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Portugal - Prevenção e Controlo do Tabagismo em

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Portugal - Prevenção e Controlo do Tabagismo em
ISSN: 2183-0762
PORTUGAL
Prevenção e Controlo
do Tabagismo em Números – 2015
Programa Nacional para a Prevenção
e Controlo do Tabagismo
PORTUGAL
Prevenção e Controlo
do Tabagismo em Números – 2015
Programa Nacional para a Prevenção
e Controlo do Tabagismo
DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE, LISBOA
fevereiro 2016
Portugal. Direção-Geral da Saúde.
Direção de Serviços de Informação e Análise
Portugal – Prevenção e Controlo do Tabagismo em números – 2015
ISSN: 2183-0762
Periodicidade: Anual
EDITOR
Direção-Geral da Saúde
Alameda D. Afonso Henriques, 45 1049-005 Lisboa
Tel.: 218 430 500
Fax: 218 430 530/1
E-mail: [email protected]
http://www.dgs.pt
AUTORES
Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo
Emília Nunes
Miguel Narigão
Direção de Serviços de Informação e Análise
Paulo Jorge Nogueira
Carla Sofia Farinha
Ana Paula Soares
Ana Lisette Oliveira
Maria Isabel Alves
Tânia Mendanha
Carolina Silva
Matilde Valente Rosa
José Martins
Luís Serra
Com a colaboração:
INFARMED (Direção de Informação e Planeamento Estratégico)
LAYOUT
Pinto Design e Comunicação
Calçada Santo António, nº9 R/C Dtº . 1150-313 Lisboa
Lisboa fevereiro 2016
ÍNDICE
| SIGLAS
05
| 1. NOTA INTRODUTÓRIA
07
| 2. PROGRAMA NACIONAL PARA A PREVENÇÃO E CONTROLO DO TABAGISMO
08
| 3. MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO TABACO
09
3.1. Mortalidade atribuível ao consumo de tabaco em Portugal
09
11
3.3. Evolução da mortalidade atribuível ao consumo de tabaco em Portugal 12
3.2. Mortalidade atribuível ao fumo ambiental do tabaco em Portugal
| 4. CARGA DA DOENÇA ATRIBUÍVEL AO TABACO
| 5. MORTALIDADE E MORBILIDADE POR DOENÇAS ASSOCIADAS AO TABACO
20
23
5.1. Caracterização geral da mortalidade entre 2008 e 2012 (todas as idades), Portugal
23
Continental
5.2. Caracterização da mortalidade por doenças relacionadas com o tabaco, por sexo e
local de residência (ARS) (todas as idades), entre 2008 e 2012
28
5.2.1. ARS Norte
28
5.2.2. ARS Centro
31
5.2.3. ARS Lisboa e Vale do Tejo
34
5.2.4. ARS Alentejo
37
5.2.5. ARS Algarve
40
5.3. Mortalidade intra-hospitalar por doenças relacionadas com o tabaco, todas as
idades, Portugal Continental, 2009-2013
| 6. CONSUMO DE TABACO
6.1. Consumo em adolescentes escolarizados
44
45
45
6.1.1. Idade de experimentação - dados do estudo Health Behaviour in School-aged Children
(HBSC)
45
6.1.2. Consumo de tabaco - dados do estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC)
46
6.2. Consumo de tabaco em Portugal
48
6.2.1. Prevalências de consumo – retrato do Inquérito Nacional de Saúde 2014
48
6.2.2. Evolução das prevalências de consumo relativamente ao INS 2005/2006
54
6.3. Consumo de tabaco na gravidez
58
| 7. CESSAÇÃO TABÁGICA
59
7.1. Consultas de cessação tabágica
63
7.1.1. Locais de consulta
64
7.1.2. Movimento das consultas
64
7.1.3. Dispensa de medicamentos de apoio à cessação tabágica nas farmácias
70
| 8. EXPOSIÇÃO AO FUMO AMBIENTAL DO TABACO
72
8.1. Prevalência da exposição – retrato do Inquérito Nacional de Saúde 2014
72
8.2. Fiscalização da Lei do tabaco
73
| 9. PRODUÇÃO E MERCADO DO TABACO
74
9.1. Produção de tabaco em Portugal e na União Europeia
74
9.2. Evolução dos preços dos produtos do tabaco em Portugal
75
9.3. Evolução dos preços dos produtos do tabaco na União Europeia
77
9.4. Impostos sobre os produtos do tabaco
78
9.4.1. Impostos sobre os cigarros
78
9.5. Evolução das receitas fiscais sobre o tabaco
81
| 10. NOTAS FINAIS
82
| 11. RECOMENDAÇÕES 85
| 12. NOTAS METODOLÓGICAS 86
| 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
91
| 14. ÍNDICE DE QUADROS
93
| 15. ÍNDICE DE FIGURAS
97
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
SIGLAS E ACRÓNIMOS
ACES – Agrupamentos de Centros de Saúde
ACSS – Administração Central do Sistema de
Saúde, I.P.
ARS – Administração Regional de Saúde
ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e
Económica
AV – Ad Valorem
CH – Centro Hospitalar
CID – Classificação Internacional de Doenças
DALY – Disability-Adjusted Life Year
DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
DGS – Direção-Geral da Saúde
GBD – Global Burden of Disease
GDH – Grupo de Diagnóstico Homogéneo
EE – Elemento Específico
EM – Estados-membros
ENSP – Escola Nacional de Saúde Pública
FAT – Fumo Ambiental do Tabaco
HBSC – Health Behaviour in School-aged Children
IDT – Instituto da Droga e Toxicodependência
IHME – Institute for Health Metrics and Evaluation
INE – Instituto Nacional de Estatística
INFARMED – Autoridade Nacional do
Medicamento e Produtos de Saúde
LVT – Lisboa e Vale do Tejo
NCOP – Não Classificável em Outra Parte
OE – Orçamento de Estado
OMS – Organização Mundial da Saúde
PNPCT – Programa Nacional para a Prevenção e
Controlo do Tabagismo
PNDCV – Programa Nacional para as Doenças
Cerebro-Cardiovasculares
PNDO – Programa Nacional para as Doenças
Oncológicas
PNDR – Programa Nacional para as Doenças
Respiratórias
PPCIRA – Programa de Prevenção e Controlo de
Infeção e Resistências aos Antimicrobianos
PND – Plano Nacional para a Diabetes
PNSM – Programa Nacional para a Saúde Mental
PNSIDA – Programa Nacional para a Infeção VIH/
SIDA
PNPAS – Programa Nacional para a Promoção
da Alimentação Saudável
SICAD – Serviço de Intervenção nos
Comportamentos Aditivos e nas Dependências
SNS – Serviço Nacional de Saúde
UE – União Europeia
ULS – Unidade Local de Saúde
WHO – World Health Organization
5
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
1. NOTA INTRODUTÓRIA
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS),
a pandemia do tabagismo foi responsável pela
morte de 100 milhões de pessoas no século XX.
Se não for controlada, poderá vir a matar mil milhões, ao longo do presente século (WHO, 2008).
Fumar é a primeira causa evitável de doença, incapacidade e morte prematura nos países mais desenvolvidos, contribuindo para seis das oito primeiras causas de morte a nível mundial (WHO, 2008).
O melhor conhecimento sobre o comportamento da população portuguesa face ao consumo de
tabaco, sobre os seus fatores determinantes e
respetivas tendências de evolução, constitui uma
condição essencial para o delineamento de estratégias de prevenção e controlo mais adequadas
e efetivas.
Nesse sentido, foram editados os relatórios “Portugal. Prevenção e Controlo do Tabagismo em números”, que conheceram já duas edições: 2013 e 2014.
O recente apuramento de dados do Inquérito
Nacional de Saúde 2014 (INS 2014), bem como
a atualização das estimativas da mortalidade e
carga da doença atribuíveis ao tabaco, elaborada
pelo Institute of Health Metrics and Evaluation, da
Universidade de Washington, permitem oferecer,
no presente relatório, uma perspetiva atualizada
e mais precisa da evolução do consumo de tabaco em Portugal.
De acordo com estimativas para o ano de 2013,
o tabaco foi responsável pela morte de mais de
12 000 pessoas residentes em Portugal, cerca de
11% do total (GBD 2013).
principal fator comportamental de perda de anos
de vida saudável. Nas mulheres, que têm apresentado prevalências de consumo inferiores às
do sexo masculino, fumar surge como a 9.ª causa
de perda de anos de vida com saúde, de entre um
conjunto alargado de fatores de risco.
Os dados apurados pelo último Inquérito Nacional
de Saú­de permitem confirmar que a prevalência
do consumo de tabaco na população residente
em Portugal, com 15 ou mais anos, diminuiu ligeiramente, de 20,9%, em 2005/2006, para 20%, em
2014. De notar, como resultado positivo, a redução de quase dois pontos percentuais da prevalência de fumadores diários: 18,7% em 2005/06;
16,8% em 2014. Por outro lado, a prevalência de
ex-fumadores registou um aumento de quase 6
pontos percentuais (16,0% em 2005/2006; 21,7%
em 2014).
Analisada a evolução das prevalências de consu­
mo em função do sexo, verificou-se uma diminuição na prevalência de consumidores diários
no sexo masculino (de 27,5% para 23,5%), e um
aumento da prevalência de consumidores diários
do sexo feminino (de 10,6% para 10,9%), bem
como um aumento do consumo ocasional em
ambos os sexos.
Como facto menos positivo, há a registar o aumento da iniciação do consumo, traduzido pela
diminuição da prevalência dos “nunca fumadores” de quase 5 pontos percentuais.
Estes resultados permitem concluir que a redução na prevalência do consumo de tabaco foi
conseguida sobretudo à custa do aumento do
número de pessoas que deixaram de fumar.
Fumar provoca mortalidade prematura. Uma em
ca­da cinco mortes observadas em pessoas, de
ambos os sexos, entre os 45 e os 64 anos, são
atribuíveis ao consumo de tabaco.
Em 2014, apenas 3,6% das pessoas que deixaram
de fumar recorreram a apoio médico e/ou medicamentos para deixar de fumar.
Para além do pesado impacte na mortalidade,
fumar contribui para a incapacidade e retira de
anos de vida saudável. Nos homens, fumar é o
Quanto à exposição ao fumo passivo, em 2014,
8,6% da população com 15 ou mais anos disse
estar exposta diariamente. Quanto aos locais de
7
8
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
exposição, os locais de lazer foram referidos por
38,3%, a casa por 31,0% e o local de trabalho por
20,5% dos inquiridos que disseram estar expostos.
Há assim que reforçar o investimento na prevenção do consumo nos jovens, no apoio aos fumadores para que parem de fumar e na promoção
da literacia da população quanto aos riscos do
consumo e da exposição ao fumo ambiental.
Considerando que os locais de lazer e de trabalho ainda permitem a exposição ao fumo passivo,
apesar das medidas de restrição impostas por
legislação, há também que reforçar a aplicação
destas medidas, de modo a eliminar este tipo de
exposição nestes locais.
2. PROGRAMA NACIONAL PARA A PREVENÇÃO E CONTROLO
DO TABAGISMO
O Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo (PNPCT) foi criado por Despacho n.º 404/2012 do Secretário de Estado
Adjunto do Ministro da Saúde, de 3 de janeiro
(Diário da República, 2.ª série, n.º 10, 13 de janeiro de 2012).
VISÃO
•Promover um futuro mais saudável, totalmente
livre de tabaco.
OBJETIVOS GERAIS
•Reduzir a prevalência do consumo de tabaco
(diário ou ocasional) na população com 15 ou
mais anos em pelo menos 2%, até 2016;
•Eliminar a exposição ao fumo ambiental do tabaco
EIXOS ESTRATÉGICOS
•Prevenir a iniciação do consumo de tabaco nos
jovens;
FINALIDADE
•Aumentar a expectativa de vida saudável da
população portuguesa, através da redução das
doenças e da mortalidade prematura associadas ao consumo e à exposição ao fumo de
tabaco.
•Promover e apoiar a cessação tabágica;
•Proteger da exposição ao fumo ambiental do
tabaco;
•Informar, alertar e promover um clima social
favorável ao não tabagismo;
•Monitorizar, avaliar e promover a formação
profissional, a investigação e o conhecimento
no domínio da prevenção e controlo do
tabagismo.
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
3. MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO TABACO
• 6 milhões de pessoas a nível mundial, das quais
cerca de 600 000 devido à exposição ao fumo
ambiental do tabaco;
A morbilidade e a mortalidade associadas ao
consumo de tabaco apresentam um tempo de
latência de duas ou mais décadas, pelo que as
mortes observadas atualmente traduzem os
padrões de consumo registados nos finais do
século passado.
• 700 000 pessoas na União Europeia, das quais
cerca de 19 000 devido à exposição ao fumo
ambiental do tabaco (WHO, 2008; European
Commission, 2015).
Estima-se, segundo a OMS e a Comissão Europeia, que o tabaco seja responsável pela morte
anual de:
3.1. Mortalidade atribuível ao consumo de tabaco em Portugal
De acordo com as estimativas efetuadas pelo Institute for Health Metrics and Evaluation, o tabaco,
incluindo a exposição ao fumo ambiental, foi
responsável, em 2013, pela morte de cerca de
12.350 pessoas residentes em Portugal (cerca de
11% do total de óbitos verificados naquele ano).
QUADRO 1
Observada a distribuição entre sexos, a maioria
destes óbitos registou-se no sexo masculino:
cerca de 18% do total de óbitos registados neste
sexo; 4% no sexo feminino, conforme quadro 1.
NÚMERO DE ÓBITOS ATRIBUÍVEIS AO TABACO, DISTRIBUIÇÃO POR SEXO, ESTIMATIVAS,
PORTUGAL, 2013
Ambos os sexos
Masculino
Feminino
n
%
n
%
n
%
Total
12.357
(10.842,35 – 13.783,85)
11,23%
(9,98% – 12,38%)
10.227
(9104,18 – 11450,79)
17,92%
(16,39% – 19,51)
2.130
(1.147,94 – 2.991,25)
4,02%
(2,21% – 5,56%)
Fumar
11.947
(10.398,21 – 13.360,17)
10,86%
(9,6% – 12,04%)
10.086
(8.965,66 – 11.307,97)
17,67%
(16,12 – 19,27)
1.861
(848,01 – 2.727,83
3,51%
(1,62 – 5,04%)
410
(308,98 – 520,38)
0,37%
(0,28 – 0,47)
141
(9,31 – 185,81)
0,25%
(0,17% – 0,33%)
269
(183,79 – 363,27)
0,51%
(0,34% – 0,69%)
Fumo
Ambiental
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015.
Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 de outubro 2015.
O grupo etário entre os 50 e os 59 anos é o que
apresenta as maiores percentagens de mortes
atribuíveis ao tabaco, no total de óbitos por grupo
etário (cerca de 24%).
Com o avanço da idade, a percentagem de mortes atribuíveis ao tabagismo, por grupo etário, vai
diminuindo, dada a mortalidade prematura que o
tabagismo provoca.
A exposição ao fumo ambiental tem impacto, em
termos de mortalidade, até aos 9 anos de idade
e a partir dos 30 anos, conforme se observa nas
figuras 1, 2 e 3.
9
10
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 1
DISTRIBUIÇÃO DA MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO TABACO POR GRUPO ETÁRIO, ESTIMATIVAS,
AMBOS OS SEXOS, PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
No sexo masculino, a mortalidade atribuível ao
tabagismo atinge, de modo mais expressivo, os
grupos de idades entre os 55 e os 59 anos; no
FIGURA 2
sexo feminino, o grupo entre os 40 e os 49 anos,
conforme se verifica nas figuras 2 e 3.
DISTRIBUIÇÃO DA MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO TABACO POR GRUPO ETÁRIO, ESTIMATIVAS,
NO SEXO MASCULINO, PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
FIGURA 3
DISTRIBUIÇÃO DA MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO TABACO POR GRUPO ETÁRIO ,ESTIMATIVAS,
NO SEXO FEMININO, PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
3.2. Evolução da mortalidade atribuível ao tabaco em Portugal
De acordo com as estimativas efetuadas pelo
IHME, a mortalidade atribuível ao consumo de
tabaco, expressa em percentagem do total de
óbitos, aumentou entre 1990 e 2005, diminuindo
ligeiramente a partir desse ano.
QUADRO 2
Nos homens, esta mortalidade registou um ligeiro
aumento entre 1990 e 2005, diminuindo nos anos
seguintes. Nas mulheres, tem vindo a aumentar
desde 1995, com um ligeiro decréscimo entre
2010 e 2013, conforme se observa no quadro 2
e figura 4.
EVOLUÇÃO DA MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO TABACO, TODAS AS IDADES, EXPRESSA EM
PERCENTAGEM DO TOTAL DE ÓBITOS / ANO (ESTIMATIVAS) PORTUGAL, 2013
Ambos os sexos
1990
Fumar tabaco
Exposição ao
fumo ambiental
Homens
Mulheres
%
Intervalo
%
Intervalo
%
Intervalo
10,33
(9,41-11,31)
17,54
(16,09-19,07)
2,47
(1,68-3,47)
1995
10,71
(9,8-11,55)
18,20
(16,75-19,62)
2,45
(1,55-3,41)
2000
10,84
(9,96-11,78
18,24
(16,92-19,54)
2,78
(1,87-3,99)
2005
11,86
(10,83-12,82)
19,32
(18,03-20,86)
3,72
(2,11-4,86)
2010
11,17
(9,94-12,16)
18,27
(16,85-19,77)
3,74
(1,7-4,99)
2013
10,86
(9,6-12,4)
17,67
(16,12-19,27)
3,51
(1,62-5,04)
1990
1,34
(1,1-1,61)
0,88
(0,67-1,1)
1,84
(1,44-2,27)
1995
1,12
(0,89-1,36)
0,70
(0,54-0,87)
1,58
(1,2-2,03)
2000
0,91
(0,74-1,11)
0,54
(0,40-0,69)
1,32
(1,02-1,68)
2005
0,55
(0,42-0,7)
0,37
(0,27-0,48)
0,75
(0,52-1,01)
2010
0,41
(0,32-0,52)
0,28
(0,20-0,37)
0,55
(0,39-0,75)
2013
0,37
(0,28-0,47)
0,25
(0,17-0,33)
0,51
(0,34-0,69)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbd-
compare, Consultado em 28 outubro 2015
FIGURA 4
EVOLUÇÃO DA MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO CONSUMO DE TABACO, EXPRESSA EM
PERCENTAGEM DO TOTAL DE ÓBITOS/ANO (ESTIMATIVAS) PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 28 outubro 2015
11
12
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
A mortalidade atribuível ao fumo ambiental do
tabaco registou uma redução entre 1990 e 2013,
mais acentuada no período entre 2000 e 2005. A
FIGURA 5
mortalidade atribuível ao fumo ambiental do tabaco é mais elevada no sexo feminino, conforme
se observa na figura 5.
EVOLUÇÃO DA MORTALIDADE ATRIBUÍVEL AO FUMO AMBIENTAL DE TABACO, ESTIMATIVAS
PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 28 outubro 2015
3.3. Mortalidade atribuível ao tabaco em Portugal, por causas de morte
De acordo com as estimativas efetuadas pelo
IHME, em 2013, o tabaco foi responsável por um
total de 5488 mortes por cancro, 2941 mortes
por doenças respiratórias crónicas e 2826 mortes por doenças do aparelho circulatório (IHME,
2015).
Conforme seria expectável, a mortalidade por todas estas causas foi mais elevada no sexo mascu-
Melhor Informação,
Mais Saúde
lino, dadas as prevalências de consumo também
mais elevadas neste sexo.
Segundo a mesma fonte, fumar foi a primeira
causa de morte (expressa em % do total de
óbitos), em ambos os sexos, de entre um conjunto alargado de diferentes fatores de risco de
natureza comportamental, conforme se observa
na figura 6.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 6
ESTIMATIVAS DA PERCENTAGEM DE ÓBITOS ATRIBUÍVEIS A DIFERENTES FATORES DE RISCO,
TODAS AS IDADES, AMBOS OS SEXOS, PORTUGAL, 2013
Consumo de tabaco
Consumo de álcool
Elevado teor de sódio
Inatividade física
Dieta pobre em fruta
Dieta pobre em vegetais
Dieta pobre em cereais integrais
Dieta pobre em frutos secos
Dieta pobre em fibra
Sexo não seguro
Dieta pobre em gorduras polinsaturadas
Consumo de drogas
Baixo consumo de cálcio
Dieta rica em carne vermelha
Dieta rica em carne processada
Baixo consumo de leite
Fumo passivo
Dieta rica em gorduras trans
Défice de ferro
Dieta pobre em ácidos gorgos - omega-3
Violência por parceiro íntimo
Abuso sexual na Infância
Fonte:Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 23 novembro 2015
Em ambos os sexos, o grupo etário dos 50-69
anos foi o que apresentou uma maior mortalidade
atribuível ao tabaco, de entre um conjunto alargado de fatores de risco, imediatamente acima
da hipertensão. Em 2013, neste grupo etário,
fumar contribuiu para cerca de 21% do total de
óbitos, conforme se observa na figura 7.
13
14
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 7
ESTIMATIVAS DA PERCENTAGEM DE ÓBITOS ATRIBUÍVEIS A DIFERENTES FATORES DE RISCO, NO
GRUPO ETÁRIO 50-69 ANOS, AMBOS OS SEXOS, PORTUGAL, 2013
Consumo de tabaco
Hipertensão arterial
Indice de massa corporal elevado
Consumo de álcool
Elevado teor de sódio
Glicose plásmática em jejum aumentada
Colesterol total elevado
Dieta pobre em fruta
Inatividade física
Insuficiência renal
Dieta pobre em vegetais
Dieta pobre em cereais integrais
Poluição do ar por partículas
Dieta pobre em frutos secos
Exposição ao radão
Consumo de drogas
Sexo não seguro
Dieta pobre em fibra
Exposição ao chumbo
Dieta pobre em gorduras polinsaturadas
Dieta rica em carne vermelha
Baixo consumo de cálcio
Dieta rica em carne processada
Baixo consumo de leite
Exposição ocupacional a substâncias cancirnogénicas
Baixa densidade mineral óssea
Dieta rica em gorduras trans
Acidentes de trabalho
Fumo passivo
Exposição ocupacional a matéria particulada
Violência por parceiro íntimo
Abuso sexual na Infância
Dieta pobre em ácidos gorgos - omega-3
Défice de ferro
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 23 novembro 2015
No sexo masculino, o grupo etário dos 50 aos 69
anos foi o que apresentou a maior percentagem
Melhor Informação,
Mais Saúde
de mortes atribuíveis ao tabaco - cerca de 28%,
conforme se confirma na figura 8.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 8
ESTIMATIVAS DA % DE ÓBITOS ATRIBUÍVEIS A DIFERENTES FATORES DE RISCO, NO GRUPO
ETÁRIO 50-69 ANOS, SEXO MASCULINO, PORTUGAL, 2013
Consumo de tabaco
Hipertensão arterial
Indice de massa corporal elevado
Consumo de álcool
Elevado teor de sódio
Colesterol total elevado
Glicose plásmática em jejum aumentada
Dieta pobre em fruta
Inatividade física
Insuficiência renal
Dieta pobre em vegetais
Poluição do ar por partículas
Dieta pobre em cereais integrais
Exposição ao radão
Consumo de drogas
Dieta pobre em frutos secos
Dieta pobre em fibra
Exposição ao chumbo
Sexo não seguro
Dieta pobre em gorduras polinsaturadas
Baixo consumo de cálcio
Dieta rica em carne processada
Dieta rica em carne vermelha
Baixo consumo de leite
Exposição ocupacional ao amianto
Acidentes de trabalho
Baixa densidade mineral óssea
Dieta rica em gorduras trans
Exposição ocupacional a matéria particulada
Fumo passivo
Abuso sexual na Infância
Exposição ao ozono
Dieta pobre em ácidos gorgos - omega-3
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 25 novenbro 2015
No sexo feminino, o grupo etário dos 15 aos 49
anos foi o que apresentou a maior percentagem
de mortes atribuíveis ao tabaco - cerca de 9,6% -,
conforme se confirma na figura 9.
