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Deixe-me consultar meu calendário

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Deixe-me consultar meu calendário
DEIXE-ME CONSULTAR MEU CALENDÁRIO
Robbie Blaha, especialista educacional e Kate Moss, especialista
em treinamento de famílias, extensão TSBVI setor de surdocegueira
Uma das estratégias mais recomendadas para crianças surdocegas é o uso de
qualquer tipo de sistema de calendário. Embora estes instrumentos sejam eficientes,
freqüentemente pais e também alguns profissionais sentem-se inseguros quanto à
forma de utilização e a necessidade dos mesmos.
O que é um sistema de calendário?
O termo “sistema de calendário” significa criar instrumentos simbólicos como:
dispositivo diário, calendário de parede, caixa calendário Van Dijk. Ele é o instrumento
que favorece o desenvolvimento da noção de tempo e também uma atividade
importante de qualquer rotina. Um programa baseado no uso do calendário serve de
apoio ao desenvolvimento de comunicação, dá apoio emocional e um sentido de
posse, assim como, permite o ensino de conceitos temporais abstratos e vocabulário.
Porquê o uso de um sistema de calendário?
Há inúmeras razões para que um sistema de calendário seja recomendado para
uma criança com surdocegueira.
O sistema de calendário favorece o apoio emocional para criança na medida em que:
• dá a criança segurança porque permite saber o que vai acontecer depois.
porque a criança que tem perdas sensoriais pode não perceber as pistas
naturais que indicam acontecimentos futuros.
• dá a criança razões para antecipar. Esperar por uma atividade divertida, pode
motivá-la e ajuda mantê-la em contato com o mundo, não ficando assim
centrada nela mesma.
• dá alerta para a criança em uma mudança inesperada na rotina que pode
acontecer. Ter oportunidade de preparar previamente para essa mudança,
fazendo com que fique menos ansiosa.
• permite que a criança participe nas decisões sobre as atividades diárias. Isto
permite que a criança sinta e tenha o controle sobre sua vida.
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
Projeto Horizonte - Ahimsa – Hilton Perkins - 2005
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Outras razões importantes para o uso do calendário é que ele permite o
desenvolvimento de habilidades comunicativas como:
• que a criança fale sobre coisas que já aconteceram e que irão acontecer no
futuro.
• usando o calendário – As formas e símbolos permitem que tanto a criança
como nós tenhamos um tópico que seja mutuamente compreendido para
promover diálogos.
O calendário é também útil no desenvolvimento de conceitos temporais, porque:
•
fornece uma forma clara de representar a passagem do tempo, o que
facilita o ensino de conceitos temporais (passado, presente e futuro) a nível básico.
•
é um apoio para o ensino de vocabulário temporal mais complexo como
“espera”, “depois”, “tarde”, “manhã”, “dia”, “noite” etc.
•
favorece uma forma individualizada da aquisição de noção de tempo
simples de modo que a criança possa compreender.
•
prepara a criança para a aprendizagem de noções temporais (relógios,
agendas, etc.)
Antes de começar um calendário
Antes de iniciar um sistema de calendário devemos ter para o aluno um plano e
o programa de intervenção a nível da comunicação, isto é, já deve existir previamente
metas e objetivos a atingir. Se não tivermos certeza sobre aquilo que queremos que a
criança faça (exp.: pedidos, rejeições, iniciar uma conversa, uso de objetos como
pistas, etc.) não conseguiremos desenvolver um diálogo através de um calendário,
escolher símbolos, etc.
Deve-se, também, desenvolver atividades com rotinas para que tenha algo para
representar no calendário.
Não inicie o calendário enquanto estes dois aspectos não estiverem
estabelecidos.
Quando os aspectos anteriores estiverem estabelecidos, uma forma de
representar o tempo deve ser selecionada de maneira a ser representativa para a
criança. Embora existam cinco formas de concepção de um sistema de calendário.
Este artigo só abordará dois: “Calendários e antecipação” e “Calendários diários”.
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
Projeto Horizonte - Ahimsa – Hilton Perkins - 2005
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CALENDÁRIO DE ANTECIPAÇÃO
A criança que usa um calendário de antecipação
Poderá começar com um calendário de “antecipação” se a criança demonstra
uma compreensão muito limitada sobre as atividades.
As características mais comuns de uma criança que está neste nível são:
• o aluno reconhece algumas pessoas, locais, sons, cheiros, objetos e ações
associadas a uma quantidade restrita de atividades. Por exemplo, numa atividade
habitual de patinagem, a criança sabe levantar o pé quando lhe é apresentado um
patim e esticará a sua mão para agarrar-se a pessoa que esta ao seu lado quando
este lhe é apresentado. Isto indica que ela reconhece o objeto, assim como, sabe o
que deve fazer com ele. Ela não esticaria o pé quando lhe mostrassem apenas uma
pessoa que está ao seu lado. Um objeto terá que ser reconhecido pela criança na
rotina antes que sirva de pista fora dessa rotina.
• a criança poderá ou não antecipar o início de uma atividade baseado em, uma
etapa pistas do contexto. Por regra, as crianças que se beneficiam de sistemas de
antecipação nem sempre reconhecem uma atividade ou rotina até que estejam já
ativamente envolvidas nelas.
• quando, ao participar em rotinas previsíveis, a criança compreende quando é
que estas terminaram.
• a criança está num nível primário de “representação” e não tem nenhuma
forma organizada de pedir ou rejeitar atividades.
• a criança necessita de bastante apoio para prestar atenção às coisas externas
a si.
• a criança aceita breves momentos de interação com os outros.
Construção de um calendário
A criança que está no nível de antecipação tem um passado que consiste na
atividade que terminou naquele momento de fazer. Seu futuro é a atividade que irá
ser feita em seguida. Necessitará de um objeto que possa representar a atividade
passada e outra para a atividade futura. É importante que estes objetos sejam
diferentes (ex: uma caixa verde para o futuro e um cesto vermelho em plástico para o
passado).
Seleção de símbolos para o calendário de antecipação
É importante a seleção de um objeto à qual a criança responda de uma forma
consistente ou utilize corretamente uma atividade do seu interesse. A criança deve ter
uma relação significativa com este objeto no contexto de uma atividade antes que
consiga reconhecê-lo fora do contexto (ex: no calendário).
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
Projeto Horizonte - Ahimsa – Hilton Perkins - 2005
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É útil selecionar um objeto para o calendário que seja somente utilizado em
uma atividade específica. Por exemplo, a criança poderá usar um copo plástico no
lanche, no almoço, quando escova os dentes e quando brinca com a água. Usar este
copo como símbolo (objeto de referência) para quando vai brincar com a água poderia
ser muito confuso para a criança. Cada atividade deve ser representada por um objeto
que é exclusivo de uma determinada atividade.
Desenvolvimento de rotinas de calendário
Interagindo com a criança através do calendário transforma-se por si mesmo
em uma rotina. Há no entanto alguns aspectos a serem considerados:
• é importante destacar a apresentação do objeto de maneira que a criança
saiba que algo vai acontecer. Não vai querer que ela pense que só lhe dado algo para
brincar por alguns momentos. O uso de uma prateleira ou caixa de suporte dos
objetos, que são os símbolos, despertará a atenção da criança.
• inicialmente, o adulto orienta a criança para que esta pegue o objeto, mas
com o passar do tempo deixa, gradualmente, de dar este apoio. Isto permite que a
criança tenha responsabilidade a partir da troca estabelecida com o adulto.
• dê tempo à criança para agir livremente com o objeto. Isto aumenta o seu
conhecimento sobre o objeto e ajuda-a a relacionar o objeto do calendário com o
objeto que pertence a atividade. Dê também oportunidade para que a criança inicie a
atividade em vez de ficar dependendo da iniciativa dos outros.
• é importante dar tempo de espera (5 minutos) para que a criança possa
responder ao objeto. Nem todas as crianças respondem imediatamente quando um
objeto lhes é apresentado. Aproveite para observar, diariamente, as respostas da
criança ao objeto para determinar se há alguma alteração na compreensão da função
do objeto como sendo este um símbolo para a atividade.
• realize uma atividade habitual com o objeto (escovar os dentes com pasta,
etc.) Isto pode ser desempenhado como sendo uma “co-atividade”, caso a criança
necessite de apoio para sintonizar com o objeto ou poderá servir como uma
demonstração à criança que não tenha muitos problemas visuais. Esta técnica ajudará
o aluno a reconhecer o objeto porque para algumas crianças o objeto é a ação que se
desempenha com o objeto. Tenha a certeza que a ação é algo que faz realmente
numa rotina.
• No começo, o objeto é apresentado para a criança próximo ao início da
atividade, tanto no tempo como no espaço. Muito tempo ou um percurso muito longo
até o local da atividade dilui a associação entre o objeto e o acontecimento. Por esta
razão poderá querer construir uma caixa portátil de objetos-símbolos. Uma vez que a
criança começa responder com este objeto fora da atividade, a distância e o tempo
entre o objeto e a atividade deve ser expandida. Isto amplia na criança as suas
necessidades de prestar atenção e dando-lhe mais uma noção de “futuro”. Este é um
pré-requisito necessário para que passe para sistemas de calendários mais avançados.
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
Projeto Horizonte - Ahimsa – Hilton Perkins - 2005
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• depois de completar a atividade, a criança colocará o objeto no cesto do
“acabou”. Novamente, poderá necessitar de apoio nesta fase, sendo este depois
gradualmente, reduzido.
De uma forma reduzida podemos dizer que o percurso de uma atividade de
rotina é: apresentar o objeto à criança; desempenhar uma ação com o objeto;
proceder imediatamente a atividade e quando a atividade finalizar deixar que a
criança deposite num cesto que represente o fim da atividade.
Expansão do Calendário de Antecipação
Aquilo que é utilizado para dar a noção de tempo pode ser alterado de forma a
representar um futuro mais amplo possuindo vários objetos separados entre si. Como
regra, o símbolo da atividade à esquerda representa a atividade que será realizada em
primeiro lugar dado que a direção da esquerda para a direita é o formato mais comum
nos calendários.
Aumentar a distância tanto no tempo como no espaço entre a apresentação do
objeto e a atividade pode expandir as capacidades de atenção do aluno; expandir o
seu conceito de “futuro” e fazer com que o objeto seja mais representativo. Por
exemplo, Se apresenta um objeto do cesto do “futuro” quando está próximo de 20 cm
do local onde a atividade irá acontecer, será que tem a mesma percepção sobre a
atividade se apresentar o mesmo objeto a uma distância de aproximadamente de um
metro?
CALENDÁRIOS DIÁRIOS
A criança que usa um calendário diário
Na maior parte das vezes uma criança irá começar por um calendário de
antecipação e depois passará para o nível seguinte que é o calendário diário. Todavia,
algumas crianças poderão iniciar logo um sistema de calendário diário. As
características que se seguem, e que podem ser encontradas nas interações das
crianças, ajudarão a fazer a opção por este tipo de calendário:
• se o aluno utilizou um sistema de antecipação, tem utilizado formas de
representar o tempo (ex: cesto do “acabou”) e demonstra compreensão desta
representação temporal. Por exemplo, dirige-se para a caixa do “futuro” e tem uma
birra quando vê o símbolo de trampolim porque não gosta de ginástica, no entanto
quando o docente deposita o símbolo no cesto de “acabou” a birra termina;
• o aluno participa na rotina do calendário pegando a vez (vai buscar o objeto
da caixa do “futuro” e coloca-o na caixa de “acabou”.);
• o aluno reage com o meio envolvente e não está centrado em si mesmo, pelo
menos durante três minutos;
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
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• o aluno lembra as atividades e os objetos de acontecimentos habituais em
várias rotinas diárias (ex: procura na mesa comida quando a colher é colocada na sua
mão);
• o aluno tolera a distância tanto temporal quanto espacial entre a
apresentação do objeto e a atividade, conseguindo compreender a relação entre
ambos. Por exemplo, quando se mostra ao aluno um objeto, este segue o percurso
até o local da atividade sem abstrair-se completamente ou sem perder a noção
daquilo que irá acontecer;
• o aluno antecipa alguns passos dentro de uma rotina (conceito de futuro);
• o aluno antecipa um acontecimento a partir de um objeto que serve de pista
(conceito de futuro);
• o aluno compreende quando a atividade terminou (conceito de passado);
• o aluno está pronto para expandir o futuro para além de um ou dois símbolos
quando associa alguns acontecimentos que ocorrem seqüencialmente por rotina. Por
exemplo, dirige-se para o recreio quando termina o lanche.
A estrutura do calendário
O calendário tem que ser estruturado de forma que a criança aprenda que cada
divisão representa um pouco de tempo. As divisões entre as atividades devem ser
muito claras para a criança, tanto visualmente como através do tato. A estrutura tem
também que representar o tempo de uma forma seqüencial: esta atividade acontece
primeiro, depois é aquela, etc. Uma variedade de materiais pode ser utilizada para
fazer estes calendários: latas de café, uma caixa com divisórias, cestos plásticos
pendurados uns ao lado dos outros, etc. desde que estes representem seqüenciais
temporais. Tenha a certeza de que a estrutura está bem fixa para não ser destruída
pela criança ao explorar o calendário.
Uma regra fundamental é que a criança deverá sentir-se sem dificuldades em
toda a extensão do calendário, colocando a sua mão esquerda no início do calendário
e a mão direita no outro extremo. Os calendários que são demasiadamente compridos
podem tornar-se confusos para as crianças. Cada seção individual do calendário
deverá ser um pouco maior do que a mão da criança.
O calendário tem que ter uma maneira de mostrar o “passado”. Isto pode ser
feito quer através de um pedaço de tecido para cobrir a seção no qual está o símbolo
da atividade que acabou de realizar. É também útil destacar a atividade “presente”
colocando um pouco de fita adesiva vermelha à frente da divisão em uso, fazendo
marcações táteis, etc. O “futuro” é representado por riscos à direita do marcador da
atividade “presente”.
Não se esqueça que o calendário necessita ser colocado num local permanente
que a criança consiga localizar facilmente. Este instrumento é uma parte integrante do
sistema de comunicação dele, o qual a criança necessita se dirigir quando deseja dizer
alguma coisa.
A seleção de símbolos para o calendário
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
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As crianças que usam estes calendários podem usar objetos, partes de objetos,
imagens, símbolos táteis, símbolos impressos ou até combinações de várias formas.
Estes são apresentados em combinação com gestos, fala e/ou pistas táteis conforme
as formas de comunicação apresentados no seu Plano de Educação Individual – PEI.
Para alunos que usam sinais e/ou fala terá que associar algum vocabulário às
partes do calendário. Por exemplo, quando coloca o pedaço do pano por cima do
símbolo de uma atividade que terminou de fazer pode fazer o gesto de “acabou”.
Quando faz referência a uma atividade presente utilizará o vocabulário “agora”.
Vocabulário para atividades futuras serão “espera” ou “mais tarde”.
Uma vez que estes gestos ou palavras estejam dominados, pode-se introduzir
vocabulário adicional. É importante pensar sobre o vocabulário que se quer introduzir
devendo-se agir de uma forma consistente. Para alguns alunos que usam gestos seria
útil introduzir “antes” e “depois”. Para aqueles que usam a fala pode pensar em usar
conceitos temporais estandardizados como “ontem”, “quarta-feira”, etc., mas evitando
termos mais complexos como “anteontem”.
Diálogo através do Calendário
Lembre-se que o calendário deve melhorar as interações entre a pessoa e a
criança, como tal não domine a conversa! Construa oportunidades para que a criança
pegue a vez. Responda à liderança da criança observando o que desperta o seu
interesse ou a motiva no símbolo. Faça comentários, demonstrando através de mímica
que quer que faça com o objeto. Destaque as características do objeto, como a
textura ou a forma ou então confirma o que a criança está dizendo sobre o objeto (ex:
“Sim, mexe-se com a colher”).
Elaboração de um Calendário de Rotinas
As competências mínimas para viver em comunidade publicados por TSBVI
seguem as seguintes rotinas:
“A rotina de um calendário diário deve ser feito sempre da mesma forma
“consistente”. Um exemplo de rotina poderá ser:
• Encontrar o símbolo
• Falar sobre a atividade
• Encontrar materiais
• Mover-se até os materiais
• Deslocar-se até os locais
• Completar a atividade
• Arrumar os materiais
• Transportar o símbolo de retorno ao calendário
• Discutir o símbolo da atividade no local onde estava no calendário ou no cesto
de “acabou” e dar a atividade por “encerrada”.
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
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(Levack et al, 1994)
A expansão do Calendário
Quando o aluno compreende a rotina do calendário poderá expandir o seu uso
ao diálogo.
Eis algumas estratégias que poderá experimentar:
• discutir a quantidade de atividades que ocorrem nos vários lugares. Falar
sobre várias atividades seqüenciais e introduzir o gesto de “depois” para relacioná-los
entre si;
• aumentar a quantidade de espaços no calendário para acrescentar mais
atividades. Não se esqueça que não deverão ser maiores do que aquilo que o
comprimento máximo que a criança consegue alcançar;
• ao construir o calendário para um período de tempo mais extenso, faça com
que o aluno escolha entre duas atividades e coloque a sua escolha no espaço (riscado)
reservado ao “futuro”.
Os sistemas de calendários são incrivelmente úteis para crianças surdocegas ou
que tenham problemas visuais ou múltiplos. Pode contatar TSBVI Outsearch caso
necessite de ajuda na construção do seu calendário ou de mais informação sobre a
utilização com o seu filho ou aluno. Também poderemos ajudar caso a sua criança
esteja apta para usar um sistema de calendário mais avançado.
Referências e Recursos
Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
Revisão: Lília Giacomini - 2005
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Fonte: SEE/Hear Winter 97 – Let me cheek my calendar
Acesso: www.tsbvi.edu/Outreach/seehear/arcluse - 06/08/2005
Tradução e adaptação: Shirley R. Maia – 2005
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