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Apostila Treinamento Lideres Nucleos

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Apostila Treinamento Lideres Nucleos
C P V – COMUNIDADE
PRESBITERIANA DE VIÇOSA
Curso – Treinamento
LÍDERES DE NÚCLEOS
I P B – IGREJA
PRESBITERIANA DO BRASIL
2
Líderes de Núcleos
ÍNDICE
Aula 01: Grupos Pequenos – Perspectivas Bíblica, Histórica e Contemporânea
Aula 02: O Funcionamento de Uma Igreja em Células
Aula 03: Caráter do Líder – Os “a ti mesmo” de I Tm
Aula 04: Os Três Pilares do Funcionamento de Um Núcleo
Aula 05: Caráter do Líder – Princípios de Liderança
Aula 06: A Reunião do Núcleo – Os 4 E’s
Aula 07: Caráter do Líder – Discípulo e Discipulador
Aula 08: Tarefas do Líder – Preparar Auxiliares
Aula 09: Caráter do Líder – Sua Vida de Oração I
Aula 10: Tarefas do Líder – Pastorear Ovelhas
Aula 11: Caráter do Líder – Sua Vida de Oração II
Aula 12: Tarefas do Líder – Equipar os Cristãos
Aula 13: Caráter do Líder – Prestação de Contas
Aula 14: As Crianças no Núcleo
Aula 15: O Caminho da CPV
Aula 16: A Multiplicação do Núcleo
ATENÇÃO: LEITURA COMPLEMENTAR
Para cada aula, o aluno deverá ler um capítulo do livro “Ponha Ordem no Seu Mundo
Interior”, de Gordon MacDonald (Editora Betânia).
Aula 01 – Introdução de “Ponha Ordem”
Aula 02 – Capítulo 01 de “Ponha Ordem”
... e assim por diante, até...
Aula 16 - Epílogo.
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Líderes de Núcleos
AULA 01
GRUPOS PEQUENOS
Perspectivas Bíblica, Histórica e Contemporânea
A PERSPECTIVA BÍBLICA
NO ANTIGO TESTAMENTO
A primeira referência a grupos pequenos (GP’s) na Bíblia remonta aos tempos de Moisés, quando,
ainda no deserto, o povo é dividido em grupos de mil, cem, cinqüenta e dez, a partir do sábio
conselho de Jetro, seu sogro (Ex 18.13-27).
NO NOVO TESTAMENTO
Jesus iniciou o seu ministério chamando discípulos (Lc 5.1-11,27,28; 6.12-16), os quais Ele
treinou para se tornarem líderes da igreja. É interessante observar, que Ele iniciou seu ministério
prometendo fazer dos seus discípulos “pescadores de homens” e terminou ordenando-os: “fazei
discípulos” (Mt 28.19). Quando Cristo ascendeu-se aos céus, os seus discípulos já somavam cerca
de 500 pessoas (I Co 15.6); no dia de Pentecostes, esse número subiu para cerca de 3.500 (At
2.41); não muito tempo depois, para cerca de 5 mil pessoas (At 4.4); e não parou por aí,
continuou crescendo (At 5.14; 6.7). Surge aqui uma questão: como tantas pessoas se reuniam e
eram discipuladas? A igreja nasceu então com duas reuniões básicas: (1) reunia-se em grande
multidão em locais próprios, e (2) em pequenos grupos nos lares.
Em Jerusalém
Os discípulos de Jerusalém passaram a usar o mesmo templo dos judaizantes, dado ao fato de
inicialmente não serem vistos, nem se verem, como uma nova ‘religião’, mas sim como um grupo
de judeus que entendiam o cumprimento das profecias messiânicas do Antigo Testamento na
pessoa de Jesus. Entretanto, eles não se prenderam apenas às reuniões no Templo ou “Pórtico de
Salomão”1 (At 3.11; 5.12), mas também se reuniam “de casa em casa” (At 2.46; 5.42; 8.3;
12.12).
Fora de Jerusalém
Esta metodologia de trabalho não ficou restrita a Jerusalém. As igrejas que iam sendo fundadas
em todo o mundo da época, seguiam este mesmo método. Os locais das grandes reuniões não
eram tão definidos, mas os GP’s continuavam reunindo-se nos lares. Era costume de Paulo
procurar sempre as sinagogas, apesar de ter utilizado outros locais, como a “escola de Tirano”
em Éfeso (At 19.8,9). Entretanto, ele sempre ensinava também nos lares (At 20.20). Em
conseqüência disto, as igrejas por ele fundadas se reuniam nos lares (At 16.40; I Co 16.19; Cl
4.15; Fm 2) e um fato que deve ser observado aqui, é que este método não era usado apenas
por Paulo, pois igrejas não fundadas por ele também se reuniam nos lares (Rm 16.35,10,11,14,15).
Observe, quanto a estas últimas referências, por exemplo, que a Carta aos Romanos, foi escrita a
uma única igreja – a igreja de Roma -, mas esta se reunia em várias casas diferentes. As
referências de Cl e Fm também evidenciam isto, pois Filemon era de Colossos. Sendo assim, em
Colossos havia pelo menos dois lares diferentes onde a igreja se reunia: Ninfa (Cl 4.15) e Arquipo
(Fm 2).
A PERSPECTIVA HISTÓRICA
O DESAPARECIMENTO DOS GP’S
À medida que a igreja foi se institucionalizando, em particular no início do IV século com a
suposta ‘conversão’ de Constantino, imperador romano, as reuniões dos GP’s nos lares foram
desaparecendo. Começa a surgir as grandes e belas catedrais, e com raríssimas exceções, não
se houve mais falar de GP’s na história da igreja cristã, até o séc. XVIII.
O REAPARECIMENTO DOS GP’S
John Wesley (1703-1791)
Como reação ao formalismo anglicano, no final do século XVIII John Wesley começa a pregar
1
“O ‘Pórtico de Salomão’ consistia em uma calçada com aproximadamente 15 m de largura, com duas fileiras de colunas de quase onze
metros de altura, ao lado ocidental do átrio dos gentios, no templo de Herodes. Era denominado ‘de Salomão’ porque incluía material de
construção tirado do templo original. Jesus também havia ensinado neste local cf. Jo 10.22,23” (Champlin. NT Interpretado Versículo por
Versículo. At 3.11, p.80).
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Líderes de Núcleos
avivadas mensagens para multidões, o que desencadeou um grande reavivamento inglês. As
pessoas que iam se convertendo eram encaminhadas para um GP, que ele chamava de classe,
onde eram instruídas, discipuladas e incentivadas a liderarem novas classes. Durante seu
ministério, Wesley organizou mais de 10 mil classes, das quais surgiram a Igreja Metodista. John
Wesley tem sido mencionado como o precursor do movimento contemporâneo de GP’s.
David Yonggi Cho
Com dificuldades em dar continuidade ao seu ministério na Igreja Yodo do Evangelho Pleno, em
Seul, Coréia do Sul, na década de 1960 o pastor Cho iniciou um trabalho com GP’s, que ele
chamava de grupos familiares, liderados por mulheres, por causa da indisposição dos homens da
sua igreja. O trabalho deu resultados extraordinários e a referida igreja veio a tornar-se a maior
igreja local do mundo. O pastor Cho, passou então a “vender a visão”, ou seja, passou a viajar
por todo o mundo dando palestras e seminários sobre o trabalho com grupos familiares.
A PERSPECTIVA CONTEMPORÂNEA
NO MUNDO
Líderes de diversas partes do mundo adotaram este método de trabalho e o resultado foi o
surgimento do atual movimento de igrejas em células. Estudos começaram a ser feitos, dando
diretrizes, ajudando no estabelecimento de metas e objetivos. Uma das mais recentes
publicações em português sobre o assunto, é o livro “Crescimento Explosivo da Igreja em
Células”, do Dr. Joel Comiskey, que é na verdade, o resultado da sua pesquisa para tese de
doutorado, a qual foi realizada em oito grandes igrejas, de quatro culturas diferentes,
comprovando que o método funciona basicamente em qualquer igreja, desde que devidamente
adaptado à realidade local. Digno de nota, é que dentro do movimento igrejas em células,
existem vários ‘modelos’, cada um com suas particularidades.
NO BRASIL
Apesar de várias igrejas já trabalharem com este método há mais tempo, o movimento em si
veio à tona no Brasil, somente na última década de noventa, através de dois canais principais:
O Modelo G12
Introduzido pelo pastor Renê Terra Nova, da Igreja da Restauração, de Manaus, e pela pastora
Valnice Milhomes Coelho, da Igreja nacional do Senhor Jesus Cristo, de São Paulo, ambos, filiados
ao ministério do pastor César Castellano, da Missão Carismática Internacional, de Bogotá,
Colômbia.
O Ministério Igreja em Células no Brasil
Mentoreado pela Igreja dos Irmãos Menonitas, de Curitiba, que segue o modelo TOUCH Outreach
Ministries, desenvolvido pelo pastor Ralph Neighbour Jr., dos USA. Aqui na CPV, fizemos uma
adaptação deste segundo modelo.
EXERCÍCIOS
A partir dos textos citados (e outros que você encontrar), liste os grupos que reuniam em lares,
citados no Novo Testamento. Escreva a cidade, o anfitrião de cada grupo e a referência bíblica.
Exemplo:
Roma: 1. Áquila e Priscila (Rm 16.3-5); 2. ?...;
Corinto: 1.?
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Líderes de Núcleos
AULA 02
O Funcionamento de Uma Igreja em Células
UMA IGREJA DE DUAS ASAS
O Pr. Bill Beckham, compara a igreja em células a uma ave que se utiliza as duas asas para voar.
As duas asas lhe dão condições de planar bem e com equilíbrio. Uma asa é a celebração do
grande grupo, e a outra, a comunhão dos grupos pequenos. Combinando as duas coisas, a igreja
voa alta e vai longe, cumprindo a vontade de Deus sobre a terra.
Deus criou a igreja com duas asas – “no templo e de casa em casa”. Somente depois de
Constantino (IV século depois de Cristo), é que ela passou a se utilizar apenas da grande reunião.
A igreja em células procura resgatar este modelo de trabalho, concentrando todas as suas
atividades em torno da grande reunião e das pequenas reuniões, que chamamos de “asa do
atacado” e “asa do varejo”
A ASA DO ATACADO
A asa do atacado é a celebração – culto. É onde toda a comunidade se reúne para celebrar ao
Senhor. Como grande grupo, desfruta da grandeza de Deus – o transcendente. Recebe uma
ministração geral, através da exposição da Palavra de Deus.
A ASA DO VAREJO
A asa do varejo é a reunião da célula. A comunidade se divide em vários grupos pequenos, para
igualmente adorar ao Senhor. Porém, sendo poucas pessoas, desfruta da intimidade de Deus – o
imanente – e dos irmãos. Recebe uma ministração específica à sua vida e necessidades, através
da aplicação da mensagem exposta na celebração.
PORQUE ‘CÉLULA’?
Biologicamente, a menor unidade estrutural de um organismo, capaz de funcionamento
independente, é a célula. O corpo humano é formado exatamente pelo ajuntamento de bilhões de
células. Estas células não são estáticas, pelo contrário, se desenvolvem e multiplicam-se.
Curiosamente, a Bíblia chama a igreja de “corpo de Cristo” (I Co 12.27). O atual movimento de
grupos pequenos adotou esta nomenclatura, dado ao fato de o processo ser muito semelhante.
Os grupos pequenos, da mesma forma que as células humanas, juntas formam o “corpo”, que
cresce à medida que os grupos pequenos vão se desenvolvendo e se multiplicando. Um fato
interessante, é que cada célula possui um núcleo, que é reproduzido no processo de
multiplicação. As células da igreja também possuem um núcleo, Cristo, que também se torna o
núcleo das novas células à medida que vão se multiplicando.
Células em um corpo
É a menor parte viva no corpo humano
Carrega todas as funções da vida
Cada parte da célula tem uma função
particular que deve ser cumprida para a
vida da célula
A célula cresce e se multiplica. Depois da
multiplicação, o processo se inicia
novamente
Cada vez que uma célula se divide, ela é
completa em si mesma, tendo o que
precisa para a vida
Células se juntam para formar um corpo
Células em uma igreja
É a menor unidade de vida em uma igreja
Carrega todas as funções da igreja
Cada membro da célula deve funcionar com
seus dons para a vida e crescimento da
célula.
Quando a célula cresce em número, a
liderança é reproduzida e as células se
multiplicam
Depois da multiplicação de uma célula, ela
começa a focalizar-se novamente no
crescimento e multiplicação
Cada célula é uma comunidade cristã de
base, tendo tudo o que é necessário para
ministrar a vida de Jesus. As células se
juntam em cultos de celebração
A DIFERENÇA DE CÉLULAS E DEMAIS GRUPOS PEQUENOS
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Líderes de Núcleos
Muitas igrejas trabalham com grupos pequenos. Existem os grupos de estudos bíblicos, grupos
familiares, grupos domésticos de oração, grupos de crescimento e assim por diante. A principal
diferença entre estes grupos e as células, está na multiplicação. Os grupos pequenos de modo
geral, ou permanecem pequenos ou crescem e se tornam pontos de pregação, congregações e
finalmente novas igrejas. Já a célula, cresce e se multiplica – é isto que justifica o nome –
permanecendo, portanto, num constante movimento de crescimento e ao mesmo tempo
pequena!
Outra diferença, está no relacionamento. Há tempo de oração, de louvor, de estudo bíblico, de
evangelismo... mas a ênfase está nos relacionamentos. É a partir destes que as várias atividades
acontecem.
ÊNFASE NO SACERDÓCIO UNIVERSAL DOS CRENTES
Durante séculos a igreja cristã limitou o exercício dos ministérios, aos seus ‘oficiais’, devidamente
treinados em seminários e chamados de sacerdotes. Com a reforma protestante do século XVI
isto foi questionado e a doutrina do sacerdócio universal dos crentes resgatada.
I Pe 2.9, diz que somos ‘sacerdócio real’, ou seja, cada cristão é um sacerdote, ministro, com
autoridade de Deus para exercer ministérios na igreja. No livro de Atos isto fica muito evidente,
pois o evangelho não era pregado apenas pelos apóstolos, mas por todos os cristãos (At 8.4),
que inclusive fundavam igrejas (At 11.19-21).
A igreja em células enfatiza esta doutrina e dá condições estruturais para a prática da mesma. Na
célula, TODOS podem e devem exercer seus dons e ministérios. A começar pelo líder de célula
que não é alguém formado num seminário teológico, com grau de bacharel em teologia. É sim um
cristão autêntico, vocacionado por Deus e disposto a ser usado pelo Senhor para a edificação da
igreja.
O SISTEMA DE LIDERANÇA
Existem vários ‘modelos’ de igreja em células. Cada modelo adota um ‘sistema de gerenciamento’
ou liderança diferente. Aqui na CPV estamos adaptando o modelo do Ministério Igreja em Células
no Brasil.
Neste, cada cinco a quinze pessoas, são lideradas e pastoreadas por um líder de célula. Cada
cinco líderes de células, são liderados e pastoreados por um supervisor. Cada cinco
supervisores, são liderados e pastoreados por um coordenador. Cada cinco coordenadores, são
liderados e pastoreados por um pastor de congregação... e assim por diante, estando todos
sob liderança e pastoreio do pastor geral. Isto foi idéia de Jetro, sogro de Moisés!
CÉLULA ou NÚCLEO?
Como já deu para perceber, ‘célula’ é um método de trabalho com grupos pequenos. Muitas
igrejas que adotam este método, passam a chamar seus grupos pequenos de células, outras
continuam chamando-os de grupos familiares, ou grupos de comunhão... A CPV nasceu do
trabalho de grupos pequenos, os quais já eram chamados de núcleos. Assim sendo, optamos em
chamar nossas células de núcleos. A partir daqui, é a nomenclatura que usaremos.
EXERCÍCIOS
Encontre outros textos bíblicos, que falam do ‘sacerdócio universal dos crentes’ (além de I Pe
2.9).
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Líderes de Núcleos
AULA 03
CARÁTER DO LÍDER
Os “a ti mesmo” de I Timóteo
O que vai definir o ministério do líder de núcleo, não é o que ele sabe ou conhece, mas o que ele
é. Não é a sua posição na igreja ou sociedade, mas a sua postura cristã. A questão primária não
é se o líder é um profundo conhecedor da Bíblia, se domina a teologia, se é um belo expositor ou
se é um exímio conselheiro. A questão primária é se o líder é um cristão autêntico, refletindo em
sua vida o caráter de Cristo. É preciso ter sempre em mente, que conhecimento, técnicas e
talentos, são ferramentas muito úteis e necessárias no ministério cristão, mas que O CARÁTER
TRANSPÕE A HABILIDADE.
CONSIDERAÇÕES SOBRE I TIMÓTEO
À luz de I Tm 1.3, pode-se deduzir que provavelmente Paulo estava em algum lugar da
Macedônia, quando escreveu esta carta a Timóteo, que ficara pastoreando a igreja de Éfeso.
Portanto, o contexto é de um líder experiente orientando um líder menos experiente, sobre o
ministério cristão. A expressão “a ti mesmo” (gr. seautú), chama-nos a atenção nesta epístola. A
ti mesmo aparece em três versículos, apontando sempre
para a pessoa do líder, sua
particularidade, e não para sua posição de liderança.
I TM 4.7b – O Fator “Piedade”
Não há uma palavra portuguesa com equivalência exata à expressão piedade (gr. eusébeia) dos
escritos de Paulo. Na teologia paulina, piedade não é apenas uma virtude cristã, mas sim um
estilo de vida, onde a consagração pessoal, envolvendo vida de oração, caridade, humildade...
são características marcantes. Piedade é o contrário de impiedade! Já a expressão “exercita-te”
(gr. guímnazô) era muito usada no contexto olímpico, indicando o ato do atleta treinar. Envolve,
portanto, esforço físico intencional.
É imperativo que o líder cristão tenha uma vida piedosa. Somos naturalmente tendenciosos a nos
tornarmos arrogantes, dominadores, soberbos, ‘sabe tudo’! Especialmente quando pessoas se
submetem à nossa liderança, corremos o risco de nos sentirmos grandes, donos da situação. Um
líder arrogante é como um câncer no seio da igreja. É preciso trilhar os caminhos da piedade.
No entanto, é preciso também entender, que para nos tornarmos piedosos, faz-se necessário
“exercício pessoal”, busca deliberada e intensa. A piedade não é um dom recebido, mas um estilo
de vida adquirido! É ‘preciso suar a camisa’. A prática das disciplinas espirituais da oração, do
jejum, da leitura bíblica, da solitude... precisam ser uma realidade em nossas vidas se quisermos
obter um pouco de piedade.
O atleta grego ‘exercitava’ e corria totalmente nu! Não havia roupas confortáveis como hoje. Esta
mesma idéia aparece em Hb 12.1, quando a Bíblia nos orienta a ‘desembaraçarmos’ de todo peso
e pecado que nos assedia. A busca pela piedade envolve o abandonar pecados, tirar máscaras e
ficar totalmente nu diante de Deus.
