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PERCEPÇÃO E APROVEITAMENTO DE OPORTUNIDADE

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PERCEPÇÃO E APROVEITAMENTO DE OPORTUNIDADE
ANAIS
PERCEPÇÃO E APROVEITAMENTO DE OPORTUNIDADE DE INOVAÇÃO
POR EMPREENDEDOR: UM ESTUDO DE CASO
RUBENS CUKIER ( [email protected] )
FACCAMP
FRANCISCO COELHO DE OLIVEIRA ( [email protected] )
FACCAMP
MANUEL MEIRELES ( [email protected] )
FACCAMP
Resumo
O objetivo deste artigo é evidenciar quais os fatores preponderantes na visualização de
oportunidade de inovação na reciclagem do plástico de garrafas PET por um empreendedor de
acordo com o processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001). A
pesquisa fez uso de entrevista semi-estruturada e questionário. A análise foi feita por meio de
lógica paraconsistente. Os resultados ilustram que efetivamente ocorreu o que se pode
designar por percepção e aproveitamento da oportunidade. O caso relatado tem forte
aderência ao modelo e os dados podem ser considerados consistentes.
Palavras-chave: Inovação, Oportunidade, Empreendedor, Empreendedorismo, Negócio,
Reciclagem, Plástico.
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ANAIS
1. Introdução
O Empreendedorismo é uma manifestação da capacidade humana que tem conquistado
a dedicação de estudiosos e pesquisadores da Administração pelo seu impacto social e por sua
importância econômica. O Brasil vem se destacando como um dos países de maior nível de
Empreendedorismo no mundo, enquanto cresce a percepção de que a atividade
empreendedora pode ser um dos fatores decisivos para o desenvolvimento econômico do país.
Estudiosos no tema em outros países sugerem que o ponto inicial e principal do processo do
Empreendedorismo é a atividade de buscar oportunidades continuamente e de forma criativa
(ALVES, 2005, p.6). É sobre este ponto vital do processo de empreendedorismo que este
trabalho se debruça.
Segundo Kirzner (1973) a descoberta da oportunidade é o ponto principal do processo
de empreendedorismo. Sob esta perspectiva de que os empreendimentos motivados por
oportunidades apresentam-se como os mais fundamentados e qualificados para alcançarem o
sucesso, torna-se relevante analisar as diferentes fontes de oportunidades que são exploradas
pelos empreendedores ou que estão disponíveis para eles.
O objetivo deste artigo é evidenciar que o fator preponderante de visualização de
oportunidade de inovação na reciclagem do plástico de garrafas PET por um empreendedor
segue o processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001).
Esta pesquisa mostra a visão de oportunidade de inovação do empreendedor do ramo têxtil e
como as barreiras encontradas num setor pouco conhecido por ele foram superadas.
A literatura pesquisada sobre oportunidade relacionada com empreendedorismo é recorrente.
Entretanto, por se tratar de um assunto relativamente novo, os exemplos são poucos
explorados de maneira cientifica e, muito se perde de experiências que trouxeram resultados
positivos. É interessante notar que quase não há, no Brasil, de acordo com Alves (2005, p.20)
estudos focados na identificação e reconhecimento de oportunidades e motivação dos
empreendedores.
O processo de identificação, ou reconhecimento, de oportunidades envolve três
atividades principais: percepção, descoberta e criação. A percepção estaria relacionada com o
ato de sentir as demandas do mercado ou perceber a subutilização de recursos. A segunda
atividade seria a descoberta do “encaixe” (fit) entre uma necessidade particular do mercado e
recursos específicos. E este processo terminaria com a criação de um novo “encaixe” entre
estas necessidades e recursos, até então separados, em um conceito de negócio bem definido
(HILLS e SHRADE, 1998).
De acordo com Alves (2005, p. 38), Lumpkin e Hillst (2001) sugerem uma abordagem
na qual aproxima o processo de identificação de oportunidades com o processo criativo,
alegando que se trata de um aspecto inerente do mesmo (ver figura 1). Esta abordagem sugere
a existência de cinco fases no processo criativo que teriam sua equivalência no processo
empreendedor de identificação de oportunidades: preparação, incubação, lampejo (insight),
avaliação e elaboração.
É neste contexto que esta pesquisa se insere: desvelar uma experiência de um
empreendedor que, num primeiro momento, sentiu a necessidade da sobrevivência do seu
negócio, levando-o a buscar alternativas em diferentes ambientes de atuação, por meio de
tecnologias conhecidas e estabelecesse um plano de viabilidade econômica. Na área de
ciências sociais e aplicadas, quando se relaciona com questões empreendedoras, o foco se
volta para ações, comportamentos, estratégias dentre outras variáveis e que podem somar aos
estudos de outros especialistas. Nesse sentido, os estudos nessa área são incipientes.