15
16
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 9
ESTIMATIVAS DA % DE ÓBTITOS ATRIBUÍVEIS A DIFERENTES FATORES DE RISCO, NO GRUPO
ETÁRIO 15-49 ANOS, SEXO FEMININO, PORTUGAL, 2013
0
2
Consumo de álcool
4
6
8
10
12
14
9,61
Consumo de tabaco
Sexo não seguro
Indice de massa corporal elevado
Hipertensão arterial
Colesterol total elevado
Inatividade física
Violência por parceiro íntimo
Dieta pobre em fruta
Consumo de drogas
Elevado teor de sódio
Glicose plásmática em jejum aumentada
Dieta pobre em vegetais
Insuficiência renal
Dieta pobre em cereais integrais
Poluição do ar por partículas
Acidentes de trabalho
Dieta pobre em frutos secos
Dieta pobre em fibra
Exposição ao radão
Dieta pobre em gorduras polinsaturadas
Abuso sexual na Infância
Dieta rica em carne vermelha
Baixo consumo de leite
Dieta rica em carne processada
Exposição ao chumbo
Baixo consumo de cálcio
Dieta rica em gorduras trans
Fumo passivo
0,19
Baixa densidade mineral óssea
Défice de ferro
Exposição ocupacional a substâncias cancirnogénicas
Dieta pobre em ácidos gorgos - omega-3
Exposição ocupacional a matéria particulada
Dieta rica em bebidas açucaradas
Higiene das mãos
Asma Ocupacional
Exposição ao ozono
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 23 novembro 2015
MORTALIDADE POR CANCRO
Em 2013, estima-se que fumar tenha provocado a
morte de 5460 pessoas por cancro, (21% do total
de óbitos por esta causa), 89% das quais no sexo
masculino.
O cancro da traqueia, brônquios e pulmão é o mais
frequente, seguido dos cancros do estômago,
do esófago e da bexiga, no sexo masculino, e do
Melhor Informação,
Mais Saúde
cólon e reto, do pâncreas e do estômago, no sexo
feminino, conforme se verifica no quadro 3.
Estima-se que a exposição ao fumo ambiental do
tabaco tenha contribuído, no mesmo ano, para
a morte de 28 pessoas por cancro da traqueia,
brônquios e pulmão, 18 das quais do sexo feminino.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 3
ESTIMATIVAS DA MORTALIDADE POR NEOPLASIA, ATRIBUÍVEL AO TABACO, POR SEXOS,
PORTUGAL, 2013
N.º de óbitos por neoplasia
Fumar
tabaco
Total
Homens
Mulheres
Intervalo
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
Traqueia,
brônquios
e pulmão
3.289
(2.898,16-3.655,38)
2.907
(2.581,17-3.243,89)
382
(101,27-578,28)
Estômago
399
(225,38-577,79)
363
(193,89-544,66)
36
(6,63-77,9)
Esófago
342
(251,19-432,82)
323
(236,25-410,44)
19
(4,1-35,04)
Pâncreas
269
(197,12-341,4)
232
(166,77-305,75)
37
(7,42-67,89)
Bexiga
246
(155,57-338,22)
231
(150,2-318,42)
15
(1,62-33,19
Cólon e reto
243
(150,33-343,4)
203
(119,64-301,41)
40
(7,44-76,88)
Lábio
e cavidade oral
242
(188,37-289,21)
226
(176,05-272,11)
16
(3,56-28,55)
Fígado
186
(91,51-300,95)
176
(83,13-286,81)
10
(1,4-25,23)
Leucemia
97
(44,79-156,28)
93
(42,41-153,12)
4
(0-12,16)
Rim
90
(53,46-127,93)
86
(49,82-123,23)
4
(0,87-9,85)
Nasofaringe
38
(26,28-48,74)
35
(24,28-45,63)
3
(0,66-5,54)
Colo útero
19
(3,11-41,16)
19
(3,11-41,16)
585
(149,17-925,7)
18
(11,19-26,26)
603
(165,54 – 940,79)
Total
Exposição
ao fumo
ambiental
Ambos os sexos
Nº
Traqueia,
brônquios
e pulmão
5.460 (4.698,95 - 6.131,63)
28
(18,26-40,03)
4.875 (4.265,47-5.518,61)
10
5.488 (4.726,7 - 6.163,07)
(6,41-15,55)
4.885 (4.276,4 - 5.529,83)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
MORTALIDADE POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS E TUBERCULOSE
Relativamente às doenças respiratórias crónicas,
estima-se que, em 2013, fumar tenha contribuído
para a morte de 2943 pessoas, das quais cerca
de 77% do sexo masculino, conforme se confirma
no quadro 4.
17
18
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 4
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS CRÓNICAS: ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE MORTES ATRIBUÍVEIS
AO TABACO, TODAS AS IDADES, PORTUGAL 2013
Ambos os sexos
DPOC
Masculino
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
2.822
(2.035,39-3.491,32)
2.160
(1.752,78-2.657,81)
Feminino
Nº
Intervalo
662
(48,51-1.188,4)
Doença interstício
pulmonar e sarcoidose
66
(37,27-97,12)
58
(32,24-91,2)
8
(0,73-17,18)
Pneumoconiose
38
(23,34-61,65)
37
(22,75-61,17)
1
(0,08-1,37)
Asma
12
(8,23-16,15)
9
(5,85-12,7)
3
(1,66-5,07)
5
(3,23-7,3)
4
(2,83-6,63)
1
(0,065-1,48)
Outras doenças crónicas
respiratórias
Total
2.943
(2.145,74 - 3.611,41)
2.268
(1.850,87 - 2.816,35)
675
(53,11-1.204,58)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
Em 2013, o tabaco contribuiu para cerca de 968
mortes por infeções respiratórias, das quais 76
QUADRO 5
(7,9%) devidas à exposição ao fumo ambiental.
INFEÇÕES RESPIRATÓRIAS DO TRATO INFERIOR: ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE MORTES
ATRIBUÍVEIS AO TABACO, TODAS AS IDADES, PORTUGAL 2013
Ambos os sexos
Nº
Fumar tabaco
892
Exposição ao Fumo
Ambiental
Total
76
968
Intervalo
(537,84-1284,68)
(42,13 - 108,3)
(588,07-1368,41)
Masculino
Nº
774
27
801
Intervalo
(460,2-1122,15)
(14,5 - 40,94)
(478,01-1.152,75)
Feminino
Nº
Intervalo
118
(58,15-190,76)
49
(24,35 - 75,23)
167
(89,88-251,71)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
As mortes atribuíveis ao tabaco, por doenças respiratórias crónicas e por infeções respiratórias,
contribuiram para 31% do total de óbitos por
doenças respiratórias, registadas em 2013.
QUADRO 6
Nesse mesmo ano, fumar contribuiu para cerca
de 22 mortes por tuberculose, na sua quase totalidade no sexo masculino, conforme se confirma
no quadro 6.
TUBERCULOSE: ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE MORTES ATRIBUÍVEIS AO TABACO, TODAS AS
IDADES, PORTUGAL 2013
Ambos os sexos
Fumar tabaco
Masculino
Feminino
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
22
(11,24-36,55)
20
(9,35-34,78)
2
(0,8-3,41)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
MORTALIDADE POR DOENÇAS DO APARELHO
CIRCULATÓRIO
No que se refere à mortalidade por doenças do
aparelho circulatório, estima-se que, em 2013,
fumar tenha contribuído para a morte de 2520
pessoas, (8% do total de óbitos por esta causa),
QUADRO 7
81% das quais do sexo masculino.
A exposição ao fumo ambiental contribuiu para
cerca de 306 mortes por doenças cerebrovascular
e isquémica cardíaca.
DOENÇAS CEREBRO E CARDIOVASCULARES - ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE MORTES ATRIBUÍVEIS
AO TABACO, TODAS AS IDADES, PORTUGAL,2013
FUMAR TABACO
Ambos os sexos
Masculino
Nº
Intervalo
Feminino
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
Doença cerebrovascular
1.246
(942,56-1.603,18)
1.011
(722,62-1.346,41)
235
(151,68-368,33)
Doença isquémica
cardíaca
1.027
(776,97-1.420,12)
831
(590,81-1.160,36)
196
(133,23-298,87)
Outras doenças do
aparelho circulatório
110
(60,93-148,06)
85
(41,99-117,49)
25
(9,73-43,34)
Aneurisma da aorta
42
(28,39-56,37)
39
(25,63-53,14)
3
(1,25-5,85)
Doença cardíaca
hipertensiva
38
(24,43-54,65)
29
(16,76-46,73)
9
(3,83-16,54)
Fibrilhação auricular
e flutter
32
(21,04-45,30)
26
(15,96-38,01)
6
(2,7-11,85)
Doença vascular
periférica
25
(17,24-33,74)
22
(14,09-30,35)
3
(1,39-5,94)
Total
2.520
(2.060,27-3.060,96)
2043 (1.631,38 - 2.510,6)
477
(340,99- 638,09)
EXPOSIÇÃO AO FUMO AMBIENTAL
Ambos os sexos
Nº
Masculino
Feminino
Intervalo
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
Doença cerebrovascular
179
(128,26-248,63)
64
(42,26-87,69)
115
(71,87-179,97)
DIC
127
(95,56-170,36)
40
(28,21-56,83)
87
(57,82-123,56)
Total
306
(223,82-418,99)
104
(70,47-144,52)
202
(129,69-303,53)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare, Consultado em 27 outubro 2015.
MORTALIDADE POR DIABETES
De acordo com estimativas para o ano de 2013,
fumar contribuiu para cerca de 112 mortes por
diabetes, 95% das quais no sexo masculino.
QUADRO 8
DIABETES - ESTIMATIVAS DO NÚMERO DE MORTES ATRIBUÍVEIS AO TABACO, TODAS AS IDADES,
PORTUGAL,2013
DIABETES
Ambos os sexos
Fumar tabaco
Masculino
Feminino
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
Nº
Intervalo
112
(30,65-211,71)
107
(24,28-204,93)
5
(0,00001-13,25)
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation. Global Burden of Disease Compare (GBD 2013). Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.
healthdata.org/gbd-compare Consultado em 27 outubro 2015.
19
20
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
4. CARGA DA DOENÇA ATRIBUÍVEL AO TABACO
Fumar retira anos de vida saudável.
De acordo com as estimativas efetuadas pelo
Institute of Health Metrics and Evaluation, no âmbito
da Iniciativa GBD, em 2013 fumar foi responsável,
em Portugal, pela perda de cerca de 8,2% (7,21 9,31) do total de anos prematuramente perdidos,
ajustados pela incapacidade, expressos em DALY
(Disability Adjusted Life years. 1 DALY corresponde
à perda de um ano de vida saudável.
FIGURA 10
No que se refere à distribuição por sexos, estima-se que fumar tenha contribuído para a perda de
12,9% de DALY (11, 5 - 14,5) no sexo masculino e
2,8% (1,9 - 3,6) no sexo feminino.
No sexo masculino, fumar é a primeira causa de
perda de anos de vida saudável, de entre um
conjunto alargado de fatores de risco, expressos
em percentagem do total de DALY, conforme se
observa na figura 10.
CARGA DA DOENÇA: PERCENTAGEM DE DALY ATRIBUÍVEL AO CONSUMO DE TABACO, SEXO
MASCULINO, PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 29 outubro 2015
Melhor Informação,
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Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
No sexo feminino, que tem apresentado consumos de tabaco inferiores aos do sexo masculino,
fumar é a nona causa de perda de anos vividos
FIGURA 11
com saúde, de entre um conjunto alargado de fatores de risco, conforme se verifica na figura 11.
CARGA DA DOENÇA: PERCENTAGEM DE DALY ATRIBUÍVEL AO CONSUMO DE TABACO, SEXO
FEMININO, PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare, Consultado em 29 outubro 2015
Quando analisada a perda de anos de vida saudável atribuível ao tabaco, por causas, verifica-se
que, nos homens, as neoplasias são a maior causa de perda de anos de vida saudável, seguidas
das doenças do aparelho circulatório e das doenças respiratórias crónicas.
Nas mulheres, as doenças do aparelho circulatório, as doenças respiratórias crónicas e as neoplasias são as principais causas de perda de anos de
vida saudável atribuível ao tabaco, conforme se
confirma na figura 12.
21
22
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 12
ESTIMATIVAS DA PERDA DE ANOS DE VIDA SAUDÁVEL, EM PERCENTAGEM DO TOTAL DE DALY,
ATRIBUÍVEL AO TABACO, POR PATOLOGIAS E POR SEXO (TODAS AS IDADES), PORTUGAL, 2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare. Consultado em 28 outubro 2015
Nos homens, o grupo etário dos 50 aos 69 anos
é particularmente afetado pela perda de anos de
FIGURA 13
vida saudável atribuível ao tabaco, em particular
por neoplasias, conforme se observa na figura 13.
ESTIMATIVAS DA PERDA DE ANOS DE VIDA SAUDÁVEL, EM PERCENTAGEM DO TOTAL DE DALY,
ATRIBUÍVEL AO TABACO, POR PATOLOGIAS E POR SEXO, NO GRUPO ETÁRIO 50-69 ANOS,
PORTUGAL,2013
Fonte: Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare. Seattle, WA: IHME, University of Washington, 2015. Disponível em http://vizhub.healthdata.org/gbdcompare. Consultado em 28 outubro 2015
Melhor Informação,
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Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
5. MORTALIDADE E MORBILIDADE POR DOENÇAS ASSOCIADAS
AO TABACO
5.1. Caracterização geral da mortalidade entre 2009 e 2013 (todas as idades),
Portugal Continental
A mortalidade por doenças relacionadas com o
consumo do tabaco (conjunto de causas de morte selecionadas pela OMS, por serem descritas
na literatura como tendo uma associação estabelecida com o consumo de tabaco), em Portugal
Continental, registou um ligeiro decréscimo entre
2009 e 2013, conforme se observa no quadro
9 e figura 15.
É de salientar que genericamente a mortalidade
por doenças relacionadas com o consumo do tabaco diminuiu, de 2012 para 2103. Contudo, tal
não se verificou nas idades mais jovens (abaixo
dos 65 anos) na população masculina.
No caso da mortalidade por tumores malignos
da traqueia, brônquios e pulmão, a evolução de
2012 para 2013 denota um agravamento, em
particular no sexo masculino e no sexo feminino
acima dos 65 anos.
FIGURA 14
De notar que, na informação que a seguir se
apresenta, foi tida em conta a totalidade das mortes verificadas em Portugal Continental, em toda
a população (todas as idades; idades inferiores a
65 anos e idades iguais ou superiores a 65 anos),
segundo os códigos CID 10: C00-C14, C32-C34,
C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47 (as listas de códigos da CID 9MC, utilizados para apuramento dos
dados da morbilidade e mortalidade intra-hospitalar, e de códigos da CID 10, utilizados para
a mortalidade geral, encontram-se identificadas
em anexo). Os valores apresentados não representam, por esse motivo, a mortalidade atribuível
ou causada pelo tabaco, mas o total de mortes
pelas seguintes doenças: tumores malignos do
lábio, cavidade oral e faringe; tumores malignos
da laringe, traqueia, brônquios e pulmão; tumor
maligno do esófago; doença isquémica cardíaca,
doenças cerebrovasculares; doença pulmonar
obstrutiva crónica.
PESO DAS CAUSAS DE MORTE ASSOCIADAS AOS PROGRAMAS DE SAÚDE PRIORITÁRIOS NA
MORTALIDADE TOTAL (%), PORTUGAL CONTINENTAL (2009-2013)
PNPCT: Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo; PNDCV: Programa Nacional das Doenças Cerebro-Cardiovasculares; PNDO: Programa Nacional das Doenças
Oncológicas; PNDR: Programa Nacional das Doenças Respiratórias; PPCIRA: Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistências aos Antimicrobianos; PND: Programa
Nacional da Diabetes; PNSM: Programa Nacional de Saúde Mental; PNSIDA: Programa Nacional da Infeção VIH/SIDA; PNPAS: Programa Nacional de Promoção da Alimentação
Saudável
Fonte: INE, IP 2015
23
24
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
As taxas de mortalidade utilizadas no presente
relatório são a taxa de mortalidade bruta e a taxa
de mortalidade padronizada. A primeira ilustra,
de uma forma global, o número de óbitos, por
100.000 habitantes, pela respetiva causa. A taxa
de mortalidade padronizada resulta da aplicação
das taxas brutas de mortalidade por idades, a
QUADRO 9
uma população padrão, cuja composição etária é
fixa e se distribui pelos mesmos grupos etários
das taxas brutas de mortalidade. Esta permite
comparar populações com características diferentes, eliminando-se a hipótese de existir enviesamento, sendo deste modo possível comparar o
risco de morrer.
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO (TODAS
AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, EM PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
28.242
28.461
26.852
27.402
26.045
Taxa de mortalidade
280,9
282,9
267,4
274,0
261,9
Taxa de mortalidade padronizada
135,0
Número de óbitos
160,6
156,1
144,7
142,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
41,1
39,8
40,2
37,6
38,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.127,2
1.097,7
990,5
992,7
913,3
2009
2010
2011
2012
2013
MASCULINO
15.111
15.333
145.52
14.856
14.441
Taxa de mortalidade
313,7
318,7
303,5
311,7
305,3
Taxa de mortalidade padronizada
222,9
220,8
205,4
203,7
197,1
Número de óbitos
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
67,3
67,5
66,6
62,5
65,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.481,5
1.461,2
1.328,0
1345,9
1262,7
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
13.131
13.128
12.300
12.546
11.604
Taxa de mortalidade
250,7
250,1
234,4
239,7
222,6
Taxa de mortalidade padronizada
111,7
105,9
97,2
95,4
86,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
17,3
14,6
16,2
15,0
14,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
875,6
845,0
752,6
745,9
670,5
Número de óbitos
Taxas: por 100.000 habitantes, Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47 ;
Fonte:INE, IP (2015)
FIGURA 15
EVOLUÇÃO DA TAXA DE MORTALIDADE PADRONIZADA POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O
TABACO (TODAS AS IDADES), POR SEXO, EM PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 16
EVOLUÇÃO DA TAXA DE MORTALIDADE PADRONIZADA POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O
TABACO (< 65 ANOS), POR SEXO, EM PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47.
