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A formação de professores acerca de novas tecnologias na educação

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A formação de professores acerca de novas tecnologias na educação
Consórcio Setentrional de Educação a Distância
Universidade de Brasília e Universidade Estadual de Goiás
Curso de Licenciatura em Biologia a Distância
A FORMAÇÃO DE PROFESSORES ACERCA DE NOVAS TECNOLOGIAS
NA EDUCAÇÃO
Solange Campelo Girardi
Brasília
2011
Solange Campelo Girardi
A FORMAÇÃO DE PROFESSORES ACERCA DE NOVAS
TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
Monografia apresentada, como exigência parcial para a obtenção do grau pelo
Consórcio Setentrional de Educação a Distância, Universidade de Brasília/Universidade
Estadual de Goiás no curso de Licenciatura em Biologia a distância.
Brasília
2011
1
Solange Campelo Girardi
A FORMAÇÃO DE PROFESSORES ACERCA DE NOVAS
TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial
para a obtenção do grau de Licenciado em Biologia do Consórcio
Setentrional
de
Educação
a
Distância,
Universidade
de
Brasília/Universidade Estadual de Goiás.
Aprovado em 11 de junho de 2011.
________________________________
Prof. Msc Bruno Saback Gurgel
Universidade de Brasília
Orientador
________________________________
Profa. Melissa Monteiro
Universidade de Brasília
Avaliador I
________________________________
Profa. Msc. Lélia Leoi Romeiro
Universidade de Brasília
Avaliador II
Brasília
2011
2
Sumário
Introdução ......................................................................................................................... 4
Tecnologia na Educação ......................................................................... 5
A trajetória da informática na educação do Brasil .......................................... 5
O Educador Como Organizador do Conhecimento ........................................... 7
Tecnologia e Formação Continuada .......................................................... 10
Possibilidades Pedagógicas .................................................................... 13
O Uso da Internet na Educação ................................................................................................... 13
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) ............................................................................ 14
Blog ............................................................................................................................................. 15
Portal Educacional ...................................................................................................................... 16
Podcasts Educacionais................................................................................................................. 17
Considerações Finais ...................................................................................................... 18
Bibliografia ..................................................................................................................... 19
3
Introdução
Os avanços tecnológicos propiciaram possibilidades de comunicação e
informação
que
vem
transformando
a
maneira
de
interação,
modificando
comportamento e relacionamentos, quebrando paradigmas de relacionamento entre
indivíduos. Estamos vivendo um momento de revolução da informação e comunicação
fundamentada em novas tecnologia, conhecidas também como Tic, que são à todo
momento atualizadas, que eliminam barreiras culturais e geográficas, que nos levam a
novos processos de produção, as novas formas de diversão , a um novo modo de viver,
pensar, agir e interagir, produzindo um novo modelo social globalizado, identificado
mundialmente como sociedade da informação.
Neste contexto a educação sendo a base de formação de cidadãos, precisa
preparar seus profissionais para dominar o potencial educativo que a tecnologia oferece
e colocá-las a disposição do desenvolvimento pedagógico que vise a construção da
autonomia dos educandos e a formação plena do exercício da cidadania.
O objetivo desse estudo é problematizar o campo das tecnologias educacionais,
enfatizando para a formação continuada tecnológica dos docentes com o objetivo
fundamental de exercer o processo ensino-aprendizagem com qualidade, que tem como
princípio a transferência cultural, para que as pessoas estejam aptas a viverem em
sociedade com a capacidade de desenvolver suas potencialidades, e consequentemente a
evolução da sociedade; cidadão capaz de serem responsáveis pelo seu próprio
desenvolvimento e que possam interpretar, criticar, modificar paradigmas, pelos quais o
mundo globalizado, inserido de diversas tecnologias, constantemente passa.
Este estudo apresenta uma pesquisa literária sobre tecnologia na educação,
enfatiza a importância do educador como mediador de informações, define tecnologia, e
exemplifica ferramentas tecnológicas utilizadas na educação. A pesquisa traz importante
contribuição sobre o assunto e pretende servir de estímulo para posteriores estudo e
investigação sobre a utilização da tecnologia na educação.
