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logística reversa das garrafas pet, sua reciclagem e a
ISSN 1984-9354
LOGÍSTICA REVERSA DAS GARRAFAS PET, SUA
RECICLAGEM E A REDUÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL
Área temática: Logística e Gestão da Cadeia de Suprimento
Renan Gomes de Moura
[email protected]
Paloma de Lavor Lopes
[email protected]
Leandro Vidal da Silva
[email protected]
Priscila Pereira Baldez
[email protected]
Resumo: O meio ambiente sofre com o desfecho de resíduos de pós-consumo, porém, a população vem demonstrando
maior interesse em questões ambientais, como o desperdício, a poluição e a extração exagerada de recursos naturais.
Aparentando haver uma falta de informação sobre o assunto. Este artigo tem como objetivo geral compreender como o
processo de logística reversa pode contribuir para amenizar o impacto ambiental provocado pelo descarte incorreto
das garrafas Pet. Para tanto, foram feitos tanto a pesquisa bibliográfica quanto um estudo de caso das garrafas pet, de
forma que, ao final deste pudéssemos compreender de maneira objetiva: logística, logística reversa, impacto
ambiental, reciclagem, processo de degradação e formas de reaproveitamento de pet. Como resultado, analisamos que
a logística reversa consegue trazer renda e empregos para a sociedade, mas que o Pet, por não ser valorizado no país,
tem um valor considerável baixo e que, para os catadores de cada cidade e região obterem um preço adequado, será
necessário coletar um número médio a alto de garrafas pets, a fim de ultrapassar ao menos o valor de um salário
mínimo pago hoje no Brasil.
Palavras-chaves: logística reversa; reciclagem; meio ambiente.
XI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO
13 e 14 de agosto de 2015
1. INTRODUÇÃO
O impacto ambiental vem preocupando a sociedade nos dias atuais e diante dessa realidade as
organizações precisam atender as novas e diferentes exigências do mercado.
A Logística tem como finalidade ser um facilitador no transporte de informações e produtos.
Seu estudo e aplicação fazem do sistema logístico um mecanismo administrativo de grande
importância, levando em consideração principalmente nosso país e sua grande abrangência territorial.
Além das atividades de importação e exportação, que possuem valores significativos na economia
nacional.
A Logística Reversa é o grande meio de amenizar a degradação ambiental.As embalagens de
garrafas pet utilizadas principalmente pelas indústrias de refrigerantes, são descartadas pela sociedade,
gerando uma agressão ao meio ambiente, causando transmissão de doenças e influenciando na
ocorrência de catástrofes climáticas e territoriais.
A garrafa PET ganha força em sua revalorização através do sistema de reciclagem e de
campanhas de instrução quanto aos procedimentos corretos de consumo, fazendo do consumidor uma
ferramenta facilitadora à execução do retorno pós-consumo. Então, questiona-se: Como podem ser
relatados os benefícios ambientais e econômicos da logística reversa das PETs?
Este trabalho tem por hipótese a logística reversa possuir grandes benefícios ambientais e
econômicos diante de um mercado consumista e ao mesmo tempo preocupado com os recursos
naturais do planeta.
O projeto tem como objetivo geral compreender o processo da Logística Reversa das
embalagens vazias de garrafas pet. E apresenta como objetivos específicos: analisar o passo a passo do
processo, desde o seu início até a produção final das embalagens de garrafas pet na produção de
fábrica de uma determinada empresa da região Sul Fluminense; mostrar a importância da reciclagem
para o meio ambiente e como ela se tornou uma alternativa de geração de renda para grande parte da
população.
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2. LOGÍSTICA
A Logística tem a preocupação de encontrar o caminho mais ágil e econômico para juntar
demanda e oferta, permitindo os preços mais acessíveis, dentro dos prazos e dos padrões
convencionais.
A Logística Empresarial inclui todas as atividades de movimentação de
produtos e a transferência de informações de, para e entre participantes de uma
cadeia de suprimentos. A Cadeia de Suprimentos constitui uma estrutura lógica
para que as empresas e seus fornecedores trabalhem em conjunto para levar
produtos, serviços e informações, de maneira eficiente aos consumidores finais.
(BOWERSOX & CLOSS, 2011, p. 13)
Os autores complementam que o sucesso da Logística vem a partir da escolha certa dos
fornecedores, do contrato de compra e venda de longo prazo, da garantia de qualidade nas linhas de
produção, de um rigoroso cumprimento de prazos e quantidades, entre outros aspectos, exigindo cada
vez mais excelência no planejamento, operação e controle aos níveis estratégico, tático e operacional,
adotando o sistema MRP (Material Requirement Planning) computadorizado de controle de produção.