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ANAIS
Figura 1: Processo de Identificação de Oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001)
Fases do
Processo
Criativo
Características /
Influências
Fontes de
oportunidades
Novas tecnologias; demanda não
atendida; recursos sub-utilizados;
mudanças políticas e regulatórias
Preparação
“Insight”
Avaliação
Elaboração
Perspicácia empreendedora
Incubação
Rede de contactos; experiência
prévia
Informações
Cognição; criatividade; conceito
de negócio
Identificação da
oportunidade
Feedbacks externos; refinamento
da oportunidade; perfil e habilidade
empreendedoras
Avaliação da
oportunidade
Desenvolvimento da
oportunidade
Desenvolvimento da
oportunidade
Fonte: Lumpkin e Hillst (2001) adaptado por Alves (2005, p.38)
De acordo com Shane (2005), as oportunidades para os empreendedores são situações
nas quais tem chance de introduzir um produto que gera mais receitas do que seu custo de
produção. Esse autor indaga ainda que essas situações existam quando as necessidades dos
clientes não estão sendo satisfeitas ou quando for possível satisfazê-las de uma maneira
melhor do que a atual. Alega que identificar uma oportunidade valiosa é perceber a mudança
que torna a oportunidade possível.
Oportunidade surgida de uma idéia, conforme Schumpeter (1988) trata-se de um
processo de destruição criativa em que há uma procura constante para criar algo novo, que
simultaneamente, destrói regras antigas e estabelecem as novas, todas direcionadas à busca de
novas fontes de lucros. As oportunidades surgem para os empreendedores como forma de
melhorar a situação atual, de acordo com Shane (2005). Esse autor diz que as oportunidades
para os empreendedores são situações nas quais tem chance de introduzir um produto que
gera mais receitas do que seu custo de produção.
Baron e Shane (2007) compreendem a oportunidade originada quando uma ou mais
pessoas reconhecem e transformam a idéia em algo novo ou o que já existe de forma
melhorada. Dessa forma, uma inovação por transformação é vista como “novos produtos ou
serviços, novos mercados, novos processos de produção, novas matérias-primas, novas
formas de organizar as tecnologias existentes, dentre outros”. (p. 12)
Sarasvathy e Dew apud Machado (2009) tratam o assunto oportunidades como um
processo de transformação contínua para atingirmos o sucesso da organização e satisfação dos
seus respectivos clientes; entretanto Shane (2005) comenta que as oportunidades surgem para
os empreendedores como forma de melhorar a situação atual, gerar mais receitas e atender
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ANAIS
mais plenamente as necessidades dos clientes, neste caso a oportunidade surgiu da
necessidade de uma das empresas do Grupo Majoritário.
Assim, com base nessas reflexões, fica claro que a organização que busca por
oportunidade e inovação precisa ir além de ferramentas, tecnologia, recursos. Necessita
pensar estrategicamente, ter equipe que auxiliem na construção da idéia e do negócio e,
sobretudo, ter à frente um empreendedor com visão de negocio, comprometido e experiente
em suas ações no contexto em que atua.
2. O empreendedor
As várias concepções hoje existentes sobre o empreendedor demonstram o caráter rico
e multifacetado desse ator: pessoa que assume riscos em condições de incerteza, fornecedor
de capital financeiro, decisor, líder industrial, gestor ou executivo, dono de empresa,
contratante, árbitro no mercado, entre outros. Estas distintas acepções geraram, muitas vezes,
diferentes desdobramentos teóricos e abordagens empíricas (NAIR, PANDEY, 2006).
O empresário é um criador de atividades. “Combine alguns, ou todos, os fatores de
produção, lance mão de fatores de produção próprios ou alheios, imite ou inove, funde
pequenas ou grandes empresas, o fato é que, onde um empresário entra em atividade, sempre
surge uma nova unidade de produção”. (GALVES, 1981:122)
O empresário tem iniciativa e gosta do risco; possui conhecimentos técnicos que o
permitem descobrir oportunidades; possui uma capacidade administrativa que lhe permite
construir a Organização e geri-la de forma a obter o máximo rendimento dos fatores nela
colocados; tem a capacidade de liderança que lhe permite conduzir os demais para
determinados fins.
Chagas e Freitas (2001) listam alguns conceitos de empreendedor, com base em
Gonçalves (1997), Farrel (1993), Drucker (1987) e Bernhoeft (1996). Gonçalves (1997:12),
diz que a empresa que não se adaptar ao novo modelo empresarial, em que a competição
tende a ser cada vez maior, está com sua sobrevivência ameaçada. Embora não exista um
conceito exato para o termo “empreendedorismo” pode-se antever nessa afirmação que o
empreendedorismo é uma estratégia chave para o sucesso de uma empresa, e que envolve a
capacidade de mudar e inovar rapidamente. A empresa empreendedora é aquela que consegue
olhar além do usual, possuindo habilidade de assumir a direção dos processos de
transformação e o redirecionamento de seus recursos. Gonçalves (1997:16) observa que
“mesmo com o foco num negócio principal, a empresa deve desenvolver a capacidade de
buscar novos nichos e ampliar horizontes”. Isso é o que se pode entender por
empreendedorismo –– a capacidade de desenvolver uma arquitetura estratégica, onde direção,
descoberta e destino transformam a intenção estratégica em realidade (HAMEL E
PRAHALAD, 1997:157).