4
Tecnologia na Educação
A palavra “tecnologia” é definida como “um conjunto de conhecimento,
especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo de
atividade” no dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda.
As tecnologias sociais (ligadas aos modos de organização), expressam os modelos de
organização, o desenvolvimento e a tecnologias materiais (relacionadas aos processos
de conversão e modos de produção), onde temos equipamentos e ferramentas para
execução de tarefas.( Hunt,2003).
A palavra técnica e tecnologia têm origem na palavra grega techné,(fabricar,
produzir, construir) que consiste em alterar o mundo de forma prática, mesmo sem
compreendê-la. A palavra tecnologia provém de uma junção do termo tecno, do grego
techné, que é saber fazer, e logia, do grego logus, razão. Portanto, tecnologia significa a
razão do saber fazer (RODRIGUES, 2001).
Em outras palavras o estudo da técnica. O estudo da própria atividade do
modificar, do transformar, do agir (VERASZTO, 2004; SIMON et al, 2004a).
Uma definição exata e precisa da palavra tecnologia fica difícil de ser
estabelecida tendo em vista que ao longo da história o conceito é interpretado de
diferentes maneiras, por diferentes pessoas, embasadas em teorias muitas vezes
divergentes e dentro dos mais distintos contextos sociais (GAMA, 1987).
A trajetória da informática na educação do Brasil
Desde 1970, já exixtia no Brasil uma preocupação com o uso da informática na
educação, em 1972, foi criado a Coordenação de Assessoria ao Processamento
Eletrônico(Capre), com o objetico de assessorar o uso dos recursos informáticos da
5
União e se um centro de criação de uma política brasileira para o setor de informáticamicroeletrônica” (MORAES, 2002 p. 27).
De 1988 à 1989 , o MEC iniciou as atividades de capacitação por meio do
Projeto Formar, oferecido pela Unicamp, e os professores cursistas deveriam criar os
Centros de Informática Educativas – CIEds junto à Secretaria de Educação, mediante o
apoio técnico e financeiro do Ministério da Educação em diferentes estados do Brasil. O
objetivo era preparar recursos humanos para implantar o projeto de informática na
educação.
Em 1989, foi instituído o Proninfe que tinha como objetivo promover o
desenvolvimento da informática educativa e seu uso nos sistemas públicos de ensino
(1º, 2º e 3º graus e educação especial); fomentar o surgimento de infra-estrutura de
suporte nas escolas, apoiando a criação de centros, subcentros e laboratórios; capacitar
contínua e permanentemente professores.
Em 1997, foi criado o ProInfo, com o objetivo de universalizar o uso da
Telemática no sistema público de ensino fundamental e médio, como ferramenta
pedagógica. O programa teve como objetivo levar os computadores com seus recursos
digitais e conteúdos educacionais à rede pública de ensino de 1º e 2º graus com previsão
para adquirir 100.000 computadores no biênio de 97/98 nas escolas que respeitassem os
critérios acordados entre a Seed/MEC as Secretaria Estaduais de Educação - SEE.
Estados e os municípios deveriam implementar a estrutura para os laboratórios e
capacitar os educadores a usar os equipamentos informáticos.
Nos sistemas estaduais de ensino, a implementação do Programa de forma
descentralizada tem uma Coordenação Estadual do ProInfo para introduzir as
Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's) nas escolas públicas, articulado com
as ações dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). Os NTE oferecem a infraestrutura de informática e comunicação e reúnem educadores e especialistas em
tecnologia de hardware e software. Atualmente, existem 376 núcleos distribuídos por
todos os estados da Federação.
O ProInfo é desenvolvido pela Secretaria de Educação à Distância – Seed –, por
meio do Departamento de Infra-Estrutura Tecnológica – Ditec –, em parceria com as
Secretarias Estaduais e algumas Municipais de Educação.
