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A SOCIEDADE DOS VIVOS E A SOCIEDADE DOS MORTOS NO
Alétheia Revista de Estudos sobre Antiguidade e Medievo – Volume 10/1, 2015
CARTOGRAFIAS DO ALÉM: A SOCIEDADE DOS VIVOS E A SOCIEDADE
DOS MORTOS NO ANTIGO EGITO
Keidy Narelly Costa Matias1
Resumo: O universo egípcio dos mortos (Duat) foi concebido com base no mundo dos
vivos (Kemet), portando-se como uma continuação deste; em outras palavras, o Duat era
o “duplo” de Kemet. A partir do conceito de “duplo” (ou “oposição privativa”,
conforme denominação proposta por Ciro Flamarion Cardoso) nos propomos a discutir
acerca da concepção social do universo egípcio dos mortos – problemática que
desenvolvemos em nossa pesquisa de mestrado, que tem como fonte o Livro Egípcio
dos Mortos.
Palavras-chave: Além, duplo, Livro Egípcio dos Mortos.
Riassunto: Il mondo egiziano dei morti (Duat) è stato progettato basato sul mondo dei
vivi (Kemet), comportandosi come una continuazione di questo; in altre parole, il Duat
era il “doppio” di Kemet. Dal concetto di “doppio” (oppure “opposizione private”, come
il nome proposto da Ciro Flamarion Cardoso) ci proponiamo di discutere la concezione
sociale dell’universo egiziano dei morti – problematica che abbiamo sviluppato nella
nostra tesi di master, che ha come fonte il Libro Egiziano dei Morti.
Parole-chiave: Al di là, doppio, Libro Egiziano dei Morti.
O espaço é uma categoria histórica socialmente produzida; não é dado, não
nomeia a si próprio. O homem enquanto sujeito social é quem produz sentido a partir da
enunciação do espaço. Todavia, o homem (social) necessita preencher as lacunas
criadas pela ansiedade frente ao desconhecido; precisa enunciar/criar, através da
concepção, o que não lhe é palpável. Essa criação, portanto, é também social. Essa
acepção inicial é o que nos permite defender que o universo egípcio dos mortos
consistia em uma concepção pautada na percepção e na vivência do homem quando em
vida; em outras palavras, a sociedade egípcia produzida no mundo dos vivos concebia,
tal como a imagem de um espelho, o que chamamos aqui de sociedade dos mortos.
A flor não sabe que é flor. Nem a morte que morre. O essencial se
passa em profundidade se se acredita na palavra “natureza”, com seu
antigo prestígio metafísico e teológico [...]. “O homem”, ou seja, a
prática social cria obras e produz coisas (LEFEBVRE, 2006, p. 64).
1
Mestranda em História e Espaços pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGH/UFRN);
estudante pesquisadora da Cátedra UNESCO Archai, da UnB; integrante do Núcleo de Estudo de História
Antiga da UFRN (MAAT).
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“Um fato espiritual [...] é necessariamente condicionado por tudo aquilo que
concorre para compor um homem” (ELIADE, 2002, p. 28). De acordo com essa
concepção, o homem é fundamentalmente carente de compor o incomposto; a esfera
espiritual não está à margem da dimensão social. As sociedades antigas concebem, pois,
“o mundo que as cerca como um microcosmo. Nos limites desse mundo fechado
começa o domínio do desconhecido, do não-formado. De um lado, existe um espaço
cosmicizado, uma vez que habitado e organizado. Do outro lado, fora desse espaço
familiar, existe a região desconhecida” (ELIADE, 2002, p. 34).
Os homens enquanto seres sociais produzem sua vida, sua história, sua
consciência, seu mundo. Nada há na história e na sociedade que não
seja adquirido e produzido. A “natureza”, ela mesma, tal como se
apresenta na vida social aos órgãos dos sentidos, foi modificada,
portanto, produzida (LEFEBVRE, 2006, p. 62).
Nesse sentido, a percepção da natureza pelos egípcios atuou diretamente na
concepção deste Outro mundo; o Duat (dwȜt), universo dos mortos, fora produzido
como uma extensão espiritual de Kemet (kmt), o mundo dos vivos. Kemet transmitia
segurança; o Duat deveria, então, atuar no mesmo sentido. Outrossim, o Duat era o
duplo de Kemet; a sociedade dos mortos era o duplo da sociedade dos vivos ou, em
outras palavras, aquilo que Ciro Flamarion Cardoso (1997, p. 15) chamou de “oposição
privativa”, aquilo “que confronta duas unidades, das quais uma se caracteriza por
apresentar uma propriedade de que a outra carece (por exemplo vida/morte,
dinâmico/estático, animado/inanimado)”. Essa criação de um universo habitável,
palpável, semelhante à terra do Egito e, ao mesmo tempo, oposto à materialidade da
vida, foi cartografado pelos egípcios tanto na esfera dos sentidos quanto naquela relativa
a uma dimensão do concreto – e ambas aparecem no Livro dos Mortos.