Drucker (1987) utiliza a expressão “entrepreneurship” como “espírito empreendedor”,
relacionando a esta categoria conceitual o termo “inovação”, apresentando-os como uma
prática e uma disciplina. Farrell (1993:14) dá tratamento similar ao termo “entrepreneurship”.
Para ele a mensagem é clara: “não são as modernas técnicas praticadas por profissionais da
administração que levam as empresas ao sucesso e ao crescimento. É o espírito
empreendedor”. Entende o autor que as posturas do empreendedor diferem totalmente do
administrador da grande empresa. “O empreendedor o impulso fundamental que ocasiona e
mantêm em marcha o motor capitalista, constantemente criando novos produtos, novos
métodos de produção, novos mercados e, implacavelmente, sobrepondo-se aos antigos
métodos menos eficientes e mais caros” (DEGEN, 1989:1).
Um conceito mais exato de empreendedor é dado por Drucker (1987:36), quando
esclarece que “o empreendedor vê a mudança como norma e como sendo sadia. Geralmente,
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ANAIS
ele não provoca a mudança por si mesmo. Mas, e isto define o empreendedor e o
empreendimento, o empreendedor sempre está buscando a mudança, reage a ela, e a explora
como sendo uma oportunidade.”
Segundo Bernhoeft (1996:23), o espírito empreendedor, seria uma característica de um
indivíduo ou de uma instituição, não um traço de personalidade, pois indivíduos que precisam
contar com a certeza são de todo impossíveis que sejam bons empreendedores. Assim, o
empreendedor é um indivíduo que vive o risco e a incerteza, e, como assinala Bernhoeft
(1996:50), é aquele que faz do seu negócio uma arte própria, consegue automotivar-se nos
momentos de dificuldade e encontra motivação e sucesso no próprio trabalho. Existem
algumas motivações que levam o indivíduo a querer fazer algo diferente, que podem
apresentar-se de distintas formas. As motivações e características são sintetizadas por Santana
(1993:14), em dez qualidades-chave para que o empreendedor seja um empresário de sucesso:
assumir riscos, aproveitar oportunidades, conhecer o ramo, saber organizar; tomar decisões;
ser líder; ter talento, ser independente, manter o otimismo e ter tino empresarial. Para Chagas
& Freitas (2001), para ser um empreendedor não basta identificar oportunidades de negócio. É
preciso realizá-las. Longenecker et al. (1997:9), resumem as várias qualidades apresentadas,
em três pré-disposições: uma enorme necessidade de realização, uma disposição para assumir
riscos moderados e uma forte autoconfiança.
O empreendedorismo caracteriza-se por uma capacidade de identificar oportunidades e
criar algo inovador sob condições de incerteza, assumindo riscos. Para Dolabela (2002), o
empreendedor é uma força positiva na economia e um agente de mudanças.
Empreendedorismo por oportunidade ocorre quando o indivíduo identifica uma
oportunidade de negócio, ou seja, escolhe o empreendimento dentre as diversas e possíveis
opções existentes no mercado. Segundo Greco et al. (2009), “o empreendedorismo por
oportunidade, em geral é caracterizado pela criação de empresas de maior complexidade
organizacional, maior nível de tecnologia e maior conhecimento de mercado por parte do
empreendedor.”
Ao longo da história, muitos pesquisadores têm estudado o papel do empreendedor.
Uma revisão das contribuições mais importantes dentro dessa literatura é apresentada neste
artigo. Não existe a intenção de fornecer uma descrição detalhada de cada definição de
empreendedorismo, mas tentar destilar os principais elementos das contribuições mais
importantes.
Say (1983) viu o empreendedor como o principal agente de produção na economia, e
que move recursos econômicos de uma área de baixa para uma área de maior produtividade e
retorno; entretanto em “Princípios da Economia” o economista neoclássico Marshall (1988),
também dedicou atenção ao Empreendedor, ele reformulou muitos conceitos da Economia
Clássica criando novas terminologias como organização empresarial, firma representativa,
entre outras. Mas, dentro do escopo dessa pesquisa, foram Baron e Shane (2007) que
apresentam o Empreendedorismo como atividade envolve as ações chaves que permitem
identificar uma oportunidade que seja valiosa em termos de negócio.