Tal sistema serve para minimizar os custos, mantendo os níveis de materiais adequados e
necessários para os processos logísticos da empresa. O mesmo ainda é utilizado para calcular os
materiais dos diversos tipos que são necessários e em que momento se possa executar os processos de
produção. Resumindo, para melhor entendimento, ele serve para prever as possíveis falhas produtivas.
De acordo com Ballou (2006, p 31), as atividades gerenciadas que compõem a logística variam
de acordo com cada empresa, entre outros fatores, de estrutura organizacional, de diferentes conceitos
e dos respectivos gerentes. Serviços ao cliente, previsão de demanda, comunicação de distribuição,
controle de estoque, manuseio de materiais, processamento de pedidos, peças de reposição e serviços
de suporte, embalagem, manuseio de produtos devolvidos, reciclagem de sucata, tráfego e transporte, e
armazenagem e estocagem.
A logística controla os valores de lugar e tempo, nos produtos, por meio do transporte, dos
fluxos de estoque e das informações.
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[...] o real interesse que a logística desperta não está relacionado com a
contenção ou com a redução dos custos. O interesse está em compreender
como certas empresas utilizam sua competência logística para obterem
vantagem competitiva. As empresas que desfrutam de competência logística de
classe mundial conseguem ganhar vantagem competitiva proporcionando aos
clientes um serviço superior. (BOWERSOX & CLOSS, 2011, p 21)
A Competência logística decorre de uma avaliação relativa da capacidade de uma empresa para
fornecer ao cliente um serviço competitivamente superior ao menor custo total possível. Quando uma
empresa decide diferenciar-se com base na competência logística, ela procura superar a concorrência
em todos os aspectos das operações.
Segundo Bowersox & Closs (2011, p 24), o serviço da logística se representa em equilíbrio
entre prioridade de custo e serviço. Quando não se encontra material disponível necessário para
produção força-se uma paralização na fábrica, ocorrendo transtornos em termos de perdas de vendas e
custos e até mesmo de um bom cliente.
Em logística, qualidade é sinônimo de confiabilidade. Um fator fundamental da
qualidade em logística é a capacidade de manter níveis de disponibilidade de
estoque e de desempenho operacional planejado. Além dos padrões de serviço,
a qualidade inclui a capacidade e a disposição para fornecer rapidamente
informações precisas ao cliente sobre operações de logística e status de
pedidos. (BOWERSOX & CLOSS, 2011, p. 74).
A Logística cresceu de importância na gestão de negócios, adquirindo um caráter estratégico
para as organizações em função das mudanças ocorridas nos últimos anos, principalmente no Brasil,
com a introdução de uma nova ordem mercadológica, na qual as características técnicas dos produtos
perdem sua capacidade de atração total sobre o consumidor final. Em outras palavras, estamos diante
de uma nova postura no processo decisório de aquisição, em que os produtos são commodities e o
consumidor está menos suscetível aos apelos da marca. Ele passa a dar maior importância ao conjunto
de atributos oferecidos junto com o produto, que se ajustam às suas necessidades específicas. Fatores
como disponibilidade, suporte técnico pós venda e prazo de entrega passam a ser, em muitos
mercados, mais importantes que o próprio produto.
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O ramo da Logística empresarial tem como estudo administração para prover
um melhor nível de rentabilidade na função de distribuição ao cliente e
consumidor, por meio de organização, planejamento e controles para as
atividades de movimentação e acomodação, onde visa agilidade do fluxo de
produtos. (BALLOU, 1993, p. 17).
3. LOGÍSTICA REVERSA
A logística reversa é instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos
sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou
outra destinação.
Nas últimas décadas, vivenciamos uma indiscutível ânsia de lançamento de
produtos e modelos em todos os setores empresariais e em todas as partes do
globo. Comparando a quantidade de modelos que compõem uma única
categoria de produto com a quantidade adquirida há algumas décadas, é
possível constatar, sem dificuldade, um crescimento extraordinário. (LEITE,
2009, p. 14)
A realidade dos dias atuais é o descarte de produtos que não tem mais conserto, e através disso,
a logística reversa se faz presente, para o seu reaproveitamento ligado a sua reciclagem.