6
O Educador Como Organizador do Conhecimento
Um dos principais fundamentos do ato de educar é ajudar a encontrar uma lógica
diante de tantas informações ofertadas, organizá-las coerentemente e compreendê-las
para em seguida questionar a compreensão.
Ao se utilizar tecnologias educacionais, deve-se atentar para os objetivos
pedagógicos, pois os recursos tecnológicos não podem substituir o objetivo fundamental
do processo ensino-aprendizagem que é a construção do conhecimento.
O educador deve almejar um domínio contínuo e crescente das tecnologias, sem
perder o foco da educação, cuja ação deve submeter o aluno a busca de conhecimento
cultural, pedagógico, dentro de padrões curriculares, tendo a tecnologia como recurso
facilitador para a democratização e construção do conhecimento.
Leite(2000) aborda:
“Sabemos que o conhecimento não é uma condição inata do ser
humano, nem algo pronto e externo a si próprio. Tampouco nos
contentamos em considerá-lo como uma construção ordenada e linear.
Entendemos o conhecimento como o resultado de uma rede de relações
sociais, culturais, físicas e simbólicas; em que diferentes influências e
fatores constituem os objetos de conhecimento e os sujeitos
cognoscentes. Assim, o homem é criador e criatura da sociedade;
produto de suas próprias produções e de suas instituições. E o
conhecimento acontece em uma rede, com muitos fios e diferentes
tramas.”(p.01).
Compreender é organizar, sistematizar, comparar, avaliar, contextualizar e
posteriormente através de questionamento, criticar, reavaliar, criar novas conclusões e
acomodar novas idéias.(Moran,2007)
7
A busca por novos desafios deve ser prioridade e objetivo do professor, pois
exige um planejamento didático que requer uma organização aberta e flexível, para que
seja privilegiado o questionamento, além da produção de sínteses que serve para
confirmar novas idéias, o material utilizado deve atender aos anseios dos alunos para
que seus interesses sejam voltados para uma visão contemporânea do mundo
Pretto (2000) afirma que a escola:
“...passa a ter um papel muito mais forte, um papel significativo na
formação das novas competências, que não sejam necessariamente
competências vinculadas à perspectiva de mercado que domina hoje
toda a sociedade. Que não seja, enfim, uma simples preparação para o
mercado, mas que sejam capazes de produzir uma sinergia entre
competências, informações e novos saberes.”(p.82).
O uso da internet abre possibilidades diversas, os estudantes são atraídos pela
navegação, pela integração com outras pessoas conhecidas e desconhecidas, pelas novas
descobertas e principalmente pela participação em tempo real e muitas vezes pela
divulgação dos seus sonhos.
Segundo Soares e Almeida (2005):
“Um ambiente de aprendizagem pode ser concebido de forma a romper
com as práticas usuais e tradicionais de ensino-aprendizagem como
transmissão e passividade do aluno e possibilitar a construção de uma
cultura informatizada e um saber cooperativo, onde a interação e a
comunicação são fontes da construção da aprendizagem.”( p. 3).
É nesse contexto que o comportamento diante a web se torna confuso, pois
diante de tantas conexões possíveis as pessoas podem perder-se, tendo dificuldades em
escolher,
gerenciar
informações
significativas,
fazer
exposições
inadequadas
moralmente, relacionar-se e questionar afirmações problemáticas.
É fundamental a formação e capacitação a cerca de novas tecnologias
educacionais, pois quando utilizadas de maneiras inteligentes, produz intensa
democratização de conhecimento e de produção, todavia quando não sedimentada a
formação, pode anular a capacidade de análise dos dados o que é imprescindível para a
manutenção de uma interpretação correta.
8
O desafio de explorar os diversos recursos tecnológicos, depende do professor,
que deve estar apto a ser aprendiz de novas formas de ensinar: blogs, slides, web,
podcast, software livres e outro .Mas, o desafio maior estar em transformar informações
em conhecimento, pois apenas ter acesso à informação não garante conhecimento,
torna-se necessário agir cognitivamente sobre essas informações.
