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Melhores Práticas para o Uso Racional da Água

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Melhores Práticas para o Uso Racional da Água
Melhores
Práticas
para o Uso
Racional
da Água
2015
Coletânea
de
práticas
de
otimização
de
recursos/redução de desperdícios na Prestação de
Serviços Terceirizados – Programa de Melhoria dos
Gastos Públicos.
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA FAZENDA
Coordenadoria de Compras Eletrônicas e de Entidades Descentralizadas - CCE
Geraldo Alckmin
Governador do Estado
Renato Villela
Secretário da Fazenda
Maria de Fátima Alves Ferreira
Coordenadora da CCE
Alexandre Sabela Filho
Centro de Estudos de Serviços Terceirizados – CadTerc
Diretor do CEST
Elaboração
Equipe do CadTerc
2
1. Apresentação ............................................................................. 4
2. Uso Racional da Água ............................................................... 5
3. Gestão dos Recursos Hídricos................................................... 6
3.1. Treinamento de Conscientização para o Uso da Água ......... 6
4. Utilização da Água ..................................................................... 7
4.1. Da utilização da água nas áreas externas da edificação Decreto Estadual nº 48.138, de 07 de outubro de 2003 ................ 7
4.2. Da utilização da água nas áreas internas da edificação Decreto Estadual nº 48.138, de 07 de outubro de 2003 ................ 9
4.3. Manipulação e Limpeza de Alimentos (Manual do
Controlador)................................................................................ 10
4.3.1. Higienização de utensílios ............................................ 10
4.3.2. Lavagem de folhas e legumes ...................................... 10
4.3.3. Outras práticas para economia de água ....................... 11
4.4. Limpeza de Janelas e Vidros.............................................. 12
4.5. Descarte de Óleo de Cozinha............................................. 12
5. Caixas Retentoras ................................................................... 14
6. Reutilização de Água Cinzenta ................................................ 15
7. Pesquisa de Vazamentos ........................................................ 16
8. Referências Bibliográficas........................................................ 17
3
1. Apresentação
A sustentabilidade, mais do que um princípio de gestão, tornou-se um elemento
essencial para o funcionamento ecologicamente correto dos processos. A
preocupação socioambiental sempre esteve presente no desenvolvimento dos
estudos técnicos do Centro de Estudos de Serviços Terceirizados (CadTerc).
Essa preocupação consolida-se em determinações, citadas nos estudos, que
visam à sustentabilidade, redução de poluentes e economia de recursos
naturais à entidade Contratante e à Contratada para prestar serviços
terceirizados para a Administração Pública, como, também, em tópicos
específicos presentes nos estudos, como: “UTILIZAÇÃO DA ÁGUA” e “USO
RACIONAL DA ÁGUA”.
Os estudos técnicos, desenvolvidos pela Administração Pública Estadual e
disponibilizados no site www.cadterc.sp.gov.br, preveem que a Contratada
deverá capacitar parte do seu pessoal quanto ao uso da água. Essa
capacitação poderá ser realizada por meio do material oferecido pela SABESP
sobre o Uso Racional da Água em sua página na internet e, também, por meio
do CURSO VIRTUAL oferecido pela SABESP.
Os conceitos deverão ser
repassados para a equipe através de multiplicadores encarregados e
devidamente treinados.
Essas orientações encontram-se presentes nos seguintes estudos técnicos do
CadTerc: Limpeza Predial - Volume 3, Alimentação de presos - Volume 5,
Alimentação Fundação CASA - Volume 6, Limpeza Hospitalar - Volume 7,
Alimentação Hospitalar - Volume 8, Alimentação de Empregados - Volume 9,
Lavanderia Hospitalar - Volume 10, Limpeza Escolar - Volume 15, e
Manutenção e Conservação de Jardins - Volume 18.
Tendo em vista a precedente preocupação do CadTerc com a preservação dos
recursos ambientais e o momento de grave estiagem e consequente crise
4
hídrica vivenciado pelo estado de São Paulo, o CadTerc vem por meio desta
coletânea de informações fornecer mais instruções para as melhores práticas
para a redução do consumo de água na prestação de serviços terceirizados e
no serviço público em geral.
2. Uso Racional da Água
Em 1996, a Sabesp criou o Programa de Uso Racional da Água (PURA) que
envolve ações tecnológicas e mudanças culturais para a conscientização da
população quanto ao desperdício de água com o objetivo de:
 Conscientizar a população da questão ambiental visando a mudanças
de hábitos;
 Prorrogar a vida útil dos mananciais existentes de modo a garantir a
curto e médio prazo o fornecimento da água necessária à população;
 Reduzir os custos do tratamento de esgoto ao diminuir os volumes de
esgotos lançados na rede pública;
 Incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à redução
