, enquanto uma lata de refrigerante, de
40 a 75 mg. Uma xícara de café forte pode chegar a 200 mg da substância. Ao chá e café, a
nutricionista Gisele Lemos acrescentaria o bom e velho chocolate. ―Os alimentos estimulantes são
considerados infalíveis, porque proporcionam um revigoramento mental, quase instantâneo‖, justifica.
Já a nutricionista Letícia Pacheco recomenda o ainda pouco conhecido suco de clorofila. Vale lembrar
que qualquer vegetal verde tem clorofila em sua composição. Por isso mesmo, a lista de opções é
grande e inclui folhas de couve, talos de brócolis e hortelã. Você pode misturá-las com frutas, como
limão, abacaxi ou laranja.
Viva Saúde. n 76. Escala. p. 17.
Fonte: https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzTjdFdnNQY2xXM0U/edit
40
D11 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
75. (SAERO) De acordo com esse texto, o suco de clorofila é recomendado, porque
(A) reduz a fadiga mental das pessoas.
(B) possui várias opções de preparos.
(C) é composto de vegetais verdes.
(D) é pouco conhecido pelas pessoas.
TEXTO 35
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
76. (Salto-2013) O humor da tirinha está no fato de
(A) Helga realizar o pedido do marido.
(B) Hagar estar chateado por não dormir.
(C) Hagar solicitar um sanduiche a esposa.
(D) Helga e Hagar estarem com sono.
TEXTO 36
O protagonismo das manifestações está no social e não no Facebook
Marcos Hiller
Ao pensarmos sobre o que está acontecendo hoje no Brasil, devemos ter um cuidado
extremo para não cairmos em análises simplistas das manifestações e de todas essas
movimentações sociais a que assistimos diante de nossas janelas, televisores e telas de
smartphones. Muitas das coisas que ando lendo colocam, por exemplo, o Facebook como um fator
fundamental e protagonista do que estamos presenciando. Eu não parto dessa lógica. Colocar o
Facebook como ferramenta principal de tudo isso que é, para mim, um argumento míope, raso e
inconsistente.
O próprio uso do termo revolução, que aparece em textos, comentários e opiniões nas mídias
e, sobretudo nas nossas timelines, deve ser repensado. Será que estamos diante de uma revolução?
Acho que não, e ainda é muito cedo para concluir isso. Compreender essas interações mediadas
pelas tecnologias digitais tem sido para mim uma questão central para a reflexão da sociedade
contemporânea na medida em que se evidenciam transformações de ordem social, cultural, política e
econômica.
Olhando no retrovisor da História, tivemos sim uma revolução da escrita no Oriente Médio no
século V, ou então a revolução da imprensa de Johannes Gutemberg no século 15 e até mesmo a tão
estudada Revolução Industrial no século retrasado. Revolução significa ruptura. Significa que antes
era de uma forma e depois ficou de outra. Na própria Revolução Industrial coloca-se
equivocadamente a máquina como o protagonista do acontecimento. O protagonismo está na
apropriação social das pessoas sobre o surgimento da máquina, e não na máquina. É o mesmo que
colocar, equivocadamente, o microblog Twitter como protagonista do que vimos acontecer na
chamada Primavera Árabe. A queda de governos no Oriente Médio foi causada pelas pessoas e pela
apropriação social das pessoas sobre essas redes sociais digitais. Sempre no social.
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Vive-se hoje uma nova revolução? Uma revolução, ainda em curso, implementada pelas
tecnologias digitais e ocasionando importantes transformações no interior dos distintos aspectos da
sociedade? Há quem acredite que sim, que há uma revolução. Eu não partilho dessa opinião.
Podemos ver contundentes transformações em todos os campos sociais, econômicos, políticos e
culturais. Diferentemente de outras manifestações similares no Brasil e no mundo, desta vez, vemos
produtos culturais sendo apropriados pelas pessoas (sempre pelas pessoas) como, por exemplo, a
música da banda O Rappa (Vem pra rua), utilizada em um filme publicitário da montadora Fiat e com
o mote da Copa do Mundo, mas que já virou uma espécie de hino desses levantes. Ou então a
máscara branca do grupo Anonymous sendo utilizada como símbolo central e mascarando e
ocultando rostos de muitas pessoas. Sem falar dos cartazes com frases de protesto e dizeres bemhumorados.
Neste texto, eu coloco a minha reflexão sobre o que estamos vendo, e opto pela não adoção
do termo revolução para classificar essas transformações que evidenciamos. Os argumentos de
algumas pessoas carregam um tom radicalmente revolucionário, fazendo crer que tudo aquilo que
antes era passado passa a ser agora de forma diferente, antagonizando e contradizendo o que
passou. Se não existisse Facebook, estaria acontecendo toda essa mobilização social nas ruas?
Certamente sim.
Não é uma página de Web, na verdade uma grande mídia originada em um dormitório de
Harvard, que deve ser colocada no centro dessas transformações sociais, políticas e econômicas que
podem estar por vir. Tudo bem que o Facebook e outras plataformas podem é contribuir de forma
interessante no sentido de articular encontros e mobilizar pessoas. Mas os atores principais dessa
história toda são e sempre serão as pessoas, o povo, o social. Ora, nem metade do Brasil possui
acesso à internet, e cerca de um terço do país acessa o Facebook, sendo que, desses, cerca de 30
milhões acessam o site de Mark Zuckerberg na palma da mão. O fato é que ainda é muito cedo para
prever o que resultará de toda essa mobilização. O preço das passagens já voltaram ao valor
anterior. Mas o que realmente está por vir, eu não me arrisco a prever.
Fonte:http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2013/06/26/o-protagonismo-das-manifestacoes-esta-no-social-e-nao-no-facebook/ Acesso
em 23/07/2013
D9 - Diferencia as partes principais das secundárias em um texto.
77. (Salto-2013) O texto ―O protagonismo das manifestações está no social e não no Facebook”
trata principalmente
(A) do facebook como protagonista das manifestações que estão sendo presenciadas no Brasil.
(B) da revolução industrial que aconteceu no século retrasado, tendo o microblog Twitter como
protagonista.
(C) das plataformas que devem contribuir de forma interessante no sentido de articular encontros e
mobilizar pessoas.