As características dos Empreendedores de sucesso passam por diversos aspectos;
primeiramente a identificação da oportunidade depende exclusivamente da sua capacidade
cognitiva aliada à sua experiência de vida, à sua criatividade e a uma visão analítica e realista
do negocio. Procurar os meios certos e buscar as informações necessárias e precisas para a
abertura de um novo empreendimento é essencial para o êxito inicial do seu negocio. Baron e
Shane (2007)
Hisrich et al (2009) definem que geralmente a ação empreendedora é intencional. Os
empreendedores intencionam buscar as oportunidades, entrar em mercados novos e oferecer
novos produtos. Estas intenções são mais fortes na forma de agir quando a ação é percebida
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ANAIS
como viável e desejável. Embora haja uma infinidade de conceitos que procura entender esse
ator social, Julien (2009) defende que Davidsson (2001) e Steyaert e Hjorth (2003) lembram
com razão que nem sempre há concordância sobre a definição de Empreendedorismo.
Por outro lado, Vankataraman (1997) apud Julien (2009) viu o Empreendedorismo
como uma nova produção de bens ou serviços, aproveitando-se uma oportunidade com todas
as suas conseqüências e, à sua frente, o empreendedor. Cantillon (1755) apud Oliveira et al
(2008) viu o Empresário como responsável por todas as trocas e a circulação na economia. Ao
contrário de trabalhadores assalariados e proprietários de terra que ambos recebem certo valor
em renda fixa ou renda, o empresário ganha um lucro incerto a partir da diferença entre preço
de compra de um conhecido e um preço de venda incerto, assumindo, por conseguinte o risco
desta operação. Foi a partir de Schumpeter (1988) que a figura do empresário inovador tornase fundamental para o desenvolvimento da economia, aparecendo assim, a figura do
empreendedor.
2.1 Inovação
Segundo Bessant (2009) estudos mostram que a rivalidade competitiva estimula
empresas a investirem em inovação e mudanças, uma vez que sua própria existência ficará
ameaçada se não o fizerem. Por outro lado Itami e Numagami (1992) consideram que a
tecnologia funciona como uma “lente” comum que guia o processo cognitivo de uma
organização e, portanto, o processo de formulação estratégica. Estas proposições podem ser
claramente transpostas para a relação entre estratégia e inovação. A inovação tecnológica é
um elemento fundamental para a sedimentação da firma no mercado; assim passa a ser
também um fator determinante para a própria estrutura de mercado.
A corrente neoclássica tende a considerar a inovação tecnológica como um fator
exógeno à economia; por outro lado, as escolas schumpeteriana e neo-schumpeteriana
consideram a incorporação da tecnologia como uma condição fundamental para a ampliação
do dinamismo nas economias capitalistas (FREEMAN, 1982). Entretanto Hauknes (1988)
defende que o padrão de inovação seguido por uma organização dependerá, por sua vez, de
sua percepção e de suas escolhas estratégicas frente à ação de vários agentes que com ela
interagem em seu ambiente competitivo e, em especial, no processo de inovação.
De modo geral, pode-se afirmar que o cenário está gradativamente mudando em favor
daquelas firmas que conseguem mobilizar conhecimento e avanços tecnológicos, bem como
conceber a criação de novidades em suas ofertas (produtos/serviços) e nas formas como
lançam essas ofertas (TIDD et al, 2008).
3. Métodos
Tipo da pesquisa. Esta pesquisa é de natureza exploratória e qualitativa. A escolha
deste caso deveu-se ao fato dele ilustrar um exemplo de percepção e aproveitamento de
oportunidade.
Coleta de dados. A coleta de dados foi feita por meio de entrevista semi-estruturada e
por uma escala tipo Likert de cinco pontos fundamentada nas etapas do processo de
identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001) aqui designada por questionário
Q1.
Sujeito. Foi entrevistado um dos empreendedores de uma empresa criada para suprir
as necessidades de outra já existente no mercado do ramo têxtil, como fornecedora de
matéria-prima. Esse participante da pesquisa abordou o histórico de três empresas integradas e
que são partes dessa experiência. Não foi autorizada a identificação das empresas e visando
preservá-las, as mesmas receberam nomes fictícios. O empreendedor que participou da
entrevista tem 22 anos de atuação no Grupo. Atua como um dos gestores de decisão do grupo,
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ANAIS
sendo atualmente responsável pela unidade industrial da Alvapet. Sua formação é em
Administração de Empresas e tem especializações em diferentes áreas.
