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O LÚDICO NA PRÁTICA DOCENTE: Vivências numa classe

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O LÚDICO NA PRÁTICA DOCENTE: Vivências numa classe
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O LÚDICO NA PRÁTICA DOCENTE:
Vivências numa classe de alfabetização duma escola pública do Município de
Mesquita/RJ
Raíssa Carla Sampaio Figueiredo Ferreira Gomes
Escola Municipal Hélio Mendes do Amaral
Mesquita - RJ, Brasil.
[email protected]
Eixo Temático: Alfabetização e infância
Resumo:
Este trabalho é um relato de experiência docente desenvolvido numa turma de 1º ano de
escolaridade do Ensino Fundamental numa Escola pública dum município da Baixada
Fluminense. Tem por objetivo apresentar uma reflexão sobre a relevância da prática
docente lúdica no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo, na alfabetização, à luz
de referenciais teóricos como as orientações do MEC e outros, que apontam a
importância do lúdico para o desenvolvimento integral e a formação dos alunos.
Palavras chaves: Ludicidade. Alfabetização. Prática docente
Abstract:
This is the report of a teacher's first year experience in public elementary school in the
city of Baixada Fluminense. It aims at introducing thoughts about the relevance of
playful teaching in the teaching-learning process, mainly, in literacy, in light of
theoretical frameworks such as the MEC guidelines and others who point out the
importance of playfulness to the overall development and the training of students.
Key words: Playful. Literacy. Teacher’s practices.
1. Introdução
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não
aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
Meu nome é Raíssa Carla Sampaio Figueiredo Ferreira Gomes, nasci no Rio de
Janeiro, RJ, em 1992. Atuo como professora da escola pública há 5 anos, atualmente em
duas turmas de 2º ano. Mas, o pensar em alfabetização, vem desde a formação inicial no
magistério, quando, ainda normalista - estagiária, numa escola particular, tradicional
duma cidade do Rio de Janeiro, eu me deparava com salas de aula de crianças, na faixa
etária de 5/7 anos, "frias”, "chatas”, "mecanizadas", “estáticas” e, ali, mesmo ainda sem
experiência, eu me questionava: “Como podem essas crianças permanecer nesta escola
por 4h diárias, realizando atividades, que elas não se identificam?" "O que fazer para
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ajudá-las?" "Como posso tornar esse tempo, pra elas e pra mim, mais agradável,
dinâmico e prazeroso?" "O dia em que eu tiver minha turma, vou fazer tudo diferente!".
Percebo que estas reflexões e indagações me constituem o ser professora
alfabetizadora e caminham comigo, ainda hoje, pelas escolas públicas do município em
que atuo.
Ao ingressar na escola as crianças se deparam com questões que antes não
faziam parte de seu universo: sua rotina diária é alterada, passa longos períodos fora de
casa, precisa conviver, brincar e trabalhar com pessoas, que, anteriormente, não faziam
parte de seu contexto social.
Em meio a tantas mudanças precisa lidar com novas responsabilidades exigidas
pela escola e família, nessa nova etapa. Nesse contexto é necessário que os professores
contribuam para viabilizar a adaptação da criança a escola, a partir da valorização dos
conhecimentos trazidos por ela.
A proposta de trabalho deve ser de familiarização, integração e de
socialização, atividades com menor cobrança cognitiva e menos conteudistas,
privilegiando tarefas mais livres de exploração do contexto, de materiais e
das potencialidades presentes no educando. (...) ricas em recursos simbólicos
e exploratórias a fim de aguçar a curiosidade infantil para a busca em
aventurar-se pelo mundo do conhecimento científico que ocorrerá
gradativamente ao longo do Ensino Fundamental. (RAPPORT, 2009, p.28).
Assim que iniciei minha trajetória profissional no magistério público, aos 18
anos, encontrava-me cheia de expectativas e ansiedade para assumir minha tão esperada
e sonhada turma de alfabetização. Porém, a escola em que acabara de entrar, entregoume a tarefa de cuidar da Sala de Leitura (para muitos, isto significaria prêmio, porém
para mim, representou frustração, significou que eu não era "boa" o suficiente para
assumir uma turma de alfabetização).
Mas, por outro lado, estar na Sala de Leitura, possibilitou-me realizar, no meu
turno de trabalho, o curso de formação continuada do Pró-Letramento em Linguagem,
que veio ao encontro de tudo aquilo que eu já acreditava, mas, que agora dialogava com
a teoria e sistematizava-se, dando identidade à minha prática docente – construindo meu
caminho de autoria profissional.