Os Campos de Iaru, o paraíso egípcio, eram, deste modo, concebidos à
imagem e semelhança do próprio Egipto terreno. Do ponto de vista
cultural, é, portanto, extremamente significativo que o mundo idílico
proporcionado aos justos no Além fosse concebido à imagem da vida
que decorria nas margens do Nilo (SOUSA, 2008, p. 202).
Destarte, pensamos que dois motivos amplamente recorrentes no Livro dos
Mortos servem-nos para propor que o homem morto, no Duat, ideava continuar com a
mesma vida que tinha em Kemet; são eles, o movimento e a alimentação. Movimentarse e alimentar-se constituem duas premissas básicas fundamentais ao homem e, por
isso, são amplamente recorrentes no Livro dos Mortos, uma cartografia do Além.
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Outrossim, através dos motivos recorrentes citados nós podemos sugerir que o universo
dos mortos era o duplo do mundo dos vivos, na medida em que as necessidades desses
dois espaços eram semelhantes.
Se em vida havia o movimento então era preciso negar o caráter estático da
morte, representado pelo imóvel e cansado deus Osíris – o ba do morto precisava se
movimentar.
A imagem que melhor caracteriza a representação egípcia da vida é a
da caminhada. O próprio signo hieroglífico que significa «vida», ankh
, evoca a forma de uma sandália e cunhava a vida com a conotação de
dinamismo e de dignidade subjacentes a este luxuoso objeto (SOUSA,
2010, p. 158).
Se em vida era preciso se alimentar, na morte não era diferente – o ka do morto
necessitava de oferendas. Em outras palavras, a morte física não representava a morte
do homem, e a separação entre o mundo dos vivos e o que aqui chamamos de universo
dos mortos tinha na dimensão social um elo inequívoco de ligação.
Tal como Ré, o deus Sol, o defunto aspirava a continuar esta
caminhada no Além, já depois da morte. Estabelecia-se, portanto, um
caminho de continuidade entre a morte e a vida, um caminho que se
iniciava no mundo terreno e que prosseguia no Além (SOUSA, 2010,
p. 158).
O Livro dos Mortos traz à luz uma geografia mítica, porém real; o mito, nesse
sentido, é um abstrato que é igualmente concreto. Portanto, “o espaço sagrado é o
espaço real por excelência”, conforme aponta Mircea Eliade (2002, p. 36). Essa
geografia mítica é concebida a partir da necessidade de passar “de um modo de ser a um
outro” (ELIADE, 2002, p. 46) sem se perder em meio ao palpável gerado pela
observação da natureza.
A “natureza” não pode operar seguindo a mesma finalidade do ser
humano. O que ela cria, estes “seres”, são obras: eles são “alguma
coisa” de único, embora pertencendo a um gênero e a espécies: esta
árvore, esta rosa, este cavalo. A natureza se apresenta como o vasto
terreno de nascimentos (LEFEBVRE, 2006, p. 64).
Com base no exposto, propomos que o Duat foi concebido a partir da
percepção e da vivência em Kemet; ou seja, que a geografia mítica dos mortos foi
produzida socialmente pelos vivos. Dessa forma, o mundo dos mortos apresenta-se
também como um espaço social – e destacamos que os egípcios não acreditavam que os
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seus mortos estivessem realmente mortos, a não ser que fossem alvos daquilo que
chamavam de “segunda morte”, que
era causada pela condenação da alma pelo tribunal divino diante de
Osíris, pela incapacidade do morto em mover-se no Outro Mundo e
pela perda do nome (memória). Portanto a segunda morte reporta-se à
falta de condições que permitam à alma sobreviver, pois o corpo já se
encontrava inanimado pela primeira morte.
A morte em si não é capaz de colocar fim ou abreviar a existência a
não ser de maneira parcial, a morte do corpo físico. Ela era
acompanhada sempre de um grande perigo, o de extinguir a existência
da alma; esta eventualidade deveria ser afastada com precauções na
forma de fórmulas mágicas, amuletos e ritos bem determinados pelo
Corpus Religioso (BRANCAGLION, 2003b, p. 13).