[...] observa-se uma nítida redução no tempo de vida mercadológico e útil dos
produtos em todos os setores da atividade humana. O ciclo de vida
mercadológico dos produtos se reduz em virtude da introdução de novos
modelos, que tornam os anteriores ultrapassados em consequência de seu
próprio projeto, pela concepção de ser utilizada uma única vez, pelo uso de
materiais de menor durabilidade, pela dificuldade técnica e econômica de
conserto etc. (LEITE, 2009, P.14).
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A Logística Reversa se tornou importante e fundamental nas empresas, sob a forma de pressão
ligada aos temas ambientais, tornando aos empresários uma maior conscientização e principalmente,
redução de perdas nos processos produtivos.
Segundo Leite (2009, p.15), “as crescentes quantidades de produtos de pós-consumo, ao
esgotar os sistemas tradicionais de disposição final, provocam poluição por contaminação ou por
excesso”.
Os primeiros estudos sobre logística reversa são encontrados nas décadas de
1970 e 1980, tendo seu foco principal relacionado ao retorno de bens a serem
processados em reciclagem de materiais, denominados e analisados como
canais de distribuição reversos. A partir da década de 1990, pelas razões
anteriormente expostas, o tema tornou-se mais visíveis no cenário empresarial.
(LEITE, 2009, p. 15).
De acordo com Stock et al (1998) apud Pereira (2012) “Logística Reversa refere-se ao papel da
logística no retorno de produtos, redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de
materiais, disposição de resíduos, reforma, reparação e remanufatura...”
Já no ano de 2003, mais de 80% dos operadores logísticos atuantes no Brasil
ofereciam o serviço de logística reversa, revelando crescimento acentuado de
interesse, diferente entre setores em razão dos diversos níveis de impacto causados
pelo retorno de produtos e materiais ao ciclo de negócios e produtivo. (LEITE, 2009,
p. 16).
É possível afirmar que a logística reversa cresceu nas últimas décadas e levou a uma maior
quantidade de estudos e a evolução de sua definição.
De acordo com Mueller et all (2007) apud Pereira (2012) logística reversa pode ser classificada
como sendo apenas uma versão contrária da logística como a conhecemos. A logística reversa utiliza
os mesmos processos que um planejamento convencional.
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4. SUSTENTABILIDADE
As empresas brasileiras de diferentes tamanhos e segmentos estão começando a ter mais
contato com questões relacionadas à sustentabilidade. Seja por estímulo voluntário ou pressão externa,
estão buscando compreender melhor o significado deste termo e como atuar nesta direção,
promovendo importantes mudanças ao incorporar a sustentabilidade em suas estratégias de negócio.
No Brasil, assim como em outros países emergentes, a questão do desenvolvimento sustentável
tem caminhado de forma lenta. Embora haja um despertar da consciência ambiental no país, muitas
empresas ainda buscam somente o lucro, deixando de lado as questões ambientais e sociais. Ainda é
grande no Brasil o desmatamento de florestas e o uso de combustíveis fósseis. Embora a reciclagem do
lixo tenha aumentado nos últimos anos, ainda é muito comum a existência de lixões ao ar livre. A
poluição do ar, de rios e solo ainda são problemas ambientais comuns em nosso país.
Ser sustentável está muito além de cuidar das questões ambientais do planeta.
Ser sustentável é saber agregar vantagem competitiva em suas ações,
resultando assim no bem-estar da geração presente e ao mesmo tempo
preocupando-se com uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras.
(SILVA, 2012, p. 147).
De acordo com Pereira (2012, p.161) em uma organização, a sustentabilidade se inicia na sua
definição de valores, que além de estarem escritos em quadros fixados nas paredes, devem fazer parte
de cada decisão diária de todos os colaboradores, iniciando-se pelo exemplo da liderança.
Segundo Lima et al (1999) apud Silva (2012) “os problemas decorrentes da questão ambiental
começam a ter maior expressão na década de 1970, em razão da contradição do modelo dominando de
produção econômico industrial e a realidade socioambiental”.
Sustentabilidade é um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental
equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem
comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias
necessidades. (JR, 2012, p. 63).
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Segundo a Rede de Cooperação para Sustentabilidade [s.d.]1 a sustentabilidade comporta
alguns aspectos ou dimensões principais, a saber: Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de
vida da população, equidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com
participação e organização popular; Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização
do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de
balanço de pagamento, acesso à ciência e tecnologia; Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos
naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da
poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e
regras para uma adequada proteção ambiental; Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a
evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de
espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de
recursos; Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas,
erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social.
Segundo Jr (2012, p. 67) a adoção de ações de sustentabilidade garante a médio e longo prazo
um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a
humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a
manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa
qualidade de vida para as futuras gerações.
