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VERDE AM PERFORMANCE FIA

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VERDE AM PERFORMANCE FIA
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de Gestão
Março de 2016
Desempenho
Março 2016
Acumulado 2016
12 meses
3 anos
Performance
18,07%
17,77%
-2,99%
-12,21%
Ibovespa
16,97%
15,47%
-2,14%
-11,17%
Para mais informações relevantes à análise da rentabilidade deste Fundo - tais como taxa de administração,
taxa de performance, rentabilidade “mês a mês” ou PL médio, consulte o Resumo Gerencial ao final deste material.
A rentabilidade do fundo Verde AM Performance FIA está aqui apresentada a partir de 2012, ano em que o Fundo teve sua
gestão transferida à Credit Suisse Hedging-Griffo Asset Management S.A., em 30/mar/2012. Para informações acerca da
rentabilidade em períodos anteriores a 2012, consulte o site da CVM - www.cvm.gov.br. A partir de 2/jan/2016 a gestão
do Fundo passou a ser exercida pela Verde Asset Management S.A.
Comentário de desempenho trimestral
A Bolsa brasileira viveu dois grandes movimentos no primeiro trimestre
do ano. O primeiro durou até perto do fim de janeiro, com o Ibovespa tendo
registrado queda acumulada de até 14% nos piores momentos.
A
desvalorização
foi
desencadeada
principalmente
pela
piora
da
economia Chinesa, que afetou os preços de diversas commodities.
Este comportamento elevou significativamente o risco de crédito das
empresas do setor, e acabou impactando todo o mercado de crédito
no mundo.
O segundo movimento, que teve início no fim de janeiro, foi caracterizado
por dois fatores: um externo e outro interno.
O fator externo foi a recuperação da China, que deu novo fôlego à retomada
do mercado de crédito global.
Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros; fundos de investimento não são garantidos pelo administrador do fundo, gestor da carteira, por qualquer
mecanismo de seguro, ou ainda, pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC); ao investidor é recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e do regulamento do fundo de investimento,
antes de efetuar qualquer decisão de investimento. Este boletim tem caráter meramente informativo, não podendo ser distribuído, reproduzido ou copiado sem a expressa concordância
da Verde Asset Management. A Verde Asset Management não se responsabiliza por erros de avaliação ou omissões. Os investidores têm de tomar suas próprias decisões de investimento.
Este fundo utiliza estratégias com derivativos como parte integrante de sua política de investimento. Tais estratégias, da forma como são adotadas, podem resultar em perdas patrimoniais
para seus quotistas, podendo inclusive acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais
para cobrir o prejuízo do fundo. A liquidação financeira e a conversão dos pedidos de resgate deste fundo ocorrem em data diversa do respectivo pedido.
Para mais informações acerca das taxas de administração, cotização e público-alvo de cada um dos fundos, consulte os prospectos e os regulamentos
disponíveis no site verdeasset.com.br. Este material não pode ser copiado, reproduzido ou distribuído sem a prévia e expressa concordância da
Verde Asset Management.
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
O fator interno foi o aumento da probabilidade de mudança de governo.
O ano de 2014 foi marcado por fortes oscilações ocasionadas pela evolução
das pesquisas eleitorais, e imaginávamos que isso só voltaria a se repetir
em 2018. Mas a expectativa de um impeachment e de uma eventual
cassação da chapa presidencial pelo TSE — assim como a evolução de
investigações que podem influenciar também nas próximas eleições —,
anteciparam o debate eleitoral para 2016 e resultaram em uma forte alta
da Bolsa.
O cenário macroeconômico de 2016 continuará desafiador para o Brasil.
O desemprego tende a aumentar, a renda real vai cair, os investimentos
devem
minguar
ainda
mais,
e
o
cenário
fiscal
vai
continuar
bastante complicado. Por outro lado, pode ser que uma eventual troca
de governo venha acompanhada de um programa de reformas econômicas
estruturais necessárias para solucionar a crise fiscal do país.