Cartograficamente, o universo dos mortos se apresenta como um duplo do
mundo dos vivos. Em outras palavras, “a vida após a morte aparece normalmente
dividida em duas concepções distintas, uma solar ou celestial e outra osiríaca” (GAMA,
2008, p. 166).
O percurso diário do Sol entre o mundo dos vivos e o mundo dos
mortos obrigava a postular a existência de «passagens» entre os
mundos. [...] Em conjunto, o céu, a terra, a atmosfera e a Duat,
constituíam os elementos que faziam parte do mundo povoado pelos
homens, pelos mortos e pelos deuses (SOUSA, 2006, p. 316).
DESTINO SOLAR - RÊ
KEMET
DESTINO OSIRÍACO – DUAT - OSÍRIS
Cartografia do cosmos egípcio. Representação do mundo que enfoca as três dimensões do cosmos, a
saber, o destino solar, Kemet e o Duat. Nosso desenho se constitui no formato de uma elipse pela
associação do cosmos à abóbada do céu, a deusa Nut (Keidy Narelly Costa Matias e Marcia Severina
Vasques, 2014).
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A viagem do sol se fazia da direita para esquerda; do oriente (onde ascende)
para o ocidente (onde declina) ou, em termos egípcios, da vida para a morte, pois no
Antigo Egito o ocidente do Nilo estava ligado à morte. Dessa forma, Rê nascia todos os
dias (saía do Duat; do universo dos mortos) e iluminava o mundo dos vivos; em sentido
anti-horário, o sol adentrava no universo dos mortos, iluminando-os, conectando-se ao
deus morto Osíris, tal como nos aponta Cíntia Gama.
Uma importante conexão entre o deus Osíris e Rê é a morte do último,
que ocorreria no final de cada dia, no Ocidente, fazendo com que este
deus, em sua forma espiritual, atravessasse o Mundo Subterrâneo de
Osíris, onde ocorreria a união de ambos para a regeneração tanto dos
que viviam no Mundo Inferior quanto à do próprio Sol (GAMA, 2008,
p. 169).
O deus sol, tal como o morto egípcio, não estava livre de eventuais perigos –
representados pela inversão das forças da natureza (dos vivos). Qualquer manifestação
contrária a essa ordem arraigada era tida como a instalação do caos. Em outras palavras,
a não realização do aparato ritual necessário à manutenção da ordem cósmica no mundo
dos vivos agia negativamente no universo dos mortos e, de forma contrária, o insucesso
da viagem do sol no universo dos mortos instalava o caos em Kemet, na medida em que
o deus era impedido de voltar a iluminar o mundo dos vivos através do seu
(re)nascimento. Dessa forma, um mundo (dos vivos) dependia de outro (dos mortos), e
o mesmo se pode dizer em esfera contrária.
A viagem do sol [...] se torna um princípio organizador e criador para
os espaços do Além. Sua regeneração durante a noite mostra de forma
exemplar quais as forças de renovação que agem no Além, ao mesmo
tempo, esta passagem do sol age nos seres humanos mortos,
revitalizando os “justificados” e punindo os inimigos com a
aniquilação (GAMA, 2008, p. 158-159).
Toda essa geografia mítica é também espaço social na medida em que é
produto do homem social e que se coloca como “coisa produzida”.
O espaço (social) [...] engloba as coisas produzidas [...]. Ele resulta de
uma seqüência e de um conjunto de operações, e não pode se reduzir a
um simples objeto. Todavia, ele não tem nada de uma ficção, de uma
irrealidade ou “idealidade” comparável àquela de um signo, de uma
representação, de uma idéia, de um sonho. Efeito de ações passadas,
ele permite ações, as sugere ou as proíbe. Entre tais ações, umas
produzem, outras consomem, ou seja, gozam os frutos da produção. O
espaço social implica múltiplos conhecimentos (LEFEVBRE, 2006, p.
66).
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Cremos não ser precipitado sugerir que essa paisagem mítica bem podia fazer
parte de um espaço mais do que materializável, situando-se na dimensão do
materializado. Concordamos com o egiptólogo Rogério Sousa (2008, p. 2002) quando o
mesmo afirma que “o mundo terreno era, obviamente, a inspiração para a descrição dos
campos míticos do Além. De facto, ao contrário do que possa parecer, a localização
destes campos míticos não se situava na nebulosa geografia mítica da Duat, mas sim no
próprio mundo dos vivos”. Nesse sentido, a construção do espaço dos mortos era social
e mítica, fruto da observação das coisas produzidas; o Duat era um espelho de Kemet
que, enquanto produto social situava-se dentro da própria “terra negra” do Egito, dado
que o que não era egípcio era a própria materialização do caos.