5. METODOLOGIA
A metodologia utilizada envolve a pesquisa bibliográfica e um estudo de caso, o das garrafas
pet. Segundo Rampazzo (2002, p.53) a pesquisa bibliográfica tem por objetivo explicar um problema a
partir de referências teóricas publicadas em livros, anais, artigos entre outros, podendo ser realizada
independentemente, ou como parte de outros tipos de pesquisa, sendo fundamental e obrigatória para
todas as modalidades de pesquisa em qualquer área, porque a fundamentação teórica serve para
justificar os limites e contribuições da própria pesquisa.
1
Disponível em: http://www.catalisa.org.br/recursos/textoteca/30. Acesso em 18 ago 2014.
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Em tal pesquisa buscou-se autores que descrevem de maneira objetiva: logística, logística
reversa, impacto ambiental, reciclagem, histórico da garrafa pet, processo de biodegradação e formas
de reaproveitamento de pet.
Ao final deste, poderemos compreender a importância que a Logística Reversa nos proporciona
e o impacto que ela tem sobre o meio ambiente.
6. ESTUDO DE CASO: AS GARRAFAS PET
O método de pesquisa utilizado para a realização desse artigo é baseado em um estudo de caso
em que a logística reversa se mostra presente como vantagem para o meio ambiente e também para a
sociedade, com o foco principal na geração de renda e emprego para as pessoas que estão
desempregadas e usam a reciclagem para seu sustento.
De acordo com a região de Itu (2007)2 um kg de garrafas Pet equivale a: 16 garrafas de 2,5
litros; 20 garrafas de 2,0 litros; 24 garrafas de 1,5 litros; 26 garrafas de 1,0 litro ou 36 garrafas de 600
ml.
Segundo o Portal do Meio Ambiente (2013)3 estima-se que há cerca de um milhão de catadores
em todo país e que em geral são trabalhadores que não possuem estudo completo e, portanto, não
conseguem encontrar emprego.
Os catadores de material reciclável só passaram a ser valorizados em 2003 com o decreto
presidencial que criou o Comitê Interministerial de Inclusão Socioeconômica dos Catadores de
Materiais Recicláveis. O objetivo desde órgão é juntar-se ao Movimento Nacional de Catadores de
Papel para propor políticas públicas e ações que promovam o crescimento da categoria.
Uma das ações já tomadas foi à criação do decreto 5.940, em 2006, dispondo que todos os
órgãos públicos federais devem fazer a separação do lixo corretamente.
Entretanto, apesar de serem reconhecidos pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO),
do Ministério do Trabalho, muitos catadores ainda não conhecem os seus direitos trabalhistas e
acabam sendo explorados – os materiais mais rentáveis são as latas de alumínio por cerca de R$ 1,80 o
2
Disponível em: http://www.itu.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=10250 Acesso em: 23 out 2014
Disponível em: http://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/o-papel-do-catador-de-lixo-na-reciclagem/ Acesso
em: 23 out 2014
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quilo e as garrafas PET por volta de R$ 0,60 o quilo. Isso acontece, principalmente, porque estão
trabalhando sozinhos e dispersos. A melhor forma de crescimento no trabalho e de ganhar um salário
digno é a organização.
Atualmente, a melhor forma de trabalho em conjunto é através de cooperativas que, em sua
maioria, são pautadas com base na economia social solidária, na qual os meios de produção e a renda
gerada são distribuídos entre os trabalhadores.
O principal objetivo das cooperativas fundadas neste molde é gerar trabalho, renda e melhores
condições de vida a uma parcela excluída da população, além das questões ambientais e de
preservação do meio ambiente.
Nas cooperativas não conveniadas a coleta é feita por carroceiros e pelos próprios catadores
responsáveis pela triagem. O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR)
estima em 2 mil o número de carroceiros, muitos do quais vivem em condições de subemprego porque
a prefeitura barra a triagem de seus materiais.
Outro problema enfrentado é a falta de apoio da prefeitura das cidades, que deveriam incentivar
e remunerar os catadores, uma vez que acabam prestando um serviço público. Isso sem contar o risco
que esse tipo de atividade oferece, expondo os catadores ao contato com substâncias tóxicas, objetos
cortantes e contaminados.
Para resolver essa questão, em 2010, foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS), que aplica o princípio da responsabilidade compartilhada entre o governo, os cidadãos e
iniciativas privadas. Dessa forma, não apenas o governo, mas os produtores e consumidores serão
responsáveis pela destinação do lixo.