Diante dessas indefinições, permanecemos cautelosos e com uma estratégia
bastante defensiva — com uma carteira de investimentos formada por
empresas que tenham bom desempenho, mesmo que o país enfrente uma
situação econômica adversa.
Em janeiro, por exemplo, o Verde AM Performance FIA caiu 4,5%, apesar da
queda de 6,8% do Ibovespa.
Nos meses de fevereiro e março, em que a Bolsa apresentou alta
muito significativa, o fundo continuou registrando bons resultados,
semelhantes ao do Ibovespa.
A seguir, descrevemos uma empresa que se tornou um grande investimento
nosso nos últimos meses, e cujas características atendem a esta estratégia.
Março de 2016
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VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
CPFL Energia
Na carta deste trimestre vamos falar da CPFL Energia. Trata-se de um
investimento relativamente recente, que começamos a adicionar à carteira
na 2ª metade de 2015 e que alcançou uma posição relevante em janeiro
de 2016. Atualmente, a CPFL Energia é o nosso segundo maior investimento.
Quem é a CPFL Energia?
A CPFL Energia é uma empresa do setor elétrico que atua basicamente nos
segmentos de distribuição, geração e comercialização de energia.
Na distribuição, a CPFL controla oito distribuidoras, sendo três de grande
porte (CPFL Paulista, CPFL Piratininga e RGE) e cinco de pequeno porte
(CPFL Santa Cruz, CPFL Jaguari, CPFL Mococa, CPFL Leste Paulista e
CPFL Sul Paulista). Exceto pela RGE, cuja área de concessão engloba a maior
parte do norte do Rio Grande do Sul, todas as outras distribuidoras se
encontram no estado de São Paulo e adjacências.
Na geração, os ativos da CPFL estão divididos em (i) Geração Convencional
(Genco), que compreende participações em oito usinas hidrelétricas e em
uma termelétrica; e (ii) CPFL Renováveis, que é uma subsidiária da CPFL
originada da fusão dos ativos de energia renovável da própria CPFL com a
ERSA (empresa que pertencia a fundos de private equity e que também
investia em energia renovável).
A CPFL Brasil é a comercializadora de energia do grupo. Ela atende clientes
livres que buscam soluções para contratação de energia.
Por fim, a CPFL também presta alguns outros serviços relacionados ao setor,
mas que são pouco relevantes para o resultado da empresa.
O gráfico abaixo traz uma quebra do EBITDA 2015 Proforma1 para dar uma
ideia da relevância de cada segmento: a distribuição representa 48%
do
EBITDA,
a
geração
representa
47%
e
as
atividades
de
comercialização/serviços, 5%.
1
Março de 2016
Considera consolidação proporcional das participações da CPFL nos ativos
3
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
CPFL Energia - Quebra do EBITDA 2015 Proforma
Comercialização
Serviços
5%
Geração Renovável
CPFL Paulista
(CPFL Renováveis)
22%
14%
CPFL Piratininga
11%
Geração
Convencional
33%
RGE
Pequenas
11%
Distribuidoras
4%
Fonte: CPFL, Verde AM
Por que decidimos investir na CPFL?
A CPFL é uma empresa que acompanhamos há bastante tempo e que atende
a diversos critérios que consideramos primordiais em uma tese de
investimentos:
gestão
de
alto
nível,
eficiência
na
operação
e
responsabilidade na alocação de capital. O mercado sempre reconheceu
essas características e isso fez com que, por muitos anos, as ações da CPFL
fossem negociadas, na nossa visão, com um prêmio significativo — que até
meados de 2015 considerávamos elevado. Este quadro começou a mudar
entre a segunda metade do ano passado e janeiro de 2016, quando as ações
da CPFL tiveram forte correção, o que nos proporcionou uma boa
oportunidade de compra.
