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um natal solidário - Esposende Ambiente

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um natal solidário - Esposende Ambiente
UM NATAL SOLIDÁRIO
O Rui e a sua família viviam numa aldeia, longe dos avós. Era a primeira vez que
iam passar o Natal sem os tios, os primos e os avós.
Uma semana antes da chegada do Natal, ainda não tinham sequer o
pinheirinho de Natal e ao jantar estavam a conversar sobre isso.
-Mãe! Mãe, vamos comprar um daqueles pinheiros de Natal muito bonitos e
caros, que há nas lojas? – disse o Rui que era pequeno e não tinha a noção daquilo que
dizia!
-Ah! Ele não sabe mesmo o que diz nem o que é verdadeiramente o Natal comentou o seu irmão, o João que já tinha catorze anos. – É melhor não lhe dar
ouvidos. Eu penso que devíamos fazer um pinheiro de Natal com material reciclável,
não cortávamos árvores, protegíamos a Natureza e também poupavamos. Podíamos
fazer um pinheiro com garrafas de sumo e latas, pintávamos de verde e empilhávamos
umas nas outras, em forma de árvore. Depois também a podíamos decorar com
enfeites feitos de sacas de plástico, pintura de caixas de fósforos, bolas pequenas
pintadas,… Ficava uma árvore bonita e ecológica! Temos que começar a arranjar
material e até podemos pedir aos vizinhos, família e aos nossos colegas. Depois
tiramos uma fotografia e enviamos para os avós.
- Acho muito boa ideia! – disse a mãe.
- Eu também e penso que ainda podíamos fazer alguma coisa mais interessante
para ajudar as pessoas. - comentou o pai.
-Eu, tenho uma ideia - disse a mãe. Sabem, conhecem aqueles lares que têm
idosos que se sentem sozinhos e que algumas das suas famílias nem sequer no Natal
os vão visitar?
- Que tristeza, mãe! – disseram os dois irmãos.
- Então vamos visitá-los e animá-los, meus filhos! Até lhes podemos levar uma
lembrança…
-Já sei, pode ser um anjinho feito de papel com uma mensagem bonita escrita –
disse o João. E como o pai sabe música, vamos pedir-lhe para escrever uma música
bonita e tocá-la com a viola a acompanhar as nossas vozes….
- E eu posso fazer um bolo para lhes oferecer - disse a mãe.
Todos concordaram com as ideias e puseram “mãos à obra”.Começaram logo
naquele dia a preparar as coisas. Essa semana foi uma azáfama a trabalhar para
decorar a casa e a preparar os presentes para oferecer aos idosos. Os presentes para o
lar tinham que ser feitos em primeiro lugar para os poderem entregar antes do dia de
Natal. Distribuíram as tarefas para conseguirem ter tudo pronto a tempo. Para os
idosos, decidiram fazer anjinhos com papel reciclado e estrelas de cartão. Para enfeitar
a casa, começaram por recolher materiais que iam ser deitados ao lixo e pediram
também aos vizinhos do bairro…finalmente já tinham todos os materiais que
necessitavam. Fizeram laçarotes com sacas de plástico coloridas, estrelas com garrafas
abertas e recortadas, velas com rolinhos de papel, sinos feitos com cartão das caixas
pendurados com lindas fitas vermelhas que a mãe costumava guardar quando recebia
prendas, bolas feitas com papel de jornal e enfeitadas com restos de papel colorido, …
A árvore ficou muito bonita quando os irmãos começaram a pendurar os arranjos.
Entretanto o pai esforçava-se por fazer uma música engraçada e com letras
bonitas que animassem os idosos.
- Ah! Falta ainda pensar nos cartões de Natal para enviarmos à nossa família e
também para os nossos amigos! – disse a mãe, com preocupação.
O João começou logo a pensar em ideias que a professora tinha dado na escola.
Aproveitando papel reciclado, pasta de papel e cápsulas de café esmagadas construiu
um lindo pinheiro colado no cartão.
-Que ideia tão bonita, João e sem gastar materiais novos! - exclamou o Rui que
estava a aprender coisas muito interessantes, este Natal. Aprendeu que o mais
importante não são os enfeites nem as prendas que se compram mas sim as que são
feitas em família e com amor pelas pessoas a quem se oferecem!
Depois de vários dias de trabalho, chegou o dia de a família ir ao Lar visitar os
idosos e fazer-lhes a surpresa que tinham preparado. Era a véspera da Noite de Natal!
Os dois irmãos nunca vão esquecer aquele dia ao verem a alegria que os idosos
sentiram! A boa ação que fizeram comoveu todas as pessoas que lá trabalhavam.
Depois de conversarem durante muito tempo, de comerem bolo e de cantarem,
regressaram a casa, muito contentes, por terem feito aquelas pessoas felizes. Não se
esqueceram de tirar fotografias para depois lhas enviarem.
À noite estavam todos cansados e ainda faltava escrever as mensagens nos
postais. Mas decidiram descansar e deitarem-se cedo para no dia seguinte estarem
mais inspirados e também menos cansados para prepararem a ceia da Grande Noite!
O primeiro a acordar foi o Rui, que acorda sempre cedo e foi logo acordar o irmão e os
pais.
- Vamos lá! Hoje é o grande dia, estou ansioso por comer Bolo-Rei e
Rabanadas! Já compraste mãe?
- Comprar?! Então para que queremos as nossas mãos e as receitas fabulosas
da avó?! Toca a tomar o pequeno-almoço e vamos começar os trabalhos na cozinha.
Enquanto esperamos que o bolo se faça no forno, tratamos das mensagens para os
cartões.
Esta família trocava sempre mensagens na noite de Natal e estas mensagens,
para os pais, eram as prendas mais esperadas.
Foi um dia muito animado, ainda tiveram tempo de telefonar aos familiares e
alguns amigos. Mas a noite terminou com uma grande surpresa….Os avós também
sentiram saudades do “calor” da família e apareceram na hora da Ceia! Que alegria!
Que azáfama de beijos e abraços!!! Esta foi a melhor prenda de todas. Nesse momento
o Rui pensava: “Na verdade os presentes mais importantes não se compram e são
aqueles de que nunca mais nos esquecemos. Para já o melhor presente é ter uma
família e gostarmos muito uns dos outros. Depois é conseguirmos fazer as pessoas
felizes”
Foi um Natal muito divertido e cheio de presentes: Amor, Amizade, Partilha,
Solidariedade!
Autor: Miguel Coutinho Araújo
E B 1 de Rio de Moinhos - 4º Ano
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