O prazo de adaptação dos municípios à PNRS vai até 2014. As expectativas são de que as
cidades passem a reciclar 30% do seu lixo. Para isso, estima-se que o número de centrais de triagem de
lixo passe de 20 para pouco mais de 200, tendo em vista que a política coloca sobre as cooperativas a
responsabilidade pela triagem dos materiais.
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De acordo com os dados do Portal do Meio Ambiente4, que afirma que o custo do quilo das
garrafas Pets no Brasil é de 0,60 e para um catador conseguir se manter ou sustentar sua família ele
terá que coletar no mínimo 50 quilos por dia numa base de 25 dias de coleta dando um total de renda
R$: 750,00 reais, um pouco a mais do salário mínimo atualmente no Brasil.
Através dessas informações podemos concluir que a logística reversa consegue trazer renda e
empregos para uma sociedade, mas que o valor do material do Pet ainda não é muito valorizado no
país tendo um valor considerável baixo e que para os catadores de cada cidade e região conseguirem
um preço relativamente bom, terá que alcançar um número de médio a alto de garrafas pets a fim de
ultrapassar pelo menos o valor de um salário mínimo pago hoje no Brasil.
6.1 Reciclagem do Pet
De acordo com o Portal do Meio Ambiente (2011)5 junto com o aumento da população mundial
e com o crescimento da indústria, aumenta também a quantia de resíduos orgânicos e inorgânicos na
sociedade. Devido a grande quantia de lixo, reciclar se torna uma atitude cada vez mais importante
para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.
Segundo o Portal do Meio Ambiente (2011)6 a reciclagem também surge como uma solução
para o desemprego no cenário socioeconômico, uma vez que muitos desempregados encontram neste
setor uma forma de sustentar suas famílias.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente7 as garrafas PET são uma das
principais causas de enchentes jogadas nas ruas e em terrenos baldios, entopem bueiros e galerias e
informa que a reciclagem de uma tonelada de plástico economiza 130 kg de petróleo.
4
Disponível em: http://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/o-papel-do-catador-de-lixo-na-reciclagem/ Acesso em
23 out. 2014
5
Disponível em: http://www.portaldomeioambiente.org.br/ecologia-humana/5953-a-importancia-da-reciclagem. Acesso
em: 16 ago. 2014.
6
Disponível em:
http://www.portaldomeioambiente.org.br/ecologia-humana/5953-a-importancia-da-reciclagem.
Acesso em: 16 ago. 2014.
7
Disponível em: http://www.ibama.gov.br/setores-ibama-df/reciclagem. Acesso em: 18 ago. 2014.
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Segundo Leite (2009, p.09) reciclagem é o canal reverso de revalorização em que os materiais
constituintes dos produtos descartados são extraídos industrialmente, transformando-se em matériasprimas secundárias ou recicladas, que serão reincorporadas à fabricação de novos produtos.
Segunda a Associação Brasileira da Indústria do Pet (2010)8A Reciclagem do Pet acontece de
três etapas que são elas: Recuperação, Revalorização e Transformação.
A Recuperação se inicia no momento do descarte e termina com a confecção do fardo, que se
torna sucata comercializável. Ela evita que as garrafas acabem no lixo comum. No Brasil, a maioria
das embalagens de pet produzidas é reciclada. A reciclagem acontece devido à coleta alternativa,
podendo ser: Coleta Seletiva onde a separação e acondicionamento de materiais que podem ser
potencialmente reciclados, existindo em alguns municípios, usando cores e símbolos em coletores
específicos para cada material, facilitando o processo de separação e coleta dirigida que se baseia nos
municípios onde não disponham da coleta seletiva, onde a população local se conscientiza e separam
determinados materiais recicláveis entregando-as em pontos de coletas ou aguardando a coleta
domiciliar.
GRAFICO 1: Números de Cidades Brasileiras com Coleta Seletiva de Resíduos
FONTE: Site da ABIPET.
8
Disponível em: http://www.abipet.org.br/index.html?method=mostrarInstitucional&id=68.
Acesso em 18 ago. 2014.
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Percebe-se que entre 1994 à 1999 aumentou de 81 para 135 o número de cidades Brasileiras;
entre 1999 à 2002 de 135 para 192; entre 2002 à 2004 de 192 para 237; entre 2004 à 2006 de 237 para
327; entre 2006 à 2009 de 327 para 405; entre 2009 à 2010 de 405 para 443 e entre 2010 à 2012 de
443 para 766, um aumento de 323 cidades entre dois anos.