Conforme descrevemos a seguir, vemos a CPFL como um investimento
muito resiliente e que deve ter uma boa performance nos próximos anos,
mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado pela recessão.
Março de 2016
4
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Por que gostamos do segmento de geração
(Genco + CPFL Renováveis)?
De um lado, os ativos da Genco (Geração Convencional) estão com 100%
de sua energia vendida em contratos futuros até o final de suas concessões,
sendo que o preço de venda é corrigido pela inflação. Significa que este
negócio é um grande recebível com correção monetária (baixíssimo risco,
portanto).
De outro, a CPFL Renováveis cresceu muito nos últimos anos — tanto via
greenfield (novos projetos), quanto por meio de fusões e aquisições —
e ainda deve crescer nos próximos dois anos com a entrega de projetos que
estão em estágio final de construção. Por conta de todo este investimento,
o nível de endividamento hoje é elevado, mas não vemos isso como
um problema porque a desalavancagem será rápida ao longo dos
próximos anos.
O risco mais importante está na construção dos projetos. Nos últimos
dois anos, a CPFL Renováveis teve alguns percalços, com atraso na entrega
e estouro de orçamento em alguns casos. Acreditamos que, atualmente,
este risco é bem mais reduzido, já que o volume de obras em andamento é
significativamente menor. Além disso, caso a empresa desenvolva novos
empreendimentos no futuro, o aprendizado dos últimos anos reduzirá o
risco de eventuais problemas.
Uma vez prontos, os projetos passam a representar um ganho fixo com
correção monetária, já que praticamente 100% da energia que eles irão gerar
já está vendida em contratos de longo prazo.
A dinâmica é muito parecida com a dos ativos da Genco. A diferença é que,
no caso da CPFL Renováveis, os contratos não se estendem até o fim das
concessões/autorizações,
mas
ainda
assim
são
bastante
longos
(alguns vencem a partir de 2020, mas a maioria só expira a partir de 2030).
Março de 2016
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VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Por que gostamos do segmento de distribuição?
Vamos dividir esta seção em três tópicos: (i) retorno regulatório, (ii) nível de
eficiência
versus
parâmetros
regulatórios
e
(iii)
risco
de
volume
(consumo de energia).
i.
Retorno Regulatório (WACC Regulatório)
O negócio de distribuição de energia é um monopólio natural. Não faz
sentido econômico haver mais de uma empresa de distribuição de
energia atendendo o mesmo cliente. O motivo é que o custo de
construção de uma rede de energia é muito elevado, de forma que não
é economicamente viável a existência de duas ou mais redes de energia
competindo em uma mesma região. Dado que não há competição, é
através da regulação que se busca uma tarifa que equilibre a relação
consumidor x prestador do serviço.
O motivo de gostarmos de um negócio regulado reside no fato de que o
retorno regulatório é uma espécie de ganho “garantido”, mesmo neste
cenário macroeconômico extremamente adverso. Enquanto diversos
setores da economia enfrentam pioras relevantes – drásticas, em alguns
casos – de rentabilidade, o setor de distribuição de energia se encontra
razoavelmente imune a esse risco.
Além disso, o retorno regulatório é definido em termos reais, e é líquido
de impostos. Significa que ele é corrigido pela inflação a cada ano, e que
está blindado de eventuais aumentos de tributos (PIS/COFINS e ICMS
sobre o faturamento e Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o
Lucro Líquido). Estas características configuram defesas extremamente
importantes no cenário macroeconômico atual, em que pode haver
aumento de impostos e inflação, em função da crise fiscal.
Por fim, o retorno regulatório, que tecnicamente é chamado de WACC
Regulatório, subiu na última revisão feita pela ANEEL. O WACC
Regulatório é recalculado a cada quatro anos, nos ciclos de revisão
tarifária. Nestes recálculos, a ANEEL reestabelece um nível de retorno
regulatório que seja condizente com os custos de capital (próprio e de
terceiros) do momento.