I TM 4.16a – O Fator “Prioridade”
Uma das grandes tentações do líder é cair no ativismo e acabar cuidando mais dos outros do que
de si próprio. Mesmo os líderes mais zelosos e piedosos, correm este risco. As muitas
necessidades, o envolvimento emocional com os problemas dos outros, o senso de pastoreio...
tudo isto nos leva a um envolvimento cada vez maior com aqueles que estão sob nossa liderança
espiritual. É preciso ter pés no chão e senso de prioridade, pois não são poucos os servos do
Senhor que entraram pelo caminho do ativismo, deixando em segundo plano suas famílias,
amigos e até eles próprios. E via de regra, quanto maior dedicação há ao ministério, a pessoa é
aclamada como ‘bom líder’. Mas não se engane, primeiro, “tem cuidado de ti mesmo”.
O cuidado pessoal é primordial na liderança. Primeiro você “cuida de você mesmo”, e depois da
“doutrina”. “Doutrina” aqui não é um conjunto de princípios ou ensinamentos, mas o próprio
ministério. Procure estar bem consigo mesmo, com Deus e com os outros, antes de ministrar
sobre a vida dos participantes do seu núcleo. Isto não significa que você precisa necessariamente
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Líderes de Núcleos
estar sempre 100% para ministrar, pois Deus nos usa em nossa fraqueza (I Co 2.3; 12.9).
Significa sim, que, você precisa ter senso de prioridade.
Você só terá autoridade para ministrar, se primeiro o Senhor ministrar ao seu coração. Portanto,
é preciso estar sempre com Ele, buscando primeiro para você mesmo. Observe que Jesus estava
sempre movimentando da multidão para a solitude e da solitude para a multidão. Sempre antes
ou depois de ministrar com mais intensidade, Ele procura ‘recarregar a bateria’ (Mt 14.13,23; Mc
1.35, 6.31,32). “Tem cuidado de ti mesmo”!
Isto também se aplica à questão da vigilância e testemunho. Uma atitude fala mais do que mil
palavras. Uma vez líder, você será mais visado, observado, cobrado. As pessoas, especialmente
os novos na fé, se inspirarão em você. Portanto, “tem cuidado de ti mesmo”.
Paulo fala deste mesmo princípio em At 20.28. Voltando da sua segunda viagem missionária,
reúne os líderes de Éfeso e lhes exorta: “Atendei por vós e por todo o rebanho...”. Percebe? O
fator prioridade está presente aqui também.
I TM 5.22b – O Fator “Santidade”
A palavra “puro” (gr. agnós), aqui, é equivalente a limpo, santo, separado das impurezas do
mundo. Já a expressão “conserva-te” é curiosa, pois parece que era usada no contexto
carcerário, indicando o ato do carcereiro manter o prisioneiro na prisão. Somente uma vida santa
e consagrada a Deus irá tocar o mundo perdido, por isto, antes de qualquer coisa, o líder cristão
precisa ter uma vida santa, uma vida que rejeita o pecado e as coisas que conduzem a ele.
Somente em santidade de vida, o líder terá autoridade de Deus para liderar um grupo, para
ministrar sobre vidas e para resistir às investidas do maligno contra o seu ministério. Entretanto,
é preciso também entender, que ser santo não significa não cometer pecados, mas sim, não “dar
asas” aos nossos desejos pecaminosos, “conservando-os” sob jugo, controle, mediante ajuda do
Espírito Santo. “Conservar-se puro”, é rejeitar uma vida pecaminosa e optar por uma vida
consagrada ao Senhor. É rejeitar os ‘pecados de estimação’ e buscar uma consciência pura,
diante de Deus e dos homens.
Mas CUIDADO, não tente ser nem se mostrar infalível, impecável, para os seus liderados. Pelo
contrário, tenha liberdade de confessar as suas falhas e debilidades para eles, pois você é
humano. E lembre-se sempre: “a vida vem antes do trabalho, o ser antes do fazer, e o caráter
antes da missão”.
A LEI DA SEMEADURA
Agora, precisamos ter consciência que jamais alcançaremos estas virtudes apenas com os nossos
próprios esforços. É Deus quem opera isto em nossas vidas. É como uma semeadura. O
semeador prepara a terra e lança a semente, mas depende da ação da natureza para fazê-la
germinar. Da mesma forma, devemos nos esforçar ao máximo possível para obtermos piedade,
santidade e para termos as devidas prioridades, mas esperando que Deus transforme nosso
caráter. Só Ele pode operar isto em nós.
EXERCÍCIOS
Faça uma auto-avaliação em relação a tudo isto, e compartilhe com alguém acerca das suas
dificuldades.
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Líderes de Núcleos
AULA 04
Os Três Pilares de Funcionamento do Núcleo
Um núcleo deve funcionar em três pilares básicos – edificação, evangelismo e discipulado.
Eles serão o termômetro para você avaliar se o núcleo está indo bem ou não. Como líder, você
precisa investir de forma objetiva e constante nestas três ênfases.
Você deve orar e trabalhar para conduzir o seu núcleo à multiplicação. O núcleo que não
multiplicar, certamente se fechará, ficando voltado para si mesmo. Os relacionamentos se tornam
intensos, mas voltados para seus próprios umbigos. É a multiplicação que dá dinâmica ao núcleo,
e por isto, você deve tê-la em foco. Joel Comiskey disse que, “se você está mirando em nada,
certamente irá acertar em cheio!” Mas tenha consciência que a multiplicação será uma
conseqüência do bom funcionamento destes pilares, que são princípios bíblicos e encargos que
Cristo nos deixou. Portanto, invista nos mesmos.
EDIFICAÇÃO – I Ts 5.11
As duas principais figuras que o Novo Testamento usa para igreja, é um corpo em
desenvolvimento (Cl 2.19; Ef 1.22) e um edifício sendo edificado (Ef 2.19-22). A idéia é que Deus
está plantando a sua igreja sobre a terra. Ela está em crescimento. Como dono da igreja, Deus é
o único que pode edificar na mesma, entretanto, como servos do Senhor, nós somos usados por
ele neste trabalho de edificação.
I Ts 5.11 é um dos chamados ‘mandamentos recíprocos’. A idéia é de simultaneidade. Não é
apenas o pastor/pregador que é usado para edificar a igreja, mas todo e qualquer cristão
autêntico pode ser usado para isto. Uns edificam aos outros, à medida que exercitam seus dons,
talentos e ministérios. Através de compartilhamento, desenvolvimento de amizades e estudo
bíblico, os participantes do núcleo se edificam mutuamente. Os novos aprendem com os mais
experientes, uns oram pelos outros e todos refletem sobre a Palavra de Deus. Momentos como
estes, via de regra, não são possíveis na grande reunião de celebração no templo.
Mas para isto é preciso consciência do sacerdócio universal dos crentes. Todos são ministros e
todos recebem ministração. É por isto que no núcleo, todos precisam ter oportunidade e serem
incentivados à participação. Uma simples palavra de alguém, pode surtir um grande efeito na
vida de outro que está ali.
EVANGELISMO – At 5.42
A igreja não é uma comunidade ‘umbigocêntrica’ (voltada para o seu próprio umbigo). É sim uma
comunidade sem fronteiras, vocacionada para ser bênção a todos os perdidos, seja do outro lado
do mundo ou do outro lado da rua. Quando Deus chamou Abraão, prometeu lhe abençoar, mas
também ordenou que ele fosse uma bênção (Gn 12.1-3). Nós não fomos chamados para sermos
apenas abençoados, mas também abençoadores.
O núcleo não pode existir sem evangelismo, pois ele não é um fim em si mesmo. Sem novos na
fé ele perde a sua dinâmica. Os novos são desafios para os antigos. Sem eles, o núcleo acaba
discutindo ‘sexo dos anjos’! Pessoas que dificilmente viriam ao templo participar de um culto,
certamente terão mais liberdade de ir à residência de um amigo, participar de uma reunião
informal. Desta forma, as reuniões do núcleo se tornam oportunidades preciosas para evangelizar
amigos, parentes, colegas e vizinhos.
At 5.42 mostra o dia-a-dia comum da igreja primitiva. Diariamente eles ensinavam e pregavam.
“Ensinar” está lidado à edificação e ao discipulado. “Pregar” é a proclamação, evangelização. Isto
deve acontecer de forma natural. Cada participante deve ser encorajado a orar e falar de Jesus
para seu ‘círculo imediato de relacionamentos’. Quando alguém dá abertura, leva para o núcleo e
do núcleo para a celebração, ou vice-versa. Quando oramos e pregamos, Deus faz acontecer.
Creia nisto!
CÍRCULO IMEDIATO DE RELACIOMENTOS
Cada pessoa tem um círculo imediato de relacionamentos. São as pessoas com quem ele se
relaciona com mais freqüência – seus parentes, amigos e colegas mais próximos. Peça cada
participante do núcleo para listar estas pessoas por nome. Detecte os incrédulos e passe a orar
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Líderes de Núcleos
especificamente pela conversão dos mesmos. Ore por esta lista toda reunião e compartilhe a
mesma com todos os participantes do núcleo para orarem em casa. Encoraje cada participante a
investir de forma objetiva na evangelização dos mesmos e, em toda reunião, tire um tempinho
para cada um compartilhar rapidamente alguma coisa sobre sua ‘lista’.
CLASSIFICANDO INCRÉDULOS
Tipo A – São aqueles abertos à mensagem do evangelho e ao mensageiro (amigo evangélico).
Estes já podem ser abordados com o evangelho. Ore por isto e encoraje/oriente cada participante
a fazer esta abordagem.
Tipo B – São aqueles abertos ao mensageiro, mas fechados à mensagem. Ou seja, gostam da
amizade do evangélico, mas não gosta de conversar sobre o evangelho. Estes precisam ser
minados pela oração e atraídos pela amizade. Marque eventos sociais com o núcleo e os convide,
como um almoço, piquenique, partida de futebol, etc.
DISCIPULADO – Mt 28.19
“O propósito de Deus é ter uma família, com muitos filhos, semelhantes a Jesus”. Se com o novo
nascimento nos tornamos filhos, família de Deus, é com o discipulado que nos tornamos
semelhantes a Jesus.
Mt 28.19 apresenta o fim da grande comissão: fazer discípulos de Jesus em todas as nações.
Discípulo é aquele que segue e imita ao Senhor. Que deseja ser o mais parecido possível com Ele.
Discipulado é muito mais que o período de fundamentação básica da fé cristã do novo convertido.
É sim um estilo de vida, onde estamos sempre procurando nos parecer mais e mais com Cristo,
deixando-o forjar em nós o Seu caráter.
O núcleo é o ambiente ideal para o discipulado. Os participantes são edificados, por isto
evangelizam. Como resultado do evangelismo, chegam novos na fé. Estes precisam caminhar
rumo à maturidade e da maturidade ao serviço. Para alcançarem maturidade, precisam ser
discipulados. Este discipulado deve acontecer de forma bem pessoal, pois não consiste num
doutrinamento, mas aprendizado prático que gera transformação – vida na vida. Assim que uma
pessoa se decidir por Jesus, você deve procurar alguém do núcleo, um pouco mais maduro na fé,
para acompanhar aquela pessoa, formando uma parceria de discipulado. De preferência, aquele
que a conduziu a Jesus. Os dois deverão se tornar amigos e encontrar semanalmente para
estudar juntos. Temos materiais específicos para isto. Procure o seu supervisor. Ele te orientará.
O MEIO FACILITADOR
Como foi visto, os três pilares de funcionamento de um núcleo, só terá sentido se houver
RELACIONAMENTOS. O relacionamento é o meio facilitador, para que haja edificação,
evangelismo e discipulado. A idéia bíblica de igreja, é de uma comunidade que se relaciona. Os
nossos núcleos não são grupos de estudo bíblicos, nem de oração, nem mesmo de evangelismo.
São grupos de relacionamentos, onde a o estudo, a oração, a evangelização, a edificação, o
crescimento... fluem dos relacionamentos sinceros e maduros dos participantes. Por isto a
máxima: “edificando, evangelizando e discipulando através de relacionamentos”.
AGORA, ATENÇÃO!
Não se esqueça que esta é uma estratégia de trabalho, mas “quem dá o crescimento”
3.6) e “acrescenta à igreja os salvos” (At 2.47b), é o Senhor. Portanto, ORE!
(I Co
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Líderes de Núcleos
AULA 05
CARÁTER DO LÍDER
Princípios de Liderança
OS 4 S’s DA LIDERANÇA CRISTÃ
Cristo é líder por excelência, portanto, nosso exemplo máximo de liderança. Algo interessante
que aprendemos com Ele, é que era em tudo submisso ao Pai que o enviou. Mesmo na agonia do
Getsêmani, Ele se submeteu (Mt 26.39). Por outro lado, ao invés de esperar ser servido pelos
seus liderados, Ele os servia (Jo 13.1-17)! Tiramos daqui o que chamamos de princípio dos 4 S’s:
Submissão ao Superior e Serviço ao Subordinado.
Cremos que este princípio resumo em grande o ensino de liderança cristã do Novo Testamento.
Enquanto Hb 13.17 exorta a sermos obedientes – submissos – aos nossos “guias” – líderes -, I Pe
5.3 adverte a não sermos dominadores dos nossos liderados! Ou seja, o líder cristão deve ser
Submisso ao seu Superior e Servo do seu Subordinado!
O líder de núcleo terá várias pessoas sob sua liderança e pastoreio, e ao mesmo tempo terá sobre
si vários líderes espirituais – supervisor, coordenador... pastor. Pessoas que terão autoridade
espiritual sobre sua vida. Esta tensão de líder/liderado deve ser bem trabalhada. A posição do
líder de núcleo é muito estratégica para o crescimento da igreja e Reino, mas ao mesmo tempo é
também muito estratégica para causar divisões, distorção da visão, formar grupinhos, facções.
Questões não resolvidas entre o líder de núcleos e sua liderança podem ser usadas pelo Diabo
para causar desgastes e rachas na igreja. Portanto, o senso de submissão e lealdade à sua
liderança é questão primária. Qualquer discordância ou desgaste, deve ser devidamente
resolvido, com moderação, oração e maturidade. Fique atento! O alvo do Maligno é o seu
coração!
LÍDERES SEGUNDO O CONCEITO DE JETRO – Ex 18.21
Além do sábio conselho de Jetro acerca da estrutura de liderança, vemos também em Ex 18.21,
as qualidade que os líderes deveriam ter:
“homens capazes” – habilidade
“tementes a Deus” – espiritualidade
“dignos de confiança”(NVI) – lealdade
“que aborreçam a avareza” – caráter
HABILIDADE
A habilidade é algo adquirível. Todos nós nascemos com talentos, dados por Deus para o Seu
serviço. Cabe a nós descobrirmos quais são os nossos talentos e desenvolvê-los. Habilidade é a
capacidade de usar esses talentos. É a técnica. O líder de núcleo não precisa necessariamente ser
um teólogo, mestre, pregador. Precisa sim, ser um cristão autêntico, disponível, e que usa bem
os seus talentos e dons, para a glória de Deus.
ESPIRITUALIDADE
Sem uma verdadeira espiritualidade, é impossível liderar bem um núcleo, pois a liderança cristã é
algo espiritual. Não é questão de talentos e carisma apenas, mas de vocação e autoridade
espiritual. Não podemos confundir espiritualidade com espiritualismo. Muitos pensam em
espiritualidade como algo alienado do dia-a-dia, que se manifesta numa dimensão diferente e
superior. Mas a verdadeira espiritualidade é algo que adquirimos no nosso quarto e se manifesta
no nosso cotidiano, nos nossos relacionamentos, no nosso trabalho, nas nossas ações e reações.
LEALDADE
Aqueles líderes deviam ser homens em quem Moisés pudesse depositar a sua confiança. Homens
que não iriam se rebelar contra sua liderança e autoridade, nem precisavam ser vigiados 24
horas por dia para que não fizessem bobagens. Eram homens que amavam a causa de Deus e de
Israel. Que ‘vestiam a camisa’ pra valer!
O líder de núcleo precisa ser assim. Entusiasta com a visão da sua igreja local. Leais a Deus e à
sua liderança espiritual. Confiáveis.
CARÁTER
O alvo de Deus é forjar em nós o caráter de Cristo. Comumente fazemos confusão entre caráter e
reputação. William Davis, tentando fazer-nos diferenciar entre a ilusão do palco e a realidade da
vida, compara caráter e reputação quando diz:
12
Líderes de Núcleos
“As circunstâncias nas quais você vive determinam sua reputação; a verdade na qual você crê
determina o seu caráter”.
Reputação é o que pensam a seu respeito; caráter é aquilo que você é.
Reputação é a fotografia; caráter é a face.
Reputação fará de você rico ou pobre; caráter fará de você feliz ou infeliz.
Reputação é o que os homens dizem a seu respeito no dia do seu funeral; caráter é o que os
anjos falam de você perante o trono de Deus ““.
O líder deve prezar tanto pelo caráter como pela reputação, mas se em algum momento tiver que
escolher entre os dois, não pense duas vezes, escolha o caráter.
LÍDERES SEGUNDO O CONCEITO DE PAULO – II Tm 2.2
Em II Tm 2.2, vemos claramente o princípio de multiplicação da liderança. Aqui, Paulo está
instruindo Timóteo. Lembrando que Paulo foi instruído por Barnabé, que foi instruído pelos
apóstolos, que foram instruídos por Jesus, temos aqui as seguintes gerações de líderes: Jesus –
Apóstolos – Barnabé – Paulo – Timóteo – homens fiéis – outros...
Mas o que queremos observar mesmo, são as qualidades dos homens que Timóteo deveria
escolher para se tornarem líderes.
FIÉIS
Fidelidade é o coração do ministério cristão. O ministério não pode ser definido em termos de
resultados, mas de fidelidade ao Senhor. Ao final das contas, o que vai mesmo contar no
ministério do líder de núcleo, é se ele foi fiel a Deus ou não, pois, em última análise, é isto que
Deus requer de nós (I Co 4.2).
IDÔNEOS
Homens que tinham maturidade suficiente para reproduzir a liderança. Capacidade de passar à
frente o que recebessem.
TIPOS DE LÍDERES
De acordo com Machael E. Geber, há três tipos de líderes. Todos temos dentro de nós esses três
estilos, mas um sempre sobressai. Devemos tentar equilibrá-los.
EMPREENDEDOR
ADMINISTRADOR
TÉCNICO
Visionário
Sonhador
Futuro
Pragmático
Planejador
Passado
O que faz
O que conserta
Presente
Caracte
-rísticas
Gerais
Lema
Se você quer fazer algo
bem feito, crie algo novo.
Quantos administradores
cabem na sua visão?
• Constrói uma casa e já
planeja a próxima.
Limite • Vê oportunidades.
• Em qual parede a escada
deve ser encostada?
• Precisa de mudanças.
Oportunidades estão
Visão
em todo lugar.
do
Mundo • Cria coisas para pôr em
fileiras
Se você quer fazer algo
bem feito, treine um bom
trabalhador.
Quantos técnicos ele pode
supervisionar?
• Constrói uma casa e vive
para sempre nela.
• Vê problemas
• Qual é a melhor maneira
de colocar a escada na
parede?
• Deseja ordem.
Confusão e bagunça
precisam ser postas
em ordem.
• Coloca as coisas em
fileiras bonitas.
EXERCÍCIOS
Avalie o seu tipo de liderança e compartilhe.
Se você quer fazer algo bem
feito, faça você mesmo.