do consumo de água;
 Diminuir o consumo de energia elétrica e outros insumos.
No âmbito da Administração Pública, são relevantes à economia de água o
Decreto Estadual nº 45.805, de 15 de maio de 2001, que Institui o Programa
Estadual de Uso Racional da Água Potável, o Decreto Estadual nº 48.138, de
07 de outubro de 2003, que institui medidas de redução de consumo e
racionalização do uso de água no âmbito do Estado de São Paulo e o Decreto
Estadual nº 60.154, de 14 de fevereiro de 2014, que institui, por intermédio do
Programa de Melhoria do Gasto Público - Desperdício Zero, a implantação de
orientações de caráter imediato para atendimento à Campanha de Redução do
Consumo de Água nos equipamentos públicos estaduais.
5
3. Gestão dos Recursos Hídricos
As boas práticas de otimização de recursos/redução de desperdícios se
pautam por pressupostos que deverão ser observados tanto pela Contratada
como pelo Contratante, a saber:
 Racionalização do uso de substâncias potencialmente tóxicas e
poluentes;
 Substituição de substâncias tóxicas por outras atóxicas ou de menor
toxicidade;
 Racionalização e economia no consumo de energia (especialmente
elétrica) e água;
 Treinamento e capacitação periódicos dos empregados sobre as boas
práticas de redução de consumo e uso racional da água;
 Reciclagem e destinação adequada dos resíduos gerados nas
atividades de limpeza, asseio e conservação.
3.1.
Treinamento de Conscientização para o Uso da Água
Conforme previsto nos volumes do CadTerc, a Contratada deverá adotar
medidas para evitar o desperdício de água tratada e colaborar com as medidas
de redução de consumo e uso racional da água. Parte do seu pessoal deverá
ser capacitado quanto ao uso da água. Essa capacitação poderá ser feita
utilizando-se o material oferecido pela SABESP sobre o Uso Racional da Água
em sua página na internet. Os conceitos deverão ser repassados para a equipe
por meio dos multiplicadores encarregados, que deverão atuar como
facilitadores das mudanças de comportamento dos demais empregados.
A Contratada obriga-se por seus funcionários e/ou prepostos a cumprir com o
disposto no Decreto nº 48.318, de 07 de outubro de 2003, que trata do uso
racional da água.
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A Contratada obriga-se, no desempenho de suas funções, a promover a
adoção de medidas voltadas à economia da manutenção e operacionalização
dos sistemas de climatização existentes nas edificações, à redução do
consumo de energia e água, bem como à utilização, sempre que possível, de
tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.
4. Utilização da Água
4.1.
Da utilização da água nas áreas externas da edificação Decreto Estadual nº 48.138, de 07 de outubro de 2003
1. Ruas, calçadas, praças, pisos frios e áreas de lazer:
a) Limpeza das ruas e praças só será feita através da varredura e
recolhimento de detritos, sendo expressamente vedada lavagem com
água potável, exceto em casos que se confirme existência de material
contagioso ou outros que tragam dano à saúde;
b) Permitida lavagem somente com água de reúso ou outras fontes (águas
de chuva, poços cuja água seja certificada de não contaminação por
metais pesados ou agentes bacteriológicos, minas e outros);
c) Limpeza de calçadas, pisos frios e áreas de lazer só será feita através
da varredura e recolhimento de detritos, ou através da utilização de
baldes, panos molhados ou escovão, sendo expressamente vedada
lavagem com água potável, exceto em casos que se confirme material
contagioso ou outros que tragam dano à saúde.
2. Parques, gramado e jardins:
a) Não haverá rega nos dias de chuva;
b) Em dias sem chuva, a rega só será realizada antes das 9:00 horas ou
depois das 17:00 horas, com regador ou mangueira com esguicho
7
disposto de sistema de fechamento (revolver, bico e outros), inclusive
com sistema de sprinkler (sistema de aspersão);
c) No inverno, a rega será feita a cada 3 (três) dias no período da manhã;
d) Quando a rega dos gramados e jardins for realizada com sistema de
sprinkler (aspersão), este deverá ser verificado periodicamente, para
verificar atuação delimitada à área de rega bem como, sem espirrar nas
calçadas ou paredes das edificações.
 Dê preferência a plantas xerófitas. Em regiões áridas, a Natureza,
através da vegetação, dá boas lições de economia de água. As plantas
são caracteristicamente espinhosas e mais resinosas. Adaptações
morfológicas a diferentes climas são conhecidas: por exemplo, os cactos
e plantas suculentas adaptam-se às condições de sol abrasador,
estendendo a área de solo para absorção de água, reduzindo a perda de
água nas folhas, ou aumentando a quantidade de água armazenada em
seus tecidos. As plantas xerófitas - plantas que resistem bem a
condições de seca - apresentam grossas camadas de cera para reduzir
a perda de água (http://omeujardim.com/artigos/10-melhores-plantaspara-solo-seco).
Abaixo alguns exemplos de plantas de jardim adaptáveis a clima seco:

Aloé;

Bromélia;

Pata de Elefante;

Lavanda;

Espada de São Jorge;

Erva-dos-carpinteiros (Mil-Folhas);

Agastache;

Sedum;
8

Echinacea Púrpura;

Gaillardia;

Amsonia.
3. Viaturas: a lavagem de veículos não pode ser efetuada em vias e
logradouros públicos e quando realizada internamente, só poderá ser
executada com balde ou esguicho disposto de sistema de fechamento
(revólver, bico e outros).
4.2.
Da utilização da água nas áreas internas da edificação Decreto Estadual nº 48.138, de 07 de outubro de 2003
Lavagem das caixas d'água e/ou reservatórios: deverão ser utilizados
procedimentos de limpeza e desinfecção com economia de água, inclusive
programando data para que seja consumida a água reservada na caixa,
deixando disponível apenas um palmo de água para iniciar o processo.
 Sempre que adequado e necessário, a Contratada deverá utilizar-se de
equipamento de limpeza com jatos de vapor de água saturada sob
pressão. Trata-se de alternativa de inovação tecnológica cuja utilização
será precedida de avaliação pelo Contratante das vantagens e
desvantagens.
 Em caso de utilização de lavadoras, sempre adotar as de pressão com
vazão máxima de 360 (trezentos e sessenta) litros/hora;
 Manter critérios especiais e privilegiados para aquisição e uso de
equipamentos e complementos que promovam a redução do consumo
de água.
9
4.3.
Manipulação e Limpeza de Alimentos (Manual do Controlador)
4.3.1. Higienização de utensílios
 Retirar o excesso de sujeira e/ou recolher os resíduos.
 Umedecer uma esponja em solução detergente.
 Iniciar a lavagem utilizando água aquecida a 44ºC, dispondo de modo
organizado os utensílios já ensaboados e constituindo lotes ensaboados
em quantidade suficiente, de acordo com o espaço disponível.
 Enxaguar em água corrente até a remoção total do detergente e demais
resíduos, fechando a torneira a cada interrupção da operação de
enxágue para iniciar um novo lote.
Prosseguir sucessivamente, trabalhando em lotes para o uso racional da água.
Fazer a desinfecção:
 Imergir ou borrifar solução clorada 200 PPM, aguardar 15 minutos e
enxaguar;
 Borrifar álcool 70%;
 Deixar secar naturalmente;
 Guardar em local limpo e seco, de preferência, emborcados.
4.3.2. Lavagem de folhas e legumes
 Preparar um local próprio para higienização dos alimentos (bancadas,
cubas, panelas, monoblocos etc.), fazendo a desinfecção destes locais.
 Desfolhar as verduras. Separar as folhas e desprezar as partes
estragadas, sempre com a torneira fechada ou iniciar a lavagem quando,
no caso de verduras, todo o lote estiver desfolhado.
 Lavar em água corrente escorrendo os resíduos.
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 Desinfetar em cuba específica ou em monobloco exclusivo, imergindo os
alimentos em solução clorada a 200 PPM por 20 minutos. (1 colher de
sopa de água sanitária a 2,0-2,5% em 1 litro de água potável – mín. 100
e máx. 250 PPM); ou a utilização do hipoclorito (vide orientação no
frasco).
 Monitorar a concentração de cloro. Não deve estar inferior a 100 PPM.
 Monitorar a turvação da solução e a presença de resíduos.
 Enxugar em cuba específica ou monobloco exclusivo com água potável
ou em solução de água ou vinagre a 2% (2 colheres de sopa para 1 litro
de água potável).
Mantenha a torneira fechada QUANDO:
 Desfolhar verduras e hortaliças;
 Descascar legumes e frutas;
 Cortar carnes, aves, peixes etc.;
 Ao limpar os utensílios: panelões, bandejas etc.;
 Quando interromper o trabalho, por qualquer motivo.
4.3.3. Outras práticas para economia de água
 Adotar redutores de vazão em torneiras (arejadores), pois são
dispositivos que contribuem para a economia de água, em torno de 25%;
 Utilizar bocais de torneira com chuveirinhos dispersantes, que