Março de 2016
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VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
O gráfico abaixo traz o histórico do WACC Regulatório. Ele mostra que
entre o 1º e o 3º ciclos de revisão tarifária (2003 a 2007 e 2011 a 2014,
respectivamente), período em que o Brasil presenciou avanços positivos
no campo macroeconômico, o WACC Regulatório recuou, dado que os
custos de capital também caíram. No entanto, de 2015 para cá, os custos
de capital voltaram a subir no Brasil, reflexo da piora do ambiente
macroeconômico e do aumento na percepção de risco. O WACC
Regulatório acompanhou esta mudança de cenário e também subiu.
WACC Regulatório
(Em termos reais)
11,26%
9,95%
8,09%
7,50%
1o ciclo
(2003-2006)
2o ciclo
(2007-2010)
3o ciclo
(2011-2014)
4o ciclo
(2015-2018)
Fonte: Aneel, Verde AM
ii.
Nível de eficiência versus parâmetros regulatórios
O retorno regulatório é um entre vários parâmetros que são definidos
pela
ANEEL,
e
que
compõem
a
remuneração
regulatória
das
distribuidoras. Se uma distribuidora conseguir operar com um nível de
eficiência acima desses parâmetros, sua lucratividade será melhor.
As distribuidoras da CPFL são mais eficientes que os parâmetros
regulatórios e conseguem, portanto, obter retornos mais altos. Parte da
tarifa é definida para que a distribuidora tenha uma receita que cubra os
custos operacionais de uma empresa eficiente (Custo Operacional
Regulatório), de acordo com os cálculos da ANEEL. Se a empresa
conseguir operar (Custo Operacional Real) com custos abaixo (ou acima)
do Custo Operacional Regulatório, ela captura (ou perde) a diferença.
O gráfico abaixo representa a razão entre o Custo Operacional
Regulatório e o Custo Operacional Real da distribuidora.
Março de 2016
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VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Valores acima de 1,0 indicam que a distribuidora recebe, via tarifa,
mais do que os seus custos reais. A diferença, seja ela positiva ou
negativa, fica com a distribuidora. No caso das oito distribuidoras
da CPFL, vemos que, para todas elas, esse indicador é maior do que 1,0.
Logo, elas conseguem um ganho relevante com relação a este
parâmetro regulatório.
Razão Custo Operacional Regulatório / Custo
Operacional Real da distribuidora (proxy de eficiência)
1,26
CPFL
Jaguari
1,26
1,26
CPFL Sul
Paulista
RGE
1,26
1,23
CPFL
CPFL
Piratininga Paulista
1,20
1,13
1,01
CPFL
CPFL Leste CPFL Santa
Mococa
Paulista
Cruz
Fonte: CPFL, Aneel, Verde AM
iii.
Risco de volume (consumo de energia)
Pergunta: o que normalmente acontece com uma empresa tradicional
que perde 1% ao ano de volume de vendas durante 16 anos seguidos,
tudo mais constante? Resposta: depois de 16 anos, ela vai ter uma
receita 15% menor do que a receita inicial. É um impacto negativo
muito relevante!
Outra pergunta: o que acontece com uma distribuidora que perde 1%
ao
ano
de
volume
de
energia
durante
16
anos
seguidos,
tudo mais constante? Resposta: ao longo dos 16 anos, ela terá
computado, em média, uma receita 2% menor do que a receita inicial.
É uma perda muito reduzida diante de tamanha deterioração no volume.
Por que isso acontece? O motivo é que o risco de volume para a
distribuidora só vale nos intervalos entre cada revisão tarifária.
No momento de cada revisão, a ANEEL reestabelece as tarifas das
distribuidoras para que elas voltem a ter uma rentabilidade que respeite
o WACC regulatório.