Foram vários os momentos significativos nos encontros com o grupo e a
formadora Prof.ª Aline Dias - quem serviu de inspiração para a minha atuação, com suas
experiências e práticas. Cada encontro, uma nova aprendizagem, um novo horizonte
ampliando-se, ideias que tomavam formas. Mas, ainda havia um vazio, eu não estava
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atuando em sala de aula, portanto, não poderia aplicar, satisfatoriamente, nenhuma das
atividades propostas no curso.
Ao retornar para as escolas, percebia-me pelos corredores e portas das salas de
aula, observando, atentamente, cada movimento daquele ambiente, daqueles alunos e
professoras; na posição de professor-pesquisador, ainda que em silêncio, criticava a
dinâmica do cotidiano escolar, pensando propostas mais flexíveis e contextualizadas, a
partir das reflexões teóricas apresentadas e discutidas na formação, pensando em como
ajudar "a desmontar a armadilha que tem tornado a escola pública brasileira uma fábrica
de analfabetos. Um instrumento poderoso na perpetuação da miséria." (WEISZ, 2006 p.
227).
Assim foram por dois anos... Até que no dia 25 de março de 2013, recebo a
notícia da escola, de que precisaria me deslocar da sala de leitura por algum tempo, para
assumir a turma do 2º ano - até que chegasse um novo professor para essa turma - mas,
sem hesitar, na mesma hora, disse que a professora da turma seria eu e que a nova
professora assumiria a sala de leitura - a diretora concordou.
Desde então tenho descoberto que atuar como professora alfabetizadora,
dialogando com reflexões teóricas, é desafiador, pois significa "quebrar paradigmas e
regras" de um contexto educacional e social marcado e enraizado em estruturas
tradicionais, como aponta Telma Weisz, em seu simpósio “Alfabetização no contexto
das Políticas Públicas”, quando analisa um desses contextos:
(...) verificamos que esses alunos foram retidos porque os professores não
tiveram condições de avaliar adequadamente e acabaram utilizando
indicadores como “letra bonita” ou “caderno bem feito” para decidir o
destino escolar de seus alunos. Quando o professor trabalha com este tipo de
indicador, até avanços na aprendizagem acabam prejudicando o aluno. Por
exemplo, quando o aluno aprende a ler, é comum que ele comece a “errar” na
cópia. Isto é, deixa de copiar letra por letra e começa a ler e a escrever
grandes blocos de palavras, em geral unidades de sentido, o que faz com que
cometa erros de ortografia ou escreva palavras grudadas. Isto, que é na
verdade indicador de progresso, acaba sendo interpretado como regressão,
pois o professor não tem clara a diferença entre copiar e escrever.
Constatação reforçada por outro dado interessante: a presença de 51 alunos
não-leitores (7%) na 2ª série. Estes alunos foram promovidos porque eram
bons copistas e isso parece ter impedido o professor de perceber que não
sabiam ler e escrever. (WEISZ, 2006p. 227)
Minha ação tem exigido, entre outras coisas, planejamento e posicionamento
numa constante prática reflexiva, ousando nas mudanças, rompendo velhas estruturas,
reorganizando tempos e espaços escolares, transformando e resignificando formas de
ensinar e aprender, visando à conscientização dos demais agentes e integrantes da
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comunidade escolar (direção, responsáveis e pais, alunos e outros funcionários da
escola) sobre a importância do lúdico para o processo de alfabetização.
Busco aproveitar as oportunidades que surgem – encontros e reuniões - para
discutir com eles o quanto é fundamental para uma criança o descobrir e o aprender a
gostar de estar na escola, de entender o porquê de estar neste ambiente, para que assim,
seu processo de aprendizagem possa fluir com naturalidade, liberdade e espontaneidade,
de forma prazerosa e significativa - apontando a educação lúdica como estratégia
essencial a essa tarefa, visto que apresenta características que atendem as
especificidades das crianças, como o brincar, conforme nos indica Kramer: (in Brasil,
2006 p. 15) "as crianças brincam e isso as caracteriza", portanto, na alfabetização levar
em conta o universo infantil é importante e facilita a apropriação dos conhecimentos.
Segundo Piaget (1945), dos dois aos seis/sete anos, a criança encontra-se no
estágio do desenvolvimento que é chamado de pré-operatório. [...]
Caracteriza-se por grande imaginação, curiosidade, movimento e desejo de
aprender e conhecer através do brincar [...] A aprendizagem está vinculada ao
lúdico [...] Destaca-se em particular a necessidade de se refletir que, ao
antecipar o ingresso na primeira série do ensino fundamental, se não houver
uma preocupação com esta questão, o tempo da criança de brincar estará
reduzido e a sua forma de aprender e de se expressar também será afetada.