A Revalorização se inicia na compra da sucata em fardos e tem seu fim na produção de
matéria-prima reciclada. É o processo de moagem e lavagem do Pet, produzindo matéria-prima
reciclada. Os fardos de garrafa entram na plataforma onde serão desfeitos. Após este procedimento as
garrafas são colocadas na esteira de alimentação da peneira rotativa. Na peneira é feita a primeira etapa
de lavagem das garrafas. São retirados os contaminantes maiores (pedras, tampas soltas etc.) que
podem ter aderido às garrafas. As garrafas passam então para a esteira de seleção. Na esteira de seleção
é monitorada a presença de outros materiais (ex.: PVC,PP, PE), inclusive os metais que são acusados
pelo detector adequado. As garrafas caem na esteira de alimentação do moinho. O material moído é
retirado e parte da água suja é separada do processo. Passa pelos tanques de separação, onde além de
ser feita a separação dos rótulos e tampas poderá ser feita a adição de produtos químicos para
beneficiamento do processo. Após os tanques o material é introduzido em outro moinho até obter a
granulometria adequada. O material é transportado pneumaticamente até lavador, onde é feito o
enxágue, saindo diretamente para o secador. O material é retirado do secador por um transporte
pneumático indo para o silo, passa por detector de metais não ferrosos (ideal), de onde é retirado e
colocado em big-bags (sacolas de aproximadamente 1m3) estando pronto para ser enviado à indústria
de transformação.
A Transformação é o final do processo completo de reciclagem, é a utilização da matéria-prima
oriunda das garrafas de PET pós-consumo para a fabricação de inúmeros produtos que fazem parte do
dia a dia de todos os consumidores.
De acordo com o Serviço Social da Indústria (2012)9 a reciclagem trás vantagens para a
sociedade e para o meio ambiente, tais como: Possibilita o retorno de resíduos sólidos para as
empresas de origem, evitando que eles possam poluir ou contaminar o meio ambiente (solo, rios,
mares, florestas, etc.); permite economia nos processos produtivos das empresas, uma vez que estes
9
Disponível em:
http://www.fiero.org.br/sesi2011/saude/Mostrar.aspx?idConteudo=577&tituloSESI%20Sa%C3%BAde%20Porto%20Velho
%20entrega%20garrafas%20PET%E2%80%99s%20e%20pap%C3%A9is%20para%20reciclagem.
Acesso em 19 ago. 2014.
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resíduos entram novamente na cadeia produtiva, diminuindo o consumo de matérias-primas; cria um
sistema de responsabilidade compartilhada para o destino dos resíduos sólidos. Governos, empresas e
consumidores passam a ser responsáveis pela coleta seletiva, separação, descarte e destino dos
resíduos sólidos (principalmente recicláveis); As indústrias passarão a usar tecnologias mais limpas e,
para facilitar a reutilização, criarão embalagens e produtos que sejam facilmente reciclados; economia
de petróleo, pois o plástico é um derivado; economia de energia na produção de novo plástico; geração
de renda e empregos; redução do volume de lixo nos aterros sanitários e melhoria nos processos de
decomposição de matérias orgânicas. O PET acaba por prejudicar a decomposição, pois
impermeabiliza certas camadas de lixo, não deixando circularem gases e líquidos.
GRÁFICO 2: Onde estão as Embalagens Pet
FONTE: Site da ABIPET.
Percebe-se que na região Sudeste encontra-se o maior número de embalagem pet no Brasil com
53%, em seguida encontra-se a região Nordeste com 19%, logo após do Nordeste encontra-se a região
Sul com 13%, encontrando-se como penúltima a região Centro-Oeste com 8% e em último a região
Norte com apenas 7%.
6.2 História do PET
Segundo Leite (2009 p.181) o material que constitui as garrafas de Pet, o polietileno
tereftalato, foi sintetizado em 1941, descoberto pelos químicos Ingleses Rex Whinfield e James
Dickson. O polietileno foi inicialmente bastante utilizado na fabricação de fibras sintéticas para a
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indústria têxtil em geral e posteriormente na fabricação de filmes para o setor de embalagens, fitas
cassete, raios X etc.
Mais recentemente, na década de 70, desenvolveram-se as primeiras garrafas de pet para o
setor de embalagens de bebidas. No Brasil, somente em 1988 iniciou-se a produção dessas garrafas.
Apenas a partir de 1993 passou a ter forte expressão no mercado de embalagens, notadamente
para os refrigerantes. Atualmente o PET está presentes nos mais diversos produtos.