Fonte:INE, IP (2015)
QUADRO 10
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS
E PULMÃO (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, EM PORTUGAL
CONTINENTAL (2009 A 2013)
TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
3.241
3.443
3.514
3.446
3.762
Taxa de mortalidade
32,2
34,2
35,0
34,5
37,8
Taxa de mortalidade padronizada
22,9
23,6
23,8
23,1
25,0
Número de óbitos
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
12,7
12,3
13,0
12,3
13,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
105,7
115,4
111,3
110,1
118,9
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
2.543
2.727
2.730
2.672
2.949
Taxa de mortalidade
52,8
56,7
56,9
56,1
62,3
Taxa de mortalidade padronizada
40,6
42,7
42,1
40,8
44,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
20,8
21,3
21,3
20,5
22,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
200,7
216,5
210,2
205,4
222,0
2013
Número de óbitos
FEMININO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
698
716
784
774
813
Taxa de mortalidade
13,3
13,6
14,9
14,8
15,6
Taxa de mortalidade padronizada
8,7
8,3
9,2
8,9
9,2
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
5,3
4,1
5,4
5,0
5,0
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
36,0
41,9
39,3
40,7
43,3
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C33-C34;
Fonte: INE, IP (2015)
25
26
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 11
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA
PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, EM
PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
2.554
2.405
2.328
2.592
2.365
Taxa de mortalidade
25,4
23,9
23,2
25,9
23,8
Taxa de mortalidade padronizada
13,3
12,0
11,4
12,0
11,1
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,4
1,3
1,5
1,2
1,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
109,6
98,3
91,4
100,1
91,5
Número de óbitos
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
1.679
1.596
1.505
1.700
1.528
Taxa de mortalidade
34,9
33,2
31,4
35,7
32,3
Taxa de mortalidade padronizada
22,9
21,1
19,6
21,0
18,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
2,4
2,1
2,7
1,9
2,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
189,4
174,4
156,4
175,5
149,8
2013
Número de óbitos
FEMININO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
875
809
823
892
837
Taxa de mortalidade
16,7
15,4
15,7
17,0
16,1
Taxa de mortalidade padronizada
7,0
6,2
6,0
6,3
6,1
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
0,5
0,6
0,5
0,5
0,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
59,9
52,1
50,4
53,4
52,7
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: J40–44;
Fonte:INE, IP (2015)
QUADRO 12
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO (TODAS
AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, EM PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
7.115
7.082
6.582
6.605
6.526
Taxa de mortalidade
70,8
70,4
65,5
66,0
65,6
Taxa de mortalidade padronizada
33,7
Número de óbitos
40,1
38,6
34,9
33,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
9,2
9,1
8,6
7,8
8,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
290,5
276,8
247,5
245,2
238,0
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
3.696
3.735
3.515
3.471
3.484
Taxa de mortalidade
76,7
77,6
73,3
72,8
73,6
Taxa de mortalidade padronizada
54,2
53,4
49,1
47,2
46,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
15,1
15,7
14,3
13,1
14,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
370,5
359,0
330,6
323,0
304,4
Número de óbitos
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
3419
3347
3067
3134
3042
Taxa de mortalidade
65,3
63,8
58,4
59,9
58,3
Taxa de mortalidade padronizada
29,0
27,0
24,0
23,5
23,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
3,7
3,2
3,5
2,9
3,1
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
233,1
219,6
189,8
190,5
190,4
Número de óbitos
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I20-I25;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 13
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS CEREBROVASCULARES (TODAS AS
IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, EM PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
DOENÇAS CEREBROVASCULARES
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
2009
2010
2011
2012
2013
13.688
13.867
12.690
13.020
11.752
136.1
137.8
126.4
130.2
118.2
71.9
69.9
61.9
61.4
56
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
9.5
8.8
8.3
8.3
7.9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
577.1
563.6
495.7
491.2
445
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
5.856
5.916
5.379
5.620
5.135
Taxa de mortalidade
121.6
123
112.2
117.9
108.5
82.1
80.7
70.9
72
63.4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
13
12.5
11.5
11.7
10.9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
641.1
632.4
551.5
559.6
487.3
Taxa de mortalidade padronizada
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
7.832
7.951
7.311
7.400
6.617
Taxa de mortalidade
149.5
151.5
139.3
141.4
126.9
63.7
61.4
54.7
53.3
50
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6.3
5.5
5.3
5.2
5.1
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
528.6
513.6
454.3
442
413.2
Taxa de mortalidade padronizada
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I60-I69;
Fonte: INE, IP (2015)
27
28
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
5.2. Caracterização geral da mortalidade entre 2009 e 2013 (todas as idades),
Portugal Continental
5.2.1. ARS Norte
QUADRO 14
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
(TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS NORTE (2009 A 2013)
ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
9.228
9.041
8.704
8.913
8.710
Taxa de mortalidade
248,8
244,3
235,9
242,5
238,4
Taxa de mortalidade padronizada
137,0
162,1
153,1
144,0
142,2
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
40,5
36,8
38,0
35,0
35,7
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.146,0
1.094,9
1.001,8
1.009,4
957,0
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
4.978
4.972
4.838
4.941
4.906
Taxa de mortalidade
279,2
280,2
273,9
281,3
281,4
Taxa de mortalidade padronizada
225,7
220,4
208,5
206,1
202,3
MASCULINO
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
67,4
63,1
64,8
58,9
62,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.506,2
1.493,1
1.370,8
1.397,3
1.335,1
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
4.250
4.069
3.866
3.972
3.804
Taxa de mortalidade
220,6
211,3
201,0
207,0
199,1
Taxa de mortalidade padronizada
112,6
102,5
95,0
94,1
87,0
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
15,9
12,7
13,5
13,2
11,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
895,5
829,0
754,6
748,0
698,3
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
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Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 15
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E
PULMÃO (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS NORTE (2009 A 2013)
TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
2009
2010
2011
2012
2013
1.200
1.206
1.319
1.264
1.360
Taxa de mortalidade
32,4
32,6
35,7
34,4
37,2
Taxa de mortalidade padronizada
25,2
24,5
26,0
24,6
25,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
14,2
12,5
13,9
12,6
12,7
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
114,0
121,6
123,7
121,4
132,5
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
932
963
1.025
988
1.081
Taxa de mortalidade
52,3
54,3
58,0
56,2
62,0
Taxa de mortalidade padronizada
44,5
45,0
46,3
44,2
47,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
23,6
22,2
23,4
21,5
22,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
213,1
230,0
231,6
228,4
248,7
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
268
243
294
276
279
Taxa de mortalidade
13,9
12,6
15,3
14,4
14,6
Taxa de mortalidade padronizada
9,6
8,0
9,8
9,0
8,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
5,6
3,6
5,2
4,5
3,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
42,1
43,7
46,9
45,1
49,1
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C33-C34;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 16
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA
PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO,
NA ARS NORTE (2009 A 2013)
BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
1.081
944
945
1.020
932
Taxa de mortalidade
29,1
25,5
25,6
27,8
25,5
Taxa de mortalidade padronizada
13,6
Número de óbitos
2013
17,7
14,8
14,5
14,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,7
1,6
1,9
1,3
1,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
147,1
122,2
115,9
124,4
112,5
2009
2010
2011
2012
2013
MASCULINO
Número de óbitos
671
613
591
625
587
Taxa de mortalidade
37,6
34,5
33,5
35,6
33,7
Taxa de mortalidade padronizada
29,2
25,7
24,2
24,4
22,0
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
2,9
2,4
3,3
2,0
2,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
241,8
214,3
192,8
204,8
179,7
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
410
331
354
395
345
Taxa de mortalidade
21,3
17,2
18,4
20,6
18,1
Taxa de mortalidade padronizada
10,3
8,2
8,1
8,8
7,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
0,5
0,8
0,7
0,7
0,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
89,7
68,0
67,8
74,5
67,5
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: J40–44;
Fonte: INE, IP (2015)
29
30
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 17
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO (TODAS
AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS NORTE (2009 A 2013)
DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
2009
2010
2011
2012
2013
1.637
1.595
1.545
1.531
1.608
Taxa de mortalidade
44,1
43,1
41,9
41,7
44,0
Taxa de mortalidade padronizada
28,5
26,9
25,2
24,1
25,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6,1
5,7
5,7
5,0
5,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
209,9
198,2
183,3
179,2
184,0
2013
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
901
885
881
849
915
Taxa de mortalidade
50,5
49,9
49,9
48,3
52,5
Taxa de mortalidade padronizada
40,3
38,6
37,6
35,0
36,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
10,6
9,4
9,9
8,5
10,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
280,8
274,8
261,8
249,6
251,2
2013
FEMININO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
736
710
664
682
693
Taxa de mortalidade
38,2
36,9
34,5
35,5
36,3
Taxa de mortalidade padronizada
16,7
19,5
18,4
16,4
16,0
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
2,0
2,3
1,9
1,8
1,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
161,2
148,2
134,0
131,7
136,5
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I20-I25;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 18
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS CEREBROVASCULARES (TODAS AS
IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS NORTE (2009 A 2013)
DOENÇAS CEREBROVASCULARES
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
4.655
4.732
4.281
4.483
4.210
Taxa de mortalidade
125,5
127,9
116,0
122,0
115,2
76,4
74,9
65,4
66,1
61,2
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
8,5
8,3
7,5
7,8
7,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
625,8
613,3
534,2
537,6
494,9
Taxa de mortalidade padronizada
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.947
2.046
1.834
1.985
1.820
Taxa de mortalidade
109,2
115,3
103,8
113,0
104,4
Taxa de mortalidade padronizada
85,5
88,4
76,2
79,4
68,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
11,1
12,3
10,5
11,0
10,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
688,0
704,0
607,7
632,7
536,0
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
2.708
2.686
2.447
2.498
2.390
Taxa de mortalidade
140,6
139,5
127,2
130,2
125,1
69,2
64,9
57,5
56,7
55,2
FEMININO
Taxa de mortalidade padronizada
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6,3
4,7
4,8
4,9
4,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
578,3
552,0
484,5
475,8
464,2
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I60-I69;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
5.2.2. ARS Centro
QUADRO 19
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
(TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS CENTRO (2009 A 2013)
ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
5.091
5.154
4.779
4.909
4.670
Taxa de mortalidade
289,8
294,3
274,5
284,3
272,7
Taxa de mortalidade padronizada
136,2
133,0
122,8
122,6
117,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
31,8
31,2
32,5
30,0
33,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
980,4
956,2
853,0
871,8
802,7
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
2.660
2.671
2.486
2.587
2.530
Taxa de mortalidade
317,1
319,9
300,1
315,5
311,6
Taxa de mortalidade padronizada
171,1
187,1
184,0
171,2
174,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
52,3
53,1
54,1
50,8
55,0
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.278,1
1.243,1
1.119,0
1.174,3
1.110,8
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
2.431
2.483
2.293
2.322
2.140
Taxa de mortalidade
264,8
271,1
251,3
256,1
237,7
96,3
93,0
84,1
82,1
76,7
FEMININO
Taxa de mortalidade padronizada
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
13,1
11,0
12,6
10,8
13,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
769,8
756,4
662,6
659,1
590,5
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47.
Fonte: INE, IP (2015)
31
32
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 20
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E
PULMÃO (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS CENTRO (2009 A 2013)
TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
464
477
477
459
522
Taxa de mortalidade
26,4
27,2
27,4
26,6
30,5
Taxa de mortalidade padronizada
16,5
16,7
16,9
16,1
18,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
8,9
8,6
9,7
8,5
9,7
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
78,3
82,3
74,9
77,5
89,1
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
356
355
356
349
392
Taxa de mortalidade
42,4
42,5
43,0
42,6
48,3
Taxa de mortalidade padronizada
29,0
28,9
28,8
28,3
31,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
14,7
14,7
15,7
14,7
16,1
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
144,2
143,2
134,9
139,1
159,5
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
108
122
121
110
130
Taxa de mortalidade
11,8
13,3
13,3
12,1
14,4
Taxa de mortalidade padronizada
6,5
6,9
7,2
6,0
7,2
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
3,6
3,0
4,1
2,7
3,7
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
30,1
38,8
31,9
32,0
35,9
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C33-C34;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 21
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA
PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO,
NA ARS CENTRO (2009 A 2013)
BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
490
491
483
545
487
Taxa de mortalidade
27,9
28,0
27,7
31,6
28,4
Taxa de mortalidade padronizada
11,6
11,0
10,9
11,7
10,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
0,9
0,9
1,1
0,8
0,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
98,1
92,4
89,8
99,5
92,5
2013
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
291
288
282
332
287
Taxa de mortalidade
34,7
34,5
34,0
40,5
35,4
Taxa de mortalidade padronizada
16,4
18,0
17,4
17,3
19,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,3
1,6
2,0
1,5
1,0
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
152,5
145,8
140,8
164,5
141,5
2009
2010
2011
2012
2013
FEMININO
Número de óbitos
199
203
201
213
200
Taxa de mortalidade
21,7
22,2
22,0
23,5
22,2
7,5
6,9
6,7
6,8
6,8
Taxa de mortalidade padronizada
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
0,6
0,4
0,3
0,2
0,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
63,1
59,3
58,2
59,9
59,4
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da ID 10: J40–44;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 22
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO (TODAS
AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS CENTRO (2009 A 2013)
DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
985
1.015
843
932
983
Taxa de mortalidade
56,1
58,0
48,4
54,0
57,4
Taxa de mortalidade padronizada
26,1
25,9
21,5
23,0
25,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
4,7
5,1
4,7
4,5
6,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
199,0
194,3
157,7
172,5
178,9
2013
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
504
553
468
493
536
Taxa de mortalidade
60,1
66,2
56,5
60,1
66,0
Taxa de mortalidade padronizada
35,6
34,7
37,3
31,8
32,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
7,4
9,0
7,7
7,3
10,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
255,0
266,8
226,6
235,9
239,2
2013
FEMININO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
481
462
375
439
447
Taxa de mortalidade
52,4
50,4
41,1
48,4
49,6
Taxa de mortalidade padronizada
17,1
19,4
17,4
13,7
15,8
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
2,3
1,6
1,9
2,0
2,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
157,4
145,3
109,2
128,1
135,8
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I20-I25;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 23
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS CEREBROVASCULARES (TODAS AS
IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS CENTRO (2009 A 2013)
DOENÇAS CEREBROVASCULARES
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
2.876
2.864
2.682
2.651
2.368
Taxa de mortalidade
163,7
163,6
154,1
153,5
138,3
71,0
67,7
61,8
59,6
54,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
9,5
8,5
8,4
7,5
7,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
568,4
547,1
493,7
481,1
436,1
Taxa de mortalidade padronizada
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.281
1.231
1.130
1.148
1.045
Taxa de mortalidade
152,7
147,4
136,4
140,0
128,7
Taxa de mortalidade padronizada
84,8
78,9
70,7
71,0
62,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
13,9
12,4
11,9
10,9
9,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
658,1
617,0
546,2
556,5
486,8
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.595
1.633
1.552
1.503
1.323
Taxa de mortalidade
173,8
178,3
170,1
165,8
146,9
60,4
58,6
54,3
50,6
49,3
FEMININO
Taxa de mortalidade padronizada
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
5,4
4,8
5,2
4,3
5,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
505,9
493,9
451,3
425,3
400,5
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I60-I69;
Fonte: INE, IP (2015)
33
34
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
5.2.3. ARS Lisboa e Vale do Tejo
QUADRO 24
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO (TODAS
AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, NA ARS LISBOA E VALE DO TEJO (2009 A 2013)
ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
10.725
11.051
10.248
10.454
9.839
Taxa de mortalidade
295,5
302,9
280,4
286,4
270,6
Taxa de mortalidade padronizada
142,7
Número de óbitos
173,3
171,8
155,2
152,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
44,4
45,1
43,8
41,8
43,0
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.216,2
1.196,8
1.056,1
1.048,9
949,2
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
5.623
5.855
5.418
5.537
5.376
Taxa de mortalidade
325,5
337,7
312,3
320,1
312,6
Taxa de mortalidade padronizada
238,4
241,3
216,7
215,1
207,4
MASCULINO
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
72,2
76,5
70,2
68,8
71,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.583,7
1.574,6
1.401,8
1.398,2
1.303,8
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
5.102
5.196
4.830
4.917
4.463
Taxa de mortalidade
268,3
271,5
251,6
256,1
232,9
Taxa de mortalidade padronizada
122,5
118,1
107,5
104,3
93,1
FEMININO
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
19,7
17,3
20,4
17,9
17,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
954,5
933,6
811,9
803,1
705,3
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 25
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS
E PULMÃO (TODAS AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, NA ARS LISBOA E VALE DO
TEJO (2009 A 2013)
TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
2009
2010
2011
2012
2013
1.227
1.356
1.312
1.324
1.482
Taxa de mortalidade
33,8
37,2
35,9
36,3
40,8
Taxa de mortalidade padronizada
24,1
25,6
24,7
24,6
27,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
13,3
13,4
13,4
13,5
15,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
111,4
124,8
116,1
114,3
124,3
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
958
1.071
1.008
1.007
1.148
Taxa de mortalidade
55,4
61,8
58,1
58,2
66,8
Taxa de mortalidade padronizada
42,4
46,2
43,1
42,6
48,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
21,4
22,8
21,0
21,4
25,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
212,9
236,0
221,9
213,8
232,8
2013
FEMININO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
269
285
304
317
334
Taxa de mortalidade
14,1
14,9
15,8
16,5
17,4
Taxa de mortalidade padronizada
9,6
9,4
10,2
10,5
10,8
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6,2
5,0
6,6
6,6
6,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
37,5
44,4
38,8
42,1
45,4
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C33-C34;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 26
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA
PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO,
NA ARS LISBOA E VALE DO TEJO (2009 A 2013)
BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
743
738
685
752
2013
697
Taxa de mortalidade
20,5
20,2
18,7
20,6
19,2
Taxa de mortalidade padronizada
9,2
11,2
10,6
9,6
9,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,4
1,4
1,3
1,1
1,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
90,5
85,3
76,4
81,2
73,9
2009
2010
2011
2012
2013
MASCULINO
Número de óbitos
530
523
477
538
467
Taxa de mortalidade
30,7
30,2
27,5
31,1
27,2
Taxa de mortalidade padronizada
21,3
20,2
17,6
18,9
15,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
2,5
2,4
2,3
1,9
2,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
172,9
163,9
141,9
156,2
125,9
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
213
215
208
214
230
Taxa de mortalidade
11,2
11,2
10,8
11,1
12,0
Taxa de mortalidade padronizada
4,8
4,7
4,4
4,2
4,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
0,4
0,5
0,5
0,3
0,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
40,6
38,5
36,2
35,7
40,4
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da ID 10: J40–44;
Fonte: INE, IP (2015)
35
36
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 27
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO (TODAS
AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS LISBOA E VALE DO TEJO (2009 A 2013)
DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
2009
2010
2011
2012
2013
3.504
3.476
3.185
3.218
3.067
Taxa de mortalidade
96,5
95,3
87,1
88,2
84,4
Taxa de mortalidade padronizada
55,7
53,4
47,1
46,1
43,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
12,3
13,1
11,8
11,0
10,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
406,2
380,0
332,7
330,0
308,4
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.745
1.743
1.625
1.635
1.566
Taxa de mortalidade
101,0
100,5
93,7
94,5
91,1
Taxa de mortalidade padronizada
73,7
72,0
64,3
63,5
57,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
20,4
23,0
19,4
19,1
18,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
505,3
468,2
427,6
423,2
378,4
FEMININO
2009
2010
2011
2012
2013
1.759
1.733
1.560
1.583
1.501
Taxa de mortalidade
92,5
90,5
81,3
82,5
78,3
Taxa de mortalidade padronizada
31,9
Número de óbitos
41,4
38,6
33,8
32,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
5,2
4,2
5,1
3,9
3,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
334,8
316,9
265,8
265,1
258,9
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I20-I25;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 28
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS CEREBROVASCULARES (TODAS AS
IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS LISBOA E VALE DO TEJO (2009 A 2013)
DOENÇAS CEREBROVASCULARES
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
4.706
4.858
4.425
4.523
4.018
Taxa de mortalidade
129,7
133,2
121,1
123,9
110,5
Taxa de mortalidade padronizada
71,0
69,8
61,0
60,0
53,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
10,0
9,6
8,7
8,8
8,1
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
564,4
557,0
483,9
474,3
422,5
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.947
2.004
1.798
1.859
1.740
Taxa de mortalidade
112,7
115,6
103,6
107,5
101,2
Taxa de mortalidade padronizada
79,7
79,1
68,2
67,9
60,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
13,9
13,2
11,6
12,3
11,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
612,2
612,5
527,0
518,0
462,2
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
2.759
2.854
2.627
2.664
2.278
Taxa de mortalidade
145,1
149,1
136,8
138,8
118,8
63,6
62,5
55,1
53,2
47,9
FEMININO
Taxa de mortalidade padronizada
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6,6
6,4
6,2
5,6
5,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
524,6
516,3
451,0
438,3
392,0
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I60-I69;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
5.2.4. ARS Alentejo
QUADRO 29
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO (TODAS
AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALENTEJO (2009 A 2013)
ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
2.038
2.063
1.906
1.993
1.762
Taxa de mortalidade
395,0
402,3
374,6
395,3
353,0
Taxa de mortalidade padronizada
141,7
169,4
167,3
157,4
157,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
47,8
47,4
46,2
42,4
41,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.152,9
1.137,2
1.056,7
1.088,1
954,4
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.172
1.155
1.071
1.101
1.000
Taxa de mortalidade
466,7
463,3
433,5
450,1
413,2
Taxa de mortalidade padronizada
244,3
238,9
224,8
221,5
205,9
MASCULINO
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
78,3
80,5
75,1
65,9
67,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.587,1
1.520,0
1.436,5
1.480,8
1.326,4
2009
2010
2011
2012
2013
FEMININO
Número de óbitos
866
908
835
892
762
Taxa de mortalidade
327,1
344,6
319,0
343,6
296,3
Taxa de mortalidade padronizada
107,8
107,8
101,2
105,3
88,8
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
18,2
15,3
18,2
19,4
15,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
832,2
855,8
773,0
801,0
682,5
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
37
38
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 30
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E
PULMÃO (TODAS AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALENTEJO (2009 A 2013)
TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
186
224
223
222
207
Taxa de mortalidade
36,1
43,7
43,8
44,0
41,5
Taxa de mortalidade padronizada
20,1
25,0
23,8
24,6
22,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
9,8
13,7
11,6
12,6
12,0
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
103,9
117,0
122,5
122,2
106,9
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
164
191
188
187
176
Taxa de mortalidade
65,3
76,6
76,1
76,4
72,7
Taxa de mortalidade padronizada
39,3
47,5
44,3
45,6
41,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
17,4
23,9
19,6
20,9
19,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
216,1
237,8
244,8
245,6
218,0
2009
2010
2011
2012
2013
22
33
35
35
31
Taxa de mortalidade
X
12,5
13,4
13,5
12,1
Taxa de mortalidade padronizada
X
6,3
6,8
7,3
6,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
X
3,7
3,8
4,4
4,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
X
28,0
31,4
30,4
25,2
FEMININO
Número de óbitos
X: Não são apresentadas taxas correspondentes a número de óbitos ≤ 25, por apresentarem elevado erro padrão. Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C33-C34;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 31
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA
PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (TODAS AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO,
NA ARS ALENTEJO (2009 A 2013)
BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
164
171
135
183
168
Taxa de mortalidade
31,8
33,3
26,5
36,3
33,7
Taxa de mortalidade padronizada
11,4
11,7
9,8
12,8
12,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,1
1,0
1,6
1,9
2,1
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
94,9
98,4
76,1
101,2
96,6
2013
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
128
127
96
132
131
Taxa de mortalidade
51,0
50,9
38,9
54,0
54,1
Taxa de mortalidade padronizada
23,6
21,4
21,3
17,5
22,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,3
1,2
2,4
2,5
3,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
183,7
183,7
139,1
184,0
183,0
2009
2010
2011
2012
2013
FEMININO
Número de óbitos
36
44
39
51
37
13,6
16,7
14,9
19,6
14,4
Taxa de mortalidade padronizada
4,4
5,2
4,2
6,0
4,2
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
0,9
0,8
0,8
1,3
0,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
32,8
40,8
32,3
44,5
35,4
Taxa de mortalidade
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da ID 10: J40–44;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 32
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO (TODAS
AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALENTEJO (2009 A 2013)
DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
2010
2011
2012
2013
675
675
652
630
563
130,8
131,6
128,1
125,0
112,8
58,0
54,4
53,2
48,6
44,8
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
18,3
14,9
15,2
11,4
13,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
378,9
373,6
360,8
349,6
299,8
2009
2010
2011
2012
2013
369
371
330
324
292
146,9
148,8
133,6
132,4
120,7
Taxa de mortalidade padronizada
80,3
76,5
69,4
63,5
60,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
29,8
25,3
22,2
16,7
21,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
489,1
491,1
450,8
442,4
379,9
2009
2010
2011
2012
2013
306
304
322
306
271
115,6
115,4
123,0
117,9
105,4
31,1
MASCULINO
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
FEMININO
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
39,0
35,9
39,5
36,4
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6,9
4,9
8,4
6,2
5,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
298,4
287,0
291,5
280,8
240,7
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I20-I25;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 33
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS CEREBROVASCULARES (TODAS AS
IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALENTEJO (2009 A 2013)
DOENÇAS CEREBROVASCULARES
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
2009
2010
2011
2012
2013
921
900
795
872
747
178,5
175,5
156,2
172,9
149,6
Taxa de mortalidade padronizada
69,4
64,0
58,2
61,5
53,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
12,6
8,8
9,9
10,6
8,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
528,8
510,7
448,5
473,5
416,0
MASCULINO
2009
Número de óbitos
2010
2011
2012
2013
435
394
379
390
344
Taxa de mortalidade
173,2
158,1
153,4
159,4
142,2
Taxa de mortalidade padronizada
83,6
72,7
71,1
71,4
64,7
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
19,2
13,7
15,7
14,3
13,3
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
604,1
550,0
518,8
533,7
480,3
FEMININO
2009
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
2010
2011
2012
2013
486
506
416
482
403
183,6
192,0
158,9
185,7
156,7
57,3
56,3
47,4
53,4
43,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
6,2
4,2
4,4
7,1
3,7
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
470,4
477,6
395,4
428,8
366,9
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I60-I69;
Fonte: INE, IP (2015)
39
40
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
5.2.5. ARS Algarve
QUADRO 34
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO (TODAS
AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALGARVE (2009 A 2013)
ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
1.160
1.152
1.215
1.133
1.064
Taxa de mortalidade
261,9
256,8
270,8
254,5
240,1
Taxa de mortalidade padronizada
151,3
146,1
151,3
136,4
130,8
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
50,6
47,2
53,5
49,7
51,7
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
966,1
946,3
942,8
838,0
770,7
2009
2010
2011
2012
2013
678
680
739
690
629
Taxa de mortalidade
313,0
310,5
338,8
320,1
293,6
Taxa de mortalidade padronizada
191,1
MASCULINO
Número de óbitos
214,1
210,4
226,5
204,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
75,8
73,4
92,7
84,0
82,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
1.332,9
1.319,1
1.309,3
1.180,0
1.070,4
2009
2010
2011
2012
2013
FEMININO
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
482
472
476
443
435
213,0
205,6
206,5
192,9
190,0
98,9
91,7
85,9
79,0
79,5
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
26,1
21,8
15,7
16,9
22,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
687,8
656,9
654,5
581,4
540,2
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 35
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E
PULMÃO (TODAS AS IDADES, <65 ANOS E ≥65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALGARVE (2009 A 2013)
TUMOR MALIGNO DA TRAQUEIA, BRÔNQUIOS E PULMÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
164
180
183
177
191
Taxa de mortalidade
37,0
40,1
40,8
39,8
43,1
Taxa de mortalidade padronizada
26,6
27,9
28,9
27,6
30,0
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
14,8
14,4
17,2
16,1
18,9
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
122,4
137,4
123,4
120,3
119,9
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
133
147
153
141
152
Taxa de mortalidade
61,4
67,1
70,1
65,4
71,0
Taxa de mortalidade padronizada
46,0
49,3
52,5
47,9
51,1
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
22,3
23,8
29,9
28,0
30,1
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
237,6
255,8
235,2
209,1
220,7
2009
2010
2011
2012
2013
31
33
30
36
39
FEMININO
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
13,7
14,4
13,0
15,7
17,0
Taxa de mortalidade padronizada
9,7
9,2
8,1
9,8
11,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
7,4
5,3
4,9
4,7
8,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
28,4
40,9
33,7
51,2
39,7
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C33-C34;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 36
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA
PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA (TODAS AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO,
NA ARS ALGARVE (2009 A 2013)
BRONQUITE, ENFISEMA E OUTRA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA
AMBOS OS SEXOS
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
2009
2010
2011
2012
2013
76
61
80
92
81
17,2
13,6
17,8
20,7
18,3
Taxa de mortalidade padronizada
8,8
6,6
8,8
9,3
8,1
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
1,0
0,2
1,7
0,9
0,2
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
72,2
58,0
66,7
77,3
72,0
2009
2010
2011
2012
2013
59
45
59
73
56
Taxa de mortalidade
27,2
20,5
27,0
33,9
26,1
Taxa de mortalidade padronizada
13,4
MASCULINO
Número de óbitos
16,8
11,8
15,5
18,1
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
2,0
0,5
2,9
1,4
0,5
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
137,1
103,7
117,0
152,5
118,3
2009
2010
2011
2012
2013
FEMININO
Número de óbitos
17
16
21
19
25
Taxa de mortalidade
X
X
X
X
X
Taxa de mortalidade padronizada
X
X
X
X
X
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
X
X
X
X
X
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
X
X
X
X
X
X: Não são apresentadas taxas correspondentes a número de óbitos ≤ 25, por apresentarem elevado erro padrão. Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: J40–44;
Fonte: INE, IP (2015)
41
42
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 37
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO (TODAS
AS IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALGARVE (2009 A 2013)
DOENÇAS ISQUÉMICAS DO CORAÇÃO
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
314
321
357
294
305
Taxa de mortalidade
70,9
71,6
79,6
66,0
68,8
Taxa de mortalidade padronizada
42,1
41,5
44,6
36,0
38,2
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
15,9
14,9
16,0
14,0
15,6
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
253,8
256,6
276,4
214,0
221,5
2013
MASCULINO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
177
183
211
170
175
Taxa de mortalidade
81,7
83,6
96,7
78,9
81,7
Taxa de mortalidade padronizada
57,6
58,1
65,6
51,7
53,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
23,7
23,9
27,3
23,7
24,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
331,4
334,5
375,6
277,9
283,6
2013
FEMININO
2009
2010
2011
2012
Número de óbitos
137
138
146
124
130
Taxa de mortalidade
60,5
60,1
63,3
54,0
56,8
Taxa de mortalidade padronizada
24,9
28,9
26,6
26,2
21,9
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
8,3
6,2
5,0
4,7
6,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
196,0
191,7
197,8
160,8
172,0
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I20-I25;
Fonte: INE, IP (2015)
QUADRO 38
INDICADORES DE MORTALIDADE RELATIVOS A DOENÇAS CEREBROVASCULARES (TODAS AS
IDADES, < 65 ANOS E ≥ 65 ANOS), POR SEXO, NA ARS ALGARVE (2009 A 2013)
DOENÇAS CEREBROVASCULARES
AMBOS OS SEXOS
2009
2010
2011
2012
530
513
507
491
409
119,7
114,4
113,0
110,3
92,3
Taxa de mortalidade padronizada
61,0
57,1
54,1
50,7
44,6
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
10,1
8,9
8,4
9,7
8,0
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
473,4
447,0
424,1
382,5
340,5
2009
2010
2011
2012
2013
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
2013
MASCULINO
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
246
241
238
238
186
113,6
110,0
109,1
110,4
86,8
70,8
67,6
64,3
62,6
50,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
12,2
8,9
12,7
13,4
10,8
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
545,1
542,3
481,8
460,9
369,6
2009
2010
2011
2012
2013
FEMININO
Número de óbitos
Taxa de mortalidade
Taxa de mortalidade padronizada
284
272
269
253
223
125,5
118,5
116,7
110,2
97,4
53,0
49,3
45,4
41,2
39,3
Taxa de mortalidade padronizada < 65 anos
8,0
8,9
4,2
6,1
5,4
Taxa de mortalidade padronizada ≥ 65 anos
417,4
376,0
378,4
325,2
313,9
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: I60-I69;
Fonte: INE, IP (2015)
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Analisada a evolução entre 2009 e 2013, observou-se uma redução da mortalidade total e da
mortalidade acima dos 65 anos, por doenças relacionadas com o tabaco, conforme se confirma
no quadro 39.