(BRASIL, 2006, p.12)
Entendo ser importante refletir sobre como a criança aprende e se desenvolve e,
sobre qual é o papel do lúdico “com suas propriedades de prazer, motivação e ação
ativa”, junto à mediação docente, em estimular a aquisição de capacidades e habilidades
necessárias ao seu desenvolvimento pleno.
De acordo com os estudos de Jean Piaget (1987: in Brasil, 2012 p. 6), “a
atividade lúdica é um principio fundamental para o desenvolvimento das atividades
intelectuais da criança sendo, por isso, indispensável à prática educativa”.
Portanto, promover a experiência do brincar no ambiente escolar é abrir espaço
para esse desenvolvimento; é respeitar e tratar a criança como criança; escutá-la e
estabelecer um diálogo e encontro com sua realidade, abrangendo os aspectos
cognitivos, afetivos, psíquicos, sociais e outros, que são fundamentais no seu processo
de formação dentro e fora da escola.
Dessa forma, ao se pensar numa escola dinâmica, pensamos na educação lúdica
como proposta de grande contribuição para a prática educativa, em especial na
alfabetização, voltada para a construção e formação de um aluno criativo, crítico,
motivado a aprender e gostar de estar na escola.
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Nesse trabalho, a ludicidade será compreendida numa dimensão ampla, que
estimula o brincar, a utilização de jogos e brincadeiras para fins de assimilação de
conteúdos, propiciando aos envolvidos na atividade, experimentar o prazer, a alegria, a
satisfação de participar de forma integral das vivências propostas.
Na educação lúdica, a postura do educador como um dos sujeitos e agentes da
ação educativa é importante, pois estará junto com os alunos, envolvido, inteiramente,
no fazer pedagógico criando um ambiente atrativo e estimulante da aprendizagem.
A percepção que tenho e a proposta educativa que busco desenvolver é no
sentido de um agente do movimento de (trans) formação no/do cotidiano escolar e,
essas iniciativas tem marcado toda a minha trajetória profissional que se identifica com as
novas concepções da prática docente.
As últimas reformas educacionais propuseram objetivos como o de lograr
melhores resultados escolares, acomodar as respostas instrucionais à
diversidade dos estudantes e fazer com que os alunos aprendam criativa,
produtiva e reflexivamente. Esses objetivos educacionais implicam enormes
pressões e exigências tanto para os alunos como para os professores. Exigem
professores muito bem formados, com muitas capacidades e habilidades,
professores que entendam tanto de aprendizagem como de ensino, que
estejam familiarizados com perspectivas interdisciplinares e possam criar
pontes entre as experiências dos alunos e os objetivos curriculares (DarlingHammond, 1994: 5 in Weisz, 2006, p. 228)
Atualmente, concluí o Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia na UERJ, participo
do curso de formação do PNAIC - como professora alfabetizadora, sob a orientação da Prof.ª
Mônica Albuquerque - aquela que acompanha de perto minha prática cotidiana junto a minha
turma de alfabetização na Escola Municipal Helio Mendes do Amaral - e, participo também do
GRUPENAD - Grupo de pesquisa sobre escritas docentes, formação de professores,
didática da formação, alfabetização e práticas sociais de leitura e escrita, sob a
coordenação da Prof.ª Dr.ª Mônica Pinheiro Fernandes – UFRRJ.
A busca por formação, conhecimentos e aprimoramento profissional, são alguns
fatores me influenciaram e justificaram minha decisão de escrever e apresentar este
relato: quero participar do grupo de educadores que discutem e pensam a prática
alfabetizadora, reivindicando e propondo ações no sentido de construir um modelo
educacional comprometido, não em apresentar números e cumprir programas de um
currículo distante do contexto escolar e, mais ainda, da realidade do aluno, mas, sim,
voltado para os interesses do aluno e seu envolvimento como autor de sua própria
aprendizagem, pautado em princípios de valorização docente e aprendizagem
significativa.
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Reconhecemos que a alfabetização é um processo importante na vida escolar do
indivíduo que e a utilização da ludicidade nas ações pedagógicas, podem ser uma
poderosa alternativa didática para a construção de um processo educacional de sucesso,
nesse sentido, nos reportamos ao documento legal do Sistema de Educação brasileiro: Ensino
Fundamental de nove anos - Orientações para a inclusão das crianças de seis anos de Idade, que
respalda nosso entendimento:
Partindo do princípio de que o brincar é da natureza de ser criança, não
poderíamos deixar de assegurar um espaço privilegiado para o diálogo sobre
tal temática. Hoje, os profissionais da docência estão diante de uma boa
oportunidade de revisão da proposta pedagógica e do projeto pedagógico da
escola, pois chegaram, para compor essa trajetória de nove anos de ensino e
aprendizagens, crianças de seis anos que, por sua vez, vão se encontrar com
outras infâncias de sete, oito, nove e dez anos de idade. Se assim
entendermos, (...) este é o momento de recolocarmos no currículo dessa etapa
da educação básica o brincar como um modo de ser e estar no mundo; (...)