Análise. A análise foi feita por meio de lógica paraconsistente anotada bivalorada
(LPA2v) que associa a cada proposição uma anotação ( µ1 , µ 2 ) de crença e descrença. De
acordo com Carvalho (2002, p.58) a LPA2v, embora de criação muito recente, vem
encontrando aplicações em diversos campos de atividades. Para Da Costa et al. (1999,
p.19), as lógicas anotadas constituem uma classe de lógicas paraconsistentes e acham-se
relacionadas a certo reticulado completo denominado QUPC - Quadrado Unitário do Plano
Cartesiano. Para uma dada proposição de crença µ1 e descrença µ2, constitui-se o par
(µ1;µ2) que pertence ao produto cartesiano [0,1;0;1] no QUPC. Os valores de crença µ1 e
descrença µ2 podem ser quaisquer no intervalo fechado [0;1], destacando-se os seguintes
pares (µ1;µ2):
(0;0): falta total de crença e descrença (indeterminação);
(1;1): crença e descrença máximas (inconsistência);
(1;0): crença total e nenhuma descrença (verdade);
(0;1): nenhuma crença e descrença total (falso).
Com base nos valores de crença GCç e descrença GDç, por meio de uma rede lógica
OR e AND é possível determinar o grau de certeza GC e o grau de contradição GCT.
Para medir o grau de crença de e descrença utilizando-se respostas dadas por meio de uma
escala Likert utilizou-se o modelo proposto por Sanches et al (2006). Neste caso o grau de
crença GCç em relação a um dado fator é dado pela soma dos apontamentos atribuídos a
concordo e concordo totalmente (C+CT) dividido pelo total de apontamentos contidos no
diferencial semântico (DS); de forma semelhante se constitui o grau de descrença GDç:
∑ (C + CT )
∑ ( D + DT )
GCç =
G Dç =
∑ DS
∑ DS
Por exemplo, em relação ao fator Avaliação de acordo com do processo de
identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001). Os graus de crença e de
descrença são assim calculados:
∑ (C + CT ) = 280 = 0,702
∑ ( D + DT ) = 74 = 0,185
GCç =
G Dç =
399
399
∑ DS
∑ DS
Os valores de grau de crença GCç e de descrença GDç são quaisquer no intervalo
fechado entre 0 e 1.
Os valores de crença GCç e de descrença GDç são submetidos a tratamento por meio de uma
rede lógica OR e AND. O desenho da rede depende do número de juízes, opinantes ou
sensores. No prense caso considerou-se quatro características. Ao término do tratamento se
obtém dois valores: Grau de Certeza GC e Grau de Contradição GCT.
A interpretação da saída da rede lógica OR e AND é feita no quadrado unitário do plano
cartesiano (QUPC) (ver figura 5). O modelo do QUPC foi extraído de Da Costa (1999, p.78).
Como o eixo do grau de certeza vai de [-1,1] é possível submeter o resultado obtido a uma
normalização para que o resultado final se expresse no intervalo de [0, 1]. Sendo GC o grau de
G − (−1) GC + 1
certeza obtido a normalização é dada pela fórmula: GC [ 0,1] = C
. Assim, para
=
1 − (−1)
2
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ANAIS
se exprimir o grau de Aderência ao processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e
 G +1
Hillst (2001) num intervalo [0, 10] pode-se utilizar a fórmula: GAIO[ 0,10 ] = 10 C

 2 
Observar que procedimento de normalização também é feito quanto ao grau de
 G +1
contradição GCT: GCT [ 0,10 ] = 10 CT
 . Observar que se os dados não forem consistentes
 2 
deve-se proceder a outras medidas.
Já que os valores GAIO[0,10] e GCT[0,10] podem cair em qualquer lugar entre 0 e 10, é
recomendável haver um acordo quanto ao que é um valor fraco e forte como afirmam Sanches
et al. (2010). Seguindo a convenção destes autores são adotadas as expressões utilizadas na
figura 2.
Figura 2. Convenção para descrever resultados quanto ao grau de aderência ao processo de
identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001) GAIO [0,10] e grau de contradição
normalizado [0,10].
Grau de Aderência ao processo de
identificação de oportunidades de Lumpkin e
Hillst (2001) GAIO
Valor
Interpretação adequada
observado
7,00 ou mais
Aderência muito forte
5,00 a 6,99
Aderência substancial
3,00 a 4,99
Aderência moderada
1,00 a 2,99
Aderência baixa
0 a 0,99
Aderência desprezível
Fonte: Sanches et al. (2010), adaptado.
Grau de Contradição- Eixo vertical no QUPC
Valor observado
9,00 ou mais
7,00 a 8,99
3,00 a 6,99
1,00 a 2,99
0 a 0,99
Interpretação adequada
Dados muito contraditórios
Dados conflitantes
Dados consistentes
Dados incompletos
Dados ignorados
4. Resultados
Os resultados da presente pesquisa são apresentados em duas partes. Inicialmente são
exibidas na figura 3 as respostas dadas ao questionário Q1. Para cada proposição o sujeito
atribuiu uma notação dentro de um diferencial semântico que variava de Discordo Totalmente
(DT) a Concordo Totalmente (CT). A mesma figura indica os graus de crença e de descrença
de acordo com o descrito acima.