Março de 2016
8
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Ou seja, se o volume tiver um crescimento adicional depois de uma
revisão tarifária, a distribuidora terá uma remuneração maior do que a
regulatória nos anos seguintes. Este efeito dura até a próxima revisão e
o ganho neste período fica para a distribuidora. Na revisão seguinte,
a tarifa será ajustada para baixo, de forma que traga a remuneração
da empresa para um patamar mais próximo do regulatório nos
anos subsequentes.
O inverso também vale. Se o volume cair depois de uma revisão,
a distribuidora tem uma remuneração menor do que a regulatória por
alguns anos, e esta perda fica com a distribuidora. Na revisão
tarifária seguinte, a tarifa será ajustada para cima para recompor o
ganho da empresa.
Como, em geral, cada distribuidora tem revisões tarifárias a cada quatro
anos, se ela perder 1% ao ano de volume durante 16 anos seguidos,
ao final de cada quadriênio a sua receita voltará para a original, e ela
terá perda média, no período, de apenas 2%.
A conclusão é que, no segmento de distribuição de energia, o mecanismo
de retorno regulatório e o reduzido impacto de eventuais quedas no
consumo de energia configuram uma boa defesa para momentos de
instabilidade econômica e oferecem um alto grau de resiliência ao negócio.
Soma-se a isso o fato de que a CPFL opera com eficiência acima dos
parâmetros regulatórios.
A CPFL é uma empresa com alavancagem elevada?
Qual é a visão da Verde sobre isso?
O nível de alavancagem da companhia foi alvo de críticas feitas pelo
mercado nos últimos meses, e uma das razões para a queda das ações entre
a 2ª metade de 2015 e janeiro de 2016. O endividamento da CPFL estava
acima do normal no passado recente. Além disso, boa parte desta
alavancagem é composta por dívidas cujo custo é atrelado ao CDI, que sobe
juntamente com as elevações da taxa básica de juros da economia.
Março de 2016
9
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Nossa visão é que o endividamento elevado é fruto de efeitos passageiros.
No segmento de geração, a crise hídrica trouxe custos extras nos últimos
dois anos, que reduziram temporariamente o EBITDA. Na distribuição,
o descasamento entre custos não gerenciáveis pela empresa e seu repasse
às tarifas causou um aumento de capital de giro também temporário.
Os dois efeitos ficarão para trás ao longo de 2016, e a CPFL voltará a
normalizar seu nível de alavancagem até o fim deste ano.
Sobre o fato de boa parte da dívida ser atrelada ao CDI, acreditamos que
parte do mercado estava olhando de forma equivocada os impactos no valor
da CPFL. Por um lado, a Selic maior eleva as despesas financeiras
da empresa. Mas, por outro, praticamente toda a receita operacional da CPFL
é corrigida pela inflação2. Logo, a forma mais adequada de analisar os
impactos é com base nos juros reais, e não nos juros nominais. Ao longo
de 2015, as expectativas de juros nominais subiram significativamente,
mas quase todo o aumento foi ocasionado pela expectativa de inflação,
enquanto os juros reais não oscilaram tanto.
No nosso entendimento, a taxa de juros reais de longo prazo ficará entre
6,0% e 6,5%. Percebemos que muitas pessoas mantinham nas projeções a
taxa Selic em 14,25%, ao mesmo tempo em que reduziam a inflação dos
cerca de 10%, em 2015, para cerca de 5,0% a partir de 2018. Isso significa
estimar os juros reais em 9%, o que consideramos muito difícil de acontecer.
Se a inflação ceder para 5,0%, o Banco Central vai reduzir a Selic e a CPFL
terá uma despesa financeira menor. Se a Selic ficar em 14,25%, então é
porque a inflação foi bem maior que 5,0%, e a CPFL terá receita operacional
mais elevada. Manter projeções de longo prazo de Selic a 14,25% com
inflação de 5,0% produz um impacto negativo no valor da CPFL, que não
deverá se concretizar.
2
Apenas o segmento de comercialização de energia – 5% do EBITDA —
não tem sua receita automaticamente corrigida pela inflação.