como uma expressão legítima e única da infância; o lúdico como um dos
princípios para a prática pedagógica; a brincadeira nos tempos e espaços da
escola e das salas de aula; a brincadeira como possibilidade para conhecer
mais as crianças e as infâncias que constituem os anos/séries iniciais do
ensino fundamental de nove anos. (BRASIL, 2006 p. 9)
2. Justificativa e objetivos da experiência
Diante do reconhecimento da importância do brincar na educação das crianças e
sendo a professora-pesquisadora, regente, no ano de 2014, da turma do 1º ano de
escolaridade, em processo de alfabetização, nasce a ideia desse relato que visa
contribuir, em nível de seu alcance, como uma referência para futuros estudos e análises
que fortaleçam o movimento científico-social e educativo, em prol da conquista de uma
educação prazerosa e criativa.
Através do lúdico, buscamos construir práticas educativas significativas
centradas no interesse e envolvimento dos alunos como sujeitos no processo ensinoaprendizagem, sobretudo, na alfabetização, por se tratar de uma etapa importante na
vida escolar das crianças.
Delimitamos como objetivos deste relato de experiência: a) narrar minhas
impressões e percepções enquanto Professora Alfabetizadora; b) compartilhar
momentos significativos que permearam as aulas; c) refletir sobre as possíveis
contribuições do lúdico no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo na
alfabetização.
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3. Metodologia
O relato de experiência docente foi construído a partir da análise de práticas
educativas lúdicas, desenvolvidas numa turma de 1º ano de escolaridade, numa escola
pública do município de Mesquita - RJ, analisadas à luz de referenciais teóricos da
temática, entre estes, os materiais de formação do Pró- Letramento e do PNAIC.
A opção metodológica foi a pesquisa qualitativa de caráter exploratório tendo-se
em vista que o relato foi construído através da análise do trabalho desenvolvido pela
professora-pesquisadora numa interação direta com seus alunos e sua prática
pedagógica centrada numa proposta lúdica de Ensino, possibilitando analisar a
contribuição da Ludicidade no processo de desenvolvimento e na alfabetização dos
alunos participantes da pesquisa.
Nesse sentido, Godoy (p.57-63, 1995) nos fornece algumas características da
pesquisa qualitativa: o ambiente é a fonte direta dos dados, o pesquisador é instrumento
chave no processo, possui caráter descritivo e o processo é o foco principal da
abordagem e não o resultado; para analisar os dados, o pesquisador faz uso da forma
intuitiva e dedutiva, não exige utilização de métodos e técnicas estatísticas na
interpretação do fenômeno, essa se dará pelo contato direto do pesquisador com o
ambiente.
Quanto ao caráter exploratório, Gil (1991, p.46), define como pesquisa
Exploratória quando um trabalho envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com
pessoas que tiveram (ou tem) experiências práticas com o problema pesquisado e
exemplos que estimulem a compreensão.
Assim sendo, consideramos pertinente a opção metodológica adotada nesse
trabalho que visa refletir e analisar as práticas pedagógicas desenvolvidas na
experiência dessa turma,
através de referenciais teóricos, buscando identificar o
alcance e contribuições da ludicidade nesse processo educativo.
4. Cenário da Pesquisa, Instituição e os sujeitos.
“Mesquita, encontra-se localizada em uma das regiões de maior bolsão de
miséria e abandono do Estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense.”
(SILVA 2007 p. 26)
A Escola Municipal Hélio Mendes do Amaral, colaboradora deste relato,
pertence à Rede Municipal de Educação de Mesquita, município da Baixa Fluminense,
no Rio de Janeiro, que teve seu processo de emancipação em 1999.
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A sua localização geográfica, no Bairro da Chatuba, é conhecida por altos
índices de violência e, apresenta graves problemas sociais, sendo também, desassistido
pelo poder público, o que demanda a construção de uma proposta pedagógica criativa,
contextualizada e facilitadora da ação educativa.
A escola atende, aproximadamente, 220 alunos e oferece atendimento no
período matutino e vespertino para alunos do 1º ao 5º ano de escolaridade do Ensino
Fundamental, contendo um total de 10 turmas.
Neste relato, compartilharei experiências vividas com a turma 102, no ano letivo
de 2014, cuja qual, neste ano de 2015, no 2º ano de escolaridade, continua sendo minha
turma.