Em outras palavras, o Duat estava dentro do cosmos egípcio, sendo uma
importante dimensão deste. Todavia, podia ser representado também em espaços
terrestres do próprio Egito, algo que nos parece até certo ponto claro quando pensamos
que a região do delta do Nilo era composta por juncos (que bem podiam ser a
representação terrena dos Campos de Juncos), e a região ao sul, sobretudo a cidade de
Abidos, era local de culto ao deus Osíris (cidade receptora das oferendas dos peregrinos
que, portanto, podia associar-se aos Campos de Oferendas).
Destarte, esse Além cartografado como um espelho do Egito se situava no
próprio Egito mesmo quando pensado em uma dimensão mítica, pois era
essencialmente material na medida em que se constituía como uma sociedade de mortos
e de deuses atuantes. Se defendemos ser a geografia do Duat concebida tal como a de
Kemet, não é precipitado inferir que a fundamentação social dos mortos era tal como a
dos vivos – nesse sentido, sem qualquer pretensão de sugerir uma terminologia para se
estudar o Egito, propomos que o duplo ocorria a partir de uma espécie de geografia
social do pensamento.
A percepção, a vivência e a concepção não são respostas rápidas a conjunturas
específicas, sobretudo no caso do Egito, que tinha na manutenção da ordem social uma
característica manifesta. A sociedade pouco se modificou ao longo do período
faraônico, pois era necessário, sobremaneira, manter-se o mais fiel possível ao momento
primevo da criação do mundo (cf. David, 2011). Nesse sentido, essa pusilânime
modificação não se coloca como uma sinonímia de imutabilidade, dado que a ordem
social era, sobremaneira, parte da concepção religiosa egípcia que, em vez de sofrer
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drásticas transformações, reinventava-se quando necessário a partir das manutenções
sólidas de suas bases.
Barry Kemp (2003, p. 28) admoesta-nos que “a sociedade ideal na terra era
reflexo fundamental de uma ordem divina. [...] Os atos dos reis imprudentes podiam
perturbar essa ordem”, e isso deveria ser rechaçado a partir da feitura do ritual por parte
do próprio faraó. Em esfera contrária, propomos então que se a sociedade terrena ideal
era reflexo da manifestação do divino, esta última, por sua vez, também era um reflexo
ideado pela sociedade terrena.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este texto buscou aventar uma construção social da geografia mítica da terra
dos mortos no Egito Antigo a partir do conceito de duplo, que interligava a sociedade
dos vivos e a sociedade dos mortos. Para isso, propomos dois motivos recorrentes no
Livro dos Mortos, uma cartografia do Além, para demonstrar que as necessidades do
homem morto eram as mesmas que o permeavam quando em vida, dado que a morte era
apenas uma passagem rumo à eternidade. Propomos o Duat egípcio como uma
cartografia de Kemet; o espaço dos mortos era iluminado pela presença do deus Rê na
medida em que o sol se punha, no ocidente. O ocidente se associava com a morte, com a
escuridão e com o desconhecido; portanto, o ciclo do sol era também uma maneira de
vencer a morte, de vencer o desconhecido. A construção social do Duat e a igual
construção da sociedade dos mortos foram frutos da interação do homem com a
natureza; o homem foi capaz de formular premissas religiosas para se libertar do
impalpável e do desconhecido, ou seja, essas premissas em suas míticas acepções eram
produtos do real.
Não se constituía em um problema para um egípcio da Antiguidade conceber o
espaço mítico (a sociedade dos mortos) dentro de um espaço material (a sociedade dos
vivos), dado que não se concebia o inexistente: o universo dos mortos era tão presente
quanto o mundo dos vivos. Muitas formas de concepção do mundo coexistiam sem
quaisquer tentativas de anulação entre si (são exemplos os mitos de criação); assim,
dadas dimensões do destino solar (sobretudo os Campos de Juncos) e do Duat (Campos
de Oferendas) tanto podiam existir metafisicamente (geografia mítica dentro do cosmos)
quanto materialmente (espaços reais dentro de Kemet, do próprio Egito). Em outras
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palavras, essa dimensão mítica do destino solar e/ou do Duat bem podia representar
certo espaço demarcado em Kemet. Os mortos faziam parte da sociedade dos vivos, mas
estes últimos também influíam no mundo dos mortos. Da mesma forma, os deuses
criavam os homens que, por sua vez, concebiam os deuses. O mundo dos vivos e o
universo dos mortos eram egregiamente integrados.
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