Do ponto de vista, Behrens(2000):
“O aluno precisa ultrapassar o papel de passivo, de escutar, ler, decorar e de
repetidor fiel dos ensinamentos do professor e tornar-se criativo, crítico,
pesquisador e atuante, para produzir conhecimento.[...]Portanto, professores e
alunos precisam aprender a aprender como acessar a informação, onde buscá-la
e o que fazer com ela”.(p.70)
Ensinar utilizando a internet exige uma atitude diferente da convencional. O
professor não centraliza as informações, ele passa a ser coordenador do processo, seu
objetivo deve ser de sensibilizar, motivar os alunos para a importância do
conhecimento, fazendo uma inter-relação da matéria, com o contexto social do aluno,
enfatizando a habilidade escolhida.(Moran, 1997).
O trabalho exige uma atenção maior, pois requer interpretação e os alunos
tendem a dispensar-se diante de tantas conexões possíveis, muitas delas, informações
banais, sem referências, cheias de opiniões e achismos, portanto não devemos nos
limitar apenas ao uso da internet, mas fazer a integração com outras tecnologias como
vídeos, jornais, teleconferências, sempre atentos as variadas formas de comunicação
com visão pedagógica, criativa e aberta, de forma que haja integração entre o humano e
tecnológico.
Torna-se importante atentar para a metodologia, reformular o conteúdo e a
prática de ensino, o professor deverá explorar recursos tecnológicos com ênfase no
contéudo, não na ferramenta.
Vygotsky, apud Mantovani (2005), diz:
“A colaboração entre pares ajuda a desenvolver estratégias e
habilidades gerais de solução de problemas pelo processo cognitivo
implícito na interação e na comunicação. A linguagem é fundamental na
estruturação do pensamento, sendo necessário para comunicar o
9
conhecimento, as idéias do indivíduo e para entender o pensamento do
outro envolvido na discussão ou na conversação. O trabalho em
colaboração com o outro, enfatiza a zona de desenvolvimento proximal
(ZDP) que é “algo coletivo” porque transcende os limites dos
indivíduos. A aprendizagem acontece através do compartilhamento de
diferentes perspectivas, pela necessidade de tornar explícito seu
pensamento e pelo entendimento do pensamento do outro mediante
interação oral ou escrita.” (p.12).
Uma comunicação verdadeira, respeitosa, objetiva do professor estabelece
relação de confiança com seus alunos e passa a ser mais importante que a tecnologia
utilizada no processo ensino-aprendizagem, nesse momento é que as reflexões vão se
formando e solidificando ideias importantes e conclusivas.
Tecnologia e Formação Continuada
A educação continuada é de fundamental importância para a promoção de
mundanças na prática pedagógica dos professores.
Para educar na era da informação, se faz necessário enfrentar os paradigmas que
envolve uma educação fundamentada em teorias de ensino-aprendizagem, que é um
modelo ultrapassado de ensino, os docentes necessitam encontrar caminhos próximos ao
momento histórico que vivemos, isso implica o repensar do papel que a escola
desempenha no processo de construção do conhecimento e o redimensionamento do
papel que o professor exerce na formação do cidadão.
O sucesso do uso de recursos tecnológicos na educação depende de uma infraestrutura adequada, de modelo bem planejado e de um investimento significatico que
deve privilegiar a formação de recursos humanos , de decisão políticas apropriadas e
amparadas pela capacidade de realização.
A formação continuada foi uma proposta utilizada pelo ministério da educação
para atualizar a prática educacional, visando trazer os profissionais para os anseios
educacionais contemporâneos e a melhoria da qualidade da educação no país.
10
Segundo Libâneo (2004),
“O termo formação continuada vem acompanhado de outro, a formação
inicial. A formação inicial refere-se ao ensino de conhecimentos
teóricos e práticos destinados à formação profissional, completados por
estágios. A formação continuada é o prolongamento da formação
inicial, visando o aperfeiçoamento profissional teórico e prático no
próprio contexto de trabalho e o desenvolvimento de uma cultura geral
mais ampla, para além do exercício profissional.”(p.227).