A classe é composta por 20 alunos, matriculados e frequentes, sendo 10 meninas
e 10 meninos, na faixa etária de 6/7 anos. De forma geral, a turma é participativa e com
grande interesse por aprender.
Trata-se de 1º ano de escolaridade, etapa inicial do ciclo de alfabetização,
portanto no início do período letivo, o contato dos alunos com o sistema de escrita era
pequeno.
4.1 Conhecendo um pouco da nossa rotina
Nossas aulas foram recheadas de descobertas, aprendizados e possibilidades
outras de criar e recriar o conhecimento.
Segundo Borba (2007, p.43) "se incorporarmos, de forma efetiva, a ludicidade
nas nossas práticas, estaremos potencializando as possibilidades de aprender e o
investimento e o prazer das crianças no processo de conhecer”.
Em minha prática cotidiana, destaco alguns momentos significativos, que foram
estratégias que pautaram todas as nossas aulas, a saber:
 Leitura literária contada pela professora - histórias, notícias, fábulas, poesias,
receitas - sempre buscando diversificar o gênero textual.
Vi, a cada leitura, o encantamento dos alunos diante das histórias lidas e o
interesse em apropriar-se delas para recontar.

Cantinho literário – momento livre e espontâneo dos alunos para realizar uma
leitura de seu interesse.
Ler é bom demais! Se deixar é toda hora... Eu me divirto com eles lendo. A
imaginação deles é muito fértil!Assim propiciamos ricos momentos lúdicos,
prazerosos, de interação e espontaneidade.
 Conhecimentos, das diferentes áreas, construídos a partir de jogos, brincadeiras,
confecção de materiais com sucata.
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Os alunos diziam que as atividades eram divertidas, ficavam entusiasmados e
animados para cumprir e participar de todas elas. É muito legal poder brincar
e aprender ao mesmo tempo.
 A interação, essencial ao processo de aprender, sempre presente, no
desenvolvimento das atividades.
Em todos os momentos, destacaram-se a valorização da troca entre os alunos,
reconhecendo-a como importante meio de promover a aprendizagem além de
estimular a construção das relações interpessoais na turma.
Em muitas situações a turma foi organizada em grupos, para que pudessem
trocar ideias e compartilhar conhecimentos e experiências, o que proporcionou
enriquecimento e facilitou a aprendizagem, pois o que poderia parecer difícil, na
interação entre os colegas, se tornou fácil e agradável.
Acreditamos que a aprendizagem pode acontecer com a participação de
todos, deixando de ser o professor, o único mediador do processo e abrindo
caminhos para que os alunos interajam, discutam e compartilhem suas ideias.
Ao ajudar um colega na realização de uma tarefa, por exemplo,
instantaneamente eles estão aprendendo mais ainda.
Diferentes atividades foram propostas envolvendo escrita e formação de
palavras, letras do alfabeto, situações-problemas de adição e subtração, mas sempre com
o foco de apresentá-las de forma dinâmica, dentro da proposta de uma educação lúdica.
E vamos que vamos! Brincando livre, de forca, com o bingo, adedonha, num
"mercadinho" na sala de aula, criando brinquedos de sucatas, com o teatro,
histórias de faz de conta , construindo uma nova concepção de ensinar e
aprender - desconstruindo a ideia de que estudar é "chato", que aprender a ler,
escrever e resolver situações problemas é difícil.
No processo de alfabetização a participação do professor é imprescindível, sua
postura lúdica favorecerá a construção de um ambiente incentivador e prazeroso e, a
mediação no processo de construção e produção do conhecimento se dará numa relação
afetiva e amigável com o aluno; o planejamento de atividades interessantes e adequadas,
buscando integrar jogos e brincadeiras e propiciar alegria no momento da realização das
tarefas, dará sentido e novo significado ao ambiente escolar, facilitando o aprendizado.
Não existe ensino sem que ocorra aprendizagem e esta não ocorre se não for
pela transformação do educando pela ação facilitadora do professor, no
processo de busca e construção do conhecimento que deve ser despertado no
aluno. É nesse contexto que o lúdico ganha espaço.
ALMEIDA 1998. p, 37.
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Professora e alunos estimulados foram envolvidos de forma espontânea nas
propostas, e consequentemente as metas e objetivos traçados, foram mais facilmente
alcançados, havendo maior disposição para ensinar e aprender.
Como educadora mediadora e facilitadora sinto-me realizada em ser agente e
promotora de novos sentimentos, contribuindo na construção de
aprendizagens significativas e prazerosas, acho muito curioso e motivador a
diversidade de estratégias, ideias e opiniões compartilhadas e criadas pelos
alunos, isso tornou o ambiente agradável e construtivo para todos nós.
As atividades lúdicas como estratégias de ensino-aprendizagem ajudaram a
compor as nossas aulas.