Março de 2016
10
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Oportunidades de crescimento
A recessão pela qual o Brasil passa está trazendo à venda muitos ativos do
setor elétrico, o que vai propiciar boas oportunidades de aquisições para
a CPFL, tanto em distribuição quanto em geração de energia. A alavancagem
da empresa, que neste momento está acima da ideal, pode trazer alguns
obstáculos no curtíssimo prazo, mas enxergamos a CPFL como uma
companhia responsável na alocação de capital, que só fará uma aquisição
se de fato houver geração de valor.
Comentários finais
Começamos a comprar ações da CPFL de forma significativa por volta de
agosto/setembro do ano passado, quando o preço se aproximava de
R$16 por ação. Em janeiro de 2016, vimos uma excelente oportunidade para
mais que dobrarmos a posição, pagando por volta de R$14 por ação.
No fechamento do mês de março, as ações foram cotadas a R$19,60.
No preço atual, continuamos considerando a CPFL um bom investimento,
capaz
de trazer retornos consistentes
mesmo
diante
do cenário
econômico desafiador.
Março de 2016
11
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Relatório de gestão
Posicionamento da carteira em relação ao Ibovespa
Setor – Under (vermelho) x Over (verde)
Finanças e Seguros
12,69%
Energia
9,84%
3,10%
Consumo
Shoppings
0,18%
Bens de Capital
0,08%
Aviação
0,00%
Açúcar e Alcool
-0,33%
-0,47%
Saúde
-0,58%
Petroquímica
-0,74%
Saneamento
-1,11%
Construção
-1,37%
Bolsas
Serviços
-1,68%
Transportes
-1,80%
Concessionárias
-2,31%
-2,41%
Papel e Celulose
Telecomunicações
Frigoríficos
Mineração
-3,92%
-4,38%
-4,72%
Siderurgia e Metalurgia -5,16%
Petróleo e Gas
-5,65%
Fonte: Verde AM
Março de 2016
12
VERDE AM PERFORMANCE FIA
Resumo Gerencial
31/mar/2016
Estratégia de ações long-only que busca retornos consistentes e
preservação de capital por meio de investimentos com previsibilidade e
resiliência. O processo de gestão se baseia em um conhecimento
profundo de setores e empresas, uma forte análise macroeconômica e
acesso a uma ampla rede de relacionamento para selecionar casos que
combinem potencial de retorno e margem de segurança.
Público-alvo
O fundo destina-se a receber aplicações de recursos provenientes de
investidores em geral, que possuam situação financeira, objetivo de
investimento e tolerância a risco compatíveis com o objetivo e a política
de investimento do fundo e que conheçam, entendam e aceitem os riscos
relacionados à carteira do fundo.
A descrição acima não pode ser considerada como objetivo do Fundo. Todas as informações legais estão disponíveis no
regulamento, lâmina ou prospecto, disponíveis no site www.citibank.com.br
A rentabilidade do fundo VERDE AM PERFORMANCE FIA está aqui apresentada a partir de 2012, ano em que o Fundo teve sua gestão transferida à Credit Suisse Hedging-Griffo Asset
Management S.A., em 30/mar/2012. Para informações acerca da rentabilidade em períodos anteriores a 2012, consulte o site da CVM - www.cvm.gov.br. A partir de 2/jan/2015 a gestão
do Fundo passou a ser exercida pela Verde Asset Management S.A
VERDE AM PERFORMANCE FIA x IBOVESPA
Características
29/jun/2007
Data de início
R$ 1.000,00
Aplicação mínima
R$ 10,00
Saldo mínimo
-
Movimentação mínima
Horário limite para movimentação
14h30
Fechamento
Cota
Cota de aplicação
D+1
Cota de resgate
D+1
Liquidação de resgate
D+4
Não há
Taxa de saída antecipada
3,00% a.a.