Quanto ele pode
fazer sozinho?
• Nunca pára de construir a
casa.
• Vê o trabalho a ser feito.
• Quantas vezes vai ter de
subir e descer a escada?
• Quer atividade.
Faz pão para comer no
jantar de hoje à noite.
• Conserta as coisas que
estão numa fileira bonita.
13
Líderes de Núcleos
AULA 06
A REUNIÃO DO NÚCLEO
Uma Sugestão de Reunião em 4 E’s
O núcleo deverá se reunir semanalmente, em dia e horário que seja viável a todos. O local deve
ser os lares dos participantes, para propiciar um maior envolvimento e conhecimento recíproco. O
ideal é que seja feito rodízio (cada semana numa casa), mas em casos especiais, pode-se reunir
em um lar fixo. Obviamente, nem todos os participantes serão obrigados a se tornarem
anfitriões. Deve ser voluntário.
PREPARANDO PARA REUNIÃO
O líder deve se preparar para a reunião com antecedência, orando pela mesma, pelas pessoas
que irão participar, preparando o estudo, confirmando detalhes com o anfitrião, etc. Escolha o
quebra-gelo e os cânticos. Envolva o auxiliar nesta preparação e incentive os participantes a
desenvolverem o hábito de orar pelas reuniões também.
REUNIÃO EM 4 E’s
Sugerimos que as reuniões tenham quatro momentos distintos, cada um com um objetivo
específico. Mas não faça desta sugestão uma liturgia, algo rígido, engessado... a criativa é
sempre bem-vinda.
ENCONTRO – homem para homem (20 min)
A reunião se inicia com a chegada do primeiro participante. O ambiente deve ser de
confraternização, bate-papo informal. Atenção especial deve ser dada aos visitantes para que os
mesmos se sintam bem. Lembre-se que o objetivo primário é relacionamentos. Nesta
perspectiva, nada de dizer: “vamos fazer uma oração para iniciar nossa reunião”! A reunião já se
iniciou com a chegada da primeira pessoa.
Depois de alguns minutos em bate-papo informal, é bom fazer um quebra-gelo. O objetivo deste
é (1) deixar todos à vontade para participar e (2) facilitar o conhecimento uns dos outros. Deve
ser uma pergunta simples, que todos conseguirão responder com facilidade e rapidez (inclusive
as crianças). Exemplo: “qual a parte da sua casa que você mais gosta”? Todos saberão responder
e se darão a conhecer um pouco mais.
Mas você precisa preparar o quebra-gelo com antecedência e cuidar para que os mais falantes
não divaguem, tomando muito tempo. O tempo da resposta de cada pessoa não deve passar de 1
minuto. Se o núcleo estiver cheio, menos tempo ainda.
EXALTAÇÃO – homem para Deus (20 min)
Este é o momento de nos dirigirmos a Deus em louvor e adoração. Louve a Ele com uns dois
cânticos, simples e conhecidos (que as crianças consigam também cantar... se possível, cante um
cântico infantil). Se alguém do núcleo tocar violão, aproveite-o neste momento. Se não houver
ninguém que toque, cante com um CD. Cuide para que este momento seja realmente de
adoração. Em grupo pequeno, às vezes as pessoas se sentem à vontade para divagar, sorrir
quando alguém desafina, etc. Tente evitar estas situações, através da conscientização e da sua
atitude pessoal. Intercale os cânticos com oração de louvor. Seja criativo e promova um clima de
adoração ao Senhor.
Tire um tempo para oração. Apresente motivos específicos e deixe todos à vontade para
apresentar seus motivos também, solicitando voluntários para orar pelos mesmos. As crianças
também oram e apresentam motivos de oração. Envolva-as neste momento. Cuide para que este
tempo de apresentar motivos, não seja maior que o tempo de oração em si. Se o núcleo estiver
cheio, você pode formar duplas de oração. Se tiver poucas pessoas, deixe cada uma orar pela
pessoa da direita ou esquerda. Seja dinâmico e criativo, mas cuide para que este momento seja
valorizado e levado a sério.
EDIFICAÇÃO – Deus para homem (40 min)
14
Líderes de Núcleos
Este é o momento do estudo bíblico. As crianças se retirarão para um local à parte, onde terão
um estudo adaptado à sua realidade, com o facilitador já previamente escalado. O material que
elas usarão será fornecido pela coordenação da escola dominical.
O estudo deve ser em forma de bate-papo bem informal, visando a aplicação das verdades
bíblicas ao dia-a-dia de cada um. O texto a ser estudado será o mesmo que foi exposto na
celebração. Um roteiro do sermão será entregue a você no domingo após o culto ou na segundafeira pela manhã (via internet). Este roteiro consiste basicamente em perguntas de aplicação do
que foi pregado. Entretanto, você deverá fazer as suas próprias anotações das principais ênfases
da mensagem, do que mais te tocar e do que julgar ser mais relevante para o seu núcleo. Todos
os participantes do núcleo devem ser incentivados a fazer o mesmo. Você deverá se esforçar para
vivenciar algo da mensagem durante a semana, se possível, antes da reunião do núcleo.
Algumas sugestões:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
FAÇA PERGUNTAS SOBRE O TEXTO, e não sobre o sermão, para evitar que os visitantes e
aqueles que não estiveram no culto fiquem fora da conversa.
Não se preocupe em fazer todas as perguntas do roteiro. À medida que a conversa fluir
algumas já serão respondidas/comentadas. As várias perguntas são apenas para você ter
bastante opção.
Não se preocupe com teologização e NÃO PERMITA CRÍTICAS AO SERMÃO/ PREGADOR.
Conduza sempre para a APLICAÇÃO NA VIDA PRÁTICA.
Não se preocupe com assuntos periféricos. Procure pegar as questões básicas.
Não se preocupe em esgotar o assunto, pois o objetivo é fomentar a discussão. No horário
programado, não hesite em interromper a discussão e passar para o quarto E (evangelismo).
É bom deixar os participantes com gostinho de ‘quero mais’.
Não se preocupe em dar respostas. Fomente a discussão.
Não monopolize a conversa – VOCÊ DEVE FALAR O MÍNIMO POSSÍVEL!
Também não permita que algum participante monopolize a conversa. Se for o caso, dirija
perguntas diretas (a pessoas específicas). Cuide para que TODOS participem.
Não se preocupe em fazer a coisa acontecer. Este papel é do Espírito Santo.
EVANGELISMO – Deus através do homem (10 min)
Este é o momento de orar pelo ‘círculo imediato de relacionamentos’ de cada um. Use a lista
previamente preparada e ore pelas pessoas listadas. Deixa que dois ou três participantes
compartilhem algo rapidamente sobre alguma pessoa da sua ‘lista’ (um avanço, abertura...).
Incentive os participantes a convidarem estas pessoas para o núcleo. Valorize este momento.
Lembre-se que “muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16). As crianças também
deverão fazer o mesmo. Instrua/incentive os facilitadores a valorizarem este momento.
ALGUNS CUIDADOS
•
•
•
•
Tudo isto deve acontecer com espontaneidade. Cuidado para não tornar algo quadrado, como:
“vamos passar agora para a exaltação”... “fulano está com a oportunidade para fazer o
quebra-gelo”! Seja natural.
O núcleo deve ser um ambiente onde todos possam abrir seus corações, mas cuidado para
não constranger ninguém. As pessoas só se sentirão à vontade à medida que forem se
relacionando e conhecendo umas às outras.
É bom terminar a reunião com um lanche. Mas cuide para que este seja um simples lanche
mesmo, e não um banquete, pois algumas pessoas poderão ficar constrangidas com isto,
quando for em suas casas. Combine com os anfitriões.
Dê sempre atenção especial aos visitantes. Se estiver ali pela primeira vez, pegue o telefone
para posterior contato.
DEPENDA O TEMPO TODO DE DEUS. SÓ ELE PODE FAZER A COISA ACONTECER!
15
Líderes de Núcleos
AULA 07
CARÁTER DO LÍDER
Discípulo e Discipulador
CARACTERÍSTICAS DE UM DISCÍPULO
Geralmente nos identificamos e somos identificados como “crentes” ou “evangélicos”. Entretanto,
o Novo Testamento se refere aos cristãos como “crentes” apenas 12 vezes, enquanto por 264
vezes os chama de “discípulos”. O líder de núcleo precisa estar ciente que ele foi chamado para
ser um discípulo e também para fazer discípulos. Seria necessário muito espaço para descrever
um discípulo segundo o Novo Testamento, por isto, gostaria de apresentar apenas as duas
principais características do mesmo.
SEGUIDOR
O próprio termo discípulo já indica “seguidor de um mestre”, um pupilo, aluno, que segue o seu
mestre com o propósito de aprender com o mesmo. Já no início do seu ministério, Jesus chamou
vários homens para serem seus seguidores. Pedro, Tiago e João (Lc 5.1-11) e Levi – Mateus – (Lc
5.27,28) são bons exemplos.
Este “segue-me” de Jesus, não é um convite, mas sim uma ordem. O verbo aparece no
imperativo presente, voz ativa, do grego. O “segue-me” de Jesus não é para ser avaliado, mas
obedecido, pois é ordem do mestre dos mestres. As conhecidas palavras de Jesus em Lc 9.23:
“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia toma a sua cruz e siga-me” e
14.27: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo”,
deixam bem claro que o chamado ao discipulado é um chamado para seguir a Jesus e esse seguir
envolve renúncia e morte! “Negar a si mesmo” é rejeitar todos impulsos pessoais que não
combinam com as exigências de Jesus. É não dar asas ao “eu”, melindroso, autoritário, teimoso.
“Tomar a sua cruz” é levar o “negar a si mesmo” até as últimas conseqüências, ou seja, morrer.
Muitos têm entendido esta cruz como os problemas pessoais de cada um, como uma limitação
física, uma enfermidade, um filho deficiente, um cônjuge rabugento, ou coisa semelhante.
Entretanto, a cruz no Novo Testamento é um instrumento de morte, de suplício. “Tomar a sua
cruz” é morrer para si mesmo e mais ainda, estar preparado para sofrer na companhia de Cristo
as indignidades que um condenado tem de sofrer. Seguir a Cristo pressupõe um preço a ser
pago, o preço da renúncia e da morte.
IMITADOR
Expressão usada com muita freqüência nas epístolas, imitador é “alguém que duplica um padrão
de conduta, que reproduz alguma coisa, que é cópia fiel de uma idéia, de uma atitude”. A idéia
aqui é de alguém que segue o exemplo de outra com o mesmo afinco de um garoto que por
admirar tanto o seu pai, deseja ser igual a ele quando crescer. O discípulo tem como alvo
supremo ser o mais semelhante possível com o Mestre e este é exatamente o ensinamento de
Jesus em Mt 10.25, quando diz: “Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o
seu senhor”. Como disse Juan Carlos Ortiz, “numa relação de discipulado não ensino ao outro o
que eu conheço, mas o ensino a se tornar o que eu sou”. Imitar a Cristo, é reproduzir o seu
caráter, visão, virtudes, atitudes e sentimentos. É ter uma vida que reflita a dEle. É ser parecido
com Ele.
Mt 28.18-20 registra a chamada grande comissão, que Cristo nos deixou. A grande comissão é
antes de qualquer coisa uma ordem para “fazer discípulos”, e foi dada a uma comunidade de
discípulos que seguem e imitam a Cristo, a ponto de serem semelhantes a Ele. A grande
comissão passa primeiramente pela vida pessoal dos comissionados, pois não se pode fazer
discípulos sem primeiro ser discípulo, e não se pode ser discípulo sem primeiro “negar a si
mesmo e dia-a-dia tomar a sua cruz” a exemplo de Jesus. Ser discípulo é ter a vida de Jesus,
santa e consagrada a Deus, e somente assim o líder de núcleos será bem sucedido no seu
ministério. Ver I Co 4.16; 11.1; Ef 5.1,2; Fp 3.17; I Ts 1.5-7; II Ts 3.7,9; Hb 6.12; 13.7; III Jo
11.
A principal tarefa do líder de núcleos é “fazer discípulos” e para isto ele precisa ser um discípulo.
Os participantes do núcleo observarão mais a vida do líder do que as suas palavras. Seja
discípulo, pois o discípulo autêntico é necessariamente um discipulador.
TREINAMENTO
16
Líderes de Núcleos
Uma pessoa que se converte a Cristo, é como uma criança recém-nascida. É imatura na fé,
necessitando de cuidados especiais. Assim como uma criança pode desenvolver-se fisicamente
mas permanecer imatura, em termos de idoneidade e caráter, o recém-convertido pode se tornar
“velho convertido” mas permanecer imaturo na fé. Para evitar que isto aconteça, é necessário
treinamento. O objetivo do treinamento deve ser conduzir o recém-convertido da imaturidade à
maturidade e da maturidade ao serviço. O cristão que não trabalha, dá trabalho!
PARCERIAS DE DISCIPULADO
A melhor forma de treinamento, é o discipulado. Cada recém-convertido deve ser acompanhado
pessoalmente por um discipulador. O discipulador deve ser alguém que já alcançou certa
maturidade cristã. Os dois formarão uma parceria de discipulado. Estas parcerias devem ser
formadas de homens com homens, mulheres com mulheres, casais com casais, e assim por
diante. Isto possibilitará que qualquer assunto, por mais pessoal e delicado que seja, possa ser
compartilhado entre eles à medida que o relacionamento for se firmando.
Os parceiros de discipulado irão caminhar juntos, desenvolvendo um relacionamento de amizade
e confiança recíproca. O discipulador será o responsável em ajudar o discipulando nas suas
dúvidas e dificuldades. Eles deverão se encontrar semanalmente para estudar juntos, um
material específico para este fim. Este encontro ficará a cargo dos dois decidirem qual o melhor
dia e local. É preciso tomar cuidado para que o discipulado não fique limitado a estes encontros.
O propósito é vida na vida, aprendizado prático – a exemplo de Jesus com os doze discípulos. O
discipulando deverá aprender mais com a vida do discipulador do que com os ensinos teóricos.
Por isto é necessário relacionamento de amizade.
Como o discipulado é um estilo de vida, não se limitando a um período de “doutrinamento”, estas
parcerias nunca serão dissolvidas. Mesmo quando findar o período de encontros semanais para
estudo, o vínculo de discipulado naturalmente continuará. Se o recém-convertido tiver vocação
para liderar núcleos, seu futuro treinamento para líder também será um processo de discipulado.
O PAPEL DO LÍDER
Para que isto funcione bem, o líder terá um papel importantíssimo. É ele quem deverá formar
estas parcerias e supervisioná-las. Assim que alguém se decidir por Cristo no núcleo, o líder
deverá observar quem é a pessoa mais próxima do recém-convertido, apta para discipulá-lo. O
ideal é que seja a própria pessoa que o conduziu a Cristo, ou pelo menos alguém com quem ele
já tenha relacionamento. Mas como o discipulador precisa ter certa maturidade cristã, cada caso
deve ser analisado separadamente. Antes de formar a parceria, o líder deve também consultar o
seu supervisor – o supervisor dará seu parecer e fornecerá o material necessário.
Uma vez formada a parceria, o líder deverá informar ao núcleo, orar com eles, e acompanhá-los a
partir de então.
AGORA, ATENÇÃO!!!
Para conseguir conduzir isto bem, o líder de núcleo precisa ser um discipulador. O treinamento de
auxiliares é um processo de discipulado, mas o líder deverá discipular recém-convertidos
também.
17
Líderes de Núcleos
AULA 08
TAREFAS DO LÍDER
Preparar Auxiliares
Preparar auxiliares é imprescindível para o bom funcionamento dos núcleos. É isto que
possibilitará a multiplicação, quando o núcleo atingir um número suficiente de participantes
assíduos.
O líder deve escolher uma pessoa com potencial de liderança desde o início do núcleo, apresentálo ao supervisor e encaminhá-lo à classe de treinamento de líderes na Escola Dominical. Mas além
disso, o líder precisa treinar o auxiliar no núcleo, de forma prática. Este é o princípio do
discipulado e a Bíblia dá vários exemplos: Moisés treinou Josué; Elias treinou Eliseu; Jesus
treinou os onze; Barnabé treinou Paulo (At 9.27; 11.3; 12.25; 13.2), que treinou Timóteo (At
16.1-3), que deveria treinar “homens fiéis”, que deveriam treinar “outros” (II Tm 2.2).
PRINCÍPIO DE TREINAMENTO EM II TM 2.2(2)
“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isto mesmo transmite a homens
fiéis e também idôneos para instruir a outros”.
(1) O treinamento era entre muitas testemunhas, e não particular; (2) Timóteo deveria avaliar e
descobrir homens idôneos e fiéis; (3) e incentivá-los a darem continuidade ao processo – instruir
a outros.
DICAS DE APRENDIZADO
(1) O seu auxiliar observa o que você está fazendo; (2) Você verbaliza o que fizer, e explica por
que razão o fez; (3) Observe, enquanto o seu auxiliar faz aquilo que você já fez; (4) Encoraje-o e
mencione, objetivamente, os pontos fortes e fracos que observou na atuação dele; (5)
Providencie atividades que ajudem o aprendiz a se fortalecer nas eventuais áreas de fraqueza;
(6) Entregue ao auxiliar a responsabilidade por uma determinada tarefa; (7) Largue essa tarefa
na mão dele, empregando a estratégia da “negligência benigna”; (8) Após a multiplicação do seu
núcleo, observe cuidadosamente a maneira com que o seu ex-auxiliar discipula o auxiliar dele;
(9) Continue sendo amigo próximo do seu ex-auxiliar, tratando-o de igual para igual.
ENSINANDO O AUXILIAR A CONDUZIR REUNIÕES DO NÚCLEO
(1) Antes de cada encontro, conte a ele tudo o que você pretende fazer, explicando o porquê
desse plano; (2) Depois da reunião, vocês, dois deverão trocar idéias sobre o que aprenderam
por meio daquilo que aconteceu. Aí, elaborem juntos os planos da próxima reunião; (3) Troquem
idéias sobre problemas que tiverem surgido, como por exemplo, alguém que travou a reunião por
falar demais; (4) Quando julgar que o auxiliar está pronto, deixe-o conduzir as reuniões; (5)
Avalie os aspectos fortes e fracos da maneira com que ele conduziu a reunião. Comunique
francamente as suas conclusões. Dê-lhe tarefas que o ajudem a fortalecer as habilidades
ministeriais em que tenha demonstrado fraqueza; (6) Durante o último mês antes da
multiplicação, deixe o auxiliar dirigir todo o ministério do núcleo. Dessa maneira, quando metade
do grupo for embora sob a liderança dele, esses membros estarão sentindo confiança em seu
novo líder.
ENVOLVENDO O AUXILIAR NAS MINISTRAÇÕES AOS MEMBROS
(1) Sempre que possível, leve seu auxiliar nas visitas que você fizer a membros do núcleo.
Depois troquem idéias sobre os resultados; (2) Quando for oportuno, deixe que o auxiliar assista
enquanto você aconselha alguém. Depois explique o porquê de cada coisa que você fez; (3)
Deixe que ele observe você evangelizando pessoas; (4) Orem juntos, sempre – isto fará muita
diferença.