6.3
Geração Por Ano
De acordo com a Associação Brasileira de Embalagem (2012)10 O gerenciamento dos resíduos
sólidos urbanos deve ser feito integralmente, ou seja, abrangendo toda a população e buscando o maior
aproveitamento dos resíduos coletados.
Devem-se reaproveitar aqueles resíduos descartados que se constituem de matéria-prima para
outras atividades. Além de substituírem a matéria-prima virgem, estes materiais proporcionam
economia de energia e outros recursos naturais ao serem reprocessados.
Não existe um modelo único de gerenciamento de resíduos que atenda todo o país. Cada
região deve considerar suas particularidades sociais, econômicas, geográficas e de infraestrutura, e
individualmente ou por meio de parcerias com municipalidades próximas, contando com o apoio da
indústria e da sociedade, estabelecer as diretrizes para o gerenciamento dos seus resíduos sólido
urbanos.
O gráfico abaixo mostra a geração de garrafas pet de refrigerantes do ano de 2000 à 2016,
com crescimento do consumo do Pet e a probabilidade de um contínuo aumento desse ano de 2014
devido a Copa do Mundo de Futebol no Brasil e as Olimpíadas 2016, no Rio de Janeiro.
10
Disponível em: http://www.abre.org.br/wp-content/uploads/2012/07/cartilha_meio_ambiente.pdf.
Acesso em 20 ago 2014.
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GRÁFICO 1: Consumo estimado de Pet da Copa Mundial no Brasil do ano de 2014 e Olimpíadas
2016, no Rio de Janeiro
Fonte: Site da Abipet.
Nota-se que em de 2014 durante a Copa do Mundo no Brasil, houve um consumo de mais de
720 garrafas pet e que a partir disso tem uma estimativa de aumento ainda maior para as Olimpíadas de
2016 com um consumo de 840 garrafas pet.
6.4
Tempo De Degradação
De acordo com o Pensamento Verde (2013)11A durabilidade do material, aliada a resistência à
umidade e aos produtos químicos, faz com que o material tenha uma decomposição mais demorada.
Segundo pesquisadores da UNIFESP, o tempo de decomposição da garrafa PET é de no mínimo cem
anos. Este tempo, no entanto, é uma previsão média e pode variar de acordo com as condições
ambientais.
Por ser um material recente – começou a ser produzido na década de 1970 e chegou ao Brasil
apenas em 1988 -, pesquisadores afirmam que ainda não é possível determinar exatamente o grau e o
tempo de degradação.
O aumento da preocupação com o meio ambiente e o tempo de decomposição da garrafa PET e
de outros materiais impulsionaram o mercado de reciclagem e movimentaram a indústria. A atividade
11
Disponível em: http://www.pensamentoverde.com.br/reciclagem/qual-e-o-tempo-de-decomposicao-da-garrafa-pet/.
Acesso em 22 ago 2014.
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gera lucros e empregos, principalmente, para catadores de lixo que atuam em cooperativas na
separação de materiais para reutilização.
O Censo da Reciclagem de PET no Brasil, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do
PET (Abipet), revelou que cerca de 294 mil toneladas de embalagens PET são destinadas à reciclagem,
ou seja, 57,1% do total.
A reciclagem de garrafa PET ultrapassa os campos da preservação ambiental e movimenta,
também, a economia do país. Com um faturamento anual de R$ 1,2 bilhão para o setor da indústria no
Brasil.
Ainda não é possível reaproveitar todas as embalagens produzidas. Um dos principais
problemas é a coleta do material, já que a coleta seletiva não atinge todas as cidades brasileiras.
O quadro 1 abaixo mostra o tempo de decomposição de alguns materiais
QUADRO 1: Tempo de Decomposição dos Materiais e do Pet
Materais
Tempo de
Decomposição
Alumínio
200 a 500 anos
Embalagem de Longa Vida
Até 100 anos
Embalagem de Pet
Mais de 100 anos
Metais (Componentes de
Cerca de 450 anos
Equipamentos)
Papel e Papelão
Cerca de 6 meses
Sacolas Plásticas
Mais de 100 anos
Fonte: Site Ambiente Brasil
6.5
Formas De Reciclagem Das Garrafas PET
A reciclagem é uma das maneiras de obter renda própria para grande parte das famílias
brasileiras, e com isso, ajudam e contribuem para o meio ambiente evitando a sua contaminação, seja
do solo, rio, mares e principalmente para a rede de esgoto das cidades.