aumentam a área de contato dos legumes, frutas e, principalmente, das
folhosas, diminuindo assim o desperdício;
 Instalar torneiras de acionamento sem contato manual, pois reduzem o
desperdício durante a higienização das mãos entre uma e outra
atividade, evitando-se também contaminações.
 Não encher os utensílios de água para ensaboar, usar pouca água e
somente a quantia necessária de detergente;
 Não utilizar água para descongelar alimentos;
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 Ao limpar os utensílios: panelões, bandejas etc., utilizar espátula para
remoção da crosta e escova não abrasiva.
4.4.
Limpeza de Janelas e Vidros
 A limpeza deve ser feita preferencialmente em dias nublados, pois a luz
solar direta seca os produtos de limpeza antes que o vidro seja polido
corretamente;
 Limpe os cantos das janelas com escovas pequenas e macias;
 Para identificar manchas, limpe um lado da janela com movimentos
horizontais e o outro com movimentos verticais;
 Utilize jornais amassados para polir vidros;
 Caso os vidros estejam empoeirados, limpe-os primeiramente com jornal
ou papel absorvente e depois utilize pano macio e limpo umedecido com
álcool ou água.
4.5.
Descarte de Óleo de Cozinha
As estações de tratamento de esgotos (ETEs) da Sabesp são dimensionadas
para receber o esgoto coletado independentemente da presença de óleo de
fritura. Porém, o óleo de fritura usado jogado nos ralos e vasos sanitários dos
imóveis provoca obstruções em encanamentos, ao funcionar como aglutinante
de outras sujeiras. Isto pode provocar o refluxo de esgoto, trazendo grande
incômodo para os moradores e transtorno para as equipes de manutenção da
Sabesp.
A Sabesp recomenda a instalação de caixas retentoras de gordura nas
residências e em especial nos estabelecimentos comerciais como restaurantes,
lanchonetes, padarias, entre outros. A existência de caixa de retenção, aliás, é
12
uma exigência para a instalação da 1ª ligação de esgoto para os seguintes
ramos de atividade:
•
Restaurantes, lanchonetes, padarias e afins: caixa retentora de
gordura;
•
Postos de gasolina, lava-rápidos, oficinas mecânicas e afins:
caixa retentora de óleo e areia.
Evitar o lançamento de óleo de fritura em galerias pluviais, solo, rede de
esgotos e rios é muito importante. Um litro de óleo polui mais de 25.000
litros de água. O óleo pode ser reciclado na fabricação de sabão, biodiesel,
tintas e outros produtos.
Os Estudos Técnicos do CadTerc relacionados com serviços de Alimentação,
objeto dos Volumes 5, 6, 8 e 9, dispõem nos respectivos capítulos de Boas
Práticas Ambientais, entre outras orientações específicas, os procedimentos
adequados para a “Destinação Final de Resíduos de Óleos Utilizados em
Frituras e Cocções”.
Para postos de coleta mais próximos à sua localização acesse:
http://www.ambiente.sp.gov.br/coleta-de-oleo-de-cozinha
Outras informações encontram-se disponíveis no
Manual de Orientação para o Uso Racional da
Água.
13
5. Caixas Retentoras
Tipos e usos de caixas retentoras:
 Lavanderias: caixa retentora de felpas ou fibras têxteis;
 Hospitais, clínicas médicas, postos de saúde: caixa retentora de
gases e ataduras e caixa retentora de gordura (caso haja
restaurantes nas instalações);
 Marmoraria: caixa retentora de pó de mármore;
 Supermercados e shopping-centers: caixa retentora de gordura.
As caixas são em geral pré-moldadas em concreto, mas há modelos em
fibra-de-vidro e podem ser construídas em alvenaria. Dependendo da vazão
e dimensões, convém instalar chicanas (barreiras internas que criam
obstáculos ao fluxo propiciando melhor separação das frações: a mais
densa que sedimenta e a mais leve que flutua). Estas placas devem ser
preferencialmente removíveis e o fundo inclinado no sentido contrário ao do