TREINAMENTO TEÓRICO-PRÁTICO
O treinamento de líderes de núcleos, precisa ser teórico e prático ao mesmo tempo. A parte
prática ficará toda sob sua responsabilidade. É você quem deverá delegar funções, dar
oportunidades e condições do auxiliar desenvolver-se como líder.
2
Extraído e adaptado do Manual do Líder de Células de Ralph W. Neighbour Jr. Curitiba: Ministério Igreja em Células, 2000. Pgs. 45-50.
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Líderes de Núcleos
Mas enquanto isto, o auxiliar estará participando da classe de treinamento de líderes na Escola
Dominical, onde estudará este mesmo material que agora você tem em mãos. Isto dará um
equilíbrio ao treinamento, pois enquanto por um lado ele recebe informações que serão
importantes para o seu ministério, por outro lado ele terá oportunidade de praticá-las. Você deve
manter o seu supervisor sempre informado sobre o desenvolvimento ou dificuldades do se
auxiliar neste processo.
DETECTANDO LÍDERES EM POTENCIAL
O líder precisa buscar direção de Deus e ficar atento para detectar líderes em potencial no seu
núcleo. Nem sempre os que pensamos serem os mais indicados, o são aos olhos de Deus. Deus é
especialista em chamar, capacitar e usar aqueles que aos olhos de todos são os menos indicados.
Vale lembrar de Davi, Gideão, Jeremias, Amós, Pedro, Mateus... e tantos outros. Ele costuma
escolher as coisas “loucas, fracas, humildes, desprezadas e que não são” (I Cp 1.27,28)!
Portanto, não vá pela aparência. Busque entender a direção de Deus. Algumas dicas:
OS DISPONÍVEIS
Via de regra, o que Deus quer é disposição e disponibilidade. O líder em potencial está sempre
disposto a ajudar, mesmo nas atividades mais simples.
OS SUBMISSOS
Lembre-se do princípio de liderança em 4 S’s – Submisso ao Superior e Servo do Subordinado. O
líder em potencial submete-se à sua liderança no núcleo.
OS QUE ORAM
Habilidade sem vida de oração, pode ser ótima para uma empresa, mas no ministério cristão,
tem pouco valor. O líder em potencial conhece a Deus através da oração.
NÃO JULGUE POR ‘TEMPO DE CASA’
O fato de alguém ter dez anos de conversão, não significa que será um bom líder de núcleos.
Pode ser que o convertido há apenas um ano se saia melhor, especialmente por se sentir menos
capacitada e mais dependente de Deus. As maiorias dos líderes em potencial para núcleos,
estarão entre os novos na fé! Se experimentarem conversão real, podem ser mais ‘treináveis’ e
empolgados. Portanto, fique de olho nos novos.
MAIS DE UM AUXILIAR
É sempre aconselhável treinar mais líderes do que julgamos necessário. Isto significa que você
pode e deve ter mais de um auxiliar em treinamento.
TRANSICIONANDO A LIDERANÇA
À medida que seu núcleo for se aproximando da multiplicação, é imprescindível que você
transicione a liderança para o auxiliar que irá assumir a liderança do novo núcleo. A melhor forma
de fazer isto é ir delegando funções de forma ascendente, de forma que no último mês antes da
multiplicação, ele possa conduzir o núcleo sozinho, com você apenas observando e
supervisionando. Assim, quando metade dos participantes saírem com ele, todos terão confiança
na sua liderança.
Liderança do líder
(início do núcleo)
(época da multiplicação do núcleo)
Liderança do auxiliar
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Líderes de Núcleos
AULA 09
CARÁTER DO LÍDER
Sua Vida de Oração I
Joel Comiskey fez uma pesquisa em oito igrejas em células3, de diferentes partes do mundo,
onde entrevistou mais de setecentos líderes de células, sendo que cada um respondeu a um
questionário com vinte e nove questões.
O resultado desta pesquisa foi surpreendente, especialmente em se tratando dos fatores que
influenciam a multiplicação da célula. De acordo com esta pesquisa, fatores como classe social,
idade, estado civil, formação, sexo e mesmo o tipo de personalidade do líder, NÃO INFLUENCIAM
sobre a multiplicação!
Já os fatores que mais INFLUENCIAM são: o tempo devocional, a intercessão pelos membros
da célula, o tempo que o líder gasta com Deus no prepara para a reunião, o estabelecimento
de alvos, treinamento, contatos com pessoas novas, estímulo aos participantes da célula para
convidar amigos, número de visitantes, encontros sociais, a preparação de auxiliares e o nível de
cuidado pastoral.
Observe que os três primeiros fatores se resumem em oração! Se você quer ser bem sucedido no
seu ministério como líder de núcleo, você precisa ter uma vida de muita e intensa oração. Não há
um ‘atalho’ para o êxito ministerial.
FAZENDO DA ORAÇÃO UM ESTILO DE VIDA
As reuniões de oração realizadas semanalmente na igreja, os movimentos de oração feitos em
determinados meses do ano, os clamores esporádicos que se levanta por uma pessoa ou motivo
específico, todos geram resultados, porém, os resultados efetivos são frutos da oração que é um
estilo de vida. A oração na vida do líder não pode ser algo esporádico, nem mesmo semanal, não
pode ser algo feito apenas quando há uma grande necessidade, a oração precisa ser diária, dia
após dia. Um tempo diário para oração acompanhada de leitura bíblica é essencial para o bem
estar espiritual do líder, portanto, haja o que houver ele precisa ter um tempo a sós com Deus
diariamente.
Quando a oração se torna um estilo de vida, ela deixa de ser uma obrigação e passa a ser uma
necessidade. Orar não é mais um dever, mas um privilégio que o cristão jubilará em usufruir. Não
mais um fardo, mas um hábito agradável. Quando a oração se torna um estilo de vida, ela deixa
de ser um monólogo e passa a ser um diálogo entre o homem e seu Deus.
RELACIONAMENTO COM DEUS: NECESSIDADE PRIMÁRIA
Certamente, o líder terá sempre muitos motivos de oração e muitas razões para entrar sempre
diante de Deus, mas ele precisa ter em mente que a principal razão dever ser o seu
relacionamento pessoal com o Senhor. Da oração depende o seu relacionamento com Deus, deste
depende a sua vida espiritual, e desta depende o seu ministério. Um dos homens de maior
relacionamento com Deus, certamente foi Moisés. Em Ex 33.12, o Senhor lhe diz: “Conheço-te
pelo teu nome”. Em contexto de Antigo Testamento, isto indica convívio, amizade. Somente
através de relacionamento, em intensa oração, um homem pode se tornar “conhecido pelo
nome”.
Alguns pensam, que a oração é o meio de convencermos a Deus de atender as nossas
necessidades. Mas isto é um engano, pois a oração não muda a Deus. É o contrário, ela muda a
nós mesmos. Ela nos humilha, promovendo um ambiente ideal para a ação de Deus. A oração é o
principal meio de nos relacionarmos com Deus.
UNÇÃO: QUESTÃO DE SUCESSO OU FRACASSO
A diferença básica da pregação de Jesus e a dos mestres da época, é que Ele “ensinava como
quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7.29; Mc 1.22). Tanto Jesus como os escribas
3
Centro Mundial de Oração – USA; Centro Cristão de Guayaquil – Equador; Igreja Elim – El Salvador; Igreja Batista
Comunidade da Fé – Cingapura; Missão Carismática Internacional – Colômbia; Igreja do Amor Vivo – Honduras; Igreja
Água Viva – Peru; Igreja Yoido do Evangelho Pleno – Coréia do Sul. Crescimento Explosivo da Igreja em Células.
Curitiba: MIC, 1997.
20
Líderes de Núcleos
ensinavam baseados nas Escrituras Hebraicas, inspiradas por Deus, investidas de autoridade
divina. A diferença portanto estava na unção que repousava sobre a vida de Jesus. Deus pode
tocar o perdido independente da vida do líder, mas, via de regra, Ele tem usado para isto a vida
de homens ungidos, que ao proferir a mensagem bíblica ela vai além da mente, toca também o
coração, a alma do pecador.
Com unção, palavras simples e talvez não muita lógicas, são capazes de “destruir fortalezas,
anulando sofismas... levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (II Co 10.4), mas
sem unção, as mais sábias palavras não são capazes de convencer ninguém do mais simples
engano.
Mas precisamos entender, que a unção não é algo adquirido num seminário, em bons livros, nem
como brinde junto ao título de líder de núcleo. A unção só pode ser adquirida aos pés de Jesus
em intensa oração, e só pode ser mantida através da oração que é um estilo de vida. Leonard
Ravenhil disse que, “se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as outras frentes de
batalha”!
SANTIDADE: DETERMINANTE MINISTERIAL
Para muitos, este raciocínio pode ser taxado como legalista ou fanático, mas a verdade é que
sem santidade de vida o líder jamais será bem sucedido no seu ministério. Isto não é ser
humanista colocando o homem no centro e dizendo que tudo depende dele. Isto é ser realista e
reconhecer que há um preço a ser pago que envolve renúncia ao pecado e a si mesmo. Envolve a
luta por uma vida pura e consagrada a Deus. O líder que não tem uma vida santa poderá até si
passar por bem sucedido, homem espiritual. Poderá até encher seu núcleo e quem sabe levá-lo à
multiplicação, mas aos olhos de Deus continuará um fracassado, pois o ministério cristão não
pode ser definido em termos de resultados, mas de fidelidade ao Senhor.
Mas precisamos também entender que santidade não se adquire com esforço humano e
determinação pessoal. A única forma de adquirir santidade de vida é buscando e dependendo da
graça e misericórdia de Deus. Por isto, há uma íntima relação entre oração e santidade, pois o
homem que ora terá uma vida santa, e o homem que possui uma vida santa certamente será um
homem de oração. Como disse Ravenhill, “quem se entrega ao pecado pára de orar, mas quem
se entrega à oração pára de pecar”!
Vale ressaltar, que santidade não é necessariamente sinônimo de impecabilidade. Viver em
santidade não é viver sem pecar, mas sim, não viver em pecado. É ter um coração contrito e
sensível para sempre que pecar, se arrepender, confessar e deixar.
CONVERSÕES: FALANDO PRIMEIRO AO SENHOR
Alguém disse certa vez: “antes de falar de Jesus para determinada pessoa, fale primeiro desta
pessoa a Jesus”. O hábito de orar pela conversão de pessoas específicas certamente fará bem ao
líder e ao seu núcleo. Incentive os participantes a orarem primeiro pelas pessoas, antes de
convidá-las a participar das reuniões. Ore também como núcleo por estas pessoas. Não se
esqueça de orar diariamente por cada participante do seu núcleo. A oração revoluciona o mundo!
São muitos os testemunhos de pessoas que oraram pela conversão de outras durante anos e
tiveram suas orações respondidas. Quando se rega a vida de um perdido com oração, certamente
haverá uma maior abertura à pregação e a Palavra encontrará uma terra mais fértil.
21
Líderes de Núcleos
AULA 10
TAREFAS DO LÍDER
Pastorear Ovelhas
O MÉTODO CONVENCIONAL DE PASTOREIO
No sistema evangélico tradicional, por força das circunstâncias, o pastor se torna mais
administrador de igrejas do que cuidador de ovelhas. Via de regra, o máximo que ele consegue
fazer é visitar doentes e aconselhar aqueles que o procuram no seu gabinete, com algum
problema pessoal. Entretanto, o pastoreio do ponto de vista bíblico, envolve acompanhamento,
relacionamento, cuidado pessoal constante, e isto só é possível acontecer num grupo pequeno. A
proposta não é acabar com o cargo de pastor, mas sim, repensar o método de pastoreio. O
pastoreio não pode ser papel apenas do pastor de igreja, mas também, do pastor (líder) de
núcleos, para que as pessoas não fiquem “como ovelhas que não tem pastor” (Mt 9.36). Atenção
líder, não fique preso aos conceitos tradicionais, VOCÊ TAMBÉM É UM PASTOR!
O PASTOREIO PRÁTICO NO NÚCLEO
É através do acompanhamento individual de cada participante, que o líder de núcleo saberá
sempre quem precisa de cuidados especiais, como ser aconselhado, visitado, exortado,
encorajado, ajudado financeiramente... Saberá também, com quem poderá contar na condução
do núcleo. Não se esqueça, porém, que algumas tarefas podem e devem ser delegadas, mas
outras, como aconselhamento e exortação, são papéis do líder e do seu auxiliar. Lembre-se
também, que tudo isto flui com o relacionamento.
Pastorear é, antes de qualquer coisa, ser amigo e estar por perto. Pastorear, envolve ajuda nos
momentos difíceis, mas em hipótese nenhuma se limita a estes momentos. O pastor chora com
suas ovelhas, mas também deve se alegrar com elas. Portanto, apague da sua mente aquela
idéia de que, ‘fulano está passando por dificuldades e por isto precisa de pastoreio’. TODOS
precisam de pastoreio, independente de estar ou não enfrentando problemas. Inclusive você,
como líder, precisa ser pastoreado!
CONTATOS
Procure manter contato ALÉM DAS REUNIÕES com todos os participantes do
telefonema apenas para dizer ‘oi’, o compartilhar de uma novidade qualquer,
telefone, um lanche, um cafezinho, uma refeição juntos... são coisas simples
diferença na dinâmica de pastoreio. Desta forma, quando alguém se ausentar
poderá procurá-lo sem que isto pareça uma cobrança.
seu núcleo. Um
uma oração por
que farão muita
do núcleo, você
VISITAS
Você deve visitar intencionalmente todos os participantes do seu núcleo. Para conhecer bem uma
pessoa, é preciso conhecer a sua casa, sua família, seu trabalho, seu ‘meio’. Nas reuniões, sua
atenção fica dividida entre todo o grupo, e se tiver um visitante, então sua atenção estará
focalizada nele. Por isto, é preciso fazer visitas individuais às famílias, onde sua atenção será toda
delas.
Seja natural, espontâneo. Não faça ‘visitas formais de pastoreio’! Faça visitas de forma amiga,
de igual para igual. Converse sobre coisas triviais, do dia-a-dia. Fale sobre outros assuntos que
não seja ‘igreja’.
Seja observador. Procure perceber as necessidades da família visitada – sejam elas espirituais,
emocionais, financeiras... Dê abertura para as pessoas abrirem seus corações com você, se
houver liberdade suficiente para isto. Nestas visitas você perceberá se o núcleo está atendendo
as necessidades das pessoas. Se está sendo relevante para elas.
Ore com a família. Não deixe de fazer uma oração de louvor pelas coisas boas que foram
compartilhadas, bem como de intercessão pelas necessidades.
ACONSELHAMENTO
O aconselhamento é uma área de grande importância no ministério do líder, e ao mesmo tempo
muito delicada. Se a sua liderança for reconhecida pelo núcleo, com certeza aparecerão pessoas
com problemas pessoais querendo a sua ajuda.
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Líderes de Núcleos
Um conselho pode restaurar uma pessoa, como também pode arruinar a sua vida! Quando
alguém pede um conselho, geralmente está aberto à influência do conselheiro. Portanto, a
responsabilidade do conselheiro é muito grande. A nossa tendência natural, é tentar achar uma
solução para a pessoa, mas este caminho é perigoso. Cuidado! No aconselhamento, devemos
ajudar a pessoa a achar a solução por ela mesma.
Nem todos têm o ministério do aconselhamento. Se você tiver, exerça-o. Mas se não for o caso,
não vá além do que Deus te deu! Procure o seu supervisor e peça orientação. Se necessário, ele
te orientará a encaminhar a pessoa a um profissional da área, ou a alguém devidamente
preparado com este ministério. Muitos casos demandam mesmo ajuda profissional.
Siga o conselho de Jetro – Ex 18.17-25. Os vs.21 e 22 são centrais na questão do
aconselhamento. “Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão”.
Como líder de núcleo, você estará inserido numa estrutura muito semelhante à que Jetro sugeriu.
Portanto, procure resolver “toda causa pequena” e passe “toda causa grave” ao seu supervisor.
VIGILÂNCIA
Algo que não podemos deixar de considerar, é que a área de aconselhamento pode se tornar alvo
de investidas do maligno, visando a queda do líder. Quando lidamos com problemas dos outros,
corremos o risco de nos envolvermos emocionalmente com os mesmos, e aí mora o perigo!
Especialmente quando se trata de questões sentimentais ou de relacionamentos, é preciso ter
muita vigilância. Uma pessoa com problemas no casamento, por exemplo, pode ver no
conselheiro(a), alguém que supre suas necessidades emocionais, e de repente pode surgir uma
atração que será por demais danosa para ambos.
Por isto, algumas medidas de segurança precisam ser tomadas. Por exemplo: em se tratando de
questões sentimentais, procure estar sempre acompanhado do seu cônjuge ou auxiliar, no
aconselhamento de pessoas do sexo oposto; percebendo qualquer tipo de atração, não hesite em
abandonar o caso e passar para o seu supervisor.
ALGUNS PRINCÍPIOS BÍBLICOS DE PASTOREIO
Nm 27.15-17: “saia... e entre” (v.16) – o pastor faz, as ovelhas observam; “faça sair... e faça
entrar” (v.17) – o pastor leva as ovelhas a fazer aquilo que ele já fez.
At 20.28: “por vós” – cuide primeiro da sua vida pessoal; “e por todo o rebanho” – você é
responsável pelo cuidado dos participantes do seu núcleo; “igreja de Deus” – o núcleo é o seu
campo de trabalho, mas não sua propriedade. Ele pertence a Deus. Por isto, cuide bem dele!
I Pd 5.1-4: “espontaneidade” (v.2) – você não tem obrigação de fazer isto, mas sim o privilégio;
“boa vontade” (v.2) – você é voluntário, não assalariado; “nem como dominadores” (v.3) – você
não é dono dos participantes do núcleo, você é servo deles; “modelos do rebanho” (v.3) – as
suas ovelhas seguirão o seu exemplo, portanto, seja um cristão autêntico; “coroa da glória” (v.4)
– você trabalha não para a igreja, mas sim para o Supremo Pastor, por isto, a sua recompensa
virá dEle.
Ex 18.22: as questões que você não puder resolver, leve ao seu supervisor, pois a final, você
não é um super herói.
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Líderes de Núcleos
AULA 11
CARÁTER DO LÍDER
Sua Vida de Oração II
APRENDENDO COM A HISTÓRIA
A Bíblica é enfática quanto ao dever dos servos de Deus levarem uma vida de intensa oração,
relacionando-se com Deus através da mesma. O maior exemplo disto encontramos na pessoa do
próprio Jesus que, durante todo o seu ministério esteve sempre aos pés do Pai, seja em bons ou
maus tempos.
Vemos em Atos dos Apóstolos uma igreja que andava de joelhos. A história da igreja nos ensina
que todos os avivamentos e despertamentos espirituais que ocorreram nestes dois mil anos de
cristianismo, foram precedidos e permeados por muita e intensa oração. Os homens que
marcaram gerações com suas vidas e ministérios, todos eles foram homens de intimidade com
Deus, homens conhecidos “pelo nome”, homens que oravam intensamente.
Martinho Lutero foi usado por Deus para promover a reforma protestante do século XVI, mas era
um homem que passava três horas diárias diante do Senhor. John Wesley impactou a Inglaterra
no século XVIII, com suas avivadas mensagens, mas de igual forma orava diariamente durante
três horas. No mesmo século, os irmãos moravianos enviaram missionários para todas as partes
do mundo, num movimento expansionista sem precedentes na história da igreja, mas por mais
de cem anos, oraram vinte e quatro horas por dia!