foi observada na região do Algarve. A região
Centro apresentou a taxa mais baixa, conforme
se observa na figura 17.
Entre 2009 e 2013 registou-se um ligeiro agravamento da mortalidade prematura por doenças
associadas ao tabaco nas ARS Centro e Algarve.
No que se refere à mortalidade prematura por
doenças relacionadas com o tabaco, a taxa de
mortalidade prematura mais elevada (< 65 anos)
QUADRO 39
EVOLUÇÃO DA TAXA DE MORTALIDADE PADRONIZADA POR DOENÇAS RELACIONADAS COM
O TABACO (< 65 ANOS, ≥ 65 ANOS E TODAS AS IDADES), EM PORTUGAL CONTINENTAL
E POR ARS (2009 E 2013)
ARS Norte
ARS Centro
ARS LVT
ARS Alentejo
ARS Algarve
Portugal
Continental
2009
2013
2009
2013
2009
2013
2009
2013
2009
2013
2009
2013
< 65
40,5
35,7
31,8
33,2
44,4
43,0
47,8
41,2
50,6
51,7
41,1
38,8
≥ 65
1.46,0
957,0
980,4
802,7 1.216,2
949,2 1.152,9
954,4
966,1
770,7 1.127,2
913,3
Todas as
idades
162,1
137,0
136,2
117,9
142,7
141,7
151,3
130,8
135,0
173,3
169,4
160,6
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
FIGURA 17
EVOLUÇÃO DA TAXA DE MORTALIDADE PADRONIZADA POR DOENÇAS RELACIONADAS COM
O TABACO (< 65 ANOS), EM PORTUGAL CONTINENTAL E POR ARS (2009 E 2013)
Taxas: por 100.000 habitantes. Códigos da CID 10: C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69, J40-J47;
Fonte: INE, IP (2015)
43
44
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
5.2. Mortalidade hospitalar por doenças relacionadas com o tabaco,
todas as idades, Portugal Continental, 2009-2013
QUADRO 40
NÚMERO DE ÓBITOS POR DOENÇAS RELACIONADAS COM O TABACO, EM TODAS AS IDADES,
EM HOSPITAIS DO SNS, POR REGIÃO E PORTUGAL CONTINENTAL (2009 A 2013)
Óbitos por
doenças
relacionadas
com o
tabaco
Óbitos
total*
Letalidade
intra-hospitalar
por doenças
relacionadas
com o tabaco
PORTUGAL CONTINENTAL
Óbitos por
doenças
relacionadas
com o
tabaco
Óbitos
total*
Letalidade
intra-hospitalar
por doenças
relacionadas
com o tabaco
ARS LISBOA E VALE DO TEJO
2010
4.180
47.067
8,88
2010
1.777
18.473
9,62
2011
4.044
46.733
8,66
2011
1.741
18.220
9,56
2012
4.116
48.517
8,48
2012
1.756
19.009
9,24
2013
3.919
48.067
8,15
2013
1.580
18.635
8,48
2014
3.858
47.538
8,12
2014
1.549
18.222
8,5
ARS NORTE
ARS ALENTEJO
2010
1.304
14.329
9,1
2010
240
2.601
9,23
2011
1.265
14.398
8,79
2011
216
2.472
8,74
2012
1.329
14.863
8,94
2012
190
2.597
7,32
2013
1.278
14.810
8,63
2013
182
2.561
7,11
2014
1.323
14.943
8,85
2014
196
2.617
7,49
ARS CENTRO
ARS ALGARVE
2009
693
9.467
7,32
2010
180
2.190
8,22
2010
679
9.474
7,17
2011
178
2.201
8,09
2011
644
9.442
6,82
2012
180
2.356
7,64
2012
661
9.692
6,82
2013
173
2.331
7,42
2014
639
9.430
6,78
2014
151
2.326
6,49
Relativos a todas as doenças. Códigos CID 9MC das doenças associadas ao tabagismo – ver notas metodológicas;
Fonte: GDH – ACSS/DGS, 2015
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
6. CONSUMO DE TABACO
6.1. Consumo em adolescentes escolarizados
6.1.1. Idade de experimentação - dados do estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC)
Segundo dados recolhidos no âmbito do estudo
colaborativo entre países da Organização Mundial
da Saúde (OMS) - Health Behaviour in School-aged
Children (HBSC) -, cerca de 77,8% dos respon­dentes
a frequentar o 8.º e o 10.º anos disseram nunca
ter experimentado tabaco.
FIGURA 18
A proporção de experimentação de tabaco foi
maior nas raparigas (24,6%), conforme se observa
na figura 18.
COMPARAÇÃO ENTRE SEXOS RELATIVAMENTE À EXPERIMENTAÇÃO DE TABACO, (%),
NO ANO LETIVO 2013/2014
(χ2=13,867; gl=1, p≤.001). n=3773
Fonte: Matos, Margarida Gaspar de; et al, 2014
Dos alunos a frequentar o 8.º ano, cerca de um
terço começou a fumar com 13 anos e cerca de
um quinto com 11 ou menos anos de idade.
A idade média de experimentação, no total de
alunos do 8.º e 10.º anos, foi de 13,04 anos (idade
mínima: 11 anos; máxima: 16 anos).
Dos alunos a frequentar o 10.º ano, cerca de
metade iniciou o consumo com mais de 14 anos.
QUADRO 41
IDADE DE EXPERIMENTAÇÃO DE TABACO DOS ALUNOS QUE FREQUENTAVAM 8.º E 10.º ANOS,
(%), NO ANO LETIVO 2013/2014
Idade de experimentação(*)
≤ 11 anos
12 anos
13 anos
≥ 14 anos
8.º ano
23,6
28,2
33,9
14,2
10.º ano
7,4
15,2
26,3
51,1
*Qui-quadrado: 136,471; graus de liberdade =3, p≤0,001. n=838
Nota: Resposta à pergunta: Quantos anos tinhas quando fumaste um cigarro (mais do que uma “passa”) pela primeira vez? (Se nunca fumaste um cigarro assinala “nunca”.)
Fonte: Matos, Margarida Gaspar de;et al, 2014
45
46
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
6.1.2. Consumo de tabaco - dados do estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC)
No conjunto dos alunos inquiridos fumadores
(8.º e 10.º anos), disseram fumar diariamente
cerca de 2,6% e ocasionalmente 4,9%. A grande
FIGURA 19
maioria disse não fumar (92,5%) conforme
figura 19.
DISTRIBUIÇÃO DA FREQUÊNCIA DO CONSUMO DE TABACO NOS ALUNOS (8.º E 10.º ANOS), NO
ANO LETIVO 2013/2014
Fonte: Matos, Margarida Gaspar de; et al, 2014, adaptado DGS /PNPCT, 2015
As regiões do Alentejo e do Algarve apresentaram
as prevalências de consumo diário mais elevadas,
conforme quadro 42.
QUADRO 42
CONSUMO DE TABACO POR REGIÃO (%), NO ANO LETIVO 2013/2014
Norte
Centro
Lisboa
Alentejo
Algarve
Não fuma
94
94,2
91,5
88,9
89,9
Fuma tabaco todos os dias
2
1,4
3,3
4,1
4,2
Fonte: Matos, Margarida Gaspar de; et al, 2014
Num estudo efetuado por telefone, numa amostra não representativa de estudantes universitários, foi encontrada uma prevalência de fuma-
Melhor Informação,
Mais Saúde
dores diários de 34,4% conforme se verifica na
figura 20.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 20
CONSUMO DE TABACO DIÁRIO (%) SEGUNDO A POPULAÇÃO ALVO (ALUNOS 10.º ANO, ALUNOS
12.º ANO E ALUNOS DO ENSINO UNIVERSITÁRIO), ESTUDO HBSC, ANO LETIVO 2013/2014
Fonte: Matos, Margarida Gaspar de; et al, 2014
Segundo os dados apurados nos diferentes estudos HBSC realizados desde 1998, parece haver
FIGURA 21
uma diminuição na prevalência do consumo diário, conforme figura 21.
EVOLUÇÃO COMPARATIVA DO CONSUMO DO TABACO (%) ENTRE OS ESTUDOS HBSC
REALIZADOS NOS ANOS LETIVOS 1997/1998, 2001/2002, 2005/2006,2009/2010 E 2013/2014,
AOS ALUNOS QUE FREQUENTAVAM OS 6.º, 8.º E 10.º ANOS
Fonte: Matos, Margarida Gaspar de; et al, 2014
47
48
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
6.2. Consumo de tabaco em Portugal
6.2.1. Prevalências de consumo – retrato do Inquérito Nacional de Saúde 2014
Segundo o Inquérito Nacional de Saúde (INS
2014), existem em Portugal cerca de 1,78 milhões
de pessoas fumadoras com 15 ou mais anos de
idade e 1,5 milhões de fumadores diários.
conforme se confirma no quadro 43.
Em Portugal Continental a prevalência total de
fuma­dores é de 19,9% e a de fumadores diários
16,7%.
Do total de população fumadora, cerca de 1,16
milhões são do sexo masculino e 0,6 milhões do
sexo feminino, conforme se verifica no quadro 43.
A Região Autónoma dos Açores apresenta a prevalência de consumo mais elevada: 27,1% de
consumidores de ambos os sexos; 39,4% nos homens e 15,4% nas mulheres.
A prevalência de consumidores de tabaco na
população com 15 ou mais anos residente em
Portugal é de 20,0%. A prevalência de fumadores
diários é de 16,8%.
A Região Autónoma da Madeira apresenta a prevalência de consumo mais baixa (20,7%), devido à
baixa prevalência de consumo diário nas mulheres (8,6%), conforme se observa no quadro 43 e
figuras 22, 23 e 24.
A prevalência no sexo masculino (27,8%) é
superior à observada no sexo feminino (13,2%),
QUADRO 43
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO
DE TABACO, EM AMBOS OS SEXOS, EM PORTUGAL, EM 2014
Nunca fumadores
Portugal
Continente
RAA
RAM
N.º
%
Ambos
os sexos
5.167.629
58,2
Homens
1.678.350
Mulheres
Fumadores
ocasionais
N.º
Fumadores diários
%
N.º
287.960
3,2
1.492.534
16,8 1.780.494
20,0
40,3
177.494
4,3
978.117
23,5 1.155.611
27,8
3.489.279
73,9
110.466
2,3
514.417
10,9
624.883
13,2
Ambos
os sexos
4.925.232
58,2
270.496
3,2
1.409.023
16,7 1.679.519
19,9
Homens
1.604.039
40,5
166.571
4,2
917.941
23,2 1.084.512
27,4
Mulheres
3.321.193
73,8
103.924
2,3
491.082
10,9
595.006
13,2
Ambos
os sexos
110.181
53,8
7.775
3,8
47.750
23,3
55.525
27,1
Homens
33.550
33,7
4.698
4,7
34.559
34,7
39.257
39,4
Mulheres
76.631
72,8
3.076
2,9
13.191
12,5
16.267
15,4
Ambos
os sexos
132.216
60,3
9.689
4,4
35.762
16,3
45.451
20,7
Homens
40.761
40,4
6.224
6,2
25.618
25,4
31.842
31,6
Mulheres
91.455
77,2
x
x
10.144
8,6
n.d.
n.d.
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
n.d. –não disponível
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Melhor Informação,
Mais Saúde
%
Total de Fumadores
N.º
%
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 22
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO
PERANTE O CONSUMO DE TABACO, (%), EM AMBOS OS SEXOS, EM PORTUGAL, EM 2014
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
FIGURA 23
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO
PERANTE O CONSUMO DE TABACO, (%), SEXO MASCULINO, EM PORTUGAL
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
49
50
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 24
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO
PERANTE O CONSUMO DE TABACO, (%), SEXO FEMININO, EM PORTUGAL
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Na RAM para a variável fuma ocasionalmente as estimativas apresentaram coeficientes de variação superiores a 20% razão pela qual não são apresentados valores.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
O grupo etário dos 25 aos 34 anos apresenta a
prevalência de consumidores diários de ambos
QUADRO 44
os sexos mais elevada - cerca de 26% -, conforme
se confirma no quadro 44 e figura 25.
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO
DE TABACO, POR GRUPO ETÁRIO, AMBOS OS SEXOS, EM PORTUGAL, 2014
Nunca fumou
N.º
N.º
%
15-24 anos
724.723
65,6
166.944
15,1
25-34 anos
659.741
53,4
319.333
25,9
35-44 anos
821.448
51,9
355.886
22,5
45-54 anos
761.284
50,3
340.921
22,5
55-64 anos
710.771
53,0
222.200
16,6
65-74 anos
701.917
65,5
71.744
6,7
75-84 anos
571.896
74,1
x
x
85 + anos
215.849
82,5
x
x
5.167.629
58,2
1.492.534
16,8
Total
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Melhor Informação,
Mais Saúde
%
Fuma diariamente
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 25
DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO
PERANTE O CONSUMO DE TABACO, (%), POR GRUPO ETÁRIO, EM PORTUGAL, 2014
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
No sexo feminino os grupos etários 75-84 e 85 e + anos de idade apresentaram estimativas com coeficientes de variação superiores a 20% razão pela qual não são apresentados
valores.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Quando analisada a distribuição por sexos, verifica-se que cerca de um terço dos homens dos 25
aos 34 anos fumava (34%), conforme se observa
no quadro 45.
Cerca de 61% dos homens e 70% das mulheres
dos 15 aos 24 anos nunca fumaram. No grupo
etário dos 25 aos 34 anos, cerca de 43% dos homens e 63% das mulheres nunca fumaram.
Nas mulheres, não foi possível estimar os consumos na maioria dos grupos etários, conforme se
observa no quadro 46.
Quanto ao número de cigarros fumados diariamente verificou-se que os homens apresentam
consumos mais elevados.
QUADRO 45
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO
DE TABACO, POR GRUPO ETÁRIO, SEXO MASCULINO, EM PORTUGAL, 2014
Nunca fumou
Fuma diariamente
N.º
%
N.º
%
15-24 anos
341.732
60,9
101.426
18,1
25-34 anos
262.819
43,2
206.704
34,0
35-44 anos
315.222
41,4
219.950
28,9
45-54 anos
225.131
31,1
239.617
33,1
55-64 anos
176.897
28,0
145.378
23,0
65-74 anos
178.968
37,3
51752
10,8
75-84 anos
130.962
42,1
x
x
85 + anos
46.618
56,4
x
x
1.678.350
40,3
978.117
23,5
Total
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
51
52
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 46
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO
DE TABACO, POR GRUPO ETÁRIO, SEXO FEMININO, EM PORTUGAL, 2014
Nunca fumou
Fuma diariamente
N.º
%
15-24 anos
382.991
70,4
65.518
12,0
25-34 anos
396.922
63,3
112.630
18,0
35-44 anos
506.226
61,6
135.937
16,5
45-54 anos
536.153
67,9
101.304
12,8
55-64 anos
533.874
75,2
76.823
10,8
65-74 anos
522.948
88,5
x
x
75-84 anos
440.934
95,7
x
x
85 + anos
169.231
94,6
x
x
3.489.279
73,9
514.417
10,9
Total
N.º
%
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Mais de metade das mulheres (60,2%) apresenta
consumos até 10 cigarros diários. Mais de metade
dos homens (54,5%) apresenta consumos superiores a 10 cigarros diários, conforme se observa
no quadro 47.
QUADRO 47
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS QUE FUMA DIARIAMENTE SEGUNDO O
NÚMERO DE CIGARROS CONSUMIDOS POR DIA (1), POR SEXO, NUTS I, 2014
Até 10 cigarros
Portugal
Continente
21 ou mais cigarros
%
N.º
%
N.º
%
Ambos os sexos
652.798
44,80
668.756
45,9
125.681
8,6
Homens
346.521
36,50
488.770
51,5
105.483
11,1
Mulheres
306.278
60,20
179.986
35,4
x
x
Ambos os sexos
624.519
45,40
625.639
45,5
114.911
8,4
Homens
332.149
37,30
454.724
51,1
94.953
10,7
Mulheres
292.371
60,20
170.915
35,2
x
x
14.888
31,50
26.538
56,2
5.764
12,2
Homens
7.665
22,50
20.825
61,1
5.595
16,4
Mulheres
7.223
55,10
5.713
43,6
x
x
13.391
38,10
16.579
47,2
5.005
14,2
Homens
6.707
26,80
13.222
52,9
4.935
19,7
Mulheres
6.684
65,90
3.358
33,1
x
x
Ambos os sexos
RAM
Entre 11 e 20 cigarros
N.º
Ambos os sexos
RAA
A Região Autónoma da Madeira apresenta a maior
prevalência de fumadores de mais de 20 cigarros
diários (14,2% em ambos os sexos; 19,7% nos homens), seguida da Região Autónoma dos Açores
(12, 2% em ambos os sexos, 16,4% nos homens),
conforme se observa no quadro 47.
Notas: (1) Refere-se à população que fuma diariamente cigarros (exclui outro tipo de tabaco). As estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não
responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 48
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS QUE FUMA DIARIAMENTE SEGUNDO O
NÚMERO DE CIGARROS CONSUMIDOS POR DIA (1), AMBOS OS SEXOS E GRUPO ETÁRIO, EM
PORTUGAL, 2014
Até 10 cigarros
N.º
Entre 11 e 20 cigarros
%
N.º
%
21 ou mais cigarros
N.º
%
15-24 anos
110.561
66,6
53.350
32,1
x
x
25-34 anos
156.052
49,8
135.948
43,4
x
x
35-44 anos
135.477
38,7
178.966
51,2
34.722
9,9
45-54 anos
126.944
38,4
160.791
48,6
38.140
11,5
55-64 anos
88.018
40,6
105.013
48,5
22.323
10,3
65-74 anos
26.782
40,1
30.250
45,3
x
x
75-84 anos
x
x
x
x
x
x
85 + anos
x
x
x
x
0
0,0
652.798
44,8
668.756
45,9
125.681
8,6
Total
Notas: (1) Refere-se à população que fuma diariamente cigarros (exclui outro tipo de tabaco). As estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não
responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
A prevalência mais elevada de grandes consumidores - acima de um maço de cigarros por dia observou-se no sexo masculino e no grupo etário
QUADRO 49
entre os 45 e os 54 anos, conforme se confirma
no quadro 49.