fluxo, visando facilitar a remoção dos resíduos acumulados e a limpeza.
Vede bem a caixa de gordura para evitar a exalação de mau cheiro e saída
de insetos como baratas.
É importante ressaltar que o material retido deve ser removido
periodicamente pelo responsável, dando-se destinação adequada ao
resíduo sólido. A Sabesp recebe lodo de caixas de gordura, retirado com
caminhões a vácuo (limpa-fossas) em algumas de suas estações de
tratamento de esgotos.
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6. Reutilização de Água Cinzenta
Existem várias maneiras de se conservar água, duas delas são: aproveitar
águas pluviais e reutilizar águas cinzentas para consumos não potáveis.
Sistemas de reúso de águas cinzentas são utilizados em países que incentivam
a conservação de água potável devido à sua escassez, como a Alemanha,
Estados Unidos e o Japão.
A água cinzenta ou água cinza é a água que foi utilizada na máquina de lavar,
pia, banheira ou chuveiro. Ela pode ser facilmente tratada e reciclada. A
chamada água negra é a usada em vasos sanitários ou que contém algum tipo
de coliforme fecal. Nos países desenvolvidos, o conceito de reutilizar água é
antigo e está bem estabelecido, mas em outras nações, em que as pessoas
consideram a água como abundante, ela é usada uma vez e jogada fora.
Para estimular o uso de sistemas de reúso de águas cinzas faz-se necessário
verificar a qualidade dessas águas e adequá-la aos usos previstos. As águas
cinzas devidamente tratadas podem ser utilizadas no consumo não-potável em
edificações tais como em bacias sanitárias, em torneiras de jardins, na
irrigação de gramados e plantas, na lavagem de veículos, na limpeza de
calçadas, na limpeza de pátios, na produção de concreto, na compactação de
solos e usos ornamentais como em chafarizes e em espelhos d’água de modo
que sua utilização não ofereça riscos à saúde de seus usuários (Tratamento de
águas cinzas claras para reúso não potável em edificações).
O
tratamento
de
água
cinzenta
requer
um
sistema
para
coletar
automaticamente a água residual, capaz de disponibilizar qualquer tratamento
necessário, haja vista que, nos locais onde o sistema de reuso de água é
implantado, a quantidade de água doce captada é considerável e que o
sistema ocorre de maneira contínua (http://ambiente.hsw.uol.com.br/aguacinza.htm).
15
7. Pesquisa de Vazamentos
A pesquisa de vazamentos deverá ser realizada nos prédios e unidades,
periodicamente, providenciando imediatamente a substituição e conserto de
tubulações, torneiras e demais equipamentos defeituosos; ou providenciando o
fechamento dos registros, no caso de ausência de recursos para o conserto.
Essa pesquisa deverá seguir os critérios determinados no capítulo intitulado
Manual de Pesquisa de Vazamento, contido no Manual do Controlador,
disponível na página da Sabesp. As informações contidas nesse Manual têm
por objetivo orientar o técnico responsável pela manutenção da unidade na
localização e conserto de possíveis vazamentos. A detecção e o reparo de
vazamentos são as primeiras ações indispensáveis para a implantação de um
programa eficiente de redução de consumo de água.
Os vazamentos ocorrem por diversos fatores, entre eles destacam-se,
principalmente, o desgaste natural de sistemas hidráulicos antigos e
instalações hidráulicas mal feitas. Existem vazamentos de fácil detecção,
percebidos através de testes rápidos ou da simples inspeção nos produtos, e
outros mais difíceis de serem detectados e de grande desperdício de água,
cujos custos de reparo são, geralmente, mais altos. A verificação periódica e o
conserto de vazamentos contribuem para que não haja o desperdício de água
por perdas, auxiliando na redução do consumo e consequentemente nos
custos.
16
8. Referências Bibliográficas