Não queremos dizer aqui, que o líder precisa necessariamente orar três horas por dia. Queremos
sim, dizer, que é prioritário o desenvolvimento de uma vida de oração e íntimo relacionamento
com Deus, se deseja ser bem sucedido no seu ministério. E a oração na vida do líder não deve
ser algo esporádico, de quando em vez, mas sim um estilo de vida. Entretanto, não podemos
esquecer que, há barreiras a serem vencidas, há renúncia a ser feita, há um preço a ser pago.
VENCENDO BARREIRAS
É preciso reconhecer que desenvolver e manter uma vida de intensa oração não é nada fácil. Há
barreiras terríveis a serem vencidas. Nada contribuirá para isto, pelo contrário, os muitos
afazeres, o meio em que vive, seu próprio corpo físico e o próprio maligno, serão fatores
desestimulantes à vida de oração.
TEMPO: QUESTÃO DE PRIORIDADE
A questão ‘tempo’ tem sido apontada como uma das maiores barreiras à vida de oração. São
tantas necessidades, tantos afazeres que acaba não sobrando tempo para estar a sós com Deus,
ou quando sobra um tempinho o líder já está exausto e não consegue mais se manter em pé.
Seria bom todo líder aprender com Lutero neste particular, que disse certo dia: “tenho tanto
trabalho que não posso realizá-lo sem gastar três horas diariamente em oração” .
Mas a verdade é que esta é uma questão de prioridade. Se há tempo para tanto trabalho,
também há tempo para oração, basta apenas priorizá-la. É preciso entender que assim como não
é possível sobreviver fisicamente sem alimentação, não é possível sobreviver espiritualmente sem
oração. Se no plano físico todos reservam um tempo para alimentar, no plano espiritual é
possível reservar um tempo para orar.
Obviamente, não se pode dogmatizar um horário do dia como melhor para orar do que outro,
mas há um consenso geral de que as primeiras horas do dia são mais propícias para a comunhão
com Deus. As primeiras horas logo após o despertar são as melhores do ponto de vista físico,
pois o corpo e mente estão descansados e recarregados de energia. Como a Deus devemos
dedicar o melhor que temos, estas horas serão ideais para a comunhão com Ele. O líder fará bem
se antes de falar com qualquer pessoa, falar com o seu Deus. Se isto não for possível,
providencie um outro horário, mas ore!
DISCIPLINA: UMA NECESSIDADE BÁSICA
Ninguém é despertado a orar e faz da oração um estilo de vida em uma semana. É preciso
determinação, esforço, disciplina pessoal, pois a verdade é que orar não é fácil. Nada adiantará
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Líderes de Núcleos
um pregador famoso, por mais ungido que seja, impor as mãos sobre alguém e rogar por vida de
oração para esta pessoa, se ela não se esforçar para ter esta vida. Para manter uma vida de
oração é preciso lutar contra o desânimo, o cansaço, o tempo, é preciso ‘suar a camisa’.
PECADO: VENCENDO O IMPULSO CARNAL
O homem que se entrega ao pecado certamente não continuará orando intensamente. Se o líder
deseja ter uma vida de oração saudável deverá renunciar ao pecado, resistir aos seus próprios
impulsos carnais. Isto não significa que o líder não irá pecar, mas que não viverá em pecado.
Esta é uma das maiores barreiras contra a oração, pois somos por natureza pecadores, e Deus,
por natureza essencialmente santo. Em Is 59.2 a Bíblia diz: “Mas as vossas iniquidades fazem
separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que
não ouça”. O homem precisa da graça de Deus a todo o instante para renunciar ao pecado. É
preciso orar para vencer o pecado e também vencer o pecado para orar. Estas duas coisas são
inseparáveis. Paulo diz: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo
pregado a outros não venha eu mesmo a ser desqualificado” (I Co 9.27). Para fazer da oração um
estilo de vida é preciso lutar contra o nosso próprio corpo, os nossos próprios impulsos, pois estes
são carnais.
BATALHA ESPIRITUAL: VENCENDO A FONTE DO CONFRONTO
O líder enfrentará forte resistência espiritual nas suas orações que se manifestarão de muitas
formas, desde um ambiente de opressão até acontecimentos e fatos que o impeçam de dedicarse à oração.
Alguns fatos devem ser levados em consideração. Paulo escrevendo acerca de conflito de
poderes, após falar alegoricamente sobre a “armadura de Deus”, indicando a encarnação de
alguns princípios do Evangelho, dá continuidade ao tema acrescentando “... com toda oração e
súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica
por todos os santos e também por mim...” (Ef 6.18). A oração deve ser “em todo tempo”,
buscando e dependendo da ajuda do Espírito Santo; “vigiando”, evitando as armadilhas do
maligno e o pecado; “com toda perseverança”, ainda que se sinta vazio, distante de Deus, ainda
que não obtenha resposta imediata, é preciso continuar orando. “...e súplica por todos os santos
e também por mim”, a oração intercessória também ajudará nestes conflitos.
Entretanto, o líder deve estar ciente que não são necessariamente as suas orações que vencerão
o maligno. Apocalipse 12.11 informa que aqueles “irmãos” que eram acusados pelo Diabo, “o
venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram”. O
triunfo está fundamentado no “sangue do Cordeiro”, ou seja, no sacrifício de Cristo na cruz do
Calvário, onde redimiu o homem do pecado. O segundo elemento é a “palavra do testemunho
que deram”, ou seja, o espalhar a mensagem de redenção de forma falada e vivida. Somente
uma vida santa, piedosa, de testemunho do Evangelho baseado no “sangue do Cordeiro” é que
conduzirá o líder ao triunfo. Somente assim ele poderá “resistir ao Diabo”, e somente assim este
último “fugirá dele” (Tg 4.7).
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Líderes de Núcleos
AULA 12
TAREFAS DO LÍDER
Equipar os Cristãos
Alguém disse que, “o bom líder não é aquele que consegue muitos seguidores, mas aquele que
forma muitos outros líderes”. O líder de núcleo precisa estar ciente que, o seu papel será também
de equipar os participantes do seu núcleo para ministrarem a outros. Lembre-se que cada cristão
é um ministro.
Ef 4.11 – DESCOBRINDO VOCAÇÕES E TALENTOS
(Rm 12.6-10; I Co 12.28-30)
Deus é o dono da igreja, e é como tal que Ele “concede” líderes à mesma. Mas obviamente, estes
líderes precisam ser detectados e reconhecidos como tais pela igreja local. Como líder de núcleo,
você deve estar atento à atuação dos participantes do seu núcleo, tanto dentro como fora dele,
procurando sempre perceber qual a vocação e quais os talentos de cada um. Desta forma, ficará
mais fácil delegar tarefas e sugerir desafios.
Todo cristão é um vocacionado. A questão crucial é descobrir qual a vocação de cada um. Aliás,
esta falta de discernimento vocacional é uma das razões de tanto comodismo em nossas igrejas.
Procure incentivar os participantes a descobrirem suas vocações. Toda pessoa também possui
talentos naturais, que precisam ser explorados. O núcleo é um local ideal para isto, visto que
todos podem dar a sua contribuição. Portanto, seja um descobridor de talentos!
Ef 4.12 – EDIFICANDO O CORPO
Observe que o papel dos líderes não é fazer tudo. O v.12 aponta a finalidade dos líderes: “com
vistas ao aperfeiçoamento dos santos”. “Aperfeiçoar” aqui significa literalmente “treinar”,
“equipar”.
Mostra também a finalidade deste treinamento: “para o desempenho do seu serviço”.
E mostra ainda a finalidade do serviço: “para a edificação do corpo de Cristo”.
Ou seja, o papel do líder é “equipar” os cristãos, para que estes possam exercer seus respectivos
“ministérios”, e isto resultará na “edificação da igreja”.
Deus deu dons e vocações visando que o Seu corpo – a igreja – fosse edificado, ou seja, para que
houvesse crescimento rumo à maturidade. As vocações e talentos descobertos no núcleo, não
devem ficar restritas a ele, mas abençoar também a comunidade maior – igreja local. Por
exemplo, quem canta ou toca bem no núcleo, pode fazer o mesmo na igreja local. Como líder de
núcleo, indique esta pessoa à sua liderança.
DELEGANDO TAREFAS
Você não precisa, nem deve, trabalhar sozinho. Além da ajuda do seu auxiliar, solicite ajuda dos
demais participantes. Tarefas como tomar nome e telefone dos visitantes, organizar o lanche,
pasta de cânticos... podem ser feitas pelos participantes. Não centralize nada, promova a
participação de todos. Seja criativo!
Peça a alguém para fazer o quebra-gelo, por exemplo. Irá te aliviar de mais uma
responsabilidade e a pessoa se sentirá valorizada. Mas em casos assim, não se esqueça de
explicar para a pessoa o que é e como se faz.
INCENTIVANDO TODOS AO EVANGELISMO
Jamais se esqueça que evangelismo é responsabilidade de todos, portanto, incentive TODOS os
participantes a evangelizar. Dê idéias a eles de pessoas que podem ser convidadas. Ajude-os na
listagem do ‘círculo imediato de relacionamentos’. Incentive-os a orar durante algum tempo por
estas pessoas e depois convidá-las a participarem do núcleo, e creia nisto, pois Deus realmente
responde às nossas orações. Orem nas reuniões, e individualmente, por estas pessoas que estão
sendo e serão contactadas. Agora não se esqueça, se você não evangeliza, dificilmente os
participantes evangelizarão.
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Líderes de Núcleos
SENDO MODELO
No processo do discipulado, é assim que funciona: (1) o discipulador faz sozinho, o discípulo
observa; (2) o discipulador e discípulo fazem juntos; (3) o discípulo faz, o discipulador observa;
(4) o discípulo faz sozinho. Este foi o método de Moisés, de Jesus, de Paulo, e deve ser o seu.
Você é modelo, eles te observam e reproduzem ou reprovam suas ações! Portanto, seja o que for
que deseja incentivar, pratique você mesmo.
CICLO BÁSICO DE TREINAMENTO – CPV/EBD
Assim como acontece com o auxiliar de núcleo, o treinamento de qualquer recém-convertido deve
caminhar, de forma paralela, no núcleo e na escola dominical. No núcleo ele tem um treinamento
prático, através do convívio, da parceria de discipulado, da aplicação do sermão, etc. Na escola
dominical ele receberá um treinamento bíblico-teológico, com informações que serão necessárias
no seu ministério.
Aqui na CPV, temos na escola dominical o que chamamos de ‘ciclo básico de treinamento’. É o
conjunto de quatro matérias que darão uma base bíblico-teológica suficiente para equipar
qualquer pessoa para um ministério eficaz. Cada matéria é oferecida em forma de curso
quadrimestral, nos meses de fevereiro a junho e agosto a novembro.
O primeiro curso a ser realizado, é o de Doutrinas. Trata-se da fundamentação básica da fé
cristã, bem como, da introdução ao presbiterianismo. Somente depois de cursada esta matéria, o
recém-convertido poderá se tornar membro da igreja.
O segundo curso é Vida Crista, que se trata de princípios bíblicos aplicados ao dia-a-dia. Como
ser um cristão autêntico em meio a uma sociedade corrompida.
A este, segue Panorama do Antigo Testamento e por fim Panorama do Novo Testamento.
Estes apresentam um fundo histórico-cultural de cada livro da Bíblia, visando facilitar a
compreensão dos mesmos.
Se o recém-convertido demonstrar vocação para liderar núcleos, depois de cursado este ‘ciclo
básico de treinamento’, poderá então participar do curso de Treinamento de Líderes.
Você deve incentivar e acompanhar a caminhada de cada participante do seu núcleo, neste ciclo
de treinamento, pois tudo isto faz parte da sua capacitação para o ministério.
Doutrinas
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Líderes de Núcleos
AULA 13
CARÁTER DO LÍDER
Prestação de Contas
UMA PALAVRA DE ADVERTÊNCIA
Você não é um super herói! Você precisa de irmãos, amigos da sua confiança, que caminhem
com você nesta jornada ministerial.
Além da sua tendência natural ao pecado, o maligno estará a todo tempo tramando a sua queda.
É por isto que Paulo nos adverte: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (I Co
10.12)!
Muitos homens que outrora foram tremendamente usados por Deus, caíram em pecado, tendo
seus ministérios arrasados como conseqüência. Uma rápida análise de alguns casos, mostra que
a maioria deles não prestava contas a ninguém! Nem sempre por questão de insubmissão, ou
arrogância, mas geralmente devido aos muitos afazeres, à ascendência ministerial, ou mesmo à
falta de amigos de confiança.
Ao falar aqui de prestar contas, não estamos nos referindo a prestar relatórios, dar satisfação
acerca do seu trabalho. Estamos nos referindo a prestar contas da sua vida mesmo! Abrir seu
coração e falar das suas debilidades, fraquezas, tentações, pecados!
Tg 5.16 nos aconselha: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos
outros, para serdes curados”. A Igreja Católica cometeu um erro quando determinou que a
confissão deveria ser feita apenas aos padres. Mas os reformadores também erraram ao ensinar
que precisamos confessar apenas a Deus. Não é isto que o texto está dizendo. O texto diz “uns
aos outros”.
Todos nós – especialmente os líderes – precisamos ter alguém da nossa confiança, com quem
possamos abrir os nossos corações.
Como líder de núcleo, você estará sob a liderança e pastoreio de alguém. A esta pessoa você
deve respeito, satisfação, amizade e consideração. Mas ainda assim, é necessário ter uma pessoa
amiga com quem possa confessar pecados e falar de questões íntimas. Isto servirá para a sua
segurança. A confissão liberta e traz paz.
INDEPENDÊNCIA É MORTE
Nossa tendência natural é buscar independência. Era exatamente isto que Adão e Eva queriam,
ao comerem do fruto proibido. Conhecendo o bem e mau, eles não precisariam mais de Deus
para lhes dar orientação. Seriam independentes, como Ele!
Ainda hoje nós continuamos nesta mesma luta: “O que as pessoas tem a ver com a minha vida”?
“Ninguém tem nada a ver com isto!” São expressões por demais comuns em nossos dias. Mas em
se tratado de vida cristã, “independência é morte”!
Deus deseja que sejamos dependentes d’Ele. E não apenas d’Ele, mas também uns dos outros!
Como membros do corpo de Cristo (Rm 12), não podemos viver independentemente uns dos
outros. É exatamente o contrário. Nos completamos.
COMPANHEIRO DE JUGO
Chamamos esta pessoa amiga de ‘companheiro de jugo’ – expressão usada por Paulo, na sua
carta aos Filipenses 4.3a. O companheiro de jugo nos ajuda a carregar o nosso fardo, através do
caminhar junto, ouvir, chorar, sorrir, repreender, advertir!
Observe que Jesus nunca trabalhava sozinho – foi ele mesmo quem chamou para junto de si os
discípulos. Quando enviou os setenta, enviou-os de dois a dois (Lc 10).
28
Líderes de Núcleos
Da mesma forma, Paulo sempre trabalhou em parceria. Na sua primeira viagem missionária, foi
com Barnabé e João Marcos (At 13). Na segunda viagem, foi com Silas (At 15 e 16) e
posteriormente levou também Timóteo. Na terceira viagem, já tinha toda uma equipe que andava
com ele. É idéia de Deus que trabalhemos em equipe.
Mas o companheiro de jugo, pode ou não, ser um auxiliar, líder ou companheiro de ministério. É
sim, um amigo de confiança, cristão autêntico, com quem podemos compartilhar nossas
fraquezas.
ALGUÉM DA NOSSA CONFIANÇA
O companheiro de jugo precisa ser alguém da nossa inteira confiança. Obviamente, isto não
acontece da noite para o dia. Confiança só surge com relacionamento, convívio. Para chegarmos
a confiar questões íntimas do nosso coração a alguém, precisamos conhecer esta pessoa.
Se você não tem ninguém da sua confiança, passe a procurar a partir de agora. Ore e peça ao
Senhor para te dar um irmão/a amigo, em quem você possa confiar. Invista numa amizade, até
que a mesma se torna uma parceria de jugo.
ALGUÉM DO MESMO SEXO
Obviamente, você precisa de alguém do mesmo sexo. Você é humano e, portanto, tem
hormônios! Quando se trata de questões íntimas, especialmente na área sentimental, não
podemos nos arriscar. Um relacionamento íntimo assim, com alguém do sexo oposto, por mais
santo que seja é arriscado. Portanto, se resguarde.
ALGUÉM MADURO NA FÉ
Como líder, você precisa de alguém maduro na fé que te dê suporte espiritual. O líder lida
diretamente com questões problemáticas. Alguém imaturo na fé pode não ter a estrutura
necessária para te amparar nos momentos mais difíceis. Pode também, ainda não ter a
maturidade suficiente para ouvir certas confissões. Portanto, procure alguém que tenha
maturidade espiritual.
Vale lembrar aqui, que maduro na fé não significa necessariamente velho na fé. Alguém pode ter
dez anos de igreja e permanecer uma criança em termos de maturidade. Procure alguém que
seja espiritualmente idôneo, independente do tempo de igreja.
ALGUÉM QUE TENHA AUTORIDADE SOBRE VOCÊ
Você precisa dar autoridade ao seu companheiro de jugo, sobre você mesmo! Ele precisa ter
liberdade para chamar sua atenção, para pedir satisfação da sua vida, caso você esteja se
esfriando ou vacilando. Isto pode parecer estranho, para será para o seu bem.
Muitos líderes evangélicos já se conscientizaram desta necessidade e buscaram para si, amigos a
quem possam prestar contas das suas vidas. Isto tem revolucionado a vida de muitas pessoas e
livrado muitas da queda. A consciência de que alguém sabe ‘daquela’ minha tentação, ‘daquela’
minha fraqueza, ‘daquela’ minha atração por determinada coisa ou mesmo pessoa (!), me fará
pensar duas vezes antes de ceder. O Diabo age ‘nas escuras’, no secreto, na escuridão dos
nossos corações. Quando confessamos ou compartilhamos com alguém, o secreto se torna
revelado, o escuro recebe luz. Isto liberta. Foi por isto que Deus inventou esta história de
confissão.
Se você ainda não tem um ‘companheiro de jugo’, busque a Deus sobre isto e passe a investir
neste sentido.
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Líderes de Núcleos
AULA 14
As Crianças no Núcleo
AS CRIANÇAS NA BÍBLIA
Biblicamente, a educação das crianças é responsabilidade intransmissível dos pais. A igreja, da
mesma forma que a escola, é parceira e auxiliar dos pais na educação dos seus filhos, e não o
contrário.
Dt 6.6-9 deixa muito claro que os pais devem instruir os seus filhos nas sagradas escrituras, e Pv
22.6 indica ainda que, esta instrução deve acontecer no caminho, e não apenas sobre o
caminho. Ou seja, os pais têm a responsabilidade de caminhar com seus filhos nos caminhos do
Senhor – isto é discipulado.