Ferreira, Misse e Bonadio (2004: in BRASIL, 2012 p.9), afirmam: “o brincar
deve ser um dos eixos da organização escolar: a sala de aula fica mais enriquecida de
desenvolvimento motor, intelectual e criativo da criança”.
Bittencourt e Ferreira (2002: in BRASIL, 2012, p.7) dizem que: “as brincadeiras
podem motivar as crianças para se envolverem nas atividades e despertam seu interesse
pelos conteúdos curriculares".
4.2 Descrição e Análise de algumas atividades desenvolvidas
 Trabalho com os nomes dos alunos
Nos primeiros momentos com a turma, conversamos sobre os nossos nomes,
cada um teve a oportunidade de apresentar-se e contar sobre a história do nome: quem
havia escolhido, o porquê, o significado, enfim, trazer informações sobre o próprio
nome .
Após, os nomes da turma foram registrados e apresentados de diferentes formas:
através de jogos e brincadeiras, como quebra-cabeça do nome, alfabeto móvel, músicas,
crachás, lista de nomes... Para que, inicialmente, cada aluno pudesse identificar e
escrever seu próprio nome, contando as letras e observando a letra inicial e final e, a
partir do convívio com a turma, reconhecer e escrever também o nome dos colegas, e
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poder estabelecer diversas relações que favorecessem e auxiliassem na produção do
conhecimento.
Essas atividades desenvolvidas de forma lúdica propiciaram a interação entre
os alunos com atitudes de cooperação, alegria e solidariedade, o
desenvolvimento da linguagem e contato com o Sistema de escrita de forma
prazerosa.
 Produção de texto oral e escrito
Trabalhar textos envolve primeiro uma situação de prazer. [...] ouvir o
professor ler textos e contar histórias, fazer leitura compartilhada ou
individual, ouvir colegas lendo textos e fazer comentários, comparar versões,
fazer pesquisas e outros atos de leitura devem despertar no alfabetizando o
envolvimento no tema, o interesse pelo assunto, a curiosidade pelo desenrolar
dos fatos e, principalmente, o gosto pela leitura.
RUSSO, 2012, p. 132.
Durante as aulas foram propostas diversas atividades relacionadas à produção
textual oral e escrita. Estas proporcionaram momentos ricos, estimulantes, envolventes e
criativos para a elaboração e construção do conhecimento de escrita.
Diferentes temas foram abordados e diversas estratégias foram utilizadas para o
envolvimento e produção dos alunos, como: contação de histórias, apresentação de
vídeos, situações imaginárias, textos a partir de imagens, utilização de notícias, textos
de memória, escrita de listas de palavras de um mesmo campo semântico.
Escritores em ação... Eles se sentem o máximo quando eu passo para eles a
minha caneta e deixo-os “brincarem” de escrever. “Só os fortes” entendem
que KAO é CAVALO, MIGEU é MIGUEL e, assim vai...
 Escrita de listas
Diferentes listas foram elaboradas: frutas, animais, partes do corpo humano,
programas de televisão favoritos da turma - com a participação e ideias dos alunos, e
construídas tanto oralmente e registrado pela professora, quanto pela contribuição da
produção escrita individual do aluno.
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Buscou - se aliar a criatividade, o dinamismo e a espontaneidade do lúdico
nesses momentos de produção, como: desenhar um corpo humano no quadro e chamar
um aluno por vez para escolher e registrar escrevendo o nome de um órgão do nosso
corpo;
Antes dessa atividade de escrita formal, uma aluna da turma foi escolhida
para ser "recurso de experiência" prática da turma - ela deitou sobre uma
folha, os demais alunos ficaram ao redor e, enquanto a professora fazia o
contorno do corpo com uma caneta, eles puderam observar alguns detalhes
do corpo humano. Um dos que mais chamou a atenção e o interesse da turma
foi a garganta (eles ficaram bem empolgados nesta atividade
Para a construção da lista de frutas, foi pedido no dia anterior a essa atividade,
que os alunos trouxessem suas frutas favoritas e, assim, com as frutas na sala, foram
várias as produções - gráfico das frutas favoritas da turma, a própria lista de frutas,
culminando em um "amigo oculto" de frutas.
Com esta lista também, foram abordados temas como: a alimentação
saudável e o cuidado com o nosso corpo (abordando as diferentes áreas do
conhecimento, fazendo uso da interdisciplinaridade).