(D) dos atores responsáveis pelas manifestações que são: as pessoas, o povo, o social.
D14 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
78. (Salto-2013) A partir da leitura do texto pode-se afirmar que é fato
(A) a inexistência das redes sociais nas manifestações.
(B) a existência das redes sociais nas manifestações.
(C) a aparecimento das revoluções a partir do Facebook.
(D) o Facebook como principal responsável pelas manifestações.
D15 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios etc.
79. (Salto-2013) Os termos mas (4º parágrafo) e Se (5º parágrafo) indicam
(A) condição e causa.
(B) causa e oposição.
(C) condição e oposição.
(D) oposição e condição.
42
TEXTO 37
D16 – Identificar efeitos de ironia e humor em textos variados.
80. (Caed) Nesse texto, o efeito do humor está
(A) na expressão do cachorro dormindo.
(B) na interpretação feita por Franjinha.
(C) no comentário da mãe no segundo quadrinho.
(D) no fato do menino dormir com o cachorro.
A namorada
Manoel de Barros
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
Fonte: Disponível em: http://www.releituras.com/manoeldebarros_namorada.asp. Acesso em 21/02/2013.
D1 – Localizar informações explicitas em um texto.
81. No texto os bilhetes eram amarrados numa pedra presa por um
(A) cordão.
(B) fita.
(C) galho.
(D) goiabeira.
43
TEXTO 38
Sociedade Brasileira de Dermatologia do Tocantins emite alerta para os cuidados com
a pele
Foto: Divulgação Saúde 12/07/2013 09h59 Redação
A partir dos próximos dias, os raios ultravioleta A e B, que provocam o câncer da pele e
aceleram o seu envelhecimento, estarão mais intensos no Tocantins. De acordo com último
levantamento do satélite CPTEC, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o índice no
Tocantins estará variando entre 8 e 10 pontos na escala de sexta-feira até domingo. Este índice é
considerado muito alto e perigoso, por considerar que uma parcela expressiva da população está
intensamente envolvida nas programações da temporada de praias.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia do Tocantins (SBD/TO) alerta para alguns cuidados,
que se não forem seguidos atentamente pela população, podem resultar em graves doenças da pele
como o câncer (em seu efeito cumulativo) e queimaduras (em curto prazo).
De acordo com o presidente da SBD/TO, Gustavo Alpino, no Tocantins os cuidados com o sol
precisam ser dobrados, já que o Estado está bem próximo da linha do Equador.
―Nessa época é possível observar que o clima está bem mais quente e seco, os riscos são
ainda maiores por conta do aumento da incidência dos raios ultravioletas. Sempre que possível, evite
sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 9h às 16h. Prefira sair de manhãzinha ou ao
entardecer.‖
Alertas
- Uso do filtro solar à partir dos seis meses de idade;
- Bebês mais novos devem ficar protegidos e à sombra;
- O banho de sol recomendado pelos pediatras deve ser fora da faixa de horário das 9h às 16h;
neste intervalo de horário, mesmo à sombra, crianças e adultos devem manter a proteção com
filtro solar;
- Use um Fator de Proteção Solar (FPS) 30 ou maior;
- Mantenha a proteção mesmo à sombra porque os raios nocivos também refletem na areia ou
na água;
- Reaplique o protetor solar a cada hora. Por mais que determinados produtos garantam horas
de proteção, o efeito de proteção vai diminuindo com o passar do tempo;
- Pessoas de pele negra têm uma proteção natural da pele, mas ainda assim precisam dos
mesmos cuidados;
- Fique atento àquelas partes do corpo que também são sensíveis: mãos, orelhas, pés;
- A pele leva de dois a três dias para liberar a melanina, por isso tenha paciência para ver os
resultados do efeito ―bronze‖;
- Além da desidratação, um bronzeamento intenso pode causar febre, desmaio, pressão
sanguínea perigosamente baixa e batida irregular do coração;
- O principal local de ocorrência do câncer da pele é a face, por isso, dobre a proteção com
bonés e chapéus;
- Abuse da água, frutas e sucos e no pós-sol hidrate a sua pele com produtos específicos.
44
- Cuidado com alimentos que possam queimar e manchar a pele (ex: limão).
Fique atento às manchas e pintas na pele. Elas podem apresentar alguma irregularidade na
forma, coloração e no tamanho. Caso note alguma dessas alterações, procure imediatamente um
médico dermatologista.
Cuidado! Observe se o médico procurado faz parte da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Fontes: (www.sbd.org.br). http://conexaoto.com.br/2013/07/12/sociedade-brasileira-de-dermatologia-do-tocantins-emite-alerta-para-os-cuidadoscom-a-pele. Acesso em 15 de julho de 2013.
D22 - Identificar o gênero de diferentes textos
82. (Salto-2013) O texto “Sociedade Brasileira de Dermatologia do Tocantins emite alerta para
os cuidados com a pele” pertence ao gênero
(A) reportagem.
(B) entrevista.
(C) ensaio.
(D) artigo.
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou
morfossintáticos.
83. (Salto-2013) No texto, o uso da palavra ―manhã‖ no diminutivo foi utilizado para
(A) prolongar o horário de pegar sol no Tocantins.
(B) aumentar o período para tomar sol nas praias.
(C) diminuir o período da ―manhã‖ literalmente.
(D) alertar sobre o horário adequado para tomar sol.
TEXTO 39
Quando muito é pouco
Ronaldo Coelho Teixeira
Na aurora do Século XXI, a grande vedete é a informação e a internet é o gigolô. Isso
aconteceu depois da invenção do computador no século passado, que proporcionou caminhos mil a
informação, fazendo com que esta se tornasse o pivô da era da Globalização em que vivemos.
De carona na rede mundial de computadores e no avanço tecnológico e o consequente
barateamento dos serviços gráficos, houve uma proliferação de revistas e jornais nas bancas. Hoje,
ao chegarmos numa delas, geralmente ficamos perdidos e indecisos diante da grande variedade de
impressos de um mesmo segmento.