A seguir estratos de informações obtidas na entrevista referentes à empresa e ao
processo de identificação da oportunidade na ótica do sujeito. Na caracterização da empresa
os dados reais foram alterados para preservar a identidade da mesma. A AlvaPet iniciou suas
atividades no final do ano de 1995, tendo início a produção de PET reciclado em flocos
(estágio intermediário à produção de fibras). No ano seguinte o projeto tornou-se efetivamente
realidade, com o início da produção da linha de extrusão, que tem como produto final a fibra
de Poliéster (PES).
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ANAIS
Figura 3. Questionário Q1 para avaliar o grau de aderência ao processo de identificação de
oportunidades.
Proposição
o surgimento de uma nova tecnologia
A oportunidade teve como
uma demanda não atendida
fator "problema"
a existência de recursos subutilizados
uma mudança política ou mudança regulatória
foram feitos contatos externos
Na fase de reconhecimento do conversações sobre o mesmo foram feitas com outras
pessoas
problema
pessoas com conhecimento específico foram
contatadas
Na fase de "insight"
Na fase de "avaliação da
oportunidade"
Proposição
o processo criativo surgiu rapidamente
a idéia inicial já implicava em criatividade
a idéia concebida exprime um certo conceito de
negócio
Proposição
foi feito um refinamento da idéia original
foi levada em conta o perfil empreendedor exigido
pelo negócio
foi levada em conta os gostos e preferências de
potenciais clientes
DT D
Proposição
foi feita uma análise financeira do negócio em especial
da taxa interna de retorno
foram efetuadas pesquisas de mercado ouvindo
potenciais clientes
foi desenvolvido um projeto de implantação do
Na etapa de "desenvolvimento negócio
da oportunidade"
o projeto de implantação foi adequadamente
desdobrado
foram considerados potenciais questões estratégicas
foram investigadas questões legais que pudessem estar
associadas ao novo produto/serviço
C CT
x
x
x
x
x
x
x
0.286
DT D
I
0.714
C CT
x
x
x
0.000
DT D
I
1.000
C CT
x
x
x
x
foi levada em conta a habilidade dos empreendedores
considerou-se a opinião de pessoas externas à empresa
I
x
0.200
DT D
I
0.600
C CT
x
x
x
x
x
x
0.000
1.000
Legenda: Respostas do sujeito marcadas nas colunas da direita correspondentes ao diferencial semântico. Ao
final de cada etapa, nas colunas DT e D o grau de descrença e nas colunas C e CT o grau de crença.
Fonte: Lumpkin e Hillst (2001) adaptado pelos autores.
A indústria está instalada numa cidade do interior do estado de São Paulo, local
estratégico, pela localização e de fácil acesso a cidade de São Paulo e por ser um pólo
industrial na época em construção e hoje já bem definido e estruturado.
9/16
ANAIS
AlvaPet é uma empresa pertencente ao Grupo Majoritário, que compreende empresas
atuantes nos setores de agronegócio, indústria Têxtil (Tecnoliner) e de serviços, com projeção
e reconhecimento em âmbito nacional, tradicional por seus investimentos em novas
tecnologias industriais, procurando sempre contribuir para o desenvolvimento do país. Essa
indústria tem atualmente como seus principais clientes, empresas do próprio Grupo
(Tecnoliner) e outras que fabricam tapetes e carpetes para os setores automobilísticos e
domésticos, e que fabricam não-tecidos (produtos utilizados pelos setores de calçados,
construção civil, higiene e limpeza e de móveis).
A identificação da oportunidade da reciclagem de garrafas PET originou-se de uma
das empresas do Grupo Majoritário, chamada de Tecnoliner que produz tecido e edredons,
utilizando fibras de poliéster (PES) a qual em 1993 iniciou experienciais com fibras recicladas
importadas, obtendo resultados satisfatórios. Após os primeiros contatos para consultoria
tecnológica do processo inovador preparou-se o plano de viabilidade do investimento em uma
unidade recicladora de PET. (AlvaPet).
A Tecnoliner em 1993 estava passando por serias dificuldades, a nossa matéria prima
(poliéster) era importada e devido à taxa de câmbio do dólar e aos impostos o nosso custo de
produção estava inviabilizando o nosso negocio, o preço de venda estava fora da realidade de
mercado e com isso perdemos vendas e a empresa poderia fechar, tínhamos que tomar alguma
ação imediata.
O empreendedor entrevistado, por meio de pesquisas e informações, tomou
conhecimento de locais no exterior nos quais apresentavam perspectivas de superação do
problema vivenciado – matéria prima reciclada do PET. Essa inovação tecnológica
identificada possibilitou uma nova alavancagem nos negócios, suprindo desta forma a
necessidade de ter o insumo com custo competitivo.