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS QUE FUMA DIARIAMENTE SEGUNDO O
NÚMERO DE CIGARROS CONSUMIDOS POR DIA (1), SEXO MASCULINO E POR GRUPO ETÁRIO, EM
PORTUGAL, 2014
Até 10 cigarros
N.º
Entre 11 e 20 cigarros
%
N.º
%
21 ou mais cigarros
N.º
%
15-24 anos
62.241
61,7
37.502
37,2
x
x
25-34 anos
87.201
43,2
97.157
48,1
x
x
35-44 anos
61.683
28,6
124.058
57,4
30.123
13,9
45-54 anos
68.753
29,8
123.916
53,8
33.814
14,7
55-64 anos
43.369
30,7
78.004
55,2
x
x
65-74 anos
x
x
24.903
53,2
x
x
75-84 anos
x
x
x
x
x
x
85 + anos
x
x
x
x
0
0,0
346.521
36,5
488.770
51,5
105.483
11,1
Total
Notas: (1) Refere-se à população que fuma diariamente cigarros (exclui outro tipo de tabaco). As estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não
responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
53
54
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 50
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS QUE FUMA DIARIAMENTE SEGUNDO O
NÚMERO DE CIGARROS CONSUMIDOS POR DIA (1), SEXO FEMININO E POR GRUPO ETÁRIO, EM
PORTUGAL, 2014
Até 10 cigarros
N.º
Entre 11 e 20 cigarros
N.º
%
15-24 anos
48.320
74,1
x
x
x
x
25-34 anos
68.851
61,7
38.791
34,8
x
x
35-44 anos
73.794
55,2
54.908
41,0
x
x
45-54 anos
58.191
57,9
36.875
36,7
x
x
55-64 anos
44.649
59,3
27.008
35,9
x
x
65-74 anos
x
x
x
x
x
x
75-84 anos
x
x
x
x
0
0,0
85 + anos
x
x
0
0,0
0
0,0
306.278
60,20
179.986
35,4
x
x
Total
%
N.º
%
21 ou mais cigarros
Notas: (1) Refere-se à população que fuma diariamente cigarros (exclui outro tipo de tabaco). As estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não
responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
6.2.2. Evolução das prevalências de consumo relativamente ao INS 2005/2006
De acordo com os dados recolhidos pelo INS
2014, estima-se que o número de pessoas fumadoras na população residente em Portugal
com 15 ou mais anos seja de 1,8 milhões de
pessoas; 1,2 milhões de homens e 0,6 milhões
de mulheres, conforme se verifica no quadro 51.
QUADRO 51
Comparativamente a 2005/2006, houve uma redução global no número de consumidores de tabaco de 87 039 pessoas.
Em termos de distribuição por sexos, assistiu-se,
no período em análise, a uma diminuição de
161.180 homens fumadores e a um acréscimo
de 74.141 mulheres fumadoras, conforme se
confirma no quadro 51.
COMPARAÇÃO ENTRE OS RESULTADOS DOS VALORES DO INS 2005/2006 COM O INS 2014,
SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, POR SEXO, EM PORTUGAL
Fumadores
Nunca fumadores
Fumadores diários
2005/2006
2014
2005/2006
2014
2005/2006
2014
Ambos os sexos
1.867.533
1.780.494
6.154.423
5.167.629
1.664.073
1.492.534
Masculino
1.316.791
1.155.611
2.111.781
1.678.350
1.172.644
978.117
550.742
624.883
4.042.642
3.489.279
491.429
514.417
Feminino
Notas: (1) Refere-se à população que fuma diariamente cigarros (exclui outro tipo de tabaco). As estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não
responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Analisada a evolução das prevalências de consumo em ambos os sexos verificou-se uma ligeira
diminuição entre os resultados de 2005/2006 e
os de 2014, mais acentuada na percentagem de
fumadores diários - redução de 1,9 pontos percentuais.
FIGURA 26
Pelo contrário, a percentagem de nunca fumadores diminuiu no mesmo período, o que traduz um
aumento na experimentação do consumo, conforme se observa na figura 26.
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES, EM PERCENTAGEM, DO INS 2005/2006
COM O INS 2014, SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, NA POPULAÇÃO
COM 15 OU MAIS ANOS, EM PORTUGAL
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
Analisada a evolução das prevalências de consumo em função do sexo, entre os resultados do
INS de 2005/2006 e o de 2014, verificou-se uma
diminuição na prevalência de consumidores diários no sexo masculino (de 27,5% para 23,5%),
e um aumento da prevalência de consumidores
diários do sexo feminino (de 10,6% para 10,9%),
bem como um aumento dos fumadores ocasionais de ambos os sexos, conforme se confirma
na figura 27.
55
56
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 27
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES, EM PERCENTAGEM, DO INS 2005/2006 COM
O INS 2014, SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, POR SEXO, EM PORTUGAL
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
Quanto à evolução por grupo etário, em termos
absolutos o número de jovens fumadores dos 15
aos 24 anos diminuiu entre 2005/2006 e 2014.
O número de jovens, deste grupo etário, que nunca
FIGURA 28
fumaram diminuiu também no mesmo período,
conforme se confirma na figura 28 e quadros 52
e 53.
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES DO INS 2005/2006 E O INS 2014,
SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, NO GRUPO ETÁRIO DOS 15-24
ANOS DE IDADE, EM PORTUGAL
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
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Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 52
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES, EM PERCENTAGEM, DO INS 2005/2006
E DO INS 2014, SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, SEXO MASCULINO,
EM PORTUGAL
Fumadores diários
Fumadores ocasionais
2005/2006
2014
2005/2006
15-24 anos
26,2
18,1
5,3
25-34 anos
34,5
34,0
35-44 anos
41,4
45-54 anos
2014
Nunca fumadores
2005/2006
2014
x
63,3
60,9
4,8
7,9
47,5
43,2
28,9
3,2
4,2
33,6
41,4
31,1
33,1
3,3
4,3
32,0
31,1
55-64 anos
19,5
23,0
2,2
x
35,4
28,0
65-74 anos
12,4
10,8
0,7
x
45,1
37,3
≥ 75
5,7
x
1,0
x
46,6
15,1
Notas: (1) Refere-se à população que fuma diariamente cigarros (exclui outro tipo de tabaco). As estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não
responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
QUADRO 53
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES, EM PERCENTAGEM, DO INS 2005/2006
E DO INS 2014, SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, POR GRUPO ETÁRIO,
SEXO FEMININO, EM PORTUGAL
Fumadores diários
Fumadores ocasionais
2005/2006
2005/2006
2014
2005/2006
2014
15-24 anos
14,1
12,0
1,9
x
77,4
70,4
25-34 anos
16,0
18,0
1,8
x
73,2
63,3
35-44 anos
19,1
16,5
1,8
2,9
67,6
61,6
45-54 anos
11,1
12,8
1,4
x
78,5
67,9
55-64 anos
5,0
10,8
0,6
x
89,1
75,2
65-74 anos
1,4
x
0,1
x
96,7
88,5
≥ 75
0,1
x
0,0
x
99,0
95,4
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20% - INS 2014
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
2014
Nunca fumadores
57
58
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
6.3. Consumo de tabaco na gravidez
De acordo com os dados recolhidos pelo INS
2014, 9,7 % das mulheres disseram ter fumado
QUADRO 54
na última gravidez, conforme se observa no quadro 54.
POPULAÇÃO FEMININA RESIDENTE COM IDADE ENTRE 15 E OS 55 ANOS COM GRAVIDEZ ANTERIOR
QUE REFERIU TER FUMADO DURANTE A GRAVIDEZ, POR GRUPO ETÁRIO, PORTUGAL, 2014
Mulheres
Fumou durante a última gravidez
N
N
%
15-29 anos
144.488
12.975
x
30-34 anos
228.918
31.362
13,7
35-39 anos
329.938
28.263
8,6
40-44 anos
344.281
41.936
12,2
45-49 anos
315.447
22.876
x
50-55 anos
381.464
30.946
8,1
1.744.536
168.358
9,7
Total
Nota:as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20%
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Num estudo efetuado numa amostra (não representativa) de 1104 mulheres grávidas que se
dirigiram a serviços de saúde do sector público
(ACES Lisboa Norte, ACES Lisboa Central, ACES
Lisboa Ocidental/Oeiras) para uma consulta de
vigilância da gravidez no período de 15 de setembro a 15 de novembro de 2014, observou-se uma
prevalência de consumo de tabaco durante a gravidez de cerca de 17%.
As participantes tinham, em média/mediana, 31
anos (mín.=15 anos; máx.=46 anos), eram sobretudo de nacionalidade portuguesa, residiam
em Lisboa, possuíam o 3º ciclo do ensino básico
FIGURA 29
completo, exerciam uma ocupação profissional e
tinham um nível de rendimento mensal líquido do
agregado familiar igual ou inferior a 1000€.
Cerca de 1% manteve o consumo habitual depois
de saber que estava grávida; cerca de 16% não
pararam de fumar, mas reduziram o número diário de cigarros fumados.
Cerca de 11% disseram ter parado de fumar depois de saberem que estavam grávidas; 14% pararam antes de engravidar, conforme se observa
na figura 29.
UTILIZAÇÃO DO CIGARRO À DATA DO INQUÉRITO, 2014
n=1069
Nota dos autores do estudo: A prevalência do consumo de tabaco durante a gravidez baseia-se na resposta afirmativa às opções “fumo regularmente aproximadamente o mesmo
que fumava antes de saber que estava grávida” e “ainda fumo, mas reduzi o número de cigarros desde que soube que estava grávida”, face à questão”Qual das seguintes afirmações
descreve melhor a sua utilização do cigarro”. É no entanto possível que algumas grávidas que responderam “parei de fumar depois de saber que estava grávida e neste momento
não fumo” tenham ainda fumado na gravidez.
Fonte: Ludmila Carapinha et al. O consumo de álcool na gravidez. Lisboa: SICAD, 2015
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Mais de metade das mulheres que fumavam no
início da gravidez manteve o consumo (59,7%). O
abandono do tabaco foi menos frequente entre
QUADRO 55
as inquiridas com menos de 25 anos, tendo 75%
mantido o consumo.
MANUTENÇÃO OU ABANDONO DO CONSUMO DE TABACO EM FUNÇÃO DO GRUPO ETÁRIO (NO
GRUPO DAS PARTICIPANTES QUE FUMAVAM QUANDO SOUBERAM QUE ESTAVAM GRÁVIDAS)
Abandono do consumo
Manutenção do consumo
Total
N
%
N
%
N
%
≤24 anos
16
25,0
48
75,0
64
100
25-34 anos
69
45,7
82
54,3
151
100
≥ 35 anos
34
42,5
46
57,5
80
100
Total
119
40,3
176
59,7
295
100
Nota:n=295; Qui-Quadrado=8,212; p=0,016
Fonte: Ludmila Carapinha et al. O consumo de álcool na gravidez. Lisboa: SICAD, 2015
7.CESSAÇÃO TABÁGICA
De acordo com as estimativas do INS 2014, cerca
de 21,7% dos residentes em Portugal com 15 ou
mais anos são ex-fumadores; 31,8% dos homens
e 12,9% das mulheres.
QUADRO 56
As regiões autónomas apresentam as prevalências de ex-fumadores mais baixas, conforme se
observa no quadro 56.
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS EX-FUMADORA, POR SEXO, NUTS I, EM 2014
Abandono do consumo
N
Portugal
RAM
%
1.931.948
21,7
Homens
1.323.679
31,8
608.269
12,9
Ambos os sexos
1.851.485
21,9
Homens
1.268.927
32,0
582.558
12,9
Ambos os sexos
38.979
19,0
Homens
26.594
26,7
Mulheres
12.386
11,8
Ambos os sexos
41.484
18,9
Homens
28.159
27,9
Mulheres
13.325
11,3
Mulheres
RAA
N.º
Ambos os sexos
Mulheres
Continente
Ex-fumador
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
59
60
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 30
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS EX-FUMADORA, EM AMBOS OS SEXOS,
POR GRUPO ETÁRIO, NUTS I, EM 2014
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
QUADRO 57
POPULAÇÃO RESIDENTE, COM 15 OU MAIS ANOS, EX-FUMADORA, POR GRUPO ETÁRIO
E POR SEXO, EM PORTUGAL, 2014
Sexo masculino
Sexo feminino
N.º
%
N.º
%
15-24 anos
79.116
14,1
66.513
12,2
25-34 anos
89.923
14,8
90.503
14,4
35-44 anos
194.035
25,5
155.334
18,9
45-54 anos
227.182
31,4
131.637
16,7
55-64 anos
290.172
45,9
89.722
12,6
65-74 anos
243.942
50,8
47.103
8,0
75-84 anos
166.690
53,6
x
x
85 + anos
32.620
39,5
x
x
1.323.679
31,8
608.269
12,9
Total
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Fonte: INE, Inquérito Nacional de Saúde 2014
Relativamente a 2005/2006 registou-se uma subida no número de ex-fumadores: aproximadamente mais 0,5 milhões de pessoas deixaram de
QUADRO 58
fumar. Neste período a prevalência de ex-fumadores aumentou quase 6 pontos percentuais,
conforme se confirma no quadro 58.
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES DO INS 2005/2006 COM O INS 2014,
SEGUNDO A CONDIÇÃO PERANTE O CONSUMO DE TABACO, EX-FUMADORES, EM PORTUGAL
N
N.º
%
2005/2006
1.435.223
16,0
2014
1.931.948
21,7
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
O aumento da percentagem de ex-fumadores
observou-se em ambos os sexos, conforme se
confirma na figura 31.
FIGURA 31
Assim, em 2014, existiam em Portugal 1.323.679
homens ex-fumadores, mais 208.452 do que em
2005/2006, e 608.269 mulheres ex-fumadoras,
mais 288.273 do que em 2005/2006.
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES, EM PERCENTAGEM, DO INS 2005/2006
COM O INS 2014, EX-FUMADORES, POR SEXO, EM PORTUGAL
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
O aumento da percentagem de ex-fumadores
observou-se, também, em quase todos os grupos
etários, conforme se confirma no quadro 59.
QUADRO 59
De salientar o aumento expressivo de jovens dos
15 aos 24 anos que deixaram de fumar, conforme
se observa no quadro 59.
COMPARAÇÃO ENTRE A DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES, EM PERCENTAGEM, DO INS 2005/2006
E DO INS 2014, EX-FUMADORES, POR GRUPO ETÁRIO E POR SEXO, EM PORTUGAL
Sexo masculino
2005/2006
Sexo feminino
2014
2005/2006
2014
15-24 anos
5,1
14,1
6,6
12,2
25-34 anos
13,2
14,8
9,0
14,4
35-44 anos
21,9
25,5
11,5
18,9
45-54 anos
33,6
31,4
9,0
16,7
55-64 anos
43,0
45,9
5,3
12,6
65-74 anos
41,8
50,8
1,7
8,0
≥ 75
46,6
50,6
0,9
X
X- Estimativas com coeficientes de variação superiores a 20% - INS 2014
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014, Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
61
62
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
De acordo com o INS 2014, 92,1% dos residentes em Portugal que deixaram de fumar não tiveram qualquer apoio; 3,6% recorreram a apoio
médico ou tomaram medicamentos para deixar
de fumar (INE, 2015).
Segundo resultados do estudo Eurobarómetro
de 2015 (European Commission, 2015), Portugal
FIGURA 32
ocupa o último lugar entre os países da União
Europeia, no que se refere à percentagem de fumadores que disse ter feito uma tentativa para
parar de fumar ao longo da vida, com apenas 32%
de respostas afirmativas. Contudo, o facto de os
dados não estarem padronizados limita as comparações entre Estados-Membros.
RESPOSTA À QUESTÃO «ALGUMA VEZ TENTOU DEIXAR DE FUMAR?»
Fonte: European Commission, Special Eurobarometer 429, 2015.
Observou-se uma diminuição da proporção de respondentes que refere ter feito
uma tentativa para parar de fumar relativamente ao estudo Eurobarómetro de 2012.
Melhor Informação,
Mais Saúde
A grande maioria dos respondentes referiu que
tentou parar de fumar sem ajuda. Contudo, as
tentativas para parar de fumar com apoio aumentaram, relativamente às observadas em 2012:
mais 7% responderam que usaram substituição
de nicotina, e mais 2% tiveram apoio de profissionais de saúde.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
FIGURA 33
RESPOSTA À QUESTÃO «QUAL FOI O RECURSO UTILIZADO PARA DEIXAR DE FUMAR»
Deixou ou tentou
deixar de fumar
sem apoio
%
Comparação
com
01-02-2012
Medicação de
substituição de
nicotina ou outros
medicamentos
Comparação
com
01-02-2012
%
Cigarros
eletrónicos
ou produtos
similares
%
Apoio de profissionais
de saúde ou de
serviços especializados
em cessação tabágica
Comparação
com
01-02-2012
%
União Europeia 28
65
-5
12
-3
10
5
-2
Áustria
67
-2
19
-3
5
6
-4
Bélgica
71
2
15
-2
8
8
-2
Bulgária
68
-12
7
-2
11
2
1
Chipre
73
-1
6
-7
16
4
-7
Rep. Checa
76
-4
13
=
11
4
-2
Alemanha
65
-6
9
-1
4
4
-2
Dinamarca
61
-12
16
-8
8
7
=
Estónia
74
1
11
-1
6
4
2
Grécia
85
2
4
=
8
1
-1
Espanha
80
1
6
-1
7
2
-2
Finlândia
52
-12
23
-6
6
7
1
França
59
-5
17
-2
18
5
-3
Croácia
70
NA
6
NA
5
6
NA
Hungria
70
-5
10
-1
9
5
-1
Irlanda
54
-6
17
-19
19
6
-3
Itália
69
-9
11
7
9
8
=
Lituânia
78
12
4
-4
3
2
1
Luxemburgo
72
=
14
-6
3
3
-4
Letónia
74
-3
9
1
3
4
=
Malta
67
-8
3
-11
5
10
=
Holanda
73
-5
12
=
7
5
-1
Polónia
64
-4
10
-7
12
4
-2
Portugal
72
-12
11
7
4
7
2
Roménia
60
-12
6
-4
6
4
2
Suécia
60
-3
20
-2
2
4
-4
Eslovénia
67
-12
8
2
2
4
=
Eslováquia
66
-13
9
-3
6
4
-3
Reino Unido
52
-7
18
-8
19
7
-3
Fonte: European Commission, Special Eurobarometer 429, 2015.
7.1. Consultas de cessação tabágica
A inexistência de um sistema de informação adequado aos registos clínico e de enfermagem das
atividades realizadas no âmbito do aconselhamento breve e da consulta de apoio intensivo à cessação tabágica limita a obtenção de dados nesta
área. Por outro lado têm-se registado, nos últimos
anos, modificações nos locais e equipas das consultas de apoio intensivo à cessação tabágica, que
se devem às reformas em curso no sector da saúde
e à aposentação de muitos profissionais.
63
64
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
7.1.1. Locais de consulta
Os locais de consulta de apoio intensivo à cessação
tabágica registaram uma subida após a entrada
em vigor da nova lei do tabaco, tendo registado
diminuições graduais desde 2010.
QUADRO 60
Em 2014 é de assinalar um aumento do número
total de locais de consulta intensiva relativamente
ao ano anterior, observado nas regiões do Algarve,
do Norte e de LVT, conforme quadro 60.
NÚMERO DE LOCAIS DE CONSULTAS DE CESSAÇÃO TABÁGICA, POR ARS (2008-2014)
ARS
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014*
Norte
86
85
57
45
32
33
38
Centro
53
63
53
55
50
35
32
LVT
46
47
40
40
33
37
41
Alentejo
16
16
21
13
9
7
6
Algarve
11
12
10
8
3
6
13
Total
212
223
181
161
127
118
130
*Número corrigido face a 2014.
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, LVT, Alentejo e Algarve, 2015
7.1.2. Movimento das consultas
Tendo por base uma recolha efetuada através de
mapas de preenchimento manual, estima-se que
sejam atendidos por ano cerca de 7500 utentes nas
consultas de apoio intensivo à cessação tabágica.
tinente, mais expressivo nas regiões Norte e de
Lisboa e Vale do Tejo.
Não existem dados relativos ao número de utentes apoiados através de intervenções breves.
Em 2014, observou-se um aumento no número
de utentes atendidos em todas as regiões do con-
QUADRO 61
NÚMERO DE UTENTES ATENDIDOS NAS CONSULTAS DE APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO
TABÁGICA (1.ª CONSULTA) (2009 A 2014)
ARS
2009
2010
2011
2012
2013
2014
Norte
3.048
nd
1.137
1.992
1.331
1.779
Centro
419
1.623
1.213
1.554
475*
1.633**
3.600
2.924
3.194
3.067
3.209
3.552
Alentejo
198
nd
nd
219
158
201
Algarve
483
370
234
127
287
336
7.748
4.917
5.778
6.959
5.460
7.501
LVT
Total
* Apenas dados dos CH/HH
**Dados de 20 consultas (total 32)
Fonte: Administrações Regionais de Saúde Nota: O n.º total de fumadores corresponde ao número de fumadores que iniciaram consulta de cessação tabágica em
estabelecimentos de saúde do SNS no Continente
Quanto ao número de consultas de apoio intensivo realizadas em 2014, conclui-se que estas registaram uma subida assinalável relativamente aos
Melhor Informação,
Mais Saúde
últimos anos. A ARS LVT continua a ser a ARS com
maior produtividade nesta área, conforme se o
bserva no quadro 62 e figura 35.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 62
CONSULTAS DE CESSAÇÃO TABÁGICA: ACES E HOSPITAIS 2004, 2008, 2012, 2013 E 2014
ARS
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
Norte
6.916
9.278
2.458
4.589
5.038
5.011
6.165
Centro
2.159
2.400
4.651
3.728
4.403
4.315
5.904
LVT
8.590
11.524
10.389
10.919
10.445
11.524
12.462
Alentejo
1.216
1.330
1.208
848
661
505
529
Algarve
1.221
1.233
914
583
351
1.003
948
Total
20.102
25.765
19.620
20.667
20.898
22.358
26.008
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, LVT, Alentejo e Algarve, 2015.
FIGURA 34
TOTAL DE CONSULTAS DE CESSAÇÃO TABÁGICA (2008-2014)
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, LVT, Alentejo e Algarve, 2015
FIGURA 35
NÚMERO DE CONSULTAS DE CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, POR ARS (2008-2014)
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, LVT, Alentejo e Algarve, 2015
65
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
Quanto ao local de realização destas consultas,
em 2014, mais de metade (62%) foram realizadas
em contexto hospitalar.
Vale do Tejo, conforme se verifica no quadro 63.
De notar, contudo, o aumento do número de consultas realizadas nos centros de saúde, que atingiu o valor mais elevado dos últimos anos.
Em 2014, mais de metade do total de consultas
foi realizado nos Hospitais da região de Lisboa e
QUADRO 63
CONSULTAS DE CESSAÇÃO TABÁGICA: ACES E HOSPITAIS 2004, 2008, 2012, 2013, 2014
Centros de Saúde
ARS
Hospitais
2004
2008
2012
2013
2014
2004
2008
2012
2013
2014
1.737
4.555
1.222
1.418
2.145
3.934
2.361
3.816
3.593
4.020
Centro
133
420
975
2.144
2.728
nd
88
3.428
2.171
3.176
LVT
280
1.980
3.576
2.601
3.651*
3.865
6.530
6.869
8.518
8.116
Alentejo
464
1.216
661
505
529
nd
nd
nd
nd
nd
0
1.017
241
720
568**
51
204
110
285
304
Total
2.614
9.188
6.675
7.388
9.621
7.850
9.183
14.223
14.567
15.616
%
33,3%
50,0%
31,9%
34,7%
38,1%
66,7%
50,0%
68,1%
65,3%
61,9%
Norte
Algarve
CS - Centros de saúde
* mais 695 consultas em serviços CAD
** mais 76 consultas em serviço CAD
Fonte: Administrações Regionais de Saúde, 2015.
FIGURA 36
CONSULTAS DE CESSAÇÃO TABÁGICA: ACES E HOSPITAIS 2004, 2008, 2012, 2013 E 2014
Número Absoluto
66
Fonte: Administrações Regionais de Saúde, 2015
Quanto à produtividade destas consultas foi, em
alguns casos, diminuta conforme se observa nas
figuras 39 a 43. Contudo, o facto de os registos em
muitas destas consultas ainda serem manuais,
limita este tipo de análise.
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De notar que a ARS Norte e a ARS LVT são as únicas
que ainda não possuem este tipo de consulta em
todos os respetivos ACES.