Só que há um paradoxo nessa explosão de informação. É que, travestida do sinônimo de
sabedoria, ela vem tomando sorrateiramente o lugar da peça-chave no desenvolvimento humano,
que é o conhecimento. Este que, para ser incorporado, tem que ser o suficiente, ao contrário da
informação, que nada mais é do que uma partícula do verdadeiro saber.
Assim, derivada do conhecimento, a aprendizagem provoca a realização da ação, o que não
acontece com a informação. E como resultado, sabemos cada vez mais um pouco de tudo, mas,
como consequência, não sabemos ao menos o necessário de algo. E tome dependência de terceiros
para se resolver pequenos desafios que antes sequer assim poderiam ser chamados. Situamento
diante das questões – sociais, principalmente? Impossível.
E o saldo não poderia ser outro: a cada dia agimos menos perplexos e embasbacados diante
de tanta informação que nos cerca e nos atordoa.
Enquanto isso, a gigante nau humana segue à deriva, com navegantes afogados num mar de
informação, mas sedentos da água doce do rio do conhecimento.
45
D2 - Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições
que contribuem para a continuidade de um texto.
84. (Salto-2013) No trecho, ―É que, travestida do sinônimo de sabedoria, ela (Informação) vem
tomando sorrateiramente o lugar da peça-chave no desenvolvimento humano, que é o conhecimento.
Este que, para ser incorporado, tem que ser o suficiente, ao contrário da informação, que nada mais
é do que uma partícula do verdadeiro saber‖, o termo em destaque refere-se
(A) a sabedoria.
(B) a informação.
(C) ao conhecimento.
(D) ao desenvolvimento.
MEDIA - D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada
palavra ou expressão.
85. (Salto-2013) No trecho, ―É que, travestida do sinônimo de sabedoria, ela vem tomando
sorrateiramente o lugar da peça-chave no desenvolvimento humano, que é o conhecimento‖, o
termo destacado significa que a informação vem tomando
(A) disfarçadamente o lugar do conhecimento.
(B) rapidamente o lugar do conhecimento.
(C) lentamente o lugar do conhecimento.
(D) tecnicamente o lugar do conhecimento.
TEXTO 40
Fonte:https://www.google.com.br/search?q=charge+de+ironia&bav=on.2,or.r_cp.r_qf.&bvm=bv.52109249,d.dmg,pv.xjs.s.en_US.e7W6Chm7DWQ
.O&biw=1366&bih=599&dpr=1&um=1&ie=UTF-8&hl=pt-BR&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi&ei=5rQwUsO2K-_i4AON6IE4#hl=ptBR&q=charge+assalto+em+um+posto+de+gasolina&tbm=isch&um=1&imgdii=_
D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.)
86. (Salto-2013) A partir da leitura da charge e das imagens percebe-se que
(A) há semelhança na ação do bandido e o alto preço do combustivel.
(B) a mulher percebeu que havia dois assaltantes no posto de combustivel.
(C) ambos os personagens notaram diferença entre o ladrão e o frentista do posto.
(D) o assalto que a passageira se refere é o mesmo percebido pelo motorista.
46
TEXTO 41
Fonte: http://comunicaoeexpresso.blogspot.com.br/2012/04/apostila-de-exercicios-de-lingua.html
D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.)
87. De acordo com o cartum, o último aluno que estava no fundo da sala, compreendeu que a
professora durante a chamada estava se referindo
(A) ao número 38.
(B) a um revólver.
(C) a uma piada.
(D) a presença.
TEXTO 42
TURMA DA MÔNICA/ Mauricio de Sousa
D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.)
88. A partir da leitura do texto e da imagem conclui-se que
(A) os peixes abandonaram seu habitat, porque temeram o cachorrinho.
(B) o cachorrinho não se surpreendeu com a atitude dos peixes.
(C) os peixes resolveram passear pelas matas, sem motivo algum.
(D) os peixes buscaram outro habitat devido a água estar bastante poluída.
47
TEXTO 43
Texto I
Fonte:https://www.google.com.br/search?hl=ptR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=626&q=charge+viol%C3%AAncia+cresce+no
+interior+do+pa%C3%ADs&oq=charge+viol%C3%AAncia+cresce+no+interior+do+pa%C3%ADs&gs_l=img.12...0.0.1.12485.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0...
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Texto II
Fonte:https://www.google.com.br/search?hl=ptBR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=626&q=charge+viol%C3%AAncia+cresce+n
o+interior+do+pa%C3%ADs&oq=charge+viol%C3%AAncia+cresce+no+interior+do+pa%C3%ADs&gs_l=img.12...0.0.1.12485.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0.
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D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que
tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que
será recebido.
89. A partir da leitura dos textos (I e II) pode-se afirmar que
(A) o texto I trata da violência na zona urbana, enquanto o texto II fala da violência no poder público.
(B) o texto I fala da violência contra seres humanos, ao passo que o texto II trata da violência como
progresso de um país.
(C) o texto I retrata a violência no interior de um país, enquanto o texto II retrata a atitude dos políticos
em relação a violência ao ser humano.
(D) o texto I trata da violência no interior de um país, enquanto o texto II trata da violência como
progresso.
48
D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.)
90. Observando a expressão do rosto do personagem de chapéu do texto I percebe-se que ele
(A) tem clareza do significado da palavra progresso.
(B) tem clareza do significado da palavra violência.
(C) sabia que o progresso ia chegar a sua fazenda.
(D) sabia que a violência ia chegar a sua fazenda.
TEXTO 44
Fonte:https://www.google.com.br/search?hl=ptBR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=626&q=charge+viol%C3%AAncia+cresce+n
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D1 – Localizar informação explicita em um texto.
91. A partir da leitura da charge pode-se deduzir que
(A) o bandido deve ser preso independente do crime cometido e da idade.
(B) o bandido deve ser preso independente do cargo que ocupa e do saldo bancário.
(C) o bandido deve ser preso independente do salário que ganha e da idade que tem.
(D) o bandido deve ser preso independente da classe social que pertence e da idade.
TEXTO 45
Fonte:http://comunicaoeexpresso.blogspot.com.br/2012/04/apostila-de-exercicios-de-lingua.html
49
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto,
etc.)
92. A partir da leitura da tirinha e da expressão do rosto de Magali, observa-se que ela demonstra
(A) alegria.
(C) tristeza.