Começamos então a importar este tipo de material, e os resultados foram
extremamente produtivos, fabricamos produtos com excelente qualidade e boa aceitação de
mercado, os custos tiveram uma redução significativa, porém a nossa margem de contribuição
ainda não era interessante. A partir de então decidimos direcionar nossos investimentos na
implantação de uma unidade produtiva para obtenção do poliéster (PES), a partir da
reciclagem do PET, assim nasceu a AlvaPet em 1995.
Com o fornecimento de matéria-prima garantido a preços baixos, através da AlvaPet, a
Tecnoliner expandiu seus negócios e se tornou líder de mercado.
Na AlvaPet inicialmente começamos com a produção totalmente voltada, para suprir
as necessidades da Tecnoliner, com nosso aumento de produtividade alem de atender a esta
empresa identificamos novos nichos de mercado principalmente na indústria automobilística.
Atualmente 40% da nossa produção são voltadas para o Grupo e 60% para o mercado, desta
forma este empreendimento se tornou auto-suficiente e responde por boa parcela do
faturamento do Grupo Majoritário.
5. Análise
As figuras 4 e 5 referem-se à análise, pela lógica paraconsistente anotada (LPA), das
quatro etapas referentes ao processo de identificação de oportunidades no caso investigado. A
figura 4 que exibe a rede OR e AND para quatro etapas foi obtida de Da Costa et al. (1999,
p.172). As informações são sintetizadas num resultado denominado “conclusão” que expressa
o grau de certeza (GC) e o grau de contradição (GCT).
Após o cálculo do Grau de Certeza GC e do Grau de Contradição GCT pela a rede OR e
AND tais resultados são posicionados no quadrado unitário do plano cartesiano (QUPC) para
uma interpretação gráfica como mostra a figura 5. O modelo do QUPC foi extraído de Da
Costa (1999, p.78). No QUPC cada região equivale a um estado lógico resultante
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Os resultados obtidos foram:
Grau de certeza
GC= 0,80
Grau de contradição
GCT= 0,20
Figura 4: Cálculo do Grau de Certeza GC e Grau de Contradição GCT pela Lógica
Paraconsistente Anotada bivalorada (LPA2v).
Análise: Aderência ao modelo de Identificação de Oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001)
Prep. e Incubação
Insight
Avaliação
Elaboração
Grau
Grau
Crença Descrença
Grau
Grau
Crença Descrença
Grau
Grau
Crença Descrença
Grau
Grau
Crença Descrença
µ1a=0,714
µ2a=0,286 µ1b=1,,00 µ2b=0,000
OR
µ1c=0,600
OR
µ1OR=1,000
OR
µ2OR=0,286
µ1d=1,00 µ2d=0,00
OR
µ3OR=1,000
AND
µ4OR=0,2
AND
µ1R=1,000
GC = µ1R - µ2R = 1,00 - 0,2 = 0,800
GCT = µ1R + µ2R –1 = 1,00+0,200 -1=0,2
µ2c=0,2
(0; 1)
ineficaz
µ2R=0,2
(1; 1)
duvidoso
GC= 0.80
Conclusão
Grau de
ineficácia
(0; 0)
Grau de eficácia
desaconselhado
(1; 0)
eficaz
GCT= 0,2
Fonte: Autores
Procedendo-se a uma normalização no eixo “grau de certeza” pela fórmula acima
indicada o grau de aderência ao processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e
Hillst (2001) – GAIO é assim determinado:
 G +1
 0,80 + 1 
GAIO[ 0,10 ] = 10 C
 = 10
 = 9,00 .
 2 
 2 
Isto quer dizer que, numa escala de 0 a 10 o grau de aderência do presente processo ao
processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001) é 9,00. Este valor
interpretado de acordo com a figura 2 significa uma aderência muito forte.
O grau de contradição observado foi de 0,20. Normalizado para o intervalo [0,10] temse:
 G + 1
 0,2 + 1 
GCT [ 0,10 ] = 10 CT
 = 10
 = 6,0
 2 
 2 
Este valor interpretado de acordo com a figura 2 significa que os dados são
consistentes.
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Figura 5: Interpretação gráfica no QUPC do resultado da análise pela Lógica Paraconsistente
das proposições referentes à aderência ao processo de identificação de oportunidades de
Lumpkin e Hillst (2001).