O autor expressa no parágrafo acima, a necessidade do professor em se ter uma
consciência de que a formação não acaba com a formação graduada, mas que o processo
de conhecimento é construído em toda a sua trajetória profissional.
Através da promulgação da no Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –
LDB 9394/96, que alicerçavam as reformas políticas do país. O Governo Federal
provém incentivo financeiro as escolas públicas, bem como determina a criação do
sistema Nacional de Educação a Distância com a intenção de facilitar ao professor o
acesso a formação continuada, além da distribuição de aparelhos de televisão para as
escolas; iniciar a reforma curricular e fazer distribuição de livros didáticos, tudo isso
visando a melhoria da qualidade da educação no país.
Demo (1994) propõe:
“a) Capacidade de pesquisa para corresponder desde logo ao desafio construtivo
do conhecimento, o que transmite em sala de aula tem que fazer parte do
processo de construção do conhecimento assumir textura própria em termos de
mensagem, configurar componente de projeto autônomo criativo e crítico.
b) Elaboração própria para codificar pessoalmente o conhecimento que
consegue criar e variar favorecendo a emergência do projeto pedagógico
próprio.
c) Teorização das práticas...
d) Formação permanente.
11
e) Manejo da instrumentalização eletrônica...” (pág. 54 e 55)
O autor, acima citado, acredita que o professor atual precisa ser autônomo,
criativo, crítico e transformador, um profissional que se preocupe em buscar novas
tarefas e práticas para o futuro.
Para Demo(1993):
“O que se espera do professor já não se resume ao formato expositivo
das aulas, a fluência vernácula, à aparência externa. Precisa centralizarse na competência estimuladora da pesquisa, incentivando com
engenho e arte a gestão de sujeitos críticos e autocráticos, participantes
e construtivos.” (p. 13)
As exigências sociais requer uma escola viva, dinâmica e de um educador
produtor e organizador de conhecimento.
Libâneo(2007), afirma que:
“... a formação continuada pode possibilitar a reflexividade e a mudança nas
práticas docentes, ajudando os professores a tomarem consciência das suas
dificuldades, compreendendo-as e elaborando formas de enfrentá-las. De fato,
não basta saber sobre as dificuldades da profissão, é preciso refletir sobre elas e
buscar soluções, de preferência, mediante ações coletivas”
As novas gerações convivem com recursos tecnológicos que são atualizados à
todo momento, são informações ampliadas e rápidas que requer do professor uma
metodologia de ensino pautada na interação entre aluno e professor, além de
conhecimento cientifico bem estruturado
com fundamentação teórica que poderá
direcionar os alunos a reflexão crítica do assunto explicitado, desta forma o professor se
torna responsável por ordenar capacidades cognitivas individuais e coletivas.
O professor necessita orientar os alunos sobre onde e como buscar a
informações, precisa questionar, discutir e analisar criticamente, com intuito de moldar
o aluno a ser crítico, autônomo e pesquisador.
12
Possibilidades Pedagógicas
O Uso da Internet na Educação
A internet significa a revolução nos meios de comunicação, necessita pois, ser
reconhecida e apropriada como ferramenta pedagógica e de informação, de
comunicação, de pesquisa e de produção de conhecimento, no processo ensinoaprendizagem.
Possibilita ao professor explorar infinitos recursos disponíveis na internet,
textos, gráficos, imagens, sons, tudo num ambiente de interatividade.
O uso da internet atraem os estudantes e proporciona a auto-aprendizagem, por
outro lado, altera a relação sobre o poder do conhecimento, e o professor deixa de ser
detentor do saber absoluto e passa a gerenciar informações causando muitas vezes atrito
na relação professor-aluno.