(B) aborrecimento.
(D) indiferença.
TEXTO 46
O drama das paixões platônicas na adolescência
Bruno foi aprovado por três dos sentidos de Camila: visão, olfato e audição. Por isso, ela precisa
conquistá-lo de qualquer maneira. Matriculada na 8ª série, a garota está determinada a ganhar o gato
do 3º ano do Ensino Médio e, para isso, conta com os conselhos de Tati, uma especialista na arte da
azaração. A tarefa não é simples, pois o moço só tem olhos para Lúcia justo, a maior ―crânio‖ da
escola. E agora, o que fazer? Camila entra em dieta espartana e segue as leis da conquista
elaboradas pela amiga.
REVISTA ESCOLA, março 2004, p. 63
Fonte:http://comunicaoeexpresso.blogspot.com.br/2012/04/apostila-de-exercicios-de-lingua.html
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
93. (Prof. Francisco Antônio de Paula) A partir da leitura do texto pode-se deduzir que Bruno
(A) chama a atenção das meninas.
(C) pode ser conquistado facilmente.
(B) é mestre na arte de conquistar.
(D) tem muitos dotes intelectuais.
TEXTO 47
TROCA
TROCA DE LIVROS Sabe
aquele livro que você já leu
várias vezes e está paradão
lá na estante, esperando
alguém que dê atenção a ele de novo?
Que tal trocá-lo
por outro – e, assim,
ganhar outra história para
ler e se divertir? Pois até o
dia 30, o Museu da Limpeza Urbana –
Casa de Banho D. João VI está
promovendo um troca-troca
literário imperdível.
Para começar a ler lá
mesmo, o museu oferece a
sua biblioteca, num
cantinho especial. O
endereço do museu é Praia
do Caju 385, e a biblioteca
está aberta de terça a
sexta-feira, sempre das 9h
às 16h.
GLOBINHO – Sábado, 21 de março de 2009.
D12 – Identificar a finalidade de um texto.
94. O texto “Troca” tem a finalidade de
(A) causar emoção no leitor.
(B) apresentar um ponto de vista.
(C) dar informações sobre um evento.
(D) vender um produto pouco divulgado.
50
D1 – Localizar informação explicita em um texto.
95. O texto faz menção a uma
(A) visita a biblioteca.
(B) visita ao museu.
(C) troca de livros.
(D) venda de livros.
TEXTO 48
Formular perguntas sobre o cotidiano
Entender não significa apenas reconhecer o assunto, mas desenvolver uma relação entre os
seus saberes e as informações externas ao próprio assunto.
Ler o mundo, decifrá-lo e reconstruí-lo, é ideal para o desenvolvimento não só de textos, mas
também da vida. O ser humano deveria ter um olhar atento para o que o rodeia, de forma a comparar,
relacionar e inferir sobre suas leituras, filmes, papos entre amigos, revistas de qualidade e trazer tudo
isso para seu universo pessoal.
Infelizmente, a fase dos porquês ficou isolada em nossa infância e deixamos de indagar sobre os
mistérios da vida. Questionar é o início da aprendizagem. [...]
Se o mundo onde nos encontramos não nos dá respostas, procuramos em outros mundos, em outros
meios, mas, se nos calamos, tornamo-nos mudos intelectualmente.
Formular perguntas sobre os vários fatos de nosso cotidiano e buscar respostas nas mais
diversas fontes ideológicas, culturais e filosóficas é crucial, pois são essas informações que irão
fundamentar o texto.
Língua Portuguesa – Especial Redação.São Paulo: Editora Segmento, 2008. p. 43. (P090327A9_SUP)
D7 – Identificar a tese de um texto.
96. (SEDUC/MG) O autor desse texto defende a ideia
(A) da busca de informações diariamente.
(B) da necessidade de questionamento constante.
(C) de atentar para o conhecimento que há nos filmes.
(D) de discutir com amigos assuntos variados.
TEXTO 49
O ALTO PREÇO DO ETANOL
A imagem de modernidade e inovação que o Brasil projetou internacionalmente em razão do
uso combustível do etanol é incompatível com as condições desumanas que são submetidos de
modo geral os cortadores de cana, que têm uma vida útil de trabalho comparável a dos escravos,
como indica pesquisa da UNESP divulgada hoje pela Folha.
Segundo o estudo, a pressão pelo aumento da produtividade reduziu de 15 para 12 anos o
período em que um cortador de cana é capaz de desenvolver sua atividade.
Esse lapso de tempo é semelhante ao registrado entre os escravos que trabalhavam na
agricultura no Brasil antes de 1850, quando o tráfico de pessoas na África foi proibido.
A professora Maria Aparecida de Moraes Silva, responsável pela pesquisa, estima que os
cortadores de cana andem de oito a nove quilômetros por dia, colhendo até 15 toneladas do produto
– o Ministério do Trabalho recomenda o limite diário de 10 toneladas. Em decorrência das más
condições a que são submetidos, pelo menos 19 mortes de trabalhadores do setor foram registradas
desde 2004.
51
A projeção brasileira no desenvolvimento de combustíveis alternativos não pode ser obtida
com a dilapidação da vida dos cortadores de cana, para usar o termo adotado pela pesquisadora.
Preocupadas com a repercussão das mortes, usinas produtoras de álcool começaram a rever o
método de contratação dos cortadores de cana, que normalmente são terceirizados.
Os empresários que recebem os crescentes lucros de atividade têm a responsabilidade de
zelar pelas condições de trabalho de seus empregados – sejam eles contratados direta ou
indiretamente. Do contrário, o Brasil continuará a ser o país dos lamentáveis contrastes, produzindo
combustível do século 21 com base em estatísticas sociais do século 19.
(Folha de S. Paulo, 29 abr.2007)
D7 – Identificar a tese de um texto.
97. (Col. Expoente/2010). O editorial da Folha de S. Paulo defende
(A) uma atuação mais eficiente do Ministério do Trabalho na fiscalização das condições de trabalho
na agricultura.
(B) a investigação rigorosa das causas da morte de 19 cortadores de cana desde 2004.
(C) o compromisso dos empresários em garantir condições de trabalho para os cortadores de cana.
(D) a implementação de medidas restritivas para reduzir a terceirização da mão-de-obra no corte de
cana.