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FIGURA 37
NÚMERO DE CONSULTAS DE APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, EM 2014,
POR ACES, ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO NORTE
Fonte: Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, 2015
FIGURA 38
NÚMERO DE CONSULTAS DE APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, EM 2014,
POR ACES DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO
Fonte: Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, 2015
67
68
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 39
NÚMERO DE CONSULTAS DE APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, EM 2014,
POR ACES DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DE LISBOA E VALE DO TEJO
Nota: ACES Lisboa Norte inclui 145 consulta juvenil.
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) de LVT, 2015
FIGURA 40
NÚMERO DE CONSULTAS DE APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, EM 2014,
POR ACES DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Alentejo, 2015
FIGURA 41
NÚMERO DE CONSULTAS DE APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, EM 2014,
POR ACES DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALGARVE
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Alentejo, 2015
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FIGURA 42
NÚMERO DE CONSULTAS APOIO INTENSIVO À CESSAÇÃO TABÁGICA EFETUADAS, EM 2014, NOS
HOSPITAIS, POR ARS.
Fonte: Administrações Regionais de Saúde (ARS) do Norte, Centro, LVT, Alentejo e Algarve, 2015
69
70
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
7.1.3. Dispensa de medicamentos de apoio à cessação tabágica nas farmácias
Os medicamentos de apoio à cessação tabágica
bupropiom., conforme se observa no quadro 64 e
não são comparticipados pelo SNS. Os substitufigura 43 Porém, dado que este fármaco pode ter
tos de nicotina são de venda livre. Os restantes
indicação terapêutica no tratamento de situações
medicamentos exigem prescrição médica. Ende depressão, associadas ou não ao consumo de
tre 2010 e 2014, o bupropiom e os substitutos
tabaco, não é possível conhecer com rigor qual a
de nicotina foram os medicamentos de apoio à
utilização desta susbtância para efeitos de apoio
cessação tabágica mais comercializados. De noà cessação tabágica.
tar o acentuado aumento da comercialização de
QUADRO 64
DISPENSA DE MEDICAMENTOS DE APOIO À CESSAÇÃO TABÁGICA ÀS FARMÁCIAS, PARA
COMERCIALIZAÇÃO (N.º DE EMBALAGENS), EM PORTUGAL CONTINENTAL (2010 A 2014)
DCI
Bupropiom** (a)
Bupropiom (Zyban)
Bupropiom (a)
Vareniclina
Embalagens de atindepressivos
2010
2011
2012
2013
2014
142.773
153.930
164.824
188.322
230.643
908
722
623
631
580
143.681
154.652
165.447
188.953
231.223
37.440
36.469
31.469
29.906
26.640
(a) Utilização desta substância no tratamento de situações de depressão, não necessariamente relacionadas com a cessação tabágica.
**2.ª Geração;
Fonte: INFARMED 2015 via IMS Health
FIGURA 43
DISPENSA DE MEDICAMENTOS DE APOIO À CESSAÇÃO TABÁGICA ÀS FARMÁCIAS, PARA
COMERCIALIZAÇÃO (N.º DE EMBALAGENS), EM PORTUGAL CONTINENTAL (2010 A 2014)
(a) Utilização desta substância no tratamento de situações de depressão, não necessariamente relacionadas com a cessação tabágica.
*Somatório de Bupropiom (Saúde Mental) com Zyban
Fonte: Infarmed, 2015.
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FIGURA 44
NÚMERO TOTAL DE DOSE DIÁRIA CONSUMIDA POR TIPO DE MEDICAMENTOS DE APOIO À
CESSAÇÃO TABÁGICA, EM PORTUGAL CONTINENTAL, EM 2014
(a) Utilização desta substância no tratamento de situações de depressão, não necessariamente relacionadas com a cessação tabágica.
AS DDD/Embalagem atribuída com base na actualização ATC 2015.
Fonte: INFARMED 2015 via IMS Health
FIGURA 45
NÚMERO DE DOSE DIÁRIA DEFINIDA POR TIPO DE MEDICAMENTOS DE APOIO À CESSAÇÃO
TABÁGICA, EM PORTUGAL CONTINENTAL, POR MÊS EM 2014
(a) Utilização desta substância no tratamento de situações de depressão, não necessariamente relacionadas com a cessação tabágica.
AS DDD/Embalagem atribuída com base na actualização ATC 2015.
Fonte: INFARMED 2015 via IMS Health
71
72
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
8.EXPOSIÇÃO AO FUMO AMBIENTAL DO TABACO
8.1. Prevalência da exposição – retrato do Inquérito Nacional de Saúde 2014
Segundo dados do INS 2014 cerca de 8,5% da
população referiu estar exposta diariamente ao fumo
ambiental do tabaco. Cerca de 5% estava exposta 1
ou mais horas por dia. Os homens apresentaram
uma prevalência de exposição ligeiramente superior
à das mulheres, conforme se observa na figura 46.
FIGURA 46
Quanto aos locais de exposição, os locais de lazer
e a casa foram os mais referidos, seguidos do local
de trabalho, conforme se confirma na figura 47.
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS EXPOSTA AO FUMO PASSIVO POR TEMPO
DE EXPOSIÇÃO DIÁRIA
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
FIGURA 47
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 OU MAIS ANOS EXPOSTA DIARIAMENTE A FUMO PASSIVO
SEGUNDO O LOCAL DE EXPOSIÇÃO, POR SEXO, PORTUGAL, 2014
Nota: as estimativas apresentadas não contemplam as situações “não sabe / não responde”.
Fonte: INE/INSA, Inquérito Nacional de Saúde 2014
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8.2. Fiscalização da Lei do tabaco
De acordo com dados da ASAE, em 2013 foram
identificadas 318 infrações à lei do tabaco, conforme quadro 65.
QUADRO 65
FISCALIZAÇÃO DA LEI DO TABACO (LEI N.º 37/2007, DE 14 DE AGOSTO), PELA ASAE –
INFRAÇÕES – ANO 2013
Tipo de Infração
Nº de Infrações
Falta de sinalização ou sinalização incorreta
215
Proibição de fumar em determinados locais
34
Criação de espaços para fumadores sem requisitos
32
Venda de produtos do tabaco através de máquinas automáticas
sem observância de requisitos.
14
Falta de aviso de proibição de venda a menores
11
Não determinação aos fumadores para que se abstenham de fumar
6
Venda de produtos de tabaco a menores de 18 anos
2
Comercialização de embalagens promocionais ou a preço reduzido
1
Incumprimento das regras de rotulagem.
1
Proibição de fumar fora das áreas ao ar livre ou das áreas para fumadores
1
Publicidade ao tabaco e produtos de tabaco
1
TOTAL
Fonte: ASAE, 2015.
318
73
74
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
9.PRODUÇÃO E MERCADO DO TABACO
9.1. Produção de tabaco em Portugal e na União Europeia
Portugal é um pequeno produtor agrícola de tabaco. A principal produção agrícola tem lugar nos
Açores. A superfície dedicada a esta cultura, bem
QUADRO 66
como a respetiva produção agrícola, registaram
um aumento, entre 2011 e 2014, (INE, 2015).
PRODUÇÃO DE TABACO NA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES (2011-2014)
2011
2012
2013
2014
Superfície (ha)
24
31
32
44
Produção (t)
50
83
77
108
Fonte: INE I.P., Estatísticas agrícolas, 2014. INE 2015.
Em 2013, o valor das vendas obtido pela produção
do tabaco foi de 458 milhões de euros (INE, 2015).
FIGURA 48
No mesmo ano, o mercado externo (70% para
a UE e 14% para países terceiros) foi o principal destino da produção da indústria do tabaco
(INE, 2015).
DISTRIBUIÇÃO POR COLOCAÇÃO NO MERCADO, 2013.
Fonte: INE I.P., Estatísticas agrícolas, 2014. INE 2015.
QUADRO 67
DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DA COLOCAÇÃO DE TABACO POR TIPO DE MERCADO, 2010-2013
2010
2011
2012
2013
Paises terceiros
12,0
11,0
10,8
14,0
Mercado Nacional
22,0
21,0
17,5
15,6
União Europeia
66,0
68,0
71,7
70,0
Fonte: INE I.P., Estatísticas agrícolas, 2014. INE 2015.
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9.2. Evolução dos preços dos produtos do tabaco em Portugal
De acordo com os dados da Autoridade Tributária
e Aduaneira, em 2014, a introdução no consumo
de cigarros e de charutos registou um ligeiro decréscimo. De notar, contudo, o aumento nas entradas no consumo de cigarrilhas, mais expres­
QUADRO 68
sivo a partir de 2011, ano a partir do qual se
registou um decréscimo nas entradas no consumo de tabaco de corte fino, conforme se observa
no quadro 68 e nas figuras 49 e 50.
INTRODUÇÃO NO CONSUMO DE PRODUTOS SUJEITOS A IMPOSTO (2010-2014)
2010*
Cigarros (milhares)
Cigarrilhas (milhares)
Charutos (milhares)
Tabaco corte fino (Kg)
1
Outros tabacos de fumar (Kg)
2
Tabaco para cachimbo de água
2011**
2012**
2013
2014
14.211.590
11.946.767
10.233.908
10.018.196
9.651.991
118.151
90.714
124.899
179.526
305.366
6.037
4.662
4.094
3.500
3.005
860.321
1.882.580
1.690.971
1.118.340
805.017
20.769
80.173
638.676
3.135
6.438
-
-
-
-
9.380
Fonte: Estatísticas de 2011 e 2012 disponíveis em http://www.dgaiec.min-financas.pt/pt/estatisticas/, consult. 3 jun 2013. Relatório de Actividades 2009 e 2010 DGAIEC.
Ministério das Finanças. DGAIEC. Consultado a 12 de agosto de 2015.Disponível em www.dgaiec.min-financas.pt
*Total Nacional
**Total Portugal Continental
1
Abrange o tabaco de corte fino para cigarros de enrolar.
2
Abrange os outros produtos não compreendidos nas restantes categorias, nomeadamente, o tabaco para cachimbo.
FIGURA 49
EVOLUÇÃO DAS ENTRADAS NO CONSUMO DE CIGARROS E DE CIGARRILHAS, NO PERÍODO
2010-2014
*Total Nacional
**Total Portugal Continental
Fonte: ATC 2015.
75
76
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
FIGURA 50
EVOLUÇÃO DAS ENTRADAS NO CONSUMO DE TABACO DE CORTE FINO, NO PERÍODO 2010-2014
*Total Nacional
**Total Portugal Continental
Fonte: ATC, 2015.
A introdução de cigarrilhas no mercado registou
um aumento de 158%, entre 2010 e 2014, conforme se confirma na figura 51.
FIGURA 51
VARIAÇÃO DA INTRODUÇÃO NO CONSUMO DE PRODUTOS SUJEITOS A IMPOSTO, (%), 2014/2010
Fonte: Excluíu-se o o produto Tabaco para cachimbo de água pelo facto deste se encontrar desagregado apenas a partir do ano de 2014
Fonte: ATC, 2015.
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9.3. Evolução dos preços dos produtos do tabaco na União Europeia
Em 2014, a Irlanda, o Reino Unido e a França
apresentaram os preços médios ponderados
de venda ao público de cigarros mais elevados.
QUADRO 69
Porém, esta análise deve ser feita com reservas,
dado que este indicador não entra em linha de
conta com o nível de vida de cada país.
EVOLUÇÃO DO PREÇO MÉDIO PONDERADO DE VENDA AO PÚBLICO DE UM MILHEIRO DE
CIGARROS (EUROS) EU, JULHO 2011 A JULHO 2015
Até julho 2011
Até julho 2012
Até julho 2013
Até julho 2014
Até julho 2015
Portugal
172,50
186,50
192,41
194,88
206,68
Irlanda
423,50
423,50
446,00
454,50
464,00
Reino Unido
313,51
368,19
407,74
420,01
450,40
França
270,00
285,00
305,00
325,00
336,76
Holanda
236,72
251,74
264,62
291,91
291,91
Suécia
248,29
255,48
295,72
286,96
288,26
Dinamarca
232,28
142,96
266,67
271,88
274,43
Alemanha
229,80
243,20
246,50
254,50
256,98
Finlândia
216,09
225,09
225,09
250,41
273,35
Bélgica
226,37
233,32
238,67
244,11
265,41
Itália
205,00
214,00
228,00
229,00
226,00
Espanha
166,52
188,03
202,14
215,00
218,74
Áustria
189,40
197,40
202,10
208,80
216,50
Luxemburgo
180,11
191,92
197,26
208,51
218,05
Chipre
163,50
116,40
195,50
204,00
207,00
Malta
188,00
206,80
206,80
203,43
214,24
Grécia
156,56
162,27
164,10
175,15
181,80
Hungria
110,57
121,98
146,74
170,60
169,21
Eslovénia
132,78
143,00
147,50
165,50
170,50
Eslováquia
132,00
135,80
143,58
150,11
150,11
Rep. Checa
138,94
136,35
138,00
143,76
139,04
Estónia
110,25
121,50
131,00
141,00
150,00
Roménia
119,56
130,07
131,95
140,54
157,69
Polónia
116,04
114,20
132,74
140,04
154,11
Croácia
n.d.
n.d.
126,54
134,99
144,74
Letónia
110,59
117,81
128,35
129,88
139,66
Lituânia
108,30
112,52
119,03
123,38
130,00
Bulgária
112,49
109,93
117,85
118,88
120,67
Fonte: Adaptado de European Commission. Excise duty tables. Part III – manufactured tobacco. Ref. 1044, July 2015. Acedido em 10 de Agosto de 2015. Disponível em:
http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/taxation/excise_duties/tobacco_products/rates/excise_duties-part_iii_tobacco_en.pdf
77
78
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
9.4. Impostos sobre os produtos do tabaco
O imposto incidente sobre os produtos do tabaco integra dois elementos: um específico e
outro ad valorem. A unidade tributável do elemento específico é constituída pelo milheiro
9.4.1. Impostos sobre os cigarros
Segundo dados reportados a 1 de janeiro de
2014 os cigarros comercializados foram taxados
em cerca de 80,51% do preço médio de venda.
Este valor foi comparativamente inferior ao praticado em outros países da EU, conforme se confirma no quadro 60 (European Commission, Taxation
and Customs Union, 2014).
QUADRO 70
de cigarros. O elemento ad valorem resulta da
aplicação de uma percentagem única aos preços de venda ao público de todos os tipos de
cigarros.
Em 2014, relativamente a 2013, o imposto específico sobre os cigarros sofreu um aumento de
apenas 1 euro (78,37 euros para 79,39 euros) por
cada milheiro de cigarros.
O imposto ad valorem em 2011, foi de 23%, sofrendo um decréscimo, em 2012 e 2013, para
20%, e, em 2014, para 17%.
EVOLUÇÃO DOS IMPOSTOS ESPECIAIS SOBRE OS PRODUTOS DO TABACO, PORTUGAL (2010-2015)
OE 2011
OE 2012
OE 2013
OE 2014
OE 2015
EE
AV
EE
AV
EE (€)
AV
EE (€)
AV
EE(€)
AV
Cigarros
69,07
23,00%
78,37
20,00%
79,39
20,00%
87,33
17,00%
88,2
17,00%
Charutos
n.a.
13,00%
n.a.
15,00%
n.a.
20,00%
n.a.
25,00%
n.a.
25,00%
Cigarrilhas
n.a.
13,00%
n.a.
15,00%
n.a.
20,00%
n.a.
25,00%
n.a.
25,00%
Tabaco corte fino
para cigarros de
enrolar
n.a.
60,00%
n.a.
61,40%
0,065/g
20,00%
0,075/g
20,00%
0,075/g
20,00%
Restantes tabacos
de fumar
n.a.
45,00%
n.a.
50,00%
0,065/g
20,00%
0,075/g
20,00%
n.a.
50,00%
Cachimbo de água
-
-
-
-
-
-
n.a.
50,00%
n.a.
50,00%
Líquido contendo
nicotina
-
-
-
-
-
-
-
-
0,060/ml
n.a.
Nota : OE – Orçamento de Estado; EE – Elemento Específico, AV – Ad Valorem
Fonte: Orçamentos de Estado 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014. Artigos 103.º,104.º, 104.º-A, 104.º-B e 104.º-C
O Reino Unido apresenta a maior percentagem
total de impostos sobre os produtos do tabaco
(86%), seguido de Malta (85%) e da Grécia (84%).
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Em Portugal, a percentagem de impostos sobre
os prutos do tabaco diminuiu entre 2014 e 2015,
situando-se nos 78,08%, conforme se observa
nos quadros 71 e 72.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
QUADRO 71
IMPOSTOS SOBRE CIGARROS NA UNIÃO EUROPEIA. DADOS REPORTADOS A 1 JULHO DE 2015.
IMPOSTO ESPECÍFICO
Euros (Por milheiro
cigarros)
AD VALOREM
(% sobre preço venda)
TOTAL IMPOSTOS
(Específico + ad valorem
+ iva) % do preço médio
ponderado de venda
Portugal
88,20
17,00
78,08
Áustria
45,00
40,00
77,46
Bélgica
36,89
45,84
77,10
Bulgária
51,64
23,00
82,46
Chipre
55,00
34,00
76,54
Rep Checa
46,91
27,00
78,09
Alemanha
96,30
21,74
75,18
Dinamarca
158,86
1,00
78,89
Estónia
46,50
34,00
81,67
Grécia
82,50
20,00
84,08
Espanha
24,10
51,00
78,98
Finlândia
33,50
52,00
83,61
França
48,75
49,70
80,85
Croácia
30,09
38,00
78,79
Hungria
50,60
25,00
76,16
Irlanda
255,69
8,85
82,65
Itália
17,34
51,03
76,73
Lituânia
48,08
25,00
79,34
Luxemburgo
18,39
46,65
69,61
Letónia
54,20
25,00
81,16
Malta
92,50
25,00
85,27
Holanda
173,97
0,95
79,53
Polónia
49,45
31,41
82,19
Roménia
71,37
14,00
78,61
Suécia
166,06
1,00
78,61
Eslovénia
68,37
22,07
80,20
Eslováquia
59,50
23,00
79,30
Reino Unido
236,57
16,50
85,69
Estados-membros
Fonte: Adaptado de European Commission. Excise duty tables. Part III – manufactured tobacco. Ref. 1044, July 2015. Acedido em 10 de Agosto de 2015. Disponível em:
http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/taxation/excise_duties/tobacco_products/rates/excise_duties-part_iii_tobacco_en.pdf
79
80
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
QUADRO 72
EVOLUÇÃO DO TOTAL DE IMPOSTO RELATIVO A CIGARROS (%) UE, JULHO 2011 A JULHO 2015
Até julho 2011
Até julho 2012
Até julho 2013
Até julho 2014
Até julho 2015
Portugal
77,12
80,72
79,76
80,51
78,08
Reino Unido
90,13
82,12
87,30
85,69
85,69
Malta
77,14
77,49
77,49
80,81
85,27
Grécia
83,70
83,70
87,45
85,80
84,08
Finlândia
78,80
80,70
81,35
82,54
83,61
Irlanda
78,51
82,78
80,73
80,63
82,65
Bulgária
85,58
86,65
83,48
83,11
82,46
Polónia
84,77
84,28
84,61
85,01
82,19
Estónia
84,45
84,38
84,02
83,65
81,67
Letónia
83,88
81,28
79,33
82,24
81,16
França
80,64
80,64
81,09
81,37
80,85
Eslovénia
77,28
79,60
83,80
82,08
80,20
Holanda
81,87
78,45
83,91
77,91
79,53
Lituânia
77,74
78,39
78,37
79,21
79,34
Eslováquia
81,62
82,52
81,11
79,30
79,30
Espanha
79,88
80,35
80,28
79,17
78,98
Dinamarca
80,64
79,22
79,67
79,32
78,89
Croácia
-
-
77,97
77,43
78,79
Suécia
76,49
80,83
77,06
77,92
78,61
Roménia
78,55
80,24
81,33
81,33
78,61
Rep. Checa
76,21
77,69
77,87
76,64
78,09
Áustria
76,62
76,40
75,99
76,83
77,46
Bélgica
76,81
76,86
76,98
77,43
77,10
Itália
74,98
75,78
75,58
76,16
76,73
Chipre
77,54
75,47
77,38
76,93
76,54
Hungria
80,60
85,39
82,14
77,01
76,16
Alemanha
79,02
75,91
76,61
75,55
75,18
Luxemburgo
70,26
70,12
69,27
69,69
69,61
Fonte: Adaptado de European Commission. Excise duty tables. Part III – manufactured tobacco. Ref. 1044, July 2015. Acedido em 10 de Agosto de 2015. Disponível em:
http://ec.europa.eu/taxation_customs/resources/documents/taxation/excise_duties/tobacco_products/rates/excise_duties-part_iii_tobacco_en.pdf
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
9.5. Evolução das receitas fiscais sobre o tabaco
Segundo o Destaque do INE, de 15 de maio de
2014, o imposto sobre o tabaco é o terceiro imposto indireto mais importante em termos de
receitas fiscais. Em 2014 houve uma quebra de
QUADRO 73
1,1% na arrecadação de impostos sobre o tabaco. O sector do tabaco rendeu, em 2014, 1 372,2
milhões de euros.
EVOLUÇÃO DAS RECEITAS FISCAIS NO PERÍODO 2010-2014
Receitas fiscais do tabaco
2010
2011
2012
2013 (po)
2014 (pe)
Milhões de Euros
1.496,1
1.529,8
1.431,5
1.387,4
1.372,2
Taxa de variação anual
21,4%
2,3%
-6,4%
-3,1%
-1,1%
(po) dados provisórios
(pe) dados preliminares
Fonte: Destaque à comunicação social, INE, 15 de maio de 2015. Consultado em 10 de agosto de 2015. https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_
destaques&DESTAQUESdest_boui=224617734&DESTAQUESmodo=2&xlang=pt
FIGURA 52
EVOLUÇÃO DAS RECEITAS FISCAIS NO PERÍODO 2010-2014
(po) dados provisórios
(pe) dados preliminares
Fonte: Destaque à comunicação social, INE, 15 de maio de 2015. Consultado em 10 de agosto de 2015. https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_
destaques&DESTAQUESdest_boui=224617734&DESTAQUESmodo=2&xlang=pt
81
82
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
10. NOTAS FINAIS
1. O tabaco constitui a primeira causa de morbimortalidade evitável nos países mais desenvolvidos. O tabaco mata, em todo o mundo,
cerca de 6 milhões de pessoas por ano, das
quais cerca de 600 000 devido à exposição ao
fumo ambiental. Na União Europeia, o tabaco
mata, todos os anos, cerca de 700 000 pessoas, das quais cerca de 19 000 em resultado
da exposição ao fumo ambiental (European
Commission, 2015). Fumar provoca incapacidade, mortalidade prematura e retira anos de
vida saudável.
2. Em 2013, de acordo com as estimativas do
IHME, entre os fatores de risco comportamental, fumar foi a primeira causa de morte em
Portugal (expressa em % do total de óbitos),
em ambos os sexos (IHME, 2015).
3. Em Portugal, estima-se que o tabaco tenha
sido responsável, em 2013, pela morte de cerca de 12 000 pessoas, 11% do total de mortes, das quais, 5488 por cancro (21% do total
de óbitos por esta causa); 2943 por doenças
respiratórias crónicas e 968 por infeções respiratórias (31% do total de óbitos por doenças
respiratórias); 2826 por doenças do aparelho
circulatório (9% do total de óbitos por esta
causa) (IHME, 2015). Estima-se que, no mesmo ano, fumar tenha contribuído para a morte de 112 pessoas por diabetes e 22 pessoas
por tuberculose (IHME, 2015).