Governo do Estado de São Paulo. Decreto Estadual nº 45.805, de 15
de maio de 2001, que Institui o Programa Estadual de Uso Racional da
Água Potável.

Governo do Estado de São Paulo. Decreto Estadual nº 48.138, de 07
de outubro de 2003, que institui medidas de redução de consumo e
racionalização do uso de água no âmbito do Estado de São Paulo.

Governo do Estado de São Paulo. Decreto Estadual nº 60.154, de 14
de fevereiro de 2014, que institui, por intermédio do Programa de
Melhoria do Gasto Público - Desperdício Zero, a implantação de
orientações de caráter imediato para atendimento à Campanha de
Redução do Consumo de Água nos equipamentos públicos estaduais.

Governo do Estado de São Paulo. Lei Estadual n° 12.047, de 12 de
setembro de 2005, que institui o Programa Estadual de Tratamento e
Reciclagem de Óleos e Gorduras de Origem Vegetal ou Animal e Uso
Culinário.

Secretaria de Saneamento e Energia. SABESP. Governo do Estado de
São Paulo. Manual de Gerenciamento para Controladores de
Consumo de Água.

Equipe do Programa de Melhoria do Gasto Público. Fonte: Material
PURA/Sabesp. Governo do Estado de São Paulo. Manual de
Orientação para o Uso Racional da Água. São Paulo, 2014.

Fecomércio e Sabesp. O Uso Racional da Água no Comércio. Saõ
Paulo, 2009.
17

Hespanhol, I; May, S. Tratamento de águas cinzas claras para reúso
não potável em edificações. REGA - Vol. 5, no. 2, p. 15-24, jul./dez.
2008.

Site da Secretaria do Meio Ambienta do Estado de São Paulo – SMA
(http://www.ambiente.sp.gov.br/a-secretaria/quem-somos/),
acessado
em janeiro de 2015.

Site
http://ambiente.hsw.uol.com.br/agua-cinza.htm,
acessado
em
janeiro de 2015.

Site http://omeujardim.com/artigos/10-melhores-plantas-para-solo-seco,
acessado em janeiro de 2015.

Site da Sabesp (http://site.sabesp.com.br), acessado em janeiro de
2015.
18
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