Taxa de administração
25% do que exceder o IBOVESPA
Taxa de performance
28,51%
Desvio padrão anualizado
Patrimônio médio em 12 meses
11.327.287,93
R$
20%
VERDE AM PERFORMANCE FIA
IBOVESPA
15%
10%
5%
0%
-5%
-10%
-15%
-20%
-25%
Aberto para novas aplicações
-30%
Classificação ANBIMA:
Ações IBOVESPA Ativo
Admite Alavancagem:
Sim
Gestor:
Verde Asset Management S.A
Administrador:
Citibank Distribuidora De Titulos E Valores Mobiliarios S.A.
jan-16
jul-15
jan-15
jul-14
jan-14
jul-13
jan-13
jul-12
jan-12
-35%
Calculado até 31/mar/2016.
Desempenho
Março de 2016
Acum. 2016
12 meses
3 anos
Performance
18,07%
17,77%
-2,99%
-12,21%
IBOVESPA
16,97%
15,47%
-2,14%
-11,17%
Rentabilidades (%)*
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Ano IBOVESPA
Acum. Fdo.
Acum.
IBOVESPA
2012
8,81
3,49
-2,60
-1,68
-8,57
-1,13
1,74
0,83
3,71
-0,75
0,73
5,80
9,69
7,40
9,69
7,40
2013
-0,21
-1,72
-0,08
-0,50
-2,19
-9,73
1,77
3,33
5,08
5,83
-3,28
-2,59
-5,16
-15,50
4,03
-9,25
2014
-8,44
-0,67
4,42
2,07
-0,15
3,13
3,05
9,20
-10,45
2,90
-0,07
-8,88
-5,75
-2,91
-1,95
-11,89
2015
-6,08
7,79
-2,00
8,69
-6,33
0,72
-3,28
-8,94
-4,26
1,23
-1,71
-4,26
-18,28
-13,31
-19,87
-23,62
2016
-4,51
4,45
18,07
17,77
15,47
-5,64
-11,80
* Rentabilidade líquida de administração e performance e bruta de impostos. Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de resultados futuros. Fundos de Investimento não são garantidos pelo administrador do fundo, gestor da carteira, de qualquer mecanismo
de seguro, ou ainda, do fundo garantidor de crédito (FGC). Ao investidor é recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e o regulamento do fundo de investimento antes de efetuar qualquer decisão de investimento. Caso o índice comparativo de rentabilidade utilizado
neste material, não seja o parâmetro objetivo do fundo (benchmark oficial), tal indicador é meramente utilizado como referência econômica. Para obter informações sobre o uso de derivativos, conversão de cotas, objetivo e público alvo, consulte o prospecto e o regulamento
do fundo. Verifique a data de início das atividades deste fundo. Para avaliação da performance de fundos de investimento, é recomendável uma análise de, no mínimo, 12 meses. Verifique se este fundo utiliza estratégias com derivativos como parte integrante de sua política
de investimento. Tais estratégias, da forma como são adotadas, podem resultar em perdas patrimoniais para seus cotistas, podendo inclusive acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir
o prejuízo do fundo. Verifique se este fundo está autorizado a realizar aplicações em ativos financeiros no exterior. Este fundo pode estar exposto a significativa concentração em ativos de renda variável de poucos emissores.
Para fundos que perseguem a manutenção de uma carteira de longo prazo, não há garantia de que o fundo terá o tratamento tributário para fundos de longo prazo. Verifique se a liquidação financeira e conversão dos pedidos
de resgate deste fundo ocorrem em data diversa do respectivo pedido. A partir de 02/05/2008, todos os fundos de investimento que utilizam ativos de renda variável em suas carteiras deixam de apurar sua rentabilidade com
base na cotação média das ações e passam a fazê-lo com base na cotação de fechamento destes ativos. Desta forma comparações de rentabilidade destes fundos com índices de ações devem utilizar, para períodos anteriores a
02/05/2008, a cotação média destes índices e, para períodos posteriores a esta data, a cotação de fechamento.
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