O educador deve ter a clareza que a educação existe em um novo contexto social
e ele necessita se adaptar, incentivar à pesquisa, trabalhar a consciência ética e
responsável, deve fazer parte da preocupação docente.
Segundo Masetto (2000. p.144),
“É importante não nos esquecermos de que a tecnologia
possui um valor relatico: ela somente terá importância
se for adequada para facilitar o alcance dos objetivos e
se for eficiente para tanto.”
Existe a necessidade de reavaliar o trabalho didático-pedagógico, pois com o uso
da internet como ferramenta tecnológica educacional, se faz necessário a formação
contínua do professor.
13
Para Masetto (2000 p.142):
“O professor assume uma nova atitude. Embora,
uma vez ou outra, ainda desempenhe o papel de
especialista
que
experiências
a
possui
comunicar,
conhecimentos
no
mais
das
e/ou
vezes
desempenhará o papel de orientador das atividades do
aluno, de consultor, de facilitador da aprendizagem de
alguém
que
pode
colaborar
para
dinamizar
a
aprendizagem do aluno, desempenhará o papel de quem
trabalha em equipe, junto com o aluno, buscando os
mesmos objetivos: uma palavra, desenvolverá o papel
de mediação pedagógica.”
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)
Os ambientes virtuais de aprendizagem são plataformas de ensino que permitem
ao aluno uma interação com seus tutores e outros alunos, de forma não presencial e
assíncrona; é um espaço virtual, de troca de informações, de realização de tarefas, de
aprendizagem, que é composto por diversas ferramentas como fóruns, chats, glossário,
tarefas e enquetes por exemplo. O Moodle é um exemplo de Ambiente Virtual de
Aprendizagem.
Leite afirma:
“O Moodle é um ambiente virtual de aprendizagem que oferece aos
professores a possibilidade de criar e conduzir cursos à distância, por
meio de atividades [exigem ação do aluno, como responder, discutir,
etc.] ou recursos [materiais para consulta e estudo] organizadas a
partir de um plano de ensino.”
A Educação à Distância via internet fez com que a necessidade desses ambientes
fosse imprescindível para a aprendizagem, pois eles são o suporte para a troca de
saberes e construção do conhecimento de forma coletiva e mediada por tutores de
diversos lugares geográficos.
14
Mehlecke afirma;
“O desenvolvimento de novas tecnologias de informação e comunicação tem
sido, no decorrer dos anos, um agente relevante de aprendizagem que conduz
à expansão das oportunidades de combinação de recursos tecnológicos e
humanos. A Educação a Distância, portanto, decorre da necessidade de
novas propostas de estudo, onde o aluno não tem uma delimitação
geográfica e nem uma sala de aula presencial para buscar sua qualificação.
Por isso, estudos sobre a utilização das ferramentas disponíveis nos
ambientes de educação a distância, faz-se necessário para que os recursos
empregados não sejam um restritor para a aprendizagem no meio virtual.
A utilização dos ambientes de aprendizagem virtual, em decorrência, é o
ponto principal da comunicação entre alunos e professores dispersos
geograficamente. Ao escolher um determinado ambiente para EaD, os
profissionais envolvidos devem ter conhecimento suficiente sobre as
implicações de tal escolha assim como objetivos claros a serem alcançados,
preservando a credibilidade e a seriedade dos cursos oferecidos.”
Blog
O blog permite um excelente canal de comunicação, pois pode ser menos
formal, menos severo e mais divertido, promove a reflexão sobre a escrita, o que trará
crescimento pessoal e profissional, a fim de refinar o que deve ser exposto. Quando se
percebe que a construção do conhecimento se dá pelo dialogo, modifica-se
comportamento, requisito importante para um bom relacionamento entre alunos e
professores.
Conectado a modernidade os participantes de um blog, estarão sempre ligados a
assuntos atuais e um bom recurso são os links, que significam elos, interligações de
informações, nesse momento pode-se enfatizar a interdisciplinaridade.
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O blog também permite o registro de atividades, além da ampliação do tema
discutido e acompanhamento do desenvolvimento escolar do aluno.