TEXTO 50
TEXTO I
TEXTO II
NAMORO DESMANCHADO
A NAMORADA
Pedro Bandeira
Já não tenho namorada
e nem ligo para isso
é melhor ficar sozinho
namorar só dá enguiço.
Eu conheço meus colegas
sei que
vão argumentar
que pra não ser mais criança
é preciso namorar.
Mas a outra só gostava
de conversa e de passeio
e queria que eu ficasse
de mãos dadas n recreio.
E ali, sentado e quieto
no recreio da escola
de mãos dadas feito bobo
vendo a turma jogar bola
Gosto mesmo é de brincar
faça chuva ou faça sol
namorar não quero mais.
Eu prefiro o futebol.
Manoel de Barros
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa
por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma
pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos
galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
Texto extraído do livro "Tratado geral das
grandezas do ínfimo", Editora Record - Rio de
Janeiro, 2001, pág. 17.
52
MEDIA - D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de
textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e
daquelas em que será recebido.
98. (Salto-2013) Em relação aos textos acima pode - se afirmar que
(A) o texto I fala do namoro com bilhetes fixados na pedra, já texto o II fala que a criança prefere jogar
futebol a namorar.
(B) o texto I fala do namoro na infância, enquanto o texto II fala que namorar só dá enguiço é melhor
ficar sozinho.
(C) o texto I trata do namoro de antigamente, já o texto II fala da atualidade.
(D) o texto I e o texto II falam de namoro com pontos de vista diferentes.
TEXTO 51
A namorada
Manoel de Barros
Havia um muro alto entre nossas casas.
Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
Fonte: Disponível em: http://www.releituras.com/manoeldebarros_namorada.asp. Acesso em 21/02/2013.
D18 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou
expressão.
99. No trecho ―O pai era uma onça,‖ a palavra destacada sugere que o pai era
(A) violento.
(B) esperto.
(C) rápido.
(D) rígido.
TEXTO 52
Português popular
O Brasil anda mesmo em alta no mundo, e a Língua Portuguesa não fica atrás em
popularidade.
Segundo a coluna do jornalista Anselmo Góis, no jornal O Globo, o Comitê Olímpico
Internacional (COI) ofereceu aos seus 300 funcionários duas opções ―linguísticas‖: a chance de
aprender a língua russa – por causa dos Jogos de Inverno em Sogi, que serão realizados em 2014 –
e o português – haja vista a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016 com sede no Rio de Janeiro.
Resultado: apenas 5 pessoas, em meio aos 300 funcionários do COI, escolheram estudar russo. Em
contrapartida, os outros 200 preferiram estudar a língua falada no Brasil.
Nosso idioma vai muito bem, obrigado.
Língua Portuguesa, ano 4, n. 53, mar. 2010, p. 11.
Fonte: https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzal9yMGd6LVRzZTA/edit
53
D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la.
100. (SAERS) O argumento utilizado pelo autor para sustentar a tese é
(A) ―O Brasil anda mesmo em alta no mundo, e a Língua Portuguesa não fica atrás em
popularidade.‖.
(B) ―... o Comitê Olímpico Internacional (COI) ofereceu aos seus 300 funcionários duas opções
‗linguísticas‘:...‖.
(C) ―... haja vista a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016 com sede no Rio de Janeiro.‖.
(D) ―... apenas 5 pessoas, em meio aos 300 funcionários do COI, escolheram estudar russo.‖.
TEXTO 53
PAISAGEM URBANA
São cinco horas da manhã e a garoa fina cai branca como leite, fria como gelo. Milhões de
gotinhas d‘água brilham em trilhos de ferro.
―Bom dia‖, diz Um Homem para o Outro Homem. ―Bom dia, por quê?‖, pensa o Outro,
olhando para o Um. Um Homem quieto e parado é um poste, que espera o trem na estação quase
vazia. [...]
A máquina aparece na curva e vem lenta, grave, forte, grande, imensa. Para a máquina,
desce um branco, uma mulata, o gordo e o magro, dois meninos maluquinhos. Chegada de uns,
partida de outros. No meio de um cheiro áspero de fumaça e óleo diesel, o Outro Homem entra no
trem.
Um homem continua um poste. Rígido. Concreto. E é só quando uma moça desce a escada
do vagão carregando uma mala, cabelo preso com fita e olhar de busca, que o homem-poste tem um
sobressalto. Os olhares se encontram. O trem vai e os olhares vêm. O mundo é assim... Outro
Homem se foi. Um Homem está feliz.
FERNANDES, Maria ; HAILER, Marco Antônio. Alp novo: Análise,
Linguagem e Pensamento. V. 4. São Paulo: FTD, 2000. p. 152. *
Adaptado: Reforma Ortográfica.
Fonte: https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzZHdHejBjMnQ1NkE/edit
D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou
expressão.
101. Ao usar a expressão ―homem-poste‖, o autor sugere que o homem está
(A) cansado de esperar o trem.
(B) desligado da realidade.
(C) observando o movimento.
(D) preocupado com a vida.
TEXTO 54
54
D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
102. (SEDUC/GO) O fato que deu origem a essa história foi
(A) a curiosidade da mãe sobre o lugar onde estão os biscoitos.
(B) a vontade da menina de comer biscoitos que estão em lugar alto.
(C) o desejo da mãe de que a menina cresça rápido.
(D) o lugar impróprio onde ficam os armários da casa.
TEXTO 55
Assume? Não assume?
— SÓ UMA PERGUNTA, V. Exa. vai assumir a pasta para a qual foi nomeado?
— Não.
— Mas esse não é: não! Mesmo ou simplesmente: não?
— N... ão.
— Então quer dizer que V. Exa. não vai assumir coisa nenhuma, não é assim?
— Não, não. Talvez assuma.
— E talvez não assuma.
— Posso assumir, está compreendendo? E ficar de ministro 45 dias.
— Servindo de lenço?
— Nem lenço, nem lourenço. Não sou lenço de ninguém. A menos que...
—?
— Quer dizer, depende. Entretanto, contudo, todavia, como se diz...
— E quando se decide, Excelência?