Mas no seu ministério, Jesus sempre deu atenção especial às crianças (Lc 18.15-17). Portanto, se
quisermos seguir o seu exemplo, devemos fazer o mesmo. Como parceira auxiliar dos pais neste
processo educador, a igreja deve trabalhar para que suas crianças tenham experiências reais com
Deus e cresçam servindo ao Senhor.
Este processo envolve diretamente os núcleos, pois os mesmos formam o ambiente ideal para o
desenvolvimento espiritual das crianças. Por isto, trabalhamos com núcleos de geração integrada.
NÚCLEO DE GERAÇÕES INTEGRADAS
O núcleo de gerações integradas, é aquele onde participa da criança de poucos anos às pessoas
de avançada idade. Apesar da diferença de idade e experiência, todos têm a mesma liberdade de
compartilhar e ministrar, pois o mesmo Espírito que atua em um, atua no outro.
Pensamos às vezes, que crianças não têm autoridade para ministrar, pois não entendem bem os
princípios do evangelho. Por isto, em muitas das nossas reuniões, tratamos de providenciar um
passa tempo para elas, enquanto nos alimentamos da Palavra de Deus. Esquecemos, entretanto,
que a Bíblia é rica em exemplos de crianças que foram usadas por Deus. São várias as
referências, de crianças que participavam das reuniões de celebração (Js 8.35; II Cr 20.13; Ed
8.21; Ne 2.43; Mt 21.15).
No núcleo, atenção especial deve ser dada às crianças e elas tanto devem receber ministração
como ter oportunidades de ministrar. Nosso alvo não pode ser apenas os pais, mas a família, e
esta envolve as crianças. Portanto, é preciso haver um ambiente aconchegante para elas, onde se
sintam à vontade.
ENSINAMENTO POR PRINCÍPIOS
Para facilitar o trabalho com nossas crianças, aqui na CPV usamos um material específico na
escola dominical que trabalha com princípios bíblicos. Quando a criança aprende um princípio
bíblico, ela não recebe apenas mais uma informação que ficará armazenada na sua fértil
memória, mas um valor do evangelho que têm aplicabilidade prática, e, portanto, exercerá
influência direta na formação do seu caráter.
Um mesmo princípio é estudado com todas as crianças na escola dominical, de forma adequada a
cada faixa etária. O líder de núcleo recebe um material didático que complementa aquele da
escola dominical, revendo o mesmo princípio. Os pais também recebem outro material, para que
novamente o princípio seja revisto em casa. Assim, a criança estuda este princípio pelo menos
três vezes na semana, de formas e em lugares diferentes. O resultado é que o mesmo ficará
inculcado na sua mente.
Como o mesmo princípio foi visto por todos, é possível, no núcleo, fazer um grupo único de
crianças.
O FUNCIONAMENTO PRÁTICO
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Líderes de Núcleos
ENCONTRO E EXALTAÇÃO
As crianças participam do encontro e da exaltação juntamente com os adultos. No encontro,
geralmente elas mesmas fazem o seu ambiente, ao encontrarem com seus coleguinhas. Mas
como líder, você deve tomar o cuidado de tratá-los como participantes do seu núcleo – pois
realmente o são. Cumprimente-as na chegada, converse com elas.
Cuide para que o quebra-gelo, seja perguntas simples que todas crianças conseguirão
responder. Envolva-as neste momento, elas vão adorar e se sentirão valorizadas.
No momento da exaltação, escolha cânticos fáceis, que elas saberão e conseguirão cantar
juntamente com os adultos. Sempre que possível, escolha um cântico infantil e faça com que os
adultos cantem com elas. Durante as orações, deixe que elas apresentem motivos e orem
também, inclusive por adultos e vice-versa.
EDIFICAÇÃO E EVANGELISMO
Neste momento é hora de separar. Como os adultos vão estudar o texto do sermão de domingo,
que elas não ouviram (estavam no culto infantil), conduza-as a um cômodo à parte (devidamente
indicado com antecedência pelo anfitrião).
Lá elas terão uma dinâmica do princípio bíblico da semana, estudado na escola dominical. Ao
final, terão também o momento de evangelismo, no qual serão encorajadas a orarem pelo ‘círculo
imediato de relacionamentos’, da mesma forma que os adultos.
ESCALA DE PARTICIPANTES
Os participantes do núcleo devem ser conscientizados da importância de ministrar para as
crianças. Trata-se de lançar sementes numa terra fértil que certamente germinará, o que nem
sempre é verdade quando se trata de adultos.
Este momento da edificação e evangelismo com as crianças, deve ter a participação de todos os
participantes adultos do núcleo. O material usado é auto-explicativo, de forma que qualquer
pessoa poderá utilizá-lo, necessitando apenas de uma preparação prévia dos objetos que serão
usados naquele dia – papel, pincéis, etc.
Você deve fazer uma escala entre os participantes, para ficarem com as crianças. Se no seu
núcleo tiver, por exemplo, oito participantes adultos, cada um ficará com as crianças a cada dois
meses apenas. Desta forma, não será pesado para ninguém e todos terão o privilégio de
ministrar. Ao final de cada reunião, quem ficou com as crianças deverá passar o material para o
próximo escalado, para que este tenha tempo hábil de preparar em casa para a próxima reunião.
O material, você receberá quadrimestralmente da coordenação da escola dominical.
COORDENAÇÃO
Será muito bom se no seu núcleo tiver alguém que queira se responsabilizar pela coordenação
deste trabalho infantil. Mas não havendo, você precisa se encarregar desta coordenação – pegar
o material com a coordenação da escola dominical, fazer a escala e cuidar para que a mesma seja
cumprida, verificar se o trabalho está sendo bem feito, cuidar para que em toda reunião o
material seja passado para o próximo escalado.
CUIDADOS E ADVERTÊNCIAS
As crianças precisam ficar à vontade e serem tratadas como crianças, mas obviamente, dentro
dos limites de conduta respeitáveis. Você estará levando um grupo de pessoas para dentro da
casa de alguém, portanto, é preciso tomar cuidado com certos comportamentos. Crianças muito
‘levadas’ precisam de limites claros, mas lembre-se que estes devem ser colocados pelos pais.
Então, se necessário, converse com os pais sobre o comportamento dos seus filhos – obviamente
com muito cuidado. Se alguma criança perturbar a reunião no momento da exaltação, por
exemplo, peça para que todas fiquem assentadas junto dos pais. Isto já ajudará bastante.
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Líderes de Núcleos
AULA 15
O Caminho da CPV
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Líderes de Núcleos
O CAMINHO DA CPV
Chamamos de caminho da CPV, a estrutura local de treinamento, montada com o objetivo de
conduzir os recém-convertidos da imaturidade à maturidade e da maturidade ao serviço.
Entendemos que, o que faz diferença na vida prática do cristão, é a encarnação dos valores do
evangelho. Os valores são como o “vinho” e este precisa de “odres”. Os odres são a estrutura,
que devem fazer jus aos valores. A estrutura deve facilitar a vivência dos valores que cremos e
pregamos.
Como líder de núcleo, você precisa entender esta estrutura onde está inserido, pois é dentro dela
que você irá mentorear os participantes do seu núcleo.
PESSOAL
Todos são incentivados a terem um vida consagrada ao Senhor, numa caminhada de
relacionamento pessoal com Ele. A devoção pessoal, através da oração que não é apenas um
monólogo, mas um diálogo – por isto “quarto de escuta” -, ao lado da leitura proveitosa da
Palavra de Deus, é o mais eficaz meio de comunhão com Deus.
O exercício de ministérios, orientados pelos dons de cada um, é um forma prática de adquirir
experiência cristã e promover a edificação da igreja. Para isto é preciso disponibilidade e
disposição. Deus usa aqueles que são disponíveis.
COMUNIDADE
O centro da vida em comunidade está nos cultos e núcleos. No culto todos celebram ao Senhor
como comunidade e recebem a ministração da Palavra de Deus. Nos núcleos todos relacionam,
oram uns pelos outros e aplicam a mensagem de domingo. Os líderes mentoreiam, os maduros
na fé discipulam e os novos na fé são discipulados.
Esporadicamente realizamos eventos com fins variados, como piqueniques para confraternização,
comemorações para ações de graças e programações evangelísticas.
TREINAMENTO
É a nossa escola dominical, onde todos podem adquirir uma boa bagagem bíblico-teológica, para
firmar convicções e um melhor exercício do ministério pessoal.
O ministério infantil utiliza material adequado às diferentes faixas etárias, porém, com um mesmo
princípio bíblico semanal para todas as crianças. Este material faz ponte com os núcleos, onde as
crianças estudam novamente o mesmo princípio, devendo ser reforçado ainda em casa pelos
pais.
Enquanto isto, os adultos passam pelo ‘ciclo básico de treinamento’, estudando inicialmente
Doutrinas, dando seqüência com Vida Cristã, Panorama do Antigo Testamento e Panorama do
Novo Testamento. Somente depois de concluído este ciclo básico – de quatro quadrimestre – é
que a pessoa poderá participar da classe de interesse ou assuntos atuais, como família, seitas e
heresias, etc. Os vocacionados para liderar núcleos, farão assim a classe de Treinamento de
Líderes.
OBJETIVO FINAL
“Transformar cada pessoa num verdadeiro e frutífero discípulo de Jesus”. Este é o nosso
propósito, em cumprimento à ordem que o próprio Jesus nos deus, em Mt 28.19,20. Ser discípulo
é relacionar-se com Jesus, buscando seguí-lo e imitá-lo em tudo. E todo discípulo tem o dever de
levar outros a fazerem o mesmo. Entretanto, é preciso lembrar sempre que, “somente o
discípulo, cheio do Espírito, faz discípulo.”
PORTÕES DE ENTRADA
As portas de entradas na CPV são muitas e variadas. Os núcleos e cultos são os principais meios
de entrada, através de relacionamentos. Mas todos os ministérios, eventos, grupos de interesse,
meios de comunicações, etc, são portas de entrada, pois afinal, o objetivo da igreja é expandir o
reino de Deus de todos as formas possíveis.
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Líderes de Núcleos
AULA 16
A Multiplicação do Núcleo
Você precisa ter a multiplicação do seu núcleo em mente desde o início. É a multiplicação que
possibilita o núcleo manter sempre a ênfase evangelística, e ao mesmo tempo permanecer
pequeno o suficiente para propiciar relacionamentos profundos. É por causa da multiplicação que
grupos pequenos assim são chamados de ‘células’ – como todos sabem, as células crescem e se
multiplicam.
Mas como disse Joel Comiskey, “se você está mirando em nada, certamente irá acertar em
cheio!” Portanto, desde o início, tenha em mente, de forma muito clara, a multiplicação do seu
núcleo.
Evite o termo “divisão”. A tendência da maioria é dizer que, “o núcleo de dividiu”. Ora, quando
algo se divide, temos duas partes. Quando algo se multiplica, temos novamente dois inteiros.
Quando uma célula se multiplica, temos duas células e não duas metades de células. Portanto, o
seu núcleo não deve se dividir, mas sim, multiplicar-se em dois.
Comiskey chama a multiplicação de “parto”, pois envolve um tempo de preparação, no momento
há muita dor, e depois muita alegria. Assim sendo, é preciso preparar-se para o “parto”.
PREPARANDO-SE PARA A MULTIPLICAÇÃO
1. Desde o início, deixe bem claro para os participantes, que o alvo do núcleo é exatamente
crescer e multiplicar, pois desta forma, quando chegar a hora, todos terão a multiplicação
como sinal de sucesso. Se assim não for feito, quando chegar a hora, as pessoas não terão a
empolgação necessária e encararão a multiplicação como um fracasso.
2. Incentive e pratique intensamente o evangelismo. Seu núcleo não pode inchar, recebendo
apenas novos crentes. Ele precisa crescer, alcançando incrédulos para Cristo. É isto que dará
a dinâmica ideal para o funcionamento e multiplicação.
3. Prepare um auxiliar, que se tornará líder do novo núcleo. Você pode e deve ter mais de um
auxiliar, inclusive participando do curso de treinamento de líderes, mas invista em um deles
de forma bem mais objetiva, preparando para assumir o novo núcleo.
4. Observe os relacionamentos mais próximos entre os participantes, pois se a base é
relacionamentos, logo, a multiplicação precisa ser feita também a partir dos relacionamentos,
ou seja, os participantes mais próximos não devem ser separados.
ATENÇÃO: Seu núcleo certamente passará por momentos críticos, de instabilidade, mas nunca
perca o alvo da multiplicação. O ‘altos e baixos’, fazem parte. Não desanime.
QUANDO MULTIPLICAR?
Os núcleos devem se multiplicar para permanecerem pequenos, viabilizando assim o ambiente de
relacionamentos. Portanto, o principal sinal de que está chegando o momento de multiplicar-se, é
a quantidade de participantes. Quando o núcleo atingir 10 participantes ativos, é sinal de que o
“parto” está próximo. Quando atingir 15 participantes ativos, já pode efetuar a multiplicação.
Preste atenção no critério ativo. Alguns núcleos possuem uma ‘população flutuante’ – pessoas
que visitam, mas não participam com assiduidade. Estes não podem ser considerados em termos
de multiplicação. Considere apenas aquele com quem você pode realmente contar. Os demais
continuarão participando, do seu e do novo núcleo, mas conte apenas com aqueles que ‘vestiram
a camisa’.
O PRECESSO DA MULTIPLICAÇÃO
1. De forma ascendente, envolva o seu auxiliar na liderança geral do núcleo (falamos sobre isto
na Aula 08). Ele precisa adquirir experiência e os participantes precisam adquirir confiança na
liderança dele.
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Líderes de Núcleos
2. Deixe que ele conduza todas as reuniões do último mês. Isto é importante tanto para o firmar
da liderança dele, como para a sua avaliação. Enquanto isto você pode descansar um pouco
das suas responsabilidades e dar dicas de liderança a ele.
3. Se possível, realize as duas últimas reuniões na mesma casa, porém, em cômodos separados,
deixando o seu auxiliar com os participantes que sairão com ele. Assim, a dor do ‘parto’ vai
sendo amenizada e o pessoal vai se acostumando com a idéia.
4. Separe o grupo de forma aberta e democrática, primando não por localização geográfica, mas
por vínculos de relacionamento e discipulado. Isto não é fácil. Aqui está o momento mais
crítico da multiplicação. São vários os fatores que precisam ser considerados neste momento
e por isto você deve solicitar auxílio do seu supervisor. No último mês, tenha encontros
regulares de oração com ele e seu auxiliar. Pensem e discutam juntos a melhor forma. Deixe
que ele conduza a separação dos participantes.
5. Faça da última reunião, uma comemoração, pois afinal, está “nascendo” um novo núcleo. Este
deve ser o sentimento de todos. Para isto é preciso a prévia conscientização do objetivo.
6. A multiplicação deve ser oficializada na igreja, com oração pelos dois núcleos e líderes. Deixe
isto também com o seu supervisor.
CUIDADOS A SEREM TOMADOS
1. Quando chegar a época da multiplicação, seu auxiliar já deverá ter passado pelo curso de
treinamento de líderes na escola dominical. Por isto é bom enviá-lo o quanto antes.
2. Todo este processo deverá ser acompanhado de perto pelo seu supervisor.
3. Não multiplique seu núcleo em momentos de crise. Por exemplo, se houver intrigas e divisões
internas, não pense em aproveitar este clima para multiplicar. Resolva primeiro estes
impasses.
4. O ideal é que cada núcleo se multiplique pelo menos uma vez ao ano, pois passando daí os
relacionamentos se aprofundam demais e o grupo tende a se fechar. Obviamente, você não
deve ficar desesperado se isto não acontecer. Mas é bom fazer uma reavaliação e ver o que
pode ser feito. A tendência do núcleo de fechar-se e passar a olhar apenas para o seu
umbigo, discutindo o ‘sexo dos anjos’, é muito grande. O caminho para evitar isto, é
exatamente a multiplicação.
O PÓS-MULTIPLICAÇÃO (“PÓS-PARTO”)
1. Acompanhe o trabalho do seu ex-auxiliar, estando sempre pronto a ajudá-lo, mas trate-o não
mais como aprendiz, e sim, como colega de ministério.
2. Os dois núcleos deverão manter vínculos de afinidade, pois afinal, é pai e filho. Promova
encontros, quem sabe, trimestrais.
3. Logo após a multiplicação, pode haver um período de desânimo, por parte do líder ou dos
participantes. Não desista, isto logo passará, quando chegar novos participantes.
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Líderes de Núcleos
OBRAS CONSULTADAS E SUGESTÕES DE LEITURA
COMISKEY, Joel. Crescimento Explosivo da Igreja em Células – Como o seu pequeno
grupo pode crescer e se multiplicar. Curitiba: Ministério Igreja em Células, 1997.
152p.
LIDÓRIO, Ronaldo Almeida. Verdadeiro Cristianismo ou Falsa Religiosidade? São Paulo:
SOCEP, 2000. 80p.
MACDONALD, Gordon. Ponha Ordem no Seu Mundo Interior. Venda Nova: Betânea, 1988.
216p.
NEIGHBOUR JR., Ralph W. Manual do Líder de Células – Fundamentação espiritual e
prática para líderes de células. Curitiba: Ministério Igreja em Células, 2000. 256p.
------. Manual do Auxiliar de Célula – O caminho para uma liderança bem-sucedida.
Curitiba: Ministério Igreja em Células, 2000. 156p.
ORTIZ, Juan Carlos. O Discípulo. Venda Nova: Betânia, 1980. 173p.
PHILLIPS, Keith. A Formação de um Discípulo. Flórida: Vida, 1991. 174p.
RAVENHIL, Leonardo. Por Que Tarda O Pleno Avivamento. Venda Nova: Betânia, 1989. 160p.
SANDERS, J. Oswald. Discipulado Espiritual. Rio de Janeiro: JUERP, 1995. 171p.
STOCKSTILL, Larry. A Igreja em Células – Uma visão bíblica da função das células na
igreja local. Belo Horizonte: Betânia, 2000. 160p.
Resumo
Ponha Ordem
no Seu Mundo Interior
Prefácio: O dia em que enxerguei minha realidade
-
Ativismo louco, sem fim
estava totalmente vulnerável
causou depressão – choro compulsivo
algo estava muito errado
Com o choro – percebeu que estava perdendo controle da vida, das emoções.
Enxergou a fragilidade, a realidade.
Dons e talentos naturais não são garantia de sucesso na carreira e na vida
espiritual.
Constatação: jovem rico em dons naturais, mas com a alma vazia.
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Líderes de Núcleos
Aqueles que vivem com disciplina e intencionalidade provavelmente terão uma
produtividade mais longa.
Renovação pessoal: confessar a Deus meu arrependimento e modificar minha
maneira de ser e agir – É um trabalho para o resto da vida.
Começou o diário.
Quarto de escuta: começar de dentro para fora, a partir de escutar a voz de Deus.
Cap 1 – A Síndrome do Afundamento
Não podemos ignorar o nosso mundo interior.
1 – Plano externo: trabalho, posses, divertimentos, conhecidos – mais fácil
2 – Mundo interior – espiritual, nossas decisões, sistema de valores, buscar
reflexão, isolamento, onde adoramos a Deus e fazemos confissões.
Se não cuidarmos dele seremos surpreendidos com nossas próprias reações.
Pergunta importante: como vai indo espiritualmente?