4.Fumar provoca mortalidade prematura. O
grupo etário dos 55 aos 59 anos, no sexo
masculino, e o grupo dos 45 aos 49 anos,
no sexo feminino, são os que apresentam as
maiores percentagens de mortes atribuíveis
ao tabaco (cerca de 28% e 9,6% respetivamente) (IHME, 2015).
5. Fumar contribui para a incapacidade e a perda
de anos vividos com saúde. O sexo masculino
é mais afetado, em termos de mortalidade e
de perda de anos de vida saudável, do que o
sexo feminino. Estima-se que, em 2013, o consumo de tabaco em Portugal tenha sido res-
Melhor Informação,
Mais Saúde
ponsável por cerca de 13% do total de anos
de vida prematuramente perdidos, ajustados
pela incapacidade, no sexo masculino, e por
cerca de 3%, no sexo feminino, expressos em
DALY (IHME, 2015). No sexo masculino, fumar
é a primeira causa de perda de anos de vida
saudável, de entre um conjunto alargado de
fatores de risco.
6. Nos homens, as neoplasias são a maior causa
de perda de anos de vida saudável atribuível
ao tabaco, seguidas das doenças do aparelho
circulatório e das doenças respiratórias crónicas; nas mulheres, as doenças do aparelho
circulatório, as doenças respiratórias crónicas e as neoplasias são as principais causas
de perda de anos de vida saudável atribuível
ao tabaco.
7. Segundo dados recolhidos no âmbito do estudo colaborativo da OMS - Health Behaviour
in School-aged Children (HBSC) -, cerca de 78%
dos alunos a frequentar o 8.º e o 10.º anos
disseram nunca ter experimentado fumar.
A experimentação foi reportada por cerca
de 19,5% dos rapazes e 24,6% das raparigas.
A idade média de experimentação, no total
dos alunos do 8.º e 10.º anos, foi de 13 anos
(idade mínima: 11 anos; máxima: 16 anos).
Consumiam cerca de 7,5% dos alunos: diariamente 2,6% e ocasionalmente 4,9%.
8. De acordo com os dados recolhidos pelo INS
2014, estima-se que o número de pessoas
fumadoras na população residente em Portugal com 15 ou mais anos seja de 1,8 milhões; 1,2 milhões de homens e 0,6 milhões
de mulheres.
9. A prevalência de consumidores de tabaco na
população com 15 ou mais anos residente em
Portugal é de 20%. A prevalência de fumadores diários é de 16,8%. A prevalência no sexo
masculino (27,8%) é superior à observada no
sexo feminino (13,2%). Cerca de um terço da
população masculina dos 25 aos 34 anos é
fumadora (34%).
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
10.Portugal Continental apresenta a prevalência
total de fumadores mais baixa do País - 19,9%
em ambos os sexos; 27,4%, no sexo masculino e 13,2% no sexo feminino. A prevalência de
fumadores diários é de 16,7%.
11.A Região Autónoma dos Açores apresenta a
prevalência de consumo mais elevada do país:
27,1% de consumidores de ambos os sexos;
39,4% nos homens e 15,4% nas mulheres.
12.
A Região Autónoma da Madeira apresenta
uma prevalência de consumo de 20,7% e a
prevalência de consumidores diários mais
baixa - 16,3% - devido à baixa prevalência de
consumo diário nas mulheres (8,6).
13.Comparativamente a 2005/2006, houve uma
redução global do consumo de tabaco em
Portugal. Assim, registou-se, neste período,
uma diminuição de 87 039 pessoas fumadoras, em resultado de uma diminuição de
161 180 homens fumadores e um acréscimo de 74 141 mulheres fumadoras, que se
traduziu por uma redução da prevalência de
consumidores, com idade igual ou superior
a 15 anos, de cerca de 1 ponto percentual. A
prevalência de consumidores diários registou uma redução de quase 2 pontos percentuais, passando de 18,7% para 16,8%. Por
outro lado, a percentagem de ex-fumadores
aumentou quase 6 pontos percentuais (de
16,1% para 21,7%). Como nota menos positiva, a percentagem de pessoas que nunca
fumaram diminuiu quase 5 pontos percentuais, de 62,9%, em 2005/2006, para 58,2%
em 2014.
14.Analisada a evolução das prevalências de consumo em função do sexo, entre os resultados
do INS de 2005/2006 e o de 2014, verificou-se uma diminuição na prevalência de consumidores diários no sexo masculino (de 27,5%
para 23,5%), e um aumento da prevalência de
consumidores diários do sexo feminino (de
10,6% para 10,9%), bem como um aumento
dos fumadores ocasionais de ambos os sexos.
A prevalência de nunca fumadores diminuiu
em ambos os sexos: de 43,1%, em 2005/2006,
para 40,3%, em 2014, nos homens e de 81,3%,
em 2005/2006, para 73,9%, em 2014, nas mulheres.
15.De acordo com os dados do INS 2014, cerca
de 21,7% dos residentes em Portugal com
15 ou mais anos eram ex-fumadores. Comparativamente com 2005/2006, registou-se
um aumento de quase 6 pontos percentuais
em ambos os sexos na prevalência de ex-fumadores: de 16,1% para 21,7%. Este aumento
observou-se em ambos os sexos: de 26% para
31,8% nos homens e de 6,9% para 12,9% nas
mulheres.
16.De acordo com o INS 2014, 92,1% dos residentes em Portugal que deixaram de fumar
não tiveram qualquer apoio; 3,6% recorreram
a apoio médico ou tomaram medicamentos
para deixar de fumar (INE, 2015).
17.Segundo dados do INS 2014, das mulheres
que engravidaram, cerca de 10% disseram ter
fumado durante a última gravidez. Num estudo efetuado numa amostra (não representativa) de 1104 mulheres, que se dirigiram a
serviços de saúde do sector público para uma
consulta de vigilância pré-natal, observou-se
uma prevalência de consumo de tabaco durante a gravidez de cerca de 17%. Cerca de
60% das mulheres que fumavam no início da
gravidez mantiveram o consumo. O abandono
do tabaco foi menos frequente entre as inquiridas com menos de 25 anos (75% mantiveram o consumo durante a gravidez).
18.Para o tratamento da dependência tabágica, o
SNS oferece consultas de cessação tabágica,
a funcionar nos Agrupamentos dos Centros
de Saúde e em alguns Hospitais. Em 2014,
registou-se um aumento do número de locais
de consulta. Contudo a ARS Norte e a ARS LVT
não possuíam ainda este tipo de consulta em
todos os respetivos ACES.
19.Embora o número de locais para a realização
destas consultas tenha diminuído nos últimos anos, o número anual de consultas efetuadas registou um aumento significativo em
83
84
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
2014, ultrapassando os melhores resultados
obtidos em 2009, após a entrada em vigor da
Lei 37/2007 de 14 de agosto (lei do tabaco).
Quanto ao local de realização destas consultas, em 2014, mais de metade (62%) foram
realizadas em contexto hospitalar.
20.Segundo dados do INS 2014 cerca de 8,5%
da população refere estar exposta diariamente ao fumo ambiental do tabaco. Cerca
de 5% está exposta 1 ou mais horas por dia.
Os homens apresentaram uma prevalência
de exposição ligeiramente superior à das
mulheres. Quanto aos locais de exposição,
os locais de lazer e a casa foram os mais referidos, seguidos do local de trabalho.
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
11. RECOMENDAÇÕES
1. O consumo de tabaco contribui para a pobreza e as desigualdades em saúde. Assim é
necessário melhorar a monitorização do consumo de tabaco, com destaque para o seu
impacte nas iniquidades em saúde. É também
necessário concluir o processo, já iniciado, de
informatização dos registos de informação relativos aos hábitos tabágicos, às intervenções
breves de apoio à cessação tabágica e às atividades realizadas nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágica.
2. Promover a implementação e a atualização
da Lei do tabaco (Lei 37/2007, alterada pela
Lei 109/2015, de 26 de agosto) no sentido da
plena adoção das linhas diretrizes para aplicação da Convenção Quadro da OMS para o
controlo do tabaco, tendo como objetivo garantir a proteção da saúde pública e a redução sustentada do consumo, em particular
nos jovens. Assim, para além da necessidade
de rever as disposições em matéria de rotulagem, com alargamento a todos os produtos do tabaco das mensagens de saúde
combinadas, com texto e imagem, em cumprimento do artigo 11.º, será necessário reforçar as medidas de proteção da exposição
ao fumo ambiental em locais de trabalho e
outros locais fechados, de modo a dar pleno
cumprimento às linhas diretrizes para aplicação do disposto no artigo 8.º da Convenção
Quadro da OMS.
3. Promover a implementação da rede de prestação de cuidados de saúde e de referenciação no âmbito do apoio intensivo à cessação
tabágica, criada pelo despacho 8811/2015,
do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto
do Ministro da Saúde, de 27 de julho de 2015,
publicado no DR, 2.ª série, n.º 154, de 10 de
agosto de 2015, no sentido de garantir uma
resposta equitativa e ajustada às necessidades de saúde da população a nível da totalidade dos ACES, com criação de pelo menos
uma consulta de apoio intensivo à cessação
tabágica em todos aqueles que ainda não
atingiram esse objetivo.
4.Incentivar a cessação tabágica através da
melhoria da formação pré e pós graduada
dos profissionais de saúde na realização de
intervenções breves e da redução dos custos
das terapêuticas de cessação tabágica para o
utilizador.
5. Promover o aumento anual dos preços dos
produtos do tabaco, dado tratar-se de uma
medida de reconhecida efetividade na redução do consumo, em particular nos jovens e
nos grupos populacionais com menores recursos económicos.
6. Reforçar o investimento em estratégias de informação e educação para a saúde destinadas
aos jovens, às mulheres, às mulheres grávidas
e aos pais, e incentivar o desenvolvimento de
iniciativas de promoção da literacia em saúde
e de capacitação para escolhas saudáveis relacionadas com o consumo do tabaco e a proteção do fumo passivo, em articulação com
outros sectores governamentais - muito em
particular com as estruturas do Ministério da
Educação e com o IPDJ - e com a sociedade
civil.
7. Promover a informação e o envolvimento de
toda a sociedade no cumprimento e aplicação
de medidas efetivas de prevenção e controlo
do tabagismo, incluindo os agentes políticos
nos diferentes sectores da ação governativa,
consubstanciando o primado da “saúde em
todas as políticas”, que se sobreponham a
considerações económicas ou fiscais de curto
prazo, tendo em vista garantir um futuro mais
saudável para as próximas gerações.
85
86
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
12. NOTAS METODOLÓGICAS
12.1. Carga global da doença
Nos capítulos 3 e 4, dedicados ao estudo da mortalidade atribuível ao consumo de tabaco e à carga da doença atribuível ao tabaco foi utilizado o
estudo Global Burden of Disease (em português,
Carga Global da Doença) 2013 (GBD 2015) que
tem como objetivo a quantificação dos níveis e
tendências de perda de saúde e anos de vida,
devidas a doenças, lesões e factores de risco.
Este projeto é coordenado pelo Institute for Health
Metrics and Evaluation (IHME) e conta com a colaboração de 488 autores, de 300 instituições, em
mais de 50 países. Em 2015, foram disponibilizadas estimativas nacionais para a carga da doença,
quantificadas pelo número de óbitos e pelos seguintes indicadores anos de vida ajustados à incapacidade para os anos 1990, 2010 e 2013 por
doença, lesão e factor de risco, segundo a idade e
o sexo. Estes dados incluem números absolutos,
taxas e percentagens.
As definições destes indicadores são as seguintes:
Anos de vida ajustados à incapacidade
(DALY’s) – Indicador de saúde baseado no cál-
culo dos anos de vida prematuramente perdidos
em qualquer população, após ajustamento aos
dias de incapacidade conhecidos ou estimados
na mesma população. Resulta do somatório dos
anos potenciais de vida perdidos (YLL) com os
anos vividos com incapacidade (YLD). Os anos de
vida ajustados à incapacidade são também definidos como anos de vida saudáveis perdidos. (Last,
J.; 1988, DEPS; 1994).
12.2. Mortalidade
Nos subcapítulos 5.1. e 5.2., dedicado ao estudo
da mortalidade, analisam-se dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística, IP, referentes a causas de morte de interesse para o
Programa de Saúde Prioritário.
Neste capítulo foram utilizadas as seguintes definições:
As causas de morte são codificadas com recurso à 10.ª versão da Classificação Internacional de
Doenças da OMS (CID 10), sendo apresentados
os seguintes indicadores de mortalidade:
Taxa de mortalidade - Número de óbitos obser-
• Número de óbitos;
• Taxa de mortalidade por 100.000 habitantes;
• Taxa de mortalidade padronizada por 100.000
habitantes;
• Taxa de mortalidade padronizada (menos de
65 anos) por 100.000 habitantes;
• Taxa de mortalidade padronizada (65 e mais
anos) por 100.000 habitantes;
Os valores destes indicadores para os anos 2009
a 2013 são analisados por sexo e por local de residência (até ao nível NUTS II). As taxas de mortalidade padronizadas foram calculadas com base
em dados quinquenais.
Melhor Informação,
Mais Saúde
Óbito - Cessação irreversível das funções do
tronco cerebral. (INE, IP)
vado durante um determinado período de tempo,
normalmente um ano civil, por uma determinada
causa de morte, referido à população média desse período (expressa em número de óbitos por
100.000 habitantes). (INE, IP)
Taxa de mortalidade padronizada pela idade -
Taxa que resulta da aplicação das taxas brutas
de mortalidade por idades, a uma população padrão cuja composição etária é fixa e se distribui
pelos mesmos grupos etários das taxas brutas
de mortalidade (expressa em número de óbitos
por 100.000 habitantes). Cálculo com base na
população padrão europeia (IARC, Lyon 1976)
definida pela Organização Mundial de Saúde.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Taxa de mortalidade padronizada pela idade
(no grupo etário) - Taxa que resulta da aplicação
das taxas brutas de mortalidade por idades (no
grupo etário), a uma população padrão (no grupo
etário) cuja composição etária é fixa e se distribui
pelos mesmos grupos etários das taxas brutas de
mortalidade (expressa em número de óbitos por
QUADRO A1
100.000 habitantes). Cálculo com base na população padrão europeia (IARC, Lyon 1976) definida
pela Organização Mundial de Saúde.
Nos Quadros A1 e A2 encontram-se listadas as
causas de morte analisadas, indicando-se os respetivos códigos da CID 10.
CAUSAS DE MORTE CONSIDERADAS PARA A ELABORAÇÃO DA FIGURA 1 E RESPETIVOS
CÓDIGOS DA CID 10
Causas de morte
Código (CID 10)
Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistências aos Antimicrobianos
Septicémia estreptocócica
A40
Outras septicémias
A41
Infeção bacteriana de localização não especificada
A49
Staphylococcus aureus, como causa de doenças classificadas em outros capítulos
B956
Outros estafilococos como causa de doenças classificadas em outros capítulos
B957
Estafilococo não especificado, como causa de doenças classificadas em outros capítulos
B958
Klebsiella pneumoniae [M pneumoniae], como causa de doenças classificadas em outros capítulos
B961
Escherichia coli [E. Coli], como causa de doenças classificadas em outros capítulos
B962
Pseudomonas (aeruginosa) (mallei) (pseudomallei), como causa de doenças classificadas em outros
capítulos
B965
Pneumonia devida a Streptococcus pneumoniae
J13
Pneumonia devida a Haemophilus infuenzae
J14
Pneumonia bacteriana não classificada em outra parte
J15
Pneumonia por microorganismo não especificado
J18
Cistite aguda
N300
Infeção puerperal
O85
Outras infeções puerperais
O86
Septicemia bacteriana do recém-nascido
P36
Infeção subsequente a procedimento não classificada em outra parte
T814
Infeção e reação inflamatórias devidas à prótese valvular cardíaca
T826
Infeção e reação inflamatórias devidas a outros dispositivos, implantes e enxertos cardíacos e vasculares
T827
Infeção e reação inflamatória devidas à prótese articular interna
T845
Infeção e reação inflamatória devidas a dispositivo de fixação interna [qualquer local]
T846
Infeção e reação inflamatória devidas a outros dispositivos protéticos, implantes e enxertos
ortopédicos internos
T847
Programa Nacional da Infeção VIH/SIDA
Tuberculose
Doença pelo vírus da imunodeficiência humana [HIV]
A15-A19, B90
B20-B24
Programa Nacional para as Doenças Oncológicas
Tumor maligno do estômago
C16
Tumor maligno do cólon
C18
Tumor maligno do reto
Tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão
C20
C33-C34
Tumor maligno da mama (feminina)
C50
Tumor maligno do colo do útero
C53
Tumor maligno do corpo do útero
C54
Tumor maligno da próstata
C61
Tumor maligno da bexiga
C67
Linfoma não-Hodgkin
C82, C83, C85
87
88
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
Causas de morte (continuação)
Código (CID 10)
Programa Nacional para a Diabetes
Diabetes
E10-E14
Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável
Desnutrição e outras deficiências nutricionais
E40-E64
Obesidade e outras formas de hiperalimentação
E65-E68
Programa Nacional das Doenças Cérebro-Cardiovasculares
Doenças isquémicas do coração
I20-I25
Doenças cerebrovasculares
I60-I69
Programa Nacional das Doenças Respiratórias
Doenças do aparelho respiratório
J00-J99
Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Doenças relacionadas com o tabaco (tumores malignos do lábio, cavidade oral e faringe; tumores
malignos da laringe, traqueia, brônquios e pulmão; tumor maligno do esófago; doença isquémica
cardíaca, doenças cerebrovasculares; doenças crónicas das vias aéreas inferiores)
C00-C14, C32-C34,
C15, I20-I25, I60I69, J40-J47
Programa Nacional de Saúde Mental
Lesões autoprovocadas intencionalmente (suicídio)
X60-X84
C00-C15, F10,
I426, K70, K85K860, X45
Doenças atribuíveis ao álcool
QUADRO A2
CAUSAS DE MORTE ESPECÍFICAS DO PROGRAMA
CAUSA DE MORTE
CÓDIGO (CID 10)
Doenças relacionadas com o tabaco:
C00-C14: Tumores malignos do lábio, cavidade oral e faringe;
C32-C34: Tumores malignos da laringe, traqueia, brônquios e pulmão;
C15: Tumor maligno do esófago;
I20-I25: Doenças isquémicas do coração;
I60-I69: Doenças cerebrovasculares;
J40-J47: Doenças crónicas das vias aéreas inferiores
C00-C14, C32-C34, C15, I20-I25, I60-I69,
J40-J47
Tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão
C33-C34
Doenças do sistema respiratório
J00-J99
Bronquite, enfisema e outra doença pulmonar obstrutiva crónica
J40 –J44
Asma
12.3. Mortalidade Hospitalar
No subcapítulo 5.3 apresenta-se informação referente à morbilidade e mortalidade hospitalar no
Serviço Nacional de Saúde (SNS). Os apuramentos foram obtidos a partir das bases de dados
dos Grupos de Diagnósticos Homogéneos (GDH),
que são anualmente postas à disposição da Direção-Geral da Saúde pela Administração Central
do Sistema de Saúde, IP. A informação foi recolhida nos hospitais do SNS que integram as cinco
Administrações Regionais de Saúde.
Melhor Informação,
Mais Saúde
J45
Realça-se que os resultados obtidos devem ser
interpretados com cuidado pois estão ainda sujeitos a consolidação.
Listam-se abaixo os conceitos em vigor na área
do internamento hospitalar, de acordo com a
recente revisão e atualização efetuada no âmbito do Conselho Superior de Estatística (CSE).
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Hospital: Estabelecimento de saúde que presta
cuidados de saúde curativos e de reabilitação em
internamento e ambulatório, podendo colaborar
na prevenção da doença, no ensino e na investigação científica.
No subcapítulo 5.3 utilizou-se também o conceito
epidemiológico de letalidade1. Este conceito não
consta entre os conceitos revistos pelo CSE.
Letalidade: Indicador que mede a severidade
de uma doença. Proporção de mortes entre o
grupo de doentes com determinada patologia,
num período de tempo definido.
QUADRO A3
Letalidade intra-hospitalar: Proporção de
óbitos, entre o grupo de doentes internados
num período de tempo definido. O indicador
pode ser calculado por causa de internamento,
sexo, idade (indicador associado ao respetivo
conceito epidemiológico).
Óbitos Hospitalares
Letalidade
X 100
=
intra-hospitalar
US
Os dados apresentados no subcapítulo 5.3. referem-se aos diagnósticos principais listados no
quadro A3, codificados através da 9.ª versão da
Classificação Internacional de Doenças – Modificação Clínica (CID 9 MC).
QUADRO A3 - LISTA DE DOENÇAS ASSOCIADAS AO TABAGISMO E RESPETIVOS CÓDIGOS CID9MC
Doenças associadas ao tabagismo e respectivos códigos CID9MC
DESCRIÇÃO
CÓDIGO
Asma
493
DPOC
491.2 a 492.8 e 496
Neoplasia Maligna do Lábio
140
Neoplasia Maligna da Língua
141
Neoplasia Maligna de Glândula Salivar Principal
142
Neoplasia Maligna da Gengiva
143
Neoplasia Maligna do Pavimento da Boca
144
Neoplasia Maligna da Boca, Local NCOP ou Não Especificado
145
Neoplasia Maligna da Orofaringe
146
Neoplasia Maligna da Nasofaringe
147
Neoplasia Maligna da Hipofaringe
148
Neoplasia Maligna do Lábio, Cavidade Oral, ou Faringe, Local NCOP
149
Neoplasia Maligna da Laringe
161
Neoplasia Maligna da Traqueia, Brônquios e Pulmão
162
Doenças isquémicas do coração
410:414
DPOC: Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica NCOP: Não Classificável em Outra Parte
– Fonte: Epidemiologia básica. R. Bonita, R. Beaglehole, T. Kjellström; [tradução e revisão científica Juraci A. Cesar]. - 2.ed. - São Paulo, Santos. 2010.
Tradução de: Basic epidemiology, 2nd. ed.
1
89
90
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
12.4. Consumo de medicamentos
A fonte dos dados de consumo de medicamentos é a Autoridade Nacional do Medicamento e
Produtos de Saúde I.P. (INFARMED). Para apurar o número de Doses Diárias Definidas (DDD)
consumidas apenas podem ser contabilizadas as
embalagens de medicamentos com DDD atribuída. A DDD foi atribuída com base na Anatomical
Therapeutic Chemical (ATC) 2014. Existem medicamentos que não têm DDD atribuída pelo que os
dados dos mesmos não foram apresentados. Os
dados finais de consumo do SNS em DDD obedecem a um desfasamento temporal de, pelo menos, dois meses.
O consumo em ambulatório refere-se ao consumo de medicamentos comparticipados e dispensados em regime de ambulatório à população
abrangida pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS),
em Portugal Continental, no período em análise.
Neste universo não estão incluídos os medicamentos relativos ao internamento hospitalar. Os
dados são recolhidos a partir da informação disponibilizada pelo Centro de Conferência de Faturas, estando a mesma sujeita a atualizações.
Melhor Informação,
Mais Saúde
A interpretação da evolução do consumo global
de medicamentos em ambulatório, em Portugal,
é dificultada pelo facto de, a partir de 2010, os dados passarem a incluir os medicamentos comparticipados adquiridos por beneficiários da ADSE
prescritos em locais públicos e, a partir de 2013,
passarem a incluir também os medicamentos
comparticipados adquiridos por beneficiários da
ADSE (prescritos em locais públicos e privados)
e dos sistemas de assistência na doença da GNR
e PSP, que entretanto passaram a ser asseguradas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O consumo em meio hospitalar refere-se ao
consumo de medicamentos dispensados nos
estabelecimentos hospitalares do SNS com gestão pública. O Código Hospitalar Nacional do
Medicamento (CHNM), utilizado para reporte
dos dados de consumo ao INFARMED, não está
implementado nos hospitais PPP e nos hospitais
privados. Os dados apresentados referem-se ao
consumo em internamento (estão, no entanto,
mapeados os medicamentos consumidos nos
serviços de urgência), excluindo-se apenas os
medicamentos prescritos nos Serviços de Urgência e de Consulta Externa que são dispensados em farmácia comunitária.
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ADMINISTRAÇÃO CENTRAL DO SISTEMA DE
SAÚDE, I.P. Grupos de Diagnósticos Homogéneos,
2014.
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DE LISBOA E VALE DO TEJO, I.P. Dados estatísticos não
publicados. 2014.
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I.P. Dados estatísticos não publicados. 2014.
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALGARVE, I.P. Dados estatísticos não publicados.
2014.
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO, I.P. Dados estatísticos não publicados. 2014.
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO
NORTE, I.P. Dados estatísticos não publicados, 2014.
AUTORIDADE DE SEGURANÇA ALIMENTAR E
ECONÓMICA. Fiscalização da lei do tabaco, 2014.
Disponível em www.asae.pt
AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E ADUANEIRA 2015.
Introdução no consumo de produtos sujeitos a
imposto tributário http://www.dgaiec.min-financas.pt/pt/estatisticas/
AUTORIDADE NACIONAL DE MEDICAMENTOS E
PRODUTOS DE SAÚDE, I.P. Dados estatísticos não
publicados. 2014.
BONITA, R., BEAGLEHOLE, R., KJELLSTRÖM T.; Epidemiologia básica. [tradução e revisão científica
Juraci A. Cesar]. - 2.ed. - São Paulo, Santos. 2010.
Tradução de: Basic epidemiology, 2nd. ed.
CARAPINHA L, RIBEIRO C, LAVADO E ET AL. O consumo de tabaco na gravidez. Lisboa: Divisão de
Estatística e Investigação. Direção de Serviços de
Monitorização e Informação. Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), 2015. Disponível em: http://www.
sicad.pt/BK/EstatisticaInvestigacao/EstudosConcluidos/Lists/SICAD_ESTUDOS/Attachments/157/
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EUROPEAN COMMISSION. Special Eurobarometer 429. attitudes of europeans towards tobacco
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for Health and Consumers. 2009. Disponível em:
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INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, I.P.
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LEI N.º 82-B/2014 DE 31 DE DEZEMBRO. Diário da
República, 1.ª série — N.º 252 — 31 de dezembro
de 2014. Assembleia da República. Lisboa
91
92
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
MACHADO A, NICOLAU R, DIAS CM - Consumo de
tabaco na população portuguesa: análise dos dados do Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006.
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MATOS, M. G.; et al (2014). A saúde dos adolescentes portugueses. Relatório do estudo HBSC 2014.
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www.spef.pt/image-gallery/4814190715686-Colgios-Exerccio-e-Sade-Docs-de-Referncia-Aventura-Social--Sade--A-Sade--dos-adolescentes-portugueses-Relatrio-HBSC-2014.pdf
PORDATA. Base de dados Portugal contemporâneo. Óbitos em Portugal por ano e grupo etário.
Disponível em: http://www.pordata.pt/Portugal/
Obitos+de+residentes+em+Portugal+por+algum
as+causas+de+morte-1562012.
WORLD HEALTH ORGANIZATION – Report on the
global tobacco epidemic. The MPOWER package.
Geneva: World Health Organization, 2008.
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
14. ÍNDICE DE QUADROS
Quadro 1. Número de óbitos atribuíveis ao tabaco, distribuição por sexo, estimativas,
Portugal, 2013
09
Quadro 2. Evolução da mortalidade atribuível ao
tabaco, todas as idades, expressa em
percentagem do total de óbitos / ano
(estimativas) Portugal, 2013
11
Quadro 3. Estimativas da mortalidade por neoplasias atribuível ao tabaco, por sexos,
Portugal, 2013
17
Quadro 4. Doenças Respiratórias: estimativas do
número de mortes atribuíveis ao tabaco, todas as idades, Portugal 2013 18
Quadro 5. Infeções Respiratórias do trato inferior: estimativas do número de mortes
atribuíveis ao tabaco, todas as idades,
Portugal 2013
18
Quadro 6. T
uberculose: estimativas do número
de mortes atribuíveis ao tabaco, todas
as idades, Portugal 2013
18
Quadro 7. Doenças cerebro e cardiovasculares
- estimativas do número de mortes
atribuíveis ao tabaco, todas as idades,
Portugal, 2013
19
Quadro 8. Diabetes: estimativas do número de
mortes atribuíveis ao tabaco, todas as
idades, Portugal, 2013
19
Quadro 9. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças relacionadas com o tabaco (todas as idades, <65 anos e ≥65
anos), por sexo, em Portugal Continental (2009 a 2013)
24
Quadro 10. Indicadores de mortalidade relativos
a tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão (todas as idades, <
65 anos e ≥ 65 anos), por sexo, em
Portugal Continental (2009 a 2013)
25
Quadro 11. Indicadores de mortalidade relativos
a bronquite, enfisema e outra doença pulmonar obstrutiva crónica (todas as idades, <65 anos e ≥65 anos),
por sexo, em Portugal Continental
(2009 a 2013)
26
Quadro 12. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças isquémicas do coração
(todas as idades, < 65 anos e ≥ 65
anos), por sexo, em Portugal Continental (2009 a 2013)
26
Quadro 13. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças cerebrovasculares (todas
as idades, <65 anos e ≥ 65 anos), por
sexo, em Portugal Continental (2009
a 2013)
27
Quadro 14. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças relacionadas com o tabaco (todas as idades, < 65 anos e ≥ 65
anos), por sexo, na ARS Norte (2009
a 2013)
28
Quadro 15.Indicadores de mortalidade relativos
a tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão (todas as idades, < 65
anos e ≥ 65 anos), por sexo, na ARS
Norte (2009 a 2013)
29
Quadro 16. Indicadores de mortalidade relativos
a bronquite, enfisema e outra doença pulmonar obstrutiva crónica (todas as idades, < 65 anos e ≥ 65 anos),
por sexo, na ARS Norte (2009 a 2013)
29
Quadro 17. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças isquémicas do coração
(todas as idades, < 65 anos e ≥ 65
anos), por sexo, na ARS Norte (2009
a 2013)
30
Quadro 18. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças cerebrovasculares (todas
as idades, < 65 anos e ≥ 65 anos), por
sexo, na ARS Norte (2009 a 2013) 30
Quadro 19. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças relacionadas com o tabaco (todas as idades, < 65 anos e ≥ 65
anos), por sexo, na ARS Centro (2009
a 2013)
31
Quadro 20. Indicadores de mortalidade relativos
a tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão (todas as idades, <
65 anos e ≥ 65 anos), por sexo, na
ARS Centro (2009 a 2013)
32
Quadro 21. Indicadores de mortalidade relativos a bronquite, enfisema e outra
doença pulmonar obstrutiva crónica (todas as idades, <65 anos e ≥65
anos), por sexo, na ARS Centro (2009
a 2013)
32
93
94
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
Quadro 22. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças isquémicas do coração
(todas as idades, <65 anos e ≥65
anos), por sexo, na ARS Centro (2009
a 2013)
33
Quadro 23. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças cerebrovasculares (todas
as idades, <65 anos e ≥65 anos), por
sexo, na ARS Centro (2009 a 2013)
33
Quadro 24. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças relacionadas com o tabaco (todas as idades, <65 anos e ≥65
anos), por sexo, na ARS Lisboa e Vale
do Tejo (2009 a 2013)
34
Quadro 25. Indicadores de mortalidade relativos
a tumor maligno da Traqueia, Brônquios e Pulmão (todas as idades, <65
anos e ≥65 anos), por sexo, na ARS
Lisboa e Vale do Tejo (2009 a 2013)
35
Quadro 26. Indicadores de mortalidade relativos
a bronquite, enfisema e outra doença pulmonar obstrutiva crónica (todas as idades, <65 anos e ≥65 anos),
por sexo, na ARS Lisboa e Vale do
Tejo (2009 a 2013)
35
Quadro 27. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças isquémicas do coração
(todas as idades, <65 anos e ≥65
anos), por sexo, na ARS Lisboa e Vale
do Tejo (2009 a 2013)
36
Quadro 28. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças cerebrovasculares (todas
as idades, <65 anos e ≥65 anos), por
sexo, na ARS Lisboa e Vale do Tejo
(2009 a 2013)
36
Quadro 29. Indicadores de mortalidade relativos a doenças relacionadas com o
tabaco (todas as idades, <65 anos e
≥65 anos), por sexo, na ARS Alentejo
(2009 a 2013)
37
Quadro 30. Indicadores de mortalidade relativos
a tumor maligno da Traqueia, brônquios e pulmão (todas as idades, <65
anos e ≥65 anos), por sexo, na ARS
Alentejo (2009 a 2013)
38
Quadro 31. Indicadores de mortalidade relativos
a bronquite, enfisema e outra doença
Melhor Informação,
Mais Saúde
pulmonar obstrutiva crónica (todas
as idades, <65 anos e ≥65 anos), por
sexo, na ARS Alentejo (2009 a 2013)
38
Quadro 32. Indicadores de mortalidade relativos a doenças isquémicas do coração (todas as idades, <65 anos e
≥65 anos), por sexo, na ARS Alentejo
(2009 a 2013)
39
Quadro 33. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças cerebrovasculares (todas
as idades, < 65 anos e ≥ 65 anos), por
sexo, na ARS Alentejo (2009 a 2013)
39
Quadro 34. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças relacionadas com o tabaco (todas as idades, < 65 anos e
≥ 65 anos), por sexo, na ARS Algarve
(2009 a 2013)
40
Quadro 35. Indicadores de mortalidade relativos
a tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão (todas as idades, <
65 anos e ≥ 65 anos), por sexo, na
ARS Algarve (2009 a 2013)
41
Quadro 36. Indicadores de mortalidade relativos
a bronquite, enfisema e outra doença pulmonar obstrutiva crónica (todas as idades, <65 anos e ≥65 anos),
por sexo, na ARS Algarve (2009 a
2013) 41
Quadro 37. Indicadores de mortalidade relativos a doenças isquémicas do coração (todas as idades, <65 anos e
≥65 anos), por sexo, na ARS Algarve
(2009 a 2013)
42
Quadro 38. Indicadores de mortalidade relativos
a doenças cerebrovasculares (todas
as idades, < 65 anos e ≥ 65 anos), por
sexo, na ARS Algarve (2009 a 2013)
42
Quadro 39. Evolução da taxa de mortalidade padronizada por doenças relacionadas
com o tabaco (< 65 anos, ≥ 65 anos e
todas as idades), em Portugal Continental e por ARS (2009 e 2013) 43
Quadro 40. Número de óbitos por doenças relacionadas com o tabaco, em todas
as idades, em hospitais do SNS, por
região e Portugal Continental (2009
a 2013)
44
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
Quadro 41. Idade de experimentação de tabaco
dos alunos que frequentavam 8.º e 10.º
anos, no ano letivo 2013/2014 45
Quadro 42. Consumo de tabaco por região (%),
no ano letivo 2013/2014
46
Quadro 43. População residente com 15 ou mais
anos segundo a condição perante o
consumo de tabaco, em ambos os
sexos, em Portugal, em 2014
48
Quadro 44. População residente com 15 ou mais
anos segundo a condição perante o
consumo de tabaco, por grupo etário, ambos os sexos, em Portugal,
2014
50
Quadro 45. População residente com 15 ou mais
anos segundo a condição perante o
consumo de tabaco, por grupo etário, sexo masculino, em Portugal,
2014
51
Quadro 46. População residente com 15 ou mais
anos segundo a condição perante o
consumo de tabaco, por grupo etário, sexo feminino, em Portugal, 2014
52
Quadro 47. População residente com 15 ou mais
anos que fuma diariamente segundo
o número de cigarros consumidos
por dia (1), por sexo, NUTS I, 201452
Quadro 48. População residente com 15 ou mais
anos que fuma diariamente segundo
o número de cigarros consumidos
por dia (1), ambos os sexos e grupo
etário, em Portugal, 2014 53
Quadro 49. População residente com 15 ou mais
anos que fuma diariamente segundo
o número de cigarros consumidos
por dia (1), sexo masculino e por grupo etário, em Portugal, 2014
53
Quadro 50. P
opulação residente com 15 ou mais
anos que fuma diariamente segundo
o número de cigarros consumidos
por dia (1), sexo feminino e por grupo etário, em Portugal, 2014
54
Quadro 51. Comparação entre os resultados
dos valores do Inquérito Nacional de
Saúde 2005/2006 com o Inquérito
nacional de Saúde 2014, segundo a
condição perante o consumo de tabaco, por sexo, em Portugal
54
Quadro 52. Comparação entre os resultados dos
valores, em percentagem, do Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006
com o Inquérito nacional de Saúde
2014, segundo a condição perante o
consumo de tabaco, sexo masculino,
em Portugal
57
Quadro 53. Comparação entre os resultados dos
valores, em percentagem, do Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006 com
o Inquérito nacional de Saúde 2014,
segundo a condição perante o consumo de tabaco, por grupo etário, sexo
feminino, em Portugal 57
Quadro 54. População feminina residente com
idade entre 15 e 55 anos com gravidez anterior que referiram ter fumado durante a gravidez, por grupo
etário, Portugal, 2014 58
Quadro 55. M
anutenção ou abandono do consumo de tabaco em função do grupo
etário (no grupo das participantes
que fumavam quando souberam
que estavam grávidas)
59
Quadro 56. População residente com 15 ou mais
anos ex-fumadora, por sexo, NUTS I,
em 2014
59
Quadro 57. População residente, com 15 ou mais
anos, ex-fumadora, por grupo etário
e por sexo, em Portugal, 2014
60
Quadro 58. Comparação entre a distribuição
dos valores do Inquérito Nacional de
Saúde 2005/2006 com o Inquérito
nacional de Saúde 2014, segundo a
condição perante o consumo de tabaco, ex-fumadores, em Portugal 60
Quadro 59. Comparação entre os resultados
dos valores, em percentagem, do
INS 2005/2006 com o INS 2014, ex-fumadores, por grupo etário e por
sexo, em Portugal
61
Quadro 60. Número de locais de consultas de
cessação tabágica, por ARS (20082014)
64
Quadro 61. Número de utentes atendidos nas
consultas de apoio intensivo à cessação tabágica (1.ª consulta) (2009 a
2014)
64
95
96
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
Quadro 62. Total de consultas de cessação tabágica efetuadas, em Portugal Continental e por ARS (2008 a 2014) 65
Quadro 63. Consultas de Cessação Tabágica:
ACES e Hospitais 2004, 2008, 2012,
2013, 2014
66
Quadro 64. Dispensa de medicamentos de apoio
à cessação tabágica às farmácias,
para comercialização (N.º de embalagens), em Portugal Continental (2010
a 2014)
70
Quadro 65. Fiscalização da Lei do tabaco (Lei n.º
37/2007, de 14 de agosto), pela ASAE
– Infrações – ano 2013
73
Quadro 66. Produção de tabaco na Região Autónoma dos Açores (2011-2014)
74
Quadro 67. Distribuição percentual da colocação de tabaco por tipo de mercado,
2010-2013
74
Quadro 68. Introdução no consumo de produtos
sujeitos a imposto (2010-2014) 75
Quadro 69. Evolução do preço médio ponderado
de venda ao público de um milheiro
de cigarros (euros) EU, julho 2011 a
julho 2014
77
Quadro 70. Evolução dos impostos especiais sobre os produtos do tabaco, Portugal
(2010-2015)
78
Quadro 71. Impostos sobre cigarros na União
Europeia. Dados reportados a 1 julho
de 2015
79
Quadro 72. Evolução do total de imposto relativo
a cigarros (%) EU, julho 2011 a julho
2014
80
Quadro 73. Evolução das receitas fiscais no período 2010-2014
81
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
15. ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1. Distribuição da mortalidade atribuível
ao tabaco por grupo etário, estimativas,
ambos os sexos, Portugal, 2013
10
Figura 2. Distribuição da mortalidade atribuível
ao tabaco por grupo etário, estimativas,
sexo masculino, Portugal, 2013
10
Figura 3. Distribuição da mortalidade atribuível
ao tabaco por grupo etário, estimativas,
sexo feminino, Portugal, 2013
10
Figura 4. Evolução da mortalidade atribuível ao
consumo de tabaco, expressa em percentagem do total de óbitos/ano (estimativas) Portugal, 2013
11
Figura 5. Evolução da mortalidade atribuível ao
fumo ambiental do tabaco, estimativas
Portugal, 2013
12
Figura 6. Estimativas da percentagem de óbitos
atribuíveis a diferentes fatores de risco
de natureza comportamental, todas as
idades, ambos os sexos, Portugal, 2013
13
Figura 7. Estimativas da percentagem de óbitos
atribuíveis a diferentes fatores de risco,
no grupo etário 50-69 anos, ambos os
sexos, Portugal, 2013
14
Figura 8. Estimativas da % de óbitos atribuíveis
a diferentes fatores de risco, no grupo
etário 50-69 anos, sexo masculino, Portugal, 2013
15
Figura 9. Estimativas da % de óbtitos atribuíveis
a diferentes fatores de risco, no grupo
etário 15-49 anos, sexo feminino, Portugal, 2013
16
Figura 10. Carga da doença: percentagem de
DALY atribuível ao consumo de tabaco, sexo masculino, Portugal, 2013 20
Figura 11. Carga da doença: percentagem de
DALYs atribuível ao consumo de tabaco, sexo feminino, Portugal, 2013 21
Figura 12.Carga da doença: número de DALYs
/100.000 habitantes atribuível ao consumo de tabaco, sexo masculino, Portugal, 2013
22
Figura 13. Carga da doença: número de
DALYs/100.000 habitantes atribuível
ao consumo de tabaco, sexo feminino,
Portugal, 2013
22
Figura 14. Peso das causas de morte associadas
aos Programas de Saúde Prioritários
na mortalidade total (%), Portugal Continental (2009-2013)
23
Figura 15. Evolução da taxa de mortalidade padronizada por doenças relacionadas
com o tabaco (todas as idades), por
sexo, em Portugal Continental (2009 a
2013)
24
Figura 16. Evolução da taxa de mortalidade padronizada por doenças relacionadas
com o tabaco (< 65 anos), por sexo,
em Portugal Continental (2009 a 2013)
25
Figura 17. Evolução da taxa de mortalidade padronizada por doenças relacionadas com
o tabaco (< 65 anos), em Portugal Continental e por ARS (2009 e 2013) 43
Figura 18. Comparação entre sexos relativamente à experimentação de tabaco, (%),
no ano letivo 2013/2014
45
Figura 19. Distribuição da frequência do consumo de Tabaco nos alunos (8.º e 10.º
anos), no ano letivo 2013/2014
46
Figura 20. Consumo de tabaco diário (%) segundo a população alvo (alunos 10.º ano,
alunos 12.º ano e alunos do ensino
universitário), estudo HBSC, ano letivo
2013/2014
47
Figura 21. Evolução comparativa do consumo
do tabaco (%) entre os estudos HBSC
realizados nos anos letivos 1997/1998,
2001/2002, 2005/2006, 2009/2010 e
2013/2014, aos alunos que frequentavam os 6.º, 8.º e 10.º anos
47
Figura 22. Distribuição da população residente
com 15 ou mais anos segundo a condição perante o consumo de tabaco,
(%), em ambos os sexos, em Portugal,
em 2014 49
Figura 23. Distribuição da população residente
com 15 ou mais anos segundo a condição perante o consumo de tabaco,
(%), sexo masculino, em Portugal 49
Figura 24. Distribuição da população residente
com 15 ou mais anos segundo a condição perante o consumo de tabaco,
(%), sexo Feminino, em Portugal 50
97
98
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
Figura 25. Distribuição da população residente
com 15 ou mais anos segundo a condição perante o consumo de tabaco,
(%), por grupo etário, em Portugal,
2014
51
Figura 26. Comparação entre a distribuição dos
valores, em percentagem, do INS
2005/2006 com o INS 2014, segundo
a condição perante o consumo de tabaco, na população com 15 ou mais
anos, em Portugal
55
Figura 27. Distribuição da população residente
com 15 ou mais anos segundo a condição perante o consumo de tabaco,
por grupo etário, em Portugal, 2014
56
Figura 28. Comparação entre a distribuição dos
valores, em percentagem, do INS
2005/2006 com o INS 2014, segundo
a condição perante o consumo de tabaco, por sexo, em Portugal
56
Figura 29.Utilização do cigarro à data do inquérito, 2014
58
Figura 30. População residente com 15 ou mais
anos ex-fumadora, em ambos os sexos,
por grupo etário, NUTS I, em 2014 60
Figura 31. Comparação entre a distribuição dos
valores, em percentagem, do INS
2005/2006 com o InS 2014, ex-fumadores, por sexo, em Portugal 61
Figura 32. Resposta à questão «Alguma vez tentou deixar de fumar?»
62
Figura 33. Resposta à questão «Qual foi o recurso
utilizado para deixar de fumar»
58
Figura 34. Total de consultas de cessação tabágica (2008-2014)
65
Figura 35. Número de consultas de cessação tabágica efetuadas, por ARS (2008-2014)
65
Figura 36. Consultas de Cessação Tabágica: ACES
e Hospitais 2004, 2008, 2012, 2013 e
2014
66
Figura 37. Número de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica efetuadas, em
2014, por ACES, Administração Regional de Saúde do Norte
67
Figura 38. Número de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica efetuadas, em
2014, por ACES da Administração Regional de Saúde do Centro 67
Melhor Informação,
Mais Saúde
Figura 39. Número de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica efetuadas, em
2014, por ACES da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do
Tejo 68
Figura 40. Número de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica efetuadas, em
2014, por ACES da Administração Regional de Saúde do Alentejo 68
Figura 41. Número de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica efetuadas, em
2014, por ACES da Administração Regional de Saúde do Algarve 68
Figura 42. Número de consultas apoio intensivo à cessação tabágica efetuadas, em
2014, nos Hospitais, por ARS 69
Figura 43. Dispensa de medicamentos de apoio
à cessação tabágica às farmácias, para
comercialização (N.º de embalagens),
em Portugal Continental (2010 a 2014)
70
Figura 44. Número total de dose diária consumida por tipo de medicamentos de
apoio à cessação tabágica, em Portugal Continental, em 2014 71
Figura 45. Número de dose diária definida por
tipo de medicamentos de apoio à cessação tabágica, em Portugal Continental, por mês em 2014 71
Figura 46. População residente com 15 ou mais
anos exposta ao fumo passivo por
tempo de exposição diária
72
Figura 47. População residente com 15 ou mais
anos exposta diariamente a fumo passivo segundo o local de exposição, por
sexo, Portugal, 2014 72
Figura 48. Distribuição por colocação no mercado, 2013 74
Figura 49. Evolução das entradas no consumo de
cigarros e de cigarrilhas, no período
2010-2014 75
Figura 50. Evolução das entradas no consumo de
tabaco de corte fino, no período 20102014 76
Figura 51. V
ariação da introdução no consumo de produtos sujeitos a imposto,
2014/2010 76
Figura 52. Evolução das receitas fiscais no período 2010-2014 81
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
99
100
PORTUGAL Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015
Melhor Informação,
Mais Saúde
Programa de Prevenção e Controlo do Tabagismo
101
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