 Receitas: Sorvete de Maracujá para o Dia das Mães
Buscando aproveitar todas as oportunidades para estimular a autoria e
aprendizagem das crianças, na semana de comemoração do dia das mães, a professora
decidiu que não iria seguir o padrão de lembrancinha da escola, em que os professores
teriam que produzir flores em E.V.A e colar em uma caneta hidrocor. Propôs, então, a
produção de uma receita junto aos alunos: eles iriam fazer, com suas próprias mãos, um
sorvete para suas mães.
Antes, da produção desse sorvete, na sala de aula, a professora apresentou aos
alunos um livro de Receitas com o tema da novela Carrosel, nesse momento, perguntou
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sobre o que eles imaginavam que se tratavam os textos ali registrados e, muitas
hipóteses e contribuições foram compartilhadas: "sobre comida", "muitos pratos pra
gente comer", "a minha vó tem isso na casa dela". Todos tiveram a oportunidade de
apresentar seus conhecimentos para o grupo e de folhear o material.
Após esse momento compartilhado e de contato ao material do gênero textual
Receita, partimos para o “vamos ver” – fomos todos para o pátio da escola, e lá, os
alunos sob a minha orientação, manipularam os ingredientes (suco de maracujá e leite
condensado), misturaram tudo no liquidificador e levaram ao congelador da cozinha
para gelar. Foi um momento rico, divertido e de descobertas, pois, todos puderam
participar e produzir uma receita que seria usada para presentear as mães, além disso,
foi construído para cada aluno um "chapéu" de chef., o que os encantou e os atraiu ainda
mais à proposta. A partir daí, seguimos para sistematização do Gênero: questionamos
sobre como foi preparo do sorvete, explorando as características do texto - Título,
Ingredientes e Modo de Fazer - e registramos coletivamente essa receita.
 Leitura
A leitura faz parte da rotina diária da criança [...] No entanto, na escola,
alguns alunos demonstram bloqueio para a leitura, principalmente quando os
textos apresentados são poucos significativos para eles. A sala de aula deve
dar continuidade à leitura prazerosa, aquela que estimula a criança, que aguça
sua curiosidade, sensibilizando-a de alguma maneira.
(RUSSO, 2012, p. 235).
Acreditamos que tratar a leitura como um ato mecânico - de palavras soltas,
sílabas isoladas, textos descontextualizados, repetições sem fim - e separada da
compreensão é um desastre que resulta no desinteresse e rejeição das crianças. Por isso,
nas nossas aulas escolhemos mostrar aos alunos o que se aprende e o que se ganha com
a leitura, através de atividades atraentes e que fizessem sentido, permitindo e
possibilitando a elas situações de exploração de materiais escritos, deixando-as entrar
em contato com eles sem pressão e sem cobrança. Assim, a leitura prazerosa - em
situações de jogo e brincadeira, espontaneidade e criatividade - entrou em cena e abriu
espaço para muitas descobertas.
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 Leitura literária de livros do acervo do Cantinho de Leitura da sala
Todos os dias, ao entrarem na sala de aula, os alunos escolhem um livro de
histórias para ler. Esse momento tornou-se espontâneo para as crianças, como
acordar e tomar café, pois, elas mal chegam à sala e já logo pedem para ler
um livro. A sensação que dá é que elas "acordam" as histórias que dormem
nos livros, porque ao caminhar pela sala, é possível perceber grandes leituras
e histórias sendo construídas pela imaginação e criatividade delas.
 Leitura de Parlendas
Aproveitando o interesse das crianças pelas parlendas, utilizamos nas práticas
lúdicas de leitura, esses textos para facilitar e estimular a leitura de forma prazerosa e
ampliar o nível vocabular dos alunos.
Diversas parlendas foram apresentadas a classe, escritas em cartazes, no
quadro branco, em fichas e também foi construído um banco de parlendas
(nos mesmos moldes de banco de palavras).
Inicialmente as leituras foram feitas em voz alta pela professora junto com os
alunos, a partir daí, os alunos memorizaram e cantaram as parlendas e muitas atividades
foram propostas desde hipóteses sobre a escrita de palavras, frases e texto passando pela
leitura e recitação em voz alta pelos alunos diante da turma até a utilização da
intersdisciplinaridade.
 O lúdico na matemática
Recorrer aos jogos, brincadeiras e outras práticas sociais nos trazem um
grande numero de possibilidades de tornar o processo de Alfabetização
Matemática na perspectiva do letramento significativo para as crianças. [...]
O que se espera, no entanto, é que os professores sintam-se encorajados a
fazer uso dessas coisas que estão presentes em nossos afazeres diários, em
nosso mundo "ao redor", e explorem situações matemáticas possíveis e
desejáveis de serem levadas para dentro das salas de aula.
BRASIL, 2014 p.25
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
Mercadinho
Os alunos foram divididos em dois grupos: os vendedores e os compradores.