Ordem: denota qualidade e não quantidade
“Cuidado com a aridez que há em uma vida superativa” Fred Mitchell
Cap 2 – O Panorama visto da Torre de Comando
Quando não há uma organização eficiente na “ponte” do mundo interior podem
ocorrer acidentes: destruição, colapso, explosão emocional.
Nos “dias melhores” devemos investir no fortalecimento da nossa “ponte de
comando” – algo que está escondido no fundo da alma – para suportarmos as
turbulências.
“Sobretudo o que se deve guardar, guarde o coração porque dele procedem as
fontes da vida” Pv 4.23
Mostra que o coração deve ser protegido de influências externas que possam
prejudicá-lo. É uma decisão. Temos que cultivar essas qualidades e conservá-las.
Cap 3 a 5 - Impelidos e Chamados
Impelidos – os homens modernos que não têm tempo pra nada, estressados,
cansados, mal humorados.
Chegamos ao ponto de apontar alguém de sucesso quando estão cansados e
estressados.
O nosso mundo interior pode se separar do exterior. E quanto maior esse hiato,
maior também será o grau do estresse que experimentaremos.
Identificando as pessoas impelidas:
1 – Na maior parte dos casos, só se satisfazem ao ver o trabalho realizado.
Vêm a vida apenas em termos de resultados obtidos.
2 – A pessoa impelida está sempre preocupada com os símbolos associados à
idéia de realização
3 – A pessoa impelida geralmente se acha dominada por uma descontrolada busca
de superação.
4 – As pessoas impelidas parecem ter pouca consideração para com os princípios
de honestidade.
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Líderes de Núcleos
5 – As pessoas impelidas muitas vezes possuem pouca ou nenhuma habilidade no
trato com outros.
6 – As pessoas impelidas tendem a ser fortemente competitivas.
7 – Se irritam com enorme facilidade
8 – As pessoas impelidas geralmente são indivíduos que estão sempre muito
atarefados.
Ex. de pessoa impelida – Saul – incapaz de ouvir a voz do Senhor
Ex. de pessoa chamada – João Batista
1 – As pessoas chamadas entendem o princípio da mordomia.
A função do mordomo é simplesmente cuidar de algo que pertence a outrem, até
que o proprietário volte.
2 – As pessoas chamadas sabem exatamente quem são.
3 – As pessoas chamadas possuem um firme senso de objetivo.
4 – As pessoas chamadas sabem o que é um compromisso firme.
“É hora de abraçar a humildade, a obscuridade e abrir mão do controle”.
Caps 6 e 7
O mundo está cheio de pessoas desorganizadas que perderam totalmente o
controle do tempo.
Sem disciplina ninguém chega a uma posição de eminência, e se chegar, não a
mantém.
Sintomas de desorganização:
- mesas, escrivaninhas lotadas
- carro sujo
- declínio na imagem pessoal.
- compromissos que esquecemos de cumprir dentro da data prevista.
- investir energia em tarefas improdutivas – procrastinar
- não mantém bom nível de comunhão com Deus
Programação do tempo – planejar
O Senhor do tempo
Jesus Cristo – tinha o perfeito controle do seu tempo, por quê?
Ele sabia claramente qual era a sua missão – sua caminhada para Jerusalém foi
interrompida duas vezes para acudir pessoas (cego e Zaqueu), porque estava em
consonância com a sua missão.
Tinha consciência de suas limitações (como homem)
Passava muito tempo com o Pai e esperou três décadas para começar sua missão.
Temos de distribuir corretamente o nosso tempo com a finalidade de
acumularmos força interior e capacidade de decisão, para compensar nossas fraquezas
em meio às batalhas espirituais.
Separava momentos para instruir os doze – devemos aplicar o tempo ao que
tem prioridade.
Recuperando o tempo perdido
Tempo mal administrado
1ª – Quando não controlo o tempo, tenho a tendência de aplicá-lo em áreas nas
quais sou mais deficiente.
2ª – Quando não controlo o tempo, posso deixar que as pessoas mais
dominadoras do meu círculo de amizades assumam o controle dele.
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Líderes de Núcleos
3ª – Quando não controlo o tempo, perco-o para todas as emergências.
4ª – Quando não controlo o tempo, acabo aplicando-o em atividades que buscam
o reconhecimento público.
Recuperando o controle do tempo
1 – Preciso aprender a identificar meu ritmo de eficiência.
Quando e como posso produzir mais e melhor no dia e durante o ano.
2 – Preciso ter um bom critério para decidir como aplicar meu tempo. Escolher
dentre coisas boas, a melhor.
3 – Para administrar e comandar eu mesmo o emprego de meu tempo, tenho de
planejar com antecedência.
1º - Disciplina espiritual, mental, descanso semanal, compromissos com a família
2º - trabalho, estudo
O Senhor tem que estar em primeiro lugar para que o tempo, o dia e o mundo
interior estejam em ordem.
Caps 8 e 9
Uma das experiências mais tristes de um ser humano é chegar ao fim da vida e
reconhecer que esteve utilizando apenas uma pequena parcela de seu ser.
A indolência mental é produto do medo e da preguiça.
Exercitar a mente é um aspecto importante da vida espiritual.
Precisamos treinar nossa mente para pensar, analisar, criar. Não podemos nos
conformar com a estagnação, ficar estacionado achando que já sabemos o suficiente.
O pensador é, acima de tudo, uma pessoa que enxerga algo que os outros não
vêem.
Assumir a disposição de crescer intelectualmente.
1º- Dirigir a mente para que passe a raciocinar dentro das linhas do pensamento
cristão.
É importante que nossas decisões sejam feitas em harmonia com as leis de Deus
– mordomia cristã.
2º - Treinar a mente para observar e apreciar as mensagens que Deus registrou
na criação.
3º - Preparar a mente para estudar informações, ideias e verdades, com o
objetivo de servir às pessoas que fazem parte do nosso mundo exterior.
Quando minha mente se desenvolve, isso pode significar o desenvolvimento de
outros.
Desenvolvemos a mente aprendendo a ouvir.
1º passo para aprender ouvir – aprender fazer perguntas
2º - visitar as pessoas em seu local de trabalho para ver o que fazem e como
fazem
3º - ouvir é escutar pregadores, pastores, preletores, conselheiros
4º - dar ouvidos às críticas que nos são dirigidas.
Desenvolvemos a mente através da leitura
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Líderes de Núcleos
Desenvolvemos a mente através do estudo sistemático
- estudo defensivo – só estudava o material para um sermão que iria pregar
- estudo ofensivo – estudar com o objetivo de reunir grande quantidade de
informação e conhecimento.
Ambos são necessários.
Cap. 10 – Pondo em Ordem o Jardim
Espírito – setor central do nosso mundo interior.
As pessoas cujo espírito não está em ordem raramente têm serenidade interior.
A fórmula rápida
Não existe, ou existe raramente! Como a experiência de Moisés, Isaías, Paulo.
Uma coisa é certa. Se não tomarmos a firme deliberação de exercer essa
disciplina espiritual, chegará o dia em que nos arrependeremos muito de não havermos
aceitado esse desafio.
O cultivo desse Jardim
Esse “lugar” podemos comparar com um pasto verdejante, com uma lagoa
tranqüila ou um jardim cheio de paz e tranqüilidade.
Tem que ser cuidado, senão ficará sujo e vazio.
Vamos começar logo a cultivá-lo.
Privilégios que podemos perder.
1
2
3
4
–
–
–
–
nunca aprenderemos a ter uma perspectiva eterna e infinita da realidade.
uma amizade vital e vivificante com Cristo.
temor que nos advém de nosso senso de responsabilidade diante de Deus.
da consciência de nossas verdadeiras dimensões em relação ao Criador.
Por isso esquecemos nosso valor perante Deus e nossa condição especial de filhos
dele e sobrarão poucas reservas espirituais e pouca energia para suportarmos os
momentos de crise.
O que é preciso? Pv 2.10-12
Quando pomos em ordem nosso mundo espiritual, estamos, com isso, preparando
um lugar para Deus, onde ele possa entrar e falar conosco. E quando ouvirmos sua voz
veremos que é diferente de tudo que conhecemos.
Cap. 11 – Sem necessidade de Muletas
“O que importa realmente é a consistência daquilo que nos sustém interiormente”
4 práticas devocionais de importância fundamental:
1ª – Busca do silêncio e isolamento
O diabo nos enche de opções para fugirmos disso. Ruídos que interferem em
nossa existência e que se não forem abafados fatalmente sufocarão a voz de Deus.
“Deus é amigo do silêncio!”
“Precisamos do silêncio para sermos capazes de falar à alma dos homens. E o
mais importante aí não é o que dizemos, mas o que Deus fala a nós, e por nosso
intermédio, fala a outros”. Madre Tereza
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Líderes de Núcleos
Temos de buscar o isolamento, abandonar um pouco nossa rotina, afastar-nos das
pessoas, das demandas do mundo exterior, para entrarmos em contato com Deus em
nosso jardim.
2ª – Ouvir a Deus
Exercitar a disciplina de ouvir a voz de Deus em meio à atmosfera desse recanto
interior.
O diário – um modo de ouvir a Deus.
Anotar sentimento, temores, sensações de fraqueza, esperanças e revelações
pessoais de Cristo para mim.
Registrar não só os bons momentos, mas também os maus.
Esse diário pode se tornar nossa “tigela de maná” (Ex. 16.33)
Cap 12 – Tudo tem de ser interiorizado
Disciplina espiritual – cultivar o jardim terá utilidade se conseguir apertar a tecla
“enter” para interiorizar tudo.
O 1º passo da disciplina espiritual então é buscar o isolamento e o silêncio; o 2º é
aprender a ouvir a voz de Deus. O 3º é apertar a tecla “enter”, o que se faz por meio da
meditação e reflexão.
“Deus dá quando encontra mãos vazias” Sto. Agostinho
Cap 13 – Vendo tudo pela perspectiva de Deus
Por que temos dificuldade para orar?
No seu estado original, sem pecado, o homem possuía um forte desejo de ter
comunhão com Deus e era tão forte quanto o desejo que temos hoje de satisfazer
nossos apetites e instintos, ou talvez mais forte.
Depois do pecado:
1º - A adoração e a intercessão não parecem ser atos naturais ao homem.
A oração parece uma forma de inatividade. Preferimos agir!
2º - A adoração e a intercessão são praticamente uma confissão de fraqueza.
A comunhão com Deus virá quando reconhecermos nossa fraqueza e dependência
dele.
3º - Às vezes a oração parece não dar resultados.
Não podemos prever os resultados dela.
Como devemos pedir: “Pai, concede que eu veja as coisas da terra pela
perspectiva do céu”.
Conversando com Deus
Três aspectos: hora, posição e conteúdo.
Fazer lista das pessoas para intercessão
Conteúdo:
Adoração – adorar em oração é deixar que o espírito se delicie com as revelações
divinas acerca dos atos praticados por Deus, não só no passado, mas no presente e com
o que nos ensina sobre si mesmo.
Confissão: reconhecimento de nossa verdadeira natureza. “Ó Deus, tem
misericórdia de mim, pecador”.
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Líderes de Núcleos
O nosso coração é igual a um terreno onde existem rochas grandes e aquelas
pequenas e até escondidas debaixo do solo.
É até fácil ver e tirar as grandes, mas à medida que crescemos e confessamos
vemos muitas pedrinhas no solo e algumas que vão “brotando” que fazem parte da
nossa pecaminosidade. Temos que ir “limpando” esse terreno através do reconhecimento
e confissão.
Ministério da intercessão
A intercessão vem depois da adoração.
Pode ser o maior dos ministérios que um cristão tem o privilégio de exercer. E
talvez seja o mais difícil.
Quem intercede já percebeu que um instante de intercessão é mais proveitoso do
que horas e horas de atividade, sem oração.
Quanto maior for a responsabilidade e a autoridade espiritual de uma pessoa,
maior é a necessidade de que ela cultive a prática da intercessão.
Interceder por amigos, parentes, igreja, líderes cristãos e pelo mundo.
Esse jardim não pode ser negligenciado. Se deixarmos de cultivá-lo ficará
infestado de pragas.
Cap 14 – Um descanso que não é mero lazer.
Temos que ter um “dia de descanso e atividades espirituais, quando as coisas da
terra assumem suas verdadeiras proporções”.
Nesse dia podemos efetuar um balanço de tudo o que nos acontece.
Devemos aprender que aquele que separa um dia para descansar, com
regularidade, tem mais probabilidade de manter a perspectiva correta da vida.
A diversão, alegria e recreação são boas, mas não satisfazem a profunda
necessidade de descanso que há no nosso mundo interior.
O significado do descanso sabático.
Fechando o circuito
Gn 1.31 – no sétimo dia Deus fechou o circuito da sua atividade criativa básica. E
ele deu por encerrada, descansando e fazendo uma análise dela para ver o que havia
realizado.
Perguntas:
- Qual é o sentido desse meu trabalho?
- Para quem eu o realizei?
- Como foi ele feito?
- Foi bem feito?
- Por que fiz esse trabalho?
- Que resultados espero disso ou o que recebi pelo trabalho?
O hábito de trabalhar sem descanso produz uma personalidade desinquieta.
Um retorno às verdades eternas.
Descansamos de verdade quando fazemos uma pausa em nossas tarefas
rotineiras para fazer um levantamento das verdades e propósitos pelos quais estamos
vivendo.
Definir nossa missão
- olhar para o futuro e nessas paradas semanais responder a essa pergunta:
42
Líderes de Núcleos
Qual a minha missão?
A decisão de descansar
Abraham Joshua Heschel – teólogo judeu fez a seguinte apreciação a respeito do
descanso na tradição sabática:
“O objetivo do sabá é homenagear um dia, e não um espaço. Durante os seis dias
da semana vivemos debaixo da tirania das coisas do espaço. No sabá buscamos
sintonizar-nos com a santidade do tempo. Nesse dia, somos convocados a participar da
eternidade no tempo; a nos afastar um pouco das manifestações da criação, voltandonos para o mistério da criação; deixando o mundo da criação para nos voltarmos para a
criação do mundo.”
“Sentimos que se quiséssemos realmente ser de utilidade para aqueles que
trabalhavam conosco, para nossos filhos e para a igreja, teríamos de defender com o
maior empenho o nosso dia de revigoramento espiritual.”
Descansamos, não porque terminamos o serviço, mas porque Deus assim
o determinou e nos criou com essa necessidade orgânica.
Epílogo – A Lição da Roca
Como ter serenidade? Como conseguir transpor situações extremas e manter-se
centrado?
Exemplo de Gandhi. Depois de tudo ele voltava à sua casinhola, e à maneira
hindu, sentava-se no chão e punha-se a fiar o algodão com que fazia suas roupas. A
roca era o grande nivelador do seu caráter.
Assim não era tentado a pensar de si mesmo com demasiado orgulho.
Também devemos ter a mesma experiência da roca – para que o nosso mundo
exterior seja constantemente reestruturado.
Nesse lugar podemos experimentar o Senhor da vida, Jesus, experimentamos o
temor inspirado pela majestade e esplendor de Deus, o Pai Celeste. E também
recebemos em plenitude a força e poder do Espírito Santo. Amamos as pessoas e tudo
reassume suas proporções e valores certos.
A experiência da roca é o nosso mundo interior. Se lhe dermos os devidos
cuidados, ele ficará em ordem.
Resumo
Manual do Auxiliar de
Núcleo
1ª Semana – Igrejas em Células
43
Líderes de Núcleos
1 – Um dos pontos chave: Compromisso do pastor com a visão de alcançar os
perdidos. Tudo começa “de cima”.
2 – Teologia bíblica – cada cristão é um ministro – e deve ser totalmente
consagrado ao senhorio de Cristo.
3 – O estilo de vida é marcado pela edificação “uns ao outros” por meio dos dons
espirituais.
4 – Cada líder será pastor de até 15 pessoas.
5 – A cada 3 a 5 núcleos deve ter 1 supervisor e os núcleos são ligadas uns aos
outros formando uma congregação de área.
6 – É necessário que todos os membros estejam engajados em um núcleo.
7 – Grupo de amizade – 1 cristão ministrando a 2 incrédulos – é uma extensão
evangelística do núcleo.
8 – O pastor de congregação lidera três a cinco supervisores e é responsável pela
coordenação das atividades da congregação incluindo treinamento de liderança e
administração.
9 – Três C´s de uma igreja em núcleos:
- células (núcleos) – vínculos, intimidade
- congregação
- celebração
Congregação – encontros dos núcleos reunindo de 50 a 200 pessoas. O pastor
aqui é orientado às pessoas e não ao púlpito. Pode separar uma noite para oração, etc.
Celebração – reuniões em massa – propósito é: louvor, adoração, ensinamento
bíblico sólido e evangelismo.
10 – A responsabilidade do líder é facilitar a aplicação do ensinamento bíblico ao
promover o ambiente para edificação.
2ª Semana – O propósito do Núcleo
Hb 10.24-25 – O propósito da reunião no Novo Testamento era para comunhão,
encorajamento e não para ensino.
O núcleo precisa amar aos outros dentro: ministração – edificação
Precisa amar aos outros fora: multiplicação – evangelismo
Olhar para fora – levar Cristo às pessoas não-alcançadas
4 E´s do encontro do núcleo
1º E – Encontro – Quebra-Gelo
Interação, refrescos – perguntas, dinâmicas, não deve ser ameaçador – 15 a 20
min. Não gastar mais de 1 min por pessoa nas respostas.
2º E – Exaltação – o foco agora é o Senhor. Nós para Deus – louvor, adoração,
reverência, gratidão – 20 min
3º E – Edificação – foco para necessidades das pessoas. Todos devem participar.
Deus para nós, dons espirituais e encorajamento, dependência do Espírito Santo – 40
min.
4º E – Evangelismo – foco central é a Grande Comissão. Deus por meio de nós,
batalhas de oração contra as fortalezas, obediência ao Espírito Santo – 10 min. OIKOS
Coloque a multiplicação como um compromisso e objetivo para o núcleo – treinar
o auxiliar para se tornar líder.
4 etapas de crescimento do núcleo:
1ª – Descoberta – conhecer uns aos outros – bom fazer coisas juntos como retiro
ou pic-nic, etc.
2ª – Transição – conflitos, efeito lixa.
3ª – Ação – comunidade, período perigoso pode acontecer de todos acharem bom
estarem juntos e não querer chamar mais ninguém.
4ª – Ministério – ministrar a outros.
44
Líderes de Núcleos
Facilitador – leva os membros do núcleo a terem experiências na vida cristã.
Professor – leva conhecimento aos membros do núcleo.
A falta de preparo do líder é indesculpável.
Tarefas do facilitador (líder do núcleo):
- proporcione experiências
- receba o retorno do grupo
- resuma as conclusões do grupo
- sonde para ver se todos conseguiram reter os princípios ensinados.
O que podemos aprender com Jesus:
- sua vida era modelo dos valores divinos.
- compartilhou em pequenas porções
- colocou os discípulos em situações reais
- ele os enviou para testar dons
- permitiu que cometessem erros
- ele foi paciente
- esperou por momentos oportunos
- ele esperou
- ele fez com que o tempo os ajudasse
- ele criou circunstâncias externas.
3ª Semana – A Adoração no Núcleo
Louvor é a expressão dirigida a Deus ou a declaração a outros a respeito de Deus.