— Eu é que sei? Quem é que sabe alguma coisa neste momento, menino? Acordo de manhã e digo
pra mim mesmo, no espelho: você não vai aceitar. E não aceito, pronto. Daí a pouco, telefonam lá da
Granja do Torto: tem de aceitar, ora essa! Aceito, que remédio?
Quando chega de tarde [...]
Carlos Drummond de Andrade. Cadeira de Balanço: p. 180. Editora Record: Rio de Janeiro. 1993. (P08127MG)
D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou
expressão.
103. (SEDUC/GO) A expressão destacada na frase ―– Nem lenço, nem lourenço. Não sou lenço de
ninguém. A menos que...‖ indica que o político
(A) pode aceitar o cargo, sob certas condições.
(B) foi interrompido e não conseguiu terminar a frase.
(C) tomará a decisão por conta própria.
(D) está despreparado para o cargo.
TEXTO 56
Leia o texto abaixo:
―No Antigo Egito, o gato foi honrado e enaltecido, sendo considerado como um animal santo.
Nesta mesma época, a gata transformou-se na representação da Deusa Bastet, fêmea do deus Sol
Rá. [...] Na Europa, o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. Ele foi admirado pela sua
beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente, ora um animal doce e afável), e
apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. No século XIII desenvolveram-se
as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal, associada aos cultos pagãos e à
feitiçaria. A igreja lhe virou as costas. [...] No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo
com os poetas, pintores e escritores que prestam homenagem à graça e à beleza de seu corpo.‖
Fonte: Revista DC. Diário Catarinense, 25 de abril 1999.
55
D9. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
104. (PARANÁ/2009) A informação principal que se destaca no texto é
(A) A trajetória do gato ao longo da história.
(B) Justificar a importância dos gatos e dos ratos.
(C) Descrever a história dos ratos ao longo dos tempos.
(D) Citar superstições acerca dos gatos.
TEXTO 57
Necessidade de alegria
O ator que fazia o papel de Cristo no espetáculo de Nova Jerusalém ficou tão compenetrado
da magnitude da tarefa que, de ano para ano, mais exigia de si mesmo, tanto na representação como
na vida rotineira.
Não que pretendesse copiar o modelo divino, mas sentia necessidade de aperfeiçoar-se
moralmente, jamais se permitindo a prática de ações menos nobres. E exagerou em contenção e
silêncio.
Sua vida tornou-se complicada, pois os amigos de bar o estranhavam, os colegas de trabalho
no escritório da Empetur (Empresa Pernambucana de Turismo) passaram a olhá-lo com espanto, e
em casa a mulher reclamava do seu alheamento.
No sexto ano de encenação do drama sacro, estava irreconhecível. Emagrecera, tinha
expressão sombria no olhar, e repetia maquinalmente as palavras tradicionais. Seu desempenho
deixou a desejar.
Foi advertido pela Empetur e pela crítica: devia ser durante o ano um homem alegre,
descontraído, para tornar-se perfeito intérprete da Paixão na hora certa.
Além do mais, até a
chegada a Jerusalém, Jesus era jovial e costumava ir a festas.
Ele não atendeu às ponderações, acabou destituído do papel, abandonou a família, e dizem
que se alimenta de gafanhotos no agreste.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Histórias para o Rei.
2ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 56.
Fonte: https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzUDVSZ1JSTExub2M/edit
D9. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
105. (PROVA/SAEB) A principal informação no texto ―Necessidade de alegria‖ é
(A) A arte de representar exige compenetração.
(B) O ator pode exagerar em contenção e silêncio.
(C) O ator precisa ser alegre.
(D) É necessário aperfeiçoar-se.
TEXTO 58
PELO EXEMPLO
Falar do meio ambiente não é só falar de árvores, plantas, animais, da poluição do ar e da
água... Falar em meio ambiente é também falar de crianças e seu comportamento.
Você já parou para pensar que somos exemplos para elas? Principalmente se você tem uma
criança em casa, você se torna um espelho. Se fosse só o batom, que a menina, desde cedo, ensaia
usar, ou a gravata e os sapatos, que o menino teima em pegar emprestado, tudo bem – estes são
hábitos saudáveis e que revelam que você é um modelo para aquele ser que está sob seus cuidados.
Mas e os hábitos que não são saudáveis? Você, como pai ou responsável, obedece sempre o
sinal vermelho, a velocidade estabelecida para a rua? Você cede a sua vez? Você separa os
resíduos em casa, recicláveis dos não-recicláveis? Você substituiu as lâmpadas tradicionais por
fluorescentes ou por lâmpadas do tipo ―led‖ e explica esse gesto para sua criança?
Pois saiba que cada pequeno gesto seu não passará despercebido por ela. Os pequenos,
inclusive, nos corrigem ou nos chamam a atenção!
Marilusa Colombo, bióloga. Seleções Reader‘s Digest. Outubro 2010 p. 29.
56
D9. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
106. (Prova Brasil) Em relação ao tema, a informação principal do texto refere-se ao fato de que
(A) as crianças percebem cada pequeno gesto.
(B) as crianças têm alguns hábitos saudáveis.
(C) as lâmpadas tradicionais devem ser substituídas.
(D) os resíduos caseiros devem ser separados.
TEXTO 59
Fontes: Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/_cjK0wpbmFLc/TOgRKZgzmXI/AAAAAAAAB0o/aiRjm_8S2I/s400/tirinhas.jpg>.http://www.saero.caedufjf.net/wpcontent/uploads/2013/04/SAERO_REVISTA_LP_9EF_2012.pdf Acesso 27/12/2013
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
107. (SAERO) Esse texto é engraçado, porque
(A) o menino fez uma bola de chiclete enorme.
(B) o chiclete estourou fazendo muito barulho.
(C) o chiclete grudou em todo o rosto do menino.
(D) o menino achou que seu rosto estava ao contrário.
TEXTO 60
As Amazônias
Esse tapete de florestas com rios azuis que os astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais da
metade do território brasileiro. Quem viaja pela região, não cansa de admirar as belezas da maior
floresta tropical do mundo. No início era assim: água e céu.
É mata que não tem mais fim. Mata contínua, com árvores muito altas, cortada pelo Amazonas, o
maior rio do planeta. São mais de mil rios desaguando no Amazonas. É água que não acaba mais.