Professores de diferentes localidades podem se ajudar, trocar ideias, desenvolver
planejamentos para diferentes níveis de aulas, o que facilita o trabalho do professor. A
troca de experiência tem se mostrado uma prática saudável que promove o
desenvolvimento pedagógico e profissional.
O blog permite também o registro do trabalho e das produções e podem ser
vistas, comentadas e conhecidas por qualquer internauta, o que incentiva e qualifica o
trabalho de alunos e professores.
Portal Educacional
Tem como objetivo interagir pessoas que compartilham dos mesmos interesses
em determinado assunto. É um site na web que funciona como centro aglomerador e
distribuidor de conteúdos para outros sites.
Na área educacional, além de expor materiais pedagógicos, encontra-se
referências, artigos, publicações, links, fotos, sala de bate papo, fórum, lista de
discurssões, enquetes, etc.
Os conteúdos devem ser agrupados em função do público a ser destinados, sendo
o objetivo principal do portal a integração de idéias e conhecimento.
Alguns exemplos de portal na área educacional:
www.educarede.org.br
www.educar.com.br
www.eduk.com.br
www.eaprender.com.br
16
Podcasts Educacionais
Podcast é uma ferramenta tecnológica que permite a publicação de áudio. A
palavra podcast tem origem na junção das palavras “ipod”(tocador de mp3) e
broadcast(transmissão on-line).
O arquivo a ser publicado é gravado para um formato de áudio compartilhável,
geralmente utilizado o MP3, e deve ser disponibilizado para dowlond em um ambiente
virtual .
A vantagem de se utilizar podcasts como ferramenta pedagógica é
principalmente o envolvimento dos alunos, professores e comunidades, abre-se um
canal de comunicação, além de compartilhar experiências com outros profissionais que
estejam geograficamente distante.
É um trabalho colaborativo, pode-se trabalhar projeto de como montar uma rádio
web para a escola e explorar temas diversos, tais como: ambiente, sociedade,
sexualidade, comportamento e etc.
A produção de podcast favorece uma educação democrática, aberta ,tem um
papel importante na construção do conhecimento, pois envolve alunos ativos e
motivados, professores interagindo e apto a aprender, explorando suas potencialidades ,
abre possibilidades de discursões sobre temas importantes como direitos autorais e
morais , bem como a reflexão sobre a postura e ética frente a um trabalho colaborativo,
envolve também a comunidade que pode ser participativa com o ambiente escolar.
17
Considerações Finais
Com base no trabalho desenvolvido pode-se concluir que o mundo está passando
por um momento de transição tecnológica, onde a sociedade anseia por conhecimento,
tornou-se quase impossível ensinar sem a mediação tecnológica.
A educação não pode ficar alheia as transformações tecnológicas em que a
sociedade vem passando. Vencer paradigmas educacionais é um dever do educador que
pode modificar a maneira de se aprender com o objetivo de formar cidadãos críticos e
preparados para a sociedade do conhecimento.
Os autores da educação devem ser participativos num modelo de educação, que
privilegie as necessidades atuais e acompanhe os avanços tecnológicos, fatos que não
podem ser ignorados se o que se pretende é a formação integral da pessoa, dentro de
princípios e valores que promova a formação para a cidadania e a preparação para a
vida.
Neste contexto, a escola está comprometida com a educação, como instituição
responsável em promover uma interação entre alunos e professores, com intuito de
manter um diálogo que privilegie, o questionamento, a crítica, a criatividade, o
aprender, o pensar, além de proporcionar às novas gerações o acesso ao conhecimento
construído e acumulado pela humanidade.
18
Bibliografia
Artuso ,Alysson Ramos. Tecnologias na Educação- Uma Perspectiva de Debate. Teias,
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Teruya ,Teresa Kazuko; Moraes, Raquel de Almeida. Mídias na Educação e Formação
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DEMO, Pedro. Pesquisa: Princípios Científicos e Educativos. São Paulo. Cortez
19
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