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Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (2012)12 O mercado para produtos
reciclados de PET vem crescendo de forma significativa e já é um setor muito importante dentro da
indústria nacional. Por exemplo, a maior parte dos veículos nacionais produzidos atualmente sai de
fábrica com seu interior revestido com materiais feitos de PET reciclado. É possível também comprar
roupas e tecidos em cujas composições há poliéster oriundo da reciclagem de PET. Algumas roupas
são produzidas com 100% de poliéster, como as modernas peças de microfibra.
Existem várias maneiras de reciclar produtos secundários sólidos, podendo qualquer ser
humano executá-los, além dos artesãos, como exemplo: sacolas para supermercados, pufes, cortinas,
sementeiras, entre outros e até mesmo casas feitos com garrafas pets.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A importância de reutilizar produtos recicláveis, no caso o PET, pode contribuir de forma
significativa para minimizar o impacto ambiental provocado pelo descarte incorreto no meio-ambiente.
Como uma das formas de contribuir para esse fim, utiliza-se a logística reversa, uma importante
ferramenta para a atividade econômica devido ao impacto ambiental e social. Dentre os processos de
logística reversa, a reciclagem é uma das maneiras mais utilizadas neste ciclo.
É possível realizar a reciclagem com vários tipos de materiais, dentre as quais as garrafas PET,
que diante dos dados coletados e analisados, o ambiente é prejudicado de diversas maneiras, sendo
uma delas o descarte incorreto dessas garrafas. A reciclagem tem como benefícios diminuir os níveis
de poluição do solo, água e ar, prolongar a vida útil de aterros sanitários, melhorar a produção de
compostos orgânicos, gerar empregos, contribuir para a valorização da limpeza pública, entre outros.
Cabem ressaltar, que com a logística reversa de reciclagem no caso das garrafas PET, é
possível retirar do meio-ambiente um percentual maior antes de ser descartado no meio ambiente e
transformá-los em outros produtos.
12
Disponível em: http://www.abre.org.br/wp-content/uploads/2012/07/cartilha_meio_ambiente.pdf.
Acesso em 20 ago 2014.
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Diante disto, considerando o estudo realizado, compreende-se que as empresas praticantes de
logística reversa tendem a ter um diferencial em sua imagem social e ainda contribuem para a
preservação ambiental e que a logística reversa pode ajudar a amenizar o impacto ambiental.
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A administração pública é um elemento crucial, muitas vezes sendo o ponto de partida do
crescimento econômico e justiça social em um país (Vakalopoulou et al., 2013). A modernização do
processo de administração pública, que ainda hoje é um requisito fundamental para muitos países, é
construída por meio de um intenso debate que se iniciou no fim dos anos de 1970, e se desenvolveu
durante os anos de 1980 e 1990, em torno do problema de modificações de sistemas de governo e
gerenciamento do setor público (Capelli et al., 2011).
Nesse contexto, diversos instrumentos e modelos inspirados no Gerenciamento da Qualidade
Total (Total Quality Management – TQM) têm sido utilizados para o gerenciamento inovativo de
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organizações do setor público (Vakalopoulou et al., 2013; Capelli et al., 2011, Elamir e Saked, 2010,
Kaluarachchi, 2009).
Especificamente no Brasil, contribuem para o gerenciamento da Qualidade em instituições de
ensino, os modelos de excelência em gestão do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ), a norma ABNT
NBR ISO 15419:2006 e, especificamente direcionado a organizações do setor público, o Modelo de
Excelência em Gestão Pública (MEGP) difundido pelo GESPÚBLICA.
Em se tratando de países em desenvolvimento, muitas propostas de gestão têm surgido nas
várias áreas empresariais, tanto nas organizações privadas quanto nas públicas. Isso se aplica também
às instituições voltadas para o mercado educacional (Fowler, Mello e Costa Neto, 2011).
Na atual era do conhecimento, a educação superior pode ser considerada como parte da
indústria de serviços (Sukwadi, Yang e Fan, 2012). Neste sentido, o interesse das Instituições de
Ensino Superior (IES) em melhorar o nível de qualidade da educação, aumentando consequentemente
seu desempenho/conceito perante o Ministério da Educação e Cultura (MEC), motivou o
desenvolvimento de vários estudos associados à avaliação e classificação da qualidade dos serviços
prestados por essas instituições (Freitas e Silva, 2014). Estes estudos visam predominantemente
identificar aspectos críticos nos processos administrativos e educacionais segundo a percepção de
docentes, discentes e servidores técnico-administrativos. A partir desses resultados, os processos
envolvidos devem ser analisados e aperfeiçoados com o intuito de melhorar continuamente a qualidade
nas instituições. Porém, ainda são incipientes as iniciativas desta natureza em Instituições de Ensino
Médio.
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