SALDANHA, P. As Amazônias. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995.
D18 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou
expressão.
108. (Prova Brasil) No texto, o uso da expressão ―água que não acaba mais revela
(A) admiração pelo tamanho do rio.
(B) ambição pela riqueza da região.
(C) medo da violência das águas.
(D) surpresa pela localização do rio.
57
TEXTO 61
D16 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
109. (SAEP/Paraná) Nesse texto, o tom irônico está presente
(A) na primeira observação do menino.
(B) na expressão concentrada do gato.
(C) no que o menino acha da natureza.
(D) no que o gato pensou sobre os sapatos.
TEXTO 62
A LÍNGUA ESTÁ VIVA
Ivana Traversim
Na gramática, como muitos sabem e outros nem tanto, existe a exceção da exceção. Isso
não quer dizer que vale tudo na hora de falar ou escrever. Há normas sobre as quais não podemos
passar, mas existem também as preferências de determinado autor – regras que não são regras,
apenas opções. De vez em quando aparece alguém querendo fazer dessas escolhas uma regra.
Geralmente são os que não estão bem inteirados da língua e buscam soluções rápidas nos guias
práticos de redação. Nada contra. O problema é julgar inquestionáveis as informações que esses
manuais contêm, esquecendo-se de que eles estão, na maioria dos casos, sendo práticos – deixando
para as gramáticas a explicação dos fundamentos da língua portuguesa.
Com informação, vocabulário e o auxílio da gramática, você tem plenas condições de
escrever um bom texto. Mas, antes de se aventurar, considere quem vai ler o que você escreveu. A
galera da faculdade, o pessoal da empresa ou a turma da balada? As linguagens são diferentes.
Afinal, a língua está viva, renovando-se sem parar, circulando em todos os lugares, em todos os
momentos do seu dia. Estar antenado, ir no embalo, baixar um arquivo, clicar no ícone – mais que
expressões – são maneiras de se inserir num grupo, de socializar-se.
(Você S/A, jun. 2003.)
D8 - Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-las.
110. (SAEP/PARANÁ) A tese da dinamicidade da língua comprova-se pelo fato de que
(A) as regras gramaticais podem transformar-se em exceção.
(B) a gramática permite que as regras se tornem opções.
(C) a língua se manifesta em variados contextos e situações.
(D) os manuais de redação são práticos para criar ideias.
58
TEXTO 63
TEXTO I
TIO PÁDUA
Tio Pádua e tia Marina moravam em Brasília. Foram um dos primeiros. Mudaram-se para lá
no final dos anos 50. Quando Dirani, a filha mais velha, fez dezoito anos, ele saiu pelo Brasil afora
atrás de um primo pra casar com ela. Encontrou Jairo, que morava em Marília. Estão juntos e felizes
até hoje. Jairo e Dirani casaram-se em 1961. Fico pensando se os casamentos arranjados não têm
mais chances de dar certo do que os desarranjados.
TEXTO II
O CASAMENTO E O AMOR NA IDADE MÉDIA
(FRAGMENTO)
Nos séculos IX e X, as uniões matrimoniais eram constantemente combinadas sem o
consentimento da mulher, que, na maioria das vezes, era muito jovem. Sua pouca idade era um dos
motivos da falta de importância que os pais davam a sua opinião. Diziam que estavam conseguindo o
melhor para ela. Essa total falta de importância dada à opinião da mulher resultava muitas vezes em
raptos. Como o consentimento da mulher não era exigido, o raptor garantia o casamento e ela deveria
permanecer ligada a ele, o que era bastante difícil, pois os homens não davam importância à
fidelidade. Isso acontecia talvez principalmente pelo fato de a mulher não poder exigir nada do
homem e de não haver uma conduta moral que proibisse tal ato.
D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema.
111. (SAEP/PARANÁ) Sobre o "casamento arranjado", o texto I e o texto II apresentam opiniões
(A) complementares.
(B) duvidosas.
(C) opostas.
(D) preconceituosas.
TEXTO 64
MARIA VAI COM AS OUTRAS EM AÇÃO
Os mesmos que hoje adotam Dunga como queridinho, em redes sociais e no twitter,[...] serão os que
voltar-se-ão contra o técnico da Seleção em caso de fracasso. E o farão sem dó nem piedade. É uma
legião de maria vai com as outras, cujo cérebro não resiste à manutenção de uma opinião própria.
Seus conceitos e preconceitos migram de forma proporcional à capacidade neuronal de raciocínio:
quase nula. Podem cobrar depois.
Fontes:http://wp.clicrbs.com.br/castiel/2010/06/24/maria-vai-com-as-outras-eletronicos/?topo=77,2,18
http://professorneilton.blogspot.com.br/2013/07/testos-com-os-descritores-da-prova.html
59
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
112. Segundo o texto, a expressão ―Maria vai com as outras‖ significa pessoas que
(A) têm pouca capacidade de raciocínio.
(B) adoram o técnico da seleção.
(C) falam mal do Dunga.
(D) seguem a opinião dos outros.
TEXTO 65
Histórias em esmolas
2002. Fragmento.
Quando aqui chegaram, os portugueses traziam bugigangas para oferecer aos índios.
Desde então, a história do Brasil é uma história de esmolas dos poderosos para os humildes.
Ao mesmo tempo em que matavam os índios, os colonizadores distribuíam esmolas para
eles.
A independência também foi uma esmola: no lugar de um presidente brasileiro, eleito por
nosso povo, tivemos um imperador, filho do rei da metrópole.
A libertação dos escravos foi incompleta como uma esmola: não distribuíram as terras, não
colocaram seus filhos na escola. Deram-lhes uma esmola de liberdade.
Nossa república foi proclamada, mas de um modo insuficiente, como uma esmola. Foi
proclamada, não constituída. Para proclamá-la, bastou um marechal, em cima de um cavalo, com sua
espada, em um dia de novembro no Rio de Janeiro, mas para construí-la são necessários milhões de
professores, em dezenas de milhares de escolas espalhadas por todo o território, durante muitas
décadas.
BUARQUE, Cristovam. Os instrangeiros. Rio de Janeiro: Garamond,
Fonte:https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzUDVSZ1JSTExub2M/edit
D9. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.