Aos vendedores ficou a responsabilidade de apreçar os produtos e fazer os cálculos ao
final de cada compra e, os compradores receberam uma determinada quantidade de
dinheirinho de brinquedo e foram às compras. Estes deveriam saber quantos e que
produtos poderiam comprar com o dinheiro que receberam. * Para a soma dos produtos
pode-se usar a calculadora.
Eles amam comprar... A nossa sala de aula sempre vira uma loja, seja de
brinquedos, de livros, um supermercado... Situações estas que provocam
contas e mais contas.
 Jogando Uno
Por que tentar ensinar matemática com continhas no quadro se eu posso fazer
isso jogando meus jogo preferido com meus alunos?! Acredito que a
principal condição para aprender é a presença de um professor e alunos
criadores, instigadores, inquietos, curiosos, humildes e persistentes... Isso eu
tenho de sobra na minha sala de aula. A dica é: Matemática e Uno combinação perfeita.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Em linhas gerais, a realização desta pesquisa sobre as contribuições da
ludicidade na prática educativa a partir da análise do relato de experiência da professora
da turma do 1º ano de escolaridade, em processo de alfabetização; traz indicações no
sentido de reafirmar que a proposta pedagógica pautada nas atividades lúdicas:
brincadeiras, jogos, brinquedos e o divertir-se na sala de aula; aliados a postura lúdica
do educador são ricos recursos para estimular e facilitar no desenvolvimento integral do
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aluno e contribuir no processo de construção de conhecimento; sobretudo, para crianças
em processo de alfabetização.
O Educador Paulo Freire (1996, p.26) destaca que as condições para aprender
criticamente “implicam ou exigem a presença de educadores e de educandos criadores,
instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes.” e assim “nas
condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais
sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador,
igualmente sujeito do processo”.
Ficou evidente na experiência da turma colaboradora que as brincadeiras, os
jogos e as diferentes atividades lúdicas, desenvolvidas junto aos alunos, contribuíram,
de forma significativa, em seu desenvolvimento possibilitando o envolvimento dos
participantes das atividades de forma plena, o interesse por aprender foi aguçado;
através da interação professor – aluno/ aluno – professor / alunos-alunos, foi construído
um novo processo ensino-aprendizagem que proporcionou o desenvolvimento de
diversas capacidades/habilidades: cognitivas, psíquicas, sociais, culturais e afetivas.
Esse estudo reconhece que é necessário e primordial fazer da sala de aula um
ambiente prazeroso e favorável ao aprendizado dos alunos; que uma aula estruturada
numa proposta lúdica pode ser uma ótima estratégia para desenvolver a livre expressão
e a criatividade das crianças e contribuir no alcance dos objetivos almejados no projeto
pedagógico.
No entanto, para que o clima favorável seja viabilizado é necessário atentarmos
para alguns aspectos, como bem observa Tânia Fortuna: em uma sala de aula
ludicamente inspirada, convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o
professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a
importância de que o aluno tenha uma postura ativa nas situações de ensino, sendo
sujeito de sua aprendizagem; assim sendo, a espontaneidade e a criatividade são
constantemente estimuladas.
Convém lembrar que o lúdico propicia uma compreensão de mundo, do
conhecimento de forma mais ampla e significativa para o aluno. E trabalhar com uma
proposta de lúdica é estar afinado com a marca principal do universo infantil, é construir
uma interlocução positiva na relação professor/aluno e ensino/aprendizagem.
Nessa relação será possível estabelecer a comunicação eficaz, a mediação
saudável e necessária para que alunos e professores desenvolvam suas potencialidades
de forma natural e prazerosa.
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A escola e o educador conscientes da importância da decisão de engajar-se na
proposta lúdica de educação devem estar cientes dos benefícios e desafios a serem
enfrentados no dia a dia do trabalho escolar: poucos recursos, flexibilização de espaços
e tempos, planejamento e acompanhamento, avaliação e outros.
Nesse sentido, sugerimos que manter o aluno como o foco das ações será
importante na realização da tarefa, na construção das ações para assegurar o
desenvolvimento do aluno e de suas habilidades/capacidades numa perspectiva
democrática e cidadã. A valorização do aluno, de seu saber, de seus interesses, de suas
diferenças deve nortear as ações da escola e do educador comprometido e engajado.
Diante do exposto faz-se necessário seguir aprofundando os estudos da temática
para que educadores, educadoras e alunos sejam beneficiados com o modelo de
educação lúdica em prol da construção de um novo modelo que dê aos seus
participantes, alegria de ensinar, aprender e viver proporcionada pelo ato de brincar.
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brincar de construir as nossas e outras histórias : ano 02, unidade 04. Brasília, MEC, SEB, 2012.
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