Análise: Aderência ao modelo de Identificação de Oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001)
GC= 0,80
Totalmente
inconsistente
GCT= 0,20
Grau de contradição
Inconsistente
tendendo ao falso
inconsistente
tendendo ao verdadeiro
+1
Quase falso
tendendo ao
inconsistente
Quase verdadeiro
tendendo ao
inconsistente
+1/2
Observado
Ideal
Totalmente
falso
Grau de certeza
-1
Quase falso
tendendo ao
indeterminado
Indeterminado
tendendo ao falso
+1/2
-1/2
+1
Totalmente
verdadeiro
Quase verdadeiro
tendendo ao
indeterminado
-1/2
-1
indeterminado
tendendo ao verdadeiro
Totalmente
indeterminado
Fonte: Autores
Com base na análise do discurso foi possível atribuir descritores a cada uma das etapas
do modelo como mostra a figura 6. O presente processo pode ser descrito utilizando-se,
portanto, o modelo que descreve o processo identificação de oportunidades de acordo com
Lumpkin e Hillst (2001). Há uma forte aderência do caso aqui relatado às etapas propostas
por estes autores.
5. Conclusões e Recomendações
O objetivo deste artigo é evidenciar que os fatores preponderantes de visualização de
oportunidade de inovação na reciclagem do plástico de garrafas PET por um empreendedor
segue o processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001).
Foram utilizados dois tipos de análise: de conteúdo e pela lógica paraconsistente. Os
resultados desta última mostram que, numa escala de 0 a 10 o grau de aderência do presente
processo ao processo de identificação de oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001) é 9,00 o
que significa uma aderência muito forte. Este nível de aderência também foi observado pela
análise de conteúdo sintetizada na figura 6: para cada etapa do processo foi possível atribuir
descritores do processo realizado pelo sujeito e seus pares na empresa.
A análise pela lógica paraconsistente também possibilitou que se obtivesse o grau de
contradição das informações disponíveis e utilizadas na análise. O grau de contradição
observado (eixo vertical na figura 5) é relativamente elevado, mas cai ainda dentro da faixa de
dados que podem ser considerados consistentes. Se o valor observado se aproximasse de -1 se
diria que o resultado é totalmente indeterminado significando uma total desinformação,
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segundo Carvalho (2002, p.29); se o valor observado se aproximasse de +1 se diria que o
resultado é totalmente inconsistente significando dados totalmente conflitantes, contraditórios,
incoerentes.
Figura 6: Processo observado de Identificação de Oportunidades de Lumpkin e Hillst (2001)
Fases do
Processo
Criativo
Fontes de
oportunidades
Caso
Observado
(Novas tecnologias; demanda não atendida; recursos subutilizados; mudanças políticas e regulatórias) = falta de matéria
prima (poliéster)
Preparação
Incubação
Informações
“Insight”
Avaliação
Elaboração
Identificação da
oportunidade
(Rede de contactos; experiência prévia) =empresa no
exterior utiliza PET para obter poliéster (PES) para não-tecidos
(Cognição; criatividade; conceito de negócio)=O mesmo
processo pode ser aplicado para confeccionar tecidos em
poliéster
Avaliação da
oportunidade
(Feedbacks externos; refinamento da oportunidade; perfil e
habilidade empreendedoras)= importação de poliester reciclado
de PET; aceitação pelos clientes
Desenvolvimento da
oportunidade
Desenvolvimento da oportunidade= implantação de uma
unidade (a AlvaPet) para reciclar PET e produzir poliéster para
tecidos.
Fonte: Autores.
O valor observado quanto ao grau de contradição, normalizado no intervalo [0,10], foi
de 6,00 o que significa que os dados são consistentes de acordo com a interpretação que se
oferece na figura 2.
Este estudo se propôs a identificar como a visão do empreendedor nas oportunidades,
originada na necessidade, e na inovação por transformação, geram resultados positivos para o
negócio. Os resultados estão de acordo com Hills e Shrader (1998) que argumentam que
empreendedores de sucesso entrevistados nos Estados Unidos concordam que novas
oportunidades de negócios surgem fortemente relacionadas: a uma solução para um problema
específico; às mudanças do mercado e hábitos de consumo dos clientes; à escuta dos clientes,
sobre o que eles desejam e não desejam.
A inovação tecnológica identificada pelo empreendedor na oportunidade da
reciclagem do plástico, além da visão e da crença do seu empreendimento em valor
econômico, possibilita a criação de empregos indiretos e uma cadeia de logística, o assunto
tem revelado preocupações não apenas nos órgãos governamentais, mas, também nos centros
de estudos e de pesquisas. Pensar questões ambientais, possibilidade de degradações, mau uso
do solo, ausência da educação de cidadãos em diferentes níveis da pirâmide social, tem se
mostrado recorrente em estudos de diferentes áreas especialmente no campo do
Empreendedorismo Sustentável.
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Neste estudo ficou demonstrado que os Empreendedores que identificaram a
oportunidade de inovação vêem seus empreendimentos baseados no princípio de atender os
interesses de seus stakeholders. Outras pesquisas poderão sinalizar como outros
empreendedores tem se comportado frente ao assunto abordado visando trazer contribuições
que possam ampliar esse conhecimento.
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