113. (SPAECE). O fragmento que contém a principal informação desse texto é
(A) ―Quando aqui chegaram, os portugueses traziam bugigangas para os índios.‖.
(B) ―... a história do Brasil é uma história de esmolas dos poderosos para os humildes.‖.
(C) ―... no lugar de um presidente brasileiro, eleito por nosso povo, tivemos um imperador...‖.
(D) ―Nossa república foi proclamada, mas de um modo insuficiente, como uma esmola.‖.
TEXTO 66
Texto 1
CARTA A EL-REI D. MANUEL
[...] E dali houvemos vista d‘homens, que andavam pela praia, de 7 ou 8, segundo os navios
pequenos disseram, por chegarem primeiro. [...] A feição deles é serem pardos,maneira
d‘avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura,
nem estimam nenhuma cousa cobrir nem mostrar suas vergonhas. E estão acerca disso com tanta
inocência como têm em mostrar o rosto [...] Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem
prata, nem nenhuma cousa de metal, nem de ferro; nem lho vimos. A terra, porém, em si, é de muito
bons ares, assim frios e temperados como os d‘Antre Doiro e Minho, porque neste tempo d‘agora
assim os achávamos como os delá.
Águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á
nela tudo por bem das águas que tem.
Mas o melhor fruto que nela se pode fazer me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a
principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.
CAMINHA, Pero Vaz de. Carta a el-rei dom Manuel sobre o achamento do Brasil. Intr., atual. Do texto e notas de M.Viegas Guerreiro; leit paleogr.
de Eduardo Nunes. Lisboa: Imprensa Viegas Guerreiro; leit paleogr. de Eduardo Nunes. Lisboa: Imprensa Nacional, 1974.
60
Texto 2
Índios
Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano de chão
De linho nobre e pura seda [...]
Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente [...]
Nos deram espelhos e vimos um mundo
doente – Tentei chorar e não consegui.
RUSSO, Renato. Legião Urbana. Dois. (CD).*Adaptado: Reforma Ortográfica.
Fonte:https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzeTdoeUZzV2tVMG8/edit
D21 - Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou
ao mesmo tema;
114. (SADEAM) Levando em consideração o tema ―Índios‖, qual é a principal diferença de opinião
presente nesses textos?
(A) O Texto 1 apresenta os índios como seres exóticos, e o Texto 2 como enganados.
(B) O Texto 2 apresenta uma crítica aos índios, e o Texto 1 um elogio aos colonizadores.
(C) O Texto 1 relata a vida dos índios, e o Texto2 critica a vida dos indígenas colonizados.
(D) O Texto 2 relata um fato histórico sobre os índios, e o Texto 1 como isso tudo aconteceu.
TEXTO 67
ASA BRANCA
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu
Por que tamanha judiação.
Que brasileiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d‘água, perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.
Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse: adeus, Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar, ah! Pro meu sertão.
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, não chove não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração.
Luis Gonzaga e Humberto Teixeira. Luiz Gonzaga.
Vinil/CD, BMG. Brasil, 2001
Fonte: https://docs.google.com/file/d/0BzPewewkSxkzOVNBMEhDM2Z4dGc/edit
61
D6 - Identificar o tema de um texto.
115. Qual é o tema do texto?
(A) A solidão dos sertanejos
(B) a fauna sertaneja
(C) A seca do sertão.
(D) A vegetação do sertão.
TEXTO 68
Leia o texto e responda a questão
Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca saí.
(Carlos D. de Andrade, no poema A Ilusão do Migrante)
Fonte:http://comunicaoeexpresso.blogspot.com.br/2012/04/apostila-de-exercicios-de-lingua.html
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
116. Infere-se do texto que o autor
(A) não saiu de sua terra.
(B) não queria sair de sua terra, mas foi obrigado.
(C) logo esqueceu sua terra.
(D) saiu de sua terra apenas fisicamente.
PRODUÇÃO TEXTUAL
Leia o poema a seguir
Se a gente acreditasse
que o braço pode se erguer
para construir empilhando pedras
em lugar de cadáveres ou dúvidas,
se admitíssemos que a ternura,
a lealdade, a ética e a fraternidade
são eventualmente possíveis,
que se pode criar, não só matar,
existir, não só vegetar,
talvez se pudesse ler nas estrelas
o reflexo do que haveria na terra:
a promessa de, um dia, longínquo e frágil brilhar
o milagre da paz.
Os versos, escritos por Lya Luft, convidam você a refletir sobre a possibilidade de contribuir para a
construção de um mundo menos violento, mais humano. Elabore um texto apresentando seu ponto
de vista para a pergunta a seguir.
O que é preciso fazer para que possamos viver nesse mundo de harmonia e paz?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
62
GABARITO
QUESTÃO
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
GABARITO DAS QUESTÕES
A
A
B
A
D
B
C
D
C
B
C
B
B
B
A
D
A
B
C
B
A
D
A
C
C
D
D
B
A
D
B
C
C
B
A
A
A
A
A
A
A
A
B
A
B
A
C
C
A
DESCRITOR
8
2
22
12
3
22
15
13
17
3
19
2
3
13
1
20
21
19
3
13
1
11
14
10
10
3
14
15
12
2
21
17
17
7
22
20
12
6
8
11
22
15
14
2
6
11
10
17
22
63
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
102
B
C
B
A
C
B
C
B
B
D
A
C
D
A
A
D
B
D
A
D
A
B
C
A
D
A
C
D
B
D
B
A
A
D
C
A
A
B
D
C
C
C
B
A
C
B
B
C
D
D
D
B
B
4
13
19
22
22
15
20
7
16
4
22
22
2
6
3
19
12
2
10
21
11
13
6
4
3
11
16
9
14
15
16
1
22
19
2
18
5
5
5
20
5
1
5
4
12
1
7
7
20
18
8
18
10
64
103
104
105
106
107
108
109
110
111
112
113
114
115
116
A
A
C
A
Acrescentar a palavra contrário no final da alternativa
D. GAB – D
A
D
C
C
D
B
A
C
D
18
9
9
9
16
18
16
8
21
14
9
21
6
4
65
Fly UP