Fala daquilo que Deus é e faz e pode ser acompanhado de cânticos, júbilo e envolve
emoções.
Adoração significa atribuir mérito ou valor, ou considerar digno. É uma conversa
entre o ser humano e Deus. É o resultado da expressão da comunhão de amor entre o
Criador e o homem em resposta ao amor de Deus.
Diferenças entre louvor e adoração
Louvor
Celebração
Volume alto
Guerra
O que ele fez
Recebendo favores ou coisas
Ordem de Deus
Nasce da observação dos atos
Alegria
Diz: “Muito obrigado!
Adoração
Contemplação e reflexão
Em silêncio e admiração
Majestade e maravilhas
O que ele é
Dando honra
Nossa vontade
Nasce do nosso conhecimento de
Deus
Santidade e humildade
Diz: “Eu te amo!”
4ª Semana – A Edificação no Núcleo
O relacionamento de Deus conosco. O Deus altíssimo é transcendente e imanente.
Is 57.15
Deus transportou o seu Santo dos Santos para o lugar onde dois ou três cristãos
se reúnem em seu nome.
Por que os núcleos são bem-sucedidos?
Jesus é o fator essencial na vida do núcleo.
Cristo em nosso meio é o DNA do núcleo.
2 modelos para a vida no núcleo:
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Líderes de Núcleos
Modelo de Marta: realizações
Modelo de Maria: A pessoa
Como líderes de núcleos temos a responsabilidade de ajudar os membros dos
núcleos a se moverem de uma simples aquisição de conhecimento ou habilidades para a
vivência delas.
Fator de edificação
1 – Fator negativo
2 – Fator neutro
3 – Fator positivo
- tenha atitude de edificado - facilite, não ensine
- conduza o grupo para a ministração uns aos outros.
5ª Semana – As etapas na vida do Núcleo
Tudo o que existia no início da igreja era a comunhão.
4 propósitos do núcleo
1 – Evangelismo – o núcleo é o meio para o evangelismo. É o lugar em que
cultivamos o fruto do evangelismo. É o lugar onde pessoas têm oportunidade de ver
Deus operando nas vidas.
2 – Edificação – onde edificamos relacionamentos fortes. Encontramos ouvidos,
apoio em oração e aconselhamento. Atitude deve ser: Senhor, dá-me algo com que eu
possa abençoar os outros.
3 – Ministério eficaz – descobrir e encorajar dons espirituais. Todos são
ministros.
4 – Expansão da base de liderança. No núcleo, líderes são chamados e
iniciados no ministério.
O Ciclo de vida de um núcleo
1 – Descoberta – Lua de mel- os membros focalizam na idéia do núcleo –
formação
2 – Transição – conflitos – os membros focalizam no que o núcleo pode fazer por
eles - padronização
3 – Ação – etapa da comunidade – os membros compartilham suas necessidades
pessoais e focalizam em Cristo – conformação.
6ª Semana – O Evangelismo na vida do Núcleo
1 – Crescimento
O núcleo precisa ser um lugar de evangelismo. Ele é uma das colunas da vida do
núcleo
2 – Presença do núcleo na família uns dos outros, permitindo assim a
aproximação dos oikos de todos os membros do núcleo.
3 – O evangelismo acontece por meio do núcleo
Pontes:
- grupo de amizade
- grupo de interesse
- visita “para”
- visita “de”
Testemunho de cada cristão vai facilitar a entrada de pessoas quando virem as
“boas obras”.
46
Líderes de Núcleos
Compartilhando a visão – 3º E
-orar por incrédulos tipo A e tipo B Jo 4.4.35-38
O Espírito Santo é a mais forte ferramenta para alcançarmos pessoas.
Buscar o “homem de paz”
7ª Semana – A Liderança no Núcleo
É necessário uma análise pessoal (autocrítica) para ser um líder espiritual.
Honestidade diante de si mesmo e de Deus.
4 características de um líder espiritual:
- Ser um modelo
- Ministrar às necessidades
- Motivar/levar pessoas à ação
- Procurar fazer com que o ministério aconteça
Princípio de Jetro
1º - Homens capazes – Habilidade
2º - Homens tementes a Deus – Espiritualidade
3º - Homens confiáveis – Relacionamento
4º - Homens que odeiam a avareza – Ética
Se você é um líder de núcleo ou um auxiliar, você é um pastor. Você deve
cuidar dos membros do seu núcleo. Porém, não pense que você é o ministro do
núcleo. Cada membro é um ministro! Você é o servo dos ministros enquanto
você os pastoreia.
Os padrões de Deus para um líder:
- Santidade
- Integridade
- Gratidão
- Humildade
Envolva as pessoas do núcleo no ministério.
Multiplique o seu ministério recrutando novos auxiliares.
Passos práticos para identificar e equipar auxiliares:
1 – Ore
2 – Dê responsabilidades a auxiliares em potencial
3 – Faça uma consulta com o seu supervisor de área
4 – Recrute
5 – Ore e planeje em conjunto
6 – Entregue o seu ministério
7 – Esteja sempre encorajando
8 – Reconheça o valor dos auxiliares.
8ª Semana – A Oração no Núcleo
A oração é nossa aliada para crescermos e apresentarmos as pessoas a Deus. II
Co 10.4-5 diz:
“As armas com as quais lutamos não são humanas, ao contrário, são poderosas
em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se
levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para tornálo obediente a Cristo.”
47
Líderes de Núcleos
Caminhadas de oração
- libertar a igreja da reunião de oração tradicional e rotineira
- mover a igreja em direção à comunidade
- fazer contatos inesperados com pessoas
- aumentar nossa consciência ou sensibilidade
- aumentar a nossa visão
- invadir o território de Satanás
- redimir o tempo
- penetrar nossas ruas com justiça
- melhorar a nossa comunhão
Ajudas para organizar o tempo com o Senhor:
- diário
- organizar tempo de oração: louvar, admitir, pedir, agradecer
Áreas de oração:
- confissão de pecados
- louvor, ações de graça, cânticos e adoração
- receber e esperar, vigiar, ouvir, escrever e meditar
- petições pessoais
- intercessão por outros
Resumo
Manual do Líder de
Núcleo
Cap 1 – Núcleo – Unidade Básica da igreja
O núcleo é o lugar onde as pessoas são evangelizadas, discipuladas, equipadas
para servir, onde se edificam mutuamente.
O líder não precisa ser mestre na Bíblia, ele precisa amar as pessoas e cuidará
delas sendo um pastor.
No pequeno rebanho poderá ter: Pais, jovens e filhinhos.
As pessoas podem ser alcançadas por meio de grupos de amizade e grupos de
interesse.
Um núcleo deve se multiplicar senão ficará doente.
Cap. 2
Rebanho – de 5 a 15 pessoas
48
Líderes de Núcleos
Ajudar cada um a descobrir o seu dom.
Levar cada um a ter uma coração de servo.
Deverá ser um facilitador.
O líder-pastor deve ter relacionamento vertical e horizontal.
A função de líder de núcleo é para pessoas dedicadas.
A missão de líder é: aperfeiçoar o povo de Deus para desempenhar o seu serviço
sacerdotal.
Líder, você nunca poderá conduzir outros a um nível que você mesmo ainda não
tiver alcançado.
*Confessar a insuficiência ao Senhor e... pular...
Caps 3 e 4
Fazer discípulo – relacionamento não é mera ligação externa – tem suas raízes na
comunhão que surge porque todos os participantes estão lutando pela mesma causa.
I Co 14.26 – todo cristão deve se envolver na edificação de outros.
- isso contribuirá para o crescimento da minha maturidade.
- a partir dos nenês estabelece-se uma cadeia de pessoas, todas cuidando umas
das outras.
- dar responsabilidade aos “jovens” para evangelizar incrédulos tipo A – abertos
(visitar quem deseja ser visitado)
Pais devem se envolver com incrédulos tipo B através de grupos de interesse ou
grupos de amizade.
Se reunindo frequentemente com essas pessoas.
Entregar o controle da vida totalmente para Cristo. Ele sabe o que nós
precisamos!
O ministério de líder é o meu estilo de vida, não se limitará a períodos da semana.
Cap 5 – Equipando o rebanho para ministrar
Assim como os pais têm a responsabilidade de preparar e conduzir os filhos para a
maturidade, também os líderes cristãos têm o dever de discipular rumo a maturidade.
Como medir a maturidade?
- A maturidade se mede pelo nível de compromisso.
- dons espirituais sendo exercitados. Quando há espaço para as pessoas
compartilharem suas necessidades os dons haverão de fluir.
- edificação mútua.
* Crie ambientes propícios ao crescimento:
1 – O ambiente diretivo “conte e mostre”
2 – O ambiente facilitador “envie e anime”
Lidando com as fortalezas. Onde as fortalezas forem ignoradas Satanás estará
exercendo controle.
As fortalezas são inimigas do crescimento espiritual.
Deus é o grande Libertador!
Cap 6 – O Ano de Treinamento
49
Líderes de Núcleos
Todos têm que se preparar para esse novo estilo de vida.
Pessoas que vêm de outra igreja também.
O treinamento básico prepara os membros do núcleo para ministrar.
Estratégia do núcleo: alcançar os não-alcançados por meio do ministério de cada
membro.
Discipulado – caminhar com seu discípulo em encontros semanais tanto para
estudo como para conversas, oração e prestação de contas durante um período
indeterminado.
Cap 7 – O Roteiro para o seu Ministério
A obra do Senhor começa pela formação de relacionamentos pessoais – Ministério
individual.
Nada poderá ocupar o lugar dos seus encontros pessoais com cada membro do
rebanho!
Entrevista do Roteiro:
Qualquer pessoa que tenha sido cristã por poucos meses mais do que o discípulo,
poderá servir para essa função.
Para a entrevista levar o auxiliar e o discipulador junto.
Faça algumas perguntas de quebra-gelo antes, e depois ore para começar a
entrevista.
Cap 8 – A Vida de Oração do Líder
Se tiver que escolher entre orar e agir, você deverá optar pela oração.
Conseguirá maiores resultados no seu ministério porque dedicou tempo à oração.
Quarto de escuta: ter profunda consciência de que a nossa oração está afinada
com o plano de Deus. Ouvir Deus antes de agir. Jo 5.19-20
Cap 9 – Criando vínculos entre os cristãos
As pessoas do núcleo devem sentir que são membros da família de Cristo.
Como líder devemos ajudar as pessoas a sentirem seguras nos novos
relacionamentos que estão formando. 2 coisas para isso:
- amor
- investimento especial de tempo
Pessoas novas:
- visitar a pessoa em casa
- ligar para a pessoa convidando-a para almoçarem juntos
- sentar-se ao lado dela quando for às reuniões da celebração
- levar a pessoa junto em alguma atividade de lazer.
OIKOS – contatos – pessoas que fazem parte de um grupo primário de
relacionamentos: família, serviço, vizinhos, etc. Pessoas com as quais eu falo, me
relaciono, compartilho... pelo menos 1 hora por semana.
Oficialmente o núcleo se reúne uma vez por semana, mas a verdadeira vida do
grupo consiste nos contatos diários, informais e no compartilhar de vida entre os
membros.
50
Líderes de Núcleos
Por isso o ideal é até 15 adultos.
Cap 10 – Evangelizando os não alcançados.
É sumamente importante que o seu rebanho evangelize. Para atingir o alvo é
necessário ter uma profunda vontade de ver os perdidos sendo salvos por Jesus.
O ministério de evangelização é o ministério do bom samaritano mencionado por
Jesus – o de parar e ajudar a vítima machucado pelos ladrões.
Grupos de amizade – se forma a partir de incrédulos que pertencem ao OIKOS
dos cristãos que integram a equipe. Três cristãos com dois incrédulos cada um, formam
então nove pessoas que vão reunir semanalmente para conversar sobre diferentes
assuntos: fotografia, cinema, culinária, esporte, música, etc.
Grupo de interesse – visa alcançar pessoas que não são do círculo dos
conhecidos da equipe.
Deve-se descobrir algumas pessoas interessadas em determinados assuntos. Ex.
Curso de Pintura em Tecido da CPV.
Cap 11 – Cuidar do rebanho: obra de amor e carinho.
Verificar no nosso rebanho causas emocionais e, se necessário encaminhar para
profissionais cristãos habilitados.
Por trás de um problema emocional tem um problema espiritual – necessário
recorrer ao quarto de escuta procurando ouvir o Espírito que conhece as coisas de Deus
para nos direcionar para procurar a possível raiz espiritual de cada situação. I Co 2.1013
Incentivar o rebanho a discernir os pensamentos como em Fp 4.6-8
“Aquela personalidade impossível”
- Líderes-servos: sejam pessoas encorajadoras, ajudando esses filhos do Reino a
crescer, para que se libertem dos males que os assolam. Você pode crer que, lá dentro,
eles se sentem mal.
Apesar de não saberem exatamente de onde partem os seus problemas, eles
entendem que não são como os outros e gostariam de mudar.
São fortalezas, mas para o Senhor todas as coisas são possíveis.
Na nossa caminhada com as pessoas, pastoreando, enfrentaremos gente com
crises de pouca duração e situações crônicas de longa duração.
Não somos nós quem decidimos quando a pessoa vai se desvencilhar de tais
problemas. Devemos deixar o “cronômetro” nas mãos do Espírito Santo. Temos que ter
paciência. Pode durar semanas, meses ou anos...
Escala Holmes-Rahe de estresse
• importante medir o nível para trabalharmos.
2 ou 3 eventos de tensão acumulados em um ano poderão produzir mudanças na
personalidade da pessoa.
Rm 8.22-23; 26-27
Cap 12 – E as Crianças, serão prejudicadas?
No que diz respeito ao desenvolvimento espiritual dos filhos, ninguém nesse
mundo poderá ocupar o lugar dos pais!
Você não poderá relegar a fé pessoal ao nível de um assunto a ser tratado da
EBD.
51
Líderes de Núcleos
A fé a gente não ensina, transmite e comunica. Para isso, o melhor local é o lar, e
os comunicadores por excelência: os pais.
Os núcleos devem pensar muito em como incluir as crianças no modo de vida do
grupo.
O filho é fruto da união física, mas também deve ser fruto do relacionamento
deles com o Pai.
1 – Os pais terão de demonstrar os relacionamentos do Reino
2 – A igreja terá de ser modelo da vida no Reino
3 – Os anjos também dão a sua colaboração Mt 18-10
Cap 13 – Sobrou mês no fim do dinheiro
At. 4.32-37 nos mostra como os cristãos empregavam o seu dinheiro
“Ajude seu rebanho a pensar em termos de globo terrestre! Não permita que a
visão termine na divisa do bairro. Que estejam sempre atentos ao mundo inteiro”.
1 – Eles cuidavam uns dos outros
2 – Eles sustentavam os implantadores de igrejas
3 – Eles sustentavam trabalhos novos
- Compartilhar vidas, não somente dinheiro. Essa maneira de dar sustento trará
bênçãos a todos.
4 – Eles se uniam para ajudar congregações irmãs que estivessem em
necessidade.
Como funciona a economia de Deus?
1 – Não devemos depender de fontes secundárias de riqueza, Deus é suficiente II
Co 9.8-11
2 – Devemos reconhecer que somos mordomos dos 100%, não somente dos
10%. II Co 8.7-15
3 – Devemos sustentar missionários, não agências missionárias.
Cap. 14 – Como funcionam os núcleos
Hb 10.24-25
O encontro das pessoas visava mais à comunicação interativa do que à instrução
– incentivavam uns aos outros.
1 – Os encontros servem para aumentar o nosso amor uns pelos outros
2 – Os encontros servem para aumentar as boas obras dos membros do núcleo.
3 – Os encontros servem para nos encorajarmos uns ou outros.
O Núcleo passa por 4 etapas:
1ª – Descoberta (Lua de mel)
2ª – Conflitos/Transição
3ª – Comunidade/Ação
4ª – Ministério/Evangelismo
Espera-se que o núcleo se multiplique em menos de um ano, ou se não, que seja
reestruturado.
Prepare auxiliares par a multiplicação.
Ciclos de 10 semanas:
Encontros diferentes, atividades extras ou retiros, caminhadas, refeições.
52
Líderes de Núcleos
A aprendizagem sobre o funcionamento dos grupos é um processo. Tenha sempre
um espírito ensinável, uma atitude de grande sensibilidade para com as pessoas e
tudo o que estiver à sua volta e também o desejo de se tornar cada vez mais
eficaz como líder-servo de sua célula.
Cap 15 – Planejando Encontros Significativos
Para que os encontros sejam significativos é necessário que eles ajudem as
pessoas a desenvolverem a verdadeira comunhão cristã.
Essa comunhão se torna um testemunho poderoso a favor do evangelho.
Elementos para o desenvolvimento da Comunhão cristã sadia.
1 – Aplicação da Palavra de Deus e submissão a ela.
Estudar a Bíblia não é o propósito principal do núcleo. Vamos nos reunir para
tornar a Palavra prática. O estudo é importante, mas vem em outro momento (no
discipulado, por exemplo).
2 – Aceitação incondicional de cada membro.
Precisamos assumir o compromisso de nos aceitarmos uns aos outros seja qual
for a situação.
3 – Perdão irrestrito a cada membro Ef. 4.32
4 – Apoio genuíno e sigilo total. Tudo o que se revela no núcleo precisa ser
considerado confidencial. Gl 6.2
Amar significa satisfazer necessidades e levar fardos.
O nosso alvo é a edificação
Oikonomos – refere a um certo tipo de escravo domiciliar, um mordomo a quem
se confiava a riqueza do mestre.
Nesse sentido, a palavra oikonomos se refere ao cristão que distribui os recursos
do mestre entre os familiares de Deus.
Oikodomeo – edificação, quando cada membro pode usar o seu dom para
edificação das pessoas no núcleo.
Cap. 16 – Conduzindo o rebanho à experiência com Deus.
O seu propósito, ao se reunir com o núcleo resume-se nisto: levar o grupo a
experimentar a presença de Cristo. Na medida em que a presença de Jesus se
tornar uma realidade entre vocês, as pessoas receberão da parte dele,
encorajamento, esperança, refrigério e cura.
Incluir os seguintes elementos no encontro:
- Providencie alguma coisa para comer e beber
- Disponha as pessoas em círculo
- Apresente os visitantes
- Faça um bom quebra-gelo
- Explique-o
- Seja o primeiro a responder à pergunta
- Faça todo o grupo responder
- Prepare um período de louvor
- Anuncie o tema a ser tratado
53
Líderes de Núcleos
- Facilite o debate
- Inclua o período “compartilhando a visão” (momento Oikos)
- Termine com oração em grupinhos
O trabalho do facilitador tem quatro aspectos. Procure implementá-lo em seu
grupo:
1 – Proporcione experiências
2 – Receba o feedback do grupo
3 – Tente resumir as conclusões do grupo
4 – Sonde para ver se os membros do grupo conseguiram reter os princípios
ensinados
Cap 17 – Momentos críticos na vida do núcleo
As diversas personalidades requerem tratamentos diferentes:
Os ociosos – desafiar – provação, tempo, ser firme, admoestar, advertir.
Os desanimados – confortar, citar exemplos, ser sensível, encorajar.
Os fracos – carregar – dar a mão, passo a passo, amar, conduzir.
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