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ABALO SÍSMICO
♦Nrada tremos a tremer; senrão os nossos tremrores. (Em 1994, abalos
sís­mi­cos no Brasil, ainda bobos.)
ABANDONO
♦No aeroporto cheio / Eu filo / O adeus alheio.
ABDÔMEN
♦Abdômen: palavra machista significando barriga pra ambos os sexos.
Deveria haver também abdmulher.
ABECEDÁRIO
♦O A é uma letra com sótão. Chove sempre um pouco sobre o à cra­sea­do. O
B é um l que se apaixonou por um 3. O b minúsculo é uma letra grávida.
Ao C só lhe resta uma saída. O Ç cedilha, esse jamais tira a gravata. O D
é um berimbau bíblico. O e minúsculo é uma letra esteato­pigia (esteatopigia, ensino aos mais atrasadinhos, é uma pessoa que tem certa parte do
corpo, que fica atrás e embaixo, muito feia). O E ri-se eternamente das
outras letras. O F, com seu chapéu desabado sobre os olhos, é um gângster
à espera de oportunidade. O f minúscu­lo é um poste antigo. A pontinha
do G é que lhe dá esse ar desdenhoso. O g minúsculo é uma serpente de
faquir. O H é uma letra dúplex. A parte de cima é muda. Serve também
como escada para as outras letras gal­ga­rem sentido. O h minúsculo é um
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dinossauro. O I maiúsculo guarda, em seu porte de letra, um pouco do
número I romano. O i minúsculo é um bil­boquê. O J, com seu gancho de
pirata, rouba às vezes o lugar do g. O j minúsculo é uma foca brincando
com sua bolinha. Vê-se niti­damente; o K é uma letra inacabada. Por enquanto só tem os andaimes. Parece que vão fazer um R. Junto com o k
minúsculo o K maiúsculo treina passo-de-ganso. O L maiúsculo parece
um l que extraíram com a raiz e tudo. Mas o l minúsculo não consegue
disfarçar que é um número (1) espionando o alfabeto. O M maiús­culo é
um gráfico de uma firma instável. O m minúsculo é uma cadeia de mon­
tanhas. O N é um M perneta. No n minús­culo pode-se jogar críquete com
a bolinha do o. O O maiúsculo bo­ceja largamente diante da chatura das
outras letras. O o minúsculo é um buraquinho no alfa­be­to. O p é um d
plantando bana­nei­ra. Ou o q, vindo de volta. O Q maiús­cu­­lo anda sempre
com o laço do sa­pato solto. O q mi­núsculo é um p se olhando de costas ao
espelho. O R ficou assim de tanto praticar halte­rofilismo. Sente-se que o s
é um cifrão fracassado. O S maiúsculo é um cisne orgulhoso. Na balança
do T se faz jusTiça. O U é a fer­radura do alfa­beto, protegendo o galope
das ideias. O u minúsculo é um n com as patinhas pro ar. O V é uma ponta
de lança. O W são vês sia­meses. O X é uma encruzilhada. O Y é a taça
on­de bebem as outras le­tras. Desa­pa­re­ceu do alfabeto porque se entre­gou
covardemente, de braços pra cima. O Z é o caminho mais cur­to, depois da
bebida. O z mi­nús­culo é um s cu­bista. (Esta composição ges­tal­tiana levou
anos, literal­men­te, para ser feita. Foi melhorando na medida em que o
tempo – os anos, Deus meu! – foram pas­sando. Publicada a primeira vez
em 1985, na revista O Cruzeiro, foi rees­crita para várias publicações.
Não se consegue fazer esse tipo de coisa, mais ou me­nos perfeito, de uma
sentada.)
ABELHA
♦Por que tanta ênfase na probidade de um presidente – da qual, aliás, tanto
mais duvido quanto mais se fala? Dar mel não faz da abelha um ser superior. Ou faz? (A propósito da decantada probidade do presi­dente Itamar
Franco. 1993)
ABERTURA POLÍTICA
♦A abertura política é indiscutível. Já estamos vendo as tropas e os tanques
no fim do túnel. (1973)
♦O generalíssimo Geisel quer a abertura política lenta e gradual! Se Hér­
cules seguisse esse princípio teria lavado as estrebarias de Augias com
um regador e aquilo estava cheio de bosta até hoje. (1977)
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ABISMO
♦O Brasil já está à beira do abismo. Mas ainda vai ser preciso um grande
esforço de todo mundo pra colocarmos ele novamente lá em cima.
ABORÍGINE
♦Aborígine é a maneira pejorativa dos conquistadores chamarem o dono
da propriedade.
ABORTO
♦A Igreja continua contra o aborto. O Papa ainda não descobriu seu lado
feminino.
ABREVIAÇÃO
♦Palavra comprida pra coisa curta.
ABSOLUTO
♦Só uma coisa preenche tudo – o nada.
ABSTINÊNCIA
♦Não beber é o vício dos abstinentes.
ABULISMO
♦Quem nasce pra to be or not to be nunca chega a ser. (Sobre o Presi­den­te
Sarney. 1987)
ABUTRE
♦O pior abutre é o desespero.
ACADEMICISMO
♦Por que o balé não é falado?
ACALANTO
♦“Deita, filho / E constrói teu sono / O medo já vem. / Fecha os olhos dos
ouvidos / Faz escuro aos ruídos / Amortece o brilho desse som. / Pronto,
a angústia gira muda / No longplei sem sulcos / Da noite sem insônia. /
Dorme, filho / Faz silêncio em Babilônia.”
AÇÃO
♦Chegar, fazer, completar – isso é que é conseguir. Nada é maior do que a
infinitude, não é mesmo?, assim como nada é menor do que o critério com
que medimos nossa própria insignificância. Explicando melhor: agora não
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é antes nem depois, da mesma forma como o ontem nunca será amanhã,
embora bastem 48 horas pra que o amanhã seja ontem. Como diria Maricá
– só com a ação se escapa da inércia.
♦O homem põe, Deus dispõe, e o Diabo cai na gargalhada.
ACASO
♦Deus criou o sol. E as árvores, e os animais, e os minerais. Mas de re­pen­­te,
para absoluta surpresa sua, olhou e viu, maravilhado, que cada coisa tinha
uma sombra. Nessa, francamente, ele não tinha pensado. (A verdadeira
história do paraíso. 1958)
♦Não tenha dúvida: o acaso pode te destruir uma perna e, com ela, teu
caráter.
♦O acaso compõe o melhor da sinfonia, pinta o melhor do quadro, cons­trói
o mais difícil do monumento, inventa o instante da paixão e escolhe papel
e barbante do pacote.
♦ O acaso é uma besteira de Deus.
♦É evidente que o Universo foi feito por acaso – como a represa de Assuã,
a Crítica da Razão Pura e a Capela Sisti­na.
ACEITAÇÃO
♦Só no dia em que começaram a pagar bem pelo que eu escrevia comecei
a aceitar que era rico de ideias. Bem, rico não, remediado de ideias.
♦Você pode se achar um trapo, mas não duvide de que alguém a ache uma
reencarnação da Ava Gardner. Não se discute com a oftalmologia alheia.
ACORDO
♦Está bem. Deus é brasileiro. Mas pra defender o Brasil de tanta cor­rupção
só colocando Deus no gol.
ADERÊNCIA
♦Você pode ser a favor de todas as pessoas algum tempo. Você pode ser a
favor de algumas pessoas todo o tempo. Mas você não pode ser a favor
de todas as pessoas todo o tempo.
ADESÃO
♦Não é em tudo que estou de acordo com a juventude. Agora, essa per­
mis­sividade, essa revolução sexual, não sei não, mas é uma coisa que me
interessa muito.
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ADIAMENTO
♦Não há problema tão grande que não caiba no dia seguinte.
♦Morrer, por exemplo, é uma coisa que se deve deixar sempre pra de­pois.
ADIVINHO
♦Amanhã vai ser um dia esplêndido, mas não sei se melhor do que ontem
– como dizia o adivinho desmemoriado.
ADJETIVAÇÕES
♦A sociologia burocrática é uma atividade tão perniciosa quanto a psica­
nálise astrológica ou a cirurgia espírita.
ADMINISTRAÇÃO
♦Com esse pessoal que está no governo não se administra nem o Tivoli
Par­que.
♦Se um administrador administrasse sua empresa como nosso espírito
admi­nistra nosso corpo faliria em pouco tempo.
♦O dinheiro acaba ganhando todas as batalhas. Não há herói sem boa in­
ten­­dência.
ADMINISTRADOR
♦Administrador acima de qualquer suspeita é o que só dá golpe na em­presa
quando há lucros extraordinários.
ADMIRAÇÃO
♦Afinal de contas a admiração é filha da maturidade, que traz o reco­nhe­
cimento das qualidades alheias, ou da babaquice, que nos faz abrir a bo­ca
diante de qualquer idiota mitificado ou espertalhão mistificador?
♦Como são admiráveis essas pessoas que conseguem atravessar a vida to­da
sem fazer nada de admirável!
♦Meu amigo é milionário. Que admirável, que honrado, que inteligente,
que capaz é meu amigo!
♦O Brasil é os Estados Unidos onde eu vivo.
♦Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos muito bem!
ADULTÉRIO
♦A campainha da porta, que toca quando o dono da casa não está em ca­sa,
talvez anuncie a visita do adultério.
♦Adultério: mais-valia sexual.
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♦Ela, vestida nos trajes de luces da nova paixão, lhe conta tudo, aponta-lhe
a espada mortal entre os dois chifres, que ela própria criou. Ele, traí­do,
lembra apenas: “Isso, em Tauro­maquia, se chama A Hora da Ver­dade”.
(Vera. Peça É... 1976)
♦O adultério sempre existiu. A tecnologia é que tornou tudo mais claro.
♦Por mais que você ame a verdade, sempre acabará dando umazinha por
fora com a mentira.
♦Adultério: quebra de contrato vitalício, civil e religioso, com subs­ti­tui­ção
de sócio sem aviso prévio. (Eufemismos. 1959)
♦O adultério é o mercado negro do orgasmo.
Adulto
♦Um homem é adulto no dia em que começa a gastar mais do que ganha.
ADVERTÊNCIA
♦O único local de Brasília administrado com competência nos últimos seis
anos, a estrebaria, já está preparado para receber o cavalo de Troia. (Sobre
a transição do governo do cavalariço João Figueiredo para o melífluo
Tancredo Neves. 1985)
♦Cuidado, pessoal, o Papa vem aí e é infalível! (1980)
♦Missão urgente para a lei e a justiça: obrigar os jornais a im­primir em seus
cabeçalhos: “Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é me­ra
coincidência”.
ADVOCACIA
♦A advocacia é a maneira legal de burlar a Justiça.
ADVOGADO
♦O advogado é sócio do crime.
♦Grandes advogados conhecem muita jurisprudência. Advogados geniais
conhecem muitos juízes.
ADVOGADO DE DEFESA
♦A notoriedade do advogado de defesa aumenta na medi­da em que faz
voltar à circulação, com atestado de homens de bem, os piores assas­si­nos,
ladrões e contraven­tores. (A máquina da Justiça. 1962)
AFERIÇÃO
♦De uma coisa estou certo: sou bem pior do que os melhores – mas um
pouquinho melhor do que os piores.
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AFINIDADE
♦Quando duas pessoas odeiam a mesma pessoa, têm a impressão de que
se estimam.
AFIRMATIVA
♦Nem só de pão vive o homem. E nem só desse tipo de afirmativa idiota.
AFOGADO
♦A primeira coisa a fazer com um afogado é obrigá-lo a res­­pirar bem
devagar. Mas, não havendo ninguém nas proxi­midades, o afogado deve
respirar o mais depressa possível.
AFORISMO
♦Traçando comigo um ensopadinho à mineira num botequim vagabundo
da Urca, Sérgio Porto pediu dois ovos fritos e me deixou um de seus
aforismos mais simples e verdadeiros: “Em matéria de comida não há
nenhuma porcaria que dois ovos em cima não melhorem”.
AFRODISÍACO
♦O melhor afrodisíaco ainda é a carência prolongada.
♦Só conheço um afrodisíaco – a mulher.
AGÁ
♦Ontem, ontem tinha agá, hoje não tem. Hoje, ontem tinha agá e hoje, como
ontem, também tem. (1963)
AGGIORNAMENTO
♦Os intelectuais sempre esnobam os meios de massa, a mídia, e depois
ficam chorando miséria. Eu, não. Um dia desses vou me sentar aqui neste
computador e escrever um livro de horário nobre.
ÁGIO
♦O violento ágio dos bancos cria nova terminologia: 1) Apanágio – elogio
do ágio. 2) Sufrágio – ato de votar recebendo algum. 3) Plágio – cobrar
ágio da forma que outro cobra ágio. 4) Adágio – dito proverbial sobre o
ágio. 5) Presságio – a impressão de que vai aumentar o ágio. 6) Contágio
– ágio que pega. 7) Estágio – ponto do ágio a que chegamos. 8) Naufrágio
– pra onde o país vai, com tanto ágio. (1986)
AGLOMERAÇÃO
♦Mistério: se onde todo mundo vai nunca tem lugar, por que todo mundo
não vai pra onde tem lugar sobrando?
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AGONIA
♦Agonia; o monólogo final.
AGRICULTURA
♦Os agricultores brasileiros ignoram tudo de economia. Colhem muito
tomate quando o tomate cai de preço e colhem pouco tomate quando o
preço está lá em ci­ma.
ÁGUAS PASSADAS
♦A substância insípida, inodora e incolor que já se foi não é mais capaz de
comunicar movimento ao engenho de triturar cereais. “Águas passa­das
não movem moinhos.” (Pro­vérbios prolixizados. 1959)
AIDS
♦Doença imoral que ataca minorias sexuais pra que elas aprendam que
isso não se faz, e Deus castiga. Dá também em machões para aprende­rem
a não ser preconceituosos, porque Deus também castiga. Deus cas­tiga
tudo.
AJUDA
♦Todos nos dão tremendo apoio moral, quando o que precisamos mesmo
é de uma pequena ajuda perfeitamente canalha.
♦Ser pobre não é crime, mas ajuda a chegar lá.
ALAGOAS
♦Os alagoanos de Collor; por onde eles passam só cresce a grana. (1992)
ÁLCOOL
♦O álcool, tomado com moderação, não oferece nenhum perigo, nem mes­­
mo em grandes quantidades.
ALCOVA
♦Quarto sexual.
ALEGORIA
♦A alegoria era uma deusa grega, irmã da metáfora. (Falsa cultura.)
ALEGRIA
♦A alegria do que ainda não veio dói muito mais que a tristeza do que foi.
♦Toda alegria é assim; já vem embrulhada numa tris­tezinha de papel fino.
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ALEIJADINHO
♦“Subitamente a obra do artista gigantesco, impressionante, leproso, qua­­se
cego, as mãos mutiladas, obriga o viajante a parar na estrada e a re­co­nhe­cer
Deus nesse trabalho. E obriga Deus a ser um pouco mais hu­milde diante
do ser humano.” (Narrador do filme Últimos diálogos. 1993)
ALFABETIZAÇÃO
♦No meu tempo vovô via a uva. Hoje Ivo come a Eva.
♦Depois de alguns anos de Mobral o sujeito é semialfabetizado ou semianalfabeto? (1973)
ÁLGEBRA
♦Afinal de contas, o que é álgebra: uma promiscuidade inacreditável de
nú­meros e letras ou uma apenas uma su­ruba de ângulos e hipotenusas?
ÁLIBI
♦George Washington cortou a macieira já com a intenção de ser inter­pe­lado
pelo pai, contar-lhe a verdade e passar à história como um exem­plo de
honestidade.
ALIENAÇÃO
♦A alienação esperava o ônibus há mais de duas horas.
♦A maior parte das pessoas nunca soube do que é que se está falando.
ALKASELTZER
♦A invenção do alkaseltzer foi uma tempestade num copo d’água.
ALMA
♦Não possuo alma. Sou, como todo mundo, uma alucinação holística e
ho­lo­gráfica.
♦A alma não é mais do que as circunvoluções físico-químicas de nosso
cé­rebro. Mais modernamente, um centro processador de dados tradu­zi­do
em teologuês.
ALMA DANADA
♦Falam em alma danada. A alma não é sempre danada?
ALTERNATIVA
♦Para conseguir vencer, uma mulher bonita tem que lutar muito. Ou não
lu­tar nada.
♦Você não pode aumentar sua estatura. Mas pode mandar rebaixar o teto.
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♦Nos momentos de perigo é fundamental manter a presen­ça de espírito,
embora o ideal seja conseguir a ausência do corpo.
♦Pessoas com pavor de avião acabam morrendo em desastre de auto­móvel.
AMADURECIMENTO
♦É indiscutível que aos 20 anos somos todos tremendos idiotas. Como tam­
bém é indiscutível que, com o passar do tempo, vamos nos trans­formar
em idiotas mais velhos.
AMAZÔNIA
♦Na Amazônia a selva é tão inabitável que ninguém vive lá. (Falsa cultura.)
AMBIÇÃO
♦Basta olhar o número crescente de loterias para concluirmos que todo
ser humano deseja ser milionário. Nunca vi um milionário querendo ser
humano.
♦É fácil a gente se conformar com o que tem. Difícil é se conformar com
o que não tem.
♦Quando crescer vou ser anacoreta. (1963)
♦Se alguém diz que não almeja o poder, não acredite nele. Está tentando
te enganar e até já se enganou.
♦Só tenho uma ambição – a ubiquidade.
♦ A suprema ambição é não tê-la.
AMBIGUIDADE
♦Como é mesmo que Stefan Zweig disse: “País do futuro” ou “País do fa­
tu­ro”?
AMBIVALÊNCIA
♦Se Deus me der força e saúde, hei de provar que ele não existe.
AMEAÇA
♦O segundo ano deste governo vai ser terrível. Seus porta-vozes pro­clamam
que o primeiro foi ótimo. (1991)
♦Os banqueiros não perdem por esperar. Ganham.
♦Se me prenderem o frescobol ficará seriamente abalado. (Facécia dita
diante da prisão de vários outros redatores do jornal O Pasquim. 1970)
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