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The Living heritage of communities in Timor-Leste - unesdoc

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The Living heritage of communities in Timor-Leste - unesdoc
JAK/2015/PI/H/10
National Geographic, Sekretaria Estadu Arte no Kultura, UNESCO
no Komisaun Nasional Timor-Leste ba UNESCO hakarak agradese ba
membru komunidade hotu husi Timor-Leste tomak ne’ebé fahe ona
koñesimentu husi sira nia patrimóniu kulturál imateriál ba publikasaun.
La ho kontribuisaun valiozu ida ne’e mak publikasaun ida ne’e sei la sai
posível.
A National Geographic, a Secretaria de Estado da Arte e Cultura, a
UNESCO e a Comissão Nacional Timor-Leste da UNESCO gostariam
de agradecer aos muitos membros de comunidades em Timor-Leste que
partilharam conhecimentos sobre o seu património cultural imaterial
para a publicação. Sem esta valiosa contribuição, esta publicação não
teria sido possível.
The Living Heritage of Communities in TIMOR-LESTE
National Geographic, the Secretariat of State for Arts and Culture,
UNESCO and the Timor-Leste National Commission for UNESCO
would like to thank the many community members from all over
Timor-Leste who shared knowledge of their intangible cultural heritage
for the publication. Without this valuable contribution this publication
would not have been possible.
The Living Heritage of Communities in
Patrimóniu Moris Komunidade sira nian iha
O Património Vivo das Comunidades em
TIMOR-LESTE
Cover by: Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
A
The Living Heritage of Communities in
Timor-Leste
Patrimóniu Moris Komunidade sira nian iha Timor-Leste
O Património Vivo das Comunidades em Timor-Leste
2
Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
3
FOREWORD Lia Maklokek PREFÁCIO
President of the Democratic
Republic of Timor-Leste,
His Excellency Mr. Taur Matan Ruak
In building Timor-Leste’s State and in asserting its national
Wainhira harii estadu Timor-Leste no iha afirmasaun ba
Na construção do Estado de Timor-Leste e na afirmação
sovereignty and identity, the promotion and respect for
ninia soberania no identidade nasional promosaun no
da sua soberania e identidade nacionais, a promoção e
the different cultural expressions of our people are, per se,
respeitu ba espresaun kultural diferente sira husi ita nia
o respeito pelas diferentes expressões culturais do nosso
fundamental values ​​and ideas that we must preserve and
povu, ba deit nia, mak valor no idea fundamental sira
Povo constituem, só por si, valores e ideias fundamentais
pass on to future generations. Throughout our history,
ne’ebe ita tenke prezerva no hatutan ba jerasaun futuru
que devemos preservar e legar às gerações vindouras. Ao
Timorese women and men embodied and gave meaning
sira. Liuhusi ita nia istoria, feto no mane Timoraoan sira
longo da nossa história, mulheres e homens timorenses
to traditions and social practices, thus shaping the fabric
fo ona sira nia isin no sentidu ba tradisaun no pratika
foram dando corpo e sentido às tradições e práticas
that currently makes up the true cultural mosaic that is
sosial sira, ne’ebe forma ona hena ne’ebe oras ne’e kompoin
sociais, moldando, deste modo, o tecido que actualmente
our country.
mozaiku kultural loloos ne’ebe mak sai nudar ita nia
compõe o verdadeiro mosaico cultural que é o nosso país.
During the last 12 years, Timor-Leste could, for the
nasaun.
Durante os últimos 12 anos, Timor-Leste pode,
first time and in a spirit of complete freedom and in a
Durante tinan 12 ikus ne’e, Timor-Leste bele, bad
pela primeira vez, num espírito de total liberdade e em
participatory democracy environment, express its beliefs
al uluk no iha espiritu ida ba liberdade tomak no iha
ambiente de democracia participativa, dar expressão às
and traditional and popular knowledge, rebuild the graves
ambiente demokrasia partisipatorio ida, espresa ninia fiar
suas crenças e conhecimentos tradicionais e populares,
of its family members, rebuild their sacred houses and
no konesimentu popular no tradisional, harii fila fali rate
reconstruir as campas dos seus familiares, reconstruir
organise festivities that for centuries marked the various
husi sira nia membru familia sira, harii fila fali sira nia
as suas casas sagradas e organizar as festividades que
moments of community life, related to the cycle of life and
uma lulik sira no organiza festividade sira ne’ebe durante
desde há séculos marcam os vários momentos da vida
death: from birth to marriage and funeral rites, through
sekulu hirak ne’e nia laran marka ona momentu oi-oin
comunitária relacionados com o ciclo da vida e da morte:
the cultivation of land.
husi komunidade nia moris, relasiona ho siklu moris no
do nascimento ao casamento e aos rituais fúnebres,
mate; husi moris ba kaben no ritus funeral sira, liuhusi
passando pelo cultivo da terra.
Cultural traditions are the nation’s living heritage
and they are the main identity reference of the life of our
4
Intangible Cultural Heritage
fila rai.
As tradições culturais são o património vivo da nação
people. Safeguarding them is, to begin with, to strengthen
Tradisaun kultural sira mak nasaun nia patrimoniu
e constituem a principal referência identitária da vida do
the identity feelings that are transmitted from generation
moris no sira mak sai referensia identidade principal
nosso Povo. Salvaguardá-las é, antes de mais, fortalecer os
to generation, shaping and giving life to the communities
moris nian ba ita nia povu. Salvaguarda sira mak, atu
sentimentos de identidade que se transmitem de geração
to which each individual belongs. Properly framed by
hahu ho, haforsa sentidu identidade sira ne’ebe hatutan
em geração, dando forma e vida às comunidades a que
the rule of law, they should be collected and studied by
husi jerasaun ba jerasaun, hodi forma no fo moris ba
pertence cada indivíduo. Devidamente enquadradas pelo
experts in order to reach a better understanding of the
komunidade sira ne’ebe pertense ba individual ida-idak.
Estado de Direito, devem ser recolhidas e estudadas pelos
values that promote unity and national identity within
Enkuadra ho loloos husi regra lei nian, tenki halibur no
especialistas a fim de se chegar a uma maior compreensão
the diversity of their cultural expressions.
estuda husi peritu sira atu atinji komprensaun diak liu
dos valores que promovam a unidade e identidade
I welcome this worthwhile initiative of UNESCO
husi valor sira ne’ebe promove unidade no identidade
nacionais na diversidade das suas expressões culturais.
and the Secretariat of State for Arts and Culture of the
nasional iha diversidade husi sira nia espresaun kultural
Ministry of Tourism, V Constitutional Government of
nia laran.
Saúdo a iniciativa meritória da UNESCO e da
Secretaria de Estado da Arte e Cultura do Ministério do
Timor-Leste, to publish the book The Living Heritage of
Ha’u kongratula inisiativa folin tebes husi UNESCO
Turismo do V Governo Constitucional de Timor-Leste, de
Communities in Timor-Leste, aiming at reaching a wider
ida ne’e no Sekretariadu Estadu Arte no Kultura Ministerio
publicar o livro O Património Vivo das Comunidades em
audience to reflect on Timorese culture and cultural
Turismu, V Governu Konsitutisional Timor-Leste, atu
Timor-Leste, visando atingir um público mais amplo para
heritage.
publika livru Patrimoniu Moris Komunidade sira nian iha
a reflexão em torno da cultura e do património cultural
The accession of Timor-Leste to the UNESCO
Timor-Leste, ne’ebe ho objektivu atu atinji audensia ne’ebe
timorense.
Convention for the Safeguarding of the Intangible
luan liu atu refleta ba kultura no patrimoniu kultural
Cultural Heritage (2003) will not only be a contribution
Timor nian.
A adesão de Timor-Leste à Convenção para a
Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da
in the context of protecting and safeguarding our
Adezaun Timor-Leste ba Konvensaun UNESCO
UNESCO (2003) não será apenas um contributo
cultural heritage, but will also contribute to sustainable
ba Salvaguarda Patrimoniu Kultural Imaterial (2003)
num contexto de protecção e salvaguarda do nosso
development. Therefore, our Government shall submit the
sei la sai deit kontribuisaun ida iha kontestu proteje
património cultural, mas também um contributo para o
proposal to National Parliament to ratify it, in accordance
no salvaguarda ita nia patrimoniu kultural, maibe mos
desenvolvimento sustentável do país. Assim, compete ao
with the Constitution.
sei kontribui ba dezenvolvimentu sustentavel. Tan ne’e,
Governo apresentar a proposta de adesão ao Parlamento
Governu tenke submete proposta ba Parlamentu Nasional
Nacional para ratificação, nos termos da Constituição da
atu ratifika ida ne’e, tuir Konstituisaun.
República.
Intangible Cultural Heritage
5
FOREWORD Lia Maklokek PREFÁCIO
Director-General of UNESCO,
Her Excellency Ms. Irina Bokova
6
Intangible Cultural Heritage
We celebrate this year the 10th anniversary of the
Ami selebra iha tinan ida ne’e, aniversáriu ba dala
Celebramos este ano o 10 º aniversário da Convenção
Convention for the Safeguarding of the Intangible
10 Konvensaun ba Salvaguarda Patrimóniu Kultural
para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. A
Cultural Heritage. The core idea of the Convention is that
Imateriál. Ideia huun husi Konvensaun mak humanidade
ideia central da Convenção é que o património vivo da
humanity’s living heritage has great potential to provide
nia patrimóniu moris soi potensiál boot atu fornese meiu
humanidade possui um grande potencial para fornecer
both livelihoods and a sense of continuity and identity,
subsisténsia no sentidu kontinuidade no identidade, ne’ebé
quer os meios de subsistência, quer um sentido de
that it is a foundation of wisdom and knowledge upon
mak sai nu’udar fundasaun matenek no koñesimentu
continuidade e de identidade, que são a base da sabedoria
which to build sustainable development for all.
ne’ebé buat ne’eb’e harii dezenvolvimentu sustentável ba
e do conhecimento sobre os quais se deve construir o
hotu-hotu.
desenvolvimento sustentável para todos.
This heritage is the precious possession of
communities, groups and individuals -– only they can
Patrimóniu ida ne’e mak soin kmanek komunidade
Este património é propriedade preciosa das
safeguard and pass it on to future generations. This is
nian, grupu no individual sira-- sira de’it mak bele
comunidades, dos grupos e indivíduos – só eles o podem
the key message of The Living Heritage of Communities
salvaguarda no hatutan ba jerasaun futuru sira. Ida ne’e
salvaguardar e passar para as gerações futuras. Esta é a
in Timor-Leste, a new publication that gives voice to the
mak mensajen-xavi husi Patrimóniu Moris Komunidade
mensagem-chave de Património Vivo das Comunidades
people of Timor-Leste and provides them with a platform
sira nian iha Timor-Leste, publikasaun foun ne’ebé hato’o
em Timor-Leste , uma nova publicação que dá voz ao
to share with the world their rich and diverse living
lian ba povu Timor-Leste no fornese ba sira plataforma
povo de Timor-Leste e lhe proporciona uma plataforma
heritage traditions.
ida atu fahe sira nia riku no tradisaun patrimóniu moris
para partilhar as suas ricas e diversificadas tradições
oi-oin ba mundu.
patrimoniais vivas com o mundo.
Since 2011, UNESCO and the Government of TimorLeste have cooperated closely to safeguard the country’s
UNESCO no Governu Timor-Leste koopera hamutuk
A UNESCO e o Governo de Timor-Leste têm
intangible heritage through capacity building. Thanks to
ona desde iha tinan 2011, atu salvaguarda nasaun nia
cooperado estreitamente desde 2011 para salvaguardar o
these efforts, community-based inventorying activities are
patrimóniu imateriál liuhusi kapasitasaun. Obrigadu
património imaterial do país, através do desenvolvimento
underway throughout the country. I wish to commend
wain ba esforsu sira ne’e, atividade inventáriasaun baze
de capacidades. Graças a estes esforços, estão em
the President of Timor-Leste and the Secretariat of
komunidade la’o hela iha rai laran. Ha’u hakarak atu
andamento em todo o país actividades de inventariação
State for Arts and Culture for their commitment to this
elojia Prezidente Timor-Leste no Sekretária Estadu
de base comunitária. Gostaria de elogiar o Presidente de
ambitious initiative, which may pave the way to the
Arte no Kultura ba sira nia komitmentu ba inisiativa
Timor-Leste e a Secretaria de Estado da Arte e Cultura
country’s ratification and successful implementation of
ambisioza ida ne’e, ne’ebé bele loke dalan ba ratifikasaun
pelo seu compromisso com esta ambiciosa iniciativa, que
the convention. In the meantime, I am confident this
no implementasaun susesu ba konvensaun.
poderá abrir caminho para a ratificação e implementação
publication will help stimulate a constructive dialogue
Entretantu, ha’u fiar publikasaun ida ne’e sei fó tulun
in the society of Timor-Leste and with the world on the
hodi estimula diálogu konstrutivu ida iha sosiedadi
Enquanto isso, estou confiante de que esta publicação
role of intangible cultural heritage in building a better
Timor-Leste no ho mundu, iha papél patrimóniu kultural
irá ajudar a estimular um diálogo construtivo na
future for all.
imateriál hodi harii futuru ne’ebé di’ak liu ba hotu-hotu.
sociedade de Timor-Leste e com o mundo, sobre o papel
bem sucedida da convenção.
do património cultural imaterial na construção de um
futuro melhor para todos .
FOREWORD Lia Maklokek PREFÁCIO
Secretary of State for Arts and Culture,
Ministry of Tourism of the Democratic
Republic of Timor-Leste,
Her Excellency Ms. Maria Isabel de Jesus
Ximenes
The Government of Timor-Leste has, since 2011, been
Governo Timor-Leste, desde tinan 2011, serbisu hamutuk
O Governo de Timor-Leste tem, desde 2011, trabalhado
working closely with UNESCO to identify, preserve and
ona ho UNESCO iha sentidu atu identifika, salvaguarda
em conjunto com a UNESCO no sentido de identificar,
promote the rich diversity of expressions of intangible
no promove diversidade espresaun ne’ebé riku husi
salvaguardar e promover a rica diversidade de expressões
cultural heritage that make up our country. By conducting
patrimóniu kulturál imateriál ne’ebé kompoin ita nia
do património cultural imaterial que compõem o nosso
training courses, study visits and the production
nasaun.
país.
and translation of materials, UNESCO has played an
Liuhusi realizasaun aksaun formasaun, vizita estudu
Através da realização de acções de formação, visitas de
important role in the training of competent technicians
no produsaun no tradusaun materiál sira, Eskritóriu
estudo e da produção e tradução de materiais, o Escritório
and in raising awareness of stakeholders (government,
UNESCO dezempeña papel relevante ida iha kapasitasaun
da UNESCO tem desempenhado um papel relevante na
civil servants, Non-Government Organisations and
tékniku kompetente sira no iha sensibilizasaun
capacitação de técnicos competentes e na sensibilização
8
Intangible Cultural Heritage
community members) to the importance of this kind of
ajente relevante sira (Governu, funsionáriu públiku,
dos agentes relevantes (Governo, funcionários públicos,
cultural heritage in the sustainable development of Timor-
Organizasaun Non-Governamental no membru
Organizações Não-Governamentais e membros
Leste.
komunidade sira) ba importánsia tipu patrimóniu kulturál
das comunidades) para a importância deste tipo de
The Secretariat of State for Arts and Culture is
ida ne’e iha Timor-Leste nia dezenvolvimentu sustentável.
património cultural no desenvolvimento sustentável de
responsible for making an inventory, document, study,
Sekretária Estadu Arte no Kultura sei prosede
safeguard and enhance our immaterial culture – the
inventáriasaun, dokumentasaun, estudu, salvaguarda
À Secretaria de Estado da Arte e Cultura compete
practices, knowledge and cultural expressions, as well as
no valorizasaun ba ita nia kultura imateriál - prátika,
proceder à inventariação, documentação, estudo,
the objects and spaces associated with them—which are
koñesimentu, no espresaun kulturál sira, nune’e mos
salvaguarda e valorização da nossa cultura imaterial – as
part of the living culture of communities and groups in
objetu no espasu sira ne’ebé assosiadu ho sira, halo parte
práticas, os conhecimentos e as expressões culturais, bem
our country. Timor-Leste has an extreme richness of oral
ba kultura moris komunidade no grupu sira iha ita nia
como os objectos e espaços que lhes estão associados, que
traditions and expressions, social practices, traditional
nasaun. Timor-Leste iha rikusoin boot ida iha termu
fazem parte da cultura viva das comunidades e grupos
festivities, ancient knowledge related to the nature and
tradisaun no espresaun oral, pratika sosiál, festividade
do nosso país. Timor-Leste possui uma extrema riqueza
the management of resources, and traditional craft
tradisionál, koñesimentu antigu sira relasiona ho natureza
em termos de tradições e expressões orais, práticas
techniques.
no jestaun rekursu no téknika artesanatu tradisionál sira.
sociais, festividades tradicionais, conhecimentos antigos
Government, and in particular this Secretariat
Ba Governu, liuliu, ba Sekretária Estadu ida ne’e, sei
relacionados com a natureza e a gestão de recursos e
of State, is responsible for ensuring that all these
asegura katak espresaun kulturál sira hotu ne’e, halo parte
cultural expressions are part of the current and future
ba dezenvolvimentu prezente no futuru nasaun nian,
Ao Governo e, em particular, a esta Secretaria de
development of the country, contributing to the
hodi kontribui ba sustentabilidade moris komunidade
Estado, compete assegurar que todas estas expressões
sustainability of community life models, and that they
nian no harii nu’udar elementu identidade nasionál. Ho
culturais fazem parte do desenvolvimento presente e
become elements of national identity. With that in mind,
objektivu ida ne’e, ha’u hein katak publikasaun ida ne’e
futuro do país, contribuindo para a sustentabilidade dos
I hope this publication is a true milestone in the process
sei sai nu’udar ai-riin ida iha prosesu ba afirmasaun husi
modos de vida comunitários e constituindo-se como
of asserting the importance of Timor-Leste’s intangible
importánsia patrimóniu kulturál imateriál Timor-Leste
elemento de identidade nacional. Com esse propósito,
cultural heritage.
nian.
espero que a presente publicação se constitua como um
Timor-Leste.
técnicas de artesanato tradicionais.
marco neste processo de afirmação da importância do
património cultural imaterial de Timor-Leste.
Introduction
The meaning of the term ‘cultural heritage’ has changed
Signifikadu husi termu “patrimóniu kultural” muda ona
O significado do termo “património cultural” mudou
considerably in recent decades with an increased focus
ho konsideravelmente iha dékada sira foin lalais ne’e, hodi
consideravelmente nas últimas décadas, com um maior
on living heritage and the people and communities
foka liu ba patrimóniu moris no ema ho komunidade
enfoque no património vivo e nas pessoas e comunidades
who practice it. Intangible cultural heritage (ICH)
ne’ebé hala’o ida ne’e. Patrimóniu kultural imateriál (PKI)
que o praticam. O Património Cultural Imaterial inclui
includes traditions and living expressions inherited
inklui tradisaun no espresaun moris sira ne’ebé husik hela
tradições ou expressões vivas herdadas dos nossos
from our ancestors and passed on to our descendants,
husi ita nia bei’ala sira no hatutan ba ita nia desendente
antepassados e passadas aos nossos descendentes,
oral traditions, performing arts, social practices, rituals,
sira, tradisaun orál, arte performativu, prátika sosiál,
tradições orais, artes performativas, práticas sociais,
festive events, knowledge and practices concerning nature
ritual, eventu festivu, koñesimentu no prátika sira ne’ebé
rituais, eventos festivos, conhecimentos e práticas
and the universe or the knowledge and skills to produce
taumatan ba natureza no universu ka koñesimentu no
relacionadas com a natureza e com o universo, ou o
traditional crafts.
abilidade sira atu prodúz artesanatu tradisionál.
conhecimento e as capacidades de produzir artesanato
tradicional.
The Secretariat of State for Arts and Culture (SSAC),
Sekretariadu Estadu Arte no Kultura (SEAC),
UNESCO, Timor-Leste National Commission for
UNESCO, Komisaun Nasional Timor-Leste ba
A Secretaria de Estado da Arte e Cultura, a UNESCO,
UNESCO, Non-Government Organizations (NGOs) and
UNESCO, Organizasaun Non-Govermental (ONG) no
Comissão Nacional Timor-Leste da UNESCO,
community members have been working closely together
membru komunidade sira serbisu hamutuk ona desde
Organizações Não-Governamentais (ONGs) e membros
to safeguard the rich ICH of Timor-Leste through
tinan 2011, atu salvaguarda riku Patrimóniu Kultural
da comunidade, têm trabalhado em conjunto desde 2011
capacity-building training and workshops, community-
Imateriál iha Timor-Leste, liuhusi formasaun kapasitasaun
para salvaguardar o rico património cultural imaterial de
based inventorying and awareness raising activities. The
sira, inventáriasaun baze komunitáriu no atividade
Timor-Leste, através de actividades de sensibilização. “O
Living Heritage of Communities in Timor-Leste is a direct
sensibilizasaun sira. ‘Patrimóniu Moris Komunidade
Património Vivo das Comunidades em Timor-Leste” é o
result of this collaboration with all of these stakeholders
sira nian iha Timor-Leste’, mak rezultadu diretu husi
resultado directo desta colaboração com todas as partes
contributing to these safeguarding efforts.
kolaborasaun entre parte interesada sira hotu ne’ebé
que contribuíram para este esforço de salvaguarda.
10
Intangible Cultural Heritage
A key focus of this publication has been placing
kontribui ona ba serbisu ida ne’e.
Um dos aspectos-chave desta publicação foi colocar
communities at the heart of the ICH safeguarding
Foku prinsipal ba publikasaun ida ne’e tau ona
as comunidades no centro do processo de salvaguarda
process. To this end, the publication includes quotes
komunidade sira iha sentru prosesu salvaguarda PKI.
do Património Cultural Imaterial. Com esse objectivo,
from practitioners of ICH in Timor-Leste who explain
Ikus mai, publikasaun inklui komentáriu husi prátikante
a obra inclui citações de praticantes do património
the significance of their ICH in their own words. These
PKI sira iha Timor-leste ne’ebé esplika signifikansia husi
cultural imaterial em Timor-Leste, que explicam o
interviews were collected alongside SSAC staff and in
sira nia PKI, iha sira nia liafuan rasik. Intrevista hirak
significado do seu património nas suas próprias palavras.
accordance with the principles of community-based
ne’e halibur hamutuk ho funsionáriu SEAC no halo tuir
Estas entrevistas foram levadas a cabo em colaboração
inventorying. The images for the publication are from
prinsípiu inventoriasaun baze komunitariu. Imajen sira
com a Secretaria de Estado da Cultura de Timor-Leste
National Geographic along with contributions from a
ba publikasaun mai husi National Geographic hamutuk
e de acordo com princípios de inventariação de base
number of prominent photographers from Timor-Leste.
ho kontribuisaun husi fotógrafu proeminente balun husi
comunitária. As imagens desta publicação pertencem
Timor-leste.
à National Geographic, bem como a um conjunto de
It is hoped that this publication will give communities
proeminentes fotógrafos timorenses.
in Timor-Leste, especially women and youth, the
Sai nu’udar esperansa katak publikasaun ida ne’e sei fó
opportunity to express knowledge of their living heritage,
ba komunidade sira iha Timor-Leste, liuliu feto no foinsae
Esperamos que este livro ofereça às comunidades em
thus raising awareness about ICH and its safeguarding
sira, oportunidade atu hato’o koñesimentu konaba sira nia
Timor-Leste, especialmente às mulheres e aos jovens, a
locally, nationally and internationally while also
PKI, hodi nune’e bele hasa’e konsiénsia konaba problema
oportunidade de expressarem o conhecimento do seu
encouraging the ratification and future implementation
sira salvaguarda PKI nian iha nível lokál, nasionál no
património cultural imaterial, desta forma sensibilizando
of the 2003 UNESCO Convention for the Safeguarding of
internasionál ne’ebé mos apoiu ratifikasaun Konvensaun
para a necessidade de salvaguarda deste património a
the Intangible Cultural Heritage by the Government of
2003 iha nivel governu iha Timor-Leste.
nível local, nacional e internacional, ao mesmo tempo
Timor-Leste.
encorajando a ratificação e futura implementação da
Convenção de 2003 pelo Governo de Timor-Leste.
Intangible Cultural Heritage
11
The Tais (Timorese
cloth) we make
are used for
traditional events
and ceremonies as
well as for gifts for
family and friends.
Tais ne’ebé ami
halo mak uza ba
eventu tradisionál
no serimónia sira
nune’e mos sai
nu’udar prezente
sira ba família no
belun sira.
Os Tais (panos
timorenses)
que fazemos
são utilizados
em eventos e
cerimónias
tradicionais,
e servem de
presentes para a
família e amigos.
Ms. Lina Ribeiro, Uatuaben Village, Maliana, Timor-Leste
Intangible
Cultural
Cultural
Heritage
Heritage
12
12 Intangible
Intangible Cultural Heritage
13
Cotton is an essential material for weaving
as we use the cotton to produce yarn. The
process begins with collecting the cotton to
be dried for at least three days. The cotton
is then separated from its seeds and then
straightened.
Kabas mak materiál prinsipál soru nian,
tamba ami uza kabas atu halo kabas
lan, hodi tau ba karina. Prosesu hahu ho
halibur kabas hodi habai maizumenus
loron tolu. Kabas ne’e sei haketak husi
nia musan sira no tuir mai sei halo
kabeer.
O algodão é o material principal da
tecelagem, porque o usamos para fazer
fios de algodão para enrolar no fuso.
O processo começa pela apanha do
algodão, que vai a secar durante mais
ou menos três dias. O algodão é depois
separado das suas sementes e alisado.
14 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
15
The process of making the thread starts with
opening the seed and taking out the cotton and
then placing it in a todoka (woven palm leaf
container in the Makasae language). Making
cotton is normally practiced by women from
the Daudere village in the district of Lautém.
Although modern industrial cotton is available,
these women still use the traditional process
by manually hand spinning the cotton and it
remains the best recipe to make futus (bundles)
before hoban (dyeing) the cotton threads using a
natural process.
Prosesu atu loke kabas no hasai kabas rahun
husi musan hodi tau ba todoka (luhu ne’ebé
homan husi akadiru tahan, iha lian makasae).
Atividade sira ne’e normalmente halo husi
inan feto sira iha aldeia Daudere, sub-distritu
Lautém. Maske iha ona kabas husi indústria
modernu maibé inan feto ne’e sei uza prosesu
tradisionál no manuál hodi dulas kabas no sai
reseita diak liu ba halo futus (kesi) molok hoban
(pinta) kabas lan tuir prosesu naturál.
O processo de fazer o fio começa pela abertura
da semente, retirando o algodão e colocando-o
de seguida numa todoka (recipiente tecido em
folha de palmeira, na língua Makasae). Estas
actividades são normalmente praticadas pelas
mulheres da aldeia de Daudere, no distrito
de Lautém. Apesar da indústria moderna de
algodão estar disponível, estas mulheres usam
ainda o processo tradicional de manufatura para
enrolar o fio, que é uma boa receita para fazer o
futus (fios mais grossos de marcação), molhando
o fio previamente preparado na tinta, usando
um processo natural.
16 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2013.
Intangible Cultural Heritage
17
I wanted to learn
how to make Tais
when I was young
as I often watched
my mother and her
friends weaving. It
took me almost a
year to master (the
technique of) making
Tais, practicing
every day.
Ha’u hakarak
aprende oinsá halo
Tais wainhira ha’u
foin-sa’e, tamba dala
barak hare ha’u nia
inan ho ninia kolega
soru Tais. Ha’u lori
tempu kuaze tinan
ida atu bele domina
soru tais hodi pratika
loro-loron.
Ms. Lina Ribeiro, Uatu Aben Village, Maliana, Timor-Leste
18 Intangible Cultural Heritage
Quis aprender a
fazer Tais quando
era jovem, porque
via muitas vezes
a minha mãe e as
suas amigas a tecer.
Levei quase um ano
a dominar a técnica
de fazer Tais, para
poder praticar todos
os dias.
Intangible Cultural Heritage
19
The loom for weaving is traditionally
made from wood, known as Seru Acin
in Kemak language. It is made of many
different parts, each with its own name.
Ai-Soru ne’ebé uza hodi soru
tradisionalmemte halo husi ai ne’ebé
iha Kemak dehan Seru Acin. Ne’e
kompostu husi parte diferente barak,
ne’ebé ida-idak ho ninia naran.
O tear para a tecelagem é
tradicionalmente feito em madeira,
chamada Seru Acin em língua Kemak. É
composto por muitas partes diferentes,
cada uma com o seu próprio nome.
Ms. Lina Ribeiro, Uatu Aben Village, Maliana, Timor-Leste
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Intangible
Cultural
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The younger generations learn how to weave
and make Tais from around the age of 10,
however, this also depends on their interest
and the parents to encourage them to learn.
Jerasaun foun sira aprende soru ka halo Tais
hahu husi tinan 10, maske nune’e, depende
mós ba sira nia interese rasik, no inan ho
aman fo enkoraja ba sira hodi aprende.
As gerações mais novas aprendem a tecer
e a fazer Tais desde os 10 anos de idade,
mas depende do seu próprio interesse e do
encorajamento dos pais para aprenderem.
Ms. Lina Ribeiro, Uatu Aben Village, Maliana, Timor-Leste
Intangible Cultural Heritage
23
Mrs Filomena Pereira da Cruz, from
Kaitia village, Fatulia suco, in the
subdistrict of Venilale. The process
of weaving Tais involves using
traditional backstrap tension loom,
tied to the person’s back (named
utuka, in the Makasae language).
Sra. Filomena Pereira da Cruz, husi
aldeia Kaitia, suku Fatulia, sub-distritu
Venilale. Prosesu soru Tais no uza ai
soru tradisionál ne’ebé hodi tali kesi iha
kanotak (ho lian makasae utuka).
Sra. Filomena Pereira da Cruz, da aldeia
de Kaitia, no suco de Fatulia, subdistrito
de Venilale. Processo de tecer o Tais
usando o tear tradicional, com uma
corda esticada atrás das costas (utuka, em
língua makasae).
24 Intangible Cultural Heritage
Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
Weaving Tais is an activity practiced by women in the Suai district.
Normally the women weave in the Uma Lulik (sacred house) as it is a
place that gives shelter, strength and health. Suai has a long tradition
of weaving tais dating back to the old kingdom of Wewiku Wehali
(first recorded in 1522) in central Timor. The Suai textile motifs are
some of the most complex found and this is perhaps due to the social
structure of the fehan people with the preservation of this intricate
weaving process transmitted from older women younger women for
generations.
Soru tais hanesan atividade ne’ebé maka hala’o husi feto sira iha distritu
Suai, normalmente sira utiliza uma lulik hanesan fatin ne’ebé maka fó
mahon, is no beran. Tamba soru tais ne’e tuir karakterístika natureza,
fiar tuir reinu Wehali-Webiku (registu dahuluk iha tinan 1522 iha Timor
Sentrál). Motivu sira husi tais tradisonál Suai ne’e hanesan motivu
ne’ebé susar tamba tuir lisan fehan nian katak atu transmite no prezerva
prosesu soru Tais tradisionál Suai ne’e tuir lisan, feto sira maka sei
transmite ba malu (feto ferik ba feto ran).
A tecelagem é uma actividade desenvolvida por mulheres no
distrito do Suai. Normalmente, usam a Casa Sagrada como local
que lhes dá guarida, força e saúde, uma vez que a tecelagem segue
as características da natureza, de acordo com a crença do reino de
Wehali-Webiku (registado pela primeira vez em 1522, em Timor
Central). Os motivos dos Tais tradicionais do Suai são dos mais
complexos uma vez que de acordo com a tradição, as fehan (mulheres
da planície) transmitem os seus conhecimentos das mulheres mais
velhas (ferik) para as mais novas (feto ran).
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© Photo copyright
David
Palazón, Heritage
Timor-Leste 2010.
Intangible
Cultural
Ms. Rita Gonzaga, a
Tais weaver from the
Viqueque district,
sits together with
Ms. Maria Madeira
to discuss the
weaving process
in the region of
Viqueque.
Sra. Rita Gonzaga,
hanesan sorudor
Tais husi distritu
Viqueque, tuur
hamutuk ho Sra.
Maria Madeira hodi
diskute kona-ba
oinsá prosesu soru
iha rejiaun Viqueque.
A Sra. Rita Gonzaga,
tecelã de Tais do
distrito de Viqueque,
a discutir o processo
de tecelagem
naquela região com a
Sra. Maria Madeira.
Intangible Cultural Heritage
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Men sheltering from the mountain cold with Tais
(traditional cloth) and blankets in the village of
Dare, Maubisse, in the district of Ainaro.
Mane sira taka an ho Tais no kapote husi
foho nia malirin iha suku Dare, sub-distritu
Maubisse, distritu Ainaro.
Homens cobrindo-se com Tais (panos
tradicionais) e mantas para se reaguardar do frio
da montanha no suco de Dare, subdistrito de
Maubisse, distrito de Ainaro.
28 Intangible Cultural Heritage
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© Photo Intangible
copyright Nelson
Turquel,
Timor-Leste 2011.
Cultural
Heritage
Haku kai (wooden pots in the Midiki
language) made by the late Mr. Patrício
Guterres de Sousa from Kailetiana village
in Ossu subdistrict. A karau kulit (leather
strap) powered carving machine is used to
produce the haku kai.
Haku Kai (sanan ai iha lian Midiki) ne’ebé
matebian Sr. Patrício Guterres de Sousa halo
iha aldeia Kailetiana, iha sub-distritu Ossu.
Wainhira atu prosesu halo Haku kai, sei uza
karau kulit liza halo kabeer.
Potes de madeira (haku kai, em língua
midiki) feitos pelo falecido Sr. Patrício
Guterres de Sousa, na aldeia de Kailetiana,
no subdistrito de Ossu. Para produzir os
haku kai, é utilizada uma máquina de talhar
alimentada por uma correia de couro
30 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2009.
Intangible Cultural Heritage
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I learnt the process of making ceramics from our elders as
this is a traditional craft that we inherited from the ancestors
to this generation. Making ceramics has provided a big
economic benefit to our group. I invited my sister, girls who
are no longer at school and widows to come and learn how to
make ceramics. The group I lead currently has 15 members.
Ha’u aprende prosesu halo sanan rai ne’e husi avó sira,
ne’e hanesan badain tradisionál ne’ebé maka mai husi
bei’ala sira no to’o jerasaun ida ne’e. Badain tradisionál
ida ne’e fo benefísiu ekonómiku bo’ot ba grupu ne’e.
Nune’e ha’u konvida ha’u nia alin no mós feto foin-sa’e
sira ne’ebé para husi eskola no feto faluk sira hodi mai
aprende kona-ba prosesu halo sanan rai. Grupu ne’ebé
maka ha’u lidera nia membru hamutuk 15.
Aprendi o processo de fazer cerâmica com os nossos
anciãos, artesãos tradicionais que herdaram os seus
conhecimentos desde os antepassados até aos nossos
dias. Esta actividade proporciona um grande benefício
económico ao nosso grupo. Por isso, convidei a minha
irmã, jovens que deixaram de estudar e viúvas para
virem aprender este processo. O que grupo que lidero
tem actualmente 15 membros.
32 Intangible Cultural Heritage
Ms. Rosa Soares, Aililin Village, Manatuto District, Timor-Leste
Intangible Cultural Heritage
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We use clay from our village to make the ceramics. Our
sons help us collect the clay, sand, water and firewood. After
the materials have been collected the process of making
ceramics can begin.
Rai mean ne’ebé utiliza mai husi ami nia aldeia. Ami nia
oan mane sira ajuda ami halibur rai mean no materiál
sira seluk hanesan rai-henek, bee, no ai-sunu. Hafoin
materiál sira halibur ona, mak tuir mai, ami bele hahu.
O barro vermelho que utilizamos vem da nossa aldeia.
Os nossos filhos ajudam a recolher este barro e outros
materiais, tais como areia, água e lenha. Depois dos
materiais estarem recolhidos, podemos começar a fazer
cerâmica.
34 Intangible Cultural Heritage
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I learnt the technique of making ceramics
that we inherited from our ancestors, and until
today making ceramics is something that I do
every day and helps to sustain my family.
Ha’u aprende halo sanan rai husi bei’ala
sira, no to ohin loron atividade ne’e sai
toman ida ba ha’u nia moris loroloron hodi
sustenta hau nia família.
Aprendi a fazer cerâmica com os nossos
antepassados e, até hoje, desenvolvo esta
actividade diariamente para sustentar a
minha família.
Ms. Catarina Soares, Aililin Village, Manatuto District, Timor-Leste
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Women from Bobokase village in Pante Makasar
(Oecusse) with their recent production of sanan
rai (earthenware).
Inan feton sira husi aldeia Bobokase, iha Pante
Makassar (Oecusse) ho sira nia produsaun
sanan rai ne’ebé foin halo.
Mulheres da aldeia de Bobokase, em Pante
Makasar (Oecusse), com a sua recente produção
de sanan rai (cerâmica manual).
40 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
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Ms. Lúcia de Araújo from Fatu Isin village in
Camanasa (Covalima) proudly posing with her sanan
rai (pottery) vases.
Sra. Lúcia de Araújo husi aldeia Fatu Isin, iha
Camanasa (Covalima) ho orgullu hasai foto ho ninian
vazu sanan rai.
A Sra. Lúcia de Araújo, da aldeia de Fatu Isin, em
Camanasa (Covalima), a posar orgulhosamente com
os seus vasos de cerâmica (sanan rai, em tétum).
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
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Women gathered together to make homan (basketry) under the
roof of Maun Dato, a sacred house in Suai Loro. Basketry is a
household activity generally performed by women.
Inan feton sira halibur hamutuk atu homan iha kakuluk Maun
Dato okos, uma lulik ida iha Suai Loro. Homan mak atividade
doméstika ne’ebé jeralmente halo husi feto sira.
Senhoras juntas a fazer cestos debaixo do tecto da Casa Sagrada
Maun Dato, no Suai Loro. A cestaria é uma actividade doméstica
geralmente desenvolvida por mulheres.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2013.
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Making homan (basketry) is a tradition in our village
and the baskets still have many functions in our daily
lives. We often use homan as a container for betel nut
and dry chopped tobacco to serve to guests in traditional
ceremonies.
Homan mak tradisaun ida iha ami nia aldeia. Raga
ka luhu sira ne’e iha funsaun barak iha ami nia moris
loroloron. Dalabarak ami uza homan nudar fatin atu
tau bua, malus no tabaku maran hodi serve ba bainaka
iha serimónia tradisionál.
A cestaria é uma tradição na nossa aldeia. O cesto e
o açafate têm várias funções no nosso dia-a-dia. Por
vezes, usamos os cestos para guardar areca, bétel
e tabaco seco, para oferecer aos convidados em
cerimónias tradicionais.
Ms. Toeliban and Ms. Ana da Cunha, Manleu Village, Manatuto, Timor-Leste
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The baskets we make are called bote ana
and we use them to store the sea salt that
we harvest. The baskets are made from
palm leaves that we dry, cut in to pieces
and then weave.
Bote sira ne’ebé ami halo hanaran bote ana no
ami bele uza atu rai masin. Bote sira ne’e halo
husi akadiru tahan ne’ebé hamaran, tesi ba
pedasuk ki’ik, mak tuir mai sei homan.
Os cestos que fazemos são chamados bote ana
e podemos usá-los para guardar sal marinho.
Estes cestos são feitos com folhas de palmeira
que são secas, cortadas em pequenos pedaços
e utilizadas para tecer os cestos.
Ms. Edelfina, Aidaba-Leten Village, Maliana, Timor-Leste
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I was inspired to become a woodcarver in
appreciation of the work of my father who
was also a woodcarver in Ataúro. Some of the
sculptures that I make are inspired by my
father’s work and others are from my own
creativity.
Buat ne’ebé dada ha’u atu sai eskultór ai,
mak inspirasaun atu valoriza ha’u nia aman
nia serbisu ne’ebé mós sai nu’udar eskultór
ida iha Ataúro. Estátua sira ne’e, balun ha’u
imita estátua sira ne’ebé ha’u nia aman
halo ona, maibé sira seluk halo ho ha’u nia
kriatividade rasik.
Ao tornar-me escultor de madeira, inspireime na valorização do trabalho do meu
pai, que também era escultor de madeira
em Ataúro. Algumas das estátuas que faço
procuram imitar as estátuas que o meu pai
e outros fizeram, usando a minha própria
criatividade.
Mr. Elizeu, Aldeia Kampung Alor, Pantai Kelapa, Dili
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In Ataúro district, the wooden statue (sae
lait, in the local dialect) symbolizes a
sacred object, which is kept in the Sacred
House (Uma Lulik).
Iha distritu Aatúro, estátua ai (‘sae lait’, iha
lian lokál) simboliza objetu lulik ida no rai
iha Uma Lulik.
No distrito de Ataúro, a estátua de madeira
(sae lait, no dialecto local) simboliza um
objecto sagrado, que é guardado na Casa
Sagrada (Uma Lulik).
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The wood used to make the statues are AiMean and Ai-Lalar. These types of wood
must be softened before they can be used to
make statues.
Ai ne’ebé uza atu halo estátua sira mak AiMean no Ai-Lalar. Tipu ai hirak ne’e tenke
halo kabeer uluk molok atu halo estátua sira.
As madeiras usadas para fazer as estátuas
são o pau-rosa e a árvore das moscas (AiMean e Ai-Lalar, em tétum). Estes tipos de
madeira têm de ser amaciadas antes de
poderem ser utilizadas para fazer estátuas.
Mr. Elizeu, Aldeia Kampung Alor, Pantai Kelapa, Dili
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As traditional farmers, coffee is an important
product to sustain our lives. We refine the
coffee beans to powder using traditional
methods taught to us by our ancestors.
Ami hanesan agrikultór tradisionál ne’ebé
moris ho kafé nu’udar produtu prinsipál.
Ami produs kafé musan sai kafé rahun uza
métodu tradisionál ne’ebé tuir bei’ala sira
nia hanorin.
Como agricultores tradicionais, o café
é um produto importante para o nosso
sustento. Moemos os grãos de café usando
métodos tradicionais que os nossos
antepassados nos ensinaram.
Ms. Fátima Sarmento, Seloi Village, Aileu, Timor-Leste
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The mortar used to grind the coffee is made
from eucalyptus wood (Ai Bubur, in Tetum)
and the pestle is made from casuarina (Ai
Kakeu, in Tetum).
‘Lesu’ ne’ebe uza atu fai kafé mak halo husi
Ai-Bubur no ‘alu’ halo husi Ai-Kakeu.
O almofariz usado para moer o café é
feito da madeira de eucalipto (Ai Bubur,
em tétum) e o pilão é feito da madeira de
casuarina (Ai Kakeu, em tétum).
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Tua Mutin (palm wine) comes from the Akadiru (palm tree) and
the Tali Metan (Papyrus tree). Palm wine is symbolically used to
celebrate festivities such as traditional and modern weddings, funeral
ceremonies or Koremetan (the one year anniversary of the death of a
family member) and other traditional ceremonies.
Tua Mutin mai husi Akadiru no Tali Metan. Tua ne’e
simbolikamente reprezenta tua ne’ebé mai husi natureza hodi fo
enerjia no movimentu maka’as ba selebrante sira wainhira selebra
festa kazamentu tradisionál/modernu, festa koremetan/funerais no
mós serimónia tradisionál sira seluk.
O vinho de palma (Tua mutin) vem da palmeira (Akadirum) e
da tuaqueira (Tali metan). O vinho de palma é simbolicamente
utilizado para celebrar festividades tais como casamentos
tradicionais e modernos, cerimónias fúnebres ou o desluto
(Koremetan, o aniversário da morte de um membro da família), bem
como outras cerimónias tradicionais.
Mr. Filipe, Moro Village, Lautém
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Nowadays there are only few people still making Tua Mutin
using traditional methods. The current young generation
seems to have a lack of interest and don't consider the
importance of continuing this activity.
Ohin loron, ema balun deit maka kontinua kua tua mutin
tuir métodu tradisionál. Jerasaun foun ladun interese no fó
inportánsia ba atividade ne’e.
Hoje em dia, existem poucas pessoas que produzem Tua
Mutin usando métodos tradicionais. As novas gerações têm
menos interesse e não dão importância a esta atividade.
Mr. Filipe, Moro Village, Lautém
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Traditional blacksmithing is an activity that
has existed since our ancestors. Nowadays,
this activity continues to be passed down in
our family from generation to generation.
Hanesan badaen tradisionál tuku besi mai
husi kedas bei’ala sira, to’o ohin loron
atividade tradisionál ne’e sei hatutan
nafatin iha ami nia família.
A ferraria tradicional é uma atividade que
já existia desde os nossos antepassados.
Hoje em dia, esta atividade continua a ser
transmitida na nossa família, de geração
em geração.
Ms. Lúcia Fernandes, Puihoro Village, Lospalos, Timor-Leste
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The swords
we make are
often used
for important
ceremonies like
marriages and
funerals.
Surik ne’ebé ami
halo dalabarak
uza ba serimónia
importante
sira, hanesan
kazamentu no
funerál.
As espadas que
fazemos são muitas
vezes usadas
em cerimónias
importantes, tais
como casamentos e
funerais.
Mr. Pedro Rodrigues, Puihoro Village, Lospalos, Timor-Leste
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2011.
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A blacksmith from the district of Viqueque using
traditional methods to make a machete.
Badain besi husi distritu Viqueque uza métodu
tradisonál hodi halo katana.
Um ferreiro do distrito de Viqueque a utilizar
métodos tradicionais para fazer uma catana.
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© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2011.
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I learnt how to make jewelry from
my father when I was young and
the equipment I use was inherited
from him. I hope to teach my
children how to make jewelry and
keep our tradition alive.
Ha’u aprende halo ourives husi
ha’u nia aman wainhira hau foin
sa’e, uza materiál sira ne’ebé ha’u
nia aman husik hela mai ha’u.
Ha’u hein katak ha’u nia oan sira
mantein nafatin matenek ne’e.
Aprendi a fazer jóias com o
meu pai quando era jovem e os
equipamentos que uso, herdei-os
dele. Espero que os meus filhos
continuem com esta tradição.
Mr José Noronha, Tunubibi village, Maliana, Timor-Leste
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Belak (necklace), kaibauk
(headdress), korente (necklace),
and keke (sleeve bracelet)
are often used for traditional
ceremonies and rituals.
Belak, kaibauk, korente no keke
mak dalabarak uza ba serimónia
no rituál tradisionál sira.
O medalhão (belak), o adorno
de cabeça (kaibauk), o colar
(korente) e a pulseira (keke)
são normalmente utilizados
em cerimónias e rituais
tradicionais.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2011.
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© Photo copyright Gibrael Dias Carocho, Timor-Leste 2010.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
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Traditional Craft/Jewelry
Young boy wearing the three most commonly
used East Timorese body ornaments: kaibauk
(headdress, silver alloy), belak (medallion,
copper alloy) and morten or mortein (necklace,
orange beads). Some of these ornaments are
kept in the family household for many years,
attributed by the ancestors, and are usually used
as gifts between families in ceremonies such as
the barlake (dowry).
Labarik mane hatais ornamentu isin oin tolu
ne’ebé Timór-oan sira uza komún liu; Kaibauk
(osan mutin), belak (osan tambaga) no morten ka
mortein (korente, tersu kór sabraka). Ornamentu
sira ne’e, balun rai iha uma kain família ba tempu
barak, fó husi sira nia bei’ala sira, no baibain uza
nudar prenda entre família sira nia serimónia sira
hanesan barlake.
Jovem usando os três mais comuns ornamentos
corporais timorenses: kaibauk (adorno de
cabeça em liga de prata), belak (medalhão em
liga de bronze) e morten ou mortein (colar em
contas de vidro). Alguns destes ornamentos são
mantidos no agregado familiar por muitos anos,
deixados pelos antepassados, sendo utilizados
como moeda de troca em cerimónias como a do
barlake (o dote).
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© Photo copyright Gibrael Dias Carocho, Timor-Leste 2010.
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© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2013.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2009.
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Ulsuku (hairpin) is a hair ornament worn by women to keep
their hair tied in a knot. The knot, sometimes tied under a
hair net, is called da'a gu'u (in the Makasae language) and is
comically known as the tia (auntie) style.
Ulsuku mak ornamentu fuuk ida ne’ebé inan feton sira uza
atu hametin sira nia fuuk iha konde. Konde, dalaruma tau iha
rede fuuk, ne’ebé hanaran da’a gu’u (iha lian Makasae). Ema
ne’ebé maka uza ulsuku ne’e kuñesida hanesan estilu tia nian.
O Ulsuku (gancho de cabelo) é um ornamento usado pelas
mulheres para manter o seu cabelo preso num nó. O nó, por
vezes mantido numa rede, é chamado de ‘da’a gu’u’ (em língua
makasae), e é comicamente conhecido como estilo da tia.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
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© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
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Traditional bracelets made of silver.
Kelu tradisionál halo husi osan mutin.
Braceletes tradicionais feitas em prata.
A man from Oecusse wearing kini-kini (ankle
bells). These bells are normally played by
dancing the bso’ot, a dance played individually
by man and women and by lifting gently and
stepping the feet on the ground.
Katuas ida husi Oecusse hatais kini-kini
(sinu ain nian). Sinu sira ne’e baibain toka
hodi dansa biso’ot, dansa ida ne’ebé hala’o
mesamesak husi mane ka feto sira no hodi hiit
sa’e ain ho mamar no sama ba rai.
Um homem de Oecusse usando kinikini (sinos de tornozelo). Estes sinos são
normalmente tocados ao dançar o bso’ot, uma
música tocada individualmente por homens e
mulheres, levantando gentilmente e batendo
com os pés no chão.
106 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
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© Photo Intangible
copyright Nelson
Turquel,
Timor-Leste 2011.
Cultural
Heritage
Bracelet with uma lulik (sacred house) design. Despite the diverse typologies
of sacred houses around the country, the most commonly known is the one
with pointy roof sitting on a four wooden beamed structure.
Keke ho dezeñu uma lulik. Maski iha diversidade tipolojia husi uma lulik
sira iha rai laran, ida ne’ebé komún liu ema hatene mak ida ne’ebé ho
kakuluk iha nia huun hatuur iha estrutura ai kabelak haat.
Bracelete com um detalhe de casa sagrada (uma lulik). Não obstante
a diversidade de tipologias de casas sagradas existente no país, a mais
conhecida é a que tem um telhado pontiagudo assente numa estrutura com
quatro vigas de madeira.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
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© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
Intangible Cultural Heritage
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Children standing on the edge at their uma lulik
(sacred house) at Hiut Lel in the district
of Ainaro. Sacred houses are normally built
in sacred places determined by the ancestry
of the family. Hiut Lel is placed on top a small
mountain and close to a circular stone structure,
which pinpoints the centre of the Maubisse
valley.
Labarik sira hamriik iha uma lulik ninin
iha Hiut Lel, iha distritu Ainaro. Uma lulik
sira normalmente harii iha fatin lulik ne’ebé
determina husi bei’ala família nian. Hiut Lel
lokaliza iha foho ki’ik ida nia leten no besik
estrutura fatuk sirkulár ida, ne’ebé hatudu loloos
sentru vale Maubisse.
Crianças de pé na beira da sua casa sagrada (uma lulik), em Hiut Lel, no distrito de Ainaro. As casas
sagradas são habitualmente construídas pelos antepassados da família em locais sagrados. Hiut
Lel está localizado no cimo de um pequeno monte e perto de uma estrutura de pedra circular, que
assinala o centro do vale de Maubisse.
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© Photo copyright
David
Palazón, Heritage
Timor-Leste 2010.
Intangible
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Intangible Cultural Heritage
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Elder sitting in front of his partly built uma
lulik (sacred house) near Hatu Builico, Ainaro.
Sacred houses are rebuilt every 20 to 30 years,
depending of the quality of the materials and the
quality of the techniques used. Building sacred
houses requires a serious community effort,
in which all members play an important role
throughout the construction process.
Katuas tuur hela iha uma lulik oin ne’ebé harii
sorin balun tiha ona besik Hatu Builico, Ainaro.
Uma lulik sira harii fila fali iha kada tinan 20
to’o 30, depende ba kualidade materiál sira no
kualidade tekniku sira ne’ebé uza. Harii uma
lulik presiza esforsu husi komunidade ne’ebé
sériu, iha ne’ebé membru hotu kaer papel
importante iha prosesu konstrusaun.
Um idoso sentado em frente da sua casa sagrada
(Uma Lulik) parcialmente construída, perto de
Hatu Builico, em Ainaro. As casas sagradas são
reconstruídas a cada 20 ou 30 anos, dependendo
da qualidade dos materiais e das técnicas
utilizadas. A construção de casas sagradas
requere um sério esforço comunitário, no qual
todos os membros desempenham um papel
importante em todo o processo de construção.
114
© Photo copyright
David
Palazón, Heritage
Timor-Leste 2010.
Intangible
Cultural
Intangible Cultural Heritage
115
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
116 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
117
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2010.
118 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
119
Bamboo is the main material for
construction of houses and uma
lulik (sacred house) in our area.
Au mak materiál prinsipál ba
konstrusaun uma no uma lulik
sira iha ami nia área.
O bambu é o material principal
para a construção das casas e
da uma lulik (casa sagrada) na
nossa área.
Mr. Eduardo Mendonça, Seloi
Village, Aileu District, Timor-Leste
120 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
121
As family members of this uma lulik
(sacred house), we should help with
this work. I remember observing
and helping out when I was a young
boy and now other young people also
take part.
Nudar membru família husi uma
lulik ida ne’e, ami tenke tulun malu
ho servisu ida ne’e. Ha’u hanoin fali
wainhira ha’u sei kiik, ha’u haree
tuir no ajuda servisu no ohin loron
foinsa’e sira seluk mos partisipa hotu.
Como membros da família desta
casa sagrada (“uma lulik”), devemos
ajudar com o trabalho. Lembro-me
de observar e de ajudar quando
era um rapaz jovem e agora outros
jovens também participam.
Intangible
Cultural
Cultural
Heritage
Heritage
12
122Intangible
Intangible Cultural Heritage
123
124 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
125
Until today, we still use this grass to make roofs in
our homes. For our sacred houses this material is
compulsorily. In our culture it’s not allowed to use
modern materials to build a sacred house.
To’o ohin loron, ami sei uza du’ut manlai sira ne’e
atu taka kakuluk ba ami nia uma sira no liuliu ba
Uma Lulik, materiál ida ne’e mak obrigatóriu. Iha
ami nia lisan, la permite atu uza materiál modernu
hodi harii Uma Lulik.
Até hoje, ainda usamos este capim para fazer os
telhados das nossas casas. Em especial, para as
Casas Sagradas, este material é obrigatório. Na nossa
cultura, não é permitido o uso de material moderno
para construir a Casa Sagrada.
Mr. Matos Mauquinta, Maurussa Village, Aileu
126 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
127
Spear grass roof inside a spear grass house.
Kakuluk du’ut manlai husi uma du’ut nia laran.
Interior de um telhado em capim numa casa em capim.
128 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
129
130 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
131
132 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
133
Thatched roof with tali metan (black palm
fibre of Arenga pinnata) of a traditional house
in Laga. The pigeon sculptures are made from
wood and they symbolise fertility, peace and
prosperity
Uma Kakuluk taka ho tali metan (fibra husi tua
metan Arenga pinnata) iha uma tradisionál,
iha Laga. Eskultura manu pombu sira ne’e halo
husi ai no simboliza fertilidade, damen no
prosperidade.
Telhado de colmo com tali metan (fibra
da palmeira Arenga pinnata) de uma casa
tradicional, em Laga. As esculturas em forma
de pombo são feitas de madeira e simbolizam a
fertilidade, a paz e a prosperidade.
134
© Photo copyrightIntangible
David Palazón,
Timor-Leste
2010.
Cultural
Heritage
Intangible Cultural Heritage
135
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010.
Husband and wife posing in front of traditional house in Pope, near Passabe (Oecusse). Both are wearing very classic
traditional Tais (Timorese cloth) from Oecusse. (right)
Odamatan (door) from Mau-Ulu sacred house in the district of Ainaro. Sacred houses are generally decorated with
motifs allusive to local traditions and beliefs, honouring and worshiping their ancestry. (above)
Laen no feen hasai foto hamutuk iha uma lulik nia oin iha Pope, besik Passabe (Oecusse). Sira na’in rua hatais tais
tradisionál ne’ebé klásiku liu (hena Timor) husi Oecusse. (loos)
Odamatan husi uma lulik Mau-Ulu iha distritu Ainaro. Uma lulik sira jeralmente dekora ho motivu ne’ebé aluzivu ba
tradisaun lokál no fiar sira, hodi fó onra no hamulak ba sira nia bei’ala sira. (leten)
Marido e mulher posam em frente de uma casa tradicional em Pope, perto de Pasabe (Oecusse). Ambos vestem tais
(panos timorenses) muito clássicos, de Oecusse. (direita)
Odamatan (porta) da casa sagrada de Mau-Ulu, no distrito de Ainaro. As casas sagradas são habitualmente decoradas
com motivos alusivos às tradições e crenças tradicionais, honrando e adorando os seus antepassados. (acima)
136 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
137
Elders waiting for the opening ceremony of the sacred house Nunu Heno, in the village of Tumin, in Oessilo (Oecusse). (right)
Sacrifice for the opening ceremony of the sacred house Maun Belo, in the village of Tumin, in Oessilo (Oecusse). (above)
Katuas sira hein serimónia abertura uma lulik iha uma Nunu Heno, iha aldeia Tumin, iha Oessilo (Oecusse). (loos)
Sakrifísiu ba serimónia abertura iha uma lulik Maun Belo, iha aldeia Tumin, iha Oessilo (Oecusse). (leten)
Idosos esperam pela abertura da cerimónia da casa sagrada de Nunu Heno, na aldeia de Tumin, em Oessilo (Oecusse). (direita)
Sacrifício para a cerimónia de abertura da casa sagrada de Maun Belo, na aldeia de Tumin, em Oessilo (Oecusse). (acima)
138 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
© Photo copyright
Nelson
Turquel, Timor-Leste
Intangible
Cultural
Heritage
139 2011.
Lia Na’in (keeper of the word) inaugurates with
a blood sacrifice the sacred house of Nunu Heno,
in the village of Tumin, in Oessilo (Oecusse).
Having inaugurated the sacred house of Nunu
Heno, in the village of Tumin, in Oessilo
(Oecusse), the local community stores the corn
harvest inside the sacred house.
Lia Na’in inagura ho sakrifísiu raan iha uma
lulik Nunu Heno, iha aldeia Tumin, iha
Oessilo (Oecusse).
Inagura tiha uma lulik Nunu Heno, iha aldeia
Tumin, iha Oessilo (Oecusse), komunidade lokál
sira rai kolleita iha uma lulik laran.
Lia Na’in (guardião da palavra ou porta-voz
tradicional) inaugura, com um sacrifício de
sangue, a casa sagrada de Nunu Heno, na aldeia
de Tumin, em Oessilo (Oecusse).
Tendo inaugurado a casa sagrada de Nunu
Heno, na aldeia de Tumin, em Oessilo
(Oecusse), a comunidade local armazena a
colheita de milho dentro da casa sagrada.
140 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
141
Having inaugurated the sacred house of
Nunu Heno, in the village of Tumin, in
Oessilo (Oecusse), the local spokesman ties
the buffalo horns to the pole in the altar.
Inagura tiha uma lulik iha Nunu Heno, iha
aldeia Tumin, iha Oessilo (Oecusse), lia
na’in lokál sira kesi metin karau dikur ba
bee lihun iha altar.
Tendo inaugurado a casa sagrada de Nunu
Heno, na aldeia de Tumin, em Oessilo
(Oecusse), o porta-voz local ajusta os cornos
de búfalo ao poste no altar.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
142 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
143
Men gathering around a ceremony named ai
hulu in the village of Dare, in Ainaro district.
The community gathers together to recall the
ancestors and ask for good health and prosperity.
Mane sira halibur hamutuk iha serimónia naran
“ai hulu” iha aldeia Dare, iha distritu Ainaro.
Komunidade halibur hamutuk atu hanoin
hikas fali bei’ala sira no husu ba moris di’ak no
prosperidade.
Homens juntos numa cerimónia chamada ai
hulu, na aldeia de Dare, no distrito de Ainaro.
A comunidade junta-se para relembrar os
antepassados e pedir boa saúde e prosperidade.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
144 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
145
Tara bandu are traditional laws used by
communities in Timor-Leste to regulate relations
between people and groups as well as between
people and the environment. In this photograph,
the Lia na’in (keeper of the word or traditional
spokesman) kills the goat with a sacred sword in a
a tara bandu ceremony, in Hera.
Tara bandu mak lei tradisional ne’ebé
komunidade sira iha Timor-Leste uza atu regula
relasaun sira entre ema no grupu sira, no mós
ema ho ambiente. Iha fotografia ida ne’e, Lia
na’in ko’a hela bibi ho surik lulik iha serimónia
tara bandu iha Hera.
Os tara bandu são leis tradicionais usadas pelas
comunidades em Timor-Leste para regular as
relações entre pessoas e grupos, bem como entre
pessoas e a natureza. Nesta fotografia, o Lia na’in
(guardião da palvra ou porta-voz tradicional) mata
o cabrito com a espada sagrada, numa cerimónia
de tara bandu, em Hera.
146 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
The late Mr. Patrício Guterres de Sousa from Kailetiana
village in Ossu subdistrict and his Karau nia kulit (leather
strap powered carving machine). Mr. Patricio passed way
in 2010, after a long life of making haku kai (wooden
pots in Midiki language) that are generally used to keep
betel nut during ceremonies held at the uma lulik (sacred
house). Fortunately he passed his knowledge to his son Mr.
Jose Cristo de Sousa, who currently continues his father’s
craftsmanship in the same village.
Matebian Sr. Patrício Guterres de Sousa, husi aldeia
Kailetiana, iha sub-distritu Ossu, no ninia Karau Kulit
(animál nia kulit ne’ebé kesi iha mákina lisa nian). Sr.
Patrício husik mundu iha tinan 2010, hafoin moris kleur
hodi halo haku kai (sanan ai), jeralmente uza atu rai bua
malus durante serimónia sira ne’ebé hala’o iha uma lulik.
Sorte di’ak katak nia hatutan ona koñesimentu ida ne’e
ba nia oan mane Sr. José Cristo de Sousa, ne’ebé oras ne’e
kontinua nia aman nia artezanato iha aldeia refere.
O falecido Sr. Patrício Guterres de Sousa, da aldeia de
Kailetiana, no subdistrito de Ossu, e o seu Karau nia kulit
(máquina de esculpir alimentada por uma tira de couro).
O Sr. Patrício faleceu em 2010, após uma longa vida a
fazer haku kai (potes de madeira, na língua Midiki), que
são geralmente utilizados para guardar a noz de mascar
durante as cerimónias que acontecem nas Casas Sagradas.
Felizmente, passou os seus conhecimentos ao seu filho, Sr.
José Cristo de Souza, que actualmente dá continuidade à
arte do seu pai na mesma aldeia.
Intangible Cultural Heritage
147
148
© Photo copyright
Nelson
Turquel,Heritage
Timor-Leste 2009.
Intangible
Cultural
Man spitting mama malus (betel nut) in a sacred
rock in Dare (Ainaro), to find out if he will be
healthy in the future. The redder the spit is the
better luck the person will have. (far left)
A group of lian na’ain (keepers of the word or
traditional spokesmen) near Ainaro; reading
a pig’s liver to find out how the future of a
particular situation will be resolved. (left)
Katuas tafui mama malus iha fatuk lulik iha
Dare (Ainaro) atu buka tuir se karik nia sei isin
di’ak iha futuru. Wainhira tafui ne’e mean liután,
nune’e ema ne’e mós sei hetan sorte ne’ebé di’ak
liu. (karuk liu)
Grupu lian na’in besik Ainaro; haree tuir hela
fahi nia aten atu buka tuir oinsá futuru situasaun
partikulár sei rezolve. (karuk)
Homem a cuspir mama malus (noz de bétel)
numa rocha sagrada em Dare, Ainaro, para
descobrir se no futuro terá saúde. Quanto mais
vermelho cuspir, mais sorte a pessoa terá. (mais
à esquerda)
Um grupo de lian na’ain (guardiães da palavra
ou porta-vozes tradicionais) perto de Ainaro, a
ler no fígado de um porco para descobrir como
será resolvido o futuro de uma determinada
situação. (esquerda)
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
149
150 Intangible Cultural Heritage
This is a ritual to honour the guardian of nature and our
ancestors. We make offerings to show our respect and request
help in maintaining the stability and peace in our village.
Ida ne’e mak rituál ida atu fo onra ba guarda natureza no
ami nia bei’ala sira. Ami halo oferta atu hatudu ami nia
respeitu no husu tulun atu mantein estabilidade no dame iha
ami nia aldeia.
Este é um ritual para homenagear o guardião da natureza e
os nossos antepassados. Fazemos oferendas para mostrar o
nosso respeito e pedir ajuda na manutenção da estabilidade
e da paz na nossa aldeia.
Mr. Cornélio Soares dos Reis, Maubaralissa Village, Liquiçá, Timor-Leste
Intangible Cultural Heritage
151
152 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
153
We make offerings
of rice, boiled meat,
betel nut and wine.
Ami halo oferta
ho etu, na’an, bua
malus no tua.
Nós fazemos
oferendas de arroz,
carne cozida, noz de
betel e vinho.
Mr. Cornélio Soares dos Reis , Maubaralissa Village, Liquiçá, Timor-Leste
154 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
155
Part of the fai akar (pounding
sago) ceremony in Viqueque, this
man is showing the akar once it
has been chopped from the palm
tree and is ready to be pounded.
Parte husi serimónia fai akar
iha Viqueque, katuas ida ne’e
hatudu hela akar ne’ebé tetak
ona husi ai tali huun no prontu
ona atu fai.
Parte da cerimónia fai akar
(pilar o sagu), em Viqueque, este
homem mostra o akar depois de
este ter sido cortado da palmeira
e estar pronto para ser batido.
156 Intangible Cultural Heritage
157
© PhotoIntangible
copyright David
Palazón,
Timor-Leste 2011.
Cultural
Heritage
© Photo copyright Vitorino dos Santos, Timor-Leste 2010.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2010
Intangible Cultural Heritage
159
This group of people is pounding akar (palm
starch or sago) in a ceremony called fai akar
(pounding sago) in Viqueque. After the palm
trees has been cut down and chopped into small
pieces, men and women get together singing
collectively in an effort to pound the akar to a
mixture of fibres, which then is strained through
a fine net resulting in a richer flour generally used
to cook akar soup and akar tunu (sago flat bread).
Grupu populasaun sira ne’e fai hela akar iha
serimónia hanaran fai akar iha Viqueque. Hafoin
tesi ai tali huun no tetak ba pedasuk ki’ik oan
sira, mane no feto sira halibur hamutuk hodi
hananu hamutuk iha esforsu ida atu fai akar sai
mistura fibra ka uut, ne’ebé sei piñeira ho rede
mihis ida atu sai uut didi’ak. Jeralmente uza atu
tein sopa akar no akar tunu.
Este grupo de pessoas está a bater o akar (amido
de palma ou sagu) numa cerimónia
denominada fai akar (pilar o sagu), em
Viqueque. Após as palmeiras serem abatidas
e cortadas em pequenos bocados, homens e
mulheres reúnem-se a cantar em conjunto, num
esforço para esmagar o akar numa mistura de
fibras, que depois é esticada através de uma fina
rede, resultando numa farinha mais rica que é
habitualmente utilizada para cozinhar sopa de
akar e akar tunu (pão achatado de sagu).
160 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
161
Lia na’in (keeper of the word or traditional
spokesmen) from Dare village in Ainaro with
sacred Kablaki Mountain in the background.
Lia na’in husi Suco Dare, iha Ainaro, ho foho
lulik Kablaki iha nia kotuk.
Lia na’in (guardião da palavra ou porta-voz
tradicional) da aldeia de Dare, em Ainaro, com a
montanha sagrada de Kablake ao fundo.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2010.
162 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
163
Dancer wearing manu fulun (head feathers) in
Leutelu village (Ainaro), with the sacred
mountain Kablake as a background.
Bailarinu sira uza manu fulun iha aldeia Leutelu
(Ainaro), ho foho lulik Kablake iha nia kotuk.
Bailarina/o usando manu fulun (adorno de
cabeça com penas) na aldeia de Leutelu, em
Ainaro, com a montanha sagrada de Kablake
como pano de fundo.
164
© Photo copyright
Nelson
Turquel,Heritage
Timor-Leste 2008.
Intangible
Cultural
Intangible Cultural Heritage
165
Women from Same performing tebe dai, a traditional
Timorese dance generally accompanied by baba dook
(small drums held under the arm)
and tala (gong in Tetun).
Inan feton sira husi Same hatudu tebe dai, dansa
tradisionál Timor nian ne’ebé jeralmente akompaña ho
baba-dook no tala (katak gong iha tétum).
Mulheres de Same a dançar tebe dai, uma dança
tradicional timorense, geralmente acompanhada por baba
dook (pequenos tambores
seguros debaixo do braço) e tala (gongo).
166 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
Intangible Cultural Heritage
167
Women from Baucau performing bidu, a
Timorese dance generally accompanied by baba
dook (small drums held under the arm) and led
by two people at the front of the line.
Inan feton sira husi Baucau hatudu bidu,
dansa tradisionál Timor nian ne’ebé jeralmente
akompaña ho baba-dook no lídera husi ema
na’in rua iha liña oin.
Mulheres de Baucau a dançar bidu, uma dança
timorense em linha, geralmente acompanhada
por baba dook (pequenos tambores seguros
debaixo do braço) e dirigida por duas pessoas na
frente da linha.
168
© Photo copyright
Bernardino
Soares,
Timor-Leste 2013.
Intangible
Cultural
Heritage
Intangible Cultural Heritage
169
Small baba dook (drum held under the arm),
from Viqueque.
Baba-dook ki’ik husi Viqueque.
Pequeno baba dook (pequeno tambor seguro
debaixo do braço), de Viqueque.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2011.
170 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
171
172 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
173
174 Intangible Cultural Heritage
Women from Viqueque wearing traditional tais and baba dook (drum held under the arm).(left)
Men from Viqueque wearing traditional clothes.(above)
Inan feton sira husi Viqueque hatais tais tradisionál no baba-dook. (karuk)
Mane sira husi Viqueque hatais hena tradisionál. (leten)
Mulheres de Viqueque usam tais (panos timorenses) tradicionais e baba dook (pequenos tambores seguros
debaixodo braço). (esquerda)
Homens de Viqueque a usar panos tradicionais.(acima)
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
175
Traditional music group from Makili in Ataúro
island called Haburas Juventude Makili. The
leader and vocalist of this band, Mr.João de
Jesus, a self-trained musician, regularly teaches
the younger generation to play popular songs in
Hresuk, the local language in the village of Makili.
Grupo múzika tradisionál husi Makili, iha illa
Ataúro, naran Haburas Juventude Makili. Líder
no vokalista banda ida ne’e mak Sr. João de Jesus,
múziku ida ne’ebé treinu mesak, loroloron nia
hanorin jerasaun foin-sa’e sira atu toka hananu
popular iha lian Hresuk, lian lokál husi aldeia
Makili.
Grupo de música tradicional de Makili, na ilha
de Ataúro, chamado Haburas Juventude Makili
(Desenvolve a Juventude de Makili). O líder e
vocalista deste grupo, Sr. João de Jesus, é um
músico autodidata que habitualmente ensina as
gerações mais novas a tocar canções tradicionais
em Hresuk, a língua local na aldeia de Makili.
© Photo copyright David Palazón, Timor-Leste 2009.
176 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
177
Mr. Inácio Cabeças playing the rama (mouth
bow) in his house in Vila, Ataúro.
Sr. Inácio Cabeças toka rama iha nia uma iha
Vila, illa Ataúro.
O Sr. Inácio Cabeças toca a rama (berimbau de
boca) na sua casa, em Vila, na ilha de Ataúro.
178 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
179
Two girls from the Lautém district playing
kakalo’uta, an instrument of Fataluku origins.
Traditionally suspended from a tree and used
as a scarecrow to scare away animals and birds
from the crops, is nowadays barely heard, apart
from organised festivals in which generally is
played in pairs by younger generations.
Feto foin-sa’e na’in rua husi distritu Lautém toka
kakalo’uta, instrumentu ida husi orijen Fataluku.
Tradisionalmente tara husi ai huun ida no uza
atu hatauk no duni animál no manu sira husi
aihoris, iha to’os no natar. Ohin loron ladún rona
ona, parte husi festivál organizadu sira, ne’ebé
jeralmente toka iha pár husi jerasaun foin-sa’e
sira.
Duas raparigas do distrito de Lautém a tocar
kakalo’uta, um instrumento de origem Fataluko.
Tradicionalmente suspenso de uma árvore
e utilizado como espantalho para afugentar
animais e pássaros das colheitas, é hoje em
dia raramente ouvido, para além de festivais
organizados onde é tocado em pares pelas
gerações mais novas.
180 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Gibrael Dias Carocho, Timor-Leste 2010.
Intangible Cultural Heritage
181
Young women from Suai Loro playing a traditional
wooden music instrument called Ai-loos.
Feto foin-sa’e sira husi Suai Loro toka hela
instrumentu múzika tradisionál husi ai hanaran
Ai-loos.
Raparigas de Suai Loro a tocar um instrumento
tradicional em madeira chamado Ai-loos.
182 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
183
Elder on his way home after the celebrations at
the Fisherman’s Festival in Ataúro. This event
takes place on last weekend of June every year,
and brings together all ethno-linguistic groups
across the island down to the village of Vila
on the east coast, where an exchange of dance,
music, craftsmanship and food takes place over
the two day festival.
Katuas ida iha nia dalan atu fila ba uma hafoin
selebrasaun Festivál Peskadór nian, iha Ataúro.
Eventu ida ne’e, tinan-tinan hala’o iha semana
ikus fulan Juñu nian, hodi halibur grupu
etnolinguístiku sira iha illa laran tun ba aldeia
Vila iha kosta leste, iha ne’ebá sei iha troka malu
ba dansa, múzika, artezanatu no ai-han durante
loron rua.
Ancião a caminho de casa após as celebrações
do Festival dos Pescadores, em Ataúro. Este
evento tem lugar anualmente no último fimde-semana de Junho, juntando todos os grupos
linguísticos da ilha na aldeia de Vila, na costa
leste. Durante os dois dias de festival, os
participantes partilham as suas danças, música,
artesanato e conhecimentos culinários.
184
© Photo copyright
Bernardino
Soares,
Timor-Leste 2013.
Intangible
Cultural
Heritage
Intangible Cultural Heritage
185
Mr. Clemente Borges playing rama (mouth bow)
during a performance at the Fisherman’s Festival
in Vila, Ataúro island. Rama is an original
instrument from Ataúro, generally played on its
own but also to accompany bidu dancers.
Sr. Clemente Borges toka rama durante
selebrasaun ida iha Festivál Peskadór, iha Vila,
illa Atauro. Rama maka instrumentu orijinál
husi Ataúro, jeralmente toka nia mesak maibe
mos atu akompana ema sira ne’ebé dansa bidu.
Sr. Clemente Borges a tocar rama (berimbau
de boca) durante uma apresentação no
Festival de Pescadores em Vila, Ataúro. A
rama é um instrumento original de Ataúro,
geralmente tocado a solo mas que também pode
acompanhar os bailarinos de bidu.
186
© Photo copyright
Bernardino
Soares,
Timor-Leste 2013.
Intangible
Cultural
Heritage
Intangible Cultural Heritage
187
Man blowing a seashell during the tebe dancing
celebrations on Fisherman’s Day in Makili
(Ataúro island).
Katuas huu sipu kulit durante selebrasaun dansa
tebe iha loron Peskadór nian, iha Makili (illa
Ataúro).
Um homem sopra numa concha marinha
durante a dança tebe, celebrando o Dia dos
Pescadores, em Makili (ilha de Ataúro).
188
© Copyright
Bernardino
Soares, Timor-Leste
Intangible
Cultural
Heritage 2013.
Intangible Cultural Heritage
189
190 Intangible Cultural Heritage
Community members of Makili (Ataúro island)
dragging by rope a carved trunk in the shape
of a canoe down the mountain to the beach.
Occasionally women are carried on the canoe,
while the people around sing tebe makili, a local
song that triggers the symbolical cutting of the
tree and engages the community in the dragging
of the boat. A man holds a diman (hunting
spear) leading the dancing and singing parade
down to the beach.
Membru komunidade husi Makili (illa Ataúro)
dada ai-lolon ne’ebé bahat iha forma bero ho
tali, hodi tun husi foho ba tasi ibun. Dalaruma
feto sira tur iha bero no ema lori, enkuantu
populasaun sira ne’ebé besik hananu tebe makili,
hananu lokál ida ne’ebé hamosu tesi ai simbóliku,
no bolu komunidade atu mai tuir hodi dada bero
ne’e. Mane ida kaer diman lidera desfile dansa no
hananu ida ne’e hodi la’o tun ba tasi.
Membros da comunidade de Makili (ilha de
Ataúro) arrastam da montanha para a praia um
tronco esculpido em forma de canoa. Em certas
ocasiões, mulheres são transportadas dentro da
canoa, enquanto as pessoas em volta cantam
tebe makili, uma canção local que desencadeia
o corte simbólico da árvore e envolve a
comunidade no arrastar do barco. Um homem
segura um diman (lança para caça), conduzindo
a dança e cantando em desfile até à praia.
© Photo copyright Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
Intangible Cultural Heritage
191
People from Ataúro dancing tebe (traditional
dance in circles) after dragging the canoe shaped
trunk from the mountain to the beach, where
a new boat is already awaiting to be christened
before going fishing. This ceremony is part of the
Fisherman’s Festival in Makili (Ataúro island).
Populasaun husi Ataúro dansa tebe hafoin
dada ai-lolon ho forma bero husi foho tun
ba tasi, iha ne’ebé bero foun ida hein ona atu
hetan bensaun molok atu tiha ikan. Serimónia
ida ne’e mak parte husi Festivál Peskadór iha
Makili (illa Ataúro).
Pessoas de Ataúro a dançar tebe (dança
tradicional em círculo), após arrastarem
o tronco esculpido em forma de canoa da
montanha para a praia, onde um novo barco
está já à espera para ser baptizado antes de sair
para a pesca. Esta cerimónia faz parte do Festival
dos Pescadores em Makili (ilha de Ataúro).
© Photo copyright Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
192 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
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194 Intangible Cultural Heritage
Timorese women wearing traditional Tais (Timorese cloth) and manu fulun (headdress, feathers) celebrating a festivity in Baucau. (left)
Ulsuku (hairpin) is a hair ornament worn by women to keep their hair tied in a knot. The knot, sometimes under a hair net, is called da’a gu’u (in
makasae language) and it is worn for elaborated ceremonies only. (right)
Inan feton Timor oan sira hatais Tais tradisionál no manu fulun hodi selebra festividade ida iha Baucau. (karuk)
Ulsuku mak ornamentu fuuk ida ne’ebé inan feton sira uza atu hametin sira nia fuuk iha konde. Konde, dalaruma tau iha rede fuuk, ne’ebé hanaran
da’a gu’u (iha lian Makasae) no ida ne’e uza ba de’it serimónia elaboradu sira. (loos)
Mulheres timorenses usando o Tais (panos tradicionais timorenses) e manu fulun(adorno de cabeça), celebrando uma festividade em Baucau.
(esquerda) O Ulsuku (gancho de cabelo) é um ornamento usado pelas mulheres para manter os seus cabelos presos num nó. O nó, por vezes debaixo de
uma rede, é chamado em língua makasae da’a gu’u, sendo apenas utilizado em cerimónias especiais. (direita)
© Photo copyright Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
Intangible Cultural Heritage
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Fishermen lifting a traditional bubur (fishing
cage) in Makili (Ataúro island).
Peskadór hiit sa’e bubur tradisionál iha Makili
(Illa Ataúro).
Pescadores levantam um bubur (armadilha de
pesca) tradicional, em Makili, na ilha de Ataúro.
© Direitos de autor da fotografia Nelson Turquel, Timor-Leste 2010.
196 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2010.
Intangible Cultural Heritage
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Fishing ceremony in the salt lake of Be Malae
in Palaka village (Maliana district). Once a year
the community of Atabae and surroundings is
allowed to gather together to fish in this sacred
lake inhabited by crocodiles. The crocodile is
believed to be the main ancestor of Timor-Leste.
Serimónia tiha ikan iha lagoa Be Malae, iha
aldeia Palaka (distritu Maliana). Iha tinan ida
dala ida, komunidade husi Atabae no sira ne’ebé
besik, hetan permisaun atu halibur ikan iha
lagoa lulik ida ne’e, iha ne’ebé sai mos fatin moris
ba lafaek. Lafaek ne’e, ema fiar katak nia mak
bei’ala Timor-Leste.
Cerimónia de pesca no lago salgado de Be
Malae, na aldeia de Palaka (distrito de Maliana).
Uma vez por ano, a comunidade de Atabae e dos
arredores recebe permissão para se juntar e pescar neste lago sagrado, habitado por crocodilos.
O crocodilo é tido como o principal antepassado
de Timor-Leste.
198 Intangible Cultural Heritage
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2010.
Fishermen lifting bubur (fishing cage) in Makili
(Ataúro island).
Peskadór hiit sa’e bubur tradisionál iha Makili
(Illa Ataúro).
Pescadores levantam um bubur (armadilha de
pesca) tradicional, em Makili, na ilha de Ataúro.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
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Fisherman jumping off a boat in the village
of Dair, during the kel beli (manta ray)
hunting ceremony that takes place only
once a year.
Peskadór haksoit husi bero “Asu Mau” iha
aldeia Dair, durante serimónia kasa “kel
beli” ne’ebé hala’o iha tinan ida dala ida.
Pescadores saltam de um barco na aldeia de
Dair durante a cerimónia de pesca da kel
beli (raia), que tem lugar uma vez por ano.
200
© Photo copyright
Nelson
Turquel,Heritage
Timor-Leste 2011.
Intangible
Cultural
Intangible Cultural Heritage
201
I learnt this dance from my mother and older dancers when
I was a teenager and I have continued dancing until today. In
the past this dance was used to welcome the king. These days
this dance is used in many events and to welcome guests.
Ha’u aprende dansa ida ne’e husi ha’u nia inan no husi
bailarina sira ne’ebé boot liu, wainhira ha’u sei foin-sa’e, no
kontinua dansa nafatin to’o ohin loron. Iha ami nia tempu,
dansa ne’e uza atu fó bem-vindu ba liurai. Ohin loron, dansa
ida ne’e uza ona iha eventu barak atu simu bainaka sira.
Aprendi esta dança com a minha mãe e bailarinos mais
velhos, quando era uma adolescente, e continuei a dançar
até hoje. No nosso tempo, a dança era usada para dar as
boas-vindas ao rei. Actualmente, esta dança é usada em
muitos eventos para receber convidados.
Ms. Leonora Ximenes, Maubaralissa Village, Liquiçá
202 Intangible Cultural Heritage
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204 Intangible Cultural Heritage
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Traditional tebe dahur (dancing party) in
Viqueque. Dahur involves all elements of a
ceremonial party and engages all people in the
vicinity.
Tebe dahur tradisionál iha Viqueque. Dahur
involve elementu festa serimónia hotu no dada
ema hotu ne’ebé hela besik.
Tebe dahur (festa com dança) tradicional em
Viqueque. O dahur envolve todos os elementos
de uma festa cerimonial e envolve todas as
pessoas das proximidades.
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© Photo copyright
Vitorino
dos Santos,
Timor-Leste 2011.
Intangible
Cultural
Heritage
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© Photo copyright Vitorino dos Santos, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
Group of young men dancing bso’ot with kinikini (ankle bells) in Pante Makassar during a
local festival.
Grupu mane foin-sa’e sira dansa hela bso’ot ho
kini-kini (sinu ain) iha Pante Makassar, durante
festivál lokál.
Um grupo de jovens a dançar o bso’ot com kinikini (sinos de tornozelo), em Pante Makasar,
durante um festival local.
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
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© Photo copyright
Nelson
Turquel,Heritage
Timor-Leste 2008.
Intangible
Cultural
Women doing fai akar (pound sago) in Sesu Rai (Same district). (above)
Elder from Kuetete (Oecusse district) dancing bso’ot while wearing a vest of coins. (left)
Inan feto sira fai akar iha Sesu Rai (distritu Same). (iha leten)
Katuas husi Kuetete (distritu Oecusse) dansa bso’ot hodi uza hatais osan besi. (karuk)
Mulheres a pilar o sagu (fai akar) em Sesu Rai, no distrito de Same. (acima)
Idoso de Kuetete, no distrito de Oecusse, a dançar bso’ot enquanto usa um colete de moedas.
(esquerda)
© Photo copyright Nelson Turquel, Timor-Leste 2011.
Intangible Cultural Heritage
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214 Intangible Cultural Heritage
Staff of the Secretariat of State for Arts and Culture, Timor-Leste and community
members completing community based inventorying of intangible cultural heritage
elements in Suai, Covalima District.
Funsionáriu husi Sekretaria Estadu Arte no Kultura, Timor-Leste, no membro
komunidade sira kompleta inventariasaun baze komunitáriu ba elementu
patrimóniu kulturál imateriál sira iha Suai, distritu Covalima.
Funcionário da Secretaria de Estado da Arte e Cultura de Timor-Leste e membros
da comunidade completam o inventário de base comunitária de elementos do
Património Cultural Imaterial do Suai, no distrito de Covalima.
Intangible Cultural Heritage
215
A group of women stand in front of a
traditional thatched house decorated with
colorful lenik (mats). The mats are made of
palm leaves and are normally used at the
entrance to houses to block the heat of the
sun.
Grupu feto sira hamrik iha uma duut
tradisionál nia oin ne’ebé dekora ho lenik
(biti) kór oioin. Biti sira ne’e halo husi duut
manlai ne’ebé normalmemnte tau iha
varanda uma nian, atu taka loron-manas.
Um grupo de mulheres em frente de uma
casa com telhado de colmo, decorada
com esteiras coloridas (lenik). As esteiras
são feitas de folhas de palmeira e são
habitualmente usadas na entrada das casas,
para proteger do sol.
216 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
217
Tradition in Suai Loro for young men and
women to walk in a straight line when they
deliver an invitation to a local king or other
important people. This tradition is known as
“Hakau Kabu-Hatalik Liman”
Tradisaun iha Suai Loro ba feto no mane foinsa’e
sira atu la’o tuituir malu iha liña wainhira sira
ba hato’o konvite espesiál ba liurai no ema
importante sira. Serimónia ne’e koñesida ho
naran “Hakau Kabu-Hatalik Liman”
218 Intangible Cultural Heritage
É tradição em Suai Loro para jovens homens
e mulheres andar em linha recta quando vão
levar um convite aos reis locais ou outras
pessoas importantes. Esta cerimónia é
conhecida por “Hakau Kabu-Hatalik Liman”
Intangible Cultural Heritage 219
220 Intangible Cultural Heritage
Intangible Cultural Heritage
221
Acknowledgements/Credits:
National Geographic, the Secretariat of State for Arts and Culture,
UNESCO and the Timor-Leste National Commission for UNESCO
would like to thank the many community members from all over TimorLeste who shared knowledge of their intangible cultural heritage for the
publication. Without this valuable contribution this publication would
not have been possible.“
National Geographic, Sekretaria Estadu Arte no Kultura, UNESCO
no Komisaun Nasional Timor-Leste hakarak agradese ba membru
komunidade hotu husi Timor-Leste tomak ne’ebé fahe ona koñesimentu
husi sira nia patrimóniu kulturál imateriál ba publikasaun. La ho
kontribuisaun valiozu ida ne’e mak publikasaun ida ne’e sei la sai posível.
A National Geographic, a Secretaria de Estado da Arte e Cultura, a
UNESCO e a Comissão Nacional Timor-Leste da UNESCO gostariam
de agradecer aos muitos membros de comunidades em Timor-Leste que
partilharam conhecimentos sobre o seu património cultural imaterial
para a publicação. Sem esta valiosa contribuição, esta publicação não
teria sido possível.
222 Intangible Cultural Heritage
Text and images/Testu no imajen sira/Texto e imagens
Mr. David Palazon
Mr. Bernardino Soares
Mr. Gibrael Carocho
Mr. Vitorino dos Santos
Mr. Nelson Turquel
National Geographic
Secretariat of State for Arts and Culture, Timor-Leste
UNESCO Office, Jakarta
Translation/Tradusaun/Tradução
UNESCO Office Jakarta
Secretariat of State for Arts and Culture, Timor-Leste
Concept and Design /Konseitu no Dezeñu/ Conceito e Design
National Geographic
UNESCO Office, Jakarta
Secretariat of State for Arts and Culture, Timor-Leste
Intangible Cultural Heritage
223
224 Intangible Cultural Heritage
JAK/2015/PI/H/10
National Geographic, Sekretaria Estadu Arte no Kultura, UNESCO
no Komisaun Nasional Timor-Leste ba UNESCO hakarak agradese ba
membru komunidade hotu husi Timor-Leste tomak ne’ebé fahe ona
koñesimentu husi sira nia patrimóniu kulturál imateriál ba publikasaun.
La ho kontribuisaun valiozu ida ne’e mak publikasaun ida ne’e sei la sai
posível.
A National Geographic, a Secretaria de Estado da Arte e Cultura, a
UNESCO e a Comissão Nacional Timor-Leste da UNESCO gostariam
de agradecer aos muitos membros de comunidades em Timor-Leste que
partilharam conhecimentos sobre o seu património cultural imaterial
para a publicação. Sem esta valiosa contribuição, esta publicação não
teria sido possível.
The Living Heritage of Communities in TIMOR-LESTE
National Geographic, the Secretariat of State for Arts and Culture,
UNESCO and the Timor-Leste National Commission for UNESCO
would like to thank the many community members from all over
Timor-Leste who shared knowledge of their intangible cultural heritage
for the publication. Without this valuable contribution this publication
would not have been possible.
The Living Heritage of Communities in
Patrimóniu Moris Komunidade sira nian iha
O Património Vivo das Comunidades em
TIMOR-LESTE
Cover by: Bernardino Soares, Timor